Swiss Re apresenta 16 riscos emergentes e seus impactos potenciais no setor de seguros e na sociedade

Fonte: Swiss Re

O mundo está enfrentando múltiplas crises interconectadas que trazem riscos cada vez mais complexos, segundo o 12º relatório SONAR sobre riscos emergentes da Swiss Re. A publicação explora tópicos críticos do futuro para promover uma melhor compreensão sobre novos riscos ou em mudança, suas interações e dependências.

Patrick Raaflaub, Diretor de Risco do Grupo Swiss Re, disse: “Vivemos em um mundo caracterizado por crises interconectadas, que por sua vez podem dar origem a novos riscos. Para re/seguradoras, é fundamental antecipar tendências e entender como questões globais importantes como mudanças climáticas, incerteza econômica ou turbulência geopolítica podem impactar não apenas a indústria, mas também a sociedade como um todo.”

Catástrofes naturais relacionadas ao clima estão aumentando em frequência e severidade. Enquanto inundações, incêndios florestais e tempestades podem levar a danos materiais e perda de vidas, os efeitos em cascata de tais eventos representam riscos adicionais. Incêndios florestais podem impactar a infraestrutura hídrica contaminando fontes de água ou cortando o acesso a ela. Inundações e tempestades também podem danificar redes de energia e interromper redes de transporte, paralisando linhas de produção devido à falta de energia, levando a perda de tempo de produção, deterioração de materiais e atrasos nas entregas. Se a infraestrutura crítica e as cadeias de suprimentos forem afetadas, a acumulação de danos pode ser significativa.

Embora a segurança das cadeias de suprimentos era uma prioridade para as empresas após as grandes interrupções causadas pela pandemia de COVID-19, o foco voltou para a economia imediata de custos. A pressão de custos cresceu, mas também cresceram os riscos para as cadeias de suprimentos – como exemplificado pela crise do Mar Vermelho.

Devido à maior volatilidade do panorama geopolítico, frequências crescentes de eventos climáticos extremos, o aumento da incerteza econômica e riscos cibernéticos e tecnológicos, é provável que as principais rotas de suprimento ao redor do globo  se tornarão menos seguras. Dada a situação atual e a perspectivas negativas desses fatores de risco, a resiliência da cadeia de suprimentos deveria estar no topo da agenda das empresas. Se os riscos se acumularem ou coincidirem com uma cadeia de suprimentos já estressada, as consequências econômicas poderiam ser significativas.

Mudanças climáticas e questões da cadeia de suprimentos também afetam a infraestrutura de saúde, agravadas pelo subfinanciamento consistente dos sistemas de saúde. Serviços essenciais como o suprimento de água, saneamento e fornecimento de eletricidade podem ser comprometidos sob cenários climáticos mais extremos que provoquem um maior risco  de inundações frequentes e outros eventos disruptivos.

Serviços de saúde enfraquecidos aumentam riscos para as sociedades, já que cuidados tardios ou inadequados contribuem para maior morbidade e mortalidade, que também impactam economias mediante aumento do absenteísmo relacionado à saúde e falta de pessoas para trabalhar. O subfinanciamento dos sistemas de saúde e os impactos disso são uma preocupação em países de baixa, média e alta renda.

CNseg e Núclea firmam parceria para oferecer serviço de registro às seguradoras

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Fonte: CNseg

Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao setor segurador, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) fechou uma parceria com a Núclea, empresa referência no desenvolvimento de soluções de infraestrutura em transações digitais e inteligência de dados, para ser a registradora parceira das operações de seguros. 

A atuação das registradoras nas operações de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguros é um requerimento regulatório e integra o projeto de Sistema de Registro de Operações – SRO, que busca a modernização do envio dos dados das seguradoras à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Segundo o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, a aliança com a Núclea é um primeiro passo na direção de a Confederação ofertar novos serviços de qualidade para o setor como um todo. “Vamos começar essa parceria pelo registro de operações que permitirá criar estratégias mais eficientes para as seguradoras. Estou otimista com essa parceria”, afirmou.

A aliança é um avanço no relacionamento e prestação de serviço da Núclea com as empresas do setor segurador. “Esse movimento estratégico reforça o nosso compromisso com a excelência e a inovação. Juntas, a Núclea e a CNseg estão prontas para enfrentar os desafios do futuro e liderar o caminho para um setor de seguros cada vez mais robusto”, destaca André Daré, CEO da Núclea. 

A representação institucional que a CNseg exerce há 73 anos está mais que consolidada; instituída para coordenar, proteger, congregar e representar os Sindicatos filiados e as categorias econômicas do seguro privado, da capitalização e da previdência complementar aberta, fornece serviços e soluções, com o que há de mais moderno no mercado, contribuindo para o desenvolvimento do Sistema de Seguros Privados do País.

A Núclea vai empregar um conhecimento de mais de 20 anos em infraestrutura tecnológica para o sistema financeiro para oferecer o novo serviço para as seguradoras. A empresa é uma registradora autorizada a operar pelo Banco Central no Brasil e possui larga experiência no registro de recebíveis de cartões e carteiras de cessão de crédito.

Neste mês, a Núclea teve o credenciamento aprovado pela SUSEP – publicado em 06/06/2024, no Diário Oficial da União – Edição: 107 | Seção: 1 | Página: 43 – e agora aguarda a homologação do órgão regulador do setor de seguros. A partir daí, a empresa apoiará as associadas da CNseg, promovendo uma transformação digital eficaz e alinhada com as melhores práticas dos maiores players do mercado.

Presidente do Corinthians visita sede da EZZE Seguros 

Fonte: EZZE

Nesta quarta-feira (12/06), o presidente do Sport Club Corinthians Paulista, Augusto Melo, visitou a sede da EZZE Seguros, em São Paulo, onde se reuniu com sócios e executivos da companhia, entre eles o CEO Richard Vinhosa, Ivo Machado, Claudio Vale e Bruno Cals.

Na ocasião foram tratadas questões sobre novas ativações junto ao clube, aos seus sócios e aos torcedores como forma de estreitar ainda mais a parceria entre a companhia e o Corinthians.

Colaboradores da EZZE também tiveram a oportunidade de conhecer pessoalmente Augusto Melo, que estava acompanhado de representantes do clube.

Em nome de todo o time da EZZE, o CEO Richard Vinhosa agradece a atenção e disponibilidade de Augusto Melo neste primeiro encontro oficial na companhia.

Porto Educ promove workshop online sobre sucessão com participação do CEO Paulo Kakinoff 

Paulo Kakinoff CEO da Porto

Fonte: Porto

Durante os dias 28 e 29 de maio, a Porto Educ promoveu mais um workshop online dedicado a capacitar os Corretores parceiros da companhia na conscientização e planejamento inicial do processo de sucessão, visando a sustentabilidade e continuidade dos negócios no futuro. O evento contou com inscrições de todo o Brasil, totalizando mais de 140 participantes presentes em cada dia. 
 

O Programa Corretores em Sucessão da Porto integra a valiosa experiência e conhecimento dos Corretores e líderes atuais com a visão inovadora e o potencial dos futuros sucessores. Este ambiente colaborativo proporciona uma plataforma onde tanto os sucessores quanto os sucedidos podem trabalhar em conjunto para moldar o futuro do setor de corretagem, em parceria com a Porto. 
 

Nos dois dias do evento, foram realizadas palestras e discussões que abordaram competências estratégicas essenciais para o processo de sucessão. Uma grande novidade deste ano foi a entrevista conduzida por Eva Miguel, Diretora Executiva de Produção Brasil na Porto, com Paulo Kakinoff, CEO da Porto, e Luiz Arruda, Vice-Presidente Comercial & Marketing da Porto. Realizado no primeiro dia, o diálogo proporcionou aos inscritos uma visão mais aprofundada das experiências dos executivos nos processos de Sucessão que passaram recentemente. 
 

“A receptividade do workshop foi muito positiva, com feedbacks entusiasmados dos participantes que elogiaram a qualidade das discussões e a relevância dos temas abordados”, pontua Arruda. “Atualmente, temos mais de 37 mil corretores parceiros. Com este evento, a Porto reafirma sua missão de construir um futuro sólido e inovador ao lado deles, garantindo que a próxima geração de líderes esteja bem-preparada para continuar o legado de excelência no mercado de seguros.” 
 

A iniciativa ocorre anualmente e oferece uma jornada completa aos Corretores, que vai desde a conscientização sobre o tema durante o workshop até a construção do plano de negócios de Sucessão e mentoria contínua após o evento principal. A Porto está presente em todos os momentos da jornada dos Corretores, e o Programa propicia que o Corretor também mantenha essa relação com o mercado e com os seus clientes para sempre.

Geneva Association traz debate sobre os desafios da AL e como seguradoras podem ajudar a mitigar riscos

As principais companhias de seguros do mundo reuniram-se esta semana em Quioto (Japão) por ocasião da Assembleia da Geneva Asssociation, que acontece anualmente e reune os principais CEOs de seguros do mundo para debates sobre aprendizados, tendências e divulgação de dados da indústria mundial, responsável por uma arrecadação US$ 7 trilhões em 2023.

Antonio Huertas, CEO mundial do grupo MAPFRE, fez um relato interessante. Ele participou do painel “Uma nova ordem econômica mundial: a possibilidade emergente”, trazendo para o debate os principais desafios e oportunidades que as seguradoras enfrentam nos mercados emergentes, especialmente na América Latina, onde a MAPFRE é a seguradora multinacional líder.

Segundo ele, estas regiões enfrentam três grandes riscos que podem condicionar fortemente a sua evolução. O primeiro são os conflitos geopolíticos, que, entre outros efeitos sociais, perturbam a atividade econômica e o comércio internacional. A segunda é o populismo, alimentado pela desigualdade social, que termina com a introdução de medidas protecionistas que enfraquecem a integração internacional desses mercados. Em terceiro lugar, e na sequência dos dois primeiros, existe o risco de fragmentação regulamentar que produzirá um ambiente de supervisão cada vez mais complexo para o setor, resultando numa maior carga administrativa devido ao fator de conformidade, o que acabará por prejudicar a competitividade do setor.

“Apesar de tudo isto, acredito que existem razões imperiosas para estarmos otimistas quanto ao futuro econômico dos países emergentes, tais como políticas monetárias bem orientadas, níveis de inflação próximos dos objetivos definidos pelas suas autoridades e condições financeiras que estão a melhorar sistematicamente”, afirmou.

Citou três grandes tendências que marcarão o futuro em questões econômicas nestes países e nos quais os seguros podem desempenhar um papel significativo. Em primeiro lugar, há o aumento da dívida pública impulsionado por iniciativas de crescimento, um investimento que ainda não foi transferido para o PIB dos países emergentes.

Em segundo lugar, está o baixo nível de poupança privada bruta, que é de cerca de 20% na América Latina, ainda é insuficiente para financiar investimentos e infraestruturas, e abre espaço para o crescimento e desenvolvimento dos seguros.

E, finalmente, há o envelhecimento da população destes países, que pode levar a problemas no sistema de pensões e de gestão da dependência se não forem implementadas reformas rápidas relacionadas com a poupança e os sistemas públicos para fazer face a esta realidade, o que também pode suscitar esforços políticos e tensões sociais.

“As companhias de seguros têm a capacidade de contribuir para a resiliência das sociedades, desde que seja facilitada a colaboração com os líderes políticos. A natureza social do nosso trabalho obriga-nos a continuar a ajudar estas economias a reduzir as lacunas de investimento e de proteção, centrando-nos no apoio aos objetivos sociais e na garantia de condições de concorrência equitativas para todas as empresas”, conclui Antonio Huertas.

Conheça os trabalhos vencedores do VII Prêmio de Jornalismo em Seguros

premiados no VII premio de jornalismo em seguros

Fonte: CNseg

O setor segurador se reuniu para premiar as melhores reportagens na cobertura de seguros dos anos 2023-2024 na cerimônia de entrega do VII Prêmio de Jornalismo em Seguros. O evento no Blue Note, em São Paulo (SP), reuniu cerca de 170 pessoas, entre jornalistas, executivos do mercado segurador, autoridades e convidados especiais, para a entrega de 15 gratificações em reconhecimento ao trabalho jornalístico dos selecionados e na escolha do “Jornalista do Ano em Seguros”, eleito entre os cinco vencedores de cada categoria. 

Esse ano, a premiação, que foi realizada em 11 de junho, distribuiu um total de R$ 120 mil reais entre os três primeiros colocados nas categorias Mídia Impressa, Audiovisual, Webjornalismo, Imprensa Especializada do Setor de Seguros e na categoria especial “Prudential ASG & Seguros”. O primeiro lugar levou R$ 15 mil; o segundo, R$ 6 mil e o terceiro R$ 3 mil. O grande vencedor geral ganhará, adicionalmente, uma bolsa de estudos integral em uma das imersões internacionais da Escola de Negócios e Seguros.

“Esse prêmio está ganhando cada vez mais relevância entre os jornalistas. Foram mais de 300 matérias inscritas. Isso é reflexo do tamanho do setor segurador que hoje é equivalente a 6% do PIB nacional. O prêmio faz parte também da nossa estratégia de democratizar o acesso aos produtos de seguros”, disse a superintendente-executiva de Comunicação e Marketing da Confederação Nacional das Seguradoras, Carla Simões.  

Conheça os vencedores do VII Prêmio de Jornalismo em Seguros:

JORNALISTA DO ANO EM SEGUROS Kelly Lubiato – Revista Apólice
Um mundo de oportunidades se abre aos 50+ 
CATEGORIA ESPECIAL “PRUDENTIAL ASG & SEGUROS” 1º lugar – Jamille Niero – InfoMoney
(Coautor: Dhiego Maia)

Falta preparo ao Brasil para enfrentar fenômenos climáticos cada vez mais extremos  2º lugar – Sônia Araripe – Revista Plurale
(Coautor: Antonio Carlos Teixeira)

Business 20: o Seguro, a Agenda ESG e o G20  3º lugar – Daniela Frabasile – B3 Bora Investir
Como as mudanças climáticas afetam o setor de seguros? 
AUDIOVISUAL (RÁDIO E TV) 1º lugar – João Paulo Seabra – Rádio Cultura FM/Belém (PA)
Série de 4 reportagens especiais sobre o mercado de seguros no Brasil 2º lugar – Andrielli Zambonin – NSC TV/Afiliada da TV Globo em SC
(Coautores: Evandro Zucatti, Fabian Londero, Fernando Basei e Paulo dal Bello)
O papel do seguro rural diante de prejuízos no campo com desastres naturais 3º lugar – Aline Albuquerque – TV TEM/Afiliada da TV GLOBO em Sorocaba (SP)
Governo altera previdência privada para atrair poupadores 
IMPRENSA ESPECIALIZADA DO SETOR DE SEGUROS 1º lugar – Kelly Lubiato – Revista Apólice
Um mundo de oportunidades se abre aos 50+ 2º lugar – André Felipe de Lima – Revista Apólice
A crise mora ao lado 3º lugar – Denise Bueno – InfoMoney
Seguro de responsabilidade civil de executivos vive novo dilema com decisão de Toffoli 
MÍDIA IMPRESSA  1º lugar – Carol Kossling – O Povo
Longevidade, sustentabilidade e ESG: os novos olhares do mercado de seguros 2º lugar – Sérgio Tauhata – Valor Econômico
Catástrofe climática se torna cada vez menos previsível para seguradora  3º lugar – Adriana Cotias – Valor Econômico
Previdência atrai R$ 12,7 bi em ano de saques em fundos 
WEBJORNALISMO 1º lugar – Cristiane Noberto – CNN Brasil
Com oferta de seguros, setor privado busca alternativas para minimizar perdas de imóveis por mudanças climáticas 2º lugar – Gustavo Rossetti Viana – Valor Econômico
A difícil tarefa de traçar um mapa de riscos de eventos climáticos  3º lugar – Nathália Larghi – Valor Investe (Coautor: Marcelo D’Agosto)
Com cenário favorável e competição, mais fundos de previdência voltam a superar inflação

Organizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Escola de Negócios e Seguros (ENS) e Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), esta edição do Prêmio conta com o patrocínio de oito seguradoras: Prudential do Brasil (Master), Porto (Ouro), Allianz Seguros (Prata), Bradesco Seguros (Prata), Brasilcap (Prata), Capemisa Seguradora (Prata), Seguros Unimed (Prata) e Tokio Marine Seguradora (Prata).

Boletim IRB+Mercado mostra alta de 5,9% no repasse de prêmios para resseguradoras

Fonte: IRB

Seguradoras de todo o país contrataram R$ 6,2 bilhões em resseguro nos três primeiros meses de 2024. O valor é 5,9% maior que o registrado no primeiro trimestre do ano passado. É o que mostra a 41ª edição do Boletim IRB+Mercado, divulgado hoje (11/06) pela plataforma IRB+Inteligência.

Considerada positiva pelo mercado, a alta na contratação de resseguros ainda não acompanhou o ritmo de crescimento da arrecadação do setor de seguros, que chegou a R$ 48,2 bilhões na soma de janeiro, fevereiro e março, 9,6% superior ao registrado no mesmo período em 2023. O destaque trimestral foi Crédito e Garantia, que obteve a maior alta entre os segmentos, avanço de 16,8% no 1T24 ante um ano antes.

Em relação aos sinistros ocorridos, o total acumulado foi R$ 17,5 bilhões neste primeiro trimestre. O índice de sinistralidade fechou em 39,7%, 7,3 pontos percentuais (p.p.) abaixo da taxa apurada nos três primeiros meses do ano passado. A recuperação foi impulsionada, principalmente, pelo segmento Corporativos de Danos e Responsabilidades (-13,7 p.p.).

Vale ressaltar que os impactos provocados pelas enchentes no Rio Grande do Sul serão verificados nos números reportados pelo mercado à Susep nos próximos meses. Com foco nas operações de seguros, considerando os seguros de danos, responsabilidades e pessoas, o Boletim IRB+Mercado considera a base publicada no dia 20/05.

Vida amplia participação

Maior segmento do mercado de seguros, Vida ampliou a participação em 2,1 p.p., chegando a 35,6% dos prêmios emitidos. No 1T24, o segmento faturou R$ 17,1 bilhões, avanço de 16,5% frente o 1T23. Destaque para os produtos Vida Individual (+29,2%) e Vida Coletivo (+3,5%). A sinistralidade do segmento recuou 2 p.p. no 1T24 e fechou em 27,7%.

O segmento Automóvel emitiu R$ 13,3 bilhões em prêmios nos três primeiros meses do ano, permanecendo estável em relação ao 1T23. A sinistralidade no 1T24 caiu 4,6 p.p. e registrou 57,2%. Danos e Responsabilidades, por sua vez, terminou o primeiro trimestre com R$ 8,8 bilhões de faturamento, alta de 10,8% frente o 1T23. A taxa de sinistralidade reduziu 13,7 p.p. no 1T24, registrando 30,6%, a menor desde o início da série histórica em 2014.

Individual contra Danos registrou faturamento de R$ 4 bilhões no 1T24, variação positiva de 16,1% ante um ano antes, principalmente, em virtude do seguro Compreensivo Residencial, que cresceu 26,3% e registrou a maior variação desde o início da série histórica. A sinistralidade no 1T24 foi de 36,3%, recuo de 4,5 p.p.

Já o segmento Rural emitiu R$ 3,3 bilhões em prêmios no 1T24, alta de 5,6% ante 1T23. A taxa de sinistralidade retraiu 10,1 p.p., atingindo 45,9%. Por fim, Crédito e Garantiaemitiu prêmios de R$ 1,7 bilhão no 1T24, crescimento de 16,8%. A sinistralidade foi de 28,9% no 1T24, retração de 39,9 p.p.

Boletim IRB+Mercado, disponível na íntegra aqui no site do IRB(Re), resume as operações de seguros. Já o Dashboard IRB+Mercado Segurador permite consulta dinâmica e gratuita às informações.

Roubo e furto de carros no estado de São Paulo caem 11% no primeiro trimestre de 2024

Fonte: Ituran

Nos primeiros três meses deste ano, o índice de roubo e furto de carros no estado de São Paulo caiu 11%, foram registrados 18.961 casos, comparados aos 21.354 do mesmo período de 2023. Esses dados são do levantamento da Ituran Brasil, autotech líder em monitoramento veicular, com base nos dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

O estudo também apontou que mesmo as cidades com mais ocorrências apresentaram queda em comparação com o trimestre anterior. A cidade de São Paulo lidera o ranking com um total de 8.858 casos primeiro trimestre de 2024, e mesmo assim apresenta uma redução de 3% em relação aos 9.158 casos no mesmo período do ano passado.  

“Os bairros da capital paulista com maiores casos estão concentrados na Zona Leste, uma região com alto índice. Entre os bairros mais afetados estão Tatuapé, Itaquera, Vila Matilde e Sapopemba. Um dado relevante é o aumento de 3% na proporção de furtos no trimestre, uma tendência crescente para os carros”, explica Fernando Correia, Gerente de operações da Ituran Brasil.

Em relação as outras cidades, Santo André apresenta uma queda de 21%, São Bernardo dos Campos com redução de 13% e Campinas de 4%. Entre as cidades analisadas, Guarulhos foi a única que apresentou um aumento nos casos, com uma alta de 14%, passando de 722 em 2023 para 825 em 2024.

“No entanto, quando analisamos a proporção de casos, a região metropolitana apresenta 73% a mais quando comparado com as demais regiões. Isso acontece porque são áreas com mais movimentação de motoristas, e consequentemente mais alvos para os criminosos. O período da manhã segue como o período com maiores ocorrências, enquanto o período da madrugada permanece sendo o de menor incidência de ocorrências”, ressalta Correia. 

No Ranking dos veículos mais visados modelos Fiat Uno tem queda de 27% nos índices de casos, enquanto Volkswagen Gol redução de 17% e Chevrolet Onix menos 16%. “Os veículos mais antigos seguem sendo os mais visados em decorrência da maior necessidade de manutenção, aumentando a demanda de peças e tendo em vista que muitos consumidores recorrem também ao “mercado paralelo”, finaliza Correia.

CNseg defende ajustes no PLP da Reforma Tributária em audiência na Câmara dos Deputados

Fonte: CNseg

A fim de apresentar as propostas de ajuste elaboradas pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) ao PLP 68/2024, o diretor Técnico, de Estudos e de Relações Regulatórias da CNseg, Alexandre Leal, participou na manhã desta terça-feira, 11, na Câmara dos Deputados, em Brasília, de reunião do Grupo de Trabalho sobre a Regulamentação da Reforma Tributária.

Durante sua colaboração, o executivo frisou que as sugestões foram elaboradas com base em um diálogo constante com representantes da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária (SERT) e do próprio Congresso. 

As sugestões as quais já há consenso com a SERT sobre a necessidade de ajustes no texto do projeto são:

  • A dedução dos cancelamentos e restituições, bem como de benefícios, resgates, sorteios e afins, da base de cálculo das operações das empresas de previdência privada e capitalização, pois esses valores não se tratam de receitas dessas empresas, mas de recursos devolvidos ou pagos aos seus clientes;
  • A não incidência do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Sobre Bens Serviços (CBS) sobre os ativos livres das empresas de previdência e capitalização, pois tais tributos devem incidir apenas sobre a venda de bens e prestação de serviços;
  • A possibilidade de tomada de crédito por parte das pessoas jurídicas que adquirem títulos de capitalização, visto que as empresas sujeitas ao regime do IBS e da CBS se utilizam de títulos de capitalização na condução de seus negócios;
  • Ajustes nas obrigações acessórias dos títulos de capitalização, uma vez que, em algumas situações, o detentor do título não é conhecido no momento da venda; 
  • A exclusão do IBS e do CBS de sua própria base de cálculo, pois, da forma como o seguro é tributado, não é possível saber, a priori, o valor do imposto que incidirá, visto que isso depende da sinistralidade da carteira, sendo necessário um ajuste nessa base de cálculo para exclusão dos tributos, que não podem incidir sobre si mesmos. 

Em contrapartida, Alexandre também apontou as propostas sobre as quais anda não se chegou a uma concordância com a Secretaria. São elas:

  • Alíquota zero de IBS e CBS sobre o Seguro Rural, pois, apesar de o Decreto Lei 73/66 já prever a isenção plena de tributos federais, isso não está previsto na emenda constitucional 132, nem no PLP 68;
  • Alíquota zero de IBS e da CBS sobre os seguros de vida e de invalidez, tanto nas carteiras de seguro, como nas de previdência, pois é de consenso que não se deve tributar a poupança e o seguro de vida é um instrumento de criação de poupança de longo prazo; 
  • A não incidência de IBS e CBS sobre as receitas financeiras das seguradoras e operadoras de planos de saúde, uma vez que essas receitas não são oriundas da venda de bens ou serviços. Logo, a receita a ser tributada pelo IBS e pela CBS é aquela que advém dos prêmios de seguros. A receita financeira deve ser tributada apenas pelo IRPJ e CSLL.

CCS-SP participa de encontro especial na Porto

por Márcia Alves

Os associados do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) participaram de um encontro especial com o presidente da Porto, Paulo Kakinoff, na manhã de 6 de junho, na sede da seguradora, na capital paulista. Para o mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, o evento trouxe a oportunidade de conhecer melhor o dirigente e sua experiência de seis meses no cargo, além de saber os seus planos para a empresa.

Depois de cumprimentar cada um dos associados, Kakinoff relatou sua trajetória profissional, que inclui passagens por montadoras de veículos, período de trabalho na Alemanha e atuação no conselho de administração da empresa aérea Gol. Aliás, hoje, aos 49 anos, ele desempenha a função de conselheiro em cinco empresas de diferentes segmentos. “As boas práticas dessas indústrias posso replicar nas demais e aqui na Porto”, disse.

O convite para presidir a Porto chegou quando Kakinoff já contava com dez anos de atuação no grupo executivo da Gol. No novo cargo, ele considera que atingiu o auge da sua carreira profissional. “Não pelo cargo, mas por ser a Porto o que é, uma empresa que vai fazer 80 anos e que, diante da amostra que tenho de outras organizações, é a que tem a cultura com os valores mais admiráveis. É uma responsabilidade levar esse legado”, disse.

As verticais
O executivo comentou as novidades das quatro verticais de negócios da Porto. Sobre a Porto Serviço, informou que, atualmente, 80% da receita vêm da própria Porto e que, no momento, a vertical se prepara para atender aos clientes não segurados, aqueles que contratam apenas os serviços. Outra demanda de serviços vem do segmento B2B2C, quando o cliente compra, por exemplo, uma geladeira em uma rede varejista e a Porto faz a instalação do equipamento.

Kakinoff revelou que a vertical de serviços também se prepara para atender aos clientes de seguro automóvel que não acionam o seguro porque o valor do reparo ficou abaixo do valor da franquia. “Por que não oferecer os serviços, se temos 300 centros automotivos, mais de 5 mil oficinas referenciadas e peças íntegras da Renova Ecopeças (loja de peças automotivas usadas)?”. Para ele, a tese faz sentido, porque traz para a empresa serviços adicionais.

Já a Porto Saúde, segundo o executivo, é a única do segmento que cresce em número de vidas e resultados. Mas, ele afirma que não existe mágica, mas, sim, uma forma disciplinada de atuação que leva em conta a limitação geográfica – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Minas Gerais são os locais que concentram os melhores resultados do setor -, e, ainda, a operação apenas com planos coletivos.

“Hoje, nenhum plano que opera no individual tem resultado”, disse. No entanto, Kakinoff avalia que é preciso discutir e revisar o sistema de saúde do país ou poderá haver o colapso. “Se o sistema suplementar não for acessível, poderá sobrecarregar o sistema público de saúde – o SUS é um ativo pouco valorizado -, onerando o Estado”, disse.

Ele informou, ainda, que a Porto Saúde tem obtido bom desempenho no segmento PME, mesmo aplicando reajuste abaixo do mercado (15% contra 22%), porque pratica um modelo sustentável. O plano é continuar nesse caminho, aumentando a penetração em regiões onde a empresa já atua.

Sobre a Porto Bank, revelou que a novidade é o lançamento de uma conta digital, no momento em teste com os colaboradores da empresa. Ele ressaltou que não é desejo disputar mercado com os grandes bancos digitais, mas aproveitar a sua base de 17 milhões de clientes. “A conta digital é um dos principais habilitadores de produtos e serviços adicionais para todo o ecossistema da Porto, para corretores, prestadores de serviço e, clientes”, disse.

Crescimento da Porto
Embora o mercado de seguro auto esteja andando de lado, segundo a percepção de Kakinoff, a Porto tem apresentado crescimento. Ele não atribui o bom desempenho ao preço, mas a algumas ações, como o reposicionamento da marca Azul, além de outras marcas do ecossistema da companhia, como Itaú. Outra iniciativa é priorizar o canal corretor, oferecendo ferramentas, como o CRM, e remuneração adicional por outros serviços, como a oferta de assistências.

O executivo comentou a perspectiva de aumento da sinistralidade por causa da tragédia do Sul e falou também das ações da companhia para reduzir os impactos. Embora não divulgue, desde maio a Porto disponibiliza um contingente de 200 socorristas, com viaturas, botes e jet-ski para atender segurados e não segurados. “Também decidimos, na segunda semana, pagar as indenizações sem ver os carros. Fizemos pelo dever de fazer”, disse.

Kakinoff encerrou sua apresentação exaltando o papel dos corretores. “Corretor é pra sempre. O canal corretor é nosso principal ativo. Contem comigo para que o valor desse canal seja reconhecido”, disse. Durante o evento, Eva Miguel, diretora Executiva de Produção Brasil, comunicou que até o final do ano será sucedida no cargo por Emerson Valentim, diretor Comercial de SP Capital e Metropolitana.

“O Emerson tem uma carreira de muito sucesso e de muita entrega. É um processo que será muito bom porque representa a continuidade. Encerro meu ciclo e estou muito feliz”, disse Eva. O mentor Álvaro Fonseca agradeceu a recepção da Porto ao CCS-SP e lembrou que, atualmente, 30% dos associados exercem cargos de liderança no mercado. “O conhecimento e a experiência de nossos associados estão à disposição da Porto e do setor”, disse.