Na ST Corretora de Seguros, o tempo parece trabalhar a favor dos laços familiares. Fundada por Ildebrando Gozzo em conjunto com os filhos, no interior de São Paulo, em 1995, a empresa ganhou novo fôlego sob o comando dos filhos Otavio e Guilherme, que cresceram vendo o pai transformar proteção em propósito.
Hoje, eles dividem a liderança da corretora, um negócio de sucesso que administra milhares de apólices em todo o Brasil, e personificam o tema da nova campanha da Zurich para o Dia do Corretor de Seguros, “Histórias que se encontram”, que celebra o elo entre gerações que constroem o futuro do mercado de seguros, com confiança, parceria e propósito.
“Dar continuidade a esse legado é, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade e um motivo de orgulho”, diz Otavio Gozzo. “Buscamos preservar o que sempre funcionou bem, mas também trazer inovação, tecnologia e uma gestão cada vez mais moderna, sem perder o lado humano que sempre marcou nosso relacionamento com clientes e parceiros”.
Para os irmãos, conduzir o negócio tem sido um processo muito especial. Segundo Guilherme Gozzo, a corretora foi construída com base em valores familiares como ética, comprometimento e respeito com as pessoas – essência que se mantém, somada agora às mudanças que o presente e o futuro exigem do mercado.
“Olhamos para o futuro com entusiasmo. O mercado de seguros está se transformando rapidamente e a ST Corretora quer estar à frente dessas mudanças, investindo em processos digitais, atendimento omnichannel e soluções cada vez mais personalizadas, mas com a mesma base sólida que nos trouxe até aqui”, conta Guilherme.
A relação da ST Corretora com a Zurich começou em 2011, com um convite que se transformou em parceria duradoura. Desde então, a corretora e a seguradora compartilham uma trajetória de crescimento, confiança e evolução.
“Construímos uma relação de seriedade e parceria genuína, pautada por objetivos em comum: oferecer segurança, qualidade e um atendimento diferenciado aos clientes”, afirma Otavio. “A Zurich tem sido uma parceira fundamental para o nosso sucesso. Mais do que uma seguradora sólida, é uma empresa que escuta, apoia e cresce junto com o corretor, com um portfólio completo que atende a todos os perfis de clientes”, explica.
Guilherme complementa: “O que mais nos anima é a forma como a Zurich alia tradição e inovação. É uma empresa com história, presença global e enorme credibilidade, mas que está sempre aberta a novas ideias, tecnologias e soluções que agregam valor ao cliente e ao corretor. Durante esses anos de parcerias, fomos premiados diversas vezes e tivemos a oportunidade de estreitar o relacionamento e abrir caminhos para novas oportunidades de negócios. É uma verdadeira postura de parceria”, opina.
Para os irmãos, a campanha traduz em imagem e sentimento o que vivem diariamente. “Ser corretor é uma profissão de propósito. Levamos tranquilidade e proteção às pessoas e empresas, traduzindo suas necessidades em soluções reais”, opina Guilherme. E Otavio concorda: “Ver o reconhecimento dos clientes e contribuir para a segurança deles é o que nos motiva todos os dias”.
O olhar da Zurich
Para Márcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich Seguros, que participa da campanha ao lado de pai e filhos e conta com uma relação de longo prazo com os corretores, é gratificante acompanhar a evolução da ST Corretora ao longo dos anos.
“É uma corretora muito estruturada, com um processo de sucessão muito bem implementado. Ildebrando é um homem forte e resiliente, que transformou o mercado não só como corretor, mas como pessoa, com representatividade ativa em toda a região, fazendo com que o mercado se desenvolvesse. Hoje, o Otavio e o Guilherme continuam esse legado de liderança do pai”, conta Márcio.
Para Marcio, é possível traçar um paralelo entre a ST e a as milhares de corretoras espalhadas pelo Brasil, que buscam o seu processo de sucessão em diferentes estágios de evolução.
“Assim como temos feito com o Otavio e o Guilherme, nós estamos aqui para apoiar todos os corretores no desenvolvimento dos seus negócios, com informações relevantes para que estejam cada vez mais preparados. A Zurich é a casa do corretor, onde eles podem perguntar, esclarecer, ouvir e acima de tudo, crescer seus negócios, a partir de uma parceria sólida e confiável”, finaliza Marcio.
O Dia das Crianças tradicionalmente é associado a brinquedos, jogos e eletrônicos, mas, cada vez mais, pais e avós têm buscado alternativas de presente que unem afeto, cuidado e visão de futuro. Uma das opções que ganha destaque é a previdência privada infantil, que transforma a data em um marco simbólico para iniciar o planejamento financeiro das próximas gerações.
Dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) mostram que o setor de previdência privada aberta cresceu 15,3% em 2024, alcançando patrimônio superior a R$ 1,7 trilhão em 2025, o equivalente a 13,7% do PIB brasileiro. Já na SulAmérica, a busca pelo produto aumentou cerca de 15% entre 2024 e 2025, corroborando a ideia de que as famílias estão mais atentas ao futuro financeiro e a importância do planejamento.
Segundo Victor Bernardes, diretor de Vida e Previdência da SulAmérica, as principais motivações estão ligadas à busca por segurança e oportunidades para os filhos. “De um lado, há a preocupação com a sustentabilidade da previdência pública, o que leva os pais a pensarem em alternativas privadas. De outro, o desejo de garantir uma educação de qualidade, custear uma faculdade ou até mesmo um intercâmbio internacional. Além disso, cresce a conscientização sobre os benefícios de começar cedo e aproveitar o poder dos juros compostos, transformando pequenos aportes em grandes resultados ao longo do tempo”, comenta.
Na SulAmérica, é possível contratar planos de previdência voltados para crianças com contribuições mensais a partir de R$ 100 e aportes esporádicos de R$ 1.000. Essa flexibilidade permite que diferentes perfis de famílias consigam incluir o investimento no orçamento, aproveitando o tempo como principal aliado. Com os juros compostos atuando ao longo dos anos, pequenos valores podem se transformar em resultados expressivos.
“Presentear uma criança com previdência é um gesto financeiro e uma forma de mostrar, desde cedo, que pensar no futuro também faz parte da educação. Quanto antes o investimento começa, maior é o potencial de multiplicação dos recursos e de criação de liberdade de escolha na vida adulta”, explica Bernardes.
Além do acúmulo financeiro, a previdência privada infantil desempenha um papel educativo. Muitos planos oferecem ferramentas que permitem às famílias e, futuramente, às próprias crianças, acompanhar a evolução do investimento. Esse recurso ajuda a introduzir conceitos de disciplina, poupança e visão de longo prazo, estimulando a educação financeira desde cedo.
O especialista elenca algumas recomendações para as famílias que iniciarão o aporte:
• Defina objetivos claros: faculdade, intercâmbio, reserva financeira, apoio para início da vida adulta ou aposentadoria;
• Avalie o perfil de risco e compare taxas e rentabilidades entre os planos;
• Considere os benefícios fiscais oferecidos pela previdência privada;
• Busque orientação especializada para alinhar expectativas e escolher a opção mais adequada à realidade da família.
O aumento da procura por previdência infantil também impacta a estratégia de mercado das seguradoras, que têm desenvolvido produtos cada vez mais flexíveis, acessíveis e adaptados às diferentes etapas da vida das crianças. Campanhas de comunicação também passam a dialogar diretamente com pais e avós, mostrando a previdência como um presente que acompanha a vida inteira.
“Neste Dia das Crianças, a proposta é repensar a data. Além de presentes de consumo imediato, que tal oferecer algo que cresce junto com os filhos e se torna um legado financeiro e educacional?”, finaliza Victor Bernardes.
Representantes do governo, do setor produtivo e da academia destacaram o papel estratégico do seguro rural na transição para um agronegócio mais resiliente às mudanças climáticas durante o painel “Seguros para Soluções Baseadas na Natureza e Agronegócio Sustentável”, do seminário “Pré-COP30 – A Casa do Seguro”, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em 8/10, em Brasília.
A moderação ficou a cargo de Fátima Lima, presidente da Comissão de Integração ASG da CNseg, que abriu o debate lembrando que “o seguro é uma ligação entre o risco climático, a resiliência, as soluções baseadas na natureza e também a segurança para bancos, investidores e produtores”.
Governo: adaptação climática e fortalecimento do seguro rural
O secretário nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Lopes, apresentou os avanços do Plano Clima, que orientará a política brasileira sobre o tema até 2035. Ele destacou que a parte referente à adaptação já está em estágio avançado, com 16 planos setoriais em elaboração, incluindo o agropecuário.
“O Brasil já está vivendo a mudança do clima”, afirmou. Segundo Lopes, o país precisa “retomar e ampliar o papel do seguro rural como instrumento de proteção”, integrando-o às estratégias de adaptação do setor produtivo.
Em sua intervenção, o secretário ressaltou o potencial das soluções baseadas na natureza (SBN). “A recomposição de vegetação nativa é talvez a melhor tecnologia de remoção de carbono da atmosfera. O desafio agora é reconhecer o valor dos serviços ambientais prestados pelas áreas de vegetação”, observou, citando o Fundo Clima e novas linhas de financiamento para recuperação de áreas degradadas.
Academia: informação e tecnologia como alicerces
O coordenador da FGV Agro, Guilherme Bastos, apontou a necessidade de políticas públicas mais robustas e de melhor uso dos dados disponíveis. “A nossa preocupação é tão grande com esse tema que nós acabamos de fundar um Observatório do Seguro Rural”, contou.
Ele enfatizou que atualmente apenas 3 milhões de hectares estão cobertos por seguro no país, o que representa um risco para a segurança alimentar. “Isso é muito pouco. É uma questão estratégica interna e deveria gerar uma maior sensibilização”, alertou.
Ao abordar o papel da inovação, Bastos destacou o avanço das tecnologias de satélite e de modelagem climática. “Sem segurança com relação às informações de monitoramento e verificação, não se anda”, disse, defendendo o uso de métodos autodeclaratórios e sistemas de verificação via satélite para sustentar seguros mais modernos e precisos.
Setor produtivo: seguro como garantia de sobrevivência
O diretor da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Ricardo Sassi, ressaltou que o Brasil já possui uma base sustentável expressiva, com apenas um terço do território ocupado pela agropecuária. “Sem seguro agrícola, é impossível, nos próximos 10 ou 15 anos, o produtor se manter na terra”, advertiu.
Sassi lembrou que os riscos climáticos são incontroláveis para o produtor e que o seguro é “a única ferramenta que vai salvar o produtor no campo”. Ele defendeu a ampliação da subvenção pública e alertou: “Não existe seguro agrícola em lugar nenhum do mundo que deu certo sem a subvenção. É essencial”.
Síntese e consenso
Ao final do painel, Aloisio Lopes destacou o desafio de transformar o conhecimento sobre riscos climáticos em políticas públicas eficazes. “Precisamos conhecer esse contexto, disponibilizar a informação e transformar isso em orientação para os vários setores”, concluiu.
Guilherme Bastos reforçou que o papel da academia é auxiliar o governo na melhor alocação dos recursos públicos, que são finitos. E Ricardo Sassi encerrou com um apelo direto: “Que esses recursos venham para o seguro agrícola, que é a única forma de garantir a continuidade da produção diante dos eventos climáticos extremos”.
O Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros realizou a primeira edição das “Conversas do Fórum”, no dia 8 de outubro de 2025, na Matriz de Negócios do Grupo MAG, em São Paulo (SP), para apresentar o que tem sido discutido e proposto pelos seus 24 membros com o objetivo de fomentar e desenvolver o mercado de seguros em prol de uma sociedade mais protegida.
Nilton Molina, Presidente do Instituto de Longevidade MAG, membro e um dos fundadores do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, mostrou que em um período de 30 anos, de 1995 a 2024, a receita de prêmios de Ramos Elementares não cresceu em proporção ao PIB, o que ele chamou de inspiração para o Fórum. “No período, Ramos Elementares cresceram 1399% (de R$ 9,4 milhões em 1995, para
R$ 131,5 bilhões, em 2024) enquanto o PIB cresceu 1660%. Incluindo Saúde, 1755%, mesmo considerando o crescimento maior do que o PIB. Portanto, essa é a inspiração do Fórum, é a gente propor propostas para o fomento do mercado”, afirmou.
Oportunidades para o Brasil
Gilmar Melo Mendes, professor associado e pesquisador da Fundação Dom Cabral na área de Estratégia e Finanças e Conselheiro da MAG, deu uma aula de otimismo sobre o Brasil para o próximo ano, com todos os indicadores econômicos apontando para cima, e o potencial do país no campo de energias limpas. “O maior consumidor de energia do mundo é a indústria primária de alumínio, representando 5% da energia global. Nos próximos 10 anos, datas centers vão consumir 3% da energia global, só que precisa ser limpa. O Brasil entra num grau de atratividade mundial. A Casa dos Ventos e a GE já anunciaram investimentos no país”, afirmou.
Substituto do DPVAT e a Capacidade do Mercado para Proteção de Catástrofes
No primeiro painel das “Conversas do Fórum”, “Substituto do DPVAT e a Capacidade do Mercado para Proteção de Catástrofes”, participaram os membros do Fórum, Alexandre Camillo, corretor de seguros e economista, Rodrigo Botti, Country Head da Lockton RE e Boris Ber, Presidente do Sincor-SP, como moderador.
Ber abriu o painel comentando a lacuna que o DPVAT deixou. “Acabaram com um dos maiores seguros de Responsabilidade Civil, talvez um dos maiores do mundo”, afirmou. Na sequência, Camillo chamou atenção para o número de acidentes de trânsito no Brasil, o que ele denominou como uma catástrofe. “O Brasil produz anualmente, em média, 40 mil mortes por acidentes de trânsito e 150 mil feridos de alta gravidade. Os números de vítimas são maiores do que em conflitos globais”, comparou. Como um substituto do DPVAT, ele sugeriu como hipótese uma cobertura de Responsabilidade Civil obrigatória na garantia de Responsabilidade Civil já existente no Seguro de Automóvel tradicional.
Com o exemplo da catástrofe que atingiu o Rio Grande do Sul, Botti ilustrou o quanto o Brasil está atrasado na proteção para catástrofe. “O gap de proteção, entre a perda total do evento e a perda segurada, em mercados desenvolvidos é de cerca de 30%, ou seja, 70% são seguradas. No Rio Grande do Sul, o gap foi de 95%, com mais de R$ 100 bilhões em perdas e menos de R$ 5 bilhões estavam protegidos pelo seguro”, comparou.
Botti defendeu a união da iniciativa privada, seguradores, resseguradores e corretores para estruturarem um arcabouço de compartilhamento de risco. “É onde o Fórum deveria se concentrar, em como a gente faz esse compartilhamento de risco efetivo para dar a proteção de catástrofe no Brasil”, afirmou.
Lei do Contrato de Seguro e Novo Marco das Cooperativas e Associações de Proteção
No segundo painel, “Lei do Contrato de Seguro e Novo Marco das Cooperativas e Associações de Proteção”, a Lei 15.040/24 e a LC 213/25, respectivamente, participaram, Camila Calais, membro do Fórum e Head de Seguros do escritório Mattos Filho Advogados, Amando Vergílio, Conselheiro do Fórum e Presidente da Fenacor, e Antonio Penteado Mendonça, membro do Fórum, advogado e jornalista especializado no mercado de seguros, como moderador. “Nós temos uma lei adequada às necessidades do mercado de seguros brasileiro e mais do que isso, teremos uma Lei de Contrato de Seguro que dará outra segurança jurídica para a atividade”, disse Mendonça na abertura do painel.
Calais apresentou as oportunidades que a nova Lei traz para o mercado: melhoria de produtos, linguagem dos clausulados mais acessível ao consumidor e revisão de processos na área de sinistros. Ela também falou sobre os impactos da nova Lei para os resseguradores estrangeiros que fornecem capacidade para o Brasil. “Eles estão tendo que lidar com conceitos jurídicos que não possuem em seus países e estão tendo que rever processos de aceitação”, comentou.
Sobre a LC 213/25, Vergílio disse que 2218 associações pediriam registro junto à Susep. Provavelmente, um número significativo delas não continuarão no mercado, devido às exigências de readequação operacional. “As associações que passaram pelo peneiramento terão que contratar uma administradora. Do contrário, não poderão operar mais. Em minha opinião, é quando começa o mercado regulado sobre as associações de proteção. E como o nome diz, Proteção Patrimonial, é monoproduto. Por enquanto, somente casco de automóvel”, afirmou.
Um convite a toda a sociedade
Nas “Conversas do Fórum” estiverem presentes representantes das indústrias de seguros, resseguros e corretores, além de outros setores da economia, entre eles, Luiz Alberto Gonçalves, Vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Celso Shimura, Diretor de Parcerias da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-SP), Paulo Souto, Managing Partner da Convista e André Almeida, CEO da Ipro4. O evento também foi transmitido pelo YouTube.
Segundo Helder Molina, CEO e chairman do Grupo MAG, “o Fórum é de grande relevância para o setor e para o Grupo MAG. Por meio dele, as principais discussões para melhorias acabam contribuindo para o impulsionamento do mercado de seguros. Tudo isso de forma democrática”, afirmou.
“Uma sociedade muito mais protegida será uma nação muito mais forte e todos nós estamos engajados nesse processo. O papel do Fórum é ser eclético, heterogêneo e, em comum, a paixão dos seus membros pelo seguro. Essas “Conversas do Fórum” foram as primeiras e teremos várias outras”, declarou Marco Antônio Gonçalves, Presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros e Diretor-presidente do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros.
Na reta final do ano, a Zurich Seguros está lançando a sua maior campanha no seguro automóvel da história da companhia.
A Zurich Turbinada Automóvel, que ficará em vigor até 31 de dezembro de 2025, terá como principal objetivo reconhecer e premiar os corretores de seguros pela emissão de apólices no seguro automóvel.
Com metas mensais e recompensas proporcionais ao volume de negócios, os corretores acumularão bonificações por apólice vendida do produto e multiplicadores especiais, como retenção e volume de contratações. São elegíveis seguros novos e renovações emitidos durante o período da campanha.
Há ainda um incentivo adicional para as apólices contratadas com a cobertura Pequenos Reparos Premium, diferencial no qual a Zurich é pioneira no mercado. A cobertura amplia o valor limite para pequenos consertos e garante a reposição de para-choque e itens complementares, que geralmente são danificados em colisões, reforçando a proposta de valor do produto.
“Queremos valorizar ainda mais o papel dos corretores, que são protagonistas na nossa estratégia de crescimento no seguro automóvel. A campanha Zurich Turbinada Automóvel une proteção para os clientes e reconhecimento para os parceiros de negócios, reforçando o compromisso da Zurich em potencializar a performance dos corretores”, destaca Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da Zurich Seguros.
A apuração dos resultados será feita mensalmente, com pagamentos até o último dia útil do mês subsequente às emissões. Todas as condições de participação estão detalhadas no regulamento oficial da campanha.
Acelerando na reta final do ano
Com a iniciativa, a Zurich busca não apenas estimular o desempenho comercial, mas também conectar a campanha com o período de férias de fim de ano, quando cresce a procura por seguros automotivos e a necessidade de reforçar a proteção.
“O fim de ano é um momento em que muitas famílias viajam de carro e redobram os cuidados com a segurança. Queremos que nossos corretores aproveitem essa oportunidade para proteger ainda mais clientes e, ao mesmo tempo, turbinar seus resultados com as bonificações oferecidas pela campanha”, complementa João Merlin, diretor executivo de Negócios em Automóvel da Zurich.
A Tokio Marine foi eleita a 2ª Melhor Empresa para Trabalhar no Brasil, na categoria de 1.000 a 9.999 funcionários, segundo o ranking do Great Place to Work (GPTW), sendo a Seguradora mais bem colocada na lista. O reconhecimento se deu pela excelência nas práticas de Gestão de Pessoas, celebrada em cerimônia realizada nesta quarta-feira, 08 de outubro, em São Paulo. Este é o 13º ano consecutivo em que a Tokio Marine figura entre as 150 Melhores Empresas para Trabalhar e o 8º em que conquista uma posição entre as Top 5.
De acordo com Luciana Amaral, Diretora de Pessoas, Planejamento e Sustentabilidade da Tokio Marine, o reconhecimento reflete o compromisso da Companhia com o bem-estar, desenvolvimento e valorização dos Colaboradores, bem como o cumprimento dos compromissos da Seguradora com a sociedade. “Na Tokio Marine, colocamos nossos Colaboradores no centro das decisões, incentivando seu protagonismo e desenvolvimento. Oferecemos suporte para que cresçam profissionalmente, sintam-se pertencentes e motivados. Acreditamos que práticas consistentes de Gestão de Pessoas fazem a diferença e nosso histórico no GPTW reflete o compromisso com a melhoria contínua, impulsionado pela escuta ativa e pelo valor que damos ao feedback de nossos times.” declara a executiva.
A Tokio Marine reforça seu compromisso com a excelência em Gestão de Pessoas por meio de uma estratégia estruturada em três pilares fundamentais: Diversidade, que promove um ambiente inclusivo e acolhedor;Inovação, com o uso de tecnologia para modernizar processos e tornar a área de Recursos Humanos mais estratégica; e Protagonismo, que incentiva atitudes proativas e focadas em gerar valor para Colaboradores, Clientes, Corretores e a Sociedade. Esses pilares se complementam e ganham ainda mais força com o investimento contínuo no desenvolvimento da liderança, reconhecida pela Companhia como peça-chave na construção de um clima organizacional positivo e no bem-estar das equipes.
Em 2025, a Tokio Marine celebra os 10 anos do Programa de Desenvolvimento de Liderança (PDL), que tem gerado resultados consistentes ao longo da última década. Neste ano, o programa foi pautado em Confiança – exatamente o valor que guia a metodologia do GPTW, ampliado com a criação de uma nova iniciativa baseada no modelo “Five Behaviors”, com duração de dois anos, reforçando o papel da liderança no estímulo à inclusão, à equidade e ao respeito à individualidade. “A alta liderança da Companhia incentiva, estimula e apoia ativamente ações voltadas à inclusão, à equidade e ao estabelecimento de um ambiente de trabalho amplo e plural, no qual todos podem ser quem são, sem qualquer tipo de discriminação. Quando promovemos Diversidade, incentivamos a Inovação e estimulamos o Protagonismo, é porque acreditamos genuinamente na confiança nas pessoas como base de uma cultura forte, sustentável e transformadora.”, destaca Luciana.
Destaques e diferenciais da Seguradora
Um dos destaques da Companhia é a oferta de um pacote completo de benefícios voltado ao bem-estar, desenvolvimento e qualidade de vida de seus Colaboradores. Entre eles estão o Incentivo Educacional, que subsidia até 80% de cursos de idiomas, graduação, pós e MBA, e a Universidade Tokio Saber, com mais de 5 mil cursos online. A empresa também oferece o exclusivo benefício Tempo de Casa, com folgas remuneradas proporcionais ao tempo de trabalho, além do Tokio Flex e Banco de Horas, que garantem mais flexibilidade na jornada. Todos os Colaboradores participam da PLR e têm acesso a plano de saúde com apartamento, extensivo a dependentes e casais homoafetivos.
Outras iniciativas incluem convênio com a Wellhub para academias e saúde mental, o Espaço Saúde para atendimentos gratuitos, e benefícios como licença-paternidade estendida, previdência privada, auxílio-creche/babá, Seguro de Vida e o Programa Gestante, com ações educativas para Colaboradoras e esposas de Colaboradores. Tudo isso reforça o compromisso da Companhia com uma cultura corporativa acolhedora, inclusiva e centrada nas pessoas.
A Tokio Marine ainda mantém uma sólida e estruturada agenda ESG, fortalecida por meio da iniciativa Tokio ESG, que reúne, propõe e compartilha boas práticas sustentáveis com o apoio de um time multidisciplinar de Colaboradores. Para incentivar o engajamento interno, a Companhia criou um canal exclusivo para sugestões, dúvidas e feedbacks sobre ações ESG. Um dos pilares estratégicos é a Diversidade, promovida desde 2017 pelo programa Tokio com Todos, que engloba ações voltadas à inclusão de mulheres, pessoas com deficiência, profissionais 50+, entre outros grupos, sempre com foco no respeito às diferenças e valorização da diversidade de pensamento.
Em 2019, a empresa criou o Grupo de Diversidade e Inclusão, um espaço colaborativo que desenvolve iniciativas como a Semana da Diversidade, voltada à reflexão sobre temas como empatia, racismo, machismo, homofobia e sororidade. Esses esforços têm rendido importantes reconhecimentos ao longo dos anos, como os rankings GPTW Mulher, GPTW Étnico-Racial, GPTW 50+ e GPTW LGBTQIA+.
Além da conquista do 2º lugar no ranking GPTW Nacional, em 2025, a Tokio Marine ainda estreou no ranking das 200 Melhores Empresas para Trabalhar na América Latina, ocupando a 33ª posição na categoria Grandes Empresas e foi reconhecida como a melhor empresa do setor de seguros na 73ª edição do GPTW para Instituições Financeiras. A Seguradora também se destacou por seu compromisso com a inclusão e a diversidade: foi eleita, pela oitava vez, uma das melhores empresas para a mulher trabalhar; pela quinta vez, para pessoas com mais de 50 anos; e, novamente, foi premiada como a melhor empresa para trabalhar na Grande São Paulo, na categoria Grandes Empresas do GPTW SP.
A Icatu Seguros ficou em 2º lugar na categoria Américas do Gartner Eye on Innovation Awards for Insurance, um dos mais importantes prêmios de inovação do setor de seguros. A conquista reconhece o case da A.V.I. (Assistente Virtual Icatu), ferramenta de inteligência artificial destinada aos corretores para facilitar a gestão da carteira e simplificar o processo de venda e relacionamento com clientes. Ao todo, foram inscritos 86 projetos do setor de seguros de diversas regiões do mundo.
Lançada em agosto de 2024 e pioneira no setor, a A.V.I combina automação e inteligência artificial generativa para simplificar tarefas, como consulta de informações, gestão de carteira e geração de cotações. Integrada ao WhatsApp e ao ChatGPT, a ferramenta reduz em 85% o tempo médio de cotação, que pode ser concluída em cerca de 40 segundos. Com isso, os corretores ganham mais agilidade no dia a dia e podem dedicar mais tempo à consultoria e ao relacionamento com os clientes.
“Esse prêmio reafirma nossa crença de que a tecnologia é uma aliada estratégica que potencializa o papel do corretor. A A.V.I. é parte de uma jornada mais ampla de evolução contínua, em que buscamos entregar valor real e diferencial competitivo aos corretores e clientes”, afirma Alexandre Vilardi, Vice-Presidente Corporativo Icatu Seguros.
A inovação é uma frente estratégica para o negócio, que se traduz com inovações consistentes em diferentes frentes além da A.V.I. Entre os destaques estão o Score de Vida, ferramenta que utiliza inteligência artificial e machine learning para realizar a pré-aprovação de propostas de seguro em segundos, e o Speech Analytics, que analisa interações de voz no pós-venda para identificar sentimentos e gerar insights que aprimoram continuamente o atendimento.
Inovações além da inteligência artificial
A companhia foi a pioneira no lançamento do produto semelhante ao Universal Life no Brasil e também lançou a Dupla Garantia de Aluguel, solução inédita que combina seguro prestamista com garantia locatícia. A digitalização dos produtos de vida, previdência e capitalização, aliada à oferta de coberturas exclusivas, plataformas abertas e facilidades como a portabilidade digital e o uso do PIX para aportes, reforçam o compromisso da Icatu em democratizar o acesso e ampliar as possibilidades no setor. A cultura de inovação contínua posiciona a empresa como protagonista e referência no mercado, impulsionando avanços que moldam o futuro da proteção e do planejamento no país.
O Grupo MAG, especializado em vida e previdência e com 190 anos de atuação ininterrupta no país, foi reconhecido como a sétima melhor empresa de grande porte para trabalhar no Brasil, segundo o ranking nacional do Great Place to Work 2025 (GPTW). O resultado consolida a companhia entre as organizações que mais se destacam em práticas de gestão de pessoas, confiança e valorização do capital humano no país.
Neste ano, a MAG já havia sido eleita a melhor empresa de grande porte para se trabalhar no estado do Rio de Janeiro e a segunda melhor seguradora do Brasil, reforçando sua consistência na construção de um ambiente de trabalho que inspira pertencimento, desenvolvimento e orgulho de fazer parte. A presença no ranking nacional chancela os esforços contínuos da companhia em promover uma cultura de cuidado, inclusão e aprendizado.
“Estar entre as 10 melhores empresas de grande porte para trabalhar no Brasil não é apenas um prêmio, é a confirmação de que nossas escolhas diárias, feitas com e para pessoas, constroem algo maior. Na MAG, acreditamos que uma cultura não se impõe, ela se vive. Escutar de verdade, cuidar sem reservas e confiar com consistência é o que nos torna capazes de crescer de forma humana e sustentável”, destaca Patrícia Campos, diretora de Gente e Gestão do Grupo MAG.
Entre as principais iniciativas que sustentam esse resultado estão o Jeito MAG de Ser, proposta de valor ao colaborador que traduz os comportamentos e experiências que definem a cultura da empresa; o programa Plural, voltado à diversidade, equidade e inclusão; o Ciclo de Gente, que promove o diálogo e o desenvolvimento, além de ações voltadas à saúde mental, programas de reconhecimento e incentivo à valorização da “prata da casa”.
“Cada um desses programas traduz nossa convicção de que a cultura se fortalece quando há alinhamento entre discurso e prática. Eles mostram nossa forma de cuidar das pessoas e de construir um ambiente em que todos se sintam parte. Esse reconhecimento confirma que estamos transformando valores em experiências concretas para os nossos times”, afirma Campos.
“Como levar o seguro a quem mais precisa?”. Essa foi a questão que guiou o painel “Seguros como instrumento de proteção social”, realizado em 8 de outubro, em Brasília, durante o evento Pré-COP30 – A Casa do Seguro, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).
O debate reuniu representantes da CNseg, Susep, do Sistema OCB e da Microinsurance Network, que defenderam o papel do seguro como ferramenta essencial de inclusão e resiliência social, sobretudo diante dos impactos crescentes das mudanças climáticas.
Moderador do painel, o diretor Técnico, de Estudos e Relações Regulatórias da CNseg, Alexandre Leal, destacou que milhões de brasileiros vivem em situação de vulnerabilidade e poderiam ser beneficiados por mecanismos de proteção. “Boa parte da população está em situação de risco, não só por questões climáticas, mas também sociais e econômicas”, afirmou. Ele lembrou que a revisão do marco dos microsseguros, em 2021, impulsionou o setor, mas o alcance ainda é pequeno diante do potencial.
A diretora Técnica da Susep, Júlia Lins, defendeu que a ampliação da inclusão securitária exige mais do que conscientização do consumidor. “As pessoas querem seguro. Elas sabem da importância do instrumento de seguridade. A questão é: será que as seguradoras estão oferecendo uma BMW quando o consumidor só tem condições de pagar um Uno?”, provocou.
Júlia destacou que o órgão regulador tem atuado de forma proativa, com grupos de trabalho e análises sobre barreiras regulatórias. Ela enfatizou ainda o papel da tecnologia como aliada da inclusão: “A inteligência artificial pode ser usada não para excluir riscos, mas como instrumento de inclusão social”.
Representando o cooperativismo, a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Clara Maffia, lembrou que 2025 é o Ano Internacional das Cooperativas, e reforçou o potencial das cooperativas de crédito e de seguros na promoção da inclusão financeira. “Quando olhamos para o Brasil, há mais de 470 municípios em que a cooperativa é a única instituição financeira presente”, destacou.
Para ela, o modelo cooperativista se diferencia pela proximidade e pelo olhar local: “A maior riqueza que a gente tem numa cooperativa não é o dinheiro ou os grãos, mas a confiança. E isso é essencial para chegar às populações mais vulneráveis”.
O gerente Regional para a América Latina e Caribe da da Microinsurance Network, Nicolás Morales, trouxe experiências internacionais e defendeu a importância das parcerias e da inovação. “Uma das boas práticas é articular esforços entre todos os atores: seguradoras, supervisores, canais de distribuição e programas de educação financeira”, afirmou.
Morales também questionou a visão de que os microsseguros não são sustentáveis: “Temos que mudar esse chip. É um negócio de médio a longo prazo. O potencial existe e há casos que cobrem milhões de pessoas”. Ele ainda ressaltou a necessidade de dar mais visibilidade ao seguro nas políticas públicas e de incorporar a educação securitária desde a infância.
Encerrando o painel, Alexandre Leal destacou a convergência das falas: “Tanto a Susep quanto a OCB e a Microinsurance Network mostraram que o futuro do seguro inclusivo passa por parcerias, inovação e educação. É assim que o setor poderá ampliar sua contribuição à proteção social e à resiliência climática do país”.
O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, foi um dos participantes da abertura da 8ª edição do Seminário Jurídico de Seguros, evento que reúne ministros de tribunais superiores, magistrados, especialistas do setor, CEOs das maiores seguradoras do País e representantes de órgãos reguladores para discutir os avanços e desafios trazidos pela Nova Lei do Contrato de Seguro (Lei nº 15.040/2024), nesta quinta-feira (9), em Brasília.
Promovido pelo Instituto Justiça & Cidadania, pela Revista Justiça & Cidadania e pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), em parceria com a CNseg, o seminário ocorre na Escola da Magistratura Federal da 1ª Região (Esmaf), sob a coordenação do ministro Luis Felipe Salomão, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Participaram da abertura o ministro Luis Felipe Salomão, o desembargador federal, Jamil de Jesus Oliveira, diretor-geral da Esmaf, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, Alessandro Octaviani, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Lenisse Secchin, diretora de normas e habilitação dos produtos da ANS, e, de forma virtual, a diretora jurídica da Confederação, Glauce Carvalhal.
A nova lei, sancionada em dezembro de 2024 e com entrada em vigor prevista para 11 de dezembro de 2025, representa um marco histórico ao criar um microssistema jurídico próprio para os contratos de seguro, consolidando dispositivos legais antes dispersos e incorporando entendimentos já firmados na jurisprudência dos tribunais superiores.
Durante a abertura, Dyogo Oliveira ressaltou o caráter democrático do processo legislativo que resultou no texto final da norma e enfatizou a importância de compreender e aplicar corretamente o novo marco. “Não é a lei dos sonhos de uns nem de outros, mas é uma lei concreta, real, que traz importantes avanços e grandes desafios. Um deles será justamente a sua interpretação — e é esse o motivo de estarmos aqui reunidos hoje”, afirmou o presidente da CNseg.
Oliveira destacou que a nova legislação reforça o princípio da comunicação bilateral entre seguradores e segurados, ampliando a transparência e a confiança nos contratos. “A informação deve fluir em via dupla, do segurado para a seguradora e da seguradora para o segurado. Esse é um passo importante para o fortalecimento da confiança mútua e da segurança jurídica”, observou.
Segundo ele, a lei também introduz uma interpretação mais favorável ao segurado, reconhecendo a diferença de capacidade técnica entre quem elabora e quem adere ao contrato. “É uma medida justa, que precisa ser implementada com equilíbrio, para não criar distorções no mercado”, alertou.
O presidente lembrou ainda que o setor já é um dos mais bem avaliados pelos consumidores. “Mais de 90% dos segurados afirmam ter confiança nas seguradoras. E o índice de resolução das ouvidorias, regulamentadas pela Susep, chega a 98,7%, um dos mais altos entre os setores de grande varejo”, destacou.
Dyogo Oliveira concluiu destacando o papel dos debates técnicos e jurídicos para a consolidação da nova legislação. “Eventos como este são essenciais porque tratam a lei não de forma burocrática, mas temática e pragmática, mostrando o impacto prático em cada tipo de produto e relação contratual. É assim que construiremos a aplicação cotidiana dessa lei”, afirmou.
Outros integrantes da abertura do evento apenas citaram que são ouvintes e querem muito entender mais sobre o setor de seguros. Entre os tópicos de debate do evento que terminará as 18h estão o novo microssistema de seguros privados no Brasil; as alterações nos processos de regulação e liquidação de sinistros; o tratamento do agravamento de riscos nos contratos; e os desafios e perspectivas da saúde suplementar.
Boa fé, entender a vida como é e saber que “as melâcias se ajeitam na carruagem durante o percurso”
O primeiro painel, intitulado “O novo microssistema de seguros privados no Brasil”, contou com as presenças do ministro Raul Araújo e Paulo Dias de Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça, Angélica Carlini, coordenadora de Direito da Escola de Negócios e Seguros (ENS), e Alessandro Octaviani, da Susep.
O ministro Paulo Dias de Moura apresentou uma visão que, segundo ele, se aproxima da “vida como ela é”. Em sua fala, destacou que sem soberania, redução das desigualdades sociais e capital produtivo não é possível construir uma sociedade justa, e que os seguros têm um papel essencial nesse contexto. “O seguro movimenta bilhões de reais em contratos e precisa ser um capital que tenha alma, afirmou. Para Moura, o risco é inerente à condição humana, e a expectativa de prever e controlar riscos é o que sustenta a própria lógica do seguro. “O controle do risco é a coluna vertebral do sistema, disse, ressaltando que o novo marco legal chega em um momento crucial, ao oferecer mais segurança jurídica e previsibilidade para o mercado”, citou.
Em sua exposição, o ministro compartilhou casos emblemáticos julgados sob sua relatoria. Um deles tratava de um seguro empresarial contra incêndio, contratado pouco tempo antes de a empresa sinistrada ser consumida pelas chamas. Tudo estava certo: o contrato, os valores. “Não é possível, após o sinistro, discutir a valoração dos bens. O que foi pactuado deve ser respeitado”, afirmou.
Em outro caso, relatou uma situação em que uma mãe contratou seguro de vida para si e para o filho, portador de deficiência mental. Em um momento de surto esquizofrênico, o filho matou a mãe. “Entendemos que não houve agravamento do risco, porque o autor do ato não tinha consciência do que fazia. Deliberamos, portanto, pelo pagamento da indenização.”
O ministro citou ainda o exemplo de um motociclista que morreu em acidente, cuja companheira teve o pedido de indenização negado porque o casal não era casado legalmente. “Não podemos pensar dessa forma. Precisamos entender a vida como ela é. Autorizamos o pagamento do seguro. Temos de semear a cidadania”, concluiu.
A advogada Angélica Carlini, coordenadora de Direito da Escola de Negócios e Seguros (ENS), apresentou uma das exposições mais instigantes do painel, mesclando bom humor e rigor técnico. Com a frase “é no andar da carroagem que as melancias se ajeitam”, sintetizou a ideia de que a aplicação da nova Lei de Seguros será um processo gradual e de aprendizado coletivo, que se consolidará na prática.
Carlini ressaltou que a interpretação da lei deve sempre se apoiar nos princípios do mutualismo e da boa-fé, destacando que esta última envolve deveres anexos de lealdade e cooperação. “No seguro, o pressuposto é que o sinistro não aconteça — o que o diferencia de outros contratos, como o de compra e venda, em que há interesses opostos e simultaneamente realizáveis”, observou.
Para ela, toda legislação é passível de aperfeiçoamento, inclusive a nova Lei de Seguros, que entra em vigor em dezembro deste ano. Um dos pontos que merecem atenção, segundo Carlini, é o questionário de subscrição de riscos, instrumento essencial na formação do contrato. A advogada lembrou que há deveres recíprocos de informação: o segurado deve declarar corretamente o risco que pretende proteger, e a seguradora deve esclarecer quais informações são relevantes e as consequências do descumprimento desse dever.
Segundo ela, o questionário elaborado pelo segurador não é capaz de abranger todas as situações a que o interesse do segurado estará sujeito. “O segurado conhece o risco melhor que o segurador”, afirmou, acrescentando que “a boa-fé tem caráter ativo — é a cooperação que constrói a confiança”. Carlini defendeu ainda que o aviso de sinistro deve ser completo e acompanhado de todos os documentos pertinentes, e que a culpa grave deve ser equiparada ao dolo para fins de apuração.
Ao comentar o artigo 67 da nova lei, que trata das despesas de contenção e salvamento, ela lembrou que essas despesas se aplicam tradicionalmente aos seguros de danos e apenas de forma excepcional nos seguros de pessoas, quando visam evitar a morte do segurado. Segundo Carlini, será necessário definir critérios objetivos de excepcionalidade, já que nos seguros de vida e de integridade física a interpretação deve ser restritiva, dada a complexidade dos casos concretos.
Entre os pontos de atenção, a especialista destacou: a legitimidade do interessado para acessar documentos, o respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a proteção de testemunhas, tendo em vista as ultimas notícias do envolvimento do PCC em fundos no mundo “Faria Lima”, a necessidade de impedir a atuação de fraudadores profissionais e a definição, pela regulação, de um conteúdo mínimo para os relatórios de sinistros.
Encerrando o painel, o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, apresentou uma visão otimista e assertiva sobre o novo marco legal. Segundo ele, a lei traz segurança jurídica ao retirar o contrato de seguro da esfera do Código Civil, estabelecendo um arcabouço normativo próprio. “Podem vir comprar seguro, porque esta lei harmoniza os entendimentos. Não queremos mais ouvir que não há prazo para responder ao segurado. A nova lei democratiza o seguro ao garantir que as expectativas básicas do contrato estejam asseguradas”, afirmou.
Octaviani destacou ainda que as seguradoras, no momento da subscrição do risco, devem elaborar de forma clara o questionário de informações. “Depois disso, não poderão alegar omissão sobre pontos que não foram perguntados — como já vimos em diversas ações judiciais.” Ele afirmou que o artigo 46 é, de certo modo, uma vacina contra esse tipo de comportamento.
Por fim, o superintendente reiterou a importância de uma cultura jurídica de boa-fé, como base para o crescimento sustentável do setor. “O mercado vai crescer, e o comportamento jurídico é que dará legitimidade e confiança a todo o esforço feito para modernizar a lei. E, como disse a professora Carlini, as melancias se ajeitam durante a caminhada”, concluiu.
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