A entrada em vigor da nova Lei de Licitações (Lei 14.133 de 2021) traz novas expectativas para o segmento de seguro garantia a partir de 2024. Isso porque uma das alterações previstas pela lei é a exigência de garantia de até 30% do valor inicial do contrato nas contratações de obras e serviços de engenharia cujo valor estimado supere R$ 200 milhões. Antes, o limite era 10%.
Na prática, além do aumento do limite da garantia, a lei prevê também a possibilidade de a seguradora retomar a obra pública no lugar do tomador inadimplente. Com essa alteração, o mercado segurador passa a ter maior responsabilidade na fiscalização das obras, o que fará das equipes especializadas um diferencial.
“Como impacto mais imediato, devemos ver um crescimento do produto, mas também um aumento do risco. Nesse contexto, ter uma equipe de engenharia de riscos bem estruturada, com diferentes formações e especialidades, será muito importante para as seguradoras”, pontua Guilherme Ramiro, gerente de Seguro Garantia da Seguradora Zurich.
Segundo o executivo, a Zurich destaca-se pela expertise e equipe qualificada de engenheiros que atua desde a análise de risco até a emissão da apólice, oferecendo suporte técnico e comercial aos clientes em todas as fases do processo, além de diversas ferramentas de suporte ao cliente. “Até pelo perfil multiproduto da Zurich, nossa área de Engenharia de Riscos tem ampla experiência no gerenciamento de riscos das obras”, explica Guilherme.
A seguradora também tem como diferencial ofertar produtos que garantem não só o cumprimento do contrato, mas também a qualidade dos serviços e produtos entregues. Entre as ofertas da companhia estão soluções de seguros de performance, que garantem o cumprimento de metas e objetivos previstos em contratos. É esse comprometimento que contribuiu para que a Zurich atingisse crescimento de 124% no seguro garantia até outubro de 2023, enquanto o mercado cresceu cerca de 17%.
Guilherme destaca que a nova lei desenha um cenário de incentivo a um ambiente econômico-financeiro propício para investimentos em infraestrutura no Brasil. “Fica evidente que o seguro garantia será fundamental para o aumento de inúmeras perspectivas de avanço econômico, financeiro e social que deve ser proporcionado pela nova legislação”, ressalta.
Novo marco legal
No mês de outubro, foi assinado o novo marco legal que facilita a retomada dos ativos dados em garantia nos contratos de licitações. O novo marco acaba por ser uma oportunidade para que o seguro garantia seja visto como mais uma opção de caução prevista na contratação públicas de obras.
Ao melhorar as regras de garantias para empréstimos e facilitar a retomada de bens, a Lei nº 14.711 deve ajudar a reduzir o custo do crédito e da inadimplência no país. Para o mercado de seguro garantia isso é importante porque traz agilidade na recuperação de valores indenizados, o que beneficia tomadores e segurados à medida que dá segurança jurídica para recuperação de valores, evitando ações judiciais de longo prazo.
Incidentes cibernéticos, como ataques de ransomware, violações de dados e interrupções de TI, são a maior preocupação para empresas no mundo em 2024, de acordo com o Allianz Risk Barometer.
O perigo intimamente interligado da interrupção nos negócios ocupa o segundo lugar. Catástrofes naturais (subindo do 6º para o 3º, ano após ano), Incêndio, explosão (subindo do 9º para o 6º) e Riscos políticos e violência (subindo do 10º para o 8º) são os maiores destaques na última compilação dos principais riscos globais de negócios, com base nas percepções de mais de 3.000 profissionais de gerenciamento de riscos.
Brasil
No Brasil, os três principais riscos são de mudanças climáticas, interrupção de negócios e os cibernéticos.
Um dos maiores movimentos na pesquisa deste ano é o de mudanças climáticas. Em um sinal de que as empresas estão sentindo o impacto de eventos climáticos extremos, ele ocupa a 3ª posição, subindo três posições em relação ao ano anterior. O ano de 2023 foi novamente de recordes em vários aspectos. Foi o ano mais quente desde o início dos registros, segundo a Organização Meteorológica Mundial, enquanto as perdas seguradas, em 2023, no mundo, superaram US$100 bilhões pelo quarto ano consecutivo.
As perdas por tempestades severas atingiram uma nova alta histórica de US$60 bilhões, em âmbito global. A quebra de recordes climáticos, em 2023, incluiu temperaturas da superfície do mar, aumento do nível do mar e baixa cobertura de gelo marinho na Antártica. As mudanças climáticas (18%) apesar de não terem se movido ano após ano no Allianz Risk Barometer, permanecendo em 7º, são refletidas no aumento do risco das catástrofes naturais no ranking. É considerado prioridade para grandes empresas (ocupando o 4º lugar, sua posição mais alta até então), sendo o principal risco no Brasil e na Turquia, e subindo ano após ano em muitos países, como França, Alemanha, Itália, Nigéria, Cingapura, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.
As empresas estão confiantes de que as duas principais ameaças dos últimos tempos, a pandemia e a crise energética, ficaram para trás. No entanto, a interrupção dos negócios continua a ser uma preocupação fundamental, uma vez que as empresas são desafiadas a construir resiliência e a diversificar as cadeias de abastecimento, em um mundo em constante mudança. A interrupção de negócios (BI) ocupa o segundo lugar no Barômetro de Risco Allianz, atrás do risco cibernético, intimamente ligado. Está entre os três principais riscos para empresas de todos os tamanhos e é a segunda maior preocupação nas regiões das Américas, Europa, Ásia Pacífico e África e Médio Oriente.
Após dois anos de atividades de perdas elevadas, mas estáveis, 2023 assistiu a um ressurgimento preocupante de perdas de ransomware e extorsão, à medida que o cenário de ameaças cibernéticas continua a evoluir. Os hackers têm cada vez mais como alvo as áreas de TI das companhias e as cadeias de abastecimento físicas, lançando ataques cibernéticos em massa e encontrando novas formas de extorquir dinheiro de empresas, grandes e pequenas.
Não é de admirar que as empresas classifiquem o risco cibernético como a sua principal preocupação (36% das respostas, 5 pontos percentuais à frente do segundo maior risco) e, pela primeira vez, em empresas de todos os tamanhos, grandes (acima de US$ 500 milhões de receita anual), médias (de US$ 100 milhões a US$ 500 milhões) e pequenas (abaixo de US$ 100 milhões de faturamento anual), também. É a causa de interrupção dos negócios que as empresas mais temem, enquanto a resiliência da segurança cibernética é classificada como o desafio ambiental, social e de governança (ESG) mais preocupante das empresas. É também a principal preocupação das empresas uma vasta gama de indústrias, incluindo bens de consumo, serviços financeiros, cuidados de saúde e telecomunicações, para citar apenas algumas.
O CEO da Allianz Commercial, Petros Papanikolaou, comenta sobre os resultados: “Os principais riscos e as maiores ascensões no Allianz Risk Barometer deste ano refletem os grandes problemas enfrentados pelas empresas ao redor do mundo, atualmente – digitalização, mudanças climáticas e um ambiente geopolítico incerto. Muitos desses riscos já estão impactando, com condições climáticas extremas, ataques de ransomware e conflitos regionais esperados para testar ainda mais a resiliência das cadeias de abastecimento e modelos de negócios em 2024. Corretores e clientes de empresas de seguros devem estar cientes e ajustar suas coberturas de seguro de acordo.”
Grandes corporações, empresas de médio porte e pequenos negócios estão unidos pelas mesmas preocupações de risco – todos estão principalmente preocupados com cibersegurança, interrupção nos negócios e catástrofes naturais. No entanto, a lacuna de resiliência entre empresas grandes e menores está se ampliando, conforme a conscientização de risco entre as organizações maiores cresceu desde a pandemia, com um esforço notável para aprimorar a resiliência, destaca o relatório. Por outro lado, empresas menores frequentemente carecem de tempo e recursos para identificar e se preparar efetivamente para uma ampla gama de cenários de risco e, como resultado, levam mais tempo para retomar os negócios após um incidente inesperado.
Tendências impulsionando a atividade cibernética em 2024
Incidentes cibernéticos (36%) são classificados como o risco mais importante globalmente pelo terceiro ano consecutivo – pela primeira vez com uma margem clara (5% pontos). É o principal perigo em 17 países, incluindo Austrália, França, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Uma violação de dados é considerada a ameaça cibernética mais preocupante para os respondentes do Allianz Risk Barometer (59%), seguida por ataques à infraestrutura crítica e ativos físicos (53%). O recente aumento nos ataques de ransomware – 2023 viu um preocupante ressurgimento na atividade, com a atividade de sinistros de seguro aumentando mais de 50% em comparação com 2022 – ocupa o terceiro lugar (53%).
“Os criminosos cibernéticos estão explorando maneiras de usar novas tecnologias, como inteligência artificial generativa (IA), para automatizar e acelerar ataques, criando malware e phishing mais eficazes. O aumento no número de incidentes causados por uma segurança cibernética deficiente, especialmente em dispositivos móveis, a escassez de milhões de profissionais em segurança cibernética e a ameaça enfrentada por empresas menores devido à sua dependência da terceirização de TI também são esperados para impulsionar a atividade cibernética em 2024”, explica Scott Sayce, Chefe Global de Cibersegurança da Allianz Commercial.
Interrupção nos negócios e catástrofes naturais
Apesar do alívio na interrupção das cadeias de abastecimento pós-pandemia em 2023, a interrupção nos negócios (31%) mantém sua posição como a segunda maior ameaça na pesquisa de 2024. Esse resultado reflete a interconexão em um ambiente de negócios global cada vez mais volátil, bem como uma forte dependência de cadeias de abastecimento para produtos ou serviços críticos. Melhorar a gestão da continuidade dos negócios, identificar gargalos nas cadeias de abastecimento e desenvolver fornecedores alternativos continuam sendo prioridades-chave de gerenciamento de riscos para empresas em 2024.
Catástrofes naturais (26%) estão entre as três maiores movimentações, subindo três posições no rakning. Por isso, 2023 foi um ano recorde em vários aspectos. Foi o ano mais quente desde que os registros começaram, enquanto as perdas seguradas superaram US$100 bilhões pelo quarto ano consecutivo, impulsionadas pela conta de danos mais alta de todos os tempos, de US$60 bilhões, devido a tempestades severas. No mundo, catástrofes naturais são o risco #1 na Croácia, Grécia, Hong Kong, Hungria, Malásia, México, Marrocos, Eslovênia e Tailândia, muitos dos quais sofreram alguns dos eventos mais significativos de 2023. Na Grécia, um incêndio próximo à cidade de Alexandroupolis, em agosto, foi o maior já registrado na União Europeia. Enquanto isso, inundações severas na Eslovênia resultaram em um dos maiores eventos de cadeia de abastecimento, causando atrasos na produção e falta de peças para fabricantes de automóveis europeus.
Diferenças regionais e riscos
As mudanças climáticas (18%) podem não ter se movido ano após ano (7º lugar), mas estão entre os três principais riscos de negócios em países como Brasil, Grécia, Itália, Turquia e México. Danos físicos aos ativos corporativos de eventos climáticos extremos mais frequentes e severos são uma ameaça-chave. Os setores de serviços públicos, energia e industrial estão entre os mais expostos. Além disso, os riscos de transição para uma economia net zero e os riscos de responsabilidade devem aumentar no futuro, à medida que as empresas investem em novas tecnologias de baixo carbono, em grande parte não testadas, para transformar seus modelos de negócios.
Não surpreendentemente, dados os contínuos conflitos no Oriente Médio e Ucrânia, e as tensões entre China e EUA, os riscos políticos e a violência (14%) sobem do 10º para o 8º lugar. 2024 também é um super ano de eleições, onde até 50% da população mundial poderia ir às urnas, incluindo Índia, Rússia, EUA e Reino Unido. A insatisfação com os resultados potenciais, juntamente com a incerteza econômica geral, o alto custo de vida e o crescimento da desinformação alimentada pelas redes sociais, significa que a polarização social deve aumentar, desencadeando mais agitação social em muitos países.
No entanto, há alguma esperança entre os respondentes do Allianz Risk Barometer de que 2024 poderia ver os altos e baixos econômicos selvagens experimentados desde o choque da Covid-19 se acalmarem, resultando em desenvolvimentos macroeconômicos (19%), caindo do 3º para o 5º lugar. No entanto, as perspectivas de crescimento econômico permanecem fracas – bem abaixo de 1% nas principais economias em 2024, de acordo com a pesquisa da Allianz.
“Mas esse crescimento fraco é um mal necessário: as altas taxas de inflação finalmente serão coisa do passado”, diz Ludovic Subran, Economista-Chefe da Allianz. “Isso dará aos bancos centrais algum espaço para manobra – taxas de juros mais baixas são prováveis no segundo semestre do ano. Não um segundo tarde demais, pois não se pode esperar estímulo da política fiscal. Uma ressalva é o considerável número de eleições em 2024 e o risco de mais agitação, dependendo de certos resultados.”
Em um contexto global, a escassez de mão de obra qualificada (12%) é vista como um risco menor do que em 2023, caindo da 8ª para a 10ª posição. No entanto, empresas na Europa Central e Oriental, Reino Unido e Austrália a identificam como um dos cinco principais riscos de negócios. Dado que ainda há um desemprego recorde em muitos países ao redor do mundo, as empresas estão procurando preencher mais vagas de empregos do que há pessoas disponíveis para ocupá-las. Especialistas em TI ou dados são vistos como os mais difíceis de encontrar, tornando essa questão um aspecto crítico na luta contra crimes cibernéticos.
Os 10 principais riscos globais de negócios para 2024
Jornalistas de todo o Brasil poderão inscrever, até o dia 7 de abril de 2024, reportagens e matérias para concorrer ao VII Prêmio de Jornalismo em Seguros. Ao todo, serão distribuídos R$ 120 mil, entre os três primeiros colocados – R$ 15 mil para o primeiro, R$ 6 mil para o segundo e R$ 3 mil para o terceiro – nas cinco categorias da premiação: Mídia Impressa, Audiovisual, Webjornalismo, Imprensa Especializada do Mercado de Seguros e a categoria especial ASG e Seguros, na qual serão consideradas reportagens publicadas em todos os meios citados.
Nas seis edições anteriores, foram mais de 3.800 trabalhos inscritos, produzidos por cerca de 800 profissionais da imprensa. Esta é a primeira vez que a premiação será organizada conjuntamente pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), pela Escola de Negócios e Seguros (ENS) e a Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor).
O Tesouro Nacional lança nesta quarta-feira (17) uma iniciativa para incentivar mulheres a investirem em títulos públicos, em parceria com o Banco do Brasil, segundo fontes ouvidas pelo GLOBO.
A partir de um produto já existente, o Educa+, o novo título vai oferecer retorno atrelado à inflação, a partir de aportes mínimos de R$ 35.
Como parte do incentivo para que mulheres invistam nessa modalidade do Tesouro Direto, elas terão direito a benefícios como suporte jurídico e psicológico em caso de violência doméstica e seguro de vida de R$ 15 mil.
As mulheres poderão cadastrar seus filhos na plataforma do Banco do Brasil. Com isso, além da apólice de seguro, as crianças terão direito a 12 cestas básicas em caso de falecimento de suas mães.
Homens poderão aplicar no papel, mas não receberão os benefícios extras — seguro e suporte jurídico e psicológico. E mesmo que o pai já tenha cadastrado o filho no Educa+, a mãe pode fazer o investimento no novo papel e cadastrar a criança, para que ela tenha acesso aos benefícios.
Estímulo à poupança
Segundo dados disponíveis, até novembro do ano passado o público feminino representava apenas 26,7% dos aplicadores.
O projeto visa alcançar 100 mil mulheres — o Educa+ soma atualmente 40 mil investidores —, já que elas ainda recebem salários inferiores aos de homens que trabalham nas mesmas funções e têm menores oportunidades no mercado de trabalho e pouco acesso à educação financeira. Isso motivou outro incentivo: cursos básicos de finanças para essas investidoras, oferecidos pelo Banco do Brasil.
Este ano, estão previstos ainda outros lançamentos do Tesouro Direto, com cunho ambiental e social. Para Paulo Luives, sócio da Valor Investimentos, mais do que levantar recursos para a União, os novos produtos têm por meta instalar a cultura de poupança nos brasileiros:
— O hábito de poupar ainda é muito incipiente. Cerca de 70% da população está endividada. Não sobram recursos para guardar. E quem tem dinheiro para investir não tem acesso, na maioria das vezes, a alternativas fáceis e de baixo custo. Por isso, vejo esses lançamentos como algo muito positivo.
O volume em estoque do RendA+ e do Educa+ ainda é muito baixo em relação aos demais produtos do Tesouro Direto, correspondendo a 1,1% e a 0,1% do total, respectivamente. As maiores fatias se concentram no Tesouro Selic, com 37,3%, e no IPCA+, com 37,9%.
Camilla Dolle, head de renda fixa da XP, avalia que o Educa+, lançado em agosto do ano passado, ainda não caiu no gosto da população, já que poucas pessoas têm o objetivo de juntar dinheiro para pagar algum curso, sendo mais comum guardar recursos para a velhice:
— A gente já vê resgates, embora o volume de aplicações seja bem maior. Desde agosto, vimos aplicação de pouco mais de R$100 milhões nesse título. Talvez o objetivo não seja tão visado pelos investidores.
As ações promovidas pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) junto aos governos locais com o objetivo de apoiar o desenvolvimento econômico regional já começam a render parcerias. A primeira delas é junto à prefeitura de São Paulo (SP). A Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB) e a Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab-SP) abriram uma licitação pública para a construção de mais de 40 mil unidades habitacionais, e com a contribuição técnica da CNseg, incluiu em suas regras a contratação do seguro garantia, que vai qualificar o empreendimento e assegurar o término das obras em tempo e qualidade, conforme edital público.
A atuação da modalidade “seguro garantia” nos empreendimentos paulistas faz parte das ações de parceria com os estados, idealizado pela CNseg, iniciado em 2023, que incluiu uma série de visitas técnicas junto aos governos estaduais onde foram apresentadas propostas que visam ampliar e atrair investimentos em áreas como infraestrutura, meio ambiente e inovação utilizando produtos oferecidos pelo mercado segurador.
O diretor de relações institucionais da CNseg, Esteves Colnago, destacou que o edital utilizado pela prefeitura de São Paulo servirá de modelo para que outras localidades possam aplicar e, dessa forma, otimizar os contratos para construção de obras públicas.
“O edital é fruto de uma importante parceria entre a SEHAB e a Cohab de São Paulo com o setor segurador e demonstra quão proveitosa pode ser essa aproximação junto aos diversos entes públicos no desenho de políticas públicas e no melhor atendimento da população. Parcerias como essa podem ser replicadas em todos os estados e municípios brasileiros, com os mais diversos órgãos públicos, e em vários outros temas. Queremos agora que outras parcerias como estas aconteçam, pois o setor segurador e o Brasil crescem com um país mais seguro”, destacou.
Para o assessor especial da Cohab-SP, Alfredo Santos, o município precisava de uma norma que assegurasse, por exemplo, a substituição da construtora que atua no empreendimento em caso de algum problema que inviabilizasse a continuidade e aproveitasse os recursos empenhados. O seguro garantia, nesse caso, vai possibilitar sobretudo, a continuidade das obras.
“Entre outras garantias que a Cohab e o município precisavam era a tranquilidade que nós receberíamos os imóveis na forma e qualidade com as quais eles foram adquiridos e no prazo. Analisamos outros programas habitacionais que tinham o segundo Termo de Obra, mas em um volume de garantia que não era suficiente e na modalidade em que o tomador era responsável por todas as definições de garantia. Portanto, para nós era muito importante que nós tivéssemos a celeridade do agente privado, no caso as seguradoras, para que, em um caso de uma paralisação de obra, a gente pudesse utilizar da estrutura, do conhecimento e da velocidade do parceiro privado, que é o caso da modalidade step in”, afirmou.
Setor auxilia conclusão de obras públicas
O step in, dentro do seguro garantia, foi trazido pela Nova Lei de Licitações como meio para reduzir um problema comum no País, que é o abono de obras públicas antes do seu término. Segundo relatório do TCU, apresentado em 2023, cerca de 8,6 mil obras públicas se encontram inacabadas no país, equivalente a 41% do total de empreendimentos com utilização de recursos públicos.
O modelo de seguro apoiado pelo setor além de auxiliar no planejamento e entrega de obras no prazo determinado, também ajuda na fiscalização qualitativa das obras, ajudando a otimizar contratos e ações que realmente impactam no valor da licitação ao custo real da obra.
Atualmente, junto ao governo federal, o setor segurador já vem auxiliando, conjuntamente a outros atores de mercado, na construção de propostas que devem ser observadas para regulamentação do step in na Nova Lei de Licitações.
Seguro garantia Cohab-SP
O modelo de contrato de seguro, proposto no edital da Cohab-SP, garante indenização por eventuais prejuízos decorrentes do inadimplemento das obrigações assumidas pelo tomador (uma construtora, por exemplo), de acordo com regras constantes na apólice. Além disso, mediante a retomada da obra do empreendimento não concluído pelo tomador é prevista também a contratação de um substituto, para que este conclua as obras em andamento.
Entre as outras cláusulas está a construção e entrega das unidades autônomas residenciais atingindo, de acordo com o chamamento público vigente, o Limite Máximo de Garantia (LMG) da apólice, que corresponde no máximo a 30% do valor do custo de produção do conjunto de obras residenciais.
Conhecido como período que representa o início de um novo ciclo, o primeiro mês do ano é também marcado pela conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde mental, com a realização da campanha Janeiro Branco.
A rede de clínicas Meu Doutor Novamed, do Grupo Bradesco Seguros, adere a essa mobilização alertando para hábitos nocivos à saúde emocional, além de trazer orientações sobre tratamento e dicas sobre comportamentos que ajudam na conquista de uma vida equilibrada.
Salto de 65% nos atendimentos
A atenção crescente da sociedade às questões emocionais se reflete nos números da Meu Doutor Novamed. De janeiro a novembro de 2023, a rede registrou um aumento de 65,5% nos atendimentos de Psicologia, em comparação ao mesmo período de 2022. A modalidade online, que ganhou força principalmente durante a pandemia, já responde por 40% das sessões, se consolidando como formato que amplia o acesso à terapia.
Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), a saúde mental é um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz lidar com os estresses cotidianos, desenvolver suas habilidades pessoais, ter um conceito positivo sobre si, ser produtivo e apto a contribuir para a sociedade.
Três em cada dez brasileiros se sentem ansiosos, têm problemas com sono e com a alimentação sempre ou frequentemente, de acordo com pesquisa de agosto de 2023 do Instituto DataFolha. A saúde mental pode ser impactada de diversas formas, com manifestações que vão desde irritabilidade e estresse até questões mais severas, como a depressão, síndrome do pânico, transtornos de stress pós-traumático (TEPT), transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e transtornos alimentares.
Para a psicóloga Thamires Henrique de Lima, que atua nas unidades da rede de clínicas Meu Doutor Novamed da Paulista e Barra Funda, em São Paulo, diversas causas podem estar associadas ao surgimento de problemas que afetam a saúde emocional. Ela enumera quatro principais:
Estresse diário;
Cobranças em excesso;
Fatores genéticos;
Questões ligadas aos relacionamentos afetivos, bem como à estrutura e à dinâmica familiar.
A médica de família Katherine Dambrowski, que atua na unidade de Curitiba da rede de clínicas Meu Doutor Novamed, comenta sobre os problemas de saúde mental mais comuns. “Dentre os obstáculos mais universais para o equilíbrio da saúde mental, podemos destacar o transtorno de ansiedade e a depressão. Para dar uma ideia da dimensão, segundo a OMS, o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas, representando cerca 9% da população. Além disso, estima-se que cerca de 15,5% dos brasileiros terão depressão ao longo da vida. Há diversos subtipos de ansiedade e de depressão, que devem ser avaliados de forma individualizada”.
A médica da Meu Doutor Novamed também aponta alguns dos efeitos das doenças mentais no organismo e alerta para a importância do acompanhamento especializado. “As doenças mentais podem apresentar sintomas diversos, como aumento ou redução do apetite, insônia ou sonolência. Uma mesma patologia pode ter diferentes manifestações, dependendo da pessoa. Por isso é sempre importante consultar seu médico de confiança, que saberá dizer qual o seu diagnóstico correto e direcionar a tratamento adequado, buscando melhoria em sua qualidade de vida”.
Como cuidar da saúde mental?
A psicóloga Thamires Henrique destaca a importância da revisão de prioridades e de estilo de vida para amenizar quadros de desequilíbrio psíquico. “O quadro pode ser amenizado quando o paciente foca no autocuidado, com um desejo genuíno de mudar e buscar o equilíbrio para a vida. Contar com uma rede de apoio, realizar atividade física e ter, claro, o acompanhamento psicológico e médico, podem auxiliar na prevenção de doenças mentais e questões emocionais”.
Para manter a mente sã
Dentre as ações que podem ser adotadas em prol da saúde mental, a psicóloga destaca oito atividades para a busca pelo equilíbrio emocional:
Buscar terapia;
Praticar atividade física;
Atenção ao tempo dedicado às redes sociais;
Priorizar o sono de qualidade;
Optar por uma alimentação saudável e balanceada;
Ter objetivos e ambições;
Saber impor limites;
Preservar o autocuidado.
Por mais que seja difícil adotar um novo hábito, como começar a praticar uma atividade física regularmente, por exemplo, essas mudanças na rotina são fundamentais quando se busca uma melhora das doenças mentais, reforça a médica de família Katherine Dambrowski: “Há evidência científica de que a atividade física aumenta os neurotransmissores que podem estar reduzidos em algumas doenças como depressão e ansiedade. Quanto mais neurotransmissores produzidos pela atividade física, maior sensação de prazer, alegria e bem-estar você terá. Da mesma maneira, uma boa alimentação também está relacionada a regulação de tais neurotransmissores”.
“Revisar suas prioridades, manter um hobby, praticar atividades de lazer e passar momentos com amigos e família também são importantes. É essencial separar um tempo e refletir os motivos que te levam a seguir adiante, o que tem significado em sua vida e não apenas viver um dia atrás do outro de forma automática. A vida apresenta uma série de exigências e dificuldades, para ter uma boa saúde mental é essencial conhecer a si mesmo, suas reações, sentimentos e aprender como manter-se bem diante das adversidades que surgem no cotidiano”, complementa a Dra. Katherine.
Apoio profissional: como saber quando deve procurar por um psicólogo ou um psiquiatra?
A psicóloga da rede de clínicas Meu Doutor Novamed esclarece a dúvida: “A pessoa deve procurar um psicólogo quando tem conflitos internos, processos mentais, emoções e comportamentos que de alguma forma incomodam ou limitam a convivência, além de interferirem no trabalho e no estudo. De acordo com os sintomas físicos e emocionais, pode ser indicado o tratamento com intervenção medicamentosa, com o apoio do psiquiatra. É importante ressaltar que psicólogo e psiquiatra trabalham em conjunto, para um melhor acompanhamento do paciente”.
Devido às fortes chuvas na região metropolitana do Rio de Janeiro nos últimos dias, a Tokio Marine Seguradora adotou uma série de ações emergenciais para mitigar os impactos nas áreas afetadas pelas tempestades e prestar apoio aos segurados nas comunidades atingidas. Atualmente, o Rio de Janeiro se encontra em situação de emergência em razão dos recentes eventos climáticos.
No último fim de semana, a Companhia deslocou para o local equipes de Assistência 24horas, Sinistros e Salvados a fim de acompanhar de perto as tratativas, facilitar processos das operações e agilizar a regulação dos sinistros e pagamento das indenizações dos Clientes, de acordo com o alto volume de chamadas. A Seguradora ainda priorizou e simplificou as vistorias nas linhas de negócios Empresarial e Condomínio.
No total, desde o dia 12, a Companhia prestou mais de 200 serviços de assistências e avisos de sinistros em nove municípios. A Tokio Marine segue monitorando de perto os eventos críticos na região metropolitana do Rio de Janeiro, em contato direto com as equipes locais, em especial na capital fluminense e Niterói, localidades mais impactadas pelas fortes chuvas até o momento.
Com a missão de cuidar e garantir um futuro longevo e protegido para todos, o Grupo Bradesco Seguros criou o Hub Longevidade, em parceria com O Globo. O espaço é dedicado a promover a importância da longevidade para os brasileiros e abordará novidades em pesquisas, exercícios, bem-estar, estética, saúde, vida e previdência, além de colunas assinadas por especialistas da área, como o médico gerontólogo Alexandre Kalache.
Disponível a partir do dia 15 de janeiro, o projeto terá publicações nas versões online e impressa do jornal, de acordo com a programação:
Segundas-feiras: pautas no universo de Vida (Ambiente Digital O Globo)
Quintas-feiras: pautas no universo de Previdência (Ambiente Digital O Globo e Impresso no caderno de Economia);
Sábados: pautas no universo de Saúde (Ambiente Digital O Globo e Impresso no caderno de Saúde).
Para a Superintendente de Marketing do Grupo, Ana Claudia Gonzalez, essa é uma oportunidade de ampliar a cultura de proteção no país. “O Hub de Longevidade tem a missão de levar informação de qualidade para mais pessoas, ampliando o conhecimento acerca dos temas que nos são caros, como longevidade, saúde e planejamento financeiro”, destaca.
A Bradesco Vida e Previdência acredita que futuro cresce em casa e está comprometida em ser parte desse crescimento. “Quanto antes trouxermos assuntos de planejamento financeiro para a realidades dos nossos familiares, mais conscientes nossos jovens serão sobre a importância do cuidado com o futuro”, comenta o CEO Jorge Nasser.
E foi pensando nesta premissa e em fazer parte da rotina das famílias brasileiras que a seguradora lançou um novo portal, o: familiarIDADES.
A iniciativa está alinhada ao compromisso de disseminar a cultura da educação financeira como elemento indispensável à conquista de um futuro com mais saúde, bem-estar e qualidade de vida. Além disso, o portal reproduz a estrutura de uma casa, onde cada ambiente trata de temas de interesse para várias idades, em especial saúde, educação, finanças, sustentabilidade e entretenimento.
“Juntos, queremos cada vez mais expandir essa importante mensagem, mostrando a um número cada vez maior de pessoas que assuntos como planejamento financeiro, incluindo a previdência privada, e todos os outros que o cercam, podem e devem ser abordados com leveza, com troca de conhecimento e experiências entre diferentes gerações. É sobre proteger o hoje e preparar o amanhã dos nossos jovens!”, comenta Nasser em seu LinkedIn.
A Darwin Seguros, seguradora digital autorizada pela SUSEP que utiliza tecnologia, dados e inteligência artificial para oferecer um seguro de auto simples, personalizado e acessível, acaba de receber a autorização para operar como seguradora S3 em todo o Brasil e mira quadriplicar sua receita até o final de 2024.
No final de 2022 a Darwin Seguros recebeu a autorização para operar como seguradora, inicialmente na segunda edição do programa Sandbox da SUSEP. A saída da Darwin Seguros do programa em um período tão curto de operação pode ser considerado um caso de sucesso para o mercado, eis que menos de 5% das empresas selecionadas pela SUSEP para o programa conseguiram este feito. Com a licença de seguradora S3, a empresa poderá complementar e ampliar as coberturas atuais oferecidas ao mercado em seu produto auto (que eram antes limitadas pela regulamentação do Sandbox), bem como atuar em outros segmentos de seguro.
A saída do programa veio em meio a um crescimento bastante forte – em seu primeiro ano de vendas a empresa já superou a marca de 25 milhões de ARR (receita recorrente anual), evidenciando sua rápida ascensão no mercado. Segundo Beto Souza Barros, fundador e Co-CEO da Darwin Seguros, a companhia pretende ultrapassar os 100 milhões de ARR já em 2024.
“Poderíamos ter crescido ainda mais em 2023, mas temos um foco muito grande na gestão de riscos e no lucro da carteira. Seguiremos crescendo fortemente, sem nunca renunciar à responsabilidade. No ano passado, reduzimos o burn rate da companhia em 50%, e nossa principal meta para 2024 é atingir o breakeven”.
Uma das estratégias que têm impulsionado o sucesso da Darwin Seguros é a distribuição de seguros através do canal corretor. Esse modelo revelou-se mais eficiente e eficaz – com um custo de aquisição de cliente (CAC) e índices de sinistralidade significativamente melhores em comparação ao modelo de venda direta, estratégia que é adotada por alguns concorrentes.
“A combinação da digitalização do corretor, com a telemetria do nosso app, que identifica o modo de condução dos motoristas, e nossa subscrição proprietária, tem se mostrado vencedora para termos uma sinistralidade abaixo do mercado em 2023” disse ele.
Mesmo com as limitações do Sandbox, a Darwin Seguros já está presente em todos os estados do Brasil e com uma experencia diferenciada da contratação ao atendimento, o que tem sido um diferencial para o mercado. Mesmo com o forte crescimento, o nível de reclamações da companhia é consideravelmente abaixo de seus concorrentes.
“Em 2023, atingimos a marca de 20 mil veículos segurados e fizemos isso preservando o que temos de mais importante – o segurado e a saúde da Companhia. Estamos muito felizes e confiantes com o modelo e nível de atendimento que entregamos, assim como a forma na qual estamos escalando nossa operação. Temos a missão máxima de ser digital sem perder o toque humanizado, e o resultado positivo está vindo rápido, tanto dos nossos clientes, quanto dos corretores parceiros. Estamos orgulhosos do nosso primeiro ano de operação de vendas e ansiosos para os próximos passos, que certamente serão transformacionais para nós”, afirma Firmino Freitas, também fundador e Co-CEO da companhia.
Desde o último fim de semana, a Porto Serviço empenha seus prestadores de serviços para auxiliar no resgate de pessoas impactadas pelos alagamentos provenientes das fortes chuvas que atingem alguns municípios do Rio de Janeiro. Até o momento, as equipes da Porto auxiliaram na travessia de quase 30 pessoas isoladas em decorrência dos incidentes causados pelas cheias.
Além do auxílio nos resgates, foram distribuídas ainda 140 marmitas e 10 cestas básicas para a população em situação de vulnerabilidade. Ao todo, foram destinados para a operação sete prestadores da Porto Serviço, que contam com uma picape própria para atuação em alagamentos, uma moto aquática, além de cinco motocicletas especiais.
Durante os próximos dias, as equipes da Porto Serviço permanecerão nos municípios da região, prestando todo o auxílio necessário à população atingida pelos fenômenos climáticos que estão impactando a vida dos moradores locais. Além da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, também foram afetadas pelas fortes chuvas dos últimos dias a capital e a Baixada Fluminense.
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