Além da dor do luto que inúmeras famílias enfrentam quando perdem um ente querido, as pessoas ainda têm que lidar com as diversas burocracias de um inventário. Fora os transtornos que a sucessão patrimonial pode causar aos herdeiros, existem despesas adicionais com impostos e obrigações legais que param todo o processo. É fundamental estar preparado financeiramente para momentos como esses.
Por isso, a MAG Seguros, companhia de 186 anos especializada em seguro de vida e previdência, busca sempre reforçar a importância das ferramentas de planejamento sucessório, em especial o seguro de vida e a participação ativa na distribuição de bens após o evento de morte. Na última semana, a empresa reuniu especialistas no 8º episódio do Bate Papo na Web para debater o assunto. O webinar teve a mediação do superintendente Regional, Leandro Fortunato, e a participação dos convidados líderes das unidades de Uberlândia, Gabriel Ivo, e Amanda Riffel, de Blumenau.
ITCMDpesa no inventário
O Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) é uma das principais despesas que cercam a cessão de patrimônio. Por isso, é preciso encontrar meios para driblar dessas cobranças de forma lícita. Algumas medidas são muito adequadas e devem complementar esses planejamentos, tais como seguro de vida, plano de previdência privada, conta conjunta, fundos imobiliários, testamento e transmissão do patrimônio em vida.
No seguro de vida, por exemplo, o prêmio não entra no inventário e, portanto, não há incidência do ITCMD. Assim, a transferência de valores passa ser mais rápida e menos complicada. Já para pessoa jurídica, os sócios também podem contratar uma apólice, favorecendo a própria empresa – que adquire as cotas dos herdeiros do executivo falecido e providencia a redistribuição. “Quem ama protege e se eu posso proteger minha família com um planejamento bem feito, por que não fazer? O seguro de vida, por exemplo, proporciona liquidez e dá acesso a recursos para restabelecer a vida das pessoas que amo”, completa Ivo.
Com relação aos planos de previdência privada, por eles não precisarem passar por inventários, estão isentos do imposto. Por isso, são opções inteligentes para proteger os herdeiros de gastos extras, por apresentar regras flexíveis. No entanto, é essencial analisar detalhadamente as propostas disponíveis no mercado, já que existem condições diferentes.
Fundos imobiliários
Os fundos imobiliários, por sua vez, atendem a famílias que possuem muitos imóveis. Os herdeiros recebem cotas e podem negociá-las para ter acesso aos recursos financeiros e permitem venda ou locação, com a consequente distribuição dos rendimentos entre os favorecidos.
Por fim, é possível ter conta corrente conjunta, em que filhos e cônjuges podem movimentar parte dos valores sem a necessidade de autorizações especiais. Testamento, que garante o destino dos bens de acordo com o desejo do titular, mas não elimina o inventário. E transmissão do patrimônio em vida, com cláusulas que garantam a manutenção dos poderes dos sucedidos de forma vitalícia ou até uma data previamente determinada.
A XP Inc. anuncia a entrada em um novo segmento: o de saúde e benefícios. A empresa irá atuar em associação com a BTR Benefícios e Seguros, em um mercado com potencial estimado de R$ 220 bilhões ao ano em prêmios. O foco inicial de atuação são clientes pessoa jurídica de pequeno e médio porte. O início da operação está previsto para o quarto trimestre.
“O mercado de saúde é uma avenida de crescimento estratégica para a XP Inc.. Temos ampliado a oferta de produtos e serviços voltados às pessoas jurídicas, alinhados com a estratégia do Grupo XP de oferecer soluções cada vez mais customizadas para as empresas. Vamos promover uma transformação tão grande quanto a que temos feito em Previdência e Seguro de Vida. Queremos democratizar e simplificar o mercado de planos de saúde e benefícios no Brasil”, destaca Roberto Teixeira, sócio e head da XP Seguridade.
Bruno Autran, CEO da BTR, vai liderar a nova operação em um momento aquecido do mercado de saúde no Brasil. O empreendedor tem mais de 14 anos de experiência no mercado financeiro, de saúde e seguros. “Os nossos propósitos estão totalmente alinhados e vamos transformar o mercado de saúde para melhorar a vida das pessoas. Nosso objetivo é oferecer uma plataforma completa de gestão de benefícios corporativos, com tecnologia e excelente experiência do usuário, da mesma maneira que a XP já entrega em outras linhas de negócio”, afirma Autran.
De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o setor apresenta tendência de crescimento do número de beneficiários. Dados de abril indicam que existem mais de 48 milhões de usuários em planos de assistência médica e cerca de 27,6 milhões em planos exclusivamente odontológicos. O total de beneficiários é o maior número registrado desde julho de 2016. Esse acréscimo foi puxado, principalmente, pelos planos coletivos empresariais. O expressivo crescimento tem sido uma causa do chamado efeito pandemia, que conscientizou a população e, em especial as pequenas e médias empresas, sobre a importância da contratação de planos de saúde e odontológicos.
A gestão de planos de saúde corporativos hoje é um tema prioritário na pauta do mercado corporativo devido ao momento atual de crise sanitária e, também por representar o 2º maior custo às empresas, atrás apenas da folha de pagamentos. “A diversificação de produtos que gerem valor agregado aos clientes e melhorem suas experiências é, e sempre será, o foco da XP Inc.”, complementa Henrique Pocai, sócio e head de Seguros Financeiros e Novos Negócios da XP Inc.
Lançada há pouco menos de 2 anos, a XP Seguridade já possui mais de R$ 25 bilhões de ativos sob custódia, com destaque para as frentes de Previdência e Seguro de Vida. A marca já é a sétima maior do país em previdência e tem liderado as captações líquidas ao longo de 2021, desbancando grandes bancos que há décadas têm se revezado na liderança desse ranking.
A Moody’s Corporation e a RMS anunciaram que assinaram um contrato definitivo para a Moody’s adquirir a RMS, líder no fornecimento mundial de modelagem e análise de risco de desastres naturais e climáticos, por cerca de US$ 2 bilhões do Daily Mail e General Trust plc (LON: DMGT). A aquisição irá aumentar de imediato os negócios de análise e dados de seguros da Moody’s a quase US$ 500 milhões em receita e acelerar o desenvolvimento dos recursos de risco mundial integrado da Empresa para abordar a próxima geração de avaliação de risco. Com mais de 400 modelos de risco cobrindo 120 países, a RMS é líder no fornecimento mundial de modelagem de risco climático e de desastres naturais, atendendo aos setores internacionais de seguros e resseguros de propriedades e acidentes (P&C). Para o ano fiscal finalizado em 30 de setembro de 2021, o RMS deve gerar uma receita de cerca de US$ 320 milhões1 e receita operacional ajustada de cerca de US$ 55 milhões.
“Os líderes atuais enfrentam um mundo complexo e interligado de riscos e partes interessadas”, disse Rob Fauber, Presidente e Diretor Executivo da Moody’s. “No contexto de uma pandemia mundial, a crise climática e os crescentes ataques cibernéticos, nossos clientes devem gerenciar uma gama mais ampla de riscos do que nunca. Estamos animados por acrescentar a RMS e sua equipe de cientistas de dados, modeladores e engenheiros de software de classe internacionalàfamília Moody’s para ajudar a acelerar soluções que permitem aos clientes gerar resiliência e tomar melhores decisões.”
“A Moody’s se adapta de modo excepcionalàRMS e nossos clientes”, disse Karen White, Diretor Executivo da RMS. “Os riscos mundiais são agora mais complexos, conectados e sistêmicos. Mudanças climáticas e eventos catastróficos como climas extremos, pandemias e ataques cibernéticos trazem impactos mais amplos e nocivos em praticamente todos os setores. Compartilhamos a visão de trazer uma plataforma de avaliação de risco mundial e integrada a nossos mercados com metas de percepções de risco mais profundas e sofisticadas e maior resiliência global. Dentro da Moody’s, estou confiante de que a RMS estará apta a acelerar inovações de tecnologia e modelos enquanto combinamos com as ofertas de dados e análises principais da Moody’s para poderosas soluções holísticas. A equipe e eu estamos empolgados em agregar um novo valor aos clientesàmedida que transformamos o modo como somos capazes de entender e mitigar o futuro do risco.”
A aquisição se baseia em bases de clientes e capacidades complementares da Moody’s e RMS nos segmentos de seguros e resseguros de vida e P&C. A Moody’s oferece soluções líderes em risco e finanças para seguradoras de vida, como precificação, gestão de capital, recursos de relatórios financeiros e regulatórios. A RMS oferece soluções abrangentes de modelagem de risco climático e de catástrofes para seguradoras e resseguradoras de P&C, que as permite entender, medir e gerenciar melhor o risco. Mediante mais inovação e uma combinação dos principais pontos fortes e ofertas de ambas as empresas, a RMS irá acelerar de modo significativo a estratégia de avaliação de risco integrada da Moody’s a clientes no setor de seguros e mais além, com recursos significativos em risco climático, cibernético, imobiliário comercial e da cadeia de fornecimento.
Como parte da plataforma Moody’s Analytics, é esperado que a RMS gere até US$ 150 milhões de receita incremental de taxa de execução até 2025. Em uma base GAAP dos EUA, é esperado que a aquisição aumente o lucro por ação diluído da Moody’s em 2025 e, excluindo a amortização do preço de compra, é esperado que seja cumulativa ao lucro por ação diluído e ajustado em 2024.
A Moody’s irá financiar a transação através de uma combinação de dinheiro em caixa e a emissão de uma nova dívida. A aquisição está prevista para ser finalizada no fim do 3º trimestre de 2021, sujeita ao cumprimento das condições usuais de fechamento, incluindo a expiração ou rescisão de quaisquer períodos de espera regulamentares aplicáveis.
Como resultado da aquisição da RMS, a Moody’s atualizou sua orientação para todo o ano de 20212. Agora é esperado que as recompras de ações sejam de cerca de US$ 750 milhões, sujeitas ao caixa disponível, condições de mercado e outras decisões de alocação de capital em curso. Além disto, o lucro por ação diluído da Moody’s para todo os ano de 2021 está projetado agora para situar na faixa de US$ 10,90 a US$ 11,20. A perspectiva de lucro por ação diluído e ajustado da Empresa para 2021 se mantém na faixa de US$ 11,55 a US$ 11,852.
A Grã-Bretanha lançou um pacote de resseguro apoiado pelo governo totalizando mais de £ 750 milhões de libras (US$ 1 bilhão) na quinta-feira para cobrir eventos ao vivo contra o risco de cancelamento devido à pandemia COVID-19, após intenso lobby da indústria.
As seguradoras retiraram a cobertura do coronavírus das políticas de cancelamento de eventos depois que a pandemia se instalou no ano passado, o que fez com que figuras importantes da indústria do entretenimento, como Andrew Lloyd-Webber, exigissem um esquema apoiado pelo governo para permitir que os eventos prosseguissem.
Festivais, shows e exposições já sofreram cancelamentos devido à falta de seguro durante a pandemia, apesar dos esforços intensos para limitar os riscos à saúde para artistas, equipes de eventos e portadores de ingressos.
O festival de música Womad cancelou seu evento de julho de 2021, citando a relutância do governo em fornecer suporte de seguro.
O governo britânico está agora trabalhando com o mercado especializado de seguros Lloyd’s de Londres para fornecer o plano, disse o Ministério das Finanças em um comunicado.
E os organizadores de eventos poderão, a partir de setembro, adquirir seguro extra contra cancelamento devido às restrições governamentais COVID-19, além do seguro padrão para eventos.
O seguro estará disponível nos sindicatos do Lloyd’s de Londres, incluindo Beazley, Hiscox e Munich Re, com o governo atuando como ressegurador.
“Com este novo esquema de seguro, tudo, desde música ao vivo em Margate a eventos de negócios em Birmingham, pode prosseguir com confiança”, disse o ministro das finanças britânico, Rishi Sunak.
Tim Thornhill, diretor da corretora de seguros Tysers, disse que o esquema era “a notícia de que a indústria de eventos precisava”.
Isso segue um apoio similar de £ 500 milhões para a indústria de cinema e televisão no ano passado, que apoiou 610 produções independentes de cinema e TV.
No entanto, algumas fontes da indústria disseram que o novo esquema de eventos ao vivo era limitado, uma vez que cobre bloqueios do governo, mas não cobre restrições de distanciamento social mais amplo, ou doenças de artistas ou funcionários devido ao COVID-19.
Paul Reed, CEO da Association of Independent Festivals, disse que era “imperativo” que o governo continuasse a trabalhar com a indústria para “garantir que os organizadores possam planejar com mais confiança para 2022”.
A American International Group Inc. (AIG) superou as estimativas de lucro do segundo trimestre na quinta-feira, impulsionada pelo forte desempenho em suas unidades de seguros gerais e de vida e aposentadoria.
A seguradora norte-americana registrou receita de subscrição de US$ 463 milhões em seus negócios de seguros gerais no trimestre, em comparação com uma perda de US$ 343 milhões no ano anterior, quando registrou grandes perdas relacionadas à pandemia. A empresa registrou US$ 118 milhões em perdas por catástrofes, em comparação com US$ 674 milhões no ano anterior.
As seguradoras globais enfrentaram no ano passado um aumento acentuado nos pagamentos relacionados à crise de saúde, mas muitas agora viram uma queda nos sinistros relacionados ao coronavírus à medida que as vacinas eram lançadas.
A receita ajustada após os impostos atribuível aos acionistas ordinários da AIG aumentou para US$ 1,33 bilhão no trimestre encerrado em 30 de junho, de US$ 561 milhões um ano antes. Excluindo os itens, a AIG ganhou US$ 1,52 por ação, superando as estimativas dos analistas de US$ 1,20, de acordo com o Refinitiv IBES.
O índice combinado anual de acidentes de seguros gerais da empresa – que exclui perdas por catástrofes – foi de 91,1% no trimestre, em comparação com 94,9% um ano antes. Os prêmios brutos subscritos aumentaram 12%, para US$ 9,5 bilhões no negócio de seguros em geral.
A unidade de vida e aposentadoria da AIG registrou um salto de 26% na receita ajustada antes dos impostos para US$ 1,12 bilhão, impulsionada em parte por maiores retornos de capital privado. O negócio de seguros de vida relatou um lucro ajustado antes dos impostos de US$ 20 milhões, em comparação com US$ 2 milhões no ano anterior, refletindo em grande parte menos mortes causadas pelo surto do vírus.
A AIG planeja usar uma oferta pública inicial para vender parte de seus negócios de vida e aposentadoria, enquanto o Blackstone Group concordou no mês passado em comprar uma participação considerável. A AIG disse na quinta-feira que acredita que o IPO é o próximo passo na separação.
A SulAmérica apoia, pelo segundo ano consecutivo, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões. Mais de 200 crianças e adolescentes, com idades entre 8 e 17 anos, são beneficiados diretamente no projeto, que tem como objetivo transformar a realidade de jovens em todo o Brasil por meio do esporte, em linha com os objetivos de desenvolvimento sustentável que integram a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A SulAmérica patrocina os núcleos localizados em Aquiraz (CE), Curitiba (PR), Joinville (SC), Campinas (SP) e Ceilândia (DF), por meio da Lei de Incentivo ao Esporte.
A Escolinha de Triathlon foi idealizada pelo atleta Juraci Moreira, medalhista pan-americano, hexacampeão brasileiro da modalidade e três vezes representante olímpico. O esportista fez sua estreia no triathlon em 1994, ainda aos 14 anos. Desde então, tinha o sonho de apoiar crianças e jovens que não têm condições financeiras de praticar o esporte. De caráter educativo, a iniciativa busca reforçar valores importantes do triathlon, como disciplina, determinação, responsabilidade, respeito e trabalho em equipe. A campeã sul-americana júnior de triathlon 2018, Gabrielle Lemes, um dos grandes talentos da nova geração do esporte no Brasil, foi descoberta no projeto.
Desde 2008, o Circuito SulAmérica de Música e Movimento já beneficiou mais de 3 milhões de brasileiros por meio de projetos incentivados de cultura e esporte. Neste ano, a companhia apoia 38 iniciativas em todo o país, incluindo 25 projetos socioculturais e socioesportivos sem fins lucrativos que beneficiam mais de 17 mil crianças e adolescentes de baixa renda.
A conta da pandemia chega de forma dura para as seguradoras. Depois de um ano com boa margem de lucro, diante da queda de acidentes que estimulam o pagamento de indenizações em 2020 diante das restrições de circulação, o primeiro semestre registra um tombo e tanto no ganho das companhias, como mostram os balanços financeiros. O lucro liquido do mercado segurador neste período foi de R$ 3,3 bilhões, uma queda significativa, de 58,87%, diante dos R$ 8,1 bilhões do primeiro semestre de 2020, segundo dados enviados pelas seguradoras para a Superintendência de Seguros Privados (Susep). A safra de balanços está apenas começando, com Bradesco, Itaú, BB Seguridade e Santander. Até o final do mês teremos mais informações além dos números da Susep.
De acordo com a análise dos dados da Susep, a consultoria Siscorp elabora o ranking de lucro do setor. Pela primeira vez em anos, a Bradesco Seguros não está na liderança. Caiu para o terceiro lugar, superada pela BB Seguros e pela Caixa. Assim como ela, a maioria das companhias apresentam queda no ganho, apesar de vendas 19,5% maiores, para R$ 145 bilhões, R$ 23,61 bilhões a mais do que no mesmo período de 2020, um crescimento nominal de 19,4% em relação ao mesmo período de 2020. A sinistralidade do seguro de vida, individual e em grupo, atingiu 88,97% em junho deste ano, abaixo do observado em maio, quando foi de 96,9%. O seguro de vida em grupo contribuiu com a queda na sinistralidade, atingindo 94,1% em junho de 2021, abaixo dos 103,1% observado em maio.
Ontem a maior em vendas divulgou seus resultados. A Bradesco, por ser a maior em vendas do Brasil, sofreu bastante, como revelou o balanço. No primeiro semestre, por sua vez, o resultado recuou 29,8%, para R$ 4,71 bilhões. O lucro da operação representou uma fatia de 17,8% do lucro do Bradesco, contra a contribuição de 33% no mesmo período anterior. Dois fatores pesaram: custos da pandemia e o descasamento entre passivos atrelados ao IGP-M e ativos em IPCA nos planos previdenciários antigos, nao mais comercializados há anos, mas com vários deles ainda ativos.
Também ontem, o Copom aumentou a taxa básica de juros de 4,25% ao ano para 5,25%, com base na preocupação com a alta da inflação. Logo após a decisão, o Credit Suisse elevou sua projeção para a Selic no fim do ano de 7,25% para 8,25% e a XP aumentou a expectativa de 6,75% para 7,25%. A alta da Selic beneficia seguradoras, que administram reservas superiores a R$ 1 trilhão. O ganho acontece pela diferença entre o custo de captação e os juros cobrados dos clientes, diretamente atrelado ao spread bancário.
Uma receita financeira maior também abre margem para políticas comerciais mais agressivas, para aqueles que querem captar mais para aplicar no mercado financeiro. Porém, esta estratégia, sem cuidado, pode também levar a perdas relevantes no ano seguinte, principalmente se houver fatores que impulsionarem o aumento de pedidos de indenizações, como eventos climáticos ou algum acidente causado pelo homem com ataques cibernéticos, reviravolta da economia ou de investigações sobre corrupção, com a Lava Jato.
“Os custos relacionados à covid-19 somam R$ 4,8 bilhões desde o início da crise, e R$ 3 bilhões deles foram contabilizados no primeiro semestre de 2021. A pandemia trouxe a lição de que as pessoas precisam ter seguro de vida, de saúde, e protegerem suas famílias e funcionários”, afirmou Octavio de Lazari Jr., CEO do Bradesco, em teleconferência. Já o resultado financeiro deve ter incremento, com o avanço da Selic.
Segundo Lazari, o pior são as mais de 525 mil mortes no Brasil. “A despesa já aconteceu. É coisa do passado.” Ele aposta no avanço da vacinação e que isso deve favorecer os resultados, com uma melhora no terceiro trimestre e se aproximando da normalização no quarto. Apesar de estimar que o pior já passou, a recuperação deve aparecer a partir de 2022. O banco projeta agora uma queda entre 15% e 20% para o braço segurador. A previsão anterior era de crescimento entre 2% e 6%. “Acredito que a partir do terceiro trimestre, a seguradora volta a ter uma participação de 15%, 20%, 25% até 30% no resultado do banco”, afirmou.
A boa notícia é a aposta na melhora da jornada do cliente, que rapidamente mostra que esta gostando. “Nós entramos muito forte no mundo digital, na seguradora”, afirmou Lazari. “Já vendemos mais de 1 milhão de itens nesse semestre, só no digital, gerando um faturamento de prêmio de seguros adicional de R$ 700 milhões.” No primeiro semestre, as vendas via dispositivos móveis cresceram 164% na comparação com um ano antes. No período, as vendas de previdência privada e de seguros automotivos avançaram, respectivamente, 91% e 77%.
BB Seguridade tem queda de 23,2% no ganho do 2. tri
A recuperação das receitas de tarifas impulsionou os resultados do Banco do Brasil no segundo trimestre, levando a um lucro de R$ 5,039 bilhões, com alta de 2,6% no trimestre e 52,2% em 12 meses. As menores provisões para devedores duvidosos (PDD) fizeram o banco revisar para cima sua estimativa de lucro em 2021. A BB Seguridade informou que teve lucro ajustado de R$ 753,702 milhões no segundo trimestre de 2021, uma queda de 23,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em relação ao primeiro trimestre, houve baixa de 22,9%.
Os prêmios emitidos na subsidiária BrasilSeg somaram R$ 3,150 bilhões, com queda anual de 22,2% e avanço de 36,0% na margem. As reservas de previdência aumentaram R$ 5 bilhões e a arrecadação com títulos de capitalização ficou em R$ 955 milhões. O índice de sinistralidade ficou em 51,1% no segundo trimestre, de 37,8% nos três meses anteriores e 31,4% no segundo trimestre de 2020. O índice combinado, que mostra a eficiência operacional e, quanto menor, melhor, ficou em 89,9%, de 81,4% e 77% na mesma base de comparação. Considerando a expectativa de melhora do cenário no segundo semestre, com a evolução da vacinação e a retomada mais plena da atividade econômica, a BB Seguridade decidiu revisar suas projeões para cima.
Itaú gama R$ 3,7 bilhões no semestre com seguros
No semestre, o resultado do banco com seguros chegou a R$ 3,7 bilhões, estável em relação ao mesmo período do ano passado. Foram mantidas expectativas para receita de serviços e resultado de seguros, entre 2,5% a 6,5%.
Santander ganha quase R$ 1 bilhão em comissões de seguros
O Santander Brasil obteve lucro líquido gerencial de R$ 4,1 bilhões no segundo trimestre de 2021, o que representa alta de 98,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior e avanço de 5,4% ante o trimestre imediatamente antecedente. Comissões de seguros saltaram 23,9%, a R$ 920 milhões.
Abaixo, o ranking de lucro elaborado pela consultoria Siscorp
A Liberty Mutual Holding Co. Inc. registrou lucro líquido de US$ 769 milhões no segundo trimestre, em comparação com um prejuízo líquido de US$ 320 milhões no mesmo período do ano anterior. No semestre, o lucro foi de US$ 1,6 bilhão, muito acima dos US$ 214 milhões do mesmo período em 2020.
O presidente e CEO da Liberty Mutual, David Long, disse durante teleconferência com analistas que não houve perdas diretas da COVID-19 nos últimos resultados. A seguradora relatou uma queda de 100% nos sinistros relacionados ao coronavírus em comparação com o segundo trimestre do ano passado e se beneficiou da recuperação da economia. A receita total aumentou 15,9% para US$ 11,8 bilhões, de US$ 10,2 bilhões no mesmo período do ano anterior. No semestre, alta de 7,2%, para US$ 21,2 bilhões.
Em um comunicado, Long disse que os resultados do trimestre se beneficiaram do forte desempenho contínuo da carteira de investimentos, que gerou US$ 1,4 bilhão de receita líquida de investimentos antes dos impostos. Ele disse que os resultados de subscrição também foram “favoráveis”, já que o índice combinado da seguradora melhorou para 98,1% de 105,2% no período do ano anterior, e o prêmio líquido subscrito cresceu 10,9%, para US$ 10,8 bilhões.
As perdas por catástrofe caíram 24,8% em comparação com o segundo trimestre do ano passado. Segundo o grupo, os riscos relacionados à pandemia podem continuar dependendo de “desenvolvimentos que são altamente incertos e não podem ser previstos, incluindo desenvolvimentos de litígios, ações legislativas ou regulatórias e intervenção, a duração e gravidade do coronavírus, bem como o andamento de aceitação das vacinas pela população que ainda nao se vacinou, entre outros.
Em um período desafiador no cenário econômico, a Brasilcap soube tirar proveito das oportunidades surgidas e fechou o balanço do primeiro semestre de 2021 com resultados expressivos. A empresa de capitalização da BB Seguros, que acaba de completar 26 anos de atividades, obteve um faturamento de R$ 2,1 bilhões e um lucro líquido de R$ 69,7 milhões, recuo de R$ 16 milhões em relação ao mesmo período de 2020. O valor representa retorno de 27,51% sobre o Patrimônio Líquido do exercício anterior. As reservas técnicas ficaram em R$ 7,9 bilhões e os ativos totais chegaram a R$ 9,4 bilhões. De janeiro a junho, foram entregues R$ 32,8 milhões para cerca de 8,5 mil títulos de capitalização.
“Em meio a mais um ciclo de superação, a Brasilcap fechou o exercício com avanços importantes em diversas frentes de atuação, a fim de seguir sendo agente de transformação na vida das pessoas e na sociedade. As iniciativas implementadas com êxito pela Companhia passam pela ressignificação da capitalização para o cliente, pela potencialização dos canais digitais para gerar a melhor experiência possível ao consumidor, além da constante evolução nos temas Ambientais, Sociais e de Governança (ASG), preparando a empresa para o futuro”, afirma o presidente da Brasilcap, Gustavo do Vale.
O Ourocap, comercializado nos canais do Banco do Brasil, consolidou sua posição de destaque, representando 89,9% do total das arrecadações. Esse desempenho foi alavancado pelo engajamento das agências distribuidoras na entrega de valor aos clientes, além de ações promocionais, melhorias da experiência do cliente com novas funcionalidades no aplicativo BB e estímulos publicitários. Em meio ao cenário difícil, a Brasilcap ajudou milhares de brasileiros a formarem reservas para realização de planos, tendo ainda os sorteios como aliados da disciplina financeira.
A Brasilcap manteve ainda a política de diversificação de negócios com soluções como o Cap Fiador, oferecido para garantia de aluguel e atualmente distribuído por cerca de 5 mil imobiliárias em todo o País, com crescimento de 54,6% % nas vendas do período; o Parcela Premiável, que com um arredondamento de parcela, proporciona sorteios e ainda ajuda a AACD a cuidar de crianças com deficiência; e o Doadin, produto da modalidade Filantropia Premiável, comercializado na carteira digital bB e lançado em abril de 2020, com o objetivo de arrecadar recursos para entidades beneficentes, como a AACD.
Diante da continuidade dos impactos da Covid-19, a companhia seguiu reforçando a vertente social da capitalização, com ações de solidariedade para minimizar os efeitos adversos da pandemia. No primeiro semestre de 2021, a Brasilcap investiu R$ 480 mil em instituições do terceiro setor que atuam na área da educação, esporte e, prioritariamente, saúde e assistência social. Entre elas, o “Craque do Amanhã”, que funciona em São Gonçalo-RJ desde 2010 e tem como objetivo proporcionar o desenvolvimento integral (físico, psicológico e social) de crianças e jovens a partir do futebol; e o Educação + Digital, criado para minimizar o impacto econômico e social na vida de jovens que dependem de computador e acesso à internet para o ensino remoto. O total de beneficiados pelas ações da Companhia chegou a mais de 17 mil pessoas.
A BNP Paribas Cardif, líder mundial em parcerias bancassurance e na distribuição de seguros de crédito, acaba de renovar sua parceria estratégica com o Banco Carrefour. A companhia de seguros é a maior especialista em prestamista do Brasil, além de ser líder global nesse produto. A aliança consiste em oferecer o seguro para os clientes que adquirirem o cartão de crédito, tanto no Carrefour, q uanto no Atacadão.
O seguro da BNP Paribas Cardif, em parceria com o Banco Carrefour, garante o pagamento de financiamentos, mensalidades ou prestações por um período predeterminado e pode ser facilmente contratado nas lojas físicas ou canais digitais do varejista. Ele traz mais segurança para o cliente, permitindo que sua família esteja amparada caso algum imprevisto como morte, incapacidade, invalidez ou desemprego venha a lhe acontecer.
Por causa da crise causada pela pandemia da Covid-19, esse tipo de seguro ganhou ainda mais relevância no Brasil. Segundo a pesquisa Protect and Project oneself: in times of crisis, realizada esse ano pela BNP Paribas Cardif e Ipsos, um instituto de pesquisa, mais de 40% dos entrevistados brasileiros não se sentem bem protegidos e desejam mais segurança financeira, principalmente para lidar com questões imprevistas relacionadas a saúde e perda de renda.
Nesse sentido, as empresas pretendem relançar o seguro prestamista, ainda no segundo semestre de 2021, para atender melhor às demandas atuais da população ao oferecer um produto mais acessível e completo, com serviços que poderão ser usados desde o primeiro dia de contratação e durante toda a jornada do cliente. Além de melhorias no produto, a BNP Paribas Cardif e o Banco Carrefour ainda prometem um aperfeiçoamento na experiência digital, com seguros fáceis de serem contratados e acionados, diversos canais de atendimento à disposição do cliente e tu do de forma simples e transparente, para que todos entendam e aproveitem os serviços e coberturas contratadas.
“Queremos apoiar e estar presentes em todos os momentos da vida dos nossos clientes, inclusive naqueles em que eles mais precisam, como é o caso das crises. Nossa pesquisa mostrou que 66% da população brasileira teve sua renda reduzida em razão da pandemia e o seguro prestamista é um importante aliado para lidar com esse tipo de situação, colaborando com a recuperação econômica dessas famílias. Por isso, seguimos trabalhando para construir um maior senso de proteção na sociedade, dando cada vez mais acesso aos produtos de seguro”, declara o Diretor Executivo Comercial da BNP Paribas Cardif, Marcel Dorf, e completa: “A parceria com o Carrefour é muito valiosa para nós, primeiro porque estamos juntos há mais de 18 anos, contribuindo para potencializar o negócio do parceiro por meio dos seguros; e segundo porque possibilita estarmos presentes em todo o Brasil, auxiliando a maior quantidade e diversidade de brasileiros com nossas soluções”.
Para André Tonelini, diretor executivo de negócios do Banco Carrefour, a renovação da parceria é mais um importante passo na construção de soluções cada vez mais práticas e acessíveis para todos os tipos de consumidores. “Somos uma fintail, uma organização financeira moderna, ágil e conectada a um ecossistema de varejo completo. Neste sentido, nossa missão é seguir entregando soluções que colaborem com o acesso ao crédito, com a inclusão digital e, também, com a praticidade na vida do cliente. Temos a certez a que esta parceria com a BNP Paribas Cardif nos ajudará a acelerar ainda mais nossas iniciativas”, finaliza.
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