MAG Seguros cancela festa de comemoração de 190 anos em cruzeiro

Helder Molina Mag Seguros

A MAG Seguros cancelou as comemorações da festa de 190 anos em virtude da morte de um colaborador. “Com muita tristeza, nosso colaborador José Geraldo, de 31 anos, apresentou um mal súbito na madrugada do dia 9 de janeiro, foi socorrido imediatamente, mas infelizmente não resistiu. Não seria possível seguir com as comemorações porque o respeito a vida é um pilar fundamental da nossa empresa. É um momento difícil, mas o que sempre nos definiu como empresa é este sentimento de família. Podem contar sempre comigo”, comunicou Helder Molina, CEO da seguradora mais antiga do Brasil e também uma das mais tecnológicas atualmente.

Após tal fatalidade, o navio MSC Orchestra, que partiu do Pier Mauá no dia 8 em direção a Búzios, retornou ao Rio num profundo clima de luto a bordo pela perda do colega e pela tristeza de um evento, pautado por tamanha generosidade aos funcionários, ter tido tal desfecho. Os passageiros puderam optar em desembarcar ou continuar no Rio. Entre os passageiros, mais de 1.300 não residem no Rio de Janeiro e, por questões logísticas, a companhia utilizou as dependências do navio como apoio, até o desembarque completo, previsto para sábado. A programação que está acontecendo é a agenda padrão disponibilizada pelo navio.

O evento começou a ser organizado há quase um ano pela equipe MAG e era um sonho de Molina: reunir todos os colaboradores em um único lugar para se conhecerem pessoalmente e interagirem sem as preocupações de locomoção e protocolos de roupas de gala. Há anos o aniversario é comemorado no Rio de Janeiro, em três dias de festas, com funcionários, corretores e convidados espalhados por diversos hotéis, com uma logística pesada para transferencias para palestras, premiações, jantares e shows.

“Sejam bem vindos a este evento da MAG Seguros. Quero deixar um beijo no coração de todos vocês e agradecer pela dedicação e por serem parte da construção destes 190 anos. Curtam a festa, que foi organizada para vocês”, disse Molina quando todos já estavam a bordo e prestes para a partida do navio. Na lista, 3 mil colaboradores de diversas partes do país, que incluiu desde profissionais da limpeza até da diretoria de todas as sucursais. Muitos deles sequer tinham a experiência de entrar num avião ou num navio, nem mesmo de dançar e cantar num show ao vivo com celebridades do mundo musical do pagode e do axé.

“É com pesar que o grupo MAG confirma o falecimento de um de seus colaboradores durante um cruzeiro comemorativo. Nosso compromisso com as pessoas e respeito à vida fazem parte, intrinsecamente, dos valores desta companhia, e por isso as festividades programadas foram canceladas. Lamentamos profundamente o ocorrido, e seguiremos nos solidarizando e oferecendo apoio integral à família, amigos, parceiros e demais colaboradores do nosso grupo. Nossos pensamentos estão com a família e amigos neste momento muito difícil,” informou a nota oficial da empresa.

Brasil é destaque em estudo da Munich Re, que revela perdas mundiais de US$ 140 bilhões

Porto Alegre, 03/05/2024, Prefeitura de Porto Alegre a esquerda e o Mercado Municipal a direita, alagados, após chuva intensa. Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil

O ano de 2024 se tornou um marco para os impactos das mudanças climáticas, com desastres naturais gerando perdas globais de US$ 320 bilhões, dos quais US$ 140 bilhões foram segurados, tornando-se o terceiro ano mais caro em termos de perdas seguradas desde 1980. As temperaturas médias globais alcançaram um recorde de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, confirmando 2024 como o ano mais quente já registrado, ultrapassando 2023.

O Brasil não ficou imune aos eventos climáticos extremos. Chuvas intensas em abril e maio causaram enchentes severas no Rio Grande do Sul, resultando em perdas estimadas em US$ 7 bilhões, das quais US$ 2 bilhões foram seguradas, em um dos piores eventos da história recente do estado.

As catástrofes climáticas foram responsáveis por 93% das perdas globais e 97% das perdas seguradas em 2024, com furacões, tempestades severas e enchentes dominando as estatísticas. Em números, as perdas totais alcançaram US$ 320 bilhões, acima da média dos últimos 10 anos, de US$ 236 bilhões. As perdas seguradas somaram US$ 140 bilhões, também acima da média da última década, de US$ 94 bilhões.

Cerca de 11 mil pessoas perderam a vida devido a desastres naturais, número inferior à média histórica. Nos EUA, furacões como Helene e Milton causaram perdas significativas, com US$ 135 bilhões em danos totais e US$ 52 bilhões segurados. O furacão Helene, por exemplo, resultou em US$ 56 bilhões em perdas totais, incluindo enchentes devastadoras que atingiram os Apalaches.

Estudos indicam que eventos extremos como os registrados em 2024 estão se tornando mais frequentes e intensos devido ao aquecimento global. No Brasil, as enchentes no Rio Grande do Sul tiveram suas chances de ocorrência dobradas por conta das mudanças climáticas, segundo pesquisadores.

A resseguradora Munich Re, por meio de Thomas Blunck, membro do Conselho de Administração, alertou que as forças destrutivas das mudanças climáticas estão se tornando cada vez mais evidentes e que as sociedades precisam se preparar para catástrofes climáticas mais severas. Segundo ele, o setor de seguros desempenha um papel crucial ao precificar riscos e incentivar a prevenção.

Eventos não catastróficos, como enchentes e tempestades severas, representaram US$ 136 bilhões em perdas totais no mundo, com US$ 67 bilhões segurados, destacando uma tendência de aumento das perdas associadas a riscos menores, enquanto eventos extremos, como ciclones tropicais, continuam a trazer volatilidade às perdas globais. No Brasil, com um mercado de seguros em expansão, o desafio é ampliar a proteção para regiões mais vulneráveis, onde a penetração de seguros ainda é limitada. A adaptação de modelos de risco e estratégias de prevenção será essencial para mitigar os impactos de desastres futuros.

O ano de 2024 reforça a necessidade urgente de ações climáticas e de fortalecimento da resiliência em países vulneráveis. Segundo Tobias Grimm, cientista-chefe de clima da Munich Re, todos pagam o preço pelos extremos climáticos, mas especialmente aqueles em nações com pouca proteção de seguros ou suporte público. Com a escalada de eventos climáticos extremos, o setor de seguros se posiciona como peça-chave para a construção de uma sociedade mais preparada e resiliente diante das mudanças climáticas.

Incêndios em Los Angeles podem custar mais de US$ 20 bilhões para seguradoras

As seguradoras estimam perdas de até US$ 20 bilhões com os incêndios em Los Angeles, depois que focos devastaram alguns dos bairros mais exclusivos da Califórnia. É o que apontam estimativas iniciais de analistas. Nesta quinta-feira, analistas do J.P. Morgan dobraram suas expectativas para as perdas seguradas dos US$ 10 bilhões.

A State Farm General Insurance e o Farmers Group, uma unidade do Zurich Insurance Group são os principais fornecedores de seguro residencial da Califórnia. A State Farm disse no ano passado que estava cortando cerca de 72 mil apólices para residências, apartamentos e empresas no estado, citando a inflação e a exposição a catástrofes, informou a Bloomberg.

Entre 2020 e 2022, as seguradoras se recusaram a renovar 2,8 milhões de apólices para proprietários de imóveis no estado, de acordo com os dados mais recentes do Departamento de Seguros da Califórnia. Isso inclui 531.000 no Condado de Los Angeles, onde os incêndios estão ocorrendo atualmente. Algumas dessas apólices não foram renovadas pelos proprietários de imóveis, de acordo com um grupo comercial do setor de seguros. Mas a maioria dessas apólices foi cancelada pelas seguradoras.

No ano passado, furacões, incêndios e outros desastres geraram perdas de US$ 320 bilhões globalmente, um aumento de cerca de 30% em relação a 2023, de acordo com a Munich Re, maior resseguradora do mundo.

Sem apólices, a saída tem sido usar um programa criado pelo estado — mas sem o apoio do contribuinte — chamado plano California FAIR. Essas apólices têm prêmios mais altos do que o seguro privado tradicional e menos cobertura, muitas vezes exigindo que os proprietários comprem uma cobertura adicional “envolvente” a um custo ainda mais alto.

Embora o FAIR deva ser um provedor de seguros de último recurso, a demanda por suas apólices disparou. Em setembro, sua exposição para residências aumentou 61%, chegando a US$ 458 bilhões, em relação ao ano anterior, e triplicou em relação a apenas quatro anos atrás.

Sua exposição para apólices comerciais aumentou ainda mais rápido, quase dobrando para US$ 26,6 bilhões em setembro e 464% nos últimos quatro anos. A California FAIR tentou garantir aos proprietários de imóveis preocupados que seria capaz de lidar com os sinistros que os grandes incêndios desta semana produzirão.

“O Plano FAIR, que é principalmente uma seguradora de catástrofes, está preparado para isso e está atendendo ativamente aos clientes que fizeram reclamações”, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (9), informa a CNN. “O Plano FAIR tem mecanismos de pagamento em vigor, incluindo resseguro, para garantir que todos os sinistros cobertos sejam pagos”.

Independentemente da condição financeira do FAIR após esses incêndios, é quase certo que os proprietários de imóveis pagarão a conta na forma de prêmios mais altos. De uma forma ou de outra, provavelmente se tornará ainda mais caro viver na Califórnia.

PsycoAI anuncia Fernando Morad como COO para impulsionar expansão em 2025

fernando morad

A PsycoAI, healthtech brasileira que desenvolve soluções de inteligência artificial para os setores de saúde e recursos humanos, anunciou a chegada de Fernando Morad como seu novo Chief Operating Officer (COO). Com início nesta quarta-feira, 8, o executivo assume o desafio de expandir as operações da empresa para acompanhar o crescimento projetado para 2025. “A meta é triplicar o número de agentes e clientes no primeiro trimestre do ano”, destaca Morad.

O novo COO possui uma trajetória profissional. Administrador de empresas, com extensões em Gestão Estratégica de Pessoas e Inovação, além de MBA em Digital Business, Morad traz ampla experiência nas áreas de operação, tecnologia e inovação. Ele já atuou em startups e grandes corporações, com destaque para seus cinco anos como Head de Tecnologia na SulAmérica, onde liderou iniciativas em canais digitais, inovação e experiência do cliente.

O que é a PsycoAI?

Fundada por Fabio Tiepolo (CEO), Vinícius Reis (CTO), Marcello Alvarenga (CFO) e Dr. Eduardo Cordioli (Diretor Médico), a PsycoAI se posiciona como uma healthtech inovadora no mercado brasileiro. A empresa utiliza inteligência artificial para otimizar processos em saúde e recursos humanos, priorizando eficiência e personalização no atendimento ao paciente.

Com soluções que vão além dos chatbots tradicionais, a PsycoAI desenvolve agentes inteligentes capazes de interagir de forma humanizada, auxiliando em diagnósticos, apoio emocional e outras demandas. Entre seus investidores, destacam-se nomes de peso como o Dr. Paulo Chapchap, ex-presidente do Hospital Sírio-Libanês, e Ricardo Bottas, ex-presidente da Amil e SulAmérica.

A healthtech também mantém parcerias estratégicas com grandes players do setor, como Dr. Consulta e o Hospital e Maternidade Santa Joana. Seu objetivo é liderar a transformação digital na saúde, criando tecnologias que humanizem a relação entre pacientes e instituições.

Com a chegada de Morad, a PsycoAI reforça sua estratégia de crescimento e sua missão de impactar positivamente o setor de saúde, ao mesmo tempo em que amplia sua presença no mercado de recursos humanos. A expectativa para 2025 é consolidar sua posição como referência em inteligência artificial aplicada à saúde no Brasil e em mercados internacionais.

Previdência privada tem sob gestão R$ 1,6 trilhão em recursos de participantes até novembro de 2024

De janeiro a novembro de 2024, foram aportados R$ 176,5 bilhões em planos de previdência privada aberta no país, avanço de 15,4% comparado ao mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação os resgates subiram 5,1%, totalizando R$ 122,8 bilhões. Logo, a captação líquida – que é o resultado da arrecadação total dos planos subtraindo os resgates – foi de R$ 54,6 bilhões, uma expansão de 49,6%. ao final de novembro, o setor segurador realizava a gestão de cerca de R$ 1,6 trilhão, que é o equivalente a 13,4% do PIB brasileiro.

O relatório destaca também que o total de pessoas com planos de previdência privada aberta no país é de 11,2 milhões, o que corresponde a 7% da população de 18 anos ou mais do Brasil. Desses, 9 milhões estavam em planos individuais e outros 2,3 milhões estavam em coletivos, isto é, quando a empresa realiza a contratação da previdência complementar para o trabalhador, por exemplo.

Ao todo, essas pessoas possuem mais de 14 milhões de planos de previdência privada aberta, sendo 80% na modalidade individual – quando a própria pessoa toma a iniciativa de contratar um plano desta natureza – enquanto os demais 20% são da modalidade coletiva.

Ao analisar os planos por tipo de produto, o VGBL — Vida Gerador de Benefício Livre — é o favorito, sendo a escolha em 63% dos planos comercializados (8,9 milhões). Em seguida está o PGBL — Plano Gerador de Benefício Livre — com participação de 22% ou 3,1 milhões de planos e, por fim, os demais 15% (2,2 milhões de planos) se referem aos planos tradicionais.

Além de ser o plano mais escolhido, o VGBL foi o produto que mais arrecadou: foi responsável por 92% da captação bruta no período (de janeiro a novembro de 2024) conforme o relatório da Fenaprevi. Por sua vez, nos planos PGBL foram aportados mais de R$ 11 bilhões ou 6,4% do total aferido, frente aos cerca de R$ 2,7 bilhões captados em planos Tradicionais de previdência privada aberta.

Acionistas pedem que UnitedHealth analise impacto de recusas de atendimento médico 

Fonte: Reuters

Acionistas da UnitedHealth Group disseram nesta quarta-feira (8) que solicitaram que a empresa preparasse um relatório sobre os custos e o impacto na saúde pública relacionados às suas “práticas que limitam ou atrasam o acesso à saúde”.

Se a proposta chegar a ser votada na reunião anual da empresa, ela levantará um tópico muito discutido depois que um executivo sênior foi morto a tiros em Manhattan no mês passado.

Um porta-voz da UnitedHealth disse que a empresa responderá às propostas dos acionistas para sua declaração de procuração de 2025 assim que apresentar o documento que serve como agenda para sua reunião anual, que ainda não foi marcada. Nos últimos anos, a empresa emitiu sua procuração em abril, antes da reunião anual de junho.

Entre os que apresentaram a resolução estão grupos religiosos liderados pelas Irmãs dos Santos Nomes de Jesus e Maria de Quebec e a Trillium Asset Management.

O grupo propôs uma análise de como a autorização prévia, ou seja, a aprovação exigida por uma seguradora antes que um paciente possa receber atendimento médico, e as recusas de serviços médicos levam os pacientes a renunciar ao tratamento.

ni“O padrão de atrasos e recusas de cuidados médicos necessários por parte da UnitedHealth e de outras seguradoras prejudica mais do que apenas o próprio paciente”, disse Wendell Potter, presidente do Center for Health & Democracy e ex-executivo da Cigna, em um comunicado enviado em apoio à resolução pelo Centro Inter-religioso sobre Responsabilidade Corporativa.

A morte do presidente-executivo da UnitedHealthcare Brian Thompson, em dezembro, galvanizou as críticas às seguradoras de saúde dos EUA, com grupos de pacientes descrevendo atrasos ou recusas de atendimento e acusando as empresas de usar práticas enganosas.

Luigi Mangione, 26 anos, que foi acusado de matar Thompson, declarou-se inocente em um tribunal de Nova York em dezembro, depois de receber milhares de dólares em doações públicas logo após sua prisão.

Em um comunicado de dezembro, a UnitedHealth disse que aprova e paga, em média, 90% das solicitações médicas enviadas.

FF Seguros lança proteção para equipamentos de tecnologia, de notebooks a servidores

Fonte: FF Seguros

A FF Seguros lançou o Seguro Riscos Diversos (RD) de Equipamentos de Tecnologia (TI). O produto protege equipamentos como Notebooks, Computadores, Servidores, Impressoras, Scanners, entre outros contra danos e perdas, como roubo, furtos, incêndio e alagamento, por exemplo.

“O nosso objetivo é minimizar riscos, garantindo todo o suporte aos profissionais e empresas do setor caso ocorra algum acidente, evitando perdas de receita ou mesmo paralisação de seus projetos”, afirma Daniel Camargo, Superintendente de Produtos da Unidade de Negócios (BU) de Canais Digitais da FF Seguros.

Segundo o executivo, o seguro RD para o setor de TI possui alto potencial de crescimento no mercado securitário, pois resguarda os profissionais autônomos e as empresas de tecnologia diante de situações adversas, na medida que protege os clientes de problemas relacionados a fatores externos levando em conta que os altos custos relativos à perda desses equipamentos podem impactar fortemente o patrimônio desses usuários.

Outro benefício do seguro para equipamentos de tecnologia é assegurar o ressarcimento de prejuízos decorrentes de danos de causa externa, além da flexibilidade de considerar outras coberturas como roubos, furtos qualificados, incêndios ou danos elétricos ocorridos nos aparelhos. Para se ter uma ideia, um notebook custa entre R$ 3.000 a R$ 30.000. Já um servidor depende da sua configuração, mas seu preço pode variar de R$ 12.000 a mais de R$ 90.000 a unidade. 

Além do Seguro RD Equipamentos de Tecnologia, a BU de Canais Digitais passa agora a contar com um portfólio composto por 10 produtos. Entre eles, Responsabilidade Civil (E&O), voltado para as categorias de Médicos, Dentistas e Corretores de Seguros, Riscos Diversos para Construção Civil, conhecido por Linha Amarela, Seguro de Riscos Diversos (RD) para Equipamentos Médicos, Odontológicos, Estética e Veterinário, Seguro de Responsabilidade Civil para Administradores e Diretores (D&O), Seguro de Riscos Diversos (RD) para Equipamentos Cinematográficos e Fotográficos e Seguro de Bike.

Camargo destaca que o novo Seguro RD passa a integrar a plataforma digital desenvolvida pela área de Tecnologia e Inovação da companhia, que oferecerá uma variada oferta produtos de varejo, proporcionando benefícios para os corretores e seus clientes, além de abrir espaço no futuro para a participação de novos canais de distribuição.

Rápida e descomplicada, a plataforma oferece uma solução integrada e proporciona a melhor experiência para toda a cadeia de relacionamento do setor de seguros. Trata-se de uma ferramenta que visa simplificar o processo de cadastramento das corretoras e aprovação das apólices.  Em apenas um minuto, é aprovada a apólice de seguro sem que o corretor e seu cliente tenham de aguardar horas ou dias para aprovar a transação.

Os seguros que fazem parte do portfólio da unidade de Canais Digitais são baseados no conceito do mundo digital: cotação instantânea, emissão da apólice 100% digital e disponibilização de inteligência de performance através de dados e dashboard de controle. A facilidade, agilidade e a segurança da plataforma permitem ao corretor apresentar cotações e emitir apólices em poucos cliques e sem burocracia.

A plataforma digital da FF Seguros já conta com mais de 3 mil corretores cadastrados. Trata-se de um número expressivo de corretores listados que podem montar suas carteiras de clientes na própria plataforma digital, projetando a rentabilidade das operações, volume diário, semanal e mensal de vendas, simulador de ganho de comissões, campanhas promocionais, sistema de pontuação e prêmios. 

Segundo Camargo, o prêmio de seguro acumulado da unidade Canais Digitais mais que dobrou este ano em relação a 2023 atingindo o valor de R$ 40 milhões. A meta para 2025 será superar R$ 100 milhões em prêmio.

Frank Moraes assume como diretor de resseguros na Inter Risk

A Inter Risk, holding controlada pelo grupo americano Amwins, anunciou Frank Moraes como Diretor de Resseguros Facultativo de Riscos Patrimoniais e Construção. Ele será responsável pelo desenvolvimento da carteira de Property, Casualty e Risco de Engenharia, atendendo clientes diretos e parceiros.

Frank traz mais de 25 anos de experiência no mercado de seguros e resseguros, com passagens por empresas como Allianz, RSA, AIG e HDI Global Seguros. Ele também participou da criação de uma MGA voltada à terceirização de atividades de seguradoras. Sua formação inclui Tecnologia Mecânica pela FATEC-SP e pós-graduação em Administração pela FAAP.

Fernando Coelho, Chief Strategy Officer (CSO) da Inter Risk, destacou que a experiência de Frank beneficiará os clientes da empresa. Dalve Ortolani, Chief Commercial Officer (CCO), ressaltou que a contratação, junto com a de Paulo Dart e Ricardo Steiman, reforça a estratégia da Inter Risk para 2025, voltada ao crescimento sustentável e à ampliação da capacidade de atendimento em seguros, resseguros e benefícios.

Chegolá inicia operações com foco no mercado de consórcios, conta Marcelo Blay, sócio fundador

marcelo blay, socio da ChegoLá

A Chegolá Consórcio começa a operar com a proposta de auxiliar brasileiros em suas conquistas financeiras, oferecendo inicialmente consórcios para imóveis e veículos. “Venderemos inicialmente consórcio para ter foco. Seguros estão nos planos futuros”, afirmou Marcelo Blay, sócio-fundador e presidente do conselho da empresa, em entrevista ao Sonho Seguro.

Blay possui mais de 34 anos de experiência no mercado de seguros. Ele foi responsável pelas áreas de automóvel e saúde da Porto Seguro, a maior seguradora de automóveis do Brasil, durante 10 anos. Também atuou como COO na área de seguros varejo do Itaú Seguros.

A proposta da Chegolá é se destacar no mercado de consórcios, que movimenta mais de R$ 300 bilhões anualmente, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). A empresa opera em parceria com a Porto Bank, do grupo Porto Seguro, e busca oferecer taxas administrativas competitivas e altos índices de contemplação.

“Nosso compromisso é cultivar um cuidado que promova crescimento, oferecendo soluções financeiras alinhadas às metas e realidades de cada cliente”, disse Blay. Ele destacou que os consórcios são uma alternativa às modalidades de crédito com juros altos, proporcionando mais flexibilidade para a aquisição de bens.

Guilherme Pereira, sócio-fundador e CEO da Chegolá, explicou que o diferencial da empresa está em sua abordagem centrada no cliente. “Queremos construir uma relação de confiança, atuando como parceiros estratégicos para que cada cliente transforme seus sonhos em conquistas”, afirmou.

A empresa também investe em uma plataforma digital intuitiva e integrada, com atendimento multicanal via aplicativo, WhatsApp, telefone e videochamadas. “Aliamos inovação tecnológica a um atendimento personalizado, permitindo que cada cliente tenha as ferramentas necessárias para gerenciar seu planejamento financeiro de forma prática e segura”, disse Márcia Camacho, sócia-fundadora e COO.

Outro nome de peso na equipe é Manes Erlichman, também fundador e ex-diretor técnico da Minuto Seguros. Ele integra o conselho da Chegolá, trazendo sua experiência para o desenvolvimento do negócio.

Com planos ambiciosos, a Chegolá espera consolidar sua posição no mercado de consórcios e soluções financeiras nos próximos cinco anos, contribuindo para o crescimento do setor e impactando positivamente a vida de milhares de brasileiros.

Adaptação às novas regras e avanço do open insurance são prioridades para o setor em 2025

cassio amaral

2025 será um ano crucial para o setor de seguros no Brasil, com desafios significativos relacionados à adaptação ao Novo Marco Legal de Seguros, que entrará em vigor no final do ano, segundo Cassio Gama Amaral, advogado do escritório Machado Meyer. “Quem conseguir se adaptar de forma mais rápida e eficiente sairá na frente”, enfatiza Amaral. Além disso, ele reforça que o mercado precisa estar mais aberto a novos entrantes e soluções conectadas a experiências de diversos setores da economia, pois “as pessoas não compram mais serviços e produtos, compram experiências gratificantes”.

Amaral acredita que o Open Insurance será um importante veículo para a transformação do setor, permitindo a entrada de novos participantes e a criação de experiências conectadas a diferentes ecossistemas, especialmente o financeiro. Ele também vê o mercado de capitais como um potencial gerador de capacidade de resseguro e seguro, por meio de soluções como securitização.

“O Brasil pode se transformar em um hub mundial de ILS (insurance-linked securities)”, projeta. Em dezembro, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou as duas primeiras Sociedade Seguradora de Propósito Especifico (SSPE) para atuar com este instrumento financeiro, que pretende ampliar as fontes de recursos para as seguradoras e as resseguradoras, tem dado bons retornos para os investidores nos mercados americano e europeu.

A LRS é um título de renda fixa, com prazos diversos e rendimento atrelado a fatores de risco de seguro. O retorno tem como base parâmetros facilmente identificados, como enchentes, ventania, granizo e catástrofes climáticas em uma região pré-definida. Para tanto, o advogado defende a reformulação da estrutura do mercado de resseguros e a ampliação do modelo sandbox regulatório, permitindo a entrada de novos players e projetos disruptivos. Ele também enxerga nas cooperativas e mútuas recentemente autorizadas a comercializar seguros uma oportunidade de aumentar a capilaridade e o volume de prêmios no país.

Ao avaliar o desempenho de 2024, Amaral destaca que o Machado Meyer esteve à frente de importantes transações, como a aquisição da Liberty pela HDI e da BMG Seguros pelo Banco Daycoval, além de iniciativas pioneiras como a constituição da primeira Sociedade Processadora de Ordem de Cliente (SPOC) no âmbito do Open Insurance e da primeira Sociedade Seguradora de Propósito Específico (SSPE) para emissão de Letras de Risco de Seguros.

Amaral é cofundador da Guru Spoc, a primeira Sociedade Processadora de Ordem do Cliente no âmbito do Open Insurance no Brasil. Ele observa que o setor atraiu novos entrantes, como seguradoras, corretoras e MGAs, trazendo inovação e interesse de investidores. Contudo, o principal desafio foi a discussão limitada sobre o novo marco legal de seguros, que pegou muitos players despreparados, mesmo com o apoio institucional da CNseg, a confederação das seguradoras, e da Fenacor, a federaçao nacional dos corretores de seguros.

No entanto, Amaral lamenta a ausência de iniciativas relevantes para ampliar a penetração de seguros em 2024, salvo algumas ações digitais, como seguros para roubo de celular e produtos voltados para a economia gig. Ele critica a baixa cobertura de seguros em eventos no Rio Grande do Sul, que evidenciou a falta de capilaridade do setor, e aponta limitações no modelo sandbox atual, que restringe o surgimento de produtos e players inovadores. “O ideal seria um modelo mais aberto, como o da Inglaterra, que permite a criação de novos stakeholders e joint ventures com outros mercados”, avalia.

Em relação às reformas e investimentos públicos, Amaral observa que o PAC ainda não gerou negócios significativos para o setor de seguros. Ele também destaca o desconhecimento do Estado sobre o potencial do seguro garantia nas obras públicas, refletido no baixo número de editais que contemplaram a nova modalidade prevista na Nova Lei de Licitações.

Por fim, ao abordar a inovação, Amaral avalia que a transformação digital no setor de seguros ainda é incipiente. Ele aponta dificuldades como altos custos de transação e a pouca digitalização de canais. Para ele, o Open Insurance, se implementado de forma estratégica e integrada ao Open Banking, pode ser o principal vetor para superar essas barreiras, facilitando a comercialização de seguros e a criação de novos modelos de negócios. “Apostaria no Open Insurance e sua interoperabilidade como o futuro da transformação digital de seguros no Brasil”, conclui.