Notificações de incêndios estruturais aumentam 63,1% em 2019

Monitoramento diário de notícias de ocorrências de incêndios no Brasil, realizado pelo Instituto Sprinkler Brasil, contabiliza 866 ocorrências 

Fonte: Instituto Sprinker

As notificações de incêndios estruturais voltaram a ganhar força em 2019. É o que revela levantamento do Instituto Sprinkler Brasil, organização sem fins lucrativos que tem como missão difundir o uso de sprinklers nos sistemas de prevenção e combate a incêndios em instalações industriais e comerciais no País. Por meio do monitoramento diário de notícias de ocorrências de incêndios no Brasil, o Instituto conseguiu capturar 866 ocorrências de incêndios estruturais no ano passado, representando alta de 63,1% em relação a 2018, quando foram capturados 531 registros. 

Os sinistros contabilizados são os chamados “incêndios estruturais”, ou seja, aqueles que poderiam ter sido contornados com a instalação de sprinklers e ocorreram em depósitos, hospitais, hotéis, escolas, prédios públicos, museus, entre outros. 

“São dados preocupantes e que devem ser olhados com atenção. Esse aumento de ocorrência capturadas na imprensa é um indicador interessante para acompanharmos o volume de ocorrências dessa natureza e onde elas estão acontecendo. A partir daí, conseguimos ter um desenho de como os incêndios estão impactando nos negócios pelo País”, explica Marcelo Lima, diretor-geral do ISB. 

Entre as diferentes categorias de estruturas, a que registrou o maior número de notícias na imprensa em 2019 foram os estabelecimentos comerciais (lojas, shopping centers e supermercados), com 215 registros, seguida por depósito, com 187 reportes. 

O gráfico abaixo, além de expor os números de notícias sobre incêndios estruturais em estabelecimentos comerciais e depósitos, também oferece os números de notícias sobre incêndios em outras categorias, como indústrias, serviços de hospedagem, serviços de saúde e institucional, entre outros. 

Uso de sprinklers ainda é tímido 

Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos junto a empresas multinacionais e de capital nacional com mais de 250 funcionários a pedido do ISB, revelou que o grau de adoção de sprinklers nas empresas é baixo. Apenas 36% das 300 companhias entrevistadas pelo Ipsos disseram contar com sistemas deste tipo em suas instalações. 

O levantamento mostrou ainda que apenas 14% das entrevistadas disseram contar com sistema deste tipo em todas as suas unidades e 22% declararam contar com o sistema em apenas algumas unidades operacionais. 

O estudo detectou que o uso de sprinklers é maior entre as multinacionais. 48% das empresas estrangeiras, com operações no país, ouvidas pelo levantamento, disseram ter sprinklers em suas operações. Entre as empresas nacionais, o índice é de 34%. 

O porte também influi na aderência a este tipo de tecnologia. O índice de uso sprinklers em empresas com mais de 500 funcionários é de 45%. Entre empresas menores, com 250 a 499 funcionários, o percentual é de 28%. 

Liberty Seguros vende R$ 3,9 bilhões em 2019, alta de 10%, e lucra R$ 172 milhões

Carlos Magnarelli CEO Liberty

Investimento em vida e produtos não-auto impulsionou resultados da companhia em todas as frentes

O grupo Liberty Brasil, empresa parte do Grupo Liberty Mutual, um dos maiores conglomerados globais do setor de seguros, registrou crescimento de 10,3% em prêmios emitidos em relação a 2018, atingindo um total de R$ 3,9 bilhões. A companhia alcançou lucro líquido de R$ 172 milhões e crescimento em todas as frentes de negócios: 34,2% em Residência, 26,4% em Property, 15,7% em Vida e 7,9% em Auto. 

Em 2019, a Liberty Seguros investiu em ampliar sua participação em seguros não- auto. Ao longo do ano, a seguradora disponibilizou novos produtos e assistências, criou novas ferramentas e opções digitais e aprimorou as já disponíveis, realizou ações focadas no desenvolvimento e reconhecimento aos corretores parceiros, adquiriu uma das principais empresas do mercado de assistência 24 horas para oferecer um atendimento ainda mais ágil e acolhedor e apoiou instituições educacionais e projetos de igualdade de gênero através do seu programa de sustentabilidade.  

“É muito gratificante ver a evolução da Liberty nos últimos anos e como a companhia evoluiu mesmo em um cenário político e econômico desafiador. Fechamos 2018 com resultados extremamente positivos e, em 2019, demos passos importantes em direção ao nosso maior objetivo: sermos reconhecidos pela solidez e escolhidos pela experiência e inovação que oferecemos aos nossos clientes e corretores parceiros”, pontua Carlos Magnarelli, CEO da companhia no Brasil. 

Experiência cada vez mais acolhedora e digital

Um dos momentos mais importantes entre um novo cliente e a seguradora contratada é o de kit de boas-vindas. Pensando nisso e atendendo à preferência crescente dos consumidores pelo digital, a Liberty lançou no ano passado o Welcome Kit Digital, que dá as boas-vindas a clientes recém-chegados de maneira moderna e eficaz.

Além disso, a companhia investiu em aprimorar ainda mais a experiência do cliente no momento do sinistro reformulando seu acompanhamento de sinistro online, que agora é mais intuitivo para os usuários, sejam eles corretores ou segurados com etapas mais detalhadas que facilitam a comunicação também por meio de dispositivos móveis, como o smartphone. 

A empresa também se preocupou em trazer mais agilidade nos atendimentos a clientes e corretores, implementando automatização e bots em sua operação. A Liberty também completou, no início de 2019, a aquisição da Fácil Assist – empresa de assistência 24 horas formada por profissionais com mais de 20 anos de experiência em serviços de gestão de assistência e serviços de call center. A Fácil, que funciona como uma unidade de negócios independente no Grupo Liberty Brasil, presta serviços de assistência aos produtos de Auto, Vida e Residência. 

Por fim, a prova de que a seguradora está no caminho certo foi receber, pelo quarto ano consecutivo, o prêmio Reclame Aqui – ranking que homenageia as empresas com a melhor reputação em atendimentos a serviços do Brasil. Outro índice importante para a companhia é a métrica de lealdade dos clientes, o NPS. Nos últimos 5 anos, cresceu 5 pontos em relação ao ano anterior enquanto o NPS de corretor registrou um aumento de 17 pontos no mesmo período. 

Corretores crescendo junto com a companhia

Em 2019, a Liberty comemorou o primeiro ano do Cresça com a Liberty, posicionamento da seguradora com corretores que engloba todas as iniciativas da companhia com foco no crescimento e no desenvolvimento dos parceiros. Em 2019, o programa impactou mais de 47 mil corretores. 

Destaque para duas novidades lançadas com o objetivo de incentivar e capacitar os corretores a serem mais digitais: a Liberty Academia Digital, treinamento inovador que visa habilitar os corretores a promover os produtos de seguro nas mídias sociais, e a ferramenta digital Meu Marketing, que oferece materiais de comunicação para mídias sociais e WhatsApp que podem ser personalizadas com logo do corretor e enviados de forma rápida e prática aos seus clientes.

Construindo um futuro de valor 

Neste ano, a Liberty apresentou sua nova estratégia de sustentabilidade para os próximos anos, que contempla 10 temas e compromissos alinhados com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, Dentro desse plano, destacam-se o apoio ao empoderamento feminino, com o Liberty Mulheres Seguras que já treinou mais de 7.600 mulheres e impactou mais de 2 milhões de pessoas em comunicação, além do investimento na formação de jovens com o programa Jovens do Futuro, que até 2019 já formou 300 alunos no curso de especialização em seguros e impactou mais de 4 mil jovens com ações de conscientização. 

“Para nós, 2020 será um ano para darmos continuidade a todos os nossos projetos de crescimento. Nosso objetivo será colocar o nosso planejamento estratégico em prática por meio de processos mais simples e fluidos, melhorar cada vez mais as experiências dos clientes e corretores, além de empoderar os nossos funcionários “, completa Magnarelli. 

Boa notícia para quem atua com seguro garantia judicial

Estadão relata que uma nova posição adotada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em julgamentos sobre processos trabalhistas tem potencial de movimentar mais de R$ 30 bilhões de empresas envolvidas nesses casos. Historicamente, as empresas condenadas a pagarem valores ao atual ou ex-funcionário que moveu um processo são obrigadas a fazer um depósito que pode chegar a R$ 19 mil caso decidam recorrer da decisão judicial.

A reforma trabalhista de 2017 autorizou que, no lugar disso, a empresa apresentasse um ‘seguro garantia’. A Justiça do Trabalho, no entanto, vinha negando que as empresas trocassem o depósito pelo seguro quando já tivessem recorrido da sentença. Uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do início de fevereiro começou a mudar esse cenário.

Provocado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), o CNJ derrubou resolução interna do TST, editada em 2019, que vedou expressamente essa troca. Diante disso, o TST precisou mudar de posição. Em decisão obtida pelo jornal, do último dia 17, o ministro Alexandre Agra Belmonte, por exemplo, já permitiu que a empresa retomasse seu depósito, o substituindo pelo seguro-garantia.

Advogado do escritório Rueda & Rueda que trabalhou no caso, Clovis Ramos afirmou ao Estadão que a decisão de Belmonte é a primeira do TST após a determinação do CNJ, e deve incentivar que mais empresas busquem a mesma alternativa na Justiça. “Existem muitas decisões pelo país não permitindo essas substituições”, disse.

Com a possibilidade de ofertar o seguro garantia no lugar, o caixa da empresa ganha um fôlego, sem prejudicar a outra parte no processo, avalia o advogado. “Com a troca, todo o valor do depósito recursal do processo específico vai voltar para o caixa da empresa. E aí ela vai ter capital de giro para fazer movimentação, pagar funcionário, para fazer suas atividades empresariais”, explicou Ramos.

AXA lucra € 3,9 bilhões em 2019

A gigante francesa de seguros e investimentos AXA viu seu lucro líquido em 2019 saltar 75%, para € 3,9 bilhões, com crescimento em todas as linhas de negócios e geografias. O avanço no lucro líquido foi impulsionado principalmente por uma redução no valor do ágio de € 3 bilhões relacionada à Equitable Holdings em 2018.

Os ganhos subjacentes aumentaram 2%, para € 6,5 bilhões, o que, segundo a AXA, reflete o desempenho operacional positivo da França (+ 9%), Internacional (+ 17%), Ásia (+ 3%) e Europa (+ 1%). O índice combinado de seguros e responsabilidade civil (RC) ficou em 96,4%, melhora de 0,6 ponto, devido a uma melhor experiência de sinistros e a um desenvolvimento mais favorável das reservas do ano anterior. As receitas totais aumentaram em todas as linhas de negócios, totalizando 103,5 bilhões de euros no ano, contra 102,9 bilhões de euros em 2018.

“A AXA registrou outro forte desempenho operacional em 2019”, disse Thomas Buberl, CEO da AXA. “As receitas aumentaram 5%, para 104 bilhões de euros, com crescimento em todas as linhas de negócios e geografias. “Em 2019, o Grupo alcançou um aumento de 5% no lucro por ação subjacente, com alta lucratividade técnica em todos os nossos negócios. Com base no forte desempenho operacional e na força do balanço da AXA, o Conselho de Administração propõe um dividendo em euros 1,43 por ação, um aumento de 7% em relação ao ano passado, o que corresponde a uma taxa de pagamento de 52%.

“O grupo alcançou um marco significativo em 2019 em sua estratégia de mudar seu perfil para longe dos mercados financeiros e para o risco técnico, saindo totalmente do mercado de Life & Savings dos EUA e integrando o Grupo XL, e ao mesmo tempo reduzindo seu índice de endividamento. . ”

A AXA XL, que nesta manhã anunciou a nomeação de Scott Gunter como seu novo CEO, viu sua receita total aumentar em 10%, para € 18,7 bilhões. No entanto, o índice combinado anual da unidade foi de 101,5%. Segundo relatos, outras medidas foram tomadas para reduzir a volatilidade dos lucros na AXA XL em 2020, principalmente por meio da exposição reduzida aos negócios de catástrofe imobiliária, dimensionamento de linhas em acidentes e coberturas adicionais de resseguro.

As receitas de resseguros aumentaram 2%, para € 4,5 bilhões, impulsionadas principalmente por volumes mais altos nas linhas especiais, parcialmente compensados ​​pela subscrição seletiva no Property Cat.

As receitas de seguros da P&C aumentaram 18%, para € 9,1 bilhões, enquanto as receitas de seguros especiais aumentaram 6%, para € 4,9 bilhões, principalmente em riscos políticos, em parte devido a sinergias de receita.

Os aumentos de preço das renovações no ano foram de 8,3% em Seguros e 3,0% em Resseguro. O ambiente favorável de preços nos negócios de seguros da AXA XL teve uma melhoria contínua, com renovações discretas no quarto trimestre, com um aumento de 14%.

“Na AXA XL, impactado novamente pela experiência adversa em reclamações em 2019, estamos registrando fortes aumentos de preços e tomando outras medidas para reduzir a volatilidade”, acrescentou Buberl. “Também estou muito feliz em receber Scott Gunter no grupo AXA para conduzir a próxima fase de desenvolvimento do AXA XL.

“O papel ativo de liderança da AXA no combate às mudanças climáticas também continuou, como investidor global, seguradora global e construtora de coalizões. Em 2019, a AXA dobrou sua meta de investimentos verdes, lançou títulos de transição como uma nova classe de ativos, fortaleceu ainda mais sua política de subscrição de carvão, estabeleceu a AXA Climate e ingressou na Net Zero Asset Owner Alliance.

“Gostaria de agradecer a todos os nossos colegas e parceiros que trabalham juntos para fornecer esses resultados e conquistas transformadoras, bem como aos nossos clientes por sua confiança contínua”.

Valor: NotreDame Intermédica vê oportunidade “enorme” em verticalização

Fonte: Valor

O presidente do grupo NotreDame Intermédica, Irlau Machado Filho, disse nesta sexta-feira ao Valor Online que a companhia não acredita ter mais um limite de 70% na verticalização e que ainda há muita oportunidade nesse processo.

“Podemos imaginar [um percentual] de 75% a 80% em consultas. Já estamos em 70% em hospitalização, podemos chegar a 75%. Já temos objetivos importantes, que com a construção de uma rede própria vai acontecendo”, disse o executivo.

Ele citou uma das iniciativas nesse sentido, que é a migração para produtos próprios na Green Line, comprada em 2019. “Antes a única que conseguia tirar vidas nossas era a GreenLine. Agora estamos oferecendo dentro da própria operação”, afirmou. Perguntado sobre a oferta de planos para pessoas com mais de 50 anos, lançada em setembro, Machado Filho disse que as vendas estão três meses mais avançadas que o planejamento inicial e que o objetivo para 2020 é ampliar a cobertura, que hoje está restrita às cidades de Sorocaba e Jundiaí, no Estado de São Paulo.

O executivo disse ter uma visão positiva para o primeiro trimestre e também para o ano de 2020. “Vejo uma redução no número de demissões nas empresas e um ambiente competitivo favorável”, disse o executivo, adicionando que o número de contratações tem avançado, mesmo que em um ritmo ainda não muito forte. Machado Filho disse não enxergar desaceleração no ritmo de crescimento orgânico da companhia para o ano, mas destacou também o papel das aquisições, afirmando que a lista de potenciais candidatos foi ampliada nos últimos tempos. Em 2019, a companhia fez seis operações.

Wiz tem lucro de R$ 223,7 milhões em 2019

A Wiz Soluções e Corretagem de Seguros registrou lucro líquido de R$ 50,7 milhões no quarto trimestre, com alta de 2,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita bruta cresceu 18,6%, a R$ 205,3 milhões, destaca o Valor Online. No ano fechado de 2019, a Wiz teve lucro de R$ 223,7 milhões, com expansão de 21,3%.

Segundo a Wiz, a receita no quarto trimestre foi impulsionada pelo crescimento dos produtos vida e prestamista, vendidos pelo canal de bancassurance com a Caixa, e o resultado da subsidiária Wiz BPO, responsável pela gestão de operações pós-venda. A linha de custos e despesas subiu 18,4%, a R$ 78,1 milhões no quarto trimestre.

O crescimento foi puxado pela BPO, com salto de 168,6%, a R$ 15,9 milhões. A despesa com pessoal avançou 24,2%, a R$ 19,3 milhões. “Encerramos 2019 com receita bruta em patamares recordes de R$ 763,7 milhões, 16,5% acima de 2018. […] Esse desempenho demonstra o sucesso na implementação da estratégia de diversificação da companhia e do nosso modelo de gestão, focado em eficiência operacional e entrega de resultados financeiros”, diz o relatório da administração.

Em 2019, a participação do canal bancassurance na receita total da Wiz caiu 7,9 pontos porcentuais, para 70,2%

Valor: Caixa Seguridade protocola pedido de IPO na CVM

IPO Caixa Seguridade

Valor Online informa que a Caixa protocolou nesta sexta-feira na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de IPO da Caixa Seguridade, sua holding para atuação em seguros. A oferta, estimada em cerca de R$ 15 bilhões, será apenas secundária – ou seja, com venda de ações que hoje estão nas mãos do banco.

Até 40% das ações objeto da oferta serão destinadas a investidores do varejo, de acordo com o prospecto da operação. Entram nessa conta os investidores que fizerem seus pedidos de reserva diretamente ou por meio do FIA Caixa Seguridade.

Também haverá uma alocação prioritária de até 5% dos papéis entre os funcionários da Caixa. Os investidores estarão sujeitos a um “lock-up” (período de restrição de venda das ações) de 90 dias – esse prazo cairá à metade para quem ficar com papéis remanescentes da oferta do varejo.

O IPO será realizado na B3 e a expectativa é que seja precificado entre o fim de março e o começo de abril.

Em preparação para levar a empresa de seguros à bolsa, a Caixa fez uma ampla reorganização na holding ao longo do ano passado. Sob o comando de Pedro Guimarães, o banco reviu todos os seus acordos com seguradoras, renegociou contratos e, até agora, fechou parcerias em seis áreas.

Com base nessas renegociações, CNP Assurances, Tokio Marine e Icatu vão pagar um total de R$ 9,5 bilhões à Caixa pelo direito de usar a rede do banco para distribuir seus produtos. Ainda falta firmar acordos em mais cinco ramos de seguros, mas eles representam apenas 10% da receita, afirmou Guimarães em entrevista nesta semana.

HDI Seguros faz parceria com projeto que estimula mobilidade social por meio do esporte

Iniciativa voltada para educação esportiva seleciona jovens de baixa renda para formar profissionais do tênis

A HDI Seguros, quinta maior seguradora de automóvel e a sexta de residência no País, é parceira pioneira do projeto Primeiro Serviço, iniciativa socioeducativa voltada para a inclusão de crianças e adolescentes da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo (SP).

Recém lançado, o projeto educacional foi desenvolvido pela Fabiana Freitas, uma das sócias do complexo esportivo Play Tennis, e Glauco Pereira, coordenador técnico do Play Tennis, e oferece formação profissional para futuros professores de tênis, além de prática esportiva, curso de português e inglês e outras atividades educacionais para jovens de baixa renda. “Acreditamos no esporte em geral e no tênis em particular como um meio de mobilidade social. Pegadores de bola viram jogadores e professores, e encontram novos interessados entre os pegadores recém-chegados”, diz Murilo Riedel, presidente da HDI.

O executivo ressalta que, embora o tênis ainda seja percebido como um esporte elitizado, muitos projetos sociais vêm trabalhando para ampliar o acesso de outras classes sociais à modalidade, incentivando crianças e adolescentes a jogarem. “É exatamente esse aspecto que nos chamou a atenção, por ser algo conectado com algo que acreditamos, que é a mobilidade social por meio do esporte”, completa Riedel.

A primeira etapa da seleção dos candidatos ocorreu em janeiro, na Play Tennis Morumbi, com cerca de 90 jovens de baixa renda, com idades entre 10 e 25 anos. Ao final, foram selecionados 37 jovens para participar do Primeiro Serviço, sendo que sete serão contratados pela Play Tennis em regime CLT e terão acesso ao programa educacional; os outros 30 também participarão do projeto educacional completo, que engloba outros cursos de formação, inclui outros cursos de formação, cursos de inglês, aulas de tênis e outras atividades. A inserção no projeto é totalmente gratuita.

Patrocinadora do Rio Open 2020

A HDI Seguros é patrocinadora da edição 2020 do Rio Open, maior torneiro de Tênis da América Latina. A competição acontece entre os dias 15 e 23 de fevereiro, no Jockey Clube Brasileiro, localizado no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ). Em sua 7ª edição, o torneio vai reunir alguns dos melhores tenistas da atualidade, entre eles, o austríaco Dominic Thiem, número 5 do ranking da ATP, e o croata Borna Coric, número 25.

Prudential incentiva venda de seguro para PME

Com abrangência nacional e voltada para todas as corretoras de seguros parceiras da companhia, a ação tem o objetivo de fortalecer ainda mais o relacionamento com os corretores

A Prudential do Brasil Vida em Grupo começou 2020 em pleno vapor com a nova campanha ‘PMExpress’. A iniciativa, de abrangência nacional e voltada para as cerca de 1.600 corretoras de seguros parceiras da empresa, tem o objetivo de estreitar e fortalecer ainda mais o relacionamento com os corretores.

A nova campanha – que começará em março e vai até o final do mês de maio – terá como destaque o VG Express, carro chefe da companhia. Moldado especialmente para pequenas e médias empresas, o seguro de vida em grupo proporciona cobertura básica para morte, e adicionais para morte acidental, invalidez por acidente, invalidez por doença e assistência funeral.

“As pequenas e médias empresas são especialmente importantes para a economia brasileira, já que representam atualmente a maior fonte de renda e emprego para a população. Elas chegam a ser responsáveis por mais de 50% do PIB gerado no setor de comércio e mais de um quarto do PIB total do Brasil, segundo o IBGE. Mais de 50 milhões de pessoas trabalham ou têm sua renda ligada de alguma forma às PMEs, o que mostra o enorme potencial de crescimento que podemos ter nesse setor. Desta forma, a nova campanha PMExpress representa, também, uma oportunidade de levarmos a proteção do seguro de vida para cada vez mais funcionários desse valioso segmento”, ressalta o vice-presidente de Vida em Grupo da Prudential do Brasil, Carlos Guerra. 

Allianz registra o lucro operacional mais alto na história em 2019

Oliver Bäte, CEO do Grupo Allianz.

A Allianz faz avanços estratégicos importantes em 2019, como as aquisições no Reino Unido e no Brasil

O grupo Allianz registrou crescimento de 5,9% em 2019 das receitas internas, considerando os ajustes por efeitos cambiais e de consolidação. As receitas totais aumentaram 7,6% totalizando 142,4 bilhões de euros. O lucro operacional cresceu 3% registrando 11,9 bilhões de euros e situando-se na porção superior da faixa prevista de 11 a 12 bilhões de euros anunciada pelo grupo.

O crescimento do lucro operacional foi impulsionado sobretudo pelo segmento Vida/Saúde, devido a uma maior margem de investimento, a um lucro pontual positivo nos Estados Unidos e ao crescimento no volume. O segmento de Gestão de Ativos também reportou um forte aumento no lucro operacional devido à média mais elevada nos ativos de terceiros sob gestão (AuM) e aos efeitos positivos da conversão de moeda estrangeira.

O segmento de Property & Casualty foi impactado negativamente pelo run-off reduzido, devido a um fortalecimento das reservas na AGCS, e ao menor rendimento operacional de investimentos. Isso foi parcialmente compensado pelo coeficiente de despesa majorado. O lucro líquido atribuível aos acionistas cresceu 6,1%, registrando 7,9 bilhões de euros, devido sobretudo ao lucro operacional ampliado e ao resultado não-operacional melhorado, bem como à alíquota fiscal menor. 

O Lucro Básico por Ação (EPS) aumentou 8,4% em 2019 atingindo um recorde de 18,90 euros. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RoE) cresceu para 13,6% (13,2%), atingindo o nível mais alto dos últimos dez anos. O Coeficiente de capitalização Solvency II chegou a 212% no final de 2019, comparado aos 229% no final de 2018. O Conselho de Administração irá propor um dividendo de 9,60 euros por ação para o ano de 2019. Esse valor está 6,7% acima do dividendo do ano passado que foi de 9 euros e foi o sétimo aumento consecutivo. 

A Allianz finalizou o seu quarto programa de recompra de ações em 30 de julho de 2019, com um volume total de 1,5 bilhão de euros e 7,3 milhões de ações. Todas as ações recompradas foram canceladas. Em 20 de fevereiro de 2020, a Allianz anunciou um novo programa de recompra de ações de até 1,5 bilhão de euros, o qual deverá estar finalizado até o final do ano. 

Entre as empresas do Grupo em âmbito mundial, 70% apresentaram Net Promoter Score (NPS) acima da média do mercado, comparado aos 74% registrados no ano anterior. O Índice de Meritocracia Inclusiva (IMIX), que mensura a cultura da liderança e do desempenho, alcançou em 2019 um nível sem precedentes, de 73%.

“2019 foi mais um ano bem-sucedido com resultados recordes para o grupo Allianz. Isso reflete a confiança dos clientes e acionistas, bem como o engajamento dos nossos colaboradores que são excelentes. A Allianz continuou fazendo avanços estratégicos importantes em 2019, como as aquisições que fizemos no Reino Unido e no Brasil, além de recebermos o título de primeira holding de seguros 100% estrangeira na China. Nós também contribuímos para a sociedade, como um dos iniciadores da recém-lançada Asset Owner Alliance, a coalizão de investidores institucionais convocada pela ONU. Nós nos comprometemos a fazer a transição das nossas carteiras para investimentos com emissões Net-Zero de carbono até 2050”, declara Oliver Bäte, CEO do Grupo Allianz. 

No 4º trimestre de 2019, o lucro operacional totalizou 2,8 (2,8) bilhões de euros. O fortalecimento das reservas na AGCS levou a um lucro operacional menor no segmento de Property-Casualty, o qual foi em grande parte compensado pelo crescimento nos segmentos de atuação Vida/Saúde e Gestão de Ativos. Em Vida/Saúde, o lucro operacional aumentou sobretudo como resultado da margem de investimento ampliada. O forte aumento no lucro operacional apresentado pelo segmento de Gestão de Ativos pode ser atribuído majoritariamente ao crescimento nos ativos sob gestão (AuM), impulsionando as receitas e taxas de desempenho. O lucro líquido atribuível aos acionistas cresceu 9,5% passando a 1,9 (1,7) bilhão de euros no quarto trimestre de 2019 devido a um melhor resultado não-operacional.

“A Allianz teve um ano financeiro bem-sucedido em 2019, com lucro operacional de 11,9 bilhões de euros, situando-se na porção mais alta da faixa prevista de lucro operacional que foi anunciada pelo Grupo”, afirma Giulio Terzariol, CFO do Grupo Allianz. “A gestão de risco atuante levou a um forte coeficiente de capitalização Solvency II de 212%, mostrando a resiliência do Grupo no atual ambiente de taxas de juros negativas, promovendo um refúgio seguro para nossos clientes e acionistas. Nossa expectativa é gerar 12 bilhões de euros de lucro operacional em 2020, mais ou menos 500 milhões de euros – salvo imprevistos, crises ou catástrofes naturais.”

Property-Casualty: forte crescimento interno, contínuos ganhos de produtividade, fortalecimento das reservas na AGCS

–        As receitas totais subiram para 59,2 (55,4) bilhões de euros em 2019.  Com os ajustes por conversão de moeda estrangeira e efeitos de consolidação, o crescimento interno totalizou 4,7%, levado pelo efeito positivo no preço de 2,6% e pelo efeito positivo no volume de 2%. 

–        O lucro operacional recuou 11,9% caindo para 5 bilhões de euros em 2019, comparado ao ano anterior. Esse desdobramento foi provocado sobretudo pelo resultado na subscrição, devido ao fortalecimento de reservas na AGCS, parcialmente compensado por uma melhora no coeficiente de despesa. A receita de investimento operacional também diminuiu.

–        Como consequência, o índice combinado reduziu 1,5%, para 95,5%.

“O segmento de Property-Casualty performou abaixo das expectativas em 2019, seguido pelo baixo reforço das reservas (financeiras) na AGCS, que foram excessivamente compensadas por um ano sólido na subscrição de riscos e prêmios, além de ganhos de produtividade,” disse Giulio Terzariol. “A maior parte das nossas operações têm tido um desempenho muito bom.  Continuamos comprometidos com a nossa meta de melhorar o índice combinado para atingir 93% até o final de 2021.”

No quarto trimestre 2019, as receitas totais subiram para 13,1 (12,1) bilhões de euros. Com os ajustes para conversão cambial e efeitos de consolidação, o crescimento interno foi para 5,6%, com os efeitos de preço e volume contribuindo com 2,9% e 2,8% respectivamente. O lucro operacional diminuiu 42,3% recuando para 861 milhões de euros comparado a 2018, devido ao resultado mais baixo na subscrição de prêmios, principalmente por conta do já mencionado fortalecimento das reservas na AGCS. O índice combinado para o quarto trimestre de 2019 caiu 5,5 pontos percentuais ficando em 99,6%.

Vida/Saúde: lucro operacional cresceu 13,4% em 2019

  • O PVNBP[1], o valor presente dos prêmios dos novos negócios, subiu para 67 (58,5) bilhões de euros em 2019. Isso foi resultado sobretudo do aumento nas vendas nos produtos de maior eficiência de capital de risco no ramo Vida na Alemanha e no segmento dos contratos não tradicionais, que contém variações anuais de performance nos Estados Unidos
  • A margem de novos negócios (NBM) declinou em 2019 para 3,2 (3,6)% devido ao impacto das taxas de juros menores, o que foi parcialmente compensado por medidas de gestão e um mix de negócios mais favorável. O valor de novos negócios (VNB) subiu para 2,2 (2,1) bilhões de euros em 2019, graças ao aumento nas vendas e à mudança continuada para linhas de negócio preferenciais, superando os efeitos adversos decorrentes do declínio no ambiente das taxas de juros. 
  • Lucro operacional subiu para 4,7 (4,2) bilhões de euros, devido principalmente à melhora na margem de investimento, impulsionada por menores insuficiências e realizações superiores, sobretudo na França e na Alemanha. Outros efeitos que contribuíram para isso incluem uma mudança no período de amortização dos custos de aquisição diferidos para contratos anuais com índices fixos nos EUA, bem como um maior crescimento de volume no segmento Vida na Alemanha, nos EUA e na região Ásia-Pacífico. 

“Enquanto o ambiente da taxa de juros se manteve desafiador, nós conseguimos aumentar nosso valor de novos negócios em 3,8% em 2019. Estou otimista com relação às nossas perspectivas de negócios. Continuamos a adotar medidas de gestão e a adaptar nossa oferta de produto para o benefício dos ossos acionistas, conforme demonstrado pelo nosso robusto lucro operacional,” destaca Giulio Terzariol.

No quarto trimestre de 2019, o PVNBP avançou para 18,1 (16,1) bilhões de euros devido ao crescimento nas vendas dos nossos produtos com eficiência de capital no ramo alemão de Vida. O lucro operacional aumentou para 1,3 (1,0) bilhão de euros, predominantemente devido a uma melhor na margem de investimento na França e nos Estados Unidos. O NBM caiu para 2,9 (3,9)%, fazendo com que o VNB recuasse para 519 (631) milhões de euros.

Gestão de Ativos: ativos de terceiros sob gestão bate recorde histórico no final de 2019

–        Os ativos de terceiros sob gestão (AuM) foram ampliados em 250 bilhões de euros e alcançaram a marca recorde de 1,686 trilhão de euros comparado ao final de 2018, configurando uma alta sem precedentes. Todos os fatores de influência exerceram aqui um efeito positivo: foram registrados efeitos positivos de mercado da ordem de 138,6 bilhões de euros e entradas líquidas de 75,8 bilhões de euros; a conversão cambial positiva subiu para 24,6 bilhões de euros e os efeitos de consolidação acrescentaram outros 11 bilhões de euros a esse aumento. O total dos ativos sob gestão se elevaram a 2,268 trilhões de euros.

–        A relação custo-rendimento (CIR) em 2019 caiu apenas 0,2 ponto percentual ficando em 62,3% devido ao maior crescimento da receita operacional comparado ao menor crescimento das despesas operacionais. 

–        O lucro operacional cresceu 6,9% e ficou em 2,7 (2,5) bilhões de euros. Esse avanço se deveu sobretudo à média mais elevada de AuM de terceiros, principalmente na PIMCO, em decorrência de fortes efeitos de mercado e entradas líquidas, sustentados por efeito positivos da conversão de moeda estrangeira.

“Nosso segmento de Gestão de Ativos encerrou um ano muito proveitoso, com excepcional crescimento nos ativos de terceiros sob gestão,” afirma Giulio Terzariol. “Fortes entradas líquidas dão testemunho da proposta de valor atraente para os nossos clientes e tornam a nossa Gestão de Ativos um poderoso pilar para atingirmos nossas metas de desempenho.”

No quarto trimestre de 2019, o lucro operacional cresceu 18,5% atingindo 750 milhões de euros, sobretudo graças às receitas mais elevadas em virtude dos ativos sob gestão e das taxas de desempenho.  O coeficiente custo-rendimento baixou 1 ponto percentual e ficou em 62,7%. Os AuM de terceiros aumentaram em 5 bilhões de euros: as entradas líquidas de terceiros de 19,7 bilhões de euros e os efeitos positivos de mercado de 17,2 bilhões de euros acabaram sendo onerados pelos efeitos negativos da conversão cambial na casa dos 32,1 bilhões de euros.