Corretora de seguros Howden Harmonia nomeia Claudia Machado como VP de Benefícios

corretora howden

Fonte: Howden

A Howden Harmonia Corretora de Seguros anuncia a chegada de Claudia Machado como VP de Benefícios no Brasil. Com mais de 30 anos de experiência na área de seguros e benefícios para colaboradores, Claudia exerceu cargos de liderança em diversas empresas ao longo de sua trajetória, como Lazam MDS Corretora de Seguros, MBS Seguros, It´s Segs Seguros Inteligentes e, mais recentemente, como VP Comercial e de Parcerias na ViBe – plataforma digital de saúde e bem-estar.

Dalve Ortolani, CEO da Howden Re, comemora a chegada da especialista: “Estamos orgulhosos por receber em nosso time uma profissional com a história e reputação da Claudia no mercado brasileiro de seguros, principalmente por suas conquistas e realizações na área de Benefícios. Sem dúvida ela contribuirá para o desenvolvimento de produtos e o aprimoramento da qualidade dos serviços aos nossos clientes, além de estreitar ainda mais a relação com os nossos parceiros e fornecedores do mercado. Seja muito bem-vinda!”.

Comentando sobre a sua nomeação, a executiva diz: “Benefícios Corporativos são um investimento relevante das empresas e sabemos que a pandemia gerou novos hábitos e comportamentos, assim como novas abordagens em Recursos Humanos, fazendo com que um novo mercado se apresente, com diferentes produtos e serviços. A saúde vai além do cuidado físico e já se sabe o impacto que o bem-estar e a saúde mental dos colaboradores geram no resultado das empresas. Estou pronta para ampliar a oferta de serviços da Howden com tecnologia e inovação e apoiar os RH’s nesse objetivo”, finaliza.

Setor de seguros poderá crescer até 10,3% em 2022, segundo CNseg

Fonte: CNseg

O setor de seguros poderá crescer até 10,3% neste ano (sem Saúde e DPVAT) em relação a 2021, informa a nova edição da “Conjuntura CNseg” (nº 68)” publicação da Confederação Nacional das Seguradoras- CNseg, reforçando a tendência de alta da demanda pela proteção contra riscos. Nas projeções por segmentos, o da Saúde Suplementar fica com alta entre 7,1% e 12,3%. Já o de Danos e Responsabilidades pode evoluir de 4,6% a 12,5%.  No segmento de Cobertura de Pessoas, a projeção é também de alta, de 3,8% a 9,7%, enquanto o Capitalização pode evoluir de 2% a 6,9%.

Nas projeções de 2023, o volume de seguros de Danos e Responsabilidades têm previsão de crescimento de 1,5% no cenário pessimista e de 10,6% no otimista. Na Cobertura de Pessoas, a variação oscila de 3,4% a 8,9%, enquanto na Capitalização, alta de 3,3% a 8,7%. Na Saúde Suplementar, a estimativa é de alta no volume, de 2,1% a 10% no próximo ano.

A edição 68 da “Conjuntura CNseg” contempla ainda a análise de outros temas relevantes do setor de seguros.  A publicação tem “box”, por exemplo, sobre a agenda ASG (Ambiental, Social e Governança), que deu um passo importante por meio da minuta de Circular Susep sobre requisitos de sustentabilidade. Na pauta ainda, a crescente atenção do setor segurador para os riscos do ambiente digital e os modelos de projeção de negócios, que são ferramentas para apoiar gestores e estratégicas para a gestão dos ativos que garantem riscos.

O atual cenário dos Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR’s) instaurados nos Tribunais de Justiça e o exercício do direito de regresso da seguradora em face das concessionárias de energia elétrica são outros destaques do universo jurídico. A Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais) comenta a exigência de seguro de programas habitacionais do Governo. A exigência do Seguro de Danos Estruturais abre um novo horizonte para as empresas seguradoras, além de fortalecer o próprio merca/do de construção civil.

Texto do presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), Edson Franco, destaca o papel da Previdência Privada no contexto da pandemia, reforçando que, no próximo triênio (2022-2024), a prioridade da Federação será manter uma agenda permanente de diálogo com a sociedade, com os Três Poderes e entidades associativas. Sobre a Saúde Suplementar, artigo aponta que a sustentabilidade do sistema privado passa por ampliar acesso e baixar os custos da assistência, para impedir que os planos se tornem impeditivos.

Outro “box” avalia o desempenho do segmento de Capitalização, que no biênio de 2020/2021 movimentou mais de R$ 40,2 bilhões entre resgates e premiações de sorteios. A FenaCap (Federação Nacional de Capitalização) entende que 2022 será mais um ano de crescimento, construído a partir das respostas a um ambiente econômico desafiador.

Na seção destinada à produção acadêmica, destaque para cinco artigos: a publicação internacional “Insurance Company Opportunities and Threats”; “Efeitos redistributivos da Reforma da Previdência”, “MAC: uma proposta para metas atuariais consistentes em fundos de pensão”; “Efeito de alterações no preço de referência sobre as indenizações do Seguro Agrícola de Faturamento da soja no Brasil” e “Uma Análise Setorial da Indústria de Seguros à Luz do Modelo Estrutura-Conduta-Desempenho (ECD): A Contribuição do Setor para a Atividade Econômica Brasileira nos Últimos 15 Anos.

CNseg celebra o Dia do Consumidor e do Ouvidor com amplo debate em webinar

cnseg webinar

Fonte: CNseg

O webinar Balanço e Perspectivas para a Defesa do Consumidor, realizado pela CNseg em 30 de março, teve o objetivo de celebrar o Dia Internacional do Consumidor e o Dia do Ouvidor, que acontecem em 15 e 16 de março, respectivamente. 

O evento contou com a participação da Diretora-Executiva da CNseg Solange Beatriz; do Presidente do Procons Brasil, Marcelo Nascimento; da idealizadora do projeto “É no acordo que sairemos somos mais fortes”, Cláudia Schenkel; da Ouvidora da Caixa Seguradora, Kédina Rodrigues; da Ouvidora da Mapfre, Claudia Wharton; da Diretora Executiva da FenaPrevi, Beatriz Herranz; do Presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg, Silas Rivelle, da Presidente da Comissão de Relações de Consumo da CNseg, Maria Carolina de Oliveira; e do advogado e professor de Direito do Consumidor, Ricardo Morishita, como moderador. 

Em sua fala de abertura, Solange Beatriz relatou ações da Confederação das Seguradoras em prol do fortalecimento dos consumidores, como a criação das Comissões de Ouvidoria e de Relações de Consumo, e dos eventos, como a Conferências de Proteção do Consumidor de Seguros, os Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros e a Celebração do Dia do Consumidor e do Ouvidor. Além disso, lembrou a Diretora, a CNseg também publica anualmente o Relatório de Atividades das Ouvidorias, com informações sobre os temas mais demandados pelos consumidores, e o Guia de Acesso do Consumidor às Empresas de Seguro, que facilita o acesso dos consumidores e dos Procons às seguradoras. 

O Presidente do Procons Brasil, Marcelo Nascimento, iniciou sua participação parabenizando a CNseg “por tudo que tem feito em prol dos consumidores e para estreitar os laços com os Procons e demais órgãos de defesa do consumidor”, tecendo especial elogio aos Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros, iniciativa da CNseg de aproximação com os Procons de todas as regiões do Brasil que, em suas palavras, “têm um importante papel no fortalecimento das relações de consumo”. 

 Pandemia fez emergir a categoria do vulnerável digital 

 Nascimento explicou que a pandemia, e toda a aceleração tecnológica trazida por ela para as relações de consumo, fez emergir uma nova categoria de vulneráveis, que são os vulneráveis digitais. Pessoas que não estavam acostumadas a interagir no meio digital e passaram ter que utilizar o comércio eletrônico com mais frequência. “A compra por meios digitais é mais complexa, pois você pode entrar no marketplace de uma empresa, comprar ali o produto de uma outra empresa e a entrega ser feita por uma terceira empresa”, afirmou. 

Entrando no debate, antes de chamar o próximo palestrante, o moderador Ricardo Morishita afirmou que a pandemia causou grande impacto na vida dos cidadãos e das empresas e que a interação entre a sociedade e o Estado é muito importante para a construção da esperança, principalmente em momentos críticos, como o atual. 

A ex-coordenadora do Procon de Novo Hamburgo, Cláudia Schenkel, apresentou, então, o projeto “É no acordo que sairemos somos mais fortes”, idealizado no Procon da cidade, em 2020. O projeto buscou fortalecer o diálogo, a cooperação e a solidariedade entre fornecedores e consumidores, na busca por alternativas para superar a crise. Para isso, foram produzidos diversos vídeos, além de outras ações que contaram com o apoio de voluntários. “A campanha mostra que cada um precisa fazer a sua parte para conseguirmos crescer como seres humanos e sociedades”, afirmou. 

 Atendimento mais consciente, flexível e com mais sensibilidade veio pra ficar 

Em seguida, a Ouvidora da Mapfre, Claudia Wharton, relatou que, durante a pandemia, uma maior busca por esclarecimentos e o aumento da contratação do Seguro Residencial fizeram a central de atendimento da seguradora alcançar um recorde de atendimentos. Com mais de R$ 16 milhões doados para o combate à Covid-19, a empresa também revisou sua comunicação no período para fortalecer a acolhida dos consumidores por meio de um atendimento mais consciente, flexível e com mais sensibilidade que, segundo ela, “veio para ficar”. 

Kédina Rodrigues, Ouvidora da Caixa Seguradora, disse que, apesar do distanciamento físico, a pandemia fez estreitar as relações pessoais, fortalecendo a percepção de que a vida do outro importa muito e que os detalhes de uma escuta vão muito além do que já era feito. “O que já era bom, ficou agora muito melhor”, concluiu. 

A Diretora-Executiva da FenaPrevi, Beatriz Herranz, afirmou que as empresas que integram a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida são muito conscientes da responsabilidade advinda da confiança que os consumidores depositam nelas. E para fazer jus a essa confiança, afirmou Beatriz, o setor abriu mão de cláusulas contratuais no seguro de vida que excluíam a cobertura de sinistros gerados pela pandemia, arcando com indenizações relacionadas à Covid-19 um valor de R$6,3 bilhões, que “permitiu que várias famílias conseguissem passar por esse momento tão difícil de forma mais tranquila”. 

A importância do planejamento previdenciário 

A Diretora da FenaPrevi também lembrou que uma das missões da Federação é divulgar a importância do planejamento previdenciário. Missão cuja importância foi reafirmada por pesquisa que identificou que uma das principais preocupações dos consumidores é com a sua família. Apesar disso, lembrou, apenas 17% dos entrevistados tinham seguro de vida.  

O Presidente da Comissão de Ouvidoria da CNseg, Silas Rivelle, também abordando os Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros, explicou que antes desses encontros, o relacionamento entre CNseg, seguradoras e Procons era muito formal e muito pautado em questões legais, mas os Colóquios fortaleceram a confiança entre as partes, pois as seguradoras participantes mostraram que estavam verdadeiramente interessadas em conhecer e resolver as dores dos consumidores.

A homenagem a todos os profissionais que defendem os consumidores 

Silas, que recentemente foi agraciado com o Prêmio Abrarec, da Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente, aproveitou a oportunidade para dizer que esse reconhecimento foi para a instituição da ouvidoria, como um todo, e que todos os profissionais que defendem os consumidores merecem a sua homenagem.  

A Presidente da Comissão de Relações de Consumo da CNseg, Maria Carolina de Oliveira, disse ter a consciência de que todos que procuram as ouvidorias o fazem porque precisam de apoio, lembrando que, além dos canais usuais de atendimento, os consumidores também podem contar, cada vez mais com os canais digitais, como é o caso do Consumidor.gov, “que recebe muita atenção dos ouvidores”, citando ainda o lançamento do Procon Digital em São Paulo, que possibilitará uma ainda interação ainda maior. 

A Diretora-Executiva Solange Beatriz encerrou o webinar agradecendo os participantes e manifestando o desejo que iniciativas como essa possam fortalecer ainda mais a relação do setor com seus segurados e com os órgãos de defesa do consumidor. 

MDS reforça estratégia de internacionalização e anuncia a contratação de Davi Wu 

Fonte: MDS

A MDS segue investindo em uma forte estratégia de internacionalização e capilarização. No final de 2021, esse plano tornou-se ainda mais concreto após os acionistas Sonae e IPLF Holding entrarem em acordo com o Ardonagh Group — o maior grupo de corretagem independente do Reino Unido — para a compra de 100% do capital social do Grupo MDS. O acordo ainda está em fase regulatória de validação. Agora, um novo passo importante é dado pela empresa ao anunciar a contratação do executivo Davi Wu.  

Especialista em relações internacionais, o profissional tem cerca de 20 anos de experiência no mercado chinês e cerca de 10 anos de atuação direta na área de seguros. Wu já trabalhou na MDS entre 2012 e 2015 como gerente de novos negócios e acumula passagens por grandes empresas do mercado segurador e de consultoria, a exemplo do Grupo Buritipar e da KPMG. 

“É uma grande alegria receber o convite do José Manuel para retornar à casa na qual iniciei a minha trajetória em seguros. Agradeço também ao Ariel Couto, que endossou a oportunidade e compactua com os planos e iniciativas que temos para a MDS junto ao cenário mundial”, destaca Wu.  

“O Davi será o ponto focal da MDS Brasil para relações com mercados externos. Tenho plena convicção de que sua expertise irá ao encontro da postura internacional que nutrimos por meio da Brokerslink”, explica José Manuel Dias da Fonseca, CEO Global do Grupo MDS e Chairman e Fundador da Brokerslink.  

Juliano Ferrer assume a presidência da AIDA Brasil

Fonte: AIDA

A Associação Internacional de Direito de Seguro – AIDA Brasil, entidade que se dedica ao estudo do direito do seguro, tem nova diretoria. A chapa AIDA Mais, encabeçada por Juliano Ferrer, tomou posse na quarta-feira, dia 30. “Estou muito honrado por estar à frente de uma Associação que tem buscado em cada gestão se aperfeiçoar e continuar trabalhando para estudar e disseminar informações tão pertinentes para o nosso setor. Contamos com um time qualificado e pronto para assumir esse desafio”, destaca o advogado especialista em Direito do Seguro e sócio do escritório C. Josias & Ferrer, com sede em Porto Alegre.

Ferrer está supermotivado para encarar o desafio e ressalta que será o primeiro presidente fora do eixo RJ – SP. “Isso demonstra a democratização da Associação e a ampliação da AIDA para o Brasil inteiro”, comenta. Segundo ele, a prioridade da gestão da chapa AIDA Mais é demonstrar para o mercado segurador, para o judiciário e para todas as pessoas que se comunicam com o direito do seguro a relevância da AIDA como um ambiente de estudos, de aperfeiçoamento, de troca de ideias sobre o direito do seguro.

Além de Ferrer, integram a chapa: Victor Benes, como 1º Vice-Presidente; Maria Amélia Saraiva, como 2ª Vice-Presidente; Pery Saraiva Neto, como Diretor Vice-Presidente Acadêmico; Vivien Lys Porto, como Diretora Vice-Presidente de Relações Institucionais; Gaya Schneider, como Diretora Vice-Presidente de Comunicação; Bárbara Bassani, como Diretora Vice-Presidente de Relações Internacionais; Milena Fratin, como Diretora Vice-Presidente de Eventos; Luis Antônio G. Sarro, como Presidente de Assuntos Legislativos; Adilson Neri, como Diretor Vice-Presidente de Planejamento e Projetos; Cláudia Heck, como Diretora Vice-Presidente Jurídica e Guadalupe Nascimento, como Diretora Vice-Presidente de Compliance.

Valor Econômico: Incerteza à vista para seguradoras

Valor Economico Seguros

O jornal Valor Econômico traz hoje um especial sobre seguros. Veja abaixo os principais tópicos:

Cenário do Setor – Fatores macroeconômicos, ambientais e geopolíticos podem atrapalhar o desempenho da indústria de seguros este ano. Na lista de variáveis que fogem ao controle das seguradoras despontam: eleições, inflação, juros altos, desastres climáticos e a guerra na Ucrânia, que embaralham o cenário e criam imprevisibilidade. “A expectativa eleitoral pode tornar complexo o crescimento do setor este ano e deixar o empresário mais cauteloso. A inflação corrói a renda e o juro elevado torna os empréstimos mais caros e o acesso ao dinheiro e ao seguro mais restrito”, afirma Marcio Coriolano

Insurtechs – As insurtechs ou startups do setor de seguros querem atrair clientes com inovação e flexibilidade de adesão. Entre as estratégias estão uma melhor análise do perfil do segurado para reduzir o preço das apólices e a simplificação dos contratos, feitos de forma 100% on-line. Parte das novidades é bancada com o apoio de investidores.

Sinistralidade – Após a expressiva queda na sinistralidade em 2020, influenciada pela drástica redução da mobilidade no início da pandemia da covid-19, o desembolso das seguradoras com o pagamento de indenizações e benefícios voltou a crescer em 2021. Esse comportamento, contudo, foi heterogêneo entre os produtos do setor de seguros, segundo Marcio Coriolano.

Guerra – Depois da pandemia da covid-19, tudo o que o mercado segurador não precisava era de uma guerra. As empresas de seguro já sentem e repassam os efeitos do conflito na Ucrânia. O mais imediato é um aumento das apólices, pela elevação dos riscos e do custo de capital. Para setores como aviação, agronegócio e segurança cibernética, as perdas parecem inevitáveis e os impactos já são reais.

ESG – A agenda ESG – sigla em inglês para práticas ambientais, sociais e de governança – vem ganhando espaço no setor de seguros em linha com a crescente relevância do tema entre investidores globais. As principais iniciativas surgiram em 2021, tanto no cenário internacional, quanto no Brasil, quando a S&P Global divulgou seu primeiro relatório detalhando impactos dos princípios ESG nas seguradoras. No Brasil, a Susep abriu consulta pública, a de número 44, a fim de estabelecer diretrizes para que o mercado de segurador passe a inserir a avaliação de impactos ambientais, sociais e de governança em seus negócios.

Catástrofes – Ao mesmo tempo em que refletem a gravidade da crise climática, tornados, furacões, chuvas torrenciais, invernos rigorosos, desmoronamentos e alagamentos, entre outros, são exemplos de eventos e desastres naturais que têm provocado perdas econômicas globais bilionárias e prejuízos às seguradoras. “Infelizmente, esses problemas têm sido atacados de forma desordenada, ainda que existam metas para reduzir riscos climáticos”, diz Ricardo Ciardella, diretor de especialidades da corretora de seguros Marsh Brasil.

Previdência – O mercado de previdência privada foi atingido em cheio pelos efeitos da pandemia. Com o desemprego elevado e contas a pagar, o investidor está usando parte dos recursos reservados para a aposentadoria para saldar dívidas. O resultado foi um aumento no volume de resgates de 25,2% no acumulado de 2021, se comparado ao ano anterior, num total de R$ 103,4 bilhões. O que fez com que a captação líquida recuasse 16,5% no mesmo período, mas, ainda assim, seguisse no terreno positivo, com R$ 35 bilhões.

Seguro Auto – Com a falta de carros novos no mercado, um reflexo da pandemia, as seguradoras passaram a mirar os seguros para veículos usados, com dez anos ou mais. Para atrair clientes, elas oferecem desde cancelamento imediato da apólice, parcelamento em 12 meses, opções de escolha de serviços, uso de tecnologia para otimizar a localização de peças e reparos.

Celular – Mais de 100 mil celulares foram roubados em São Paulo no ano passado, apenas entre janeiro e setembro. O número chegou a 114,9 mil, segundo levantamento do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), baseado em boletins de ocorrência da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Novas modalidades – Ter agilidade, oferecer serviços melhores e apostar tudo na experiência do cliente, do corretor e do funcionário se tornaram a prioridade número “1” das seguradoras. Muitos projetos de transformação digital, antes colocados em segundo plano, chegaram à linha de frente em 2021. Nichos até então excluídos, como doentes crônicos, motos e sequestros relâmpagos são exemplos.

Securitização – Tratada no mercado como “novo marco da securitização”, a MP 1103 abre espaço para novas formas de financiamento de seguros e resseguros por meio da entrada do setor no mercado de capitais. Anunciada pelo governo federal em 15 de março, a MP traz como principais novidades a criação de dois novos produtos, a Letra de Risco de Seguros (LRS) e o Certificado de Recebíveis (CR), que poderão ser emitidos no mercado por uma Sociedade Seguradora de Propósito Especifico (SSPE), responsável pela modelagem de uma carteira de seguros e/ou resseguros e a lançaria aos investidores.

Juridiquês – Uma das barreiras à expansão do mercado segurador no Brasil, admitido pelos próprios especialistas da área, é a linguagem. Empolada na relação com o cliente e excessivamente carregada de termos jurídicos nos contratos, ela começa a ser debatida por seguradoras e corretoras em busca de modernização.

Criada há um ano, Resolução CNSP 407/2021 trouxe nova dinâmica para os Seguros de Grandes Riscos

Antonio Trindade - Presidente FenSeg (2)

Fonte: FenSeg

Ao entrar em vigor em 1º abril de 2021, a Resolução 407/2021 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) abriu um precedente histórico na elaboração e comercialização de contratos de seguros de Grandes Riscos, dando novo impulso à competitividade, inovação e transparência no segmento, além de caracterizar uma necessária diferenciação entre Seguros Massificados e de Grandes Riscos, como se verifica em países com mercados mais maduros e desenvolvidos. Esta é a avaliação do presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Antonio Trindade, sobre o normativo da SUSEP que há um ano passou a garantir maior flexibilidade nas negociações contratuais, com a consequente ampliação da oferta de produtos e serviços.

“Há muito tempo, o mercado já demandava uma maior liberdade para a estruturação de produtos e clausulados diferenciados, de modo a atender às demandas do segmento de Grandes Riscos. A Resolução 407 veio suprir essa demanda, ao criar condições para oferta de seguros sob medida, indo ao encontro das necessidades de cada cliente, que buscam mais simplicidade e menos burocracia”, explica Trindade.

Entre as mudanças, precedidas de ampla consulta pública que contou com a participação da FenSeg e de entidades representativas do setor, estão a redução do Limite Máximo de Garantia (LMG) de R$ 100 milhões para R$ 15 milhões e a maior liberdade na redação dos contratos, cujas cláusulas passaram a ser livremente pactuadas, podendo prever coberturas relativas a diferentes ramos de seguros de danos – desde que observada a regulamentação contábil vigente.

A Resolução CNSP 407/2021 prevê, ainda, a necessidade de guarda dos documentos dos seguros, para ficarem à disposição da SUSEP, e a possibilidade de incluir cláusulas de arbitragem e outras soluções de conflitos, em sintonia com as melhores práticas internacionais.

Apesar dos avanços, o presidente da FenSeg vê com atenção o atual momento. É que no último dia 8 de fevereiro, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) deu entrada no Supremo Tribunal Federal contra a Resolução 407. Em suas alegações, a ADI afirma que o normativo da SUSEP teria ultrapassado suas atribuições, “violando princípios da separação dos poderes e da reserva de lei”, ao tratar de matérias do direito civil e securitário que deveriam ser de competência do Legislativo federal.

Na avaliação de Trindade, a ADI é um retrocesso, pois traz um clima de insegurança jurídica ao mercado de seguros brasileiro, que representou, no ano passado, 6,3% do PIB, com ativos financeiros de R$ 1,63 trilhão de garantias, equivalente a 23,4% da dívida pública brasileira, o que coloca o setor entre os maiores investidores institucionais do País.

“Há 13 anos a Federação tem sido protagonista do processo de desenvolvimento do segmento de seguros de danos e responsabilidades, que inclui 13 grupos e mais de 90 ramos. Participamos ativamente das consultas sobre a nova regulamentação do seguro de Grandes Riscos, que aperfeiçoou o modelo regulatório e trouxe mais transparência e competitividade ao mercado. Em razão disso, estamos estudando as medidas judiciais cabíveis para resguardar essa conquista que pertence aos segurados e seguradoras, e em última análise, a toda a sociedade”, conclui.

Coface atualiza cenário global macroeconômico e passa a prever crescimento de 0,4% para o PIB brasileiro 

Fonte: Coface

A Coface, líder global em seguro de crédito comercial e em serviços especializados, ajustou a sua projeção para o desempenho da economia brasileira em 2022. A previsão agora é de um crescimento de PIB de 0,4% neste ano, ante expectativa anterior de estabilidade.  

“Tivemos no começo de março a divulgação do PIB do ano passado, uma alta de 4,6% e um quarto trimestre um pouco melhor, uma expansão de 0,5%, em relação ao trimestre anterior, levando a economia ao nível 0,5 acima do patamar pré-pandêmico do quarto trimestre de 2019. Isso acabou gerando também um carregamento estatístico de 0,3%. Isso quer dizer que mesmo que a economia ficasse constante nos quatro trimestres deste ano, teríamos uma alta de 0,3%, o que nos levou a melhorar um pouco a estimativa do PIB, de estabilidade para uma alta de 0,4%”, afirmou Patrícia Krause, economista-chefe da Coface América Latina, durante a apresentação sobre a “Atualização do contexto macroeconômico global”. 

No entanto, segundo a economista, a preocupação com a inflação segue relevante. Na sua avaliação, embora o IPP em 12 meses (índice de preço ao produtor) tenha mostrando uma desaceleração nos últimos meses, a alta de preços das commodities pode pressionar novamente o indicador. “O que alivia um pouco é a situação do câmbio, mas ainda sim as altas de preços de commodities no mercado internacional são bastante expressivas”, disse. 

Patrícia destacou que a taxa de juros real positiva tem ajudado o desempenho do câmbio junto com o aumento de preço das commodities. Segundo ela, esse cenário, aliado à queda de mais de 10% na Bolsa em 2021- o que deixou os ativos brasileiros mais atrativos para o investidor estrangeiro – contribui para a entrada de fluxo de investimento de curto prazo. 

“É claro que o câmbio é sempre uma variável muito volátil. É um cenário muito incerto, é difícil saber se o câmbio vai se apreciar ainda mais. No segundo semestre, a gente tem alguns fatores adicionais de risco; então pode haver um viés de depreciação novamente”, ponderou. 

Entre os fatores de risco, a economista destacou a condução da política monetária dos países desenvolvidos, principalmente o comportamento do Fed, e as eleições presidenciais no Brasil. “Sabemos que a situação fiscal do país é um calcanhar de Aquiles. Então, no segundo semestre, com a discussão de planos para a consolidação fiscal, podemos sentir uma volatilidade maior na taxa de câmbio”, acrescentou.  

Cenário global de estagflação 

Patricia também falou dos impactos da guerra entre a Rússia e Ucrânia na economia global, que completou um mês na última semana. “A situação deteriorou-se muito e é difícil estimar possíveis resoluções e quando serão tomadas. Agora, começa uma nova rodada de negociação na Turquia”, comentou.   

Para a economista, as sanções impostas à Rússia foram mais severas que as esperadas – proibição de exportações, desconexão com o sistema SWIFT, congelamento das reservas -, o que acaba isolando o país.  

“De um modo geral, o impacto é de queda na atividade econômica global e de alta da inflação. Se no começo do ano, já discutíamos a preocupação com a inflação no Brasil e no cenário global, ela ganhou ainda mais força por conta de a região Rússia – Ucrânia ser grande produtora de commodities energéticas, agrícolas e minerais e possíveis novas interrupções nas cadeias de suprimentos. Aí, vem o receio do cenário de estagflação, caracterizado por baixo crescimento do PIB e inflação elevada, levando os Banco Centrais a repensarem suas políticas de taxas de juros”, explicou.  

Diante do cenário imposto pela guerra, a Coface projeta que o crescimento da economia mundial desacelere para 3,6% em 2022, após uma alta de 5,6% estimada no ano passado. Segundo Patrícia, há ainda um viés de baixa por não ser possível saber por quanto tempo se estenderá o conflito.  

No caso dos Estados Unidos, a taxa de expansão do PIB deve cair de 5,6% em 2021 para 3,7% neste ano. A China terá uma desaceleração de 8,1% para 5,2%, no período. 

Para a Zona de Euro, região fortemente impactada pelas tensões geopolíticas, o crescimento econômico previsto pela Coface é 2,8% em 2022, ante os 4% estimados incialmente. Segundo a economista, há vários canais de contágio na região, como o poder de compra impactando consumo das famílias, interrupções nas cadeias de suprimentos e sanções da Rússia, deterioração do sentimento econômico reduzindo os investimentos e a falta de grandes estímulos fiscais. “O impacto, médio, estimado é de uma queda de 1,2 p.p. para a taxa de crescimento e uma alta de 1,8 p.p. para a inflação em 2022. No grupo de países com maiores revisões de perspectiva de crescimento, temos o caso da Alemanha e da Itália por conta da maior dependência do gás natural da Rússia, em comparação com outros países”, acrescentou.  

Já a América Latina não será poupada pela guerra, mas deve ser relativamente menos afetada. Segundo a economista, o fluxo comercial entre os dois países e o mercado latino-americano é pequeno. Rússia e Ucrânia representam apenas 0,5% e 0,04%, respectivamente, do total das exportações da região. No caso das importações, as fatias são de 0,4% e 0,03%.   

“Além de esses países não serem tão representativos, tem o fato da região ser beneficiada pela alta dos preços das commodities, que não devem ter grandes dificuldades de realocação para outros mercados. Já nas importações o que chama atenção é a forte dependência de fertilizantes, do total importado pela América Latina da Rússia, 48% são fertilizantes. No Brasil, há uma preocupação do Ministério da Agricultura e negociações com Canadá. Há indicativos também que teremos um maior volume do Canadá, embora não seja claro se isso possa ser suficiente para a próxima safra”, completou.  

Presidente da CNseg participa de evento do Fórum Brasil Europa – FIBE sobre desenvolvimento e regulação estatal

marcio coriolano cnseg

Fonte: CNseg

O Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, participa, em 19 de abril, do evento “Os desafios do desenvolvimento: o futuro da regulação estatal”. O evento, que ocorrerá em Lisboa, Portugal, é organizado pelo Fórum de Integração Brasil Europa (FIBE), que tem como um de seus coordenadores o Ministro Gilmar Mendes, do STF, e debaterá os caminhos da retomada do bem-estar econômico e social, em meio às transformações da revolução digital, da pandemia, e do reposicionamento dos blocos econômicos globais. Entre os participantes, estarão várias autoridades do Poder Judiciário, do Executivo, parlamentares, professores e especialistas no campo do direito, da economia e da sociedade que tratam dos temas no Brasil, em Portugal e em outros países da Europa.

Coriolano participará de mesa redonda do painel “Regulação Econômica”, tratando de “Serviços e instituições financeiras”, a partir das 14 horas do dia 19 de abril. Ele abordará os limites e possibilidades da tecnologia na regulação do mercado de seguros, ao lado do Procurador-Geral do BACEN, Cristiano Cozer, e do Diretor do BNDES Marcelo Sampaio Vianna Rangel, entre outros, em mesa moderada pelo professor do Instituto Brasiliense de Direito Público e consultor da CNseg Ricardo Morishita. 

Além dos debates, o evento também contará com visitas técnicas reunindo entidades brasileiras e suas congêneres portuguesas. 

O evento presencial, com coordenação científica do Ministro do STF Gilmar Mendes, e do economista José Roberto Afonso, também consultor da CNseg, será realizado no Hotel Pestana Palace, na cidade de Lisboa, em Portugal, e tem inscrições gratuitas, que podem ser feitas clicando aqui. Mais esclarecimentos podem ser obtidos pelo e-mail: contato@forumbrasileuropa.org

Santander Auto anuncia Gustavo Rodrigues como CFO 

gustavo santander

A Santander Auto, seguradora digital especializada no ramo automotivo, informa que o especialista em finanças e gestão de negócios Gustavo Rodrigues é seu novo diretor executivo de finanças (CFO). A chegada de Rodrigues à liderança da área reforça as perspectivas de crescimento da seguradora. 

“Estou muito feliz em assumir esse novo desafio na Santander Auto, uma insurtech nacional que está agregando valor em serviços ao mercado de seguros auto no Brasil. O meu objetivo é seguir alavancando as metas de crescimento da empresa e gerir novos projetos garantindo a solidez financeira da seguradora”, comenta Rodrigues.

Gustavo Rodrigues tem mais de 20 anos de experiência profissional em gestão de projetos e planejamento no setor de finanças. O executivo já trabalhou em empresas nacionais e multinacionais dos segmentos de energia, alimentos e bebidas. Nos últimos 8 anos, esteve à frente de diversas posições de liderança na área financeira do segmento de seguros, tais como Diretor Financeiro da SulAmérica Auto e Diretor de Tesouraria e Real Estate da Allianz Brasil. 

“Agradeço ao Gustavo por ter aceitado o convite para integrar o time da Santander Auto e desejo a ele uma nova fase de realizações e conquistas ao nosso lado. Ele desempenhará um papel fundamental para o crescimento dos nossos negócios, ajudando a identificar e implementar oportunidades de investimentos”, ressalta Denis Ferro, CEO da Santander Auto.