Vendas de seguros devem avançar 3% em 2025 e 2026, aponta Swiss Re

estudo swiss re

Os prêmios globais de seguros de vida devem crescer a uma taxa anual de 3% em 2025 e 2026, mais que o dobro da taxa dos últimos dez anos. Segundo o novo relatório sigma, “Crescimento à sombra da (geo)política”, o aumento dos salários reais, as taxas de juros ainda elevadas em mercados-chave como os EUA, o envelhecimento das populações e o crescimento da classe média nos mercados emergentes continuam a sustentar a demanda global.

“Os baby boomers estão entrando na aposentadoria em um momento em que as taxas de juros mais altas revitalizam o mercado de poupança em seguros. É uma convergência favorável, pois os aposentados procuram rendas estáveis e sem preocupações, e a indústria de seguros está pronta para atender a essa demanda. Impulsionados por um ambiente de taxas de juros ainda elevadas nos EUA, os prêmios globais de seguros de vida devem atingir US$ 4,8 trilhões até 2035, ante US$ 3,1 trilhões em 2024”, afirma Paul Murray, CEO de Resseguros de Vida e Saúde da Swiss Re, em nota.

Produtos de poupança: vendas recordes nos EUA, forte demanda na China

Consumidores em todo o mundo estão aproveitando as taxas de juros ainda elevadas. A tendência de crescimento é mais forte nos EUA, onde as vendas de anuidades individuais devem atingir um novo recorde de mais de US$ 400 bilhões em 2024, bem acima da média de US$ 234 bilhões dos últimos dez anos.

No Reino Unido, a demanda por anuidades de taxa fixa também deve permanecer elevada em 2024, antes de desacelerar em 2025 e 2026. Na China, a redução antecipada nas taxas de juros garantidas para produtos de poupança tem impulsionado as vendas, e essa alta demanda deve persistir a médio prazo, devido ao apelo de produtos de poupança de longo prazo.

Segundo o relatório sigma, os consumidores em mercados avançados devem migrar cada vez mais de anuidades fixas para apólices vinculadas a índices nos próximos dois anos, à medida que os bancos centrais reduzem as taxas de juros. Na Europa, as vendas de apólices vinculadas a unidades estão crescendo fortemente este ano, particularmente na Itália e na França. O Instituto Swiss Re espera que essa tendência se expanda para os EUA e outros mercados a partir de 2025. Apólices vinculadas a índices são projetadas para fornecer retornos atrelados a um índice financeiro específico, enquanto produtos de seguros de vida vinculados a unidades investem em vários fundos ligados ao mercado, como ações, títulos ou uma combinação de ambos, garantindo também cobertura de vida.

Proteção de risco de vida estável, mas abaixo da tendência de longo prazo

O setor de proteção de risco de vida tem crescido de forma mais estável do que o de poupança nos últimos anos. O Instituto Swiss Re prevê um crescimento anual de 2,7% nos prêmios em 2025 e 2026, abaixo da tendência de longo prazo de 3,7% ao ano de 2014 a 2023. A demanda por produtos de proteção é geralmente menos sensível às mudanças nas taxas de juros, com ajustes de preços mais lentos, mas ainda há oportunidade para expansão.

De acordo com o relatório sigma, os mercados europeus apresentam uma demanda robusta por seguros de invalidez e cuidados de longo prazo. No futuro, a demanda por proteção de risco será impulsionada por fatores cíclicos, como a melhoria dos mercados hipotecários, e tendências estruturais, como o aumento dos custos de saúde e serviços de enfermagem, o envelhecimento da população e ofertas atraentes de produtos combinados. Nos EUA, as vendas de seguros de proteção individual devem permanecer estáveis, enquanto as vendas de seguros de vida e saúde em grupo mostram-se ligeiramente mais resilientes, sustentadas por níveis robustos de emprego e aumento dos salários.

Seguros gerais: mais lucro, mas menor crescimento de prêmios

Após o reajuste de riscos em resposta ao aumento dos sinistros, o Instituto Swiss Re espera um crescimento global de prêmios em seguros gerais de 4,3% em 2024, o maior em uma década. Nos dois anos seguintes, o crescimento dos prêmios deve desacelerar, com um aumento global estimado de 2,3% ao ano em termos reais, abaixo da média de 3,1% dos últimos cinco anos.

Melhorias nos resultados de investimentos, devido às taxas de juros ainda elevadas, devem sustentar a lucratividade geral das seguradoras de seguros gerais. O Instituto Swiss Re prevê um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 10% em 2025 e 2026 nos seis maiores mercados de seguros gerais, superando o custo de capital.

O crescimento econômico global deve continuar em ritmo sólido. O Instituto Swiss Re projeta crescimento real do PIB global de 2,8% em 2025 e 2,7% em 2026, abaixo da média de 3,1% da década pré-pandêmica. No entanto, há divergências regionais significativas, e os riscos tendem a cenários mais adversos devido às tensões geopolíticas e incertezas nas políticas comerciais.

“Observamos maiores riscos inflacionários e menos cortes de juros do que anteriormente esperado, particularmente nos EUA, considerando o resultado das eleições e a economia ainda forte. Taxas de juros ainda elevadas podem impulsionar ainda mais os mercados primários de seguros, especialmente os de vida, mas um ambiente econômico mais frágil e um cenário geopolítico volátil aumentam os riscos de cenários macroeconômicos adversos. Monitorar cenários proativamente será fundamental para a indústria de seguros”, comenta Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do grupo Swiss Re.

EUA, Europa e China seguem caminhos divergentes

O resultado das eleições nos EUA em 2024 pode acentuar as divergências entre países em termos de crescimento, inflação e perspectivas de taxas de juros dos bancos centrais nos próximos dois anos. O excepcionalismo de crescimento dos EUA deve continuar, mesmo com a moderação das taxas sequenciais de crescimento. Segundo o relatório sigma, o PIB real dos EUA deve crescer 2,8% em 2024, 2,2% em 2025 e 2,1% em 2026. Esse crescimento é sustentado por fundamentos saudáveis dos consumidores nos EUA: a riqueza líquida está perto de máximas históricas, cerca de US$ 50 trilhões acima dos níveis pré-pandemia (2019), e revisões recentes do PIB mostram maiores poupanças do que o anteriormente contabilizado.

As economias europeias correm o risco de serem desproporcionalmente afetadas pelo aumento das tensões comerciais globais e pela incerteza resultante. A Europa deve ter um desempenho inferior em relação aos EUA e à sua própria tendência pré-pandêmica. O Instituto Swiss Re prevê que a economia da zona do euro cresça de 0,7% em 2024 para 0,9% em 2025 e 1,1% em 2026, com riscos inclinados para baixo.

Com a economia chinesa enfrentando uma desaceleração estrutural nos próximos anos, o crescimento do PIB real da China deve moderar para 4,6% em 2025 e 4,1% em 2026. As recentes medidas de flexibilização monetária e estímulo fiscal anunciadas neste outono devem ajudar a sustentar o sentimento empresarial a curto prazo, mas são improváveis de resolver problemas estruturais de longo prazo.

FenaSaúde registra aumento de 264% em comunicações ao Coaf por operações suspeitas

Vera Valente FenaSaúde

Fonte: FenaSaúde

A cooperação entre a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), vinculado ao Banco Central, já produz efeitos. Desde o início da parceria, em 2023, as seguradoras e operadoras de planos de saúde associadas à FenaSaúde registraram um aumento de 264% no número de operações comunicadas ao Coaf por suspeitas de irregularidades, principalmente fraudes.

No ano passado, a FenaSaúde e o Coaf fecharam acordo para treinar técnicos das companhias através de um curso de qualificação para fortalecer a fiscalização sobre processos de integridade e governança visando ao combate a fraudes. Entre 2019 e 2023, a federação e suas associadas registraram mais de 4,5 mil notícias-crime e processos judiciais contra fraudadores. A estimativa de prejuízo anual para o setor chega a R$ 34 bilhões.

Os resultados obtidos levaram à realização de uma segunda edição do curso de treinamento, com 99 técnicos entre auditores, advogados e analistas das operadoras e da FenaSaúde para prevenção e combate a fraudes e identificação de operações suspeitas, além de promoção de aprimoramento de compliance. 

“O setor de saúde suplementar vem sendo alvo de fraudes milionárias, que somam até R$ 34 bilhões em prejuízos todos os anos não só para as operadoras, mas também para os beneficiários de planos de saúde. E essa conta é paga por todos nós porque esse prejuízo nos impacta com muita força e pressiona os nossos custos. Foi por isso que procuramos o Coaf no ano passado e essa parceria tem sido muito estratégica. Os resultados positivos já mostram isso e decidimos reforçar esse treinamento”, explica a diretora-executiva da FenaSaúde, Vera Valente

Dentre os casos descobertos, estão o de uma quadrilha formada por clínicas que usavam um falso banco digital sem autorização para operar pelo Banco Central, que resultou numa fraude de R$ 18 milhões em São Paulo; o de um usuário acusado pela falsificação de 123 pedidos de reembolso, em Itapecerica da Serra (SP); um golpe de R$ 9 milhões cometido por uma clínica de tratamento do transtorno do espectro autista, em São Caetano do Sul (SP), com 309 solicitações de atendimentos falsos; e o de um grupo que criava empresas-fantasma para forjar vínculos empregatícios, que obteve R$ 11 milhões em falsos reembolsos, em Itaguaí (RJ).

“Esta segunda edição do treinamento reflete nosso compromisso e empenho em aprimorar a atuação das operadoras com o combate às fraudes”, completa Vera Valente.

180 Seguros anuncia Eduardo Santos como novo Head de Sales

Fonte: 180

A 180 Seguros, primeira seguradora tech do Brasil, anuncia a chegada de Eduardo Santos como Head de Sales. Com uma carreira de mais de 25 anos no setor de seguros, ele será responsável por liderar a execução da estratégia de crescimento da seguradora em diversos segmentos, incluindo empresas financeiras, varejo e utilities.

Eduardo combina experiência em grandes seguradoras, como BNP Paribas Cardif, Axa Seguros e CNP Assurances, com visão empreendedora construída em startups como a Olik. Sua trajetória abrange tanto a área Comercial quanto a Técnica, proporcionando-lhe uma visão abrangente do setor. 

“Estou entusiasmado em juntar-me a 180 Seguros neste momento de crescimento e inovação no setor. Fiquei bastante impressionado com a tecnologia que foi desenvolvida aqui dentro e muito confiante que vamos fortalecer ainda mais as nossas parcerias oferecendo soluções de seguros customizadas para as necessidades de cada parceiro ”, celebra o executivo.

Ao longo de sua carreira, Eduardo liderou projetos importantes e negociações de alto nível, estabelecendo parcerias-chave com empresas como Bradesco Seguros, Banco do Brasil, Ame Digital e PagBank. Sua expertise em estruturação de parcerias com grandes redes de varejo, como Magazine Luiza, Lojas Havan, Lojas Pernambucanas e Via Varejo, será fundamental para impulsionar o crescimento da 180 Seguros.

O fundador e CEO Mauro Levi D’Ancona, explica que com Eduardo liderando a área de vendas, a 180 Seguros está posicionada não apenas para crescer, mas para redefinir o mercado de seguros no país. “Ele será peça chave em traduzir nossa inovação em valor tangível para parceiros e clientes, consolidando nossa posição como líder em seguros tech no país. Esta adição estratégica à nossa equipe executiva nos prepara para uma nova etapa de crescimento acelerado depois de um 2024 já de forte expansão.”, pontua.

Allseg seguradora discute impactos das novas tecnologias no setor

Screenshot

por Deborah Gurgel

O presidente da allseg seguradora, Pedro Pereira de Freitas, participou do CQCS Insurtech & Inovação, considerado o maior evento de inovação em seguros da América Latina, realizado nos dias 12 e 13 de novembro, em São Paulo/SP.

Freitas integrou o painel “Produtos 2.0 – Como dados e tecnologia estão transformando o seguro no Brasil” e compartilhou sua visão sobre as transformações impulsionadas pela inovação tecnológica no mercado de seguros e o futuro do setor.

“A tecnologia não é mais um diferencial, mas um elemento essencial para o sucesso das empresas. Estamos vivenciando uma revolução que vai além das coberturas tradicionais, exigindo o redesenho de produtos para atender a um cliente cada vez mais exigente, conectado e ciente de suas necessidades”, afirmou o executivo.

Ele também destacou os investimentos estratégicos da allseg em tecnologia para otimizar processos e oferecer agilidade ao cliente final. “Estamos avançando com cautela, passo a passo, em uma jornada tecnológica que envolve decisões complexas, desde integrações por APIs estratégicas com parceiros até a adaptação de informações para plataformas de multicálculo. A tecnologia tem sido uma grande aliada na nossa conexão com Corretores, Representantes e Assessorias”, ressaltou.

Freitas definiu os dados como o “novo petróleo do século XXI”, essenciais para a personalização e eficiência dos produtos oferecidos. “A análise de dados tem sido central para criar soluções mais adequadas aos clientes. Hoje, temos acesso a um volume inédito de informações, desde padrões de risco até comportamentos de consumo, o que nos permite entregar produtos inovadores e relevantes”, destacou.

Comprometida com a inovação e a experiência do cliente, a seguradora vem investindo em parcerias e soluções de inteligência artificial para aprimorar o atendimento e expandir suas operações. “O futuro do seguro no Brasil depende da nossa capacidade de inovar, usar dados de forma inteligente e, acima de tudo, colocar o cliente no centro de todas as decisões”, concluiu Freitas.

O painel foi um dos destaques do evento, reforçando a importância da transformação digital como um pilar para o desenvolvimento sustentável e dinâmico do mercado segurador.

Clube Santuu fecha parceria de seguro para bicicletas Felt, marca de velocidade e alto desempenho

Fonte: Santuu

o Clube Santuu acaba de fechar uma parceria com a Felt, marca californiana reconhecida mundialmente por seus modelos voltados para velocidade e alto desempenho. O programa oferecerá vantagens exclusivas para os ciclistas com equipamentos Felt. Além do pacote básico, que inclui proteção contra roubos, furtos, danos acidentais, sinistros ocorridos durante competições, transporte ou fora do país, haverá ainda coberturas adicionais para acessórios, danos estéticos, corporais e materiais.

Segundo o CEO do Clube Santuu, Rodrigo Del Claro, a colaboração seguirá os moldes de outras já existentes com marcas como Trek e Decathlon. No caso da Felt, o trabalho é feito diretamente com a empresa Ferraro Bike Prime, responsável pela importação dos produtos no Brasil, Uruguai e Paraguai.

“Com isso, conseguimos ter mais agilidade na reposição de peças. Esse também é um diferencial que o Seguro Felt oferece: em caso de sinistro, o segurado recebe uma bike ou peças novas. Em outras seguradoras, o modelo é por ressarcimento, em que se repassa o valor de avaliação da bicicleta. Porém, é necessário levar em conta que existe uma depreciação do produto, o que dificulta conseguir um modelo idêntico novo. Essa situação é ainda mais difícil para quem investe em bikes de alto valor agregado, como é o caso da Felt. Por isso, esse seguro exclusivo se mostra tão atrativo”, diz Del Claro. 

O empresário acrescenta que a contratação pode ser feita tanto para bicicletas novas quanto usadas. Há duas formas de adquirir: direto na loja, no momento da compra, ou pela plataforma do Clube Santuu. 

Para a CMO da Ferraro Bike Prime, Bruna Ferraro, a criação do Seguros Felt chega para oferecer ainda mais comodidade aos clientes da marca, naturalmente exigentes. Segundo a executiva, por se tratar de uma empresa reconhecida pela inovação, excelência e performance, oferecer uma modalidade exclusiva de proteção garante o “cuidado a mais” que o consumidor espera.

“Essa cooperação entre o Clube Santuu e a Felt oferece uma cobertura diferenciada, proporcionando tranquilidade para quem investe em qualidade. E, para nós, é mais um passo no compromisso de entregar não só as melhores bicicletas, mas também serviços que fazem a diferença no dia a dia de cada ciclista”, diz Bruna.

Minha Vida Protegida mostra novas formas de divulgar o Seguro de Vida, no CQCS Insurtech & Inovação 2024

por Thais Ruco

Inovação tem tudo a ver com movimento Minha Vida Protegida, que busca disseminar a importância do seguro de vida para a sociedade, bem como a oportunidade e missão dos corretores de seguros neste ramo, por isso, ganhou um estande CQCS Insurtech & Inovação 2024, maior evento de inovação em seguros da América Latina, realizado em São Paulo nos dias 12 e 13 de novembro.

“O conceito de inovação não é só sobre tecnologia, mas resolver um problema, fazer de maneira diferente. Assim, o Minha Vida Protegida é um movimento de inovação do mercado de seguros, que vem levar a mensagem do produto vida de uma maneira diferente, mais didática e inteligente”, justifica Rogério Araújo, embaixador e idealizador do Movimento.

O Movimento surgiu da necessidade de falar para a sociedade brasileira de uma maneira diferente sobre a importância do seguro de vida. “Em 26 anos atuando com seguro de vida, sempre escutei que o mercado deveria falar de uma maneira diferente e inovar nas ações, mas nunca encontrei ninguém chamado ‘mercado’ para poder cobrar dele, então percebi que o mercado somos nós”, ilustra. “E por que não sair do corretor de seguros uma ideia para levarmos essa informação de um benefício tão rico para a sociedade?”, completa.

Criado em 2024, inicialmente o movimento foi estruturado com recursos próprios, mas logo começou a receber o apoio das seguradoras. “Neste ano chegamos a 18 seguradoras apoiadoras e mais de 80 embaixadores, profissionais qualificados de todo o Brasil que atuam com seguro de vida e se uniram ao movimento doando conhecimento e expertise em prol do desenvolvimento do mercado”, conta.

Não somente seguradoras apoiam o movimento Minha Vida Protegida, mas empresas e entidades diversas do setor. “Quando o Gustavo Dória, fundador do CQCS, disse que queria o Minha Vida Protegida neste grande evento do setor de seguros, foi muito relevante apoio”.

O evento reuniu mais de 300 participantes do movimento, entre embaixadores, apoiadores e multiplicadores. Os embaixadores, que têm se doado em workshops promovidos pelo movimento para qualificar corretores para a venda de seguro de vida, foram homenageados com uma caixa de chocolates e uma carta, personalizada para cada um, escrita à mão pelo idealizador Rogério Araujo. “Recebemos embaixadores que vieram de lugares distantes, como Rondônia, Manaus, Rio Grande do Sul, interior de Minas Gerais, entre outros pontos do Brasil. Eles abriram mão do seu dia de trabalho para estarem conosco nesta missão”.

Também no evento o movimento inovou ao fazer a primeira entrega de troféus a personalidades do setor que se destacam no trabalho pelo desenvolvimento do seguro de vida. Foram entregues três troféus: para Jorge Nasser, presidente da Bradesco Vida e Previdência; Nilton Molina, presidente dos Conselhos de Administração da MAG Seguros, do Fundo de Pensão Multipatrocinado e do Instituto de Longevidade; e Gustavo Dória Filho, fundador do CQCS.

Além do estande, o movimento Minha Vida Protegida foi exposto em dois momentos aos congressistas do evento. No dia 12, Rogério participou da arena montada em meio à feira de exposições e teve a oportunidade de apresentar um pitch – um discurso conciso e persuasivo de uma ideia – com objetivo de atrair mais participantes, escolhido justamente porque foi considerado um corretor de seguros inovador. E no dia 13, ele foi um dos palestrantes no painel “Reinventando o seguro de vida todo dia”, ao lado de Nuno David, da MAG Seguros e Ramon Gomez, da MetLife.

Além de todo o conhecimento compartilhado, o movimento traz um ganho indireto que é o reconhecimento dos profissionais que participam como embaixadores. “Esses valiosos profissionais muitas vezes estavam escondidos em suas regiões e hoje o holofote chegou neles, porque têm participado de oficinas e eventos, passando a ser reconhecidos por colegas e seguradoras do mercado. Já temos embaixadores de diversos pontos do país que estão recebendo convites de seguradoras para eventos e palestras em nível nacional”, comenta Rogério Araújo.

 “Alexandre Kalache, referência em estudos da longevidade, fala que quando chegamos numa determinada idade paramos de concorrer com as pessoas e passamos a tentar construir um legado”, parafraseou Rogério. “Já estou nesta idade e tem sido enorme satisfação ver colegas elevando patamares na carreira, dividir esses holofotes para que as seguradoras não convidem só o Rogério Araújo, mas convidem, por exemplo, a Fernanda Sawczyn, de Curitiba, o Elizeu Dias, de Cacoal, o Luciano Tane, de Bauru, que são pessoas extremamente qualificadas e têm capacidade de fazer, mas que talvez não eram ainda tão conhecidas antes deste importante Movimento”, conclui.

Seguradoras, bancos e setor produtivo têm compromissos para aumentar resiliência com crise climática

por Carla Simões

O que a Confederação Nacional das Seguradoras, a Confederação Nacional da Indústria e a Federação de Bancos têm em comum na Conferência das Nações Unidas para o Clima, em Baku? As três sentaram juntas para debater as contribuições do setor privado nas finanças sustentáveis para impulsionar a superação dos desafios socioambientais do país e os compromissos frente à crise climática. 

Os executivos apresentaram respostas dos seus setores para impulsionar iniciativas que promovem o desenvolvimento econômico em conjunto com a conservação ambiental e o bem-estar social da população, reforçando a relevância da integração entre setor produtivo, financeiro e governo. 

Mediada pelo diretor de Políticas de Mitigação, Adaptação e Instrumentos de Implementação do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio de Melo, participaram do debate a diretora de sustentabilidade da CNseg, Cristina Barros, o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da  CNI e o diretor de Sustentabilidade, da Febraban.

A diretora da CNseg aproveitou a plateia no espaço Brasil para reforçar que o setor segurador tem capacidade de atuar como um investidor e participante fundamental na agenda do mercado de carbono e da transição climática em prol da adaptação e resiliência.  

“Globalmente 1/3 das perdas por desastres climáticos é coberto por seguro do que este setor não é visto pela Convenção do Clima.  E o que temos dito aos membros dessa Convenção via Brasil é que considerem o seguro para responder a emergência climática ao qual país está exposto. Nesse instrumento da adaptação, temos um caminho a traçar, que começa aqui na COP e tem desdobramento em casa, de construção de pontes q a CNseg começa a sinalizar para governo,  diversos ministérios e várias outras entidades”, disse Cristina Barros durante o painel. 

O setor financeiro, representado pela Febraban, tem participado dessa agenda socioambiental desde 2008 incluindo taxonomia verde desde 2015.  Agora a tarefa tem sido de engajar os clientes para a agenda de taxonomia e se tornem carbono zero.  

“O Brasil tem a possibilidade de ser um hub de soluções climáticos. São US$ 3 trilhões no mundo com possibilidade de arrecadação nos próximos anos.  Precisamos de políticas de médio e longo prazo, investimentos consistentes, mas temos feito a lição de casa como mercado e como governo”, disse o executivo da Febraban, Amauri Martins. “Nosso papel é ensinar como os clientes podem aderir a economia do baixo carbono para o setor financeiro, produtivo e segurador”. 

A CNI representa cerca de 9 mil estabelecimentos e, do lado da indústria, temos uma estratégia muito bem definida para transformar as vantagens comparativas do Brasil em vantagens competitivas.” A nossa estratégia é baseada na implementação de diversas ações em transição energética, economia circular, mercado de carbono e bioeconomia e conservação florestal”, disse David Bontempo, da CNI. 

  “É fundamental contar com essas instituições e com a capacidade de interlocução. O diálogo entre o setor privado e o governo federal é fundamental para continuar posicionando o Brasil na liderança da agenda verde”, concluiu Aloisio de Melo, do MMA. 

Icatu Seguros apoia movimento Minha Vida Protegida pelo segundo ano consecutivo

Pelo segundo ano consecutivo, a Icatu Seguros – maior seguradora independente do Brasil com atuação em Seguro de Vida, Previdência Privada e Capitalização – reforça seu compromisso com a conscientização sobre proteção e planejamento financeiro ao apoiar o movimento Minha Vida Protegida, iniciativa nacional focada em conscientizar a população sobre a importância do Seguro de Vida. A Icatu Seguros contribuirá com conteúdos exclusivos promovidos por Renato Gomes, Superintendente de Vendas Consultivas da Icatu e embaixador do projeto, que estarão disponíveis no perfil no Instagram @comunicatu_corretor. O executivo também liderará uma oficina online e ao vivo, no dia 21/11, às 17h, no site oficial do movimento.

“A Proteção financeira, além de ser parte indispensável de uma estratégia financeira global bem-sucedida da jornada de vida das pessoas, representa cuidado e responsabilidade com quem mais amamos e com o nosso futuro. Hoje, apenas 17% dos brasileiros possuem um seguro de vida. O movimento Minha Vida Protegida busca transformar essa realidade, inspirando e conscientizando a sociedade pela necessidade de se proteger financeiramente através do seguro de vida. Queremos que cada vez mais brasileiros entendam o valor de estarem preparados para as certezas e as incertezas da vida”, comenta Renato.

Além de conscientizar a população sobre a importância do seguro de vida, o Minha Vida Protegida deste ano tem como foco engajar profissionais, empresas e instituições do mercado de seguros, capacitando-os como multiplicadores do movimento e fortalecendo o reconhecimento das empresas apoiadoras junto ao público.

HDI Global: lucro operacional sobe para €479 milhões, frente a €293 milhões no ano anterior

com HDI e agências internacionais

A HDI Global registrou crescimento contínuo em receita e lucratividade nos primeiros nove meses do ano, com uma melhora em seu índice combinado, que alcançou 90,5%. A seguradora de riscos corporativos e especiais obteve receita de €7,3 bilhões, um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro operacional subiu para €479 milhões, frente a €293 milhões no ano anterior.

O presidente do conselho executivo da HDI Global SE, Edgar Puls, atribuiu o desempenho ao fortalecimento das relações com clientes e corretores e à capacidade da empresa de enfrentar os riscos emergentes. Ele destacou que todas as filiais globais contribuíram para o resultado e mencionou a expansão da presença internacional, incluindo a recente inauguração de um escritório em Dubai.

O crescimento na receita foi impulsionado por novos negócios e ajustes de preços ligados à inflação. O resultado dos serviços de seguro aumentou para €692 milhões, enquanto os pagamentos de grandes sinistros cresceram para €313 milhões, em grande parte devido a catástrofes naturais, mas ainda abaixo do orçamento.

Puls também mencionou os impactos das mudanças climáticas e a importância dos serviços de resiliência da HDI Global, como relatórios de riscos climáticos e coberturas ESG. O índice combinado melhorou para 90,5%, e o retorno sobre o patrimônio alcançou 16,4%. A contribuição para o lucro do Grupo Talanx aumentou para €362 milhões.

Carf: reserva de seguradoras deve integrar a base do PIS e da Cofins 

Fonte: Jota

Por voto de qualidade, a 3ª Turma da Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que as reservas técnicas de operadoras de seguros devem integrar a base de cálculo do PIS e da Cofins. Venceu o posicionamento de que as reservas técnicas não são estranhas ao faturamento e atividades empresariais das companhias.

A reserva técnica consiste em um depósito obrigatório que as seguradoras e resseguradoras devem manter como garantia de que podem arcar com eventuais pagamentos aos segurados. Resseguro é o nome dado à operação que assegura as próprias seguradoras contra riscos.

O julgamento começou em agosto, mas foi suspenso por pedido de vista. Na ocasião, o relator afirmou que as reservas técnicas costumam integrar as atividades públicas das seguradoras. Agora, em voto-vista, o conselheiro Regis Xavier Holanda concordou com o voto e afirmou que a manutenção de reservas técnicas ou provisões inserem-se na atividade típica da seguradora.

“É inegável que se trata de obrigação legal inerente ao objeto social e integra suas operações e seu faturamento”, afirmou o conselheiro. De acordo com Holanda, “os rendimentos auferidos nas atuações financeiras destinados à garantia de provisões técnicas são decorrentes de atividades típicas das seguradoras, portanto, sujeitos à incidência do PIS e da Cofins”.

Além do relator e do presidente do colegiado, também estão na corrente vencedora os conselheiros Rosaldo Trevisan e Vinicius Guimarães. Ficaram vencidos os conselheiros Semíramis Oliveira, Tatiana Belisário, Alexandre Freitas e Denise Green, que negavam provimento ao recurso da Fazenda. A linha divergente entendeu que a reserva é compulsória e diferente das situações de instituições financeiras.

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Por fim, o colegiado retirou de pauta o recurso do contribuinte, que tratava da preclusão (perda do direito de se manifestar em um processo), porque o relator deixou o colegiado. O recurso deverá ser redistribuído.

O caso envolve a IRB-Brasil Resseguros S.A e tramita com o número 16682.722324/2017-67. O mesmo entendimento foi aplicado ao processo 16327.909923/2011-47, do Bradesco Vida e Previdência S.A.

A matéria ainda aguarda definição do Supremo Tribunal Federal (STF) no RE 1479774 (Tema 1309), com repercussão geral reconhecida.