Mercado de Seguros será severamente impactado pela COVID-19

webinar cnseg

A previsão é de que sairá mais coeso e com produtos inovadores

O setor de seguros será muito afetado pelas consequências da pandemia do novo coronavírus neste ano de 2020, e também em 2021, mas as perspectivas  são de gradual retomada, com o fortalecimento de sua credibilidade e de suas condições de atendimento à população. O desempenho resiliente das seguradoras brasileiras nada fica a dever ao de outros países, mostrando o alto padrão de eficiência que alcançaram, ao colocar rapidamente a imensa maioria de funcionários em regime de home office, com assistência remota e tecnologia para manter o atendimento a todos os clientes. O futuro ainda guarda muitas incógnitas, mas uma coisa é certa: todos sairão mais digitais, criativos e com produtos desenvolvidos para atender a antigas e novas demandas dos consumidores na era pós-COVID-19.

Essas foram as principais mensagens transmitidas durante o webinar “Pandemia e o Mercado de Seguros no Mundo”, realizado pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Participaram, coordenando o debate, o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, e os CEOs de três grandes seguradoras multinacionais: Edson Franco, da Zurich Minas Brasil Seguros; José Ferrara, da Tokio Marine Seguradora e Luis Gutiérrez, da Mapfre Seguros. Os quatro executivos integram o Conselho Diretor da CNseg.

“O nosso setor segurador será duramente afetado por esta crise epidemiológica e econômica. Assim como os mercados de seguros do mundo todo. O ponto de partida aqui do nosso webinar é exatamente mostrar que os seguros não são uma ‘jabuticaba’ brasileira. Ao contrário, os fundamentos são os mesmos, globalmente. E todos os países estão sendo afetados da mesma maneira, defendendo os mesmos conceitos e buscando soluções semelhantes. O que varia é a estrutura e funcionamento e o grau de maturidade dos seguros em cada país.” Essa foi a síntese da abertura de Marcio Coriolano no encontro que contou com a participação remota de mais de 1.100 pessoas.

A ideia dos debatedores foi trazer aos mais de mil participantes sobre como outros países estão lidando com a situação. “Os fundamentos do setor de seguros são universais e isso é importante para que possamos observar e trocar experiências para enfrentar essa ameaça mundial absolutamente imprevista”, afirmou Coriolano. 

A Global Federation of Insurance Associations (GFIA), uma organização mundial que reúne as seguradoras, foi citada pelo Presidente da CNseg pela publicação de uma declaração na qual afirma que a indústria de seguros global a principal força estabilizadora que o mundo tem hoje, ao repor financeiramente perdas seguradas. O órgão multinacional também reforçou que em face à pandemia, todos os seguradores implementaram planos de continuidade de negócios, que incluem cuidar dos funcionários, colocando todos em teletrabalho; garantir atendimento aos clientes e flexibilizar indenizações nos seguros de vida, mesmo com exclusão de pandemias; até disponibilizar um elevado volume financeiro para doações dedicadas a ajudar a conter a COVID-19. 

Marcio Coriolano também comentou que a GFIA admite flexibilização de coberturas, mas sem abrir mão do fundamento universal das exclusões de pandemias, sem o que as representadas poderiam simplesmente falir. Aproveitou para citar o posicionamento da Association of British Insurance (ABI), a CNseg britânica, que reforça a urgência de defesa da  solvência dos mercados. “A ABI esclarece que nenhum país é capaz de oferecer cobertura total para todo mundo e que o envolvimento dos governos neste momento tem de ser ativo, como temos observado aqui com o executivo federal garantindo liquidez para os mercados, renda para os pobres e empréstimos para a recuperação de empresas. Com o nosso setor não pode ser diferente”, esclareceu. 

A primeira lição que fica, segundo Edson Franco, da Zurich, é que não é hora de negacionismo ou minimização do problema. “O momento é de uma crise sem precedentes. As consequências econômicas, com recessão e desemprego recorde, afetam a todos. E todos sabemos que é uma crise que não estará contida dentro de 2020. Vai se arrastar para 2021. Na comparação com outros países percebemos que não somos tão diferentes assim. A resposta demanda ações de governos, empresas e individuais. Nossa responsabilidade social é importante e vemos isso em todo o setor nas centenas de ações divulgadas. As empresas devem dar sim a sua contribuição e nós como indivíduos podemos contribuir de forma material, financeira e de respeito ao próximo. A história é uma ótima professora. Já o pânico, um péssimo conselheiro. ” 

Segundo Luis Gutiérrez, da Mapfre, nos vários mercados onde o grupo atua, seguradoras, corretores e prestadores de serviços dão uma resposta muito positiva desde o início da crise. “Ninguém estava pronto para uma situação que afeta todos os países e todos os setores econômicos. Os governos divulgam medidas financeiras para apoiar a sociedade. Na Espanha sofremos muito com tantas mortes e por isso sentimos a obrigação de flexibilizar o pagamento do seguro de vida, mesmo com a exclusão nas apólices. Todos adotam flexibilizações. O Brasil está sofrendo os mesmos efeitos e adota as mesmas ações de outros países.”  

José Ferrara resumiu a atuação do grupo Tokio, que atua em 46 países do mundo. “Todos os países asiáticos estão fechados, com exceção da China que retoma as atividades desde meados de abril, mas mesmo assim preserva os grupos de riscos. Todos atuam com horário flexível para garantir o distanciamento social de dois metros entre as pessoas”. Ele contou também que a matriz da empresa anunciou dia 4 de maio um fundo mundial para ajudar todos os países onde a Tokio Marine tem presença. O volume de ajuda que o grupo local tiver possibilidade de oferecer à sociedade, a matriz colocará 50% mais. “Tenho certeza de que é um bom funding para todos os países em que opera.”

Sobre a inserção do País no contexto internacional, Ferrara foi enfático: “No Brasil, a indústria securitária não deve nada para a indústria bancária. Todos nós conseguimos colocar todos os funcionários em home office. Tudo funcionando bem. Não só as seguradoras. Os corretores também conseguem operar em home office com as ferramentas que as seguradoras colocaram à disposição deles. Uma mudança de comportamento. Se os corretores pensavam que a tecnologia iria substitui-los agora eles sabem que veio mesmo foi para ajudar todos nós a vendermos mais.”

De acordo com os estudos locais e internacionais, o seguro não vive se não houver previsibilidade. “Todos os países visam preservar as cláusulas, a despeito de soluções flexíveis que têm sido adotadas como foi no seguro de vida. Nenhum país pode sair rasgando contratos, pois isso pode afetar a solvência das empresas”, voltou a afirmar Marcio Coriolano. 

Todos foram unânimes em lembrar que em menos de uma semana o setor de seguros estava operando em home office, sem qualquer prejuízo para funcionários e consumidores. Isso demostra o quão preparada a indústria de seguros está. 

Essas primeiras abordagens, foram sucedidas de questões endereçadas aos convidados por Marcio Coriolano, que agrupou os temas mais frequentemente colocados pelo público para as perspectivas pós-COVID: o crescimento do mercado, o novo consumidor, os novos produtos e o papel do corretor de seguros.

Qual será o crescimento de mercado? 

Eis a pergunta mais frequente no webinar. José Ferrara espera uma queda entre 5% e 10% nas vendas da companhia em 2020, com retomada significativa já em 2012. “Em automóvel há uma queda natural por conta das vendas de carros novas, com recuo de 70% segundo dados da indústria automobilística. O que se vende neste ano são caminhões, tratores e equipamentos agrícolas. Mas todos sabem que o mercado de veículos leves tem tudo para se recuperar. Com certeza, o Brasil vai ser a bola da vez, e sair de 6% para 12% na penetração de seguros no PIB”, afirmou.  

Luis Gutiérrez afirmou ser muito difícil saber. “Vai depender do impacto do confinamento. Qual vai ser a evolução do seguro do jeito que conhecemos? Quais as oportunidades de um mercado emergente, levando-se em consideração que há um grande núcleo da população que não tem acesso. O brasileiro está mais disposto a escutar sobre seguro. Mas tem de ter uma oferta ativa. Venda consultiva, que análise as necessidades do cliente e não oferte o produto que tem pronto. É preciso questionar: o consumidor precisa disso? Escutemos os clientes para saber quais são as suas demandas. Temos de pensar que o mundo está mudando. E precisamos mudar junto para crescer”. 

Edson Franco também afirmou ser muito difícil saber qual será o percentual de queda nas vendas em 2020. “Não sabemos a extensão, a duração da quarentena, ou se teremos agravamento de lockdown. Naturalmente, hoje todos nós estamos fazendo as nossas projeções e dependendo do mix de cada seguradora o impacto será diferente. O efeito em resultado acaba sendo amortecido, mas tende a durar mais tempo. Nos cabe ser realistas no planeamento e otimistas na execução. Vamos nos planejar para diferentes cenários”. 

Marcio Coriolano lembrou que no ano passado o setor avançou 12,2% em termos nominais, o que significa e 8,7% em termos reais. “A maioria dos setores econômicos não conseguiu isso”, ressaltou. Em fevereiro deste ano, na analise de doze meses, o setor cresceu 12,7%. “É certo que a partir do segundo semestre veremos uma outra tendência. Mas o setor vai ter o benefício do carregamento de contratos feitos no ano passado, o que vai nos ajudar a ter um bom desempenho no primeiro semestre. Mas o segundo semestre é a grande incógnita, pois ainda não sabemos o tamanho da queda da produção, emprego e renda, que são os combustíveis dos seguros, nem quanto tempo vai durar o distanciamento”, comentou.

Como será esse novo consumidor? 

Todos se perguntam que mudanças de comportamento dos consumidores vão ser permanentes. “Demos um salto de digitalização. Vemos um Congresso Nacional e um Supremo Tribunal Federal tomando suas decisões por meio de videoconferência. Houve uma quebra de paradigmas. Isso vai nos levar a uma sociedade sem dinheiro em papel? As empresas vão usar menos metros quadrados para seus escritórios uma vez que o trabalho remoto é realidade? As pessoas vão preferir comprar produtos no e-commerce do que sair para ir passear nas lojas? Todos vão reinventar negócios ou voltarão aos hábitos antes da pandemia? Essas são respostas que ainda não tempos. Mas sabemos que temos de nos preparar para sermos mais competitivos”, disse Franco.

Quais os principais produtos demandados por este consumidor? 

Esta resposta ainda também é incerta, mas o que se sabe, pelas pesquisas já divulgadas, é que seguros de vida e de saúde seguirão na lista de desejos. Certamente também haverá demanda para os riscos excluídos. Todos os participantes afirmaram que há muitas oportunidades em termos de produtos, uma vez que a pandemia expôs à sociedade que o mundo tem muitos riscos. Os conhecidos, como danos causados pela natureza, e os desconhecidos como ataques cibernéticos e pandemias. “Temos de juntos discutir novos produtos para atender riscos gravosos, uma demanda que já vinha antes da pandemia. E agora com pandemia, quais produtos podemos ofertar. Devemos pensar nisso já”, disse Ferrara. Gutiérrez acrescentou: “Temos de agir. Colocar em prática esses produtos que serão demandados. E ninguém melhor do que o corretor para nos trazer quais são esses riscos que seus clientes estão preocupados ou expostos”. 

Qual o papel do corretor, se realmente houver um novo mundo?

Digitalização não é desintermediação, afirmou Franco. Só quem está no dia a dia, ao lado do cliente para saber quais os riscos mais os aflige. “O que temos é uma venda mais consultiva. O corretor é um consultor de riscos para seus clientes. Essa é a mudança. E a ferramenta tecnológica é fundamental neste cenário”, disse Franco. Nenhum dos participantes do debate acredita na desintermediação e sim na profissionalização e num processo mais digital. 

Gutiérrez acrescentou: “Chega de pensar e falar, vamos fazer. Somos capazes de fazer juntos. Não existe um mercado para seguradoras, para corretoras. Dependemos todos uns dos outros. Temos de agir. Colocar em prática produtos que serão demandados. E ninguém melhor do que o corretor para nos trazer quais são esses riscos que seus clientes estão preocupados ou expostos. Temos de estar em todas as frentes que os consumidores exigirem, seja analógica ou digital. Juntos estamos construindo um setor cada dia melhor”. 

Marcio Coriolano encerrou o debate, que se estendeu por quase 1 hora e 15 minutos dado a importância do tema e das perguntas. Ao agradecer aos convidados e público que assistiu, emendou: “Sou um apaixonado pelo mercado de seguros. Tenho confiança de estar num setor que continua sendo construído com dedicação e competência. Tenho muito orgulho do nível de qualificação que o setor chegou nos dias de hoje. Entrou nesta crise já tendo enfrentado a recessão recente e sabendo que o ‘mimimi’ acabou. O consumidor está empoderado  e mais consciente de sua posição privilegiada no mercado, e os corretores estão fortalecidos pela sua luta e ação dos últimos anos para enfrentar este novo cenário desafiador”. 

O vídeo do webinar já está disponível em: https://youtu.be/6V2Y3BDXmeU

Liberty Seguros anuncia novidades nos produtos da sua marca Aliro Seguro

Com as mudanças, os produtos ficam ainda mais completos sem perder acessibilidade

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros acaba de anunciar novidades nos produtos da Aliro Seguro, marca da seguradora com foco em clientes que buscam seguros mais simplificados e acessíveis, sem abrir mão da qualidade. Criada em 2017, a Aliro é fruto do trabalho colaborativo entre a companhia e seus corretores parceiros e oferece dois tipos de produto: Aliro Seguro Auto P e o Aliro Seguro Auto M -, que recentemente ganharam melhorias. 

Dentre elas, o destaque fica com a indenização integral de até 100% da tabela FIPE em casos de roubo e furto e as condições de pagamento mais flexíveis, como a possibilidade de parcelamento em até 12 vezes sem juros, débito em conta e cartão de crédito, que passam a ser oferecidas no Aliro Seguro Auto P.

Outra novidade é o novo pacote de assistências G, disponível para o Aliro Seguro Auto P e M, que inclui um maior limite de quilometragem para reboque ou recolha, de 400 km após panes e 500 km após sinistros.

Essas melhorias, além de tornar os produtos da Aliro Seguro ainda mais completos, também trazem uma oportunidade de ampliação de oferta para os corretores parceiros, que podem expandir para novos públicos – como taxistas, motoristas de aplicativos e de moradores de regiões metropolitanas.

“Com essas mudanças, queremos oferecer opções ainda mais completas e acessíveis principalmente para os consumidores que procuram formas de proteção alternativas aos seguros tradicionais, para que tenham toda confiança e qualidade de uma seguradora, porém, com valores mais atrativos”, afirma Paulo Umeki, Vice Presidente de Produtos da Liberty Seguros.

Tractable fecha parceria com Tokio Marine para regulação de sinistro auto com AI

Fonte: Release

A Tokio Marine no Japão irá utilizar uma solução de IA para processar danos em automóveis em todas as suas operações de seguros no Japão, acelerando a rapidez com que os sinistros podem ser processados para os segurados, segundo nota divulgada à imprensa. Procurada no Brasil para saber se a tecnologia seria implementada também no país, o grupo não respondeu ao pedido de entrevista até a publicação deste post.

A solução de IA, criada pela empresa de tecnologia Tractable, utiliza a visão por computador para analisar fotografias de danos em veículos, compreendendo o seu significado como um humano faria, quase em tempo real. A Tokio Marine vai utilizar a IA para avaliar a ampla diversidade de decisões de reparação disponíveis, incluindo operações de reparação, pintura e esbatimento recomendadas, bem como as horas de mão de obra necessárias. 

Utilizar a IA desta forma pode agilizar a análise remota de sinistros de dias para minutos, acabando com ineficiências do processo, ajudando as seguradoras e os reparadores a chegarem a acordo sobre reparações mais rapidamente e levando os clientes de volta à estrada mais rápido. É a primeira vez que uma das principais seguradoras japonesas implementa uma solução de IA de avaliação de danos em automóveis no processo de sinistros. 

Tokio Marine, a maior seguradora do Japão, trabalha com a Tractable desde 2018, com a ambição de melhorar as operações de peritagem que exigem avaliações visuais complexas com uma solução baseada em visão por computador. Após testes bem-sucedidos da IA, a Tokio Marine passou utilizar a tecnologia da Tractable num dos seus centros de serviços de sinistros a partir de abril de 2020, com a possibilidade de implementá-la em todo o país. 

Hidenori Kobayashi, Subdiretor-geral do Grupo Tokio Marine, afirmou: “No Japão, após um acidente, podem ser necessárias 2 a 3 semanas para determinar o valor que deve ser pago. Ao utilizar a IA líder mundial da Tractable para avaliar os danos no automóvel, esperamos encurtar consideravelmente esse tempo, consolidando a nossa posição como uma empresa orgulhosa de ser pioneira em novas tecnologias que transformam a trajetória dos sinistros para nossos clientes”. 

Perdas com Covid-19 podem chegar a US$ 80 bi, segundo relatório da Willis

Dada a escala potencial e a natureza sistêmica da perda de pandemia, as negociações sobre a necessidade de algum tipo de apoio do governo para lidar com futuros riscos de pandemia já começaram

Com agencias internacionais

A corretora Willis Towers Watson disse em um relatório de 1º de maio que as perdas dos EUA e do Reino Unido para seguradoras poderiam atingir US$ 32 bilhões em um cenário moderado e US$ 80 bilhões em um cenário grave. O Katrina custou às seguradoras e ao programa de seguro contra inundações dos EUA mais de US$ 70 bilhões em dólares de hoje, de acordo com o Insurance Information Institute.

O estudo leva em consideração diversas áreas de negócios, como interrupção de negócios nos EUA e no Reino Unido, responsabilidade civil, acidentes de trabalho, hipotecas crédito e garantia comerciais e remuneração dos trabalhadores. Um cenário “otimista” ou um retorno a um estado pré-Covid-19 após três meses de distanciamento social significaria US$ 11 bilhões em perdas seguradas. Já um cenário “moderado”, um retorno gradual após seis meses de distanciamento social, significa uma fatura de US$ 32 bilhões para as seguradoras.

O distanciamento social por um ano em um cenário “grave” – ​​um impacto na saúde que se aproxima da escala da pandemia de gripe de 1918 – significará US$ 80 bilhões em perdas seguradas pelo Covid-19, informou a corretora Willis. Um cenário de pandemia extrema pode resultar em perdas de US$ 140 bilhões. “Além de seu devastador custo humano, a pandemia de Covid-19 aumentou rapidamente a atividade econômica em todo o mundo”, comentam os autores do estudo.

Cresce número de clientes em saúde, mas futuro é preocupante, diz IESS

Jose Cechin IESS

Levantamento do IESS mostra boa performance no período de 12 meses, com 47 milhoes de beneficiários

Fonte: IESS

Em março, pela primeira vez no ano, os planos de saúde médico-hospitalares voltaram a superar a marca de 47 milhões de beneficiários em todo o País. De acordo com a Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o saldo de mais de 233 mil vínculos no período entre março de 2019 e o mesmo mês deste ano fez com o que setor voltasse a ultrapassar o número, algo não registrado desde dezembro. O que representa um ligeiro aumento de 0,5% no acumulado do ano. 

José Cechin, superintendente executivo do IESS, comemora a marca, mas reforça, que o comportamento para o restante do ano ainda é difícil de ser estimado. “Claro que é uma marca relevante e ficamos felizes em saber que mais brasileiros têm alcançado o sonho de contar com plano de saúde. No entanto, devemos ter cautela com o futuro em função do impacto do novo Coronavírus na economia nacional e na oferta de empregos, que influencia diretamente na posse de um plano privado”, comenta. “Vale lembrar que a quarentena e as ações para minimizar o impacto da COVID-19 começaram em meados de março e os resultados serão registrados nas próximas análises”, alerta. 

A análise mostra que alguns indicadores econômicos já mostram que março foi um mês com os primeiros impactos econômicos da pandemia. A Pesquisa Mensal Industrial, divulgada em maio, apontou que a atividade industrial retraiu 9,1% frente a fevereiro de 2020, sendo a maior queda desde 2018. 

A boa performance ocorreu em diferentes segmentos. No período de 12 meses encerrado em março deste ano, houve incremento de beneficiários em todas as faixas etárias analisadas na publicação. O aumento continua sendo puxado pela faixa de 59 anos ou mais, que registrou crescimento de 1,8%. Entretanto, as faixas de 0 a 18 anos e de 19 a 58 anos também tiveram ligeira melhora de 0,2% e 0,3%, respectivamente. 

Além disso, nenhuma das regiões do País registrou queda no número de beneficiários de planos médico-hospitalares. Com exceção da região Sul, que permaneceu estável, todas as demais tiveram avanço. O destaque fica para o Centro-Oeste, com 1,8% de aumento, o que representa um total de 57,5 mil novos vínculos. Em números absolutos, a região Sudeste teve a melhor performance, com 141,6 mil beneficiários, crescimento de 0,5%. A região Norte ganhou 10,2 mil novos contratos, ou 0,6%, e o Nordeste registrou um leve crescimento de 0,3%, que corresponde a 19,7 mil novos vínculos. 

Segundo a publicação do IESS, o mês de março teve o melhor resultado nos últimos 12 meses, com saldo positivo de mais de 111 mil novas vidas. A boa performance se justifica pela queda no rompimento de contratos com planos de saúde no mês de março, de mais de 100 mil beneficiários em relação aos 4 meses anteriores. 

“Continuaremos atentos às mudanças no cenário brasileiro buscando auxiliar na tomada de decisão. Para superar esse delicado momento, precisaremos de um empenho conjunto da sociedade e dos setores público e privado”, conclui José Cechin. 

Pier faz parceria com a Too Seguros para oferecer apólice de automóvel

Veículos que custam em torno de R$ 30 mil contarão com seguros de cerca de R$ 50 mensais

Fonte: Pier

A Pier, que até entao atuava com a venda de seguro para smartphones, anunciou sua entrada em seguro de carro em uma parceria com Too Seguros. Igor Mascarenhas, Lucas Prado e Rafael Oliveira criaram a Pier, uma empresa de tecnologia que oferece seguros digitais e centrados na experiência do cliente. A insurtech cresceu cerca de 642% nos últimos dois. “Resolvemos olhar para esse mercado automotivo para otimizar os processos e democratizar o acesso, por isso, estamos oferecendo uma solução mais justa e flexível para os consumidores”, explica Lucas Prado, cofundador da Pier.

A startup oferece uma interface nos mesmos moldes de seguro para smartphones: os consumidores poderão consultar os valores e contratar a proteção pelo site ou aplicativo, informando apenas o modelo do carro, placa, CEP e CPF. Segundo dados da SUSEP, o mercado de seguro de automóveis é o maior mercado de danos no Brasil. Anualmente são emitidos mais de R$ 30 bilhões de contratos. Além disso, esse setor tem um dos maiores índices de perda na indústria de seguros e cerca de 70% da frota nacional circula sem cobertura, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

A cobertura do seguro para automóveis será mensal e sem carência, ou seja, o cliente terá o carro protegido assim que ativar seu contrato pelo App da Pier. Além disso, o consumidor tem a liberdade de cancelar após a primeira mensalidade, sem nenhum custo. 

A proteção cobre roubos e furtos de carros de passeio, de até R$ 50 mil e com até 15 anos de fabricação e também oferece serviço de assistência 24 horas.”Um veículo que custa em torno de R$ 30 mil, terá um seguro de cerca de R$ 50,00 mensais”, conta Lucas.

Em caso de roubo ou furto, o pedido de reembolso é feito pelo site ou aplicativo, assim como no seguro para celular. Utilizando a mesma tecnologia, a Pier quer repetir os feitos de pagamentos rápidos também para o seguro de carros. “A ideia é evoluir nosso modelo de cobrança até o ponto em que a pessoa pague exatamente pelo seu perfil de risco. Com isso, pretendemos analisar o comportamento dos condutores e ver ser eles transitam em regiões onde o índice de assalto é maior ou se o veículo fica muito tempo estacionado na rua, e aí conseguimos ajustar o preço da mensalidade de acordo com o perfil” explica Prado. Além disso, a startup trabalha para oferecer personalização na precificação conforme os hábitos de cada membro.
 
 A Pier começou a atuação com automóveis em Belo Horizonte e já expandiu para capital paulista e regiões como Osasco, Barueri e ABC. “Decidimos começar testando o piloto na capital mineira, pois BH têm 1,4 milhões de veículos circulando e apenas 26% são segurados – cenário ideal para entender melhor esse novo produto que estamos lançando e então, expandir a proteção para São Paulo”. destaca Prado.

AXA XL lança o Remote Risk Dialogue, uma avaliação de riscos virtual

Em resposta à COVID-19, alguns fabricantes de vestuário começaram a fabricar máscaras, os produtores de bebidas alcoólicas estão produzindo desinfetante para as mãos e alguns fabricantes de eletrodomésticos estão produzindo dispositivos médicos

Fonte: AXA XL

A AXA XL Risk Consulting lançou um novo serviço de avaliação de riscos, o Remote Risk Dialogue, para continuar a avaliar os esforços em prevenção de perdas em várias linhas de negócio no âmbito das restrições da COVID-19. 

Através da utilização de dados obtidos a partir de chamadas telefônicas, ferramentas web e relatórios existentes, o Remote Risk Dialogue permite aos Engenheiros de Riscos da AXA XL executar análises remotas que não se encontram nos programas de prevenção de riscos tradicionais e fornece, aos gestores de risco, subscritores e corretores, uma perspectiva atualizada dos riscos de um cliente. 

No âmbito do novo serviço, Corinne Vitrac, Diretora executiva da AXA XL Risk Consulting, afirmou: “com as restrições impostas na entrega de avaliações e na realização de visitas a clientes globalmente, tivemos de pensar em novas formas de apoiar os clientes na gestão dos seus riscos.” 

“O Remote Risk Dialogue permite-nos continuar a interpretar os dados dos clientes e a avaliar qualquer potencial de novos riscos. Por exemplo, em resposta à COVID-19, alguns fabricantes de vestuário começaram a fabricar máscaras, os produtores de bebidas alcoólicas estão produzindo desinfetante para as mãos e alguns fabricantes de eletrodomésticos estão produzindo dispositivos médicos. Essas mudanças nas operações e na produção trazem à tona novos riscos. Identificar, gerir e mitigar esses riscos é fundamental e é com orgulho que nos mantemos ao lado dos nossos clientes, para apoiá-los a adaptar-se e inovar nestes tempos desafiadores.” 

Além de lançar o Remote Risk Dialogue, a AXA XL Risk Consulting está promovendo webinars para os gestores de risco, com o intuito de debater os riscos que as suas empresas enfrentam e como mitigá-los. Também foi criado um centro de atendimento telefônico para os gestores de risco, quer sejam clientes da seguradora ou utilizem os serviços de consultoria de risco, para discutir as boas práticas de prevenção de perdas. 

Todos perdem com a inadimplência, diz Vera Valente, da FenaSaúde

vera valente Fenasaude

Fonte: FenaSaúde

Em webinar patrocinado pela empresa Bionexo, nesta terça-feira, 5/5, a diretora executiva da FenaSaúde, Vera Valente, cobrou novas formas de atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) durante a pandemia da covid-19. 

Para ela, a agência não deveria ter imposto a exigência de contemplar inadimplentes como contrapartida ao acesso, pelas operadoras de planos de saúde, às reservas e provisões mantidas pelas empresas. 

“Qualquer exigência que venha do órgão regulador tem de considerar o contexto de crise decorrente da pandemia. Colocar a questão da inadimplência como contrapartida [ao acesso às reservas] é um risco que o sistema não pode suportar”, afirmou Vera. 

Para a representante da FenaSaúde, o desconhecimento sobre como funciona a saúde suplementar tem sido bastante prejudicial, não apenas ao setor, mas a toda cadeia de produção da saúde. Um exemplo disso são as muitas iniciativas legislativas que buscam endossar a postergação de pagamentos pelos beneficiados. 

“O que parece ser simpático, na verdade, é catastrófico. O sistema é interconectado. Se você interrompe o fluxo de pagamentos também é interrompida a irrigação para os prestadores, como médicos, enfermeiros, hospitais e laboratórios, num momento em que todo mundo precisa receber e continuar atuando a pleno vapor”, disse. 

Com o tema “Aprendizados da pandemia que ajudam a agir no presente e a pensar o futuro da saúde suplementar”, o webinar teve mediação de Fernando Torelly (CEO do H-Cor) e Ary Ribeiro (CEO do Hospital Sabará). Além de Vera, participaram do debate Rodrigo Guerra (CEO da Central Unimed) e Rodrigo Aguiar (diretor da ANS). A curadoria foi de Maurício Barbosa, fundador da Bionexo. 

“Se esse não é um momento extremo, qual será?”, questionou Guerra, da Unimed, ao comentar a decisão da ANS sobre as provisões. “Respeitosamente, faço um apelo para a ANS revisitar o tema”, sugeriu. 

O diretor da ANS admitiu que o órgão regulador não é historicamente habituado a adotar medidas extremas e urgentes. Para Aguiar, a questão é que faltam informações e é sempre arriscado tomar decisões no curto prazo. Ele garantiu, porém, que a agência está atenta às necessidades dos novos tempos de pandemia: “Agiremos de forma urgente porque o momento requer celeridade”.

Europ Assistance fecha parceria com Carrefour

A Europ Assistance Brasil passa a oferecer seus serviços na plataforma Carrefour Seguro e Serviços. Criado pela Corretora de Seguros do Carrefour, o site visa facilitar o acesso do consumidor a serviços de proteção para todos os seus bens, como a contratação de uma assistência para residência, viagem, celular, entre outros. A iniciativa conta com a parceria de diversas empresas, ficando a cargo da EABR as soluções para as carteiras Auto e Moto.

Os pacotes oferecidos dão direito aos clientes acionarem serviços como guincho, chaveiro, troca de pneu, troca de bateria, entre outros, de acordo com o que for previamente contratado. A plataforma surge para que aqueles que não têm como arcar com outros tipos de proteção possam contratar serviços que tragam mais tranquilidade ao seu dia a dia, sem pesar no bolso. “Se o cliente precisar acionar um guincho de emergência, por exemplo, ao invés de pagar um valor alto de uma vez só pelo serviço, através da plataforma, poderá pagar em pequenas parcelas mensais e acionar o serviço quando precisar”, explica Rogério Guandalini, diretor Comercial e Marketing da EABR e CEABS Serviços, uma empresa do grupo Europ Assistance. 

Para Carlos Mauad, CEO do Banco Carrefour, instituição responsável pela corretora, a chegada da EABR traz novas opções e facilidade para o consumidor. “O foco do trabalho está na busca incessante por soluções que levem praticidade para os nossos clientes, seja em termos de inovação, tecnologia ou serviços. E, neste sentido, a parceria com o grupo Europ Assistance vem exatamente ao encontro do que queremos oferecer”, afirma. 

A contratação é feita 100% online, sem intermediários, de forma simples, rápida e intuitiva; ao longo do processo, o cliente pode adicionar outros tipos de proteção às opções padrão que são oferecidas – como carro reserva, motorista amigo etc – de acordo com o segmento, Auto ou Moto. São até cinco serviços que podem gerar um combo com o que mais se aplica às suas necessidades. Além disso, todo cliente Carrefour conta com um benefício adicional de 100 km à sua contratação de guincho, condição oferecida apenas àqueles que compram no site. 

Receitas da AXA avançam 4% no primeiro trimestre, para € 31,7 bilhões

A AXA divulgou sua receita bruta total de € 31,7 bilhões, queda de 9% em relação aos € 35 bilhões do ano passado. Em bases comparáveis, as receitas aumentaram 4% ano a ano. “O grupo teve um bom desempenho no primeiro trimestre de 2020”, disse Thomas Buberl, CEO da AXA. “As receitas aumentaram 4%, mais uma vez com crescimento em todas as linhas de negócios e regiões, suportadas principalmente por um forte ambiente de preços nas linhas comerciais da P&C”.

As receitas totais aumentaram 4% com o crescimento em todas as linhas de negócios, com seguros gerais (+ 3%), impulsionado pelas linhas comerciais (+ 5%), principalmente devido a efeitos positivos de preços; Saúde (+ 8%), com crescimento em todas as geografias; Vida e Poupança (+ 4%).

As receitas de seguros gerais internacionalmente aumentaram 2%, para € 1,1 bilhão, impulsionadas principalmente pelas linhas comerciais, com efeito positivos dos preços na Colômbia em seguros gerais e na Turquia, parcialmente compensados ​​pela perda de um grande contrato no Brasil.

O executivo ressalta que o balanço da AXA permanece resiliente a essas condições voláteis do mercado, com um índice de solvência II em 182% e, após o pagamento da dívida subordinada de 1,3 bilhão de euros em abril, o mecanismo de endividamento da AXA foi reduzido para menos de 28%.

“A crise do Covid-19 criou desafios de saúde, econômicos e financeiros sem precedentes. A prioridade da AXA tem sido proteger a segurança de nossos 160.000 funcionários e parceiros e permitir que eles, assim como nossos distribuidores, continuem fornecendo serviços ininterruptos aos nossos 108 milhões de clientes. Medidas excepcionais foram implementadas para ajudar nossos clientes mais impactados, principalmente as PME”, comenta em nota.

A AXA também alavancou suas redes médicas e serviços de teleconsulta para seus clientes, apoiando respostas médicas nas regiões em que opera. Contribuímos com fundos de solidariedade para apoiar profissionais de saúde, pesquisas, empresas afetadas e recuperação econômica. A AXA iniciou discussões com colegas e autoridades públicas para garantir melhor os riscos futuros à saúde.

Embora as reivindicações relacionadas ao Covid-19 notificadas em março sejam limitadas e as implicações da crise permaneçam incertas nesta fase, acreditamos que os efeitos da crise do Covid-19 terão um impacto em nos ganhos em 2020. “Estamos confiantes em nossa estratégia e sua execução, e a necessidade de cobertura de seguro aprimorada em nossos segmentos preferenciais confirma nosso potencial de crescimento pós-crise. Nos preparamos para um fim seguro e progressivo dos bloqueios globais”, finalizou.