BNP Paribas Cardif Brasil faz doação a fundo emergencial de eventos climáticos extremos

A BNP Paribas Cardif Brasil, referência nacional em seguros massificados, anuncia uma doação de R$ 150 mil ao Fundo Raízes, iniciativa do Fundo Brasil de Direitos Humanos voltada ao apoio de povos indígenas e comunidades tradicionais em situações emergenciais ligadas ao clima. O aporte reforça a importância do financiamento de projetos voltados para a prevenção e mitigação de desastres ambientais, reconhecendo que grupos vulneráveis demandam mais proteção, adaptação e acesso a recursos.

Em 2024, a BNP Paribas Cardif já havia atuado no apoio a vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. A partir dessa experiência, a empresa decidiu apoiar abordagens contínuas e de longo prazo, conectando colaboradores e comunidades em iniciativas de impacto social e climático.

“Os temas debatidos na COP30 e os acontecimentos recentes com a sociedade gaúcha despertaram em nós a necessidade de apoiar ações que não apenas respondam às emergências ambientais, mas também fortaleçam comunidades antes que os eventos aconteçam. Depois de muitas pesquisas e contatos, entendemos que o Fundo Raízes tem essa mesma visão e um histórico consistente de apoio direto a quem mais sofre os impactos climáticos”, afirma Fernanda Campos, diretora de RH, ESG e Comunicação da BNP Paribas Cardif Brasil.

“Esta doação fortalece comunidades que representam a essência e a diversidade local. E fazemos isso com um elemento que é a essência de uma seguradora: trazendo mais proteção contra eventos indesejados”, complementa a executiva.

Para Thainá Mamede, assessora de projetos no Raízes, este apoio vai permitir ampliar o atendimento a pedidos emergenciais, o que assegura mais proteção, força e capacidade de mobilização, diante das catástrofes climáticas. “O SOS Raízes é fundamental para fortalecer a justiça climática nos territórios, porque permite respostas rápidas diante de queimadas, enchentes, situações de grave ameaça, retiradas emergenciais, além de oferecer apoio logístico, jurídico e fortalecer estratégias de resiliência climática. Ao apoiar lideranças, comunidades e organizações nesses momentos críticos, garantimos segurança, permanência nos territórios e a continuidade das ações que enfrentam, na prática, os impactos da crise climática”, resume. 

O aporte da BNP Paribas Cardif será aplicado ao longo de 12 meses, por meio de atendimento a pedidos emergenciais de recursos para prevenção e para fazer frente às consequências de eventos climáticos extremos, com prestação de contas e avaliação do impacto social das iniciativas apoiadas. A parceria reflete a coerência entre o propósito do Fundo Brasil e os compromissos da seguradora, que completa 25 anos de atuação no Brasil em 2025.

A iniciativa se soma às ações da companhia em sustentabilidade, que incluem investimentos responsáveis, programas de voluntariado, filantropia, fomento à economia circular e desenvolvimento de produtos de seguro com impacto positivo – dados que podem ser conferidos em detalhes na edição mais recente do Relatório de Sustentabilidade da BNP Paribas Cardif Brasil.

O Fundo Raízes destina recursos a organizações, coletivos e grupos de populações tradicionais – como indígenas e quilombolas – que solicitam apoio para ações de prevenção, contenção e adaptação em casos de desastres ambientais. Os pedidos emergenciais atendidos pela linha Raizes podem chegar a R$ 20 mil por grupo, com agilidade e flexibilidade na resposta a situações críticas, como queimadas durante o período de seca ou enchentes na Amazônia. 

Em 18 anos de atuação, o Fundo Brasil apoiou 2,1 mil projetos e ofertou mais de R$ 20 milhões a povos e comunidades tradicionais em todo o Brasil, como, por exemplo, comunidades negras e quilombolas do Vale do Ribeira (SP), comunidades faxinalenses do Paraná (PR), conselho ribeirinho das margens do Xingu (PA), e povos Kanamari e Matsés na Amazônia (AM), entre outros.

Fórum Mário Petrelli avança em pautas estratégicas de seguros e consolida um ano de realizações

por Karen Fuchs

O ano de 2025 foi muito produtivo e positivo para o Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros, Previdência, Capitalização e Resseguros. Ao longo do ano, seus membros marcaram presença em importantes eventos do setor, contribuindo ativamente para os debates e iniciativas voltadas à construção de uma sociedade cada vez mais protegida.

Um dos destaques do ano foi a realização, pela primeira vez, das “Conversas do Fórum”, em outubro. O encontro reuniu não apenas representantes da indústria de seguros, mas também profissionais de outros segmentos, na Matriz de Negócios do Grupo MAG, em São Paulo (SP). A iniciativa reforça o propósito do Fórum Mário Petrelli: ampliar o diálogo com a sociedade, estimulando a colaboração entre diferentes setores para o desenvolvimento do mercado de seguros, com produtos e soluções cada vez mais alinhados às necessidades das pessoas e das empresas.

“As Conversas do Fórum foram um sucesso e tiveram grande repercussão. Muitas pessoas passaram a demonstrar interesse em participar mais ativamente do Fórum. Atualmente, contamos com 24 membros ativos, com um limite máximo de 30, e a ideia é criar uma categoria de membros convidados , que possam contribuir com uma participação mais ativa, sem alterarmos o número máximo de membros efetivos .

Também pretendemos intensificar o trabalho conjunto com outras instituições, como o IBDS, AIDA, ENS, Fenacor, dentre outras,  para defender pautas relevantes para o mercado de seguros, sempre com o principal objetivo de promover o desenvolvimento e o fomento do setor”, afirma Marco Antônio Gonçalves, diretor-presidente do Fórum Mário Petrelli de Fomento do Mercado de Seguros.

Pautas do Fórum

Entre os temas relevantes abordados pelos membros do Fórum ao longo do ano estiveram o substituto do DPVAT, liderado pelo Alexandre Camilo, Presidente da SegPartners, a Lei do Contrato de Seguro (Lei nº 15.040/24), cujo grupo de trabalho foi liderado por Antonio Penteado Mendonça, sócio do escritório Penteado Mendonça e Char Advocacia, e por Camila Calais, Head de Seguros do escritório Mattos Filho Advogados; a Lei Complementar nº 213/25, novo marco das Cooperativas e Associações de Proteção, com Lucas Vergílio, presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), à frente do grupo de trabalho; além do tema proteção contra catástrofes, liderado por Rodrigo Botti, country Head da Lockton Re.

Proteção contra catástrofes – “Nós tivemos várias atividades em 2025 e, dentre elas, destacamos os principais temas voltados à ampliação da proteção da sociedade brasileira e ao papel do mercado de seguros, que é o foco central do Fórum. Em proteção contra catástrofes, abordamos não apenas a LRS (Letra de Risco de Seguro), muito importante para o mercado brasileiro, mas também outros riscos. Defendemos a ampliação da cobertura de alagamento para cobertura de água, de forma mais abrangente, incluindo pavimentos superiores e apartamentos, além da inclusão das coberturas de água e desmoronamento na cobertura básica do seguro, de forma compulsória”, afirmou Gonçalves.

DPVAT – “Lutamos muito pelo DPVAT, uma proteção importante e relevante para a sociedade brasileira, que está desde novembro de 2023 sem nenhum tipo de cobertura. Somos contra qualquer intervenção direta do governo, como ocorria anteriormente. Defendemos uma solução para que o mercado de seguros possa abranger o maior número possível de pessoas protegidas, sendo desenvolvida e operada pela iniciativa privada. A proteção contra catástrofes e o substituto do DPVAT são os dois principais temas que os nossos grupos de trabalho continuarão a desenvolver em 2026”, disse Gonçalves.

Lei do Contrato de Seguro – “Em vigor desde o dia 11 de dezembro, acompanharemos o desenvolvimento dessa Lei para avaliar seus impactos positivos, especialmente no fomento do mercado de seguros, que é o foco do trabalho desenvolvido pelo Fórum”, sintetizou Gonçalves.

Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS) – “O PDMS ficou um pouco prejudicado, principalmente, em função da inclusão do IOF de 5% no VGBL para valores superiores a R$ 600 mil. O VGBL é uma das grandes alavancas do seguro no Brasil. Esse percentual de IOF reduz significativamente a atratividade de aportes únicos de valores mais elevados, sobretudo no planejamento sucessório. Essa medida impacta diretamente o PDMS, que tinha como objetivo alcançar 10% do PIB até 2030, meta que é desafiadora e necessita do engajamento e muito trabalho de todos os envolvidos  para ser alcançada ”, avaliou Gonçalves.

Universal Life – “Aguardamos o lançamento do Universal Life com muita atenção, mas também com grande expectativa para que isso aconteça rapidamente, com uma tributação adequada, capaz de alavancar o mercado de seguros. Trata-se de um produto que, se bem estruturado, pode atender às necessidades de todas as classes sociais. Nos Estados Unidos, o Universal Life é o principal produto do mercado segurador, e teremos muito trabalho no fomento do mercado de seguros por meio desse produto”, afirmou Gonçalves.

Novas tecnologias – “Nós estamos realizando uma análise estratégica sobre o impacto das novas tecnologias no futuro digital do setor. Nossos membros têm muito a contribuir com esse tema, já que muitos foram precursores da tecnologia no mercado de seguros desde o início dos anos 2000”, destacou Gonçalves.

Grupo de Comunicação do Fórum – “Neste ano, atualizamos o nosso grupo de comunicação e revisamos a presença do Fórum nas mídias sociais. Nos estruturamos para nos comunicarmos não apenas internamente, mas também com o público externo, cumprindo o papel do Fórum, que é buscar mais proteção para a sociedade brasileira, por meio de ações e da influência positiva no mercado de seguros, propondo soluções e contribuindo para o desenvolvimento contínuo do setor”, concluiu.

Alexandre Vilardi assume cadeira no Conselho de Administração da Icatu Seguros

A Icatu Seguros anuncia que, a partir de janeiro de 2026, Alexandre Petrone Vilardi deixará suas funções como Vice-Presidente Corporativo para assumir uma cadeira em seu Conselho de Administração.

A decisão faz parte de um processo de transição planejado, construído de forma estruturada ao longo dos últimos meses, e reforça o compromisso da companhia com a continuidade estratégica, a estabilidade e o fortalecimento de sua gestão. O anúncio do início dessa transição foi feito nesta segunda-feira (15).

Com 15 anos de trajetória executiva na Icatu, Alexandre Vilardi desempenhou um papel relevante no avanço da companhia, contribuindo para seu posicionamento como a maior seguradora independente de Vida, Previdência e Capitalização do País. Sob sua liderança, a empresa consolidou pilares importantes de tecnologia, inovação, produtos e operação eficiente, que sustentam o ciclo atual de expansão.

A Icatu Seguros, empresa com mais de 30 anos e capital 100% nacional, encerrou o primeiro semestre de 2025 com faturamento de R$9.1 bilhões e lucro líquido de R$289.3 milhões. A seguradora também encerra o ano vigente premiada no Gartner Eye on Innovation Awards for Insurance – um dos prêmios internacionais de inovação mais respeitados do mundo. Todos esses resultados refletem um trabalho intenso, além do engajamento dos seus mais de 10 mil corretores e a aceleração do número de parcerias estratégicas da seguradora – atualmente, são mais de 350 parceiros no país, como grandes bancos, cooperativas, fintechs e varejistas.

“A transição do Alexandre Vilardi para o Conselho da seguradora reflete a evolução de uma sólida carreira, e possibilitará um foco maior no longo prazo. A sua experiência, entendimento profundo do negócio e visão estratégica contribuirão de forma valiosa para o desenvolvimento futuro da companhia.”, afirma Luciano Soares, CEO da Icatu Seguros.

Como Conselheiro, Vilardi passará a atuar em uma nova perspectiva, apoiando as decisões estratégicas que orientarão os próximos anos da seguradora, em um setor que vive importantes transformações tecnológicas, demográficas e regulatórias.

Tenho grande orgulho do trabalho que realizamos até aqui e sigo plenamente comprometido com a Icatu. Assumir a posição de Conselheiro me permitirá contribuir de forma ainda mais estratégica, dedicando-me aos temas de longo prazo que apoiarão o próximo ciclo de crescimento da companhia”, afirma Vilardi.

2025 marca o sexto ano consecutivo com perdas seguradas por catástrofes naturais acima de US$ 100 bilhões

As perdas seguradas globais decorrentes de catástrofes naturais devem alcançar US$ 107 bilhões em 2025, impulsionadas principalmente pelos incêndios florestais em Los Angeles e pelas tempestades convectivas severas (SCS) nos Estados Unidos. O volume é 24% inferior aos US$ 141 bilhões registrados em 2024, mas mantém a marca acima de US$ 100 bilhões pelo sexto ano seguido, segundo estimativas do Swiss Re Institute.

Os incêndios em Los Angeles configuram o evento de incêndio florestal mais caro já registrado no mundo, com US$ 40 bilhões em perdas seguradas. Já o furacão Melissa foi o evento ciclônico mais oneroso de 2025, com perdas seguradas estimadas em até US$ 2,5 bilhões, em uma temporada que, no geral, foi considerada benigna.

Para Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do Grupo Swiss Re, a tendência é clara: “Apesar da volatilidade anual, as perdas seguradas continuam a crescer. Por isso, fortalecer prevenção, proteção e preparação é essencial para proteger vidas e patrimônio. Resseguradoras e o setor de seguros têm um papel duplo: atuar como amortecedores financeiros e apoiar políticas públicas e investimentos privados mais resilientes e orientados ao risco, capazes de reduzir perdas futuras.”

Estados Unidos concentram a maior parte das perdas globais

Com 83% das perdas seguradas globais estimadas em 2025, os Estados Unidos voltam a ser o mercado mais impactado, somando US$ 89 bilhões. O resultado reflete, sobretudo, os incêndios florestais e as tempestades convectivas severas.

As perdas seguradas por incêndios florestais atingiram US$ 40 bilhões, o maior valor da série histórica. A magnitude dos danos decorre da combinação de condições meteorológicas adversas — períodos prolongados de calor e seca, além de ventos fortes — com o aumento da exposição, especialmente de imóveis residenciais de alto valor em áreas de interface urbano-florestal (WUI).

Tempestades convectivas severas seguem como vetor estrutural de perdas

As SCS responderam por US$ 50 bilhões em perdas seguradas no mundo em 2025, tornando este o terceiro ano mais caro da série, atrás apenas de 2023 e 2024. Nos EUA, a atividade foi intensa no primeiro semestre, com surtos de tornados em março e maio elevando os registros de ventos extremos, enquanto o granizo permaneceu próximo da média. No segundo semestre, até o momento, a atividade foi mais contida.

Na Europa, tempestades de granizo em maio e junho tiveram impacto limitado, pois as áreas mais atingidas apresentavam menor concentração de ativos de alto valor. Ainda assim, as SCS permanecem como um dos principais componentes das perdas globais por catástrofes naturais.

Segundo Balz Grollimund, head de riscos catastróficos da Swiss Re, “observamos uma elevação consistente das perdas associadas a tempestades convectivas severas. Urbanização em áreas de risco, valorização dos ativos, custos de construção mais altos e fatores como o envelhecimento de telhados tornaram esse risco central para as seguradoras. Como eventos isolados raramente geram grandes perdas, é fundamental avaliar o efeito cumulativo de ocorrências frequentes de menor severidade, aliado à alta dos valores imobiliários e dos custos de reparo.”

Temporada de furacões com impacto segurado limitado

O furacão Melissa atingiu o sudoeste da Jamaica em outubro como um Categoria 5, com ventos estimados em 298 km/h, tornando-se a tempestade mais forte já registrada no país. O sistema provocou danos catastróficos por vento, além de enchentes e deslizamentos, afetando também Haiti e Cuba.

Apesar disso, as perdas seguradas por ciclones tropicais no Atlântico Norte devem ser relativamente baixas em 2025. A temporada contabilizou 13 tempestades nomeadas, cinco furacões, quatro furacões intensos e três Categoria 5(Erin, Humberto e Melissa). Pela primeira vez em dez anos, nenhum desses furacões atingiu a costa dos Estados Unidos.

Enchentes severas no Sudeste Asiático

No fim de novembro, Vietnã, Tailândia e Indonésia enfrentaram enchentes fluviais e repentinas, decorrentes da interação de múltiplos sistemas ciclônicos com uma monção intensificada sob condições de La Niña, resultando em chuvas intensas, deslizamentos e danos generalizados.

Adaptação e alertas precoces salvam vidas

Em julho, um terremoto de magnitude 8,8 ao largo da Península de Kamchatka, na Rússia, gerou ondas de tsunami que alcançaram o Havaí e áreas costeiras dos EUA. A resposta coordenada dos sistemas de alerta precoce, especialmente o Pacific Tsunami Warning System (PTWS), é considerada um caso de sucesso, com evacuações e alertas eficazes que evitaram perdas humanas em larga escala. Reformas urbanas baseadas em eventos anteriores também contribuíram para limitar os danos em comunidades costeiras russas.

MAPFRE reorganiza estrutura no Brasil

 A MAPFRE, companhia global de seguros e serviços financeiros, iniciou um novo ciclo de reorganização interna no Brasil. A mudança acompanha o avanço dos projetos estratégicos da seguradora no país, que atingiram mais maturidade nos últimos meses, e busca dar agilidade aos processos decisórios e à atuação das áreas.
 

O atual CEO adjunto de Operações e Finanças, Nelson Alves, será o novo Chief Operating Officer (COO) da unidade brasileira a partir de janeiro de 2026. Com isso, o executivo, que já tinha sob sua responsabilidade as áreas de Tecnologia, Operações e Ouvidoria, agora assume também as áreas Comercial, Técnica, de Clientes, Marketing e Inteligência de Mercado.
 

Oscar Celada, CEO adjunto de Negócios no Brasil nos últimos dois anos, assumirá uma nova posição comercial em seu país natal, a Espanha, onde iniciou sua trajetória na companhia em 1991. Ele continuará colaborando com projetos estratégicos durante o período de transição no país.  
 

Entre as mudanças, as áreas Comercial Corporate Brokers e de Experiência do Distribuidor passam a integrar o Canal Corretor. Assim, a chamada “jornada do corretor” se consolida na diretoria liderada por Karine Brandão.
 

Para o CEO da MAPFRE no Brasil, Felipe Nascimento, as novidades refletem uma evolução natural da operação no país. “Nos últimos anos, a MAPFRE alcançou um alto nível de maturidade em seus processos, no desenvolvimento de produtos e na relação com seus públicos. Essa evolução nos permite adotar uma estrutura mais integrada, ágil e alinhada às prioridades estratégicas do grupo. As mudanças nos deixam mais bem posicionados para os próximos ciclos de crescimento”, afirma o executivo.

Zurich e Tempo avançam no atendimento ao cliente nos seguros automóvel e residencial

A Zurich Seguros está utilizando uma ferramenta inovadora de atendimento para os clientes que precisam utilizar os serviços de assistência 24h dos seguros automóvel e residencial. Apelidada de ZOE e desenvolvida em parceria com a Tempo, empresa responsável pelos serviços de assistência 24h de ambos os produtos da companhia, trata-se de uma ferramenta inteligente e humanizada, que atua como um “copilot” dos operadores, auxiliando em tempo real na condução dos atendimentos e contribuindo para uma experiência mais ágil, precisa e assertiva para os clientes. 

Funciona assim: durante as ligações, o operador conduz o atendimento normalmente, enquanto a ferramenta interpreta o relato do cliente e sugere as perguntas e soluções mais adequadas, com base nas coberturas contratadas. Com a avaliação do operador, o serviço acionado torna-se 100% alinhado à necessidade do segurado, reduzindo erros, retrabalho e o tempo de atendimento ao cliente. 

Os resultados do piloto já demonstram ganhos significativos: redução de 30% no tempo médio de atendimento, aumento do NPS e nota média de 9,6 atribuída pelos clientes atendidos com o apoio da ferramenta.  

Segundo Fabio Leme, diretor executivo de Linhas Pessoais, Marketing & Clientes e responsável pelo time de Inovação da Zurich Seguros, a iniciativa está alinhada ao pilar de clientecentrismo da companhia, que tem como foco colocar o cliente no centro das decisões e aprimorar continuamente cada etapa da jornada de atendimento. Para ele, a ZOE reforça o compromisso ao utilizar tecnologia e dados para garantir que cada interação seja mais eficiente, personalizada e resolutiva. 

“A ZOE representa um passo importante na nossa jornada de inovação e no compromisso de oferecer uma experiência de excelência aos clientes. Ser uma das primeiras seguradoras a testar essa tecnologia reforça o papel da Zurich como protagonista na transformação digital do setor, sempre usando a tecnologia com foco em eficiência, qualidade e atendimento humanizado”, afirma Fabio. 

A fase piloto da ZOE está sendo conduzida em todo o território nacional, contemplando os principais eventos de assistência do seguro automóvel, como panes mecânicas ou elétricas, colisões com necessidade de reboque, troca de pneu e perda de chave, e do seguro residencial, como problemas hidráulicos, elétricos simples e em eletrodomésticos. 

“A ZOE representa uma nova forma de atendimento, unindo todo o conhecimento que a Área de Operações converteu em algoritmo com a assertividade que a IA proporciona. O resultado é uma melhora significativa na experiência do cliente”, afirma o CIO da Tempo, Wilian Domingues. 

Para a Zurich, soluções como a ZOE reforçam a busca constante por excelência em atendimento, agilidade nas respostas e proximidade com o cliente, valores que sustentam a estratégia de diferenciação da companhia no mercado de seguros. 

“Em seguros massificados e mercados altamente competitivos como o do seguro automóvel, por exemplo, a busca pela excelência nos detalhes faz toda a diferença na escolha do consumidor”, pondera Fábio. “A ZOE destaca o pioneirismo da Zurich na adoção de tecnologias que aliam inteligência artificial e atendimento humanizado, reforçando o valor das parcerias estratégicas com empresas como a Tempo para aprimorar continuamente os serviços prestados e elevar o padrão de satisfação dos clientes”, finaliza Fabio Leme. 

Capacitação sustentável: conheça a trilha Green Skills da Bradesco Seguros

por Bradesco Seguros

Em sintonia com os desafios contemporâneos e impulsionado pelo debate global sobre sustentabilidade, ampliado pela COP30, que marcou a participação inédita do mercado segurador brasileiro no fórum internacional, o Grupo Bradesco Seguros expande seu portfólio de capacitação e lança a trilha de aprendizagem “Green Skills – Habilidades Verdes” na plataforma Universeg, destinada exclusivamente aos corretores de seguros.

A iniciativa reforça o compromisso da companhia com a educação continuada e com a valorização da atuação dos profissionais que integram o ecossistema segurador, a trilha tem como objetivo desenvolver habilidades voltadas à sustentabilidade. Por meio dessa formação, os profissionais ganham instrumentos para enriquecer seus discursos de venda, alinhando-os às expectativas de consumidores cada vez mais conscientes. Os módulos abordam aplicações práticas das habilidades verdes em diferentes linhas de negócio: automóvel, ramos elementares, saúde, vida e previdência.

“Ao disponibilizar esta trilha, reforçamos não apenas nosso compromisso com o desenvolvimento profissional dos corretores, mas também com a promoção de uma cultura mais consciente e sustentável no mercado segurador. O corretor tem papel estratégico nessa transformação: ele é agente de confiança, orientação e, sobretudo, de influência positiva sobre as escolhas dos clientes”, destaca Valdirene Soares Secato, Diretora de RH, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

A trilha se soma a outros conteúdos oferecidos na plataforma Universeg com foco em sustentabilidade, como os cursos “Fique por Dentro da Sustentabilidade” e a série voltada aos pilares Ambiental, Social e de Governança (ASG), evidenciando uma jornada de formação que estimula o engajamento dos corretores em temas relevantes para o futuro do setor.

Porto Serviço lança planos anuais por assinatura com serviços para casa e carro 

A Porto Serviço, empresa do Grupo Porto especializada em serviços emergenciais e de manutenção para casa e carro, acaba de anunciar uma novidade em seu portfólio para reforçar o compromisso de cuidar das pessoas, levando garantia, conveniência e qualidade ao alcance das mãos, com contratação simples e digital.

Atualmente, segundo levantamento da plataforma Betalabs, 74% dos brasileiros já assinam ao menos um serviço recorrente, devido à simplicidade e conveniência oferecidas para o dia a dia.

Pensando em facilitar o cotidiano das pessoas e inspirada no modelo de streaming, a Porto Serviço lançou seis Planos de Assinatura com serviços que unem praticidade, conveniência, qualidade e acesso facilitado a diversos serviços, tanto para a casa, quanto para o carro.

O lançamento combina serviços emergenciais e de manutenção programada, com foco em atender diferentes perfis e necessidades. São quatro opções para residências e duas para veículos, com utilização por demanda.

“A Porto Serviço traz o modelo de assinatura para o cuidado com a casa e o carro, com a qualidade e a confiança já reconhecidas da marca Porto, para que as pessoas não precisem mais perder tempo com manutenções e possam se dedicar só ao que realmente importa: a família, os amigos, e o que fizer sentido para elas”, afirma Lene Araujo, CEO da Porto Serviço.

Seis planos, múltiplas soluções

No segmento de serviços para casa, a Porto Serviço disponibiliza quatro opções de Planos Anuais de Assinatura Residencial: Essencial, Completo, Plus e Premium.
 

O plano Essencial inclui serviços para quando o imprevisto acontecer. Cobre elétrica, hidráulica, chaveiro, desentupimento e suporte técnico remoto (help desk). O Completo inclui, além dos serviços do plano Essencial, manutenção de box de vidro, limpeza de caixa d’água (até 4 mil litros), e oferece uma limpeza de colchão como cortesia.

O Plus oferece serviços mais complexos, mas que fazem parte da rotina de todo mundo: limpeza de ar-condicionado, limpeza de estofados e manutenção preventiva de aquecedor a gás, além de help desk ilimitado. Por fim, o Premium, mais completo, acrescenta elétrica e hidráulica, mantém todos os serviços do plano Plus, e inclui, ainda, uma impermeabilização de sofá como cortesia.

Já no segmento de serviços para o carro, o Plano Essencial contempla remoção de veículo, carga de bateria, troca de pneu, chaveiro (abertura) e transporte de passageiros. Já o Plano Completo inclui também transporte de passageiros e cortesia de serviços como check-up veicular, troca de óleo, alinhamento, cristalização de para-brisa, carga de bateria, oxi-sanitização e troca de filtro do óleo (em regiões atendidas pelos Centros Automotivos Porto Serviço, todos com limite de uma utilização anual.

“Os Planos Anuais de Assinatura são pra todo mundo. Eles foram criados para estar ao lado das pessoas em situações cotidianas, com um formato acessível e que não exige qualquer vínculo com seguro. Todo mundo pode comprar, usar quando precisar e contar com a excelência da Porto em serviços que geram impacto real na rotina, seja na hora da emergência, na manutenção ou na conveniência”, afirma Lene Araujo, CEO da Porto Serviço.

Como contratar

A contratação dos planos é toda digital, com interface simples e intuitiva pelo site da Porto, WhatsApp (11) 96840-1194, e App Porto, tanto para os planos por assinatura, quanto para serviços avulsos. Quem preferir, também pode contar com o apoio de um corretor parceiro.

O pagamento dos planos é feito em 12 parcelas no cartão de crédito, e clientes do Cartão de Crédito Porto Bank têm 20% de desconto.

Valor: deflação em seguro de carros surpreende e gera ruído para BC

Fonte: Valor

A queda vertiginosa nos preços de seguros veiculares nos últimos meses tem chamado a atenção de economistas, principalmente porque o item gera ruído em métricas acompanhadas de perto pelo Banco Central. Segundo especialistas do setor, o movimento é resultado de uma combinação de fatores e pode persistir à frente.

Só entre setembro e novembro deste ano, os preços do chamado “seguro voluntário de veículo” no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, acumulam queda de 9,3%, observa o Barclays. Em 2025, até novembro, a redução é de 6,5%.

O problema é que os seguros de carros entram na conta dos serviços subjacentes, medida que engloba itens mais sensíveis à política monetária, o que não é exatamente o caso desses seguros, embora algumas das explicações para a deflação no segmento passem, sim, por questões envolvendo a desaceleração da atividade em um contexto de aperto monetário.

“Essa pegou o mercado de surpresa e acabou auxiliando na queda dos serviços subjacentes. Cerca de 10% [de queda] em três meses é bastante significativo”, afirma Alexandre Maluf, economista da XP.

Na média móvel trimestral anualizada e dessazonalizada (uma medida mais tendencial), a inflação dos serviços subjacentes está quase em 4%, dentro do teto de 4,5% para a meta de 3%, aponta o Barclays. Sem contar a ajuda dos seguros veiculares, porém, os serviços subjacentes ainda rodariam acima do limite, em 5,3%.

Os serviços subjacentes chegaram a superar 8%, pela média móvel trimestral, em dezembro de 2024 e passaram quase metade de 2025 acima de 7%. Excluindo os seguros veiculares, a melhora do grupo até novembro “teria sido muito mais modesta”, afirma Roberto Secemski, economista-chefe para Brasil do Barclays.

Economistas observam que, como a queda de quase 6% dos seguros veiculares no IPCA de setembro sairá do cálculo da média móvel trimestral no dado de dezembro, é possível que a diferença entra a medida de serviços subjacentes com e sem o item diminua, possivelmente levando os serviços subjacentes a interromperem a sequência de sete quedas consecutivas, por essa base de comparação.

Segundo especialistas do setor, a queda dos preços dos seguros de automóveis neste ano é resultado de uma combinação de fatores. Do lado da demanda, a restrição de renda tem levado os brasileiros a buscar coberturas mais simples. “Os clientes estão cotando mais e procurando alternativas de proteção, reduzindo a abrangência das apólices e contratando, por exemplo, apenas cobertura contra terceiros”, diz Gabriel Purkyt, sócio da consultoria BCG e especialista em seguros e instituições financeiras.

Do lado da oferta, o nível elevado da taxa Selic tem impulsionado os resultados financeiros das companhias e aberto espaço para políticas de preços mais competitivas. Parte relevante dos ganhos das seguradoras vem do resultado financeiro das aplicações, que tende a ser favorecido em períodos de juros altos. “As empresas, diante disso, conseguem reduzir as margens, já que o ganho financeiro está garantido”, diz.

O comportamento recente dos preços reflete também um processo de reequilíbrio do mercado, após um ciclo de alta entre 2021 e 2023, segundo Jaime Soares, presidente da Comissão de Seguro Auto da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Naquele período, uma combinação de fatores pressionou os custos, como a escassez de peças, causada pela pandemia e pela guerra na Ucrânia, a valorização do dólar e o aumento dos índices de roubo e furto de veículos.

“Com a normalização das cadeias de fornecimento, a maior estabilidade cambial e o avanço da tecnologia aplicada à gestão de risco, o setor imediatamente ajustou as tarifas, acompanhando a queda dos custos médios de reparo e a melhora dos indicadores de sinistralidade em algumas regiões”, explica Soares.

A sinistralidade vem se estabilizando em níveis mais saudáveis após o pico de 2022. O índice passou de 69,5% em 2022 para 58% em 2023 e 59,4% em 2024, o que, segundo o diretor da FenSeg, reflete melhor gestão de riscos, uso crescente de tecnologia e redução gradual de roubos e furtos em algumas regiões do país.

Além disso, o uso intensivo de dados e modelos analíticos mais precisos tem permitido às seguradoras calcular o risco de forma mais individualizada, considerando fatores como perfil do motorista, tipo de uso do veículo e localização geográfica. “Isso resulta em produtos mais adequados ao perfil de cada cliente, mantendo o equilíbrio técnico do mercado e contribuindo, de forma natural, para um cenário de menor pressão sobre os índices de preços ao consumidor”, diz Soares.

A explicação para a intensificação da queda em setembro, em particular, não é simples, mas pode estar relacionada a campanhas promocionais mais agressivas de algum participante do mercado, rapidamente replicadas pelos concorrentes, segundo Purkyt. Ele lembra que o segmento de seguro de auto é mais concentrado que outros ramos: atualmente, cinco empresas respondem por quase 80% das emissões. Com isso, qualquer movimento de corte de preços é sentido de forma imediata pelos demais players, observa.

No IPCA de setembro, o seguro de veículos registrou deflação de 5,98%, após subir 0,63% em agosto. Em outubro deste ano, a queda desacelerou para 2,13% e, em novembro, para retração de 1,46%.

A arrecadação do setor com seguro de automóveis cresceu 6,1% de janeiro a setembro, para R$ 45,2 bilhões, segundo dados mais recentes compilados pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). A projeção é de aumento de 6,6% nesta linha em 2025 e de 7,7% no próximo ano.

Olhando à frente, Purkyt, da BCG, diz não ver fatores estruturais que indiquem reversão dessas tendências no curto prazo. “A dinâmica deve se manter pelo menos enquanto as taxas de retorno (ROEs) permanecerem elevadas”, afirma. Com isso, é provável que o movimento continue até pelo menos o fim do primeiro semestre de 2026.

Maluf, da XP, afirma ter incorporado, nas suas projeções de IPCA, como permanente a queda ocorrida nos preços de seguros veiculares até agora. “Parecia ser um efeito isolado, associado ao IPI verde [redução de imposto para carros mais eficientes]. No entanto, foram três leituras consecutivas de queda intensa.”

Ele ainda espera alguma devolução, com expectativa de crescimento de 0,75% no IPCA de dezembro. “O que eu quero dizer é que não tenho a volta de tudo”, explica. “Tenho que assumir alguma premissa. A queda foi muito forte em setembro, menor em outubro e muito menos intensa em novembro. A assimetria fica para normalizar um pouco, com estabilidade ou leve alta”, diz, sem descartar que podem acontecer novas surpresas baixistas. “Tudo isso ainda é um quebra-cabeça.”

Mesmo assim, a XP espera que o seguro veicular encerre 2025 com deflação de 5,8%, para um IPCA que deve subir 4,3%. Em 2024, o preço do seguro de carros no índice subiu 6,3%.

CNseg projeta crescimento do setor de seguros em 8% para 2026, excluindo previdência

O setor de seguros brasileiro encerra 2025 com a sensação de que está apenas na “primeira fase do filme”, com muitas discussões que culminaram na entrada em vigor hoje do novo marco legal de contratos de seguros — e que 2026 pode finalmente está destinado a trazer um “final feliz”, nas palavras do presidente da CNseg, Dyogo Oliveira. Depois de um ano de avanços estruturais, diagnósticos profundos sobre o comportamento do consumidor e um ambiente macroeconômico ainda desafiador, a indústria entra no próximo ciclo com uma agenda clara: aumentar a proteção, expandir a presença do seguro entre a população e enfrentar, de maneira objetiva, as causas da baixa penetração do produto no país.

Durante a tradicional coletiva de final de ano à imprensa, Oliveira destacou que 2025 foi fundamental para compreender melhor as percepções da sociedade sobre o mercado segurador. Pesquisas conduzidas neste ano revelaram a existência de “dois mundos”: um grupo que entende, recomenda e se relaciona com o seguro, e outro — majoritário — que sequer compreende conceitos básicos.

“Cerca de 85% das pessoas não sabem que prêmio é o valor pago, não entendem o que é sinistro, franquia. E essas mesmas pessoas nos dizem que não são procuradas com ofertas do setor”, afirmou. Segundo ele, esse dado acendeu uma “luz amarela” e mostra para onde o mercado precisa caminhar: comunicação mais ativa, linguagem mais acessível e uma estratégia de aproximação real com quem nunca contratou um seguro.

Essa reaproximação será crucial em um cenário econômico que continua apertado. As projeções divulgadas pela CNseg apontam PIB de 1,95%, IPCA de 4,08% e Selic a 12% em dezembro de 2026, combinação que não libera totalmente o consumo, mas oferece alguma estabilidade para o planejamento de famílias e empresas. Já o cenário fiscal permanece tensionado, com o governo buscando receitas para acomodar despesas obrigatórias, o que adiciona incerteza especialmente sobre políticas de previdência e tributação.

A previdência aberta, aliás, é exatamente o ponto cego das projeções. Com a mudança no IOF e o teto de R$ 600 mil anuais para aportes em 2026, o comportamento futuro do VGBL permanece imprevisível. A CNseg optou por não divulgar projeções para o próximo ano, justamente pela volatilidade causada pelas alterações tributárias e pela queda de 25% nas contribuições até setembro de 2025. “É uma incógnita”, resumiu Oliveira.

Mesmo com esse componente de incerteza, o mercado de seguros como um todo deve apresentar um desempenho robusto. Excluindo previdência, o crescimento projetado para 2026 é de 8% — cerca de 4% em termos reais, segundo Oliveira, número bastante expressivo para a economia brasileira. Os dados da CNseg confirmam esse movimento em quase todos os ramos: automóveis (+7,7%), danos e responsabilidades (+8,5%), habitacional (+10,2%), transportes (+6,6%) e riscos financeiros (+12,5%).

No automóvel, o crescimento é impulsionado pelo aumento de 57,6% nos emplacamentos de híbridos e elétricos (jan–nov/2025) e pela manutenção de sinistralidade em patamar estável, de 59,8% até setembro de 2025. No habitacional, os lançamentos avançaram 25,2% e as vendas cresceram 2,9%, estimuladas pelo Minha Casa Minha Vida — um vetor evidente de expansão do seguro prestamista e habitacional. O ramo de transportes também ganha impulso com o e-commerce e com a expectativa de que a nova regulamentação, que vincula emissão de nota fiscal à verificação da existência de apólice, fortaleça o compliance e amplie a base segurada.

A única nota destoante do cenário otimista é o seguro rural. O ramo depende fortemente de subvenção pública e, embora o Congresso tenha aprovado o projeto que transforma o subsídio em despesa obrigatória, o texto ainda aguarda sanção presidencial. Até lá, o setor convive com dúvidas — apesar do orçamento previsto de R$ 1 bilhão para o PSR em 2026 e da perspectiva positiva trazida pelo futuro Fundo Catástrofe. A projeção da CNseg para o ramo é de crescimento de 2,3%.

No campo dos riscos financeiros, 2026 deve ser um ano de forte expansão, com destaque para o seguro garantia (+12,1%). O estoque de processos do CARF a serem liquidados até o fim de 2026, a nova Lei de Seguros, o avanço do PAC e a reforma tributária criam ambiente favorável para esse mercado.

Para Oliveira, o setor seguirá crescendo, mas o grande salto virá quando o país resolver um problema anterior ao próprio produto: a barreira cultural. “Precisamos enfrentar as causas da baixa penetração do seguro no Brasil. Isso passa por ações concretas, por comunicação clara e por olhar para quem hoje está fora do sistema. Não basta esperar que esse público venha até nós”, afirmou.

Taxonomia Sustentável

O setor de seguros entrou em 2026 com uma das iniciativas mais estratégicas de sua agenda de sustentabilidade: a construção da Taxonomia Sustentável do Mercado Segurador (TSS), apresentada por Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNseg, durante a coletiva. O material — que define critérios objetivos, elegibilidade de produtos e impactos esperados — será submetido a consulta pública no próximo dia 15, abrindo uma fase de engajamento amplo com seguradoras, reguladores e sociedade.

Segundo Claudia, o ponto de partida foi o reconhecimento de que o mercado brasileiro ainda operava sem padronização suficiente para classificar produtos sustentáveis. “Poucas seguradoras classificaram seus produtos como sustentáveis até agora. E isso não acontece por falta de interesse, mas por falta de segurança técnica. Com a taxonomia, vamos conversar com a Susep e validar essas classificações, evitando erros e prevenindo o greenwashing”, afirmou.

A taxonomia, conforme a CNseg detalhou estabelece um arcabouço metodológico único para orientar seguradoras na avaliação de atividades, critérios de elegibilidade, contribuições e características que permitam rotular produtos como sustentáveis. Esse alinhamento se conecta tanto a marcos nacionais (como a Resolução CNSP 473/24) quanto a referências internacionais — um passo decisivo para garantir integridade e comparabilidade entre mercados.

Claudia reforçou que este é um trabalho coletivo, mas já maduro o suficiente para ser discutido abertamente. “Fechamos o arcabouço e agora vamos fazer a consulta pública com as seguradoras, que será lançada no dia 15. É um trabalho a ser terminado, mas já temos a base toda para discutir com o governo. Vamos fazer aberto para todos participarem e teremos um benchmark inspirador para o setor.”

Os impactos esperados da taxonomia, apresentados vão além do próprio mercado. Para as seguradoras, a TSS oferece referências padronizadas para desenvolvimento de produtos, maior segurança jurídica e redução de assimetrias de informação. Para o regulador, cria uma base técnica clara para futuros aprimoramentos normativos. Mas é para a sociedade que Claudia enfatiza os maiores benefícios: “A taxonomia permitirá ampliar o acesso à proteção, fomentar soluções para setores críticos como agro, florestas e cidades, e aumentar a transparência e a confiança no setor de seguros.”

A estrutura prevê ainda um componente essencial: indutores de boas práticas na cadeia de valor. “Essa taxonomia não é apenas um mapa; ela gera incentivos para que as empresas desenvolvam produtos que realmente contribuam para mitigação, adaptação e inclusão. É um processo que eleva a régua do mercado”, disse Claudia.

Na apresentação, a CNseg apresentou exemplos concretos de produtos elegíveis demonstrando como a taxonomia será aplicada na prática. Entre eles:

• Microsseguro de vida voltado a populações vulneráveis, com critérios de precificação acessível, adesão simplificada e indicadores claros de impacto social.
• Seguro Agrícola, com elegibilidade condicionada a cobertura contra eventos climáticos extremos, conformidade com o ZARC e uso de práticas de adaptação climática.
• Seguro Auto para veículos elétricos e híbridos, que deve incluir rede de oficinas especializadas, descarte adequado de baterias e incentivo ao uso de peças recondicionadas.
• Produtos de capitalização com finalidade filantrópica, que devem adotar métricas de impacto, reporte transparente e governança estruturada sobre os recursos repassados.

Esses exemplos ajudam a demonstrar como a taxonomia funcionará como um instrumento orientador, mas também como gatilho de inovação. “Estamos criando um padrão que ajudará o mercado a entender onde estão as verdadeiras contribuições socioambientais. Não basta rotular: é preciso provar impacto, consistência e alinhamento com os objetivos da taxonomia”, destacou Claudia.

A jornada da TSS prevê ainda guias por linha de negócio, governança de monitoramento, processo contínuo de atualização e treinamentos. A ideia é que o instrumento evolua ao longo dos próximos anos, acompanhando avanços regulatórios, climáticos e tecnológicos.

Com a consulta pública marcada e o engajamento crescente das seguradoras, a TSS inaugura uma nova fase para o mercado segurador brasileiro — mais transparente, mais orientado ao impacto e mais próximo da sociedade, afirma Claudia Prates.

Depois de uma primeira fase de filme agitada, com muitos pontos de vistas divergentes, agora a perspectiva é que a “segunda fase do filme”, como definiu o presidente, é justamente essa: um ciclo em que o setor assume papel mais ativo, combate a desinformação, amplia o alcance dos produtos e fortalece sua presença no dia a dia das famílias brasileiras. Se o roteiro será de fato premiado com um final feliz, 2026 começará a contar, sendo o interesse do consumidor pelo setor o melhor spoiler. A conferir.