Insurtech Transporte Seguro faz parceria com Argo para emissão de apólice em tempo real

Transporte Seguro, insurtech voltada ao mercado logístico, fechou parceria com a Argo Seguros para lançar uma plataforma que permite a cotação do seguro de cargas e na sequência, a emissão do certificado de cobertura em tempo real. Segundo Manoel Resende, CEO da Transporte Seguro, as transportadoras podem utilizar a apólice de transporte em até 24 horas. “Isso significa que após responder 10 perguntas simples na plataforma é possível acessar em tempo real a cotação do seguro para o transporte das cargas e obter contratação do seguro e a emissão imediata do certificado de cobertura do RCTR-C e do RCF-DC”.

O executivo afirma que a insurtech, do Grupo PVA Corretora de Seguros fundado em 1995 que reúne profissionais que ingressaram no mercado segurador há 40 anos, é o primeiro modelo de negócio que permite a contratação de seguros de transporte diretamente em uma plataforma com aprovação em tempo real e permite que a operação de transporte ocorra no dia seguinte com as devidas coberturas de seguros contra acidentes e roubos.

“Estamos muito satisfeitos com essa parceria, pois está no DNA da Argo a inovação, principalmente para facilitar a vida do corretor e do cliente”, comemora Ivor Moreno, head de Transportador e Inovação da Argo Seguros. “Através do uso das melhores tecnologias do mercado, baseamos nosso fluxo em parâmetros e condições exclusivas, a plataforma interliga toda a cadeia necessária para a emissão do seguro até aprovação com a seguradora Argo”, garante ele.  

O seguro de transportes é obrigatório por lei e “protege” contra acidentes e roubos de carga no Brasil. As transportadoras são obrigadas por lei desde 1967 a contratar o Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C). 

Hoje, a transportadora precisa preencher questionários com até 40 itens distribuídos em duas páginas e esperar até 5 dias para obter a cotação e aprovação do seguro de transporte, prazo que causa diversos transtornos para a operação logística, que demanda agilidade, até mesmo para manter a sustentabilidade financeira do seu negócio.

Segundo o Anuário da Confederação Nacional do Transporte (CNT) de 2020, a condução de cargas atualmente é feita por 219.956 empresas, 435 cooperativas e 724.098 profissionais autônomos. O modal rodoviário é responsável por 65% do transporte de cargas que totaliza 2.270.861 veículos. Neste cenário, 90% são pequenos negócios que enfrentam processos burocráticos na contratação do seguro para o transporte de mercadorias e por isso, necessitam de soluções práticas para a logística.

Turbi e HDI Seguros se unem para tornar mais barata a proteção de carros locados

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Fonte: HDI

A Turbi, empresa de aluguel de carros por aplicativo, e a HDI Seguros, 5ª maior seguradora de automóveis, fecham parceria para disponibilizar seguro de franquia que reduz a coparticipação a ser paga pelos usuários dos veículos alugados. A novidade tem como objetivo melhorar a experiência dos clientes da startup de mobilidade compartilhada.  

A partir de hoje, ao locar um veículo pela Turbi, os clientes contratam a proteção para os casos de colisão ou incêndio parcial do automóvel, reduzindo em até 82% o valor a ser pago em caso de incidentes. 

De acordo com Diego Lira, CEO e cofundador da Turbi, “a origem da redução dos valores de coparticipação é uma demanda dos clientes e não somente voltada à empresa, mas a todo o mercado de locação de veículos”. Em pesquisa realizada pela startup, identificou-se que mais de 70% dos clientes que alugam carros não conhecem os benefícios gerados pela contratação do seguro, tampouco a redução do valor a ser pago em caso de incidentes. Além disso, mais de 30% acreditam que a contratação do seguro cobre 100% das despesas, ignorando a necessidade de pagamento da franquia.. 

Assim, a nova proteção lançada pela Turbi e pela HDI busca não somente reduzir os riscos de prejuízos financeiros do condutor, como também deixar claro o que está coberto e qual é o valor de coparticipção na franquia a ser pago no caso de algum incidente. 

A taxa de seguro dos veículos locados na Turbi, via HDI seguros, variam de acordo com a categoria do veículo e o tempo de locação. Lira conta que “a contratação do seguro é automática na Turbi – assim como mapeamos ser a preferência entre os nossos clientes. Afinal, ninguém gosta de encerrar a locação de um carro com prejuízos financeiros gerados por um possível dano ao automóvel”. O executivo ainda destaca que “transparência no relacionamento com os clientes é um dos pilares das ações da Turbi e é isso que estamos reforçando ao agregar a expertise da HDI Seguros aos nossos serviços”. 

A HDI, que vem reforçando sua participação no ecossistema de startups, vê na solução uma oportunidade de expansão de negócios em novos modais de mobilidade e de potencializar sua presença junto às pessoas em suas diferentes formas de locomoção. “Queremos proteger as pessoas durante as suas jornadas, seja qual for as suas formas de mobilidade. Por isso investimos cada vez mais em iniciativas como essa, que torna acessível a proteção dos veículos locados e assim estimula o uso compartilhado, que tem se mostrado uma tendência em vários segmentos de mercado, não só no de automóveis”, afirma Murilo Riedel, CEO da HDI Seguros. 

Flix recebe investimento de R$ 5 milhões da DOMO Invest

Felipe barranco flix insurtech

Flix, participante do Sandbox da Susep, recebeu R$ 5 milhões em investimentos da DOMO Invest. A insurtech especializada em seguro residencial planeja agora aumentar sua atuação no segmento e tracionar suas ações para os próximos anos, bem como conscientizar os brasileiros sobre a importância do seguro residencial e dos benefícios que podem ter à disposição ao contratarem este serviço.

“Acreditamos que estamos entrando em uma nova era deste setor, impulsionado por dois motivos: a alta demanda por serviços que operam de forma totalmente digital e o crescimento da preocupação das pessoas com os seus bens”, afirma Luis Felipe Barranco, CEO da Flix. Ele conta que a Flix elaborou sua estratégia de distribuição, chamada Flix2Bussines, para alcançar os principais canais estratégicos do país, desde os mais tradicionais até os novos atuantes neste mercado.

“O mercado de insurtechs está extremamente aquecido, mas ainda apresenta grandes lacunas a serem preenchidas e operar como uma seguradora plena permitirá a Flix inovar, criando produtos especificamente para aqueles que não tem seguro residencial hoje. Ainda estamos no começo. No mercado de seguros residenciais, que é o caso da Flix, há uma presença de somente 14% de aproximadamente 90 milhões de residências no país. Um dos exemplos do ambiente gigante que a startup pretende explorar”, comenta Gabriel Sidi, sócio fundador da DOMO Invest.

AIG Seguros lança o MiniMed, seguro de acidentes pessoais com assistência de saúde para empresas

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Fonte: AIG

A AIG anuncia a chegada de seu AIG Acidentes Pessoais – MiniMed, um produto combinado de acidentes pessoais e assistência de saúde para empresas. Pode ser contratado por organizações de diversos portes e segmentos que queiram oferecer benefícios de saúde e seguro para seus funcionários, ou ainda companhias que queiram fortalecer os planos de saúde que já possuem. 

“O MiniMed AIG é um produto pensado para atender desde empresas pequenas, com equipes de dez pessoas, até grandes organizações, com 20 mil funcionários. Além do amparo em acidentes pessoais, é uma ferramenta para gestão de saúde e prevenção. O objetivo é trazer tranquilidade, conforto e benefícios para os funcionários, com valorização e pouco custo para as empresas”, diz Edson Souza, Diretor de Produtos da AIG Seguros. 

O MiniMed AIG é um seguro voltado para organizações de diversos tipos, como associações, entidades de classe, sindicatos, cooperativas, empresas com equipes de colaboradores autônomos, entre outros. Entre as coberturas do produto estão a indenizações por doenças graves, internações acidentais ou doença, convalescença, morte acidental, invalidez total ou parcial por acidente e assistência funeral. Entre os diferenciais estão os serviços agregados à apólice oferecidos pelo Pronto Atendimento Digital gratuito da Saúde iD, empresa do Grupo Fleury, com cobertura 24 horas por dia e sete dias por semana, com consultas médicas por agendamento ou atendimento imediato sem triagem, também sem custos para o colaborador, e reembolso em caso de hospitalização. Os clientes do MiniMed contam ainda com descontos de até 80% em mais de 28 mil farmácias em todo o Brasil. 

“Com mais este novo produto, a AIG se fortalece no segmento de seguros para pessoas, por meio de parcerias e canais de distribuição diferenciados no Brasil, oferecendo capacidade e experiência globais. A AIG já atua com diversos parceiros de negócios no país, como bandeiras de cartões de crédito e bancos, entre outros”, complementa Edson. 

Para se adequar às necessidades de organizações de diferentes portes, o MiniMed AIG oferece cinco planos de seguro com vigência anual, com valor mensal a partir de R﹩ 21,98 por pessoa, que é cobrado da empresa.  

AXA anuncia a 2ª campanha trimestral do ano

Danielle Titton Fagaraz

Fonte: AXA

A AXA no Brasil iniciou a sua 2ª campanha trimestral do ano! Esse é mais um incentivo aos corretores parceiros, que poderão receber um voucher para utilizar no site das Lojas Americanas . Ao todo, serão distribuídos 50 prêmios até setembro e a pontuação é contabilizada por prêmio emitido e pela diversidade de produtos trabalhada pelo corretor.

“Nós trabalhamos para que os nossos corretores parceiros saibam que vale a pena fazer negócios com a AXA. Queremos que eles se sintam reconhecidos, que cresçam junto com a gente e sejam beneficiados com as nossas campanhas, assim como por todas as ações que desenvolvemos ao longo do ano para estarmos mais próximos e valorizar nossos parceiros”, comenta Danielle Titton Fagaraz, Superintendente de Marketing Estratégico e Planejamento Comercial P&C da AXA no Brasil.

Ainda, o corretor parceiro da seguradora terá mais um benefício: a pontuação obtida no trimestre também é contabilizada para as viagens de incentivo da campanha Top Club, e os destinos desta edição serão Santa Cruz Cabrália, na Bahia, e Atacama, no Chile. A campanha, que faz parte dos benefícios do programa de relacionamento AXA Experience Club, é mais um reconhecimento aos corretores que melhor desempenham durante o ano, oferecendo ainda, comissão extra, condições especiais em produtos e treinamentos especializados.

Insurtech Easy2Life lança seguro de vida por assinatura e se compromete a agregar valor social à sociedade

A insurtech Easy2Life está a mil por hora para vender seguro de vida para todas as classes econômicas: ricos, classe média e menor renda. Até mesmo os vulneráveis terão acesso ao produto de forma gratuita para que possam avançar nas conquistas mesmo se o responsável financeiro falecer ou se acidentar. “O propósito é ressignificar a relação das pessoas com os seguros ao apresentarmos uma experiência de compra sob medida para cada necessidade, em uma jornada digital, sem atritos, transparente e multi-seguradora”, conta Carlos Alberto Trindade Filho.

O executivo dedicou quase quatro décadas da sua vida ao mercado segurador. Foi um dos fundadores e ex-CEO da Icatu Seguros e vice-presidente da SulAmérica nos últimos 15 anos. Mas mesmo antes de estar apto ao trabalho, ele já acompanhava seguro. “Meu avó trabalhava na área comercial da SulAmérica e desde pequeno aprendo sobre este tema”, contou ele ao blog Sonho Seguro. Se juntou a outros pesos pesados do mercado para agregar experiência ao novo. A insurtech tem um time de primeira linha, incluindo Márcio Zebini, anteriormente executivo de marketing e vendas em grandes empresas como TIM e SKY, e Flávia Guerra, ex-superintendente do Sebrae e líder de grandes projetos, como o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. O conselho consultivo é integrado por executivos como Hélio Novaes, ex-vice-presidente da SulAmérica, e Ronald Kalfmann, ex-presidente da Scor Resseguradora.

A insurtech nasceu com aportes de capital feitos pelo próprio Trindade, num plano de negócios que prevê R$ 6 milhões em 5 anos. Agora ele busca investidores para captar cerca de R$ 1,5 milhão junto a investidores-anjo e assim financiar a consolidação do projeto, com a aceleração do time de funcionários e do crescimento nos próximos 12 meses. A previsão é ter 10 mil clientes ao final do segundo ano. Depois disso, está na lista uma captação série A, para complementar os R$ 6 milhões, e a Easy2Life se tornar autônoma.

Um dos conceitos do produto é a versatilidade. Não há um “pacote fechado”. Os valores das assinaturas mensais podem ser de apenas R$ 10 ou chegar a valores mais altos, a R$ 700 ou mais. A plataforma digital avalia a necessidade de seguros das pessoas com base em idade, renda, dependentes (filhos e idosos) e faz uma sugestão, que pode ser alterada pelo internauta durante a cotacao no portal. A ideia parece estar agradando. Os números obtidos até agora superam as expectativas iniciais, com mais de 15 mil acessos ao site da empresa, que começou a ser construída no ano passado. Por enquanto, o produto conta com cobertura apenas para morte e assistências como desconto em farmácias e telemedicina. “Aos poucos, vamos acrescentar coberturas como doenças graves, diárias para internação hospitalar entre outras”, adianta.

Esse modelo de negócios é principalmente focado em parcerias, seja com associações, fintechs, plataformas financeiras ou empresas. O primeiro produto é um seguro de vida individual no conceito de assinatura no Brasil. Atualmente, estão integradas à plataforma, a MAG Seguros e a SulAmérica Seguros de Vida. O fluxo de pessoas na fase de teste surpreendeu. “Imaginamos ficar só no digital. Mas muitos querem falar com um atendente. Estruturado este modelo híbrido, agora começamos a vender para valer, com campanha de vendas e equipe para contatar as pessoas para ajudá-las a irem até o final do processo”, conta.

Neste mês de julho, Trindade conta que a plataforma registrou 4 mil acessos e este número saltou significativamente desde o dia 19, quando a Livelo, uma das parceiras, iniciou uma campanha”, conta. A Livelo, uma das principais empresas de recompensas do Brasil, pertencente aos grupos Bradesco e Banco do Brasil, gerou um programa de benefícios que garante pontos para clientes a cada mensalidade paga. Cada real pago pode gerar até 10 pontos Livelo. “Eles ganham Pontos Livelo todos os meses para trocar por experiências incríveis, ou cashback”, acrescenta Trindade.

Socialmente responsável

A insurtech já entra na era do ESG, sigla para princípios ambientais, sociais e de governança, que ganhou força neste período de pandemia e sinaliza que veio para ficar. Para cada assinatura efetuada e a cada mensalidade paga, a EASY contribui para que famílias em vulnerabilidade financeira tenham acesso gratuito a um seguro de vida. A iniciativa tem a participação do Instituto da Criança, administrado por Pedro Werneck, que conta com uma rede com mais de 600 instituições sociais. Fundado há 26 anos, o Instituto funciona como uma via de aproximação entre pessoas físicas e jurídicas, assessorando empresas e direcionando recursos financeiros, humanos, materiais e conhecimentos técnicos a fim de promover o desenvolvimento social. A ONG brasileira está ranqueada entre as 500 melhores do mundo, e a 4ª melhor ONG do Brasil, segundo o NG Advisor 2020.

Trindade diz que era um “sonho antigo” criar um modelo diferenciado. Antes de por em prática, ele pesquisou o que havia de novo no mundo e encontrou algumas referências, como a da Anorak.life, companhia que tem como lema oferecer o “caminho mais fácil de se contratar um seguro de vida”, e que recebeu investimentos de vários grandes grupos, inclusive do mercado de seguros, como o Grupo AXA, que liderou aportes de 10 milhões de euros no projeto.

A Easy2Life também conversa com grandes grupos da economia de diversas áreas, com seguradoras e resseguradoras. “A pandemia quebrou tabu de não se falar em seguro de vida. Além disso, o crescimento da educação financeira e o amplo uso da Internet no país alavancam ainda mais o projeto. No pós-pandemia, haverá um novo cenário, muito propício a projetos como o da nossa empresa”, conclui Trindade, radiante em ter um projeto como este neste momento da sua vida e do país.

Zurich: como práticas sustentáveis (ESG) têm ajudado a elevar as vendas de D&O

Fernando Saccon

De que forma o ESG tem ajudado a elevar as vendas de D&O? Pensando neste tema, procurei Fernando Saccon, Superintendente de Linhas Financeiras e Seguro Garantia da Zurich no Brasil, para entender mais a atuação das seguradoras neste seguro que chegou a vender quase R$ 1 bilhão em 2020 no Brasil, alta de 53% em relação a 2019. “Já há algum tempo que temos percebido no Brasil um aumento das atividades investigatórias e regulatórias por parte das autoridades competentes. Soma-se a isso, o ativismo crescente por parte da sociedade para que as empresas sejam mais conscientes e responsáveis em relação aos seus impactos e que sejam também agentes de mudança em um mundo em transformação. Outro componente importante é o aumento no interesse dos investidores em negócios com foco na sustentabilidade do meio-ambiente e boas práticas sociais e de governança (ESG na sigla em inglês)”. Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro.

Obrigada por atender o pedido. Nos conte, como o ESF se insere no seguro D&O?

Nesse cenário, torna-se ainda mais relevante o papel dos executivos das companhias que passa a incluir também a definição das metas ESG das organizações em que atuam em seus KPIs de acompanhamento. Neste sentido, temos visto cada vez maior presença regulatória para tentar padronizar o reporte ESG das companhias, como recente proposta da CVM para incluir os fatores ambientais, sociais e de governança no Formulário de Referência das empresas de capital aberto. Dessa forma, há nitidamente um aumento na possibilidade de as decisões dos gestores das corporações passarem a ser alvo de questionamentos relacionados, por exemplo, ao não atingimento dos indicadores ESG das companhias ou ao não cumprimento das legislações aplicáveis as quais estejam sujeitas.

A importância dos princípios de governança, ambiental e social nos últimos meses já chegou na Justiça?

Cada vez mais as questões ESG têm gerado litígios, como ações judiciais de acionistas contra as empresas e seus executivos, por exemplo, acusando-os de não cumprir compromissos relacionados à agenda ambiental, social e de governança. O escrutínio por parte dos investidores, reguladores, consumidores e da sociedade é cada vez maior e as empresas devem buscar se adequar a esta nova realidade para que se mantenham relevantes e para mitigar os potenciais riscos associados a este contexto. Todas essas demandas podem ter cobertura do D&O. E o aumento crescente da conscientização dessas realidades por parte das empresas tem impactado no aumento das vendas desse tipo de seguro.

O quanto cresceu as vendas do D&O nos quatro primeiros meses do ano? 

As vendas da Zurich para o seguro de D&O cresceram mais de 25% nos quatro primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2020.

Tem dados estatísticos desde o início do D&O no Brasil?

Podemos afirmar que hoje o D&O é um seguro maduro no país, com bom volume de contratações. Entretanto, alguns eventos específicos têm sido grandes responsáveis pelo seu desenvolvimento e crescimento durante os anos. Primeiro, questões relacionadas a operações com derivativos das companhias que causaram grandes sinistros levantaram os primeiros alertas com relação a importância do seguro. Posteriormente, eventos como a Operação Lava Jato e todas as suas consequências deixaram os administradores mais expostos à responsabilização por suas condutas. Por fim, questões relacionadas a ESG e riscos cibernéticos têm sido motivo de grande preocupação recente por parte dos administradores. Todos esses fatores, muitas vezes consolidados em legislação e novos regramentos responsabilizando cada vez mais as condutas dos administradores das empresas, têm potencializado a venda desse produto.

Quais coberturas são mais solicitadas?

A cobertura mais utilizada normalmente se refere a custos de defesa, ou seja, custos com honorários advocatícios para defender o administrador principalmente em questões tributárias, ambientais e regulatórias. Vale ressaltar que o fato do seguro conceder cobertura também para acordos é comumente utilizado em grandes demandas, especialmente ações de classe (class actions) iniciadas contra administradores e empresas com ações negociadas em bolsas de valores nacional e/ou estrangeira, neste último caso muito comum ter ações dessa natureza nos Estados Unidos.

Como o “quase” fim da Lava Jato impacta este seguro tanto em termos de vendas como em regulação dos sinistros que estavam relacionados a investigação?

Desde 2014, com as operações Lava Jato, Zelotes, entre outras, muitos setores foram afetados e diversas empresas tiveram custos incorridos na defesa de seus administradores, diretores, conselheiros, entre outros gestores envolvidos, além também dos acordos realizados nesses processos. Esse novo cenário, criado a partir das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, traz um ambiente desafiador para o seguro D&O, mas também oportunidades para amadurecimento e desenvolvimento do produto no mercado nacional. Com essa decisão, processos terão que se iniciar novamente do zero, podendo gerar novos valores a serem indenizados, mas é importante ressaltar que eventos cometidos com dolo continuarão não sendo passíveis de cobertura securitária.

Quais os principais segmentos da economia que buscam por D&O? 

Não há um segmento específico que se interesse mais ou acabe buscando o seguro de D&O. O mais interessante de todos esses eventos que ajudaram no desenvolvimento do produto é o fato de ter permitido uma maior diversificação da carteira de clientes por parte das seguradoras e uma maior busca das empresas, independentemente do setor e tamanho, pela cobertura securitária

A CVM aplicou R$ 950,5 milhões em multas a infratores do mercado de capitais em 2020. A cifra é 8,7% inferior ao recorde de 2019, quando a autarquia superou a marca de R$ 1 bilhão em penas pecuniárias. Mas devem aumentar, pois foi a pandemia que resultou na queda. O quanto isto impactou o seguro?

Precisamos avaliar de maneira mais profunda quais foram as ações que resultaram nessas multas, bem como agente responsável e se a empresa contratava seguro de D&O à época ou não. Entretanto, considerando que o mercado pratica hoje em dia uma cobertura específica para multas e condenações pecuniárias, entendemos essas cifras como mais um argumento que demonstra a importância do seguro para se proteger de condenações deste tipo de um órgão regulador atuante como a CVM.

Os IPOs seguem um ritmo acelerado. Todos são adeptos da contratação de D&O? Se não, E&O, POSI? Qual o percentual que opta por não comprar seguro?

A Zurich tem procurado equilibrar a exposição do seguro D&O com outras modalidades, diversificando o mix de produtos na carteira. Falo do seguro cyber, cujo risco tem se intensificado com a pandemia, e do seguro POSI, que também é contratado pelas empresas para protegê-las, assim como a seus executivos, contra reclamações relacionadas às ofertas públicas de valores mobiliários. Tais demandas ocorrem em situações como nas de danos causados a investidores em razão da falha das empresas ao prestar informações disponibilizadas no prospecto de suas ofertas públicas, sendo as mais comuns as ofertas iniciais (IPO) e subsequentes (follow on).

Chubb nomeia Marc Poliquin para comandar a área de seguros de danos e responsabilidades na América Latina

Fonte: Chubb

A Chubb nomeou Marc Poliquin para o cargo de vice-presidente sênior e head de Property e Casualty (P&C) para as operações de seguros gerais (COG, pela sigla em inglês) na América Latina. Atualmente, Poliquin é vice-presidente sênior e head de Professional Indemnity na Chubb. Em sua nova função, o executivo será responsável pelo desenvolvimento comercial e de produtos, operações de subscrição e desempenho técnico da linha na região.

Poliquin se reportará a Marcos Gunn, vice-presidente sênior do Grupo Chubb e presidente regional para a América Latina, e a Timothy O’Donnell, vice-presidente do Grupo Chubb e presidente da Divisão de Seguros Comerciais de Property e Casualty, COG. Poliquin substitui Pablo Korze, que deixará a empresa para buscar novas oportunidades.

“Marc tem ampla experiencia para liderar nosso negócio de P&C”, disse Gunn. “Seu histórico e conhecimento em seguros, resseguro e subscrição, somados a sua experiencia na região, o tornam o candidato ideal para a função. Estou ansioso para trabalhar com Marc para continuar expandindo nosso negócio de forma rentável e oferecendo um serviço diferenciado aos nossos clientes”.

“A nomeação de Marc demonstra uma vez mais o compromisso com o desenvolvimento de talentos e a progressão de carreira na Chubb”, disse Juan Luis Ortega, vice-presidente executivo do Grupo Chubb e presidente da Chubb Overseas General Insurance. “Seu alto desempenho em uma série de funções em nossas operações internacionais será um fator decisivo em sua nova função.”

Poliquin tem mais de 27 anos de experiência no setor de seguros. Ingressou na empresa, então chamada ACE, em 2004 e ocupou várias posições de liderança em P&C. Antes de ingressar na Chubb, ocupou diversos cargos na GE Capital. Tem MBA pela Florida International University, bacharelado em Economia pela York University (Toronto, Canadá) e certificação de Gerente de Risco pela McGill University (Montreal, Canadá).

“Em nome da nossa equipe, gostaria de agradecer a Pablo por seus serviços”, disse Gunn.

IRB Brasil Re registra lucro de R$ 9,4 milhões até maio deste ano

IRB Brasil re

O IRB Brasil Re registrou lucro líquido foi de R$ 9,4 milhões nos cinco primeiros meses de 2021, ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 337,2 milhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira e enviados à Superintendência de Seguros Privados (Susep). Em maio, o lucro líquido foi de R$ 7,5 milhões, ante um prejuízo líquido em maio de 2020 de R$ 202,1 milhões. De acordo com a companhia, ao excluir efeito dos negócios descontinuados (run-off) e dos eventos não recorrentes (one-offs), o lucro líquido em maio de 2021 seria de R$ 51,4 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021 a companhia teria um lucro líquido de R$ 92,9 milhões neste mesmo conceito.

Os resultado antes dos impostos foram de R$ 10,8 milhões, uma melhora em relação a maio de 2020, que apresentouresultado negativo de R$ 327,9 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o resultado antes dos impostos foi positivo em R$ 21,9 milhões, comparado a um resultado negativo de R$ 500,0 milhões no mesmo período de 2020.

Nos cinco primeiros meses de 2021, o prêmio emitido de R$ 3,3023 bilhões apresentou redução de 7,8%, em relação ao mesmo período de 2020, sendo R$ 1,7 bilhão no Brasil (alta de 19,2%) e R$ 1,505 bilhão no exterior (queda de 27,5%). O prêmio emitido de R$ 585,9 milhões em maio apresentou queda de 26,1% em relação a maio de 2020, sendo R$ 388,2 milhões no Brasil e R$ 197,7 milhões no exterior. O prêmio emitido no Brasil cresceu 33% em relação a maio de 2020, sendo compensado pela redução de 60,6% no exterior. “A redução dos prêmios com origem no exterior está em linha com a estratégia de re-underwriting amplamente divulgada pela companhia”, afirmou o ressegurador em nota.

Já o prêmio ganho foi de R$ 498,1 milhões, uma redução de 9,0% em relação a maio de 2020. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o prêmio ganho foi de R$ 2,5 bilhões, um decréscimo de 3,2% em relação ao mesmo período de 2020, também por conta da estratégia de re-underwriting.

Nos cinco primeiros meses de 2021, o índice de sinistralidade foi de 75,1%, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 1,8 bilhão. Já nos cinco primeiros meses de 2020, o índice de sinistralidade foi de 96,1% ou R$ 2,5 bilhões. O índice de sinistralidade foi de 73,2% em maio de 2021, uma melhora em comparação ao índice de sinistralidade de 126,7% registrado em maio de 2020. A despesa de sinistro em maio de 2021 foi de R$ 364,4 milhões, 47,4% inferior em relação a maio de 2020.

Reservas – Ontem, o IRB informou ao mercado as possíveis consequências nos resultados da companhia em virtude da publicação da véspera da Circular Susep n° 634, a qual regulamenta resolução que define os parâmetros de cálculo sobre as provisões técnicas, ativos redutores da necessidade de cobertura das provisões técnicas, capital de risco baseado nos riscos de subscrição, de crédito, operacional e de mercado, patrimônio líquido ajustado, capital mínimo requerido, entre outros. Entre as mudanças mais significativas da referida circular que podem trazer consequências para os negócios e para os resultados do IRB Brasil, a empresa destacou a revogação da necessidade da margem de liquidez (20% do Capital de Risco), sendo que as empresas poderão definir internamente mecanismo de gestão e mensuração de risco de liquidez e documentá-lo em política. A referida medida entra em vigor a partir de 1° de dezembro de 2021. Outro destaque foi a possibilidade de redução da necessidade de cobertura das provisões técnicas dos recursos dados em garantia das operações internacionais.

Susep publica normas que regulamentam a implementação do Open Insurance

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje no Diário Oficial da União (DOU) a Resolução CNSP nº 415/2021 e a Circular Susep nº 635/2021, que dispõem sobre as diretrizes para implementação do Sistema de Seguros Aberto – Open Insurance. Os normativos visam o desenvolvimento do setor, garantindo ao consumidor mais segurança e controle no acesso aos seus dados, ampliando a interoperabilidade no mercado de seguros e a oferta de produtos, bem como aumentando as oportunidades de inovação.  

As normas estabelecem condições para permitir que o consumidor acesse e compartilhe seus dados, quando desejar, com outras seguradoras ou terceiros, de forma segura, ágil, precisa e conveniente. Os dados poderão ser utilizados, para desenvolver novos produtos e serviços que atendam às necessidades atuais e futuras dos consumidores de seguros, previdência e capitalização, além de integrar com o Sistema Financeiro Aberto – Open Finance. 

A superintendente da Susep, Solange Vieira explica que tornar possível que pessoas tenham acesso a serviços financeiros e de seguros, como possibilitará o Open Finance, é transformador para a sociedade. “O seguro possui uma característica ímpar na proteção e no amparo financeiro a pessoas em momentos de fragilidade ou em um evento que possa colocá-las em dificuldade financeira. Para que possa ser cumprida essa finalidade, faz-se necessário que produtos de seguro alcancem a grande massa da população de forma simples, transparente e, acima de tudo, a preços compatíveis”, explica. 

Facilidade para o consumidor 

Inúmeras facilidades poderão surgir para os consumidores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, a partir da entrada de produtos de seguros e previdência no novo modelo. Uma das principais facilidades será a consolidação da vida financeira do consumidor, que além das contas mantidas em instituições financeiras ou de pagamentos, operações de crédito e investimentos, contará com a consolidação dos produtos de seguros, previdência ou capitalização adquiridos junto a seguradoras, entidades de previdência complementar aberta ou sociedades de capitalização, facilitando sua organização e seu planejamento. 

Outra funcionalidade é a possibilidade de acesso automatizado e consolidado a canais e redes de atendimento relacionadas aos produtos, a provedores de serviços e às próprias sociedades que comercializam esses itens, incrementando o conhecimento de consumidores a respeito do instrumento seguro, ampliando a percepção sobre vantagens e oportunidades advindas da missão que desempenha.  

O diretor da Susep Eduardo Fraga, explica que podem ser esperadas, ainda, ofertas customizadas ao perfil do consumidor, de forma ágil, no momento adequado e sob seu controle. “No momento de uma necessidade, na ocorrência de algum evento que o seguro se propõe a reparar, pode-se obter mais rapidez na resolução, inclusive com serviços que surpreendam positivamente o consumidor como, por exemplo, o pagamento de indenizações de forma mais ágil, até mesmo automática, diretamente em sua conta”, aponta Fraga. 

Integração de plataformas  

Isso tudo só será possível por meio da integração de plataformas e infraestrutura de tecnologia. O Open Insurance possibilita, junto com o Open Banking, a formação do chamado Open Finance.  

Definido como o compartilhamento padronizado de dados e serviços, o Open Banking já previa produtos de seguros e previdência distribuídos pelo canal bancário dentro de seu escopo. Portanto, a regulamentação do Open Insurance no âmbito do setor de seguros é fundamental para que todas as seguradoras possam participar do Open Finance, permitindo, assim, que seus consumidores possam usufruir de todas as vantagens que estarão disponíveis com o ecossistema, como: acesso variado a um grande número de produtos e serviços, produtos sob medida para o consumidor, transparência, agilidade, respeito a privacidade e segurança. 

A superintendente da Susep destaca a missão do Open Insurance de proporcionar acesso a esses produtos, em um ambiente onde é mais fácil, simples, ágil e menos custoso o encontro de consumidores, provedores de serviços e as seguradoras. Novas oportunidades surgirão para aquisição de produtos com preços menores e meios de pagamento mais adequados à realidade do consumidor. “É exatamente neste ponto que o sistema de dados abertos de seguros (Open Insurance) entrega resultados valiosos para o país”, aponta Solange Vieira.  

Open Insurance está previsto para ser implementado em fases e de forma paulatina, visando uma melhor organização e previsibilidade do setor. A primeira fase, que contempla o compartilhamento de dados públicos das empresas referentes a produtos e canais de atendimentos, deverá iniciar a partir de 15/12/2021. A segunda fase, quando os clientes poderão compartilhar seus dados pessoais, se inicia em 01/09/2022. Por fim, a terceira fase, que prevê a execução de serviços por meio do ecossistema, terá início em 01/12/2022. 

Área exclusiva para informações  

A partir de hoje, estas e outras informações poderão ser encontradas na área do site da Susep dedicada ao Open Insurance, criada com o objetivo de facilitar o acompanhamento dos avanços da iniciativa, dando visibilidade aos benefícios e oportunidades trazidos pelo Sistema de Seguros Aberto. Acesse openinsurance.susep.gov.br, veja a Resolução CNSP nº 415/2021 e a Circular Susep nº 635/2021.