Covid-19: a hora é de responsabilidade individual e apoio às iniciativas das autoridades sanitárias

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)  e a  Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) assinam, junto com diversas entidades e lideranças médicas e empresariais, comunicado do Fórum Inovação Saúde sobre o combate à epidemia do Coronavírus (COVID-19), apoiando às iniciativas das autoridades sanitárias do País. Segundo o comunicado, “os países do hemisfério norte já nos ensinaram que a hora é de extrema gravidade.  É mandatório que toda a sociedade brasileira, através de cada cidadão, das suas lideranças políticas, suas organizações setoriais e lideranças empresariais se engajem com todos os profissionais de saúde nessa luta pela preservação da vida”. 

O comunicado ressalta ainda que “estamos em estado de guerra sanitária contra o covid-19” e explica que o vírus destrói a organização social e mata, indistintamente, os cidadãos de qualquer idade, sexo ou condição socioeconômica. O Fórum e seus apoiadores afirmam que a hora é de responsabilidade individual e pedem para todos seguirem as recomendações do Ministério da Saúde.

Comércio em quarentena: Covid-19 custará US$ 320 bi em perdas comerciais por trimestre

Economistas da Euler Hermes analisam os impactos negativos do coronavírus 

Fonte: Euler Hermes

Depois que a disputa comercial entre EUA e China levou o crescimento do comércio global ao seu ritmo mais lento desde 2009 no ano passado (+1,2% em termos de volume), a Euler Hermes, especialista em seguro de crédito, prevê que o surto do Covid-19 funcionará como uma barreira comercial forte em 2020. De acordo com os cálculos dos economistas da seguradora, as medidas de contenção aplicadas em resposta ao surto do Covid-19 já equivalem a +0,7pp de tarifas adicionais sobre mercadorias – levando a tarifa global média a 6,5% no final do primeiro trimestre de 2020. Em outras palavras, em um único trimestre, o comércio global já sofreu com o equivalente à guerra comercial do ano inteiro de 2019 entre os EUA e a China.

“Estimamos que as perdas no comércio de bens e serviços devem somar US$320 bilhões por trimestre em disrupções comerciais (ver Figura 1). Cada trimestre de perdas comerciais relacionadas ao Covid-19, portanto, se compara ao impacto anual da disputa comercial entre EUA e China nas tarifas globais em 2019”, afirma o economista-chefe da Euler Hermes, Georges Dib.

Em relação às mercadorias, as suposições principais levam em conta os confinamentos na China e na Itália e medidas de contenção limitadas em outros países. A Euler Hermes prevê que o retorno da atividade de negócios será gradual em março e abril, chegando à velocidade total no final de maio. As perdas de exportação devem contabilizar US$ 161 bilhões, uma vez que a demanda da China e da Europa deve continuar significativamente afetada até o final de abril.

“Nossa suposição para os serviços é uma redução significativa no turismo de e para a China, Itália e, mais geralmente, internamente na Europa, ao que acrescentamos uma desaceleração significativa nos serviços de transporte. Espera-se que o retorno aos níveis de atividade normais seja bastante gradual, empurrando as perdas de exportações globais para US$125 bilhões no lado do turismo e US$33 bilhões para serviços de transporte”, afirma Dib.

Esse choque comercial já é visível em indicadores comerciais precoces, que indicam uma recessão comercial em termos de volume tanto no primeiro trimestre (-2,5% t/t anualizados) e no segundo trimestre (-1%) de 2020. Após uma leve recuperação em 1,6% no quarto trimestre de 2019, de acordo com a seguradora, é provável que o comércio global irá contrair em -2,5% no primeiro trimestre (t/t anualizado), certamente continuando em níveis negativos no segundo trimestre.

O índice de Momentum Comercial da Euler Hermes mostra que o comércio em termos de volume caiu novamente em janeiro de 2020, com uma derrocada marcada em fevereiro, após relatórios de atividade desanimadores na China e uma deterioração nos pedidos de exportação novos em outros lugares, especialmente na Europa e na Ásia (ver Figura 2). Os dados de remessas apontam na mesma direção.

A Câmara Internacional de Transporte Comercial Marítimo estima que o surto do Covid-19 removeu mais de 350.000 contêineres do comércio global. Houve 49% menos trajetos marítimos por navios de contêiner saindo da China nas últimas quatro semanas, de acordo com a Comissão Europeia. A queda projetada de 20-25% nos ganhos da indústria global de transporte comercial marítimo terão um impacto correspondente na indústria de terminais portuários.

Hoje, o cenário de recuperação em forma de V indica uma recuperação no segundo semestre de 2020, e assim, uma projeção para o comércio global de +0,4% para o ano inteiro de 2020.

O dólar forte, preços de commodity mais baixos e a queda na demanda manterão o comércio nominal em recessão no ano de 2020 como um todo. Uma queda de -10% no índice de preços de commodities S&P GSCI desde o início do surto do Covid-19 indica uma continuação das pressões de deflação de 2019. Isso, junto à apreciação do dólar em um contexto de incerteza elevada, empurrará os preços para baixo. Em termos de valor, o comércio também deve contrair no primeiro semestre, mantendo o número para o ano inteiro no território negativo após -1,5% em 2019.

Coronavírus deve impactar seguradoras que atuam com eventos

Com agências internacionais

O surto do novo coronavírus pode significar uma carga pesada de sinistros para o mercado de seguros dos eventos adiados. As doenças transmissíveis geralmente são excluídas das apólices de cancelamento de eventos, mas podem ser renegociadas para os eventos adiados. Tim Thornhill, diretor de vendas, entretenimento e esporte da corretora de seguros Tysers, disse em uma entrevista que, dependendo da cobertura dos eventos cancelados, “o impacto pode ser enorme”, informam as agencias internacionais.

Até agora, grandes seguradoras e resseguradoras globais esperam um impacto limitado do coronavírus em seus negócios em geral. Aqueles com exposição ao seguro de vida disseram que o surto é pequeno em comparação com os cenários de pandemia. No lado de seguros gerais, que protegem bens, muitas apólices de seguro comercial são pagas somente quando a propriedade foi danificada e a cobertura para interrupção de negócios é baixa.

Mas para o mercado de cancelamento de eventos, os especialistas afirmam que a perda pode ser “potencialmente enorme”, segundo informou em entrevistas as agências internacionais Gary Flynn, diretor de divisão de esporte, mídia e entretenimento da corretora Howden UK Group. “Relativamente falando, não há muita capacidade disponível em [cancelamento de evento] em comparação com outras classes de seguro”.

Edel Ryan, chefe de entretenimento, produção de conteúdo e reputação corporativa da equipe de risco especial da unidade Marsh & McLennan, disse em entrevista que, antes do surto, um acúmulo de perdas ao longo dos anos já levara algumas seguradoras “se retirarem totalmente do risco de contingência”. Outras seguradoras continuaram a subscrever o risco, “mas a taxas crescentes”.

Importantes eventos como o Grand Prix em Xangai e o Campeonato Mundial de Atletismo em Nanjing, China, foram adiados e vários eventos esportivos foram encomendados para serem disputados sem espectadores, incluindo partidas na liga italiana de futebol Serie A e na Fórmula 1. “A maioria dos grandes eventos provavelmente tenham mais apetite para eliminar a recompra de doenças transmissíveis”, disse Thornhill.

Provavelmente o maior impacto potencial seria um cancelamento dos Jogos Olímpicos de verão de 2020, programado para acontecer em Tóquio, entre 24 de julho e 9 de agosto. O Comitê Olímpico Internacional tem um seguro de cancelamento para cada iteração do evento. O Insurance Insider informou que a apólice para os jogos de Tóquio tem um limite de US$ 800 milhões.

A BBC informou que o ministro olímpico do Japão, Seiko Hashimoto, disse em 3 de março que o contrato de Tóquio com o Comitê Olímpico Internacional poderia permitir um adiamento, pois apenas estipula que os Jogos sejam realizados em 2020.

O CEO do resseguro de Munique, Torsten Jeworrek, disse aos analistas em 28 de fevereiro que, se todos os eventos que cobrirem doenças transmissíveis forem cancelados, o ressegurador enfrentará pedidos de indenizações na casa de três dígitos. Isso também seria um grande problema para o Lloyd’s de Londres, considerando eventos no Reino Unido e nos EUA.

Se a cobertura do coronavírus for disponibilizada para venda, é provável que tenha um preço proibitivo. Antes do surto, a extensão da doença transmissível estava disponível com taxa de 0,1% do orçamento segurado, disse Ryan, da Marsh, mas após o surto, a taxa subiu para 15% de um limite especificado para cobertura de coronavírus, embora ninguém tivesse confirmado tal informação. “Se os negócios forem feitos, imagino que será difícil financiá-los – quem pode pagar 15%?”.

Os especialistas afirma que ainda nao ha como ter clareza sobre a situação das seguradoras que atuam com eventos, uma vez que há grande variação na cobertura das apólices de eventos. Mesmo onde a cobertura está em vigor, ela pode não ser acionada – por exemplo, se uma empresa cancelar um evento, mesmo que não houvesse conselho ou instrução oficial para fazê-lo.

Boa parte dos organizadores de eventos cancelados tem dito que o evento tinha “cobertura de seguro completa e abrangente”, mas que as “circunstâncias excepcionais” que forçaram o cancelamento do evento “não são cobertas pelas apólices de seguro”.

REP Seguros muda comando

rep seguros

Rogério Walmor Cervi deixa a presidência do grupo, passando a Gestão Executiva total para o novo presidente & CEO Felipe Weiler Cervi e o vice-presidente & COO Bruno Weiler Cervi

A REP Seguros anunciou hoje mudança estrutural que vem sendo programada há dois anos. Oo sócio-fundador Rogério Walmor Cervi deixa a presidência do grupo, passando a Gestão Executiva total para o novo presidente & CEO Felipe Weiler Cervi e o vice-presidente & COO Bruno Weiler Cervi que, juntos, vem já há um ano tomando as decisões executivas da empresa.

Há mais de 40 anos no mercado de Seguros, sendo 34 anos à frente da REP Seguros, Rogério continuará como principal acionista e presidente do Conselho de Administração. Além disso, exercerá a função de diretor de Gerenciamento de Riscos e também atuará junto a novas oportunidades para o grupo.

Felipe e Bruno iniciaram na REP Seguros como trainee em 2008 e 2012 respectivamente. Ambos passaram um tempo em experiências fora do país. Bruno, ao lado de Felipe, darão sequencia ao plano de crescimento e expansão da REP Seguros, informa nota do grupo. “Com o novo planejamento estratégico desenhado até 2022, o grupo REP Seguros seguirá seus valores, princípios, visão e missão, sempre comprometido com a transparência, ética e excelência nas suas operações junto a seus clientes, fornecedores, seguradores, resseguradores e colaboradores”, finaliza o texto.

Antonio Cassio assumirá também como CEO interino do IRB Brasil Re

antonio Cassio IRB

Antonio Cassio dos Santos, nomeado para ser o novo presidente do Conselho do IRB Brasil Re na semana passada e com aprovação pelo conselho prevista em reunião agendada para o dia 27 de março, também vai acumular a função de CEO interino da resseguradora, segundo eleição pelo Conselho de Administração do IRB Brasil RE nesta segunda feira. “O IRB Brasil RE é uma instituição sólida, de alta qualidade técnica, respeitada pelo mercado segurador latino-americano e mundial. Cumpre a mim administrar a companhia neste período de forma a levá-la para o próximo nível, sem pressa, mas sem pausa”, comentou Cássio em comunicado.

A decisão vale pelo prazo de um ano, de acordo com as regras do Novo Mercado. Durante esse período, Antônio Cássio terá como incumbência principal dar continuidade às operações, reafirmando a competência e capacidade técnica do IRB Brasil RE já reconhecidas pelo mercado.

Além disso, o executivo promoverá uma reorganização interna visando a melhorar ainda mais os níveis de governança. “Nosso objetivo é entregar um serviço superior aos clientes e parceiros de negócio, bem como estar na vanguarda da inovação do mercado em produtos e processos”, afirmou Cássio em comunicado. 

CEO Américas e Sul da Europa do Grupo Generali Itália nos últimos cinco anos, imediatamente antes de sua chegada ao IRB Brasil RE, Antônio Cássio conta com mais de 30 anos de experiência no segmento de seguros. Antes da Generali, foi presidente regional e CEO América Latina da seguradora Zurich e presidente e CEO do Grupo Mapfre Brasil Seguros, além de ter sido o CFO (RAS Brasil) do Grupo Allianz. Tem MBA pela Universidade Vanderbilt, do Tennessee (EUA), bem como pelo IBMEC-SP. É especialista em Assuntos Latino-Americanos pela escola de negócios da Universidade Vanderbilt e conta também com pós-mestrado em Negócios Globais pelo IESE Madrid.

O cargo de diretor presidente estava sendo acumulado interinamente pelo vice-presidente executivo, einanceiro e de relações com investidores do IRB Brasil RE, Werner Süffert.

Leia o fato relevantes na íntegra:

FATO RELEVANTE

Rio de Janeiro, 16 de março de 2020 – O IRB-Brasil Resseguros S.A. (B3: IRBR3) (“IRB Brasil RE” ou “Companhia”), em linha com as melhores práticas de governança corporativa, comunica aos seus acionistas e ao mercado que o Conselho de Administração da Companhia, em consonância com o disposto no inciso XL do art. 25 e no art. 29, parágrafo único do seu Estatuto Social, bem como no art. 20, parágrafo único, do Regulamento do Novo Mercado, resolveu, por unanimidade, eleger o Sr. Antônio Cássio dos Santos, indicado pela União Federal para ocupar o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia conforme divulgado ao mercado no dia 10.03.2020, para ocupar interinamente o cargo de Diretor Presidente do IRB Brasil RE pelo prazo máximo de cumulação previsto no Regulamento do Novo Mercado, período no qual a Companhia se dedicará a encontrar um executivo para exercer as funções de Diretor Presidente em caráter definitivo.

O IRB Brasil RE informa, ainda, que já foi convocada Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas, a ser realizada no dia 27.03.2020, para a eleição do Sr. Antônio Cássio dos Santos como novo Presidente do Conselho de Administração da Companhia, conforme indicação apresentada pela União Federal, titular da ação preferencial de classe especial (Golden Share), no exercício do direito que lhe é conferido pelo art. 8, § 2o, inciso I, do Estatuto Social da Companhia.

Seguradoras de olho na volatilidade trazida pelo coronavírus

Coronavírus aciona pela sexta vez o Circuit break da B3, dólar encosta em R$ 5, analistas reduzem expectativas do PIB, da inflação e dos juros. O Ibovespa registrava queda de 11,57% as 11h10. As ações do IRB caiam 9,8%, BB Seguridade -6,15%, Porto Seguro -8,8%, SulAmérica -18,46%

O mercado segurador está de olho na economia, uma vez que o crescimento do setor está atrelado a tudo que acontece de bom ou de ruim com o país. A mediana das projeções do mercado para o crescimento do PIB brasileiro em 2020 voltou a cair, desta vez com maior intensidade ainda, de 1,99% para 1,68%, no Relatório Focus divulgado hoje pelo Banco Central, com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Para 2021, o ponto-médio das expectativas permaneceu inalterado em 2,50%. A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2020 voltou a cair, de 3,20% para 3,10%. A mediana das estimativas para a taxa básica de juros no fim de 2020 caiu de 4,25% para 3,75%. Para o dólar, as apostas para o fim de 2020 entre os Top 5 de médio prazo teve uma alta forte, de R$ 4,15 para R$ 4,63.

Tais números do Copom devem sofrer ainda mais alterações na próxima segunda-feira, com as medidas anunciadas pelo banco central americano no último domingo a noite, na qual reduziu sua taxa básica de juros para uma faixa entre zero e 0,25%. A redução, de 1% em relação ao índice anterior, é a maior desde a crise de 2008. O Fed também zerou o compulsório e anunciou programa de compra de títulos de US$ 700 bilhões, a partir de hoje, para enfrentar a tensão dos mercados e os riscos do coronavírus à economia.

Isso eleva as apostas em queda mais forte da taxa Selic, na reunião do Copom na quarta-feira. Certamente será uma semana ainda mais tensa para os mercados financeiros. No Brasil, o dia começa com o dólar abrindo quase a R$ 5 e o Conselho Monetário Nacional anunciando nesta manha duas medidas extraordinárias para ajudar a economia brasileira a enfrentar os efeitos do coronavírus. A primeira facilita a renegociação de operações de créditos e a segunda amplia a folga de capital dos bancos, permitindo que eles concedam mais empréstimos.

Enquanto o dólar batia quase R$ 5, foi acionado, pela quinta vez em duas semanas, o “circuit breaker” na B3. A pausa aconteceu ao atingir 12,53% de queda em relação ao fechamento da última sexta-feira, 13. O patamar voltou a ficar abaixo dos 75 mil pontos – 72.321,99. Às 11h10, o Ibovespa, principal índice do mercado no Brasil, operava a 73.115,92, uma queda de 11,57%. As ações do IRB caiam 9,8%, BB Seguridade -6,15%, Porto Seguro -8,8%, SulAmérica -18,46%.

Boa notícia.  Com o objetivo de apoiar a economia brasileira durante o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou na manhã desta segunda-feira, 16, em reunião extraordinária, duas medidas para facilitar a renegociação de até R$ 3,4 trilhões em empréstimos por famílias e empresas e ainda ampliar a capacidade de crédito do sistema financeiro em até R$ 637 bilhões.

Vírus eleva demanda por médicos virtuais e expande telemedicina

Mercado global de telemedicina alcançaria 37 bilhões de euros (US$ 42 bilhões) até 2021, mas crescimento deve aumentar

Fonte: Bloomberg

O novo coronavírus que obriga a bloqueios e abala economias também tem estimulado uma revolução silenciosa no campo da telemedicina.

A propagação da COVID-19 pela Europa, com o aumento do número de pacientes, o medo de contaminação e sistemas de saúde saturados levam muitas pessoas a buscar consultas médicas on-line.

A lista de empresas que oferecem médicos virtuais inclui startups como Doctolib, financiada pela General Atlantic, a francesa Qare, que tem apoio da seguradora Axa, a unidade Livi da sueca Kry International, a Push Doctor, do Reino Unido, e a Compugroup Medical, da Alemanha.

“É uma pena, mas a atual epidemia pressiona pacientes a dar o salto e pode acelerar uma mudança de hábitos”, disse Olivier Thierry, diretor-presidente da Qare, plataforma francesa que oferece consultas em vídeo com sua equipe de médicos. “As previsões de crescimento mudam a cada dia.”

O negócio de conectar médicos e pacientes por meio de consultas por vídeo teve um início lento na Europa devido à reticência de pacientes, um ambiente regulador hostil, disparidades nos sistemas de saúde e regras de seguro.

Agora, com os hospitais saturados para lidar com o vírus, pacientes recorrem a esses serviços e governos deixam de lado as reservas sobre os riscos das “consultas de sofá” para facilitar a regulamentação.

Em 2018, a Comissão Europeia estimou que o mercado global de telemedicina alcançaria 37 bilhões de euros (US$ 42 bilhões) até 2021, com taxa de crescimento anual de 14%. Agora, esses números podem ser superados, pois as preocupações com o vírus aumentam a demanda, tornando essas consultas mais rotineiras e amplamente aceitas.

O CEO da Qare espera que a telemedicina represente cerca de 10% das 400 milhões de consultas médicas anuais da França até o final de 2021, em relação a números insignificantes atualmente.

A Qare, que cobra uma comissão de 20%, disse que nas últimas semanas registrou 25% mais consultas do que o normal. No ano passado, a empresa registrou 80 mil consultas em relação às 8 mil em seu primeiro ano completo de operação em 2018.

FenaSaúde divulga orientações sobre coronavírus

A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) divulgou orientações e esclarecimentos acerca da cobertura de exames e tratamentos do novo coronavírus por parte dos planos de saúde, a partir da resolução normativa n° 453 da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

“Nosso objetivo é auxiliar os beneficiários a obter a melhor assistência diante da pandemia, com perguntas e respostas, bem como remissão aos sites de cada associada para orientação dos interessados”, informou Vera Valente, diretora executiva da FenaSaúde.

Acesse o site e leia as respostas às duvidas mais frequentes

Generali adere a fundo para ajudar no combate ao coronavírus

Grupo divulgou resultado operacional recorde no ano fiscal de 2019, de € 5,2 bilhões (+ 6,9%), com lucro acima de € 2,7 bilhões (+15,7%)

A Assicurazioni Generali S.p.A, maior seguradora da Itália, aderiu a um grupo empresas que se apressaram em fornecer fundos para combater a crise do coronavírus. A Itália foi a mais atingida pelo surto na Europa, com 15.113 casos confirmados de coronavírus, que infectou mais de 134.500 pessoas em todo o mundo e causou mais de 4.900 mortes.

A Generali disse que criaria um fundo internacional extraordinário de até 100 milhões de euros (US$ 112 milhões) para ajudar os países que enfrentam a emergência do coronavírus. “A Generali está fortemente comprometida em apoiar as comunidades ao nosso redor, especialmente as mais atingidas”, disse o presidente-executivo, Philippe Donnet, em uma chamada de resultados para a mídia. Uma primeira parcela de até 30 milhões de euros estará disponível para ajudar nas emergências extraordinárias na Itália.

O maior banco da Itália, UniCredit, que já doou 2 milhões de euros à Agência de Proteção Civil, disse na sexta-feira que montou uma iniciativa de arrecadação de recursos para todo o grupo para apoiar três dos hospitais italianos mais envolvidos na batalha contra o coronavírus.

A declaração foi feita durante a apresentação dos resultados do grupo, que divulgou um resultado operacional recorde no ano fiscal de 2019 de € 5,2 bilhões (+ 6,9%), com lucro acima de € 2,7 bilhões (+15,7%).

Philippe Donnet, comentou: “Os resultados confirmam que estamos no bom caminho para cumprir todas as metas do plano estratégico ‘Generali 2021′”, disse. Segundo ele, a implementação disciplinada da estratégia está impulsionando um crescimento lucrativo em todas as linhas de negócios e tornou possível aumentar a diversificação das fontes de lucro, com entradas líquidas da Life em níveis excelentes e a melhor relação combinada entre concorrentes.

CNseg e Fenaber cancelam 9º Encontro de Resseguro

Evento, em abril, reuniria cerca de 700 participantes na cidade do Rio de Janeiro por dois dias

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber) anunciaram hoje (13) o cancelamento do 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que ocorreria 15 e 16 de abril, na cidade do Rio de Janeiro. A medida deve-se ao avanço do COVID-19, elevado à categoria de pandemia, e está em linha com orientações da Organização Mundial de Saúde e de autoridades sanitárias brasileiras para reduzir a capacidade de contágio do novo coronavírus, maior em ambientes fechados e com grande número de participantes.

Os organizadores do Encontro de Resseguro planejam avaliar a realização do mais tradicional evento de resseguros da América Latina em algum momento mais propício indicado pelas autoridades sanitárias, ainda este ano. Participantes, patrocinadores e fornecedores do Encontro de Resseguro estão sendo comunicados do cancelamento do evento a partir desta sexta-feira.