Ouvidorias do mercado segurador resolveram 94% das demandas em 2018

Marcio Coriolano

Fonte: CNseg

As ouvidorias do setor segurador vinculadas à Confederação das Seguradoras (CNseg) atenderam a mais de 150 mil demandas em 2018, apresentando um índice de efetividade de 94%, ou seja, apenas 6% das demandas repercutiram em outras instâncias, como Susep, Procons e Ações Judiciais. Essas informações estão contidas na 9ª edição do “Relatório de Atividades das Ouvidorias do Setor de Seguros” –  referente a 2018 – , elaborado pela CNseg por meio de sua Comissão de Ouvidoria. Para o Relatório, foram coletadas informações de 81 empresas e grupos associados, representando 90,1% da arrecadação de Seguros Gerais; 97,4% de Previdência Privada e Vida; 85,9% de Capitalização e 84,8% de Saúde Suplementar.

“O Relatório compõe um diagnóstico setorial das demandas dos consumidores nas Ouvidorias, com relação aos produtos e serviços ofertados pelas empresas de seguros. O objetivo desta publicação é apresentar o monitoramento das demandas, identificando temas de maior atenção e tendências, visando oferecer mais uma fonte de informações aos Ouvidores que os auxiliem no desempenho de sua missão”, afirma o presidente da CNseg, Marcio Coriolano.

Além de números de atendimento, detalhados por ramos, modalidades e por canais mais demandados, o Relatório de Ouvidoria ainda apresenta, ainda, os principais projetos desenvolvidos em 2018 pela Comissão de Ouvidoria, em parceria com a Comissão de Relações de Consumo, ambas da CNseg. Entre os destaques, a 4ª Celebração do Dia do Ouvidor e do Dia do Consumidor, o 6º Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros e a 8ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros.

Segundo o presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg, Silas Rivelle Jr., os indicadores apresentados no Relatório “evidenciam a relevância do trabalho dos profissionais das Ouvidorias  no exercício de suas atribuições de mediação, prevenção e solução de conflitos, propondo melhorias de produtos e processos”.

Tokio Marine destaca a importância dos corretores para os segurados em campanha

Tokio Marine campanha corretores

A Tokio Marine, uma das maiores seguradoras do Brasil, destaca a importância do corretor de seguros como consultor de proteção para seus clientes na segunda fase da campanha institucional. A nova websérie traz histórias sobre como o caráter consultivo do profissional de seguros permitiu que o segurado pudesse ir além.

https://www.youtube.com/watch?v=3vPkZ9Vs63c&feature=youtu.be
O corretor tem papel fundamental para a difusão da cultura do seguro no País e sua contribuição permite que a Tokio Marine cumpra a missão de proporcionar tranquilidade e segurança às pessoas e empresas

“Em 2019, ano em que completamos seis décadas de atuação no Brasil, buscamos valorizar aqueles que tornam nosso negócio possível. Mais do que nosso único canal de distribuição, o corretor tem papel fundamental para a difusão da cultura do seguro no País e sua contribuição permite que a Tokio Marine cumpra a missão de proporcionar tranquilidade e segurança às pessoas e empresas. Foi isso que tentamos mostrar com as histórias contadas nessa nova websérie”, afirma Priscila Fernandes, gerente de Marketing da Tokio Marine.

A nova campanha da continuidade à anterior com mote “A Tokio Marine resolve o que precisa, pra você resolver o que importa”, que trouxe colaboradores da companhia em 2017 e, em 2018, enfatizou o protagonismo do cliente.

O primeiro capítulo da websérie estreia no dia 19 de julho, nas redes sociais (Facebook e YouTube) da seguradora e será também exibido nos intervalos do Programa Seguro, da TV Gazeta, aos domingos. Os demais episódios serão divulgados ao longo do segundo semestre de 2019. 

Assinados pela produtora Cristal Entretenimento, os vídeos contam com roteiro de Daniela Pistone e direção de Marcelo Botta e Jorge Maia, da Salvatore Filmes. 

Ficha técnica da produção:

Produção: Salvatore Filmes

Roteirista chefe: Daniela Pistoni 

Roteirista: Inaê Luz Rocha 

Diretor: Marcelo Botta e Jorge Maia 

1 Assis. Direção: Ricardo Mordoch 

2 Assis. Direção: Kelanie Aragão 

3 Assis. Direção: André Srur

Produtora de elenco / figuração: Deborah Carvalho 

Produzido por Marcelo Botta e Gabriel Di Giacomo 

Produtora Executiva: Luciana Coelho 

Diretora de produção: Marieta Scatimburgo

AXA estuda trazer para o Brasil soluções inovadoras de microsseguros

axa microsseguros

De olho num potencial nicho de negócio no Brasil, conhecido como microsseguro, a AXA Brasil enviou Guilherme Menezes (agachado na foto), diretor comercial do canal Afinidades, para participar de uma reunião com 60 executivos para conhecer mais de perto a Índia, berço deste tipo de apólice desenhada para quem vive com cerca de dois dólares por dia. Mesmo com uma renda tão baixa, muitos compram proteção financeira.

Mais de 280 milhões de pessoas em todo o mundo tem uma apólice de microsseguro, segmento que movimenta algo em torno de US$ 2,4 bilhões por ano, segundo dados do The Network’s World Map of Microinsurance, divulgado pela Microinsurance Network, uma organização global sem fins lucrativos que reúne especialistas em microsseguro, composta por 80 membros institucionais de mais de 40 países comprometidos em promover o desenvolvimento e serviços de seguro para pessoas de baixa renda.

A seguradora francesa está na Índia desde 2006 estudando o mercado de microsseguro. Em 2009, lançou seu primeiro produto. Mas foi no ano passado que lançou um seguro de acidentes pessoais que custa cerca de 2 reais por mês e é vendida de forma totalmente digital pelo celular. Segundo Menezes, a apólice custa cerca de 58 centavos de euros para uma cobertura de 13 mil euros em caso de qualquer acidente pessoal. “A maioria dos clientes acidentados usa boa parte da indenização para comprar uma vaca, pois ela sustentará a família até que o equilíbrio financeiro seja restabelecido no período pós acidente”, informa.

Em um ano, a AXA registrou a venda de 80 mil apólices por mês de microsseguros na Índia. “Hum milhão no ano. O projeto do grupo é quintuplicar esse número no médio prazo. “Apesar do saneamento básico na Índia ser precário, a rede 4G funciona em qualquer lugar e todos com mais de 18 anos tem conta bancária, o que viabiliza operacionalmente a venda de produtos pelo celular”, explica.

No Brasil, a AXA pretende replicar a experiência do México, onde atua desde 2010 em uma parceria como o banco Banamex, pela similaridade de indicadores econômicos e regulamentação entre os dois países. Ainda não se tem uma data do lançamento, mas uma coisa é certa: o seguro de acidentes pessoais custará menos do que os produtos hoje ofertados em varejistas por R$ 5 por mês para uma cobertura de 10 mil. “Nosso projeto prevê um seguro de R$ 2,99 para coberturas de até R$ 20 mil E será totalmente digital. Nosso objetivo é promover a inclusão financeira num primeiro momento e não obter ganho financeiro. Temos permissão para atuar com margens negativas”, afirma.

O interesse das seguradoras pelo microsseguros começou com a AIG em 1997 e foi seguida por Swiss Re, Munich Re, Allianz e Zurich, conta o portal Insurance Information Institute. Um número crescente de seguradoras ingressa nos mercados emergentes por meio de projetos de microsseguro, com oferta de produtos e serviços não cobertos por seguros tradicionais ou programas governamentais. No produto da AXA, por exemplo, se pensou em colocar coberturas para saúde. “Mas o governo oferece bom atendimento. Então nossas coberturas visam a residência, como serviços para filtrar a água que chega da rua”, informa.

Os produtos de microsseguro tendem a custar muito menos do que os produtos tradicionais e, assim, estender a proteção a um mercado muito mais amplo. Os produtos variam em tipo e estrutura, mas geralmente são diferenciados por grandes volumes, baixo custo e administração eficiente. Foram feitos alguns testes no Brasil, mas a venda não deslanchou. Mais recentemente, com o uso de novas tecnologias, algumas seguradoras voltaram a apostar no segmento.

Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram vendas de R$ 160 milhões e sinistros de R$ 14 milhões de janeiro a maio deste ano com microsseguros considerando-se riscos de bens, financeiros e aposentadoria. Comparado ao mesmo período de 2018, as vendas caíram R$ 10 milhões (R$ 170 milhões) e os sinistros aumentaram R$ 1 milhão (R$ 11 milhões). Mas comparado ao mesmo período de 2015, o avanço é grande, passando para R$ 32 milhões em prêmios, com 17 seguradoras atuando no nicho. Hoje quase 30 disputam esse mercado, que visa mitigar o risco de que pessoas pobres voltem para a miséria em uma situação de acidente ou morte do provedor financeiro.

Certamente é um segmento que visa o longo prazo e traz ganhos muitas vezes imensuráveis, como reduzir a pobreza, a desigualdade e, consequentemente, índices de violência no país, que acabam afetando outros ramos em que as seguradoras atuam, como automóvel, residência, empresarial, vida e saúde. No mundo, as principais apólices de microsseguros são oferecidas junto com um pequeno empréstimo para viabilizar microempreendedores. Na Ásia, as operadoras de redes móveis oferecem cobertura para 40 milhões de pessoas, sendo que nove em dez, o microsseguro é a primeira experiência de uma pessoa com seguro.

Conseguro 2019: inscrições abertas para nona edição

cnseg conseguro 2019

Fonte: CNseg

Evento ocorre a cada dois anos e discute ações para desenvolvimento do mercado segurador

Estão abertas as inscrições da Conseguro 2019, que ocorrerá desta vez em Brasília (CICB – Centro Internacional de Convenções do Brasil), nos dias 4 e 5 de setembro, e terá como tema central “As novas fronteiras do desenvolvimento”. Cerca de 800 participantes são esperados nessa nona edição do encontro, um dos principais do calendário de eventos do mercado segurador, realizado a cada dois anos.

A pauta da Conseguro destacará os temas mais relevantes e estratégicos para uma trajetória de crescimento firme e continuado do setor.  Uma programação especial está sendo preparada para trazer conhecimento com discussões técnicas e novidades sobre as últimas tendências para o mercado segurador.

Quatro outros eventos estarão incorporados na edição 2019 da Conseguro: 13º Seminário Controles Internos & Compliance, Auditoria e Gestão de Riscos; 9ª Conferência de Proteção do Consumidor de Seguros; 6º Encontro Nacional de Atuários e a 1ª Conferência de Sustentabilidade e Diversidade.

Inscrições e outras informações pelo link: https://eventos.cnseg.org.br/eventos/evento/9-conseguro/

CVG-SP celebra 38 anos com homenagens a fundadores e ex-presidentes

Por Márcia Alves

Ocasião especial foi marcada por depoimentos emocionantes que lembraram o empenho de todos que trabalharam pela evolução da entidade.

No dia 12 de julho, no Terraço Itália, o CVG-SP realizou uma comemoração especial dos seus 38 anos de existência, completados em maio, com uma homenagem aos fundadores, ex-presidentes e colaboradores. Parte do evento foi dedicada às boas-vindas a oito empresas novas associadas. O presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya, que se associou à entidade em 1987, no início de sua carreira, destacou a importância da ocasião. “É uma data especial, são 38 anos em que o CVG-SP tem se dedicado ao desenvolvimento de todos os temas ligados ao seguro de pessoas”, disse.

Em um recorte de tempo apenas dos últimos cinco anos, Kasahaya forneceu números que revelam a intensa atividade do CVG-SP. Segundo ele, foram realizados nesse período mais de 40 eventos, com a participação de mais de 5 mil pessoas, considerando seminários, almoços e cursos. Sobre os cursos, aliás, o presidente fez questão de registrar que nos primeiros anos do CVG-SP, todos os instrutores, incluindo ele próprio, eram voluntários. “Os cursos começaram lá atrás com o empenho de professores e colaboradores, sem qualquer remuneração”, disse.

Coube aos fundadores e ex-presidentes o testemunho sobre os primeiros passos do CVG-SP. Paulo Meinberg, fundador e presidente por seis gestões, entre 1988 e 2006, lembrou das dificuldades iniciais e reconheceu a valiosa contribuição de alguns colaboradores. Ele destacou, especialmente, três: o advogado Ayrton Pimentel, que estava presente no evento, o médico Marco Antonio Gazel e o atuário Gerhardt. “Estes, só não foram associados porque na época o estatuto não permitia a adesão de profissionais sem vínculo com seguradoras”, disse.

Elias José Cattach, fundador e presidente por duas gestões, entre 1983 e 1985, lembrou que na primeira diretoria do CVG-SP, na qual ocupou o cargo de tesoureiro, o maior obstáculo era a falta recursos. “Tínhamos de vender o almoço para comprar o jantar”, brincou. Cattach citou os nomes de alguns dirigentes do CVG-SP, incluindo os que já faleceram, destacando o importante trabalho de todos. “Meus parabéns a todos os presidentes que me sucederam, porque cada um ajudou a colocar um tijolo a mais no alicerce do CVG-SP. Construímos o CVG-SP e espero que seja eterno”, disse.

Oldemar de Souza Fernandes, fundador e presidente na gestão 1987/1988, comentou a responsabilidade dos dirigentes de manterem o CVG-SP em ascensão, sobretudo na primeira década. “Plantar a semente é muito nobre, mas também é preciso fazê-la crescer. Por isso, todos que sucederam os fundadores devem se sentir homenageados”, disse. Ele também se recordou do idealismo que permeou a fundação do CVG-SP e que, a seu ver, permanece. “Pessoas idealistas lutam por algo melhor. Sinto muito orgulho de fazer parte dessa história e agradeço a todos os que me sucederam”, disse.

Dilmo Bantim Moreira, atual presidente do Conselho Consultivo e presidente por duas gestões, entre 2013 e 2016, destacou o papel de formador profissional do CVG-SP, lembrando do empenho dos instrutores no passado. “Não havia computadores, como hoje, e éramos obrigados a pedir para as empresas em que trabalhávamos para imprimir as apostilas dos cursos. Hoje, é difícil encontrar no mercado quem não tenha frequentado um curso do CVG-SP. Sinto orgulho em fazer parte dessa história”, disse.

Um dos convidados, o advogado Antonio Penteado Mendonça, elogiou o CVG-SP por seus propósitos e atuação destacada dentre as entidades do setor. Ele aproveitou para estender o elogio à gestora Lucia Gomes por seu importante trabalho nos últimos 18 anos. “O CVG-SP conseguiu se reinventar e adquirir musculatura para ocupar um espaço extremamente importante no sistema de seguros. Nos próximos anos, haverá uma explosão na demanda de seguro de pessoas e o CVG-SP terá um protagonismo importante”, disse.

Além de um brinde personalizado, o CVG-SP comoveu os homenageados ao exibir no telão fotos de toda a trajetória da entidade. Ao se reconhecerem nas fotos antigas, ainda jovens, muitos manifestaram a emoção de terem contribuído para a consolidação do CVG-SP. Oldemar Fernandes se recordou do apoio essencial de Roberto Luz, então secretário do Sindseg-SP, ao CVG-SP, logo nos primeiros anos de atividade. O presidente Kasahya fez questão de registrar que o CVG-SP continua contando com o apoio do Sindseg-SP, tanto que ocupa uma sala em suas dependências. “Até hoje o Sindicato das Seguradoras abriga o CVG-SP”, disse.

Dentre os homenageados, também marcaram presença no evento: os fundadores Darci Rodrigues Porto, José Luiz Macea, José do Carmo Balbino da Silva, Norberto Ferreira Aranha Neto, Pedro Raimundo Rodrigues Bacelar, Carlos Albino Vidal de Oliveira e Silvio Nececkaite Sant’Anna, além do atual conselheiro Ronaldo Megda Ferreira, presidente nas gestões 1999/2000 e 2000/2001.

Novas associadas– Durante o almoço, o CVG-SP deu as boas-vindas a oito empresas associadas: Alper Seguros, CRD Seguros, Campos e Associados, Previsul Seguradora, Primo Seguros, Selletiva Assessoria em Seguros, 77Seg e TGL Consultoria em Seguros.

Mirella Lavrini assume comunicação da Mongeral Aegon

A seguradora Mongeral Aegon tem nova superintendente de Comunicação. Mirella Lavrini é formada em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero e tem MBA em Finanças pelo Insper. A executiva acumula mais de quinze anos de experiência em áreas de comunicação e marketing, com passagem de grandes empresas como Netshoes, Pernambucanas, Vivo e Wal-Mart Brasil.

Mirella será responsável pela gestão da marca do grupo Mongeral Aegon e pelas equipes de Comunicação e TV Corporativa. A superintendente reporta diretamente ao diretor de Marketing e Afinidades, Nuno Pedro David.

Fabiano Lima é o novo diretor de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich

Fonte: Zurich

A Zurich anuncia a chegada de mais um executivo no Comitê Executivo da companhia. Fabiano Lima é novo diretor de Vida, Previdência e Capitalização da seguradora e vai liderar as estratégias de novos negócios, expansão e consolidação da companhia nos respectivos segmentos.

Formado em Matemática pela Universidade de São Paulo (USP), com MBA em Gestão de Negócios pelo Ibmec/RJ, nos seus 23 anos de experiência Fabiano Lima já atuou nos segmentos de Seguros e Previdência em empresas como SulAmérica, Allianz Brasil, Seguros Unimed e BCN/Bradesco Seguradora. Ao longo de sua carreira, já passou pelas áreas de Underwriting, Atuarial, Gestão de Riscos, Produtos, Finanças, Suporte Comercial e Operações.

“A Zurich já tem uma área de Vida, Previdência e Capitalização muito bem estruturada e agora nosso objetivo é ampliar a participação no mercado, com produtos diferenciados para proteção pessoal e proteção de renda. Ainda há uma grande parte da população brasileira carente de proteção, o que representa uma grande oportunidade neste setor”, afirma o executivo.

Evento sobre IFRS 17 e Solvência II reúne mais de 150 profissionais

Fonte: CNseg

Com apoio da CNseg, teve início em 15 de julho, nas instalações da Escola Nacional de Seguros, em São Paulo, com o diretor Técnico e de Estudos da CNseg, Alexandre Leal, ressaltando a relevância do tema para o setor de seguros e lembrando as diversas ocasiões em que a CNseg promoveu iniciativas como essa, que muito auxiliam no aprimoramento técnico dos profissionais do setor, com reflexos positivos na qualidade dos debates nas comissões temáticas da confederação e nos fóruns constituídos pelos reguladores para tratarem desses temas. 

O CEO da RGA Brasil e membro da SOA, Ronald Poon-Affat, abriu os painéis abordando a missão da entidade de atuários – que possui mais de 31 mil membros em todo o mundo – que é a promoção da educação, da pesquisa e do desenvolvimento dos profissionais. Segundo ele, o IFRS 17 é considerado hoje “a norma mais disruptiva de todos os tempos”.  Publicado em maio de 2017, trata-se de um novo padrão de relatório financeiro internacional para contrato de seguro. A estimativa é que seu impacto atinja 186 países em todo o mundo. No Brasil, as empresas do setor de seguros de capital aberto deverão adotar o padrão internacional. As demais, ainda dependem da definição dos órgãos de regulação de seguros (Susep e ANS).

A professora da UFRGS e diretora do Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), Máris Gosmann, abordou os conceitos do IFRS 17, pontuando questões como a mensuração de contratos, a separação de componentes do contrato, o nível de agregação, a nova forma de demonstração patrimonial e a divulgação das premissas assumidas, além de detalhar os princípios que norteiam as futuras regras, que entrarão em vigor em 2022.

Líder de uma equipe que fornece serviços de consultoria relacionados aos projetos de implementação do IFRS 17, modelos de risco baseados em Solvência II e governança, Carlos Arocha aprofundou os conceitos da norma, falando também sobre o tratamento dado ao contrato de resseguro, com a oportunidade de aplicações práticas por meio de exercícios. Entre os pontos positivos do IFRS 17, destacou a melhor comparabilidade, a visão econômica mais intuitiva, a melhor percepção do lucro e mais transparência, além de mais dinamismo, consistência e robustez dos fluxos de caixa. Foi ressaltado, ainda, a importância dos setores contábil, financeiro, atuarial, de tecnologia e de gestão de riscos atuarem em conjunto para uma efetiva convergência e implementação do IFRS 17.  

Por fim, a agenda de IFRS 17 no seminário se encerrou na manhã do segundo dia com a apresentação de uma proposta de fluxo para o processo de implementação da referida norma composta pelos seguintes passos: mapeamento das fontes de informação, incluindo dados dos contratos e informações atuariais; validação e enriquecimentos dos dados; armazenamento; definição do grupo de contratos (agrupamentos); classificação dos contratos (como oneroso, entre outros); cálculo da margem contratual de seguro, do ajuste ao risco, dentre outras variáveis; identificação das especificidades do IFRS 17 no processo contábil; consolidação e reconciliação; demonstração financeira final, incluindo as notas explicativas; e, ainda, relatórios internos demonstrando as interfaces com requisitos de capital de solvência.

Na parte da tarde do dia 16 e no dia 17, o seminário da SOA aborda temas relacionados à Solvência II, padrão de capital baseado em risco, aplicado às seguradoras Europeias, e inspiração do modelo de capital vigente no Brasil.

Foto: Da esquerda para a direita: o consultor Carlos Arocha; a professora Máris Gosmann e o diretor Técnico e de Estudos da CNseg, Alexandre Leal

Glaucia Smithson assume como CEO da AGCS para América do Sul

Executiva deixa diretoria da Zurich, que busca um executivo para o cargo. José Bailone, diretor técnico do Brasil e regional Latam, assumirá interinamente. Com isso, a AGCS passa a ter a quinta mulher em posto de comando no mercado segurador, com Susep, Coface, AXA e Cescebrasil

Glaucia Smithson assume o posto de CEO América do Sul da Allianz Global Corporate & Specialty SE (AGCS), depois de mais de dez anos no grupo Zurich, sendo que nos últimos dois liderou as áreas de seguro empresarial, vida, previdência corporativa e resseguro. José Bailone, diretor técnico do Brasil e regional Latam, assumirá interinamente o cargo de Glaucia enquanto o grupo seleciona um executivo. Ou executiva, quem sabe.

Glaucia sucede Angelo Colombo, que deixa a AGCS para assumir como CEO América Latina da Swiss Re Corporate Solutions a partir de outubro. Em seu novo papel, ela se reportará a Sinéad Browne – Chief Regions and Markets Officer. A partir do escritório em São Paulo, Glaucia irá liderar a estratégia da AGCS Brasil, cujo foco é o crescimento sustentável no Brasil e em outros mercados sulamericanos como Chile, Argentina e Colômbia. Este anúncio está sujeito a aprovações regulatórias.

Na Zurich, Glaucia liderou a estratégia da empresa, visando o crescimento rentável e gerenciando relacionamentos importantes com grandes clientes e corretores, bem como apoiando as operações de seguros da Zurich Brasil. Nesse perído, trabalhando no Reino Unido e Brasil, ela assumiu papeis cada vez mais seniores dentro da subscrição, incluindo diretora de Linhas Empresariais e Chief Underwriting Officer.

Sinéad Browne comenta: “ Estou muito feliz porque teremos Glaucia liderando nosso time América do Sul, um de nossos mercado-chave em crescimento. Ela traz consigo mais de 20 anos de experiência em seguros, tanto em nível Brasil quando globalmente, e possui a perspectiva estratégica e a abordagem focada no crescimento que nos ajudarão a aumentar o sucesso que temos na América do Sul. Aproveito para agradecer ao Angelo pela liderança da companhia nos últimos anos. Seu papel foi fundamental para lançarmos e expandirmos nossa presença na América do Sul e construirmos o forte time que temos ali.” 

AGCS Brasil começou em 2013 e está sediada em São Paulo. Atendendo a clientes de toda a América do Sul e também seguradoras locais, oferece subscrição especializada e experiência no resseguro de apólices individuais ou como parte de um programa global. Suas soluções abrangem uma ampla gama de riscos corporativos como patrimonial, responsabilidade civil, engenharia, transportes, linhas financeiras, energia e aviação. A unidade de negócios América do Sul, que emprega cerca de 50 colaboradores, contribuiu com aproximadamente EUR 100 milhões em prêmios brutos do volume total subscrito pela AGCS globalmente em 2018, em EUR 8,2 bilhões. 

Tecnologia ajuda em ações de combate às fraudes ao DPVAT em todo o país

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Fonte: Seguradora Líder

Nos últimos dias, as ações da 1ª Delegacia de Polícia de Goiânia/GO, que cumpriu mandados de busca e apreensão em clínicas acusadas de falsificar documentos para fraudar o Seguro DPVAT, reforçam os resultados da estratégia da Seguradora Líder no combate às fraudes ao benefício. Nos últimos anos, a companhia adotou uma postura proativa de encaminhamento de notícias crime aos órgãos competentes ao identificar irregularidades em pedidos de indenização. 

As investigações em Goiânia tiveram origem em notícias de crime da Seguradora Líder. As fraudes decorrem de adulteração de documentos médico-hospitalares (laudos médicos e tratamentos fisioterápicos), que seriam usados para dar entrada em pedidos dentro das coberturas previstas pelo Seguro DPVAT (morte; invalidez permanente; e reembolso de despesas médicas e suplementares) e envolvem, aproximadamente, a quantia de R$ 307.800,00. 

Em junho, o Ministério Público do Pará ofereceu uma série de denúncias contra pessoas que fariam parte de uma quadrilha especializada em fraudar o Seguro DPVAT. A Operação, nomeada de Redenção, teve início a partir de uma série de notícias crime da Seguradora Líder, que detectou fraudes em pedidos de indenização por invalidez permanente e morte. Médicos de duas clínicas da cidade de Redenção, no Pará, são acusados de emitir laudos falsos e responderão pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e associação criminosa.

Os acusados falsificaram documentos e comunicaram sinistros inexistentes pleiteando nove indenizações por invalidez permanente e uma por morte. A identificação das fraudes evitou perdas máximas de R$ 135 mil, que lesariam não só o Seguro DPVAT, como toda a sociedade brasileira.

Outro destaque de 2019 foi a prisão, em Luziânia, município de Goiás, de uma empresária acusada de fraudar o Seguro DPVAT. A Operação “Parálysis” foi desencadeada após os policiais do Grupo de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Luziânia constatarem que a suspeita falsificava documentos e montava processos de invalidez permanente, totalizando cerca de R$ 220 mil em indenizações.

Segundo a polícia, a mulher possui uma empresa de eventos e usava os documentos de funcionários e familiares para dar entrada nos pedidos de indenização com boletins de ocorrência e outros documentos falsificados.

De janeiro a junho deste ano, as iniciativas proativas da Seguradora Líder já resultaram em 20 sentenças condenatórias, 25 condenados, 24 cancelamentos, suspensões ou cassações de registros em órgãos de classe e 2 prisões em todo o Brasil.

O uso de tecnologia tem sido o grande aliado neste trabalho. Todos os pedidos de indenização do Seguro DPVAT recebem monitoramento contínuo, sendo avaliados por softwares de inteligência artificial, que contêm ferramentas de filtros sistêmicos de ocorrências suspeitas. Os casos considerados merecedores de apuração mais detalhada são enviados, ainda, para uma equipe que investiga in locoa ocorrência. Quando a Seguradora Líder identifica uma irregularidade, uma notícia-crime é encaminhada aos órgãos competentes.