Conseguro 2021: Brasil é o primeiro país do mundo a regulamentar o Open Insurance

Conseguro CNseg 2021

Fonte: CNseg

open insurance é visto com bons olhos pelos seguradores, uma vez que tem o objetivo de aumentar a inclusão securitária. No entanto, ainda precisa ser bem debatido, devido ao fato de o Brasil ser o primeiro país do mundo a criar a regulação desse mercado de seguros aberto. Esta foi a tônica da discussão do painel “Open Insurance – Desafios da implementação”, realizado hoje na Conseguro 2021. 

Participaram do painel, moderado por Alexandre Leal, diretor-executivo da CNseg, os palestrantes Chen Wei Chi, sócio de Transformação Digital e Inovação para Serviços Financeiros da EY; Leonardo Brasil, chefe de Departamento de Tecnologia da Informação da Superintendência de Seguros Privados (Susep); Thiago Barata, coordenador de Projetos do Open Insurance da Susep. Entre os debatedores, os conselheiros da estrutura inicial responsável pela governança de implementação do Open Insurance: Danilo Silveira, Diretor Executivo da FenSeg; João Batista Mendes Angelo, presidente da Comissão de Produto por Sobrevivência da FenaPrevi e diretor de Produtos da Zurich Santander; Marcio Coutinho Teixeira de Carvalho, diretor da Capemisa Capitalização; e Rodrigo Ventura, fundador e presidente do Conselho da 88i Seguradora Digital.

Alexandre Leal abriu o debate afirmando que a implementação do open insurance é um grande desafio e, por isso, requer muitas discussões e discernimento. Mas sua implementação também traz grandes oportunidades. Na opinião dele, a governança está entre as principais preocupações, assim como a proteção de dados dos clientes. 

Outro ponto relevante do debate foi a participação do corretor nesse processo. Todos os participantes avaliaram que o corretor, que é uma figura central na distribuição dos produtos, por atuar como conselheiro financeiro do cliente, terá grandes oportunidades com o crescimento do mercado. “Tanto que colocamos em audiência publica a criação da figura da Sociedade Iniciadora de Serviços de Seguros (Siss). A idéia é que qualquer que seja o intermediário esteja dentro deste conceito, seja fintech, insurtech ou varejista”, explicou Thiago Barata, da Susep. Segundo ele, a normativa pretendida se aproxima do que é criado pelo open banking, com as iniciadoras de pagamentos”.

Barata reforçou que o open insurance significa criar o ambiente para que consumidores e seguradoras acessem e compartilhem dados, de forma segura e conveniente. Estes dados serão usados para desenvolver produtos e serviços inovadores para o consumidor de seguro e de previdência, além de integrá-lo ao open banking. “Trata-se de um processo inevitável. Acontece no mundo todo e em todos os segmentos da economia. Nos baseamos em experiências de outros países, como Inglaterra, China, Estados Unidos, México. Temos trabalhado próximo ao Banco Central, buscando alinhamento com o open banking, disse. 

Leonardo Brasil lembrou que o open insurance é uma iniciativa inovadora, que apresenta  grandes desafios. Um deles é a conectividade, uma vez que existem hoje diferentes ambientes tecnológicos nas empresas. “Como isso vai ser padronizado, para que as conexões sejam feitas de forma moderna, rápida e segura, certamente é um desafio, bem como construir as plataformas que criarão um ecossistema com outros players. Como fazer esta integração é um dos pontos que vai exigir mais atenção de todos. 

Brasil afirmou que o open banking exige altos padrões de segurança do sistema bancário, o que deverá ocorrer também no setor de seguros. Outro desafio é como mostrar ao consumidor as vantagens deste sistema. Neste aspecto, completou, o corretor será um importante aliado, que pode atuar de forma consultiva. Assim, em vez de atropelados pela onda, poderemos surfá-la, afirmou.

Brasil é pioneiro em open insurance

Segundo Chen Wei Chi, o Brasil é pioneiro na implementação do open insurance. “Trata-se do primeiro modelo regulado em open insurance no mundo. O fato é que estamos todos olhando paraopen banking, o que significa que não precisamos recriar a roda”, afirmou. Para ele, como o open banking já está acontecendo, será possível usar esta experiência para evitar problemas no open insurance

Chen Wei Chi comparou o atual momento aos anos 1990, quando surgiu a internet. Segundo ele, ainda não sabemos as dificuldades, mas temos certeza de que em alguns anos teremos um novo mercado, com o cliente no centro da estratégia de todos, o que muda a forma de distribuição, os produtos e serviços, além do entendimento do cliente. 

Para Danilo Silveira, o atual cenário exige humildade de todos. “Precisamos ter a grandeza de corrigir equívocos rapidamente. Avançar e recuar de forma competente e rápida”, disse. Segundo ele, o cronograma é muito apertado, mas as seguradoras terão que atentar para diversos aspectos, como o da concorrência, por exemplo. “Temos que pensar em servir os que já consomem seguros e também em trazer novos consumidores para este modelo de negócios, que não tem regras definitivas, para podermos torná-lo mais adequado para todos os participantes desta cadeia”, disse.

A expectativa de João Batista Mendes Angelo é de que os principais atores deste mercado sejam relevantes na construção da regulamentação. “Desejamos que toda esta inserção e criação de ambiente novo se faça somando atores e garantido a preservação daqueles que trouxeram as operações de seguros ao estágio que estão hoje”, pontuou. Para ele, existe uma certa preocupação sobre como garantir a integração dos corretores a este processo de open insurance

Como inserir pessoas de menor renda, pouco educadas financeiramente, é um dos principais desafios, na visão de Marcio Coutinho Teixeira de Carvalho. “Como o consumidor, num país tão diverso como o Brasil, vai aderir a esta estrutura? Todos nós queremos a multiplicação do setor, mas temos outros desafios como colocar o produto na mão do consumidor. Temos condições de fazer umbenchmarking com produtos e estrutura, mas não com o comportamento dos consumidores, que diferem de acordo com cada região do país”, disse.

Já Rodrigo Ventura afirmou que vislumbra um cenário de grande crescimento do setor de seguros nos próximos anos. “Temos uma oportunidade fabulosa, um oceano azul, em que pessoas das classes C e D, estão à margem do mercado segurador”, disse. Na opinião dele o Brasil tem muito para crescer.

De acordo com Ventura, na China, em 2006, o setor segurador equivalia a um terço do mercado brasileiro. Hoje, é três vezes o tamanho do setor no Brasil. Esse crescimento exponencial se deu através do digital. “A explosão aconteceu por meio de diversos ecossistemas, impulsionados pelo governo. Acredito que isso vai acontecer aqui no Brasil. Somamos sinergias e avançamos juntos. Estamos num momento de transformação”, disse.

Ventura lembrou que, com o surgimento da internet, todos diziam que os Correios iriam acabar, mas o negócio de entregas se transformou em e-commerce. “O corretor vai morrer? Claro que não. Há muitas oportunidades, como se transformar em influenciador digital”, disse. A internet também muda a experiência do cliente e torna o mercado muito mais inclusivo. “As fintechs criaram acesso a serviços financeiros para uma grande parcela da população. E o mesmo vai acontecer em seguros”, completou.

Conseguro 2021: Segurança jurídica é necessária para afastar risco Brasil

Conseguro 2021 CNseg

Fonte: CNseg

Os investidores do mundo todo buscam, hoje, na segurança jurídica que cada país oferece, uma direção para a alocação de seus recursos, afirmou o Ministro Luiz Fux, Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante o painel “Segurança Jurídica nos Tempos Atuais”, na Conseguro 2021, que teve o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, como anfitrião.

De acordo com Fux, o país que não oferece segurança jurídica é alijado do business por falta de previsibilidade. Para ele, segurança jurídica é sinônimo de previsibilidade, essencial para afastar o risco Brasil. “O investidor estrangeiro procura saber o que vai acontecer se surgir um litígio”, pontuou.

Destacando que, o cidadão, no estado de direito, não pode ser surpreendido por mudanças retroativas, o ministro citou a nova lei relativa aos planos de seguro-saúde. A legislação não pode retroagir, atingindo direitos já adquiridos: “foi assim quando surgiu a nova lei de seguro saúde. O STF estabeleceu que não poderia ser aplicada aos contratos elaborados sob a lei revogada”, lembrou.

Fux afirmou que vivemos hoje, dentro do estado de direito, uma situação de exceção, devido ao flagelo da pandemia, aproveitando para manifestar solidariedade às vítimas. “Não são nomes, não são números, são pais, avós, filhos. Todos nós sofremos com isso”, afirmou.

O magistrado disse que as regras jurídicas são estabelecidas para momentos de normalidade”, citando a lei da liberdade econômica, que permite que as partes rompam os acordos esta estabelecidos quando as obrigações se tornam muito onerosas. No entanto, acrescentou, em situações excepcionais temporáriascomo o Brasil vive os pactos podem ser flexibilizados. Como exemplo, citou a redução da carga horária semanal e a redução de salários. O acordo foi autorizado pelo STF, sem a interferência dos sindicatos, para preservar empregos e evitar o fechamento de empresas. “O Direito Brasileiro procura o cumprimento dos pactos, mas não há como não conviver com a cláusula da imprevisão”, afirmou.

Fux destacou que a “litigância desenfreada” gera preocupação no campo da segurança jurídica. “Ninguém aguenta uma eternidade para a resolução de seu processo. Todo processo deve ter uma duração razoável porque a Constituição estabeleceu como direito fundamental esse prazo razoável”, explicou. A segurança jurídica é previsibilidade e uma questão de justiça, natural ao estado de direito, concluiu Fux.

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, mencionou no início do painel o desafio que a pandemia trouxe para a sociedade. “Diante dessa crise sem precedentes, foram impostos obstáculos à normalização da vida de todos os brasileiros, exigindo medidas públicas para compatibilizar interesses econômicos e os direitos sociais”, destacou.

Estabelecer metas é essencial para ações de inclusão bem-sucedidas

Conseguro 2021 CNseg

Fonte: CNseg

 

Fundadora do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), a conferencista Luana Génot abriu o painel “Diversidade & Inclusão: por que é importante falar sobre isso?”, chamando a atenção para a campanha #simaigualdaderacial, promovida pela instituição a qual preside. O objetivo é mostrar que não basta dizer não ao racismo, mas sim, propor caminhos para avançar na temática, com políticas e ações efetivas.  Em seguida, Luana falou sobre a diferença entre diversidade e inclusão.

“Diversidade contempla saberes, gêneros, pessoas com deficiência, cores e raças e etnias. Por excelência, todos os ambientes são diversos porque as pessoas são diferentes. Porém, inclusão é dar um passo além e fazer um movimento para incluir os grupos que estão sub-representados nesses ambientes”, ensina. Para isso, é necessário um plano de ação e métricas definidas, levando em consideração pilares, metas, prazos, intersecções e investimento financeiro.  

Aqui no Brasil, as empresas que buscam alcançar o selo do ID-BR – que indica fases de uma jornada para a mudança de cultura corporativa para ações mais propositivas para combater o racismo – são da área varejista, com 32%. Esse fato pode ser explicado porque essas companhias costumam ser grandes anunciantes e têm maior contato com os consumidores.

“Na nossa jornada do selo não temos nenhuma empresa seguradora, o que mostra um movimento mais tímido em relação a essa pauta”, avalia Luana. A conferencista também trouxe outro ponto de reflexão: “Se o Brasil é um País de maioria negra e triplicou o número de pessoas negras no Ensino Superior, onde estão as lideranças negras nas seguradoras? E como as seguradoras estão se engajando na pauta antirracista? Se hoje estamos discutindo esse tema na Conseguro é porque podemos melhorar o engajamento das seguradoras”, afirma.

Equidade de gênero

Dando prosseguimento ao debate, a presidente da Sou Segura, Simone Vizani destacou o descompasso entre mulheres brancas e negras no setor segurador. 

“Menos de 1% estão em cargo de alta liderança e representam menos de 10% de todos os colaboradores, indicando que temos ainda muito a caminhar nesse universo de diversidade e inclusão de raça”, avalia.  Simone chama a atenção para os dados mais recentes do Relatório de Sustentabilidade da CNseg, indicando que 55,6% das empresas assinam compromissos com a ONU Mulheres para melhorar a presença de cargos femininos em posição de liderança.  

“57,6% de mulheres integram o mercado segurador e apenas 22,8% são diretoras. Ou seja, há um achatamento a partir dos cargos gerenciais, sem muita perspectiva de crescimento. Isso se deve a muitos fatores, mas as empresas precisam, sim, olhar para as suas políticas e criar possibilidade de ascensão na carreira dessas mulheres”, avalia. 

Um dado positivo é que 90% das empresas já adotam políticas de diversidade e inclusão. “Demonstra uma evolução das intenções das práticas e das ações. Ainda que demorado, estamos no caminho da equidade de gênero”, afirma. 

Cenário promissor

A diretora Vice-presidente Financeira & CFO da Prudential do Brasil, Thereza Moreno, comentou os desafios que enfrentou em 30 anos de carreira. “Como mulher, negra e de Exatas, tive pouca representatividade ao longo da minha jornada de trabalho. Sou atuária, especializada em seguros, não tinha muitas mulheres na minha turma, muito menos negras. Tive muita sorte porque a minha primeira chefe em um órgão público foi uma mulher negra, o que fez muita diferença no futuro que eu pude ter. Embora me visse representada, à medida em que avancei profissionalmente, tive menos representatividade. Atualmente, conheço outras mulheres negras em cargo de chefia. Somos poucas, mas não estou sozinha”.

CEO da AXA Seguros, Erika Medici afirmou que a seguradora tem como meta a paridade de gênero em cargos executivos até 2023.

“Boas práticas passam também pelo RH. Implementamos a licença-maternidade de seis meses para a mãe e de 30 dias para o pai. Definimos também que em todas as nossas contratações precisamos receber currículos de outros gêneros. Precisamos ter a igualdade das ofertas nas nossas avaliações”, explica. Outro diferencial da empresa é fazer com o que os prestadores de serviço na área de sinistros passem por treinamentos de diversidade e inclusão. 

A moderadora Patrícia Coimbra, presidente da Comissão de Recursos Humanos da CNseg e vice-presidente de Capital Humano, Administrativo, Sustentabilidade e Marketing da SulAmérica Seguros, encerrou o debate reforçando que diversidade e inclusão não é apenas uma pauta para que a sociedade seja realmente inclusiva.

“Está comprovado que diversidade traz decisões mais robustas, permite inovação, atrai e retém talentos e traz representatividade de clientes e parceiros”. 

Parceria entre Zurich e startup PAI Health mira prevenção da saúde de colaboradores

Carlos Toledo

Fonte: Zurich

A Zurich no Brasil está iniciando um programa junto aos seus 1.500 funcionários, em parceria com a empresa canadense PAI Health. A startup, que venceu a etapa nacional do Campeonato de Inovação promovido pela Zurich em 2020, colocará em teste com os colaboradores da seguradora o seu aplicativo, cujo método é cientificamente validado para prevenção de doenças cardiovasculares por meio do monitoramento da atividade física de seus usuários. 

A tecnologia PAI Health tem como principal métrica o Personal Activity Intelligence (PAI), fruto do rastreamento de atividades físicas e da frequência cardíaca do usuário. Registradas no aplicativo por meio do uso de um smartwatch (relógio digital de última geração), as informações do indivíduo são convertidas em uma pontuação personalizada e semanal, com base em seu perfil e frequência cardíaca. 

Aliás, o aplicativo tem eficácia comprovada: o algoritmo do PAI foi validado através do HUNT, um dos maiores estudos em saúde do mundo. Os resultados de mais de 25 anos acompanhando milhares de pessoas mostram que manter a pontuação de 100 ou mais do PAI proporciona uma redução média de 25% no risco de mortalidade por doenças cardiovasculares, além de prevenir outras doenças crônicas relacionadas ao estilo de vida, como hipertensão, diabetes e obesidade. 

Para participação no programa, os primeiros 150 funcionários contam com ajuda de custo para aquisição dos relógios digitais, benefício que poderá ser estendido para mais funcionários, dependendo do nível de adesão.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), “doenças cardiovasculares, afecções do coração e da circulação representam a principal causa de mortes no Brasil. São mais de 1.100 mortes por dia, cerca de 46 por hora, uma a cada 90 segundos”. O “Cardiômetro”, da SBC e que é um indicador dessas mortes, aponta que somente neste ano, até o começo de junho, foram registrados mais de 175 mil óbitos. A entidade estima que, até o final 2021, esse número ultrapassará 400 mil óbitos – e que muitos deles poderiam ser evitados com cuidados preventivos.

“A métrica PAI fornece uma visão prática sobre quanta atividade é necessária para cada indivíduo melhorar ou manter uma boa aptidão cardiorrespiratória, com apenas um indicador é possível saber se os exercícios físicos que fazemos estão de fato contribuindo para a proteção da saúde cardíaca”, explica Ismael José de Andrade Junior, Superintendente de Estratégia e Inovação da Zurich no Brasil. 

“Por ser uma tecnologia baseada em métodos comprovados pela ciência, e extremamente moderna, acreditamos no seu potencial de ajudar a proteger e gerir a saúde dos nossos colaboradores, aumentando sua qualidade de vida”, aponta o executivo, que conta que o pacote de ferramentas da startup inclui um aplicativo móvel, um painel de relatórios administrativos e analíticos e uma interface de programação de aplicativos (API) para fácil integração com aplicativos de terceiros.

Além disso, o fato de os funcionários da Zurich serem os primeiros a se beneficiar da iniciativa inovadora da empresa os torna, também, cocriadores. A razão é que, após avaliarem a tecnologia do app, ele poderá ser ofertado aos clientes da seguradora em todo o país, se bem-sucedido.

“A parceria com a Zurich oferece uma oportunidade fantástica de mostrar o PAI em grande escala e provar sua eficácia como uma solução preventiva de saúde”, afirma Sally Powell, gerente geral da PAI Health. “Estamos confiantes de que nossa solução pode melhorar os resultados de saúde e impulsionar mudanças significativas no estilo de vida, e estamos satisfeitos por colaborar com um líder global de seguros na vanguarda da inovação em saúde e bem-estar”, finaliza.

Tendências de cuidado com funcionários e Programa Equilíbrio Z 

De acordo com o relatório “Moldando um futuro de trabalho melhor: Percepções do mercado global e local”, elaborado em uma parceria entre a Zurich e a Universidade de Oxford, os funcionários em todo o mundo esperam que seus empregadores participem mais de seu bem-estar geral, perspectiva que foi intensificada com a pandemia do novo coronavírus.

Na Zurich, a proposta de cuidar da saúde do coração dos colaboradores é mais uma das iniciativas do Programa Equilíbrio Z, que desde 2019 dispõe de uma série de benefícios para os funcionários em quatro dimensões da saúde: física, emocional, social e financeira.

Em maio, a companhia já havia dado um passo importante a fim de contribuir para o bem-estar de seus colaboradores, com o lançamento do aplicativo Equilíbrio Z, que fornece questionários, protocolos de avaliação e outras ferramentas para a gestão global da saúde dos funcionários e de seus familiares.

Para Carlos Toledo, Diretor Executivo de Recursos Humanos da Zurich, a disponibilização do PAI Health (que conta, ainda, com um subsídio da seguradora para a aquisição do smartwatch), é, portanto, uma iniciativa que materializa o desejo da Zurich em crescer junto de seus colaboradores. 

“Entendemos que só é possível crescer mutuamente se garantirmos, ao máximo, uma boa qualidade de vida e o bem-estar dos nossos colaboradores, em todas as esferas. O PAI Health é mais um passo em consonância com esse objetivo, que é um dos pilares de atuação da Zurich no Brasil”, finaliza o diretor.

Tokio Marine realiza doação de mil cestas básicas para iniciativa Família em Ação da Fenacor

José Adalberto Ferrara Tokio marine

Fonte: Tokio Marine

Cada vez mais comprometida em contribuir com a sociedade, a Tokio Marine, uma das maiores Seguradoras do País, promoveu a doação de mil cestas básicas durante o “Conexão Futuro Seguro 2021”, promovido pela Fenacor, ENS e Sincors, entre os meses de junho e agosto. O anúncio da doação foi feito pelo Diretor Comercial Nacional Varejo, João Luiz de Lima, durante o lançamento oficial do evento.

A iniciativa faz parte de um sólido compromisso da Tokio Marine com práticas de ESG (Environmental, Social and Governance). “Além de proporcionar proteção e segurança às Pessoas e às Empresas, temos como missão contribuir para o desenvolvimento da sociedade. E ações como a doação das cestas básicas vão ao encontro desse compromisso”, declara o Presidente da Seguradora, José Adalberto Ferrara.

As mil cestas doadas, bem como as demais arrecadações feitas durante o evento, serão encaminhadas a instituições sociais, por meio do movimento Família em Ação, criado pela Fenacor. “Parabenizamos o presidente da Fenacor, Armando Vergílio, pela atitude. Temos certeza de que estes alimentos serão muito importantes para ajudar as famílias mais carentes, especialmente as que foram mais afetadas pelos efeitos da pandemia na economia”, complementa Ferrara.

Conexão Futuro Seguro 2021

O “Conexão Futuro Seguro 2021” foi promovido entre junho e agosto, de forma on-line, com uma programação focada em inovação, empreendedorismo e transformação digital, direcionada aos Corretores de Seguros. 

Em sua participação no evento, Ferrara frisou que o mercado de seguros está atento a todas as mudanças que têm sido propostas pela Susep. Ele também reforçou a importância da parceria da Tokio Marine com os Corretores e as Assessorias de Seguros. “Os Corretores são os grandes protagonistas do nosso mercado e têm dado inúmeras demonstrações do quanto estão inseridos nas mudanças digitais que estão revolucionando o setor. Nós não vislumbramos nenhum modelo de comercialização que exclua estes profissionais do negócio, até mesmo porque eles têm os clientes em mãos e são fundamentais para aumentar a participação da indústria securitária no PIB”, conclui Ferrara.

Em parceria com o C6 Bank, SURA oferece solução seguro para motoristas em rodovias durante suas viagens

Fonte: SURA

A Seguros SURA, em parceria com o C6 Bank, desenvolveu o Seguro C6 Tag Rodovia. Modelo inédito no país, a solução está disponível por apenas R$ 5 por mês aos usuários do C6 Tag, sistema de pagamento automático de pedágios e estacionamentos oferecido pelo C6 Bank. 

De acordo com Gabriel Bugallo, Vice-presidente de Seguros da Seguros SURA, essa é uma solução específica “pensada para oferecer experiências exclusivas aos clientes que priorizam segurança e atendimento exclusivo durante o seu trajeto nas rodovias pedagiadas. Nós na SURA trabalhamos continuamente na oferta de produtos alternativos para possibilitar que mais pessoas sigam seguras, e ficamos muito satisfeitos em apoiar o C6 em mais essa oferta de valor aos seus clientes”. 

O Seguro C6 Tag Rodovia disponibiliza em todas as estradas pedagiadas do país guincho 24 horas por dia, táxi gratuito para terminar a viagem em um perímetro de até 400 km do local do acidente e hospedagem para ocorrências durante a madrugada. Além disso, o serviço oferece uma cobertura de até R﹩ 5 mil para danos em veículos próprios e de terceiros. E para quem já possui Seguro de Automóvel, o segurado pode usar esse valor para ajudar a pagar a franquia de danos materiais. 

“Hoje, menos de 20% da frota brasileira é segurada. Com uma mensalidade cujo valor é inferior ao pedágio cobrado em muitas praças, o cliente C6 Tag que já tem a praticidade da cobrança automática pode contar também com a tranquilidade e proteção do seguro”, diz Fabio Basilone, head de Seguros do C6 Bank. 

A solução está disponível para carros, incluindo automóveis particulares, táxis e aqueles que operam com aplicativos de transporte de passageiros, independentemente do ano de fabricação. 

A contratação do seguro é simplificada pelo próprio app do C6 Bank sem a necessidade de preencher formulários ou fazer avaliações do veículo. Para contratar, basta o cliente ter um C6 Tag ativo e ele estará coberto imediatamente após concordar com os termos e finalizar a contratação. A cobrança mensal de R$ 5 é recorrente e feita em débito em conta tendo como base a data de contratação do seguro. 

Brasil realiza congresso internacional sobre direito do seguro

ibds

O Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ-CJF) e o Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), com apoio do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Academia Sino-Lusófona da Universidade de Coimbra (ASL-UC), realizarão de 23 a 26 de novembro, o II Congresso Internacional de Direito do Seguro e o VIII Fórum José Sollero Filho.

A coordenação do evento ficará a cargo de Jorge Mussi (ministro do CJF), Paulo de Tarso Sanseverino (ministro do STJ), Ernesto Tzirulnik (presidente do IBDS) e João Nuno Calvão da Silva (professor na ASL-UC)

Esta edição será virtual e homenageia a contribuição dos professores José Carlos Moitinho de Almeida e Hubert Groutel, além de Ruy Rosado de Aguiar Júnior (in memoriam) e João Calvão da Silva (in memoriam).

O evento terá três palestras magnas e 10 painéis, e contará com a participação de juristas do Brasil, Cabo Verde, Canadá, China, Colômbia, Escócia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Países Baixos, Peru e Portugal, entre outros. 

As inscrições são gratuitas, mas limitadas, e haverá tradução simultânea. 

Para mais informações, programação completa e inscrição, através do site: https://forum.ibds.com.br/

Conseguro 2021: Avaliação da Tecnologia em Saúde é tida como uma aliada na sustentabilidade da saúde suplementar

Conseguro 2021 CNseg


Fonte: CNseg

A saúde é o único setor em que a adoção de tecnologia significa aumento de custos. Em todos os outros setores da economia, representa redução. Como, então, financiar o custo da saúde em paralelo à adoção de novas tecnologias? A provocação foi feita por Vera Valente, diretora executiva da Federação Nacional de Saúde (FenaSaúde), durante o painel “O desafio do acesso à inovação em saúde”, da Conseguro 2021, o congresso da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg.

O tema instigou os palestrantes Denizar Vianna, professor titular e pró-reitor da UERJ, e o deputado federal Luiz Antônio Teixeira (PP-RJ), o Dr. Luizinho, a jogar luz sobre esta complexa equação. Segundo Vera, o papel das inovações e os mecanismos de precificação e financiamento compõem o debate mais atual em todos os sistemas de saúde. Um dos pontos mais sensíveis, atualmente, é o risco de derrubada do veto ao Projeto de Lei nº 6.330/19, que prevê a ampliação do acesso a tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral para os beneficiários de planos de saúde. Essa liberação se daria a partir, única e exclusivamente, do registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem que seja analisada também pela área técnica da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Pela proposta, os medicamentos devem ser fornecidos em até 48 horas depois da prescrição médica.

Vera Valente avalia que essa mudança abriria espaço para o gasto excessivo com medicamentos sem comprovação de custo-efetividade, eliminando uma etapa importante do processo adotado pelas maiores economias do mundo, a Avaliação da Tecnologia em Saúde (ATS). Caso o veto seja derrubado, haverá impacto direto sobre os reajustes dos planos de saúde, o que vai no caminho contrário do que se almeja: um número maior de pessoas atendidas pela saúde privada para que o SUS seja o sistema para aqueles que mais necessitam. 

Os palestrantes concordaram que é preciso avaliar os reais benefícios das novas tecnologias e se os custos compensam a sua utilização. A área de saúde apresenta rotineiramente novas tecnologias, o que é positivo, mas é necessário que sejam criados critérios para sua incorporação com base em resultados reais. O orçamento do sistema nunca crescerá na mesma velocidade que o lançamento de inovações na área de saúde, mas toda empresa precisa ter o mínimo de previsibilidade sobre gastos, comentou o especialista em saúde, Denizar Vianna. “A sustentabilidade do setor de saúde está no tripé acesso à população, qualidade assistencial e sustentabilidade”, defendeu. 

Segundo Denizar Vianna, o grande desafio da saúde suplementar é aumentar o acesso da população aos tratamentos. “A ANS precisa olhar os indicadores de resultados e cobrar das operadoras transparência dos custos. O indutor do processo é a ANS e o melhor caminho é o uso da ATS (Avaliação de Tecnologias em Saúde), uma ferramenta fundamental para melhorar a qualidade do segmento e desafogar o sistema público de saúde, permitindo um aumento da escala e diluição de custos da saúde suplementar.”

Para ele, é preciso ter uma base política que compreenda o funcionamento do sistema de saúde suplementar. “Eles precisam entender melhor a cadeia do setor, para não ficarem reféns das campanhas de mídias financiadas por grupos empresariais que desrespeitam as leis e colocam em risco o sistema de saúde suplementar”, afirmou. 

O Deputado Dr. Luizinho avalia que educar os políticos, com debates, congressos e seminários é uma agenda importante. “Temos muito a avançar no país neste tema, no Brasil e no mundo. O acesso à tecnologia barateia o setor de serviços, mas em saúde, não. Se aumentar a base de clientes, com planos de preços acessíveis, o custo da tecnologia será diluído. Já se diminuir a base, o custo será inviável para a população e uma grande parte dela vai migrar para o SUS, sobrecarregando o sistema público”. 

A diretora da FenaSaúde usou como exemplo durante a discussão o medicamento para tratamento da AME (Atrofia Muscular Espinhal), o Zolgensma. “Nos EUA, cada tratamento custa em média o equivalente a R$ 12 milhões por paciente. Levando-se em conta a probabilidade de nascimento de crianças que podem ter a doença, só o tratamento de AME poderia custar R$ 1,8 bilhão aos cofres do SUS por ano”.

Para a FenaSaúde, a ATS deve ser tomada como etapa obrigatória, trazendo a segurança clínica e prevenindo a “toxicidade financeira”, termo usado por Stephan Stefani para demonstrar que temos que avaliar também as consequências econômicas da incorporação.


Conseguro 2021: Custo médio de ataque cibernético chegou a US$ 15 milhões no mundo

Conseguro 2021 CNseg

Fonte: CNseg

A rápida digitalização da economia como resposta à política de isolamento social e combate à Covid-19 teve como efeito colateral um aumento expressivo dos ataques cibernéticos. O chamado ransoware, invasão dos sistemas com posterior pedido de resgate, disparou ao longo da pandemia e colocou todos em alerta. No setor de seguros, uma das respostas à nova realidade é a circular 638, da Superintendência de Seguros Privados (Susep) que dispõe sobre requisitos de segurança cibernética a serem observados pelas sociedades seguradoras.

“Há um mundo novo que vem com novos riscos. Os ataques cibernéticos não são uma ameaça, mas uma realidade. O regulador, naturalmente, reage a este novo cenário, tomando o cuidado de adotar medidas que impulsionem a transformação e não a retarde, de forma segura”, comentou Victor de Almeida França, coordenador de Regulação de Riscos Ativos e Controle Internos da Susep, ao participar do painel “Segurança Cibernética”, na Conseguro 2021 da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg.

O representante da Susep apresentou dados sobre a intensificação dos ataques cibernéticos, lembrando que o setor de seguros é bastante visado por ser intensivo em dados. Em 2019, segundo levantamento da Accenture, o custo médio de cada ataque no setor de seguros chegou a US$ 15 milhões no mundo. No Brasil, o custo médio gira na faixa de US$ 7 milhões anuais. Em relação às tentativas de ataque, foram registradas no Brasil 8,4 bilhões de tentativas no ano passado, contra 3,2 bilhões só no primeiro trimestre deste ano. “Os números mostram que as coisas não estão melhorando e é preciso avançar na proteção das informações”, ressaltou França acrescentando que os ransowares, como os que tiraram do ar o STJ por 15 dias, e a utilização de dados em nuvem, pelo risco de algum vazamento, preocupam o regulador.

Sobre a circular 638/21, o coordenador citou alguns pontos importantes, como definir que a política de segurança cibernética é complementar à política de gestão de risco, criar regras para terceirização de serviços de armazenamento de dados, definir a classificação de dados e situações de risco e dar diretrizes para a implementação de processos de segurança cibernética, entre outros. “Um ponto importante é que as seguradoras, quando forem alvo de um ataque, terão que compartilhar as informações a respeito do ocorrido, o que contribuirá para mitigar vulnerabilidades semelhantes que possam existir em outros players. Isto melhorará o risco sistêmico”, acrescentou.

Sylvia Varoto, presidente da Comissão de Assuntos Jurídicos da FenSeg e superintendente Jurídica da Allianz Seguros, elogiou a iniciativa da Susep. “É ótimo ter o órgão regulador ao nosso lado, preocupado com o risco cibernético, isto nos dá mais confiança no trabalho das seguradoras”, comentou a coordenadora do painel, acrescentando que o setor de seguros ficou muito mais exposto pela rápida digitalização dos processos ao longo da pandemia.

Sobre o compartilhamento das informações dos ataques feitos às seguradoras, que a Susep optou por deixar que as próprias empresas definam o melhor modelo, Wagner Pereira, especialista em Cyber Security da Zurich comentou que o tema já está em debate em comissões temáticas da CNSeg. “O objetivo é que o compartilhamento seja bastante técnico, mostrando qual o vetor de ataque, o método usado e o ponto de vulnerabilidade daquela seguradora”, explicou Pereira. “A troca de experiências vai aumentar a segurança de todo o mercado segurador ao evitar que aquele tipo de ataque por uma determinada vulnerabilidade se repita em outra seguradora”.

O executivo da Zurich lembrou que as seguradoras vêm investindo na segurança de seus sistemas, mas que há muito a ser feito. “Não basta ter uma equipe dedicada à segurança com riscos identificados e mapeados, é preciso também ter um plano de ação para falhas, já elaborado”, disse.

Em relação ao desenvolvimento de coberturas voltadas para proteção dos contra ataques cibernéticos, os painelistas lembraram que o caminho ainda é longo e que o limite de aceitação do risco pode ser uma dificuldade. “Existem vários tipos de ransoware e alguns com exigências de pagamento de resgates a valores enormes. Precisa ver se o mercado segurador tem apetite para tanto risco ou se vai seguir com sublimites para coberturas de ataques cibernéticos. É um debate importante”, comentou Fred Ferreira, CEO da Austral Seguradora.  Ele acrescentou que antes de ofertar produtos específicos, muitas empresas fazem uma consultoria com as companhias para que elas melhorem e passem a ter um risco aceitável pelo mercado.

Diego Massara, membro da Comissão de Assuntos Jurídicos da CNseg e Superintendente Jurídico Corporativo da Junto Seguros, lembrou que além da circular 638, que vai exigir adaptações das seguradoras, outra ponto de atenção é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “Você deve ter um executivo responsável, uma área dedicada à segurança, mas a responsabilidade é de todos. É preciso proteger os dados dos clientes, mas também dos corretores, colaboradores e outros prestadores de serviço”, comentou Massara.

Sobre a circular 638, o executivo elogiou a iniciativa da Susep, acrescentando que o primeiro passo e o mais essencial é mapear e conhecer os riscos de cada companhia. “Risco ruim é risco desconhecido. Temos novidades regulatórias, legais, e já sabemos como caminhar”, concluiu.

Standar&Poor’s mantém tem “brAAA”rating de crédito do IRB Brasil RE

IRB Brasil re

FOnte: IRB

A agência de classificação de riscos Standard&Poor’s Global Ratings manteve em “brAAA” o rating de crédito de emissor do IRB Brasil RE na escala Nacional Brasil, com perspectiva estável, informou em relatório enviado à companhia ontem (30/09). 

“O rating é a continuidade do reconhecimento de que as medidas de recuperação financeira e da credibilidade da companhia implementadas desde o início do ano passado estão surtindo resultados perenes”, diz o vice-presidente executivo de Riscos, Conformidade e Jurídico do IRB, Carlos Guerra.  

Segundo o relatório, a S&P conferiu perspectiva estável ao rating porque a agência espera que o desempenho operacional do IRB “se estabilize nos próximos dois anos”. “A perspectiva também incorpora nossa expectativa de que as mudanças na administração e no conselho fortalecerão a cultura de risco da resseguradora e que as exigências de reservas se estabilizarão, já que grande parte dos ajustes nas reservas devido à condução do processo de due diligence foi feita no ano passado”, afirma o documento. 

Apesar de considerar que “problemas de governança do passado ainda afetam o desempenho operacional atual”, a S&P, diz o relatório, opina que o IRB introduziu melhorias significativas nessa área. A agência avalia também que a liquidez do IRB é adequada.