Daniel Mello é o novo diretor de Transformação do Grupo HDI

O Grupo HDI anuncia a chegada de Daniel Mello como novo diretor de Transformação. Com sólida trajetória em fusões e aquisições (M&As), gestão de projetos (PMO) e transformação digital, o executivo terá a missão de conduzir o planejamento estratégico, garantir a execução das principais iniciativas e liderar as áreas de Estratégia, PMO, Novos Negócios, Transformação Digital, Experiência do Cliente e Comunicação Externa e Marca. Daniel terá como foco impulsionar mudanças estruturais e sustentáveis na companhia.

O executivo possui ampla experiência nos setores financeiro e de tecnologia, tendo ocupado posições em consultoria estratégica, na Bain & Company, e em empresas como B3 – a Bolsa de Valores do Brasil –, Dell e ClickBus. Engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP, pós-graduado em administração de empresas pela FGV, Daniel possui MBA pela Kellogg School of Management, em Chicago, e formação executiva em inovação pela Singularity University, no Vale do Silício. 

“Assumir a diretoria de Transformação do Grupo HDI em um momento de crescimento acelerado e diversificação de portfólio é uma oportunidade única de contribuir para gerar impacto direto em crescimento, eficiência e experiência do cliente. Minha prioridade será alinhar estratégia, execução e inovação para oferecer um serviço cada vez melhor, garantindo resultados concretos e geração de valor para nossos públicos”, afirma Daniel.

Além de acelerar a transformação da companhia, a chegada do executivo representa um passo estratégico neste momento da empresa.

STF reforça soberania nacional e acende alerta para seguradoras e resseguradoras

BRASILIA, BRAZIL - SEPTEMBER 5: Minister of Justice and Public Security Flávio Dino looks on during an event to commemorate the International Amazon Rain forest Day at Salão Nobre of Planalto Government Palace on September 5, 2023 in Brasilia, Brazil. The Amazon area covers an area of 6.7 million square kilometers over Brazil, Bolivia, Peru, Colombia, Ecuador, Guyana, Suriname, Venezuela and French Guyana and has a population of around 33 million. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)

por Denise Bueno

MATÉRIA ATUALIZADA DIA 20, 16H00, com novo despacho do ministro Dino

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que sentenças, leis ou ordens estrangeiras não podem ter eficácia imediata no Brasil sem homologação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), reacendeu o debate sobre soberania jurídica e trouxe repercussões para setores com forte exposição internacional, como bancos e seguradoras.

Isso inclui a Lei Magnitsky, dos EUA, que foi usada pelo governo Donald Trump para retaliar o ministro Alexandre de Moraes no fim de julho. Entretanto, a lei americana não foi citada diretamente por Dino — que tomou a decisão em uma ação que questiona no STF um processo movido na Inglaterra por vítimas do rompimento da barragem de Mariana (MG), em 2015, contra as mineradoras Vale e BHP.

Embora especialistas apontem que a regra já fosse consagrada no artigo 105 da Constituição Federal, a ordem de Dino ganha peso diante de um contexto de tensões geopolíticas, como sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras, e de disputas judiciais em cortes internacionais envolvendo empresas nacionais.

O impacto mais sensível recai sobre o mercado de seguros e resseguros, no qual é comum a presença de cláusulas que remetem litígios para jurisdições estrangeiras — em especial Londres e Nova York. Em casos de grandes catástrofes, como a tragédia de Mariana (MG), decisões externas já tentaram se projetar sobre apólices de resseguro que envolvem riscos localizados no Brasil.

Com a decisão, Dino reforça que qualquer ordem dessa natureza só terá validade após homologação pelo STJ. Além disso, lembra que contratos que envolvam riscos brasileiros estarão submetidos, de forma incontornável, à lei brasileira — diretriz que se fortalece com a entrada em vigor, em dezembro, da Lei 15.040/24 (novo Marco Legal dos Seguros).

Segundo advogados, a determinação de Dino não altera a prática consolidada, mas sinaliza claramente que eventuais medidas políticas externas — como bloqueios de ativos, restrições a contratos ou exclusão de clientes — não podem ser aplicadas de forma automática por instituições financeiras ou seguradoras no país.

Um ponto de atenção para o setor é a compatibilização entre cláusulas de arbitragem internacional previstas em contratos de resseguro e a exigência de homologação pelo Judiciário brasileiro. Na prática, mesmo que uma arbitragem seja concluída em Londres ou Nova York, para produzir efeitos no Brasil — seja cobrança de valores, bloqueio de ativos ou alteração de contratos — será necessário o crivo do STJ.

No entanto, Dino fez um novo despacho para esclarecer a decisão em que vedou a eficácia automática de leis e ordens judiciais no Brasil, afirmando que a determinação não alcança tribunais internacionais reconhecidos pelo país. No novo despacho, Dino escreveu que uma vez reconhecida pelo Brasil – e os efeitos imediatos de suas decisões”.

Dino também deixou claro no novo despacho que determinou a notificação formal de instituições financeiras e seguradoras, incluindo a CNseg, para que estejam atentas ao cumprimento da decisão. O ministro também convocou audiência pública para discutir o tema, em data ainda a ser definida. Apesar de não citar as sanções econômicas contra Moraes, que têm o potencial de bloquear a utilização de cartão de créditos com bandeiras dos EUA como Visa e Mastercard, por exemplo.

Mesmo com o novo despacho, ainda há questionamentos sobre como ficam os seguros de pessoas incluídas na Lei Magnitsky, como o ministro do STF Alexandre de Moraes. Se ele tiver seguro de vida, saúde ou qualquer outro em empresas americanas, como Prudential do Brasil, MetLife, Chubb entre outras dominadas nos EUA? Aguardamos ainda as respostas aos pedidos de entrevistas para explicarmos melhor este assunto.

No dia 19, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Moraes é “tóxico para todas as empresas legítimas e indivíduos que buscam acesso aos Estados Unidos e seus mercados”. A afirmação foi feita pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão subordinado ao Departamento de Estado, na rede social X. “Cidadãos americanos estão proibidos de manter qualquer relação comercial com ele [Moraes]. Já cidadãos de outros países devem agir com cautela: quem oferecer apoio material a violadores de direitos humanos também pode ser alvo de sanções”, escreveu o órgão.

A CNseg afirmou em nota que “tomou conhecimento da recente decisão e, no momento, está avaliando o caso. A entidade reforça que, por se tratar de um tema novo e ainda em exame, não é possível apresentar um posicionamento definitivo neste momento. A CNseg seguirá acompanhando os desdobramentos e se manifestará oportunamente, após a devida avaliação técnica”.

O QUE DIZEM OS ADVOGADOS

Advogados ponderam que isso não anula a utilidade das arbitragens internacionais, mas pode alongar o tempo de execução, acrescentando uma etapa de revisão formal. O Brasil, por sua vez, preserva coerência com a prática internacional, já que outros países também exigem validação interna para sentenças estrangeiras.

Para advogados, o STF busca blindar empresas brasileiras contra riscos de submissão a ordens externas sem devido processo legal, reforçando o protagonismo do país em arbitrar disputas que envolvam seu mercado. Para o setor de seguros e resseguros, o movimento confirma uma tendência de maior nacionalização da regulação, em linha com o novo marco legal que entrará em vigor.

Ernesto Trizulick foi enfático em afirmar que “não muda nada”. O advogado explica que as decisões estrangeiras têm de ser homologadas pelo STJ. “A CNseg foi citada para que as entidades reunidas sob essas representações sejam cientificadas de que eventuais medidas judiciais causem danos a essas empresas e aos seus clientes. O Brasil precisa ficar atento e que bom que o STF reconhece a representatividade do mercado pelas suas entidades.”

Cássio Amaral Gama, sócio do Machado Meyer Advogados, reforça o tom. “O que ele decidiu não é novidade. Lei ou decisão alguma estrangeira é aplicável no Brasil sem legitimação por parte do Judiciário. No seguro e resseguro nada muda, especialmente com a entrada em vigor da Lei 15.040 no final do ano, que atrairá todos os contratos de risco brasileiro para a lei e jurisdição nacionais. Sempre foi assim: decisão estrangeira precisa de exequatur do STJ, que analisa formalidade e adequação, como ocorre em outros países.”

O advogado Luis Felipe Pellon segue a mesma linha dos colegas. “A decisão não traz novidade: qualquer decisão estrangeira para ser executada no Brasil necessita do exequatur. O ponto é diferenciar uma decisão com efeitos internos de reflexos externos. Um banco ou seguradora pode decidir manter ou não uma relação contratual com base em riscos reputacionais globais, mas isso não significa impor automaticamente sanções estrangeiras no Brasil. O STF apenas reforça o óbvio: nenhuma decisão internacional se aplica aqui sem passar pelo Judiciário. Isso, no entanto, gera perplexidade no mercado diante do cenário geopolítico atual”.

Seguros Unimed expande presença nos multicálculos por meio de parceria com a Agger

por Seguros Unimed

A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, anuncia parceria com a Agger, empresa especializada em oferecer soluções em cotações e gestão para corretores de seguros. A partir de agora, os parceiros poderão cotar o seguro residencial da seguradora por meio do Aggilizador, sistema de multicálculo da Agger. A parceria tem como objetivo unir todo o diferencial das soluções oferecidas pela companhia com a autonomia e agilidade que a plataforma da Agger proporciona aos corretores. 

Entendendo a necessidade do mercado, a companhia iniciou uma revolução digital em 2022 com o lançamento do Calcule+, um canal de comercialização online desenvolvido internamente para a oferta de produtos dos segmentos Vida e Patrimoniais da seguradora, como o GlobalVida, Vida Individual, Multiproteção e Residencial. A solução trouxe uma série de ganhos aos corretores, como a melhora na jornada e experiência com processos automatizados, além de possibilitar para a seguradora, dados que apoiem a definição de estratégias mais assertivas para o futuro.

“Com a entrada no multicálculo da Agger, estamos não apenas fortalecendo nossa presença no mercado, mas também entendendo as necessidades dos corretores, que precisam de agilidade e autonomia em seu dia a dia. Este movimento reflete nosso compromisso em nos adaptar às novas demandas do setor e em oferecer mais soluções aos nossos parceiros, ampliando as opções disponíveis e atraindo novos profissionais para nossa rede, além de reforçar o momento da Seguros Unimed como uma companhia que vem investindo fortemente em seu parque tecnológico para alavancar os negócios”, afirma Elias Leite, diretor Comercial, de Produtos e Marketing. 

Com mais de 30 anos de história, a Agger é uma plataforma consolidada e amplamente utilizada por corretores em todo o Brasil. Com uma base de 13 mil clientes em todo o país e mais de 50 milhões de cotações realizadas mensalmente, o sistema permite a comparação e gestão de cotações de diversas seguradoras de forma rápida, eficiente e totalmente integrada.

Proteção com Propósito: A Força da Venda Baseada na Necessidade

Por Rodrigo Prosdocimi, vice-presidente de Negócios Life Planner e CMO da Prudential do Brasil

Cada fase da vida traz novos sonhos, desafios e responsabilidades. E, com elas, surge também a necessidade de proteção. Nos últimos anos, o seguro de vida tem deixado de ser visto como um produto distante ou exclusivo para situações extremas e vem se tornando uma ferramenta de planejamento, cuidado e estabilidade. Essa mudança não aconteceu por acaso: ela reflete uma profunda transformação nos hábitos de consumo e no comportamento das famílias. Hoje, cinco gerações convivem simultaneamente no país, dos tradicionais baby boomers à geração Alpha, e todas elas, em diferentes momentos da vida, estão começando a consumir produtos de proteção financeira. Essa diversidade geracional trouxe novas demandas e expectativas.

O seguro de vida passou a ser pensado para o presente, com coberturas que acompanham todas as fases da vida, da infância à maturidade. Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) mostram que a arrecadação do segmento de pessoas cresceu mais de 60% nos últimos cinco anos, refletindo uma maior conscientização da população sobre a importância da proteção financeira. Nesse cenário, a venda baseada na necessidade ganha protagonismo como o principal motor de alavancagem de um mercado que ainda tem muito a evoluir. Com apenas 18% da população brasileira protegida, é urgente mudar a forma como o seguro é apresentado.

Quando o produto é oferecido como resposta a uma realidade concreta, seja a chegada de um filho, a conquista de um imóvel ou a preocupação com o futuro dos pais idosos, ele se torna relevante, acessível e desejado. Essa abordagem transforma o seguro de vida em uma escolha consciente, conectada às prioridades e aos valores de cada cliente.

O seguro precisa ser entendido além de uma proteção para o fim da vida, mas como uma solução para a vida inteira. As coberturas em vida, especialmente para doenças graves, são um exemplo claro dessa evolução. Elas oferecem suporte financeiro em momentos de vulnerabilidade, permitindo que o segurado mantenha sua qualidade de vida, cuide da saúde e preserve a renda familiar. Quando bem explicadas, essas coberturas mostram que o seguro de vida não é apenas um amparo futuro, mas um recurso presente e essencial.

Além disso, o seguro de vida pode ser um importante instrumento financeiro e usado de forma estratégica em processos de sucessão patrimonial e empresarial, garantindo continuidade, liquidez e tranquilidade para famílias e negócios.

Essa transformação só é possível por meio de um atendimento consultivo e personalizado, conduzido por profissionais que conhecem profundamente o produto e, acima de tudo, o cliente. O corretor de seguros, nesse contexto, atua como planejador financeiro, educador e agente de transformação. Ele acompanha a evolução da vida dos segurados, identifica novas necessidades e propõe soluções sob medida, que crescem e se adaptam junto com a família.

Nesse aspecto, a rede franqueada da Prudential do Brasil, formada por mais de 2.200 corretores Life Planners, têm sido fundamentais na missão de sensibilizar a população para a importância de contar com proteção financeira. Ao traduzirem o seguro de vida em soluções reais para o dia a dia das famílias, eles ajudam a construir uma nova cultura de cuidado e planejamento no país.

Outro fator decisivo nessa evolução é o envelhecimento da população brasileira. Com a expectativa de vida ultrapassando os 77 anos, é necessário reforçar a necessidade de soluções de proteção que acompanhem o ciclo completo da vida. A longevidade exige planejamento e o seguro de vida se posiciona como uma ferramenta essencial para garantir tranquilidade em todas as fases.

Para acompanhar essa nova realidade, o mercado de seguros precisa continuar inovando com produtos mais personalizados, processos digitais e linguagem acessível. Mas a verdadeira alavanca está na capacidade de entender o cliente como indivíduo. Vender com empatia, escuta ativa e foco na necessidade é o que transforma o seguro de vida em um bem essencial.

O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para ampliar sua base de segurados, mas o cenário é promissor. A maior conscientização sobre a importância da proteção financeira está começando a alterar não apenas os indicadores de mercado, mas também a cultura das famílias brasileiras. E quando o seguro de vida passa a ser compreendido como parte essencial do planejamento pessoal e familiar, o impacto vai muito além dos números: ele cumpre seu papel social, promovendo estabilidade, dignidade e segurança.

HDI Global cresce em novos negócios e eleva lucro no 1º semestre de 2025

A HDI Global SE, seguradora corporativa e de riscos industriais do Grupo Talanx, divulgou nesta terça-feira (19) os resultados do primeiro semestre de 2025, marcados por crescimento robusto em novos negócios e melhora na rentabilidade. A receita de seguros somou € 5,1 bilhões, avanço de 8% em termos ajustados por câmbio em relação ao mesmo período de 2024, quando havia alcançado € 4,8 bilhões.

O lucro operacional (EBIT) aumentou 24%, para € 377 milhões, enquanto o retorno sobre o patrimônio (RoE) subiu para 17,4%, frente a 15,7% um ano antes. A contribuição da companhia ao lucro líquido consolidado do Grupo Talanx cresceu 23%, totalizando € 274 milhões.

O índice combinado ficou em 91,6%, em linha com a meta anual de menos de 92%. Os sinistros de grande porte atingiram € 142 milhões no semestre, abaixo do orçamento pro rata de € 253 milhões. O resultado financeiro e de investimentos também foi positivo, chegando a € 99 milhões, impulsionado por maiores volumes aplicados e aumento da receita com juros.

Estratégia de expansão

O CEO da HDI Global SE, Edgar Puls, destacou que os bons números refletem a estratégia de expansão e fortalecimento da relação com clientes e corretores.

“Estou particularmente satisfeito em ver que o crescimento de novos negócios foi o principal motor dos resultados semestrais. Isso mostra que nosso foco em gerar valor sustentável para clientes e parceiros tem sido bem recebido pelo mercado”, afirmou.

Segundo ele, a diversificação das linhas de atuação foi decisiva para a resiliência da empresa em um ambiente de transformações.

“Seja em gestão de riscos, prevenção, programas internacionais, serviços para cativas ou regulação de sinistros, apoiamos nossos parceiros a tomar decisões sustentáveis e aumentar sua resiliência técnica”, disse Puls.

A companhia mantém a expectativa de encerrar o ano com índice combinado inferior a 92% e sustentar o ritmo de crescimento apoiado na expansão de novos contratos corporativos e no reforço da oferta de soluções internacionais.

Zurich mapeia avanço da gestão de riscos cibernéticos no Brasil e identifica fragilidades ainda recorrentes

Jose Bailone

por Zurich

Um estudo inédito da Zurich, realizado entre 2020 e 2024, revelou uma evolução significativa na maturidade das grandes empresas brasileiras em relação à gestão de riscos cibernéticos. O percentual de organizações com classificação de risco considerada insatisfatória ou ruim caiu de 93% para 55% no período, evidenciando um avanço gradual, mas consistente, na forma como empresas de diferentes setores vêm se preparando para enfrentar ameaças digitais.

As análises abrangeram um total de 577 empresas ao longo de 4 anos, todas com faturamento superior a US$ 10 milhões e pertencentes a uma ampla variedade de setores da economia, como indústria de base, energia, tecnologia, saúde, ensino, transporte, varejo e serviços jurídicos. O número de empresas avaliadas variou ao longo dos anos, incluindo companhias seguradas e não seguradas.

Foram avaliados 23 fatores de riscos de segurança da informação, desde a gestão de ativos, governança, controle de acessos e monitoramento, até planos de resposta a incidentes e recuperação de desastres. O estudo foi construído com base em entrevistas técnicas estruturadas, conduzidas por profissionais do time de Engenharia de Riscos da Zurich, que também entregaram recomendações de melhoria personalizadas às empresas avaliadas.

“Em 2024, 45% das empresas foram avaliadas com uma gestão de risco boa ou excelente, em comparação a 7% em 2020. A evolução na maturidade de riscos das empresas brasileiras é evidente, impulsionada por fatores como o aumento da frequência e da sofisticação dos ataques, a adoção de regulamentações como a LGPD, que impuseram novas responsabilidades às organizações, e o crescimento da conscientização por parte da alta liderança sobre os impactos dos riscos cibernéticos nos negócios”, explica José Bailone, diretor executivo de Seguros Corporativos e Subscrição de Ramos Elementares da Zurich Seguros.

O executivo ainda pontua que, a partir de 2022, é possível observar uma curva ascendente contínua na melhoria da gestão de risco nas empresas. “Os anos anteriores foram marcados pelo pico da pandemia, que necessariamente acelerou a digitalização das empresas brasileiras, muitas vezes de forma desordenada. É natural que a ampliação da exposição e os aprendizados tenham levado, nos anos seguintes, a uma melhora da gestão do risco”, aponta Bailone.

No entanto, o executivo chama a atenção para o fato de que, apesar da melhora substancial, a maioria das empresas ainda está em um nível considerado insatisfatório ou ruim de maturidade. “Ainda há um grande caminho pela frente. Esse estudo nos permite compreender, com base em dados concretos, quais são os principais desafios de segurança da informação hoje para as grandes empresas no Brasil”, destaca.

Onde estão os principais gaps

Além de mapear os avanços, o estudo também identificou quais são os principais pontos de atenção que ainda comprometem a maturidade cibernética das empresas brasileiras.

Segundo Hellen Fernandes, gerente de Linhas Financeiras da Zurich Seguros, as deficiências observadas não estão necessariamente ligadas à ausência de grandes investimentos. “Existem, sim, riscos associados a deficiências tecnológicas, como equipamentos e sistemas, que demandam um investimento maior. Mas as principais lacunas podem ser corrigidas com governança, processos bem definidos e capacitação técnica”, pontua a executiva.

Abaixo, os principais aspectos mais recorrentes entre as organizações avaliadas:

  • Ausência de um plano estruturado para lidar com incidentes cibernéticos: ou, quando o têm, as empresas deixam de testá-lo regularmente ou de registrar os aprendizados obtidos. Isso compromete a capacidade de reagir de forma ágil e coordenada a um ataque digital, o que pode gerar prejuízos operacionais e reputacionais significativos.
  • Falta de preparo para a recuperação em caso de falhas ou ataques: muitas empresas não possuem um plano de recuperação de desastres, com estrutura adequada e testes periódicos, há maior risco de paralisação prolongada das operações e perda de dados críticos.
  • Dificuldade em identificar comportamentos suspeitos dentro do ambiente digital: inexistência de sistemas robustos de monitoramento contínuo, que permitem detectar rapidamente atividades anômalas — como acessos indevidos ou movimentações incomuns de dados — e agir antes que um ataque cause danos maiores.
  • Controles de acesso pouco eficazes: falta de autenticação de dois fatores (2FA), um recurso básico que adiciona uma camada extra de proteção além da senha. Isso aumenta o risco de acessos não autorizados a sistemas e informações sensíveis, especialmente em contextos de ataques por phishing ou engenharia social.
  • Uso limitado ou inadequado de ferramentas de proteção digital: mesmo soluções conhecidas, como firewall, segmentação de rede ou filtros de conteúdo e e-mail, muitas vezes estão ausentes ou mal configuradas. Essas ferramentas são fundamentais para bloquear ameaças, limitar movimentações maliciosas na rede e proteger dispositivos e dados contra vazamentos ou invasões.

O papel do mercado segurador

O levantamento teve como base a metodologia da Zurich, aplicada por engenheiros especializados em segurança da informação e baseada no framework internacional NIST — referência global em boas práticas de cibersegurança.

Além do nível de maturidade das empresas e dos principais gaps, o estudo também mostra que as empresas que contaram com o acompanhamento das recomendações pela equipe de engenheiros da Zurich melhoraram a qualificação do risco cibernético em 22%, em média.

“O trabalho de avaliação de risco e recomendações qualificadas da engenharia de riscos da Zurich foi fundamental para redução das fragilidades das empresas, mesmo que não tenham contratado o seguro”, pontua Tiago Santana, Superintendente de Engenharia de Riscos da Zurich. “Isso reforça o papel deste mercado, que vai muito além da oferta do seguro e valoriza a prevenção, com acompanhamento técnico contínuo e adoção de medidas estruturadas para a elevação do nível de proteção”, defende a executivo.

Segundo Tiago, ao consolidar essas análises, é possível orientar os clientes com mais assertividade na definição de prioridades e no fortalecimento de seus processos. “Proteger uma empresa contra riscos cibernéticos envolve, sobretudo, clareza sobre os próprios pontos frágeis e disposição para evoluir continuamente. Nosso papel é contribuir tecnicamente com esse processo, apoiando o mercado na construção de ambientes mais resilientes”, defende.

Segundo o executivo, a Zurich tem buscado ampliar seu apoio técnico às empresas, reforçando o papel do setor como aliado na construção de ambientes mais preparados. A empresa acaba de lançar uma novidade: o programa+Resiliência, um conjunto de serviços especializados em segurança da informação para clientes do produto Zurich Cyber Solutions.

Os serviços do +Resiliência foram cuidadosamente desenvolvidos com base nesse estudo, garantindo que as soluções atendam de forma direcionada às principais necessidades dos clientes. Ao contratar o seguro cibernético, a empresa recebe créditos que podem ser trocados por diferentes benefícios como treinamentos, avaliações e serviços técnicos, de forma flexível e personalizada.

“Os serviços que estamos disponibilizando se somam à proposta de valor do seguro. Como os clientes podem escolher quais serviços usar, estamos aliando proteção e prevenção de maneira personalizada, fazendo jus ao nosso produto, que, muito mais do que um seguro, se propõe a ser um conjunto de soluções de gestão de riscos cibernéticos para o cliente”, conclui Hellen Fernandes, gerente de Linhas Financeiras da Zurich Seguros

CQCS Insurtech & Inovação lança Presença Negra, projeto que reforça a inclusão no mercado de seguros

O CQCS Insurtech & Inovação 2025 dá um passo importante no compromisso com a diversidade ao lançar o Presença Negra, um projeto autoral construído para ampliar a visibilidade, o acesso e o protagonismo da comunidade negra no mercado de seguros. A proposta vai além da participação pontual no evento e busca consolidar uma rede contínua de oportunidades, conexão e valorização.

Coordenado por Alexandrina Filha com apoio de Adriane Sacramento, Gabrielly Marqueton, Hélen Calazans e Marília França, além de profissionais que contribuíram ativamente para o seu desenvolvimento, como Evanildo Souza (Porto Seguro) e Rafael Mendonça (Aon), o projeto foi pensado com cuidado desde o início. Referências do setor foram mapeadas, especialistas da indústria convidados e lideranças consultadas para a construção de um formato em conjunto com a própria comunidade negra.

O Presença Negra parte da escuta e do debate aberto para definir ações concretas que se materializam no evento e com expectativas que se mantenham pós-evento. A definição do propósito (garantir a inclusão e protagonismo) foi o ponto inicial do projeto, seguida da identificação de lideranças e profissionais do setor até o envio de convites e desenho de formato. Cabe destacar que tudo passou por validação coletiva, com a comunidade envolvida.

Durante o CQCS Insurtech& Inovação 2025, o Presença Negra contará com ações como ampliação de acesso por meio de cupons de desconto nos ingressos; homenagens a lideranças negras, incluindo uma sala dedicada a uma personalidade de destaque do setor; presença de anfitriões e palestrantes negros nos painéis; a mentoria “Conectando Talentos”, aproximando jovens profissionais de lideranças do mercado; e elementos de representatividade visual, como banners com fotos de profissionais negros e broches com a marca do projeto.

A expectativa é que, após o lançamento no CQCS Insurtech & Inovação 2025, onde as ações sairão do papel, a manutenção da rede seja contínua.

Para Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS, o projeto é um marco: trata-se de “uma das iniciativas mais importantes já empreendidas pelo CQCS em 24 anos”. O executivo ressalta que a construção garante “que a própria comunidade negra defina o modelo e a forma de participação no evento” e que “lideranças negras inspirando os mais jovens” ajudam a consolidar “um mercado mais inclusivo, mais equânime e, principalmente, mais verdadeiro”.

Quem constrói
Além do time do CQCS e dos profissionais citados acima, também integram o projeto: Carla Paixão, Carlos de Paula, Caroline Santos, Cesar Pedro, Denis William, Gabriel Rodrigues, Igor Sabino, Ivanildo Sousa, Joyce Barbosa, Kleber Ferreira, Mariano Souza, Narely Nicolau, Samira Baptista, Samira Santana, Sandra Ribeiro, Solange Guimarães, Thereza Moreno, Vanessa Passos, Veridiana Silva, Victor Albuquerque e Viviane Elias.

Generali patrocina RPE Summit 2025 e reforça compromisso com inovação e experiência do cliente no varejo  

A Generali Brasil foi uma das patrocinadoras do RPE Summit 2025, realizado em 14 de agosto, em São Paulo. A participação no evento reforça a estratégia da seguradora de estar presente em espaços que fomentam a inovação, promovem conexões estratégicas e fortalecem o relacionamento com importantes parceiros do setor varejista. 
 

Como parte da programação, a diretora Comercial e Marketing da Generali, Claudia Lopes, foi entrevistada ao vivo no podcast No Varejo. A executiva abordou o tema “Experiência do Cliente: estratégias para encantar, fidelizar e gerar valor no varejo”, compartilhando a visão da companhia sobre a importância de colocar o consumidor no centro das decisões, antecipar necessidades e adotar práticas que elevem a satisfação e a confiança dos segurados. 
 

Durante a conversa, Claudia compartilhou a experiência de estruturar com sucesso a área de CX (Experiência do Cliente) na seguradora. A diretora ressaltou que a governança sólida de uma multinacional foi determinante para viabilizar o projeto. “A iniciativa de CX nasceu globalmente, pois a Generali identificou que a melhor forma de se diferenciar era oferecer uma jornada superior aos clientes”. 
 

Segundo ela, a Generali Brasil buscou equilibrar a antiga cultura voltada exclusivamente para resultados com uma nova abordagem, centrada no cliente. “Capacitamos nossas equipes e elegemos representantes de cada área como Embaixadores do Cliente. A estratégia de CX passou a ser um objetivo comum a toda a companhia”. 
 

O podcast também explorou temas como a aplicação de tecnologia no atendimento. “Utilizamos IA no WhatsApp, mas contamos com sistemas inteligentes que direcionam o consumidor a um atendente humano quando necessário, evitando que a interação entre em looping”, explicou. A seguradora também investiu em alternativas para tornar as informações mais claras. “Produzimos vídeos para explicar produtos e o processo de abertura de sinistros, além de revisar formulários e textos para simplificar a linguagem”. Essas ações contribuíram para aumentar o NPS da empresa em mais de 30% em relação a 2024. 
 

Com foco em conteúdo de qualidade e oportunidades exclusivas de relacionamento, o encontro reuniu executivos e tomadores de decisão dos setores de varejo, tecnologia, bancos e fintechs, criando um ambiente propício para troca de ideias e construção de parcerias de valor. 

Ao apoiar a iniciativa, a Generali reafirma seu compromisso em desenvolver soluções que respondam às demandas de um mercado cada vez mais dinâmico e orientado pela experiência do cliente, garantindo proteção e segurança em cada interação.

Gallagher conclui aquisição da AssuredPartners por US$ 13,45 bilhões

A Arthur J. Gallagher & Co. anunciou nesta segunda-feira que concluiu a aquisição da AssuredPartners por US$ 13,45 bilhões. O negócio, que havia sido adiado devido à revisão antitruste do Departamento de Justiça dos EUA, já era esperado para este trimestre.

A transação inclui US$ 316,15 milhões em prêmios de ações para 572 ex-funcionários da AssuredPartners que se juntaram à Gallagher no acordo, com períodos de aquisição variando de imediato até cinco anos.

Os prêmios serão avaliados com base no preço de fechamento das ações da Gallagher em 15 de agosto, de US$ 292,72, e estão sujeitos aos termos e condições dos acordos entre a Gallagher e cada beneficiário.

A Gallagher havia anunciado em dezembro o acordo para compra da AssuredPartners. A operação reforça sua posição como a terceira maior corretora de seguros do mundo, elevando sua receita anual para cerca de US$ 14 bilhões.

O movimento também amplia sua presença no mercado médio dos EUA de seguros de propriedade/acidentes e benefícios a empregados, além de agregar negócios especializados e internacionais.

A aquisição deve impulsionar os lucros por ação da Gallagher em dois dígitos, incluindo ganhos de eficiência. “Estou confiante de que a combinação trará um enorme valor para nossos clientes e acionistas”, disse em comunicado Patrick J. Gallagher Jr., presidente e CEO da companhia.

O financiamento do negócio foi feito com recursos líquidos de diversas operações de captação de capital e dívida.

IRB(Re) planeja retomada da carteira de Vida

O IRB(Re) anunciou na última sexta-feira (15/08), durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025, que a retomará a carteira de Vida, que passou por um processo de limpeza e reestruturação, com foco no aumento da rentabilidade.

“O segmento, que representava 30% dos nossos prêmios retidos no segundo trimestre de 2024, agora, responde por aproximadamente 3%. Em 2026, vamos colocar bastante energia nesse ramo e vamos voltar a ser relevantes”, afirma Marcos Falcão, CEO da companhia, acrescentando que o plano de negócios para o segmento está sendo desenhado.

Em linha com a reestruturação, a carteira de Vida do IRB(Re) fechou o 2T25 com R$ 5 milhões de lucro líquido e resultado de subscrição positivo de R$ 13 milhões. Do total de prêmios retidos no 2T25, R$ 28 milhões se referem à Vida. Já o índice de sinistralidade foi de 46%, com o sinistro retido de R$ 12 milhões.