Dez dicas para salvar o carro de enchentes

1259426785m5hq711Diante das últimas notícias do caos em várias cidades do Brasil, nada mais informativo ao internauta do que dicas de como salvar o carro das enchentes. Em tempos de evitar desperdícios para construir um mundo melhor para os que virão, é bom saber das dicas valiosas elaboradas pela CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária). Afinal, mesmo que tenha seguro, é bom saber o que fazer em situações de alagamentos para evitar prejuízos inclusive a sua vida.

1. Caso o motor morra durante a travessia, jamais tente dar a partida, mantenha-o desligado e remova o veículo até uma oficina. Diante da possibilidade de admissão de água, essa prática reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico.

2. Observe a altura do nível de água do trecho alagado, a maioria das montadoras estabelece uma altura máxima para essas travessias, não podendo exceder o centro da roda.

3. É prudente que o veículo, durante o alagamento, seja dirigido em baixa velocidade, mantendo uma rotação maior e constante ao motor, em torno de 2.500 RPM, o que diminui a variação do nível da água e seu respingar junto ao motor, dificultando sua admissão indevida e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, melhorando a aderência e a dirigibilidade do veículo.

4. No caso de veículos equipados com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição “1”. Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade, sendo possível imprimir uma rotação maior ao motor. Outra possibilidade é manualmente alternar a troca de marchas entre “N” e “1”, de modo a manter a velocidade do veículo baixa durante o trecho alagado, sem descuidar da rotação do motor, sempre em torno de 2.500 RPM.

5. Alguns veículos automáticos oferecem como opcional o ajuste da tração, conhecido como “WINTER” ou “SNOW”. Embora sua função seja a de conferir maior segurança durante trechos de baixa aderência, como neve ou lama, evitando que o veículo patine graças ao bloqueio do diferencial, também deve ser utilizado durante alagamentos, pois beneficia o controle da velocidade do veículo e da rotação do motor.

6. Mantenha a calma nos casos em que, durante a travessia, sejam constatados sintomas como o aumento de esforço ao esterçar (direção hidráulica), variação na luminosidade das luzes do painel de instrumentos, alertas sonoros, flutuação dos ponteiros, luzes de anomalia da injeção eletrônica, bateria e ABS (se disponível) acesas, aumento do esforço ao acionar os freios e interrupção do funcionamento da tração 4 X 4 (veículos diesel), pois provavelmente todo esse quadro é causado pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (veículo diesel), sendo, na maioria das vezes, um fato passageiro que não impede a dirigibilidade. Apenas reforce a cautela e mantenha o menor número possível de equipamentos ligados.

7. É recomendado desligar o ar condicionado, reduzindo assim o risco de calço hidráulico. Essa prática impede que alguns componentes joguem água na tomada de ar do motor. Veículos rebaixados e turbinados, na maioria das vezes, apresentam maiores riscos de sofrer calço hidráulico; por isso, é aconselhável manter a originalidade da montadora. Se o veículo estiver nessas condições, redobre a atenção aos procedimentos sugeridos.

8. Para os casos mais sérios de alagamentos, é recomendado preventivamente fazer um check-up, corrigindo, por exemplo, possíveis alterações do sistema de injeção eletrônica, muitas vezes simples e imperceptíveis nessa fase, como maus contatos, mas que posteriormente podem gerar grandes transtornos.

9. Pode haver, entre outros, a contaminação do cânister, do óleo da transmissão, do(s) eixo(s) diferencial(is), no caso de veículos com tração traseira ou mesmo quatro por quatro, o que determina a redução da vida útil dos componentes integrantes desses conjuntos, além de riscos acentuados de falhas na embreagem, suspensão e freios. Para combater os efeitos dessa possibilidade, é recomendável encaminhar-se rapidamente até uma oficina e solicitar a avaliação desses itens.

10. Havendo travessias consecutivas de alagamentos, recomenda-se uma limpeza do sistema de ventilação, pois estará sujeito à contaminação por fungos, microorganismos e bactérias, demandando limpeza de todo o sistema para a utilização segura.

Resseguro: para e pense

Algumas matérias são realmente interessantes. Ontem e hoje a imprensa trouxe o resseguro como manchete. O que mostra a necessidade da parar um minutinho e pensar. Como o IRB Brasil Re pode continuar grande se todas as empresas que compravam resseguro — mais de 60 já estão no Brasil — do órgão estatal agora vão usar as suas próprias resseguradoras?

A principal função do resseguro é pulverizar o risco no exterior. Esta função no IRB era exercida pelas estrangeiras. Por deixar outros fazerem por ele esta tarefa não acumulou experiência internacional e perdeu os poucos funcionários que tinha e que sabiam como fazer. Não há reestruturação que o faça ser grande. Mas há seguros politicos que precisam de resseguro oficial.

Bem, vamos lá. Em janeiro a obrigatoriedade de preferência dos contratos aos locais cai de 60% para 40%. Aguardemos para ver como fica a situação e a oferta do Banco do Brasil para a compra de parte do IRB Brasil Re, controlado pelo governo e por duas seguradoras privadas, Bradesco e Itaú Unibanco.

Aon aposta na estabilidade de preços em 2010

1171064860taxplj1Os preços dos seguros de ramos elementares, responsabilidade civil e também do Directors & Officers (D&O) continuarão estáveis ao longo de 2010 para as grandes corporações. Isto é o que revela um estudo da Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, divulgado ontem. A pesquisa analisa o comportamento das taxas praticadas nos últimos três trimestres.

De acordo com a pesquisa, o seguro de grandes riscos, depois de sofrer altas nos dois primeiros trimestres de 2009, especialmente para as carteiras expostas a catástrofe natural, as taxas praticadas no terceiro trimestre mostraram estabilidade. Como o resultado deste segmento mostrou-se lucrativo para boa parte das seguradoras, a oferta se mantém forte, o que aumenta a concorrência. “Para 2010 esperamos taxa estável, com uma certa pressão para baixo”, diz o estudo.

Em D&O, as taxas declinaram cerca de 2,7% no terceiro trimestre e o risco parece mais estável para as instituições que atuam no mercado financeiro, segundo relatório da Standard & Poor’s. Após aumentos de dois dígitos nos últimos trimestres, os preços em D&O evoluíram apenas 3,2% no terceiro trimestre para bancos. Nos outros segmentos da economia, os preços caíram em média 4,9%. A capacidade de subscrição tem aumentado e vários novos players estão ingressando no mercado, além daqueles que estavam enfraquecidos terem recuperado capital.

Aon adquire corretora especializada em garantia

aonA Aon Risk Services adquiriu a Allied North America, uma das mais importantes corretoras de seguro garantia e construção dos Estados Unidos. Bill Marino, atual presidente da Allied assumirá a divisão de negócios após a finalização do negócio. Detalhes da compra não foram divulgados. Steve McGill, presidente e CEO, disse que o acordo reforça a forte posição do grupo no setor de construção.

Segundo divulgou em nota Gregory C. Case, presidente da Aon Corp., a compra aumenta a capacidade mundial do grupo em ofertar melhores soluções para este segmento de negócios. De acordo com dados divulgados na mídia internacional, a combinação das duas empresas vai gerar uma carteira com mais de US$ 3 bilhões em volume de prêmios e mais de 750 profissionais em 26 escritórios espalhados pelo mundo.

O novo parceiro de negócio da Aon agrega mais de 3 mil contratos e projetos, com taxa de retenção de 97%, atuando nas mais diferentes linhas de negócios, como parcerias público privadas, riscos de construção, residencial e serviços especializados.
A Allied North America tem sede em Jericho, Nova York. Foi fundada em 1979, focada no segmento de construção. Com mais de US$ 850 milhões em prêmios em 2008, é a 17ª maior corretora independente nos EUA de ramos elementares, segundo o Insurance Journal.

Bradesco inaugura árvore de natal no Rio

arvore-de-natalA Bradesco Seguros e Previdência entregou ontem ao Rio de Janeiro a maior árvore de Natal flutuante do mundo, segundo o Guinness Book of Records. O eventou contou com a presença de mais de 500 convidados vips, reunidos no camarote montado para festejar o terceiro maior evento da cidade, superado apenas pelo Carnaval e Reiveilon, segundo informou a assessoria de imprensa. Segundo a Polícia Militar, 400 mil pessoas estiveram na Lagoa Rodrigo de Freitas para assistir ao espetáculo de música e fogos.

Trata-se de um dos mais significativos investimentos do grupo na marca da seguradora, líder no mercado brasileiro, com quase 25% das vendas de R$ 100 bilhões anuais da indústria e responsável por aproximadamente 35% do lucro do banco, hoje presidido por Luiz Carlos Trabuco, que até o ano passado comandava a seguradora.

Uma das prioridades do grupo para 2010 é desenvolver o microsseguro e o seguro popular, comentou Eugenio Velásquez, diretor da seguradora. Para tanto, o grupo criou no ano passado uma área somente para seguros affinity, que já conta com mais de 90 funcionários. A área de saúde foi um dos destaques deste ano, com a compra de 43,5% da Odontoprev, por um valor estimado superior a R$ 600 milhões.

O mestre de cerimônia foi José Mayer, um dos principais atores da novela das oito da Globo, quebrando um seqüência de apresentações realizadas por Edson Celulari. Lá estavam os executivos mais importantes do conglomerado Bradesco, artistas, celebridades e pesos pesados do mercado de seguros.

Com 85 metros, o equivalente a um edifício de 28 andares, decorada com 150 guirlandas, o tema deste ano foi “a união de nossos melhores desejos”. O show de inauguração teve a participação da cantora Simone, apresentação da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e do Coral da Fundação Bradesco. A partir de agora, os espetáculos de luzes da árvore serão diários, sempre às 20h, 21h e 21h50m.

Pronto para crescer em 2010?*

*Artigo escrito para a revista Apólice, edição 11/2009, direcionado aos corretores de seguros
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Planejar e investir em 2010. Este assunto faz parte da agenda da maioria das pessoas no mundo. Afinal, estamos em tempos de mudanças. E quem quiser mudar algo, tem de ter atitudes. Fazer a lista de sonhos e traçar os caminhos para concretizá-los é o primeiro passo.

Eis aqui um bom serviço para o corretor de seguros prestar aos seus clientes. Afinal, prestar um bom serviço é a chave do sucesso de uma empresa sustentável. Que tal fazer um resumo de tudo e dar subsídios para que cada um possa tomar a melhor decisão para aumentar e proteger o patrimônio já conquistado?

Bem, o primeiro conselho dos especialistas para realizar um plano financeiro de sucesso é organização, dedicação e definição de metas. Comprar carro novo, trocar de apartamento, investir na educação do filho, onde desfrutar aqueles bem merecidos dias de férias. Todos esses desejos podem ser bem planejados. Separar o que é curto, médio e longo prazo aumentará as chances de sucesso.

Para todos eles, poupar é recomendação número um. Quem tem dinheiro em caixa vai conseguir negociar muito melhor. No curto prazo, a saída pode ser a poupança, uma vez que o governo desistiu de taxar o rendimento da tradicional aplicação. Com rendimento de 6% ao ano mais a variação da Taxa Referencial, trata-se de um bom porto seguro para aquele dinheiro reservado para emergências do dia a dia.

Tenha vários dias de vencimento para não precisar sacar antes dos 30 dias de carência para o crédito do rendimento.

As aplicações de médio e longo prazos merecem uma avaliação mais cuidadosa dos indicadores econômicos. O economista chefe da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, acredita no aumento da Selic em 2010, a taxa básica de juros da economia brasileira. O acréscimo ao atuar patamar de 8,75% ano pode se dar, caso o mostro da inflação mostre sinais vitais de ataque.

O que determinará o aumento da Selic será o incremento do consumo acima da capacidade de oferta das indústrias. Este cenário poderá ocorrer em 2010 porque os bancos estão determinados a conquistar clientes interessados em pagar taxas de juros para antecipar o sonho de consumo. Como as indústrias suspenderam os investimentos planejados em 2008 em razão da crise financeira, a capacidade instalada de produção é menor do que o apetite do consumidor. Além da infinita lista de desejos, o brasileiro será estimulado por taxas de juros acessíveis e prazo longo para quitar sua dívida.

Como o Brasil é a bola da vez em todo o mundo, com uma avalanche de recursos entrando no País, os investimentos das indústrias saem da gaveta para atender a demanda de um País em franco crescimento. E que ainda teve a sorte de ser escolhido como o anfitrião da Copa 2014 e Olimpíadas 2016. Imagina o volume de investimento e de empregos que isto vai gerar?

Para se ter uma idéia, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil está entre 4,5% e 5% para 2010, um ano projetado onde Estados Unidos e Europa ainda estarão se recuperando dos estragos da crise. Este atraente cenário interno facilita a captação de recursos pelas empresas para investir em produção. Por isso, todos os economistas descartam um aumento substancial da Selic, com expectativa de encerrar o próximo ano em 10,75%. “Teremos apenas uma correção de rota”, diz Roberto Texeira da Costa, economista da SulAmérica.

Quem quiser ter uma rentabilidade maior em seus investimentos precisará avançar num território mais arriscado: as ações. Depois de amargar desvalorização de 41% em 2008, o índice Ibovespa acumula valorização superior a 70% neste ano até outubro. Este risco, no entanto, pode ser mitigado se houver algum conhecimento para escolher as empresas com maior tendência de ganho.

Companhias do setor de serviços, elétrico, bancos, construção e infraestrutura são as vedetes para o próximo ano. Roberto Kropp, responsável pela gestão de recursos do Banco Daycoval, as empresas do setor imobiliário ainda tem possibilidade de ganho no valor das ações. “Este é um setor que promete crescer muito no Brasil e o preço das ações não chegou ainda no teto”, diz. Para quem quer correr menos risco, o conselho é entender quatro números prioritários dos balanços das empresas. Ebitda, lucro antes dos impostos, depreciação e desvalorização; ROE, valor que os acionistas obtiveram de retorno sobre o dinheiro investido no negócio; e endividamento, que é a relação de dívidas em relação ao ativo; solvência – a capacidade de a empresa honrar seus compromissos.

A oferta na Bolsa de Valores de São Paulo também deverá aumentar significativamente. Segundo Lucy Sousa, presidente da Apimec Nacional (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), prevê a entrada de várias novas empresas na Bovespa em 2010, ampliando a oferta aos investidores. Ela acredita que a taxação do IOF pelo governo para tentar controlar a desvalorização do dólar frente ao real não será suficiente para inibir a entrada de recursos no País. “Os investidores que têm interesse no longo prazo vão permanecer”, diz.

Já um setor em que os analistas evitarão em 2010 é o de empresas ligadas ao comércio exterior. Isso porque a projeção é de que o dólar continue fraco em relação ao real. Um problema? Sim, para o Brasil em razão das commodities e todo o mundo em razão do desequilíbrio que esta relação pode trazer para a balança comercial. Para pessoas comuns, uma solução. Quem sonhava em viajar para o exterior, deve aproveitar este momento de dólar fraco para planejar as férias. O Bradesco reduziu as estimativas para o câmbio. Para 2010, a previsão passou de R$ 1,75 para R$ 1,65. É isso.

Para atingir seus objetivos, não há outra saída: é preciso suar a camisa colocando o plano em prática. Insista. Pois cultura de planejamento financeiro no Brasil ainda faz parte da lista de reformas que precisa pegar no tranco. A maioria dos brasileiros tem dificuldade em dar o primeiro passo. Mas quando dão, o céu é o limite.

Swiss Re projeta avanço e obstáculos para 2010

swiss-reOs economistas da Swiss Re apostam na manutenção da recuperação do mercado de seguros em 2010. Segundo evento realizado ontem, o economista chefe Thomas Hess informou que os balanços apresentados até agora de seguradoras e resseguradoras mostram uma retomada no lucro e nas vendas. Aliado a isto, temos o fato da situação financeira mundial estar mais animadora do que um ano atrás. No entanto, o setor tem um longo caminho pela frente, com alguns potenciais obstáculos a serem superados, como o aumento da regulamentção, baixo retorno nas aplicações financeiras e mudanças climáticas.

“A economia global cresceu no segundo semestre de 2009, mas a recuperação é frágil”, disse. Sem impactos relevantes da crise financeira dos Emirados Árabes em outras partes do mundo, os economistas do grupo suíço acreditam que o crescimento será pequeno em 2010, mas vai acelerar moderadamente em 2011. A política monetária passará a ficar mais apertada no final de 2010 e reduções de estímulo fiscal vai seguir pouco depois até os mercados se equilibrarem”.

Segundo o estudo da Swiss Re, o crescimento real do PIB nos países da OCDE é estimado em 2,5%. Já nos mercados emergentes, a alta é animadora: 6%. Em relação as commodities, o estudo mostra que os preços do petróleo devem continuar bastante próximos dos níveis atuais, aumentando ligeiramente em 2011 e 2012, quando a atividade econômica deve se acelerar. A redução da flexibilização da política monetária poderá valorizar os rendimentos dos títulos do governo, especialmente em 2011.

O obstáculo a ser transposto pelas seguradoras está numa maior regulação da indústria de seguros, como conseqüência das perdas registradas pelas seguradoras de crédito, como as monolines, com Fannie, e principalmente AIG. Ele acredita que as seguradoras e resseguradoras ainda precisam melhorar o relacionamento com os governos e autoridades monetárias para enfatizar a diferença operacional entre seguradoras e bancos. Desta forma, evitarão que o setor fique engessado com amarras que não refletem a realidade da indústria.

Diante da boa performance dos mercados emergentes durante a crise, é esperado um crescimento maior na indústria de seguros nesses países em relação às economias desenvolvidas. Os BRIC (Brasil, Rússia, China e Índia) continuarão liderando o crescimento, com exceção da Rússia, mas afetada pela crise financeira.

Quando o assunto são as catástrofes naturais, a conseqüência vem para todos os países. “Perdas de catástrofe natural global têm aumentado significativamente nas últimas décadas e devem crescer ainda mais”, disse Matt Weber. “A Europa tem registrado perdas acima da média em 2009. O impacto das alterações climáticas poderá causar mais catástrofes com mais freqüência em todo o mundo no futuro, principalmente no que diz respeito a enchentes.”

De acordo com o estudo, a média mundial de perdas seguradas com catástrofe natural entre 1970 e 1989 foi de US$ 5,1 bilhões por ano. Mas aumentou para US$ 27,1 bilhões por ano entre 1990 e 2009. Como resultado, podemos ver a demanda crescente de coberturas por catástrofe natural. Diante deste cenário, torna-se cada dia mais prioritário o estabelecimento de parcerias público-privado na luta contra o risco de um aumento substancial dos riscos gerados com a mudança climática.

Lucro das seguradoras cresce 12% até outubro

1240181636yx455i1As seguradoras brasileiras obtiveram lucro líquido de R$ 7,6 bilhões no período de janeiro a outubro deste ano, avanço de 12% comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo estudo da consultoria Siscorp, o retorno sobre o patrimônio líquido do final de período se manteve em 18%. A previsão é de encerrar o ano em 15%.

A líder absoluta no quesito lucro é a Bradesco Seguros e Previdência, com R$ 2,5 bilhões até outubro, segundo revela o estudo que tem como base os dados enviados pelas seguradoras à Superintendência de Seguros Privados (Susep), informa Flávio Faggion (foto), proprietário da consultoria. Itaú Unibanco vem em segundo, com R$ 1,1 bilhão, Caixa Seguros com R$ 609 milhões e Banco do Brasil, com R$ 548 milhões. As seguradoras ligadas a bancos respondem por mais de 63% da lucratividade do setor.

Sem considerar saúde, as seguradoras registraram vendas de R$ 75 bilhões no acumulado do ano até outubro, evolução de 10%. O segmento de seguros gerais respondeu por R$ 27 bilhões; seguro de vida e acidentes por R$ 11,3 bilhões; previdência, incluindo VGBL, por R$ 29 bilhões; e capitalização por R$ 7,8 bilhões.

O maior produto em termos de arrecadação é o VGBL, com R$ 22,8 bilhões, crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Seguro de carro movimentou prêmios de R$ 14,1 bilhões, alta de 12%, sendo o segundo produto mais vendido pela indústria de seguros. Em terceiro vem o seguro de vida e acidentes pessoais, com R$ 11,3 bilhões em prêmios, evolução de 14%.

Segundo o estudo da Siscorp, entre as tendências de alta até o final do ano estão VGBL e riscos especiais. Automóveis, vida, rural, responsabilidades e habitacional manterão o crescimento estável. Nos demais produtos, a tendência revelada pela consultoria é de baixa.

Seguradoras lucram com boa safra de satélites

sateliteEstudo da corretora Aon divulgado em Londres revela que o seguro de satélites tem se mostrado muito rentável nos últimos cinco anos. De acordo com a publicação, a previsão de lucro para 2009 é de US$ 400 milhões, caso não haja pedido de indenizações até o final deste ano. Este valor significa exatamente a metade do volume de prêmios do mercado mundial, de US$ 800 milhões, pagos pelos segurados para satélites lançados e também em órbita. Mas como as seguradoras tiveram um grande déficit em 2007, o lucro servirá para amenizar a perda passada e com isso os preços deverão apresentar apenas uma ligeira queda.

No terceiro trimestre de 2009, foram ao ar segurados cinco lançamentos: dois Ariane 5s, dois Protons e um Long March 3B, o que gerou cerca de US$ 154,6 milhões de faturamento para o mercado de seguros. O Long March 3B ficou aquém da órbita de destino, devido a uma anomalia na terceira fase, mas os engenheiros conseguiram manobrar a nave, o que resultou em uma perda de apenas um terço da vida da nave espacial.

Segundo Clive Smith, líder da unidade de negócios espaciais, disse no comunicado que a demanda de empresas de comunicação por satélite continua crescente, principalmente para aumentar a capacidade de banda larga e teve a cabo. Há também muitos lançamentos para vigiar a poluição da terrae monitorar movimentos de desastres naturiais.

A crise financeira reduziu o lançamento de satélites, uma vez que faltou capital para novos projetos. “Mas o ritmo começa a voltar a esta indústria, com projetos interessantes”, diz Smith. “A saúde da indústria de seguros significa que ela está bem posicionada para apoiar programas de satélites, oferecendo uma capacidade suficiente para satisfazer as exigências dos investidores”.

Perdas com catástrofes chegam a US$ 52 bilhões

raios1Segundo estudo divulgado ontem pela Swiss Re, as catástrofes naturais e feitas pelo homem já acumulam um total de US$ 52 bilhões em 2009, bem abaixo dos US$ 267 bilhões de 2008. O total das perdas seguradas chega a US$ 24 bilhões, sendo US$ 21 bilhões em catástrofes naturais e US$ 3 bilhões em acidentes causados pelo home, segundo dados preliminares.

Praticamente o dobro do valor registrado em 2008, quando as indenizações atingiram US$ 50 bilhões, diz o estudo. A fraca safra de furacões nos Estados Unidos é a razão do valor das indenizações pagas pelas seguradoras estarem muito aquém do valor registrado nos últimos anos. Na Europa, no entanto, o custo com enchentes tiveram forte elevação na média de indenizações pagas.

As indenizações nos sete primeiros meses do ano apresentam o dobro da media dos últimos 20 anos. Entre janeiro e julho deste ano, cinco eventos ultrapassaram os custos em US$ 1 bilhão. A chuva de inverno chamada de Klaus, que em janeiro castigou França e Espanha, foi o evento mais caro, com perdas de US$ 3,5 bilhões. Em julho, as chuvas com fortes raios na Suíça e Áustria custaram outros US$ 1,25 bilhão. Nos EUA, as chuvas de inverno e dois tornados geraram perdas seguradas de US$ 3,5 bilhões, segundo informa o estudo.

Em todo o mundo, aproximadamente 12 mil pessoas morreram nas catástrofes, comparadas com 240 mil em 2008. A região mais afetada foi a Ásia, com o terromoto na Indonésia em setembro, onde mil vidas foram perdidas. A passagem de três tufões tirou outras 2 mil vidas. Segundo Thomas Hess, economista chefe da Swiss Re, comentou que em 2009 todos agradecem de ter não ter visto algo como o furacão Katrina, que em 2005 causou perdas de US$ 71 bilhões.