XL reverte prejuízo e lucra US$ 206 milhões

cawl0ry9caj54qznca9l4o0kca56g3f9cab21kswca47hf1dcarmwro3ca497ejaca9lpolrcaccj5pgca552we7cagr8wc3cag7w2u4ca4ici5scadiyp42cao8vjplca2f9mo6ca1w395ica3dep9oO grupo XL, ex-sócio do Itaú Unibanco, divulgou ontem lucro líquido de US$ 206,6 milhões em 2009, resultado muito melhor do que o prejuízo de US$ 2,6 bilhões em 2008. Os prêmios líquidos no segmento de ramos elementares totalizaram US$ 4,7 bilhões, abaixo dos US$ 5,7 bilhões. O CEO Mike McGavick disse que o resultado do quarto trimestre e também do ano mostram que a companhia vem se recuperando no mercado de grandes riscos. O índice combinado ficou em 93,6%. O retorno sobre capital ficou em 13,5%.

Hartford divulga prejuízo de US$ 887 milhões

hartfordA Hartford, ex-sócia do grupo Icatu, divulgou ontem lucro líquido de US$ 557 milhões no quarto trimestre de 2009, um resultado bem melhor do que a perda de US$ 806 milhões do mesmo período do ano anterior. No ano, a Hartford registrou prejuízo de US$ 887 milhões, resultado melhor do que as perdas de US$ 2,7 bilhões de 2008. Boa parte do resultado do quarto trimestre veio da receita com investimento de US$ 1,4 bilhão.

No mesmo período do ano passado, o grupo registrou perdas de US$ 3,9 bilhões com aplicações financeiras. Em razão disso, o grupo teve de entrar na fila de empréstimos do governo americano e conseguiu US$ 3,4 bilhões. Mesmo com a melhora do resultado, as ações registraram queda de 4% no pregão de ontem.

Lucro da Porto Seguro cresce para R$ 328 milhões

portoSimultaneamente a divulgação do Itaú Unibanco, a Porto Seguro também divulgou seus resultados de 2009. Os número incluem a Itaú Seguros Auto e Residência (ISa+r), empresa pela qual o Itaú detém 30% do capital da Porto Seguro.

O lucro líquido da Porto Seguro foi de R$ 328,4 milhões em 2009, alta de 13,2% sobre os R$ 290,2 milhões de 2008. A melhora do resultado foi creditada a contabilização do resultado da ISa+r, do crescimento de 19,8% dos prêmios auferidos e de uma redução da participação das despesas administrativas e tributos de 0,8 ponto percentual, segundo informou a seguradora em nota divulgada. Desconsiderando a ISa+r, o lucro recua para R$ 289,3 milhões em 2009. A rentabilidade sobre o patrimônio apresentou ligeiro recuo, para 14%.

Os prêmios, incluindo a ISa+r, totalizaram R$ 5,78 bilhões em 2009, 19,8% acima dos R$ 4,8 bilhões de 2008. O acréscimo de prêmios no último trimestre de 2009 chegou a 46%, para R$ 1,8 bilhão, principalmente em razão da transferência das operações do Itaú. O seguro de carro representa a maior fatia do faturamento da Porto Seguro, com R$ 3,8 bilhões, alta de 24,5% em relação a 2008, considerando-se a ISa+r.

Sem considerar a operação do Itaú, os prêmios em automóvel da Porto apresentaram evolução de 12,6%, para R$ 3,5 bilhões. Um fato que chama a atenção no balanço é o índice de sinistralidade das operações. Enquanto a Porto Seguros tem uma sinistralidade de 51% em automóvel, a carteira do Itaú e da Azul, a seguradora light da Porto, exibe quinze pontos percentuais a mais no índice, ou seja, 70%.

Itaú Unibanco destaca reservas de R$ 52 bi

images4Depois de reorganizar as operações de seguros durante 2009, o Itaú Unibanco começa 2010 com a estrutura pronta para buscar um posicionamento estratégico no mercado de seguros. Entre os fatos marcantes do ano temos a associação com a Porto Seguro para atuar em seguro de carro e casa; a venda da operação de saúde, a negociação com a Allianz da participação de 14% que detinha na companhia alemã, e a compra a participação da XL Capital em grandes riscos. Resta saber agora o que fará com a participação que detém no IRB Brasil Re.

O principal destaque dado pelo banco em relação a área de seguridade foi o volume de reservas técnicas, no total de R$ 52 bilhões em 2009, sendo R$ 44 bilhões referentes a previdência. O grupo salientou a parceria com a Porto Seguro, uma vez que a negociação causou forte oscilação nas demonstrações financeiras do 4º trimestre de 2009 em relação ao trimestre anterior.

Os dados do balanço apresentados nesta manhão trazem apenas os valores do quarto trimestre de 2009 comparado com o trimestre anterior. O resultado consolidado do ano será divulgado em breve. O lucro líquido recorrente consolidado das operações de seguros, previdência e capitalização do quarto trimestre somou R$ 293 milhões, inferior aos R$ 374 milhões do terceiro trimestre do ano. Vida e previdência teve a maior participação, com R$ 175 milhões, capitalização ficou com R$ 85 milhões e seguros com a menor fatia, apenas R$ 32 milhões.

Desconsiderando as carteiras de auto e residência, a quantidade de apólices apresenta pequena redução de 3,1% em relação ao trimestre anterior, provocada principalmente pelo cancelamento de apólices de seguros prestamistas, consideradas no agrupamento vida e acidentes pessoais, diz o texto do balanço.

O índice combinado, que indica a eficiência das despesas decorrentes da operação em relação à receita de prêmios ganhos, apresentou redução de 1,4% em relação ao trimestre anterior. Segundo o banco, a melhora resulta da nova composição do mix agora sem a carteira de automóvel, que apresentava um índice de sinistralidade maior que a média dos demais produtos, informa o grupo no balanço divulgado.

O segmento vida e previdência encerrou o quarto trimestre com redução de 16,4% do lucro líquido recorrente em comparação ao trimestre anterior resulta da queda de 18,5% na margem financeira gerencial e do aumento de 11,9% na variação das provisões técnicas de previdência privada devido à sazonalidade de aportes.

A captação em planos de previdência e vida somou R$ 2,1 bilhões, aumento de 11,3% em relação ao trimestre anterior, principalmente pela venda nos canais de alta renda do banco, o Personnalitè e Private. A constituição de provisões adicionais da ordem de R$ 43,3 milhões na carteira de seguros de vida em razão de revisão de premissas financeiras de longo prazo, permanência e expectativas de mortalidade, também contribuiu para esse cenário.

Em capitalização, o lucro líquido recorrente apresentou aumento de 11,6% comparativamente ao trimestre anterior, face ao aumento de 37,1% na captação bruta de títulos de capitalização impactada por ações comerciais realizadas no 4º trimestre, envolvendo produtos de ticket mensal e de valor único. O Itaú Unibanco vem estimulando ação de doações via venda de títulos vinculados a entidades sócio-ambientais, cujo valor chegou a cerca de R$ 473 mil em 2009, representando um aumento em 65% sobre o exercício anterior.

Aon mantém faturamento estável em 2009

aonO grupo Aon Corp., dono de uma das maiores corretoras do mundo, manteve o faturamento estável em US$ 7,5 bilhões em 2009. O lucro líquido, no entanto, apresentou queda de 49%, passando dos US$ 1,4 bilhão obtidos em 2008 para US$ 747 milhões em 2009, segundo balanço divulgado hoje. A divisão de seguros registrou alta de 3% no faturamento, para US$ 6,2 bilhões. O resultado do quarto trimestre de 2009, de US$ 198 milhões, foi significativamente melhor do que a perda de US$ 6 milhões em 2008.

Segundo Greg Case, presidente da Aon, os resultados do quarto trimestre refletem o desempenho operacional sólido, apesar das difíceis condições econômicas e um declínio de 63% do lucro com investimento. “Nossos executivos têm feito um excelente trabalho de apoio aos nossos clientes em todo o mundo. Começamos 2010 bem posicionados na indústria de seguros”, comenta na nota divulgada.

Zurich eleva em 8% o lucro operacional em 2009

zurich1A Zurich Financial Services encerrou 2009 com lucro operacional de US$ 5,5 bilhões, incremento de 8% em relação ao resultado do ano anterior. O lucro líquido ficou estável em US$ 3,2 bilhões. Segundo nota divulgada, os prêmios de seguros gerais apresentou redução de 8%, para US$ 34 bilhões. O retorno sobre capital ficou em 12% e o índice combinado encerrou o ano em 96%.

Segundo comentou o CEO Martin Senn, 2009 foi um excelente ano para a Zurich, com a geração de um resultado sólido e uma boa performance em todas as linhas de negócios em todo o mundo, apesar do ambiente econômico desfavorável. O balanço completo pode ser acessado no site www.zurich.com.

Willis fatura 13% mais em 2009

willisA corretora Willis, terceira maior do mundo, registrou crescimento de 15%, para US$ 3,3 bilhões, na receita de comissões e fees em 2009, na comparação com 2008. O lucro líquido cresceu para US$ 436 milhões, comparado com os US$ 302 milhões de 2008. Boa parte do incremento do faturamento veio da aquisição da HRH. O crescimento orgânico chegou a 2%.

Segundo comentou o presidente e CEO Joe Plumeri, o ano passado foi marcante para o grupo, que iniciou 2009 com a integração da HRH diante dos enormes desafios com a crise financeira internacional e um mercado de seguros abatido pela recessão. “Mesmo assim respondemos com crescimento orgânico de 2% e finalizamos o processo de integração com ganho de sinergias”, comenta na nota.

Para 2010, a Willis prevê um mercado com queda de preços, porém sujeito a grande volatilidade de taxas para seguros de danos e interrupção de negócios em razão da experiência com danos catastróficos, revela a mais recente publicação do estudo “Mining Market Review”.

Lucro da Aliança do Brasil cresce 27,5%

bb-aliancaA Companhia de Seguros Aliança do Brasil, empresa do Banco do Brasil, obteve lucro líquido de R$ 316 milhões em 2009, 27,5% superior ao registrado em 2008. A produção de prêmios emitidos líquidos foi de R$ 2,2 bilhões, incremento de 25,8% sobre o ano anterior. No ano, a Aliança vendeu 2,2 milhões de seguros novos, elevando sua base de clientes a mais de 9,5 milhões de pessoas. Desconsiderada a venda de imóveis ocorrida no primeiro semestre de 2008, o incremento do resultado final da Aliança, em 2009, foi superior a 50%, informa nota divulgada pelo grupo.

De 2008 para 2009, houve uma melhora na eficiência com operações relacionadas à produção de seguros. Isso pode ser observado pela evolução do Índice Combinado, que passou de 83,2% para 80,5%, bem como pelo Índice Ampliado, que variou de 79,8% para 75,5%.

No primeiro semestre de 2009, a empresa lançou o BB Proteção, seguro de acidentes pessoais oferecido por módulos, de acordo com o perfil do cliente, a preços reduzidos. Em novembro, numa campanha especial feita com o Banco do Brasil, obteve uma resposta excepcional: 600 mil apólices vendidas em apenas dois dias.

No ano passado, 11% da área plantada no Brasil contou com proteção do BB Seguro Agrícola. Este desempenho consolidou a Aliança do Brasil na liderança do segmento de seguros rurais, com participação de 63% de todo o mercado e 83% em grãos.

Após a autorização da Susep, o Banco do Brasil também concluiu, no primeiro semestre de 2009, a aquisição das ações pertencentes à Companhia de Participações Aliança da Bahia, tornando-se o único acionista da Aliança do Brasil. Outro fato marcante do ano passado foi o acordo firmado entre o Banco do Brasil e o Grupo Segurador Espanhol Mapfre.

O objetivo é formar aliança estratégica para o desenvolvimento, no mercado brasileiro, dos negócios de seguros de riscos, nos segmentos de pessoas, ramos elementares e automóveis. Para 2010, a Aliança do Brasil prevê um ano muito favorável ao mercado segurador brasileiro, alavancado pela estabilidade econômica, pela melhor distribuição da renda nacional e pela iniciativa do Governo Federal de estimular a comercialização do microsseguro.

Allianz busca cliente no futebol das redes sociais

allianz-futA Allianz Seguros passa a focar a mídia digital para reforçar a imagem do grupo. A novidade desta vez é o patrocínio do game Bola Social Soccer, inédito no Brasil e que pode ser acessado pelo Facebook e em breve pelo Orkut. Segundo Ariane Landim, executiva de marketing do grupo, o futebol é uma plataforma importante para a companhia e tem sido usado para reforçar a marca junto ao mercado.

“Já temos uma estreita ligação com o tema por meio do Allianz Arena, na Alemanha, e da parceria com o Bayern de Munique. Localmente, atuamos por meio de patrocínios às transmissões da Copa do Mundo de 2010 e do campeonato europeu. O game Bola reforça e complementa essa estratégia”, comenta em nota divulgada.

Segundo dados da 21ª edição da pesquisa Internet Pop do Ibope Media, divulgada em 13 de janeiro, o internauta brasileiro tem a maior média de tempo na internet, comparada a de outros países (Estados Unidos, Reino Unido, França e Japão), já que passa 71 horas por mês navegando, principalmente em redes sociais.

O objetivo é impactar, em 6 meses, mais de 1 milhão de pessoas que fazem parte do target da companhia. O Facebook conta com cerca de 3 milhões e 400 mil usuários no Brasil, sendo que aproximadamente 68% deles têm mais de 25 anos. Já no caso do Orkut, essa faixa etária corresponde a 66% dos aproximadamente 25 milhões de participantes no país.

Trata-se de um jogo de futebol online que é disputado em redes sociais. Lançado inicialmente no Facebook, o game também estará disponível no Orkut em breve. Como uma das patrocinadoras, a Allianz Seguros terá sua marca exposta nas camisas do time e nas placas dos estádios virtuais. Além disso, há uma réplica do estádio Allianz Arena, onde os torneios podem ser realizados.

O jogador pode agir como se fosse o dirigente de seu clube. À medida que seu time vence as partidas, ele passa a acumular Bollars, a moeda virtual do game, o que lhe dá o direito de investir. O dinheiro ganho pode ser aplicado em melhorias no estádio, na contratação de técnico ou na compra de atletas.

Por se tratar de uma rede global, o usuário consegue jogar contra pessoas de qualquer lugar do mundo. Até o início da Copa do Mundo, o Bola vai ganhar novas ferramentas para incrementar ainda mais a diversão. Para jogar, basta ser cadastrado no Facebook e entrar no aplicativo http://apps.facebook.com/bolasocialsoccer/. O jogo é auto-explicativo.

Lucro da Mapfre cresce 3% e faturamento 6,3%

mapfre1O grupo Mapfre, maior seguradora da Espanha, encerrou 2009 com lucro líquido de 926,8 milhões de euros, aumento de quase 3% com relação ao ano anterior. O resultado ajudou a reduzir a dívida em mais de 980 milhões de euros e incrementar o patrimônio líquido em mais de 1,37 bilhão de euros (24,1%), segundo comunicado do grupo.

O presidente da Mapfre, José Manuel Martínez, destacou as parcerias realizadas pelo grupo, como a com o Banco do Brasil, com o Grupo Mundial no Panamá e com o Finibanco Vida em Portugal. “Estas parcerias impulsionaram nosso crescimento internacional”, comenta na nota.

O faturamento registrou incremento de 6,3%, para 18,8 bilhões de euros, sendo os prêmios de seguro e de resseguro responsáveis por 15,6 bilhões de euros, crescimento de 9,1%. Mais da metade deste valor foi produzido na Espanha, com prêmios totais de 8,1 bilhões de euros.

As operações internacionais contribuíram com 51% dos prêmios e 34% do lucro. Segundo dados do balanço, os prêmios evoluíram 22,8%, para 8,35 bilhões de euros. A Mapfre América registrou incremento de 19,3% nos prêmios, para 4,3 bilhões de euros, com destaque para Brasil, Venezuela e Argentina. Na América Latina, a Mapfre fortaleceu sua liderança em seguros de ramos elementares, com uma fatia de mercado de 6,9%, e melhorou sua posição no segmento de vida.

Os prêmios da Mapfre Internacional, que engloba Estados Unidos, Portugal, Turquia e Filipinas, alcançaram 1,64 bilhão de euros, com um incremento de 46,6%.

Em resseguros, o grupo movimentou prêmios de 2,05 bilhões de euros, com um incremento de 15,5%, o que consolida a entidade entre os vinte maiores grupos resseguradores do mundo. O faturamento das operações de Assistência cresceu 13,6%, para 483,8 milhões de euros.

No fechamento de 2009 os ativos totais administrados pelo Grupo aproximavam-se dos 43,10 bilhões de euros, 3,4% a mais que em 2008; e o patrimônio administrado superava os 49,57 bilhões, com um incremento de 3,8%.

Durante 2009, a Mapfre realizou uma reorganização do negócio de empresas, dividindo-o em Mapfre Empresas, destinado à cobertura de riscos e prestação de serviços no mercado espanhol, e Mapfre Global Risks, unidade integrada na divisão de seguro direto internacional, que concorrerá mundialmente na cobertura dos programas internacionais de seguros de clientes multinacionais e de outros riscos considerados globais, como aviação, energia e marítimos. “Esta reorganização é um passo a mais na aposta da Mapfre pela globalidade e pela orientação ao cliente”, informa o comunicado.