As seguradoras europeias de ramos patrimoniais encerraram 2009 com receita de prêmios 188,5 bilhões de euros, 1,8% inferior ao ano anterior, segundo divulgou o informe mensal da Fides divulgado nesta semana. Allianz lidera o mercado, seguida por Zurich, Generali e Eureko. Mapfre e Talanx, controladora do grupo HDI, avancaram para sexto e sétimo lugares no ranking europeu. A Mapfre registrou o maior índice percentual de crescimento, com 9,3%. O pior desempenho se deu na carteira de automóvel, que, segundo o informe se explica pela acirrada concorrência entre as seguradoras, na tentativa de manter os clientes diante da forte crise no continente europeu.
Setor cresce 19,8% em maio, informa Susep
Os prêmios acumulados pelas seguradoras de janeiro a maio somaram R$ 34,2 bilhões de janeiro a maio deste ano, 19,8% acima da receita registrada em mesmo periodo do ano anterior, segundo informa a Superintendencia de Seguros Gerais (Susep). O levantamento não inclui apenas o seguro saúde, que está sob a jurisdição da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Em maio, o volume de prêmios somou R$ 6,7 bilhões, com queda de 6,8% em relação a abril. Em comparação a maio do ano passado, contudo, foi apurado crescimento de 9,3%.
A taxa média de sinistralidade baixou de 53% para 51% entre os dois períodos comparados.
Os sinistros retidos até maio somaram pouco menos de R$ 9,4 bilhões, o que representou um salto de 9,9% sobre o montante registrado nos cinco primeiros meses de 2009.
As despesas comerciais – que englobam, em linhas gerais, as comissões pagas aos corretores e os valores investidos em campanhas de vendas – tiveram crescimento de 22,7% entre os dois períodos comparados, somando R$ 4,1 bilhões no acumulado de janeiro a maio deste ano.
Os 7 maiores projetos de infraestrutura do mundo
Veja os 7 maiores projetos de infraestrutura do mundo, segundo a jornalista Amanda Luz publicou em seu blog no Portal Exame, tendo com o fonte a Bloomberg
7. Metrô de Nova Déli
O novo sistema de transporte da capital indiana tem quase 190 km, com previsão de ser concluído no segundo semestre deste ano. Apesar das obras estarem em andamento desde 1998, a conclusão ainda está dentro do previsto. Foram 6, 5 bilhões de dólares destinados ao metrô de Nova Déli, que é a sétima obra mais cara em andamento no mundo.
6. Sistema de proteção contra tempestades de New Orleans
Quem não se lembra do furacão Katrina? Quase cinco anos depois, New Orleans ainda está em processo de reconstrução. Para proteger a cidade americana de novas tempestades e furacões, um sistema de proteção está sendo construído desde 2005, com valor investido estimado em 14,4 bilhões de dólares. A previsão é de que o sistema esteja a postos para proteger a cidade a partir do próximo ano.
5. Second Avenue Subway, em Nova York
Quanto tempo pode demorar a expansão de um sistema de metrô? E se forem apenas 12 km a mais de linha de transporte dentro de uma ilha? Em uma das consideradas melhores cidades para se viver do mundo, Nova York, o prazo pode ser maior que 75 anos. Não é à toa que a linha que ligará o norte ao extremo sul da ilha de Manhattan foi chamada de “Line that Time Forgot” (“A Linha que o Tempo esqueceu”). Depois de vários inícios “falsos”, as obras começaram em 2007 e estão previstas para serem concluídas em 2016, com investimentos 16,8 bilhões de dólares.
4. Songdo International Business District
Vias de transporte e sistemas de saneamento são comuns entre as grandes obras em andamento no mundo. O que dizer de uma cidade inteiramente planejada, como a Songdo, na Coreia do Sul? A nova comunidade inclui prédios residenciais e comerciais — incluindo o futuro prédio mais alto do país — e empreendimentos culturais, com os planos de valorizar a sustentabilidade e inovação. Os investimentos são estimados em 35 bilhões de dólares, com obras concluídas em 2015, após 11 anos de construção.
3. Estação espacial internacional
Para onde mais ampliar o canteiro de obras? Para o espaço. Iniciada em 1993 — ainda sob efeito do planejamento feito na década de 80, durante a Guerra Fria — a estação coleta dados sobre clima e inclui experimentos científicos. Com estimados 60 bilhões de investimentos, deve ser concluída no ano que vem.
2. Projeto de Transposição da Água “Sul para o Norte”, na China
A ideia inicial foi do Mao Zedong em meados do século passado, para solucionar a escassez de água ao norte da China, mas somente em 2002, após décadas de estudos, as obras tiveram início. O projeto deve ser finalizado em 2050, com investimentos de 62 bilhões de dólares e cerca de 300 mil pessoas realocadas, ao todo.
1. South Valley Development Project, no Egito
Para diminuir a densidade populacional no Egito, onde grande parte dos habitantes vivem em 5% da terra do país, a ideia é de que se a água for bombeada do Nilo em direção ao deserto, haverá mais terras para a agricultura e habitação. Para um empreendimento de tamanhas proporções, nada menos do que 20 anos são estipulados para concretizar o projeto. De 1997 a 2017, são estimados os custos de 90 bilhões de dólares.
Fonte: Bloomberg Businessweek
As obras mais caras do Brasil
Veja a seguir a lista das 10 obras mais caras em andamento no país, segundo levantamento da jornalista Amanda Luz, publicada em seu blog no Portal Exame:
10. Rodoanel de São Paulo (trecho sul)
São 57 quilômetros e R$ 5 bilhões de investimento público para interligar sete rodovias e facilitar o acesso ao porto de Santos. O trecho sul foi liberado para o tráfego em 1º de abril de 2010 e o oeste está em operação desde 2002. Já os trechos leste e norte ainda estão, respectivamente, em fase de licitação para construção e em fase de elaboração de projeto para licenciamento ambiental.
9. Transposição do rio São Francisco
Do reinado de Dom Pedro II passando pelo segundo governo do presidente Lula, qual governante deverá entregar a polêmica obra que envolve o maior rio do Nordeste? O investimento para o desvio das águas do rio São Francisco é, até agora, de 5,2 bilhões. As obras estão sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional.
8. Porto de Santos
As melhoras na infraestrutura do porto mais importante do país envolvem o investimento de R$ 6,5 bilhões (em parceria público-privada, com recursos do PAC). As obras incluem aumento da profundidade do canal, melhorias nos acessos rodoviários e ampliação de terminais privados.
7. Usina Nuclear Angra 3
Depois de 23 anos, as obras da Angra 3 foram retomadas com o investimento de R$ 8,5 bilhões. A terceira usina nuclear do país terá uma potência bruta elétrica de 1405 megawatts, energia equivalente a um terço do consumo do Estado do Rio de Janeiro. O empreendimento está sob a batuta da Eletronuclear, mas a origem dos recursos é pública e privada.
6. Hidrelétrica de Jirau
A previsão é de que até 2015 as obras para a hidrelétrica no Rio Madeira, em Rondônia, estejam prontas. Para a usina com capacidade de produção de 3300 megawatts, o investimento – com recursos do PAC – é de R$ 9,3 bilhões. O consórcio responsável pelo empreendimento, que inclui a Suez Energy, Camargo Correa e as estatais Chesf e Eletrosul, acredita que a entrega da obra pode ser antecipada para 2012.
5. Plataformas de petróleo da Petrobras
São sete plataformas e 12,6 bilhões em investimentos. As plataformas P58 (Parque das Baleias), P61 – P63 (Campo de Papa-Terra, Módulos 1 e 2), P62 (Roncador Módulo 4), P57 (Campo Jubarte), P55 (Estaleiros Rio Grande e Atlântico Sul), P56 (Campo Marlim Sul Módulo 2) e P53 (Campo Marlim Leste) serão instaladas na costa do Rio de Janeiro e Espírito Santo, sob responsabilidade da Petrobras e também com recursos do PAC.
4. Hidrelétrica de Santo Antônio
Assim como a Jirau, a usina de Santo Antônio está em construção no Rio Madeira e consome o investimento de R$ 13,5 bilhões, também com recursos do PAC. A empreitada comandada pela construtora Odebrecht em parceria com a Andrade Gutierrez, quando concluída, terá a capacidade de geração de 3150 megawatts.
3. Usina Hidrelétrica de Belo Monte
O canteiro de obras no Rio Xingu (PA) ainda não começou, a previsão é de que a construção só comece em setembro de 2010. O terceiro empreendimento dessa lista na Amazônia ainda está envolto em polêmica, mas pelo menos já teve o consórcio definido neste mês e parece estar em andamento. As empreiteiras preveem gastos de R$ 31 bilhões, o que levaria o projeto ao topo dessa lista, mas dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) propõem R$ 19 bilhões. Será que as obras começam nos próximos cinco meses?
2. Comperj
As obras começaram em 2008 e já tiveram conclusão prevista para 2011 e 2012. O novo prazo, porém, é 2013 para a inauguração do complexo petroquímico da Petrobras, que vai processar 150 mil barris de óleo pesado por dia e diminuir a importação de produtos petroquímicos. O investimento público-privado é de R$ 19,2 bilhões.
1. Metrô de São Paulo
A expansão e modernização do metrô da Grande São Paulo conquista o topo da lista com os gastos de R$ 23 bilhões, de origem pública e privada. Estão previstos 390 quilômetros contra os 61 quilômetros atuais. Muita gente na maior cidade do país olha para o mapa do metrô com o desejo de que as linhas pontilhadas virem realidade o quanto antes, mas o empreendimento só tem conclusão prevista para 2014.
* Com dados do Anuário Exame de Infraestrutura 2009-2010 e da Exame 966.
Aon administra o seguro do FIFA Fun Festival
A Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, é a responsável por desenhar e administrar o programa de seguros do FIFA Fun Festival, realizado nas areias da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, durante toda a Copa do Mundo. Da montagem à desmontagem, a cobertura da apólice ampara desde a infraestrutura (equipamentos) até os danos materiais e corporais sofridos por terceiros durante a realização do evento. Também estão cobertos eventuais prejuízos decorrentes do cancelamento ou não realização do mesmo, o chamado “No Show”.
Segundo informou a Aon, no espaço, que contempla uma arena com capacidade para mais de 15 mil pessoas por dia, um palco e dois telões (um deles “High Definition” de 50 m²), os torcedores acompanham a transmissão ao vivo de todos os jogos do mundial e, à noite, são realizados shows e eventos culturais. O FIFA Fun Festival, evento oficial da FIFA, é promovido simultaneamente em seis cidades: Roma, Paris, Berlim, Sydney, Cidade do México e Rio de Janeiro.
Solvência II é o melhor caminho*
*artigo produzido com exclusividade para a Revista Apólice. A jornalista viajou para Alemanha a convite da Allianz e para Suíça por indicação da SulAmérica.
As seguradoras não podem ser penalizadas com uma regulamentação mais rígida porque as perdas financeiras geradas pelas crises nos mercados mundiais foram e estão concentradas nos bancos. Este tema, juntamente com os indicadores macroeconômicos, efetivamente a inflação em países com crescimento e a deflação em regiões em recessão, são as duas grandes preocupações dos líderes mundiais de seguros, segundo pesquisa divulgada pela Geneva Association, entidade fundada em 1973 e que reúne 80 CEOs da indústria de seguros global.
A regulamentação poderá gerar um engessamento do setor e aumento dos custos para os segurados. Já os indicadores macroeconômicos voláteis inibem os investimentos e retardam o crescimento do setor, afirmam os executivos que participaram da pesquisa que balizará os estudos da associação para os próximos anos. Os órgãos reguladores mundiais têm sinalizado uma forte tendência de criar normas únicas para o sistema financeiro, englobando todas as operações do conglomerado internacional.
O objetivo dos governos é evitar que um dos nichos de atuação de determinada instituição não cause estrago em diversas empresas e mercados como aconteceu, por exemplo, com a AIG. A maior seguradora do mundo até setembro de 2008 só não foi à falência porque o governo americano disponibilizou uma linha de crédito de US$ 180 bilhões para evitar um efeito cascata. O estrago foi causado principalmente por uma pequena linha de negócios financeiros, responsável por prêmios de US$ 2 bilhões por ano. Nada, considerando-se o faturamento global superior a US$ 100 bilhões.
As perdas atreladas ao mercado de seguros foram pontuais em algumas companhias que atuavam com seguros financeiros ligados às garantias de hipotecas de alto risco, conhecido como subprime. De acordo com o estudo, o socorro dos governos aos bancos entre setembro de 2008 e fevereiro de 2010 totalizou US$ 1,5 trilhão. Já para as seguradoras, o volume chegou a US$ 170 bilhões, sendo praticamente quase a totalidade para apenas uma seguradora, a AIG.
“A crise mostrou que as seguradoras e resseguradoras não representam um risco sistêmico. Foram afetadas, as não foram a causa do problema. Por isso não podem ser penalizadas pela má gestão de riscos dos bancos”, afirma Nikolaus von Bomhard, presidente do Conselho da Geneva Association e da Munich Re, maior resseguradora do mundo, a um grupo de jornalistas, durante almoço promovido pela entidade no dia 3 de junho em um dos prédios da Swiss Re, localizado nas montanhas suíças.
Michael Diekmann, também membro do conselho e presidente mundial da Allianz, que se tornou a maior seguradora do mundo com a derrocada da AIG, diz que a regulamentação do mercado financeiro deve realmente ser rígida e global, mas não se pode colocar tudo debaixo do mesmo “guarda chuva”. “A indústria de seguros tem regras rígidas, que serão ainda mais severas com a implementação das normas de Solvência II previstas para o final de 2012”, garante.
Nos EUA, por exemplo, recentemente o Governo divulgou as novas regras para instituições financeiras. Em seguros, a novidade ficou por conta da criação de um regulador nacional, como vinham solicitando há tempos as seguradoras nacionais e globais. Até então, as regulamentações variavam de estado para estado, o que dificultava e onerava, inclusive, o sistema de gestão de riscos e de contabilidade dos grupos.
Patrick Larragoiti (foto), da SulAmérica e único brasileiro a fazer parte do conselho da Geneva Association, explica que uma das lutas da associação é mostrar aos orgãos reguladores que manter a atividade de seguro regulada por uma entidade especializada traz mais segurança ao sistema do que ter a indústria controlada por uma autoridade monetária preocupada com bancos, fundos e mercado acionário.
“No Brasil temos a Superintendência de Seguros Privados (Susep) com a elevada influência do Banco Central. Há grande conexão, inclusive de profissionais entre os dois órgãos”, diz, enfatizando que o setor não sofreu qualquer perda com a crise. “Pelo contrário. Continuamos nosso ritmo de crescimento”. Ninguém discorda de que novas regras de solvência são necessárias. E as normas podem ser rígidas. “Desde que sejam corretas, levando-se em conta as peculiaridades do setor de seguro”, enfatiza Bomhard. Os executivos querem evitar a inclusão do setor no pagamento de taxas as quais o setor bancário deverá ser tributado.
Stefan Lippe, presidente da Swiss Re e membro do conselho, reforça a opinião de seus colegas. “A indústria de seguros funciona como um amortecedor para crises ao gerenciar riscos e pagar indenizações”, diz. A segunda maior resseguradora do mundo precisou de um reforço de caixa para fazer frente às suas obrigações contratuais e nível de solvência exigido pela regulamentação. Isto se traduziu em um empréstimo ponte de US$ 2,6 bilhões fornecido pela Berkshire Hathway, controlada pelo megainvestidor Warren Buffett, já totalmente quitado.
As novas regras do mercado de seguros na Europa, conhecidas como Solvência II, deverão ser definidas até 2012 para começarem a valer em 2013. São essas regras que definirão quanto de capital as companhias terão de ter para garantir os contratos assumidos. Estudos já divulgados afirmam que as grandes companhias praticamente não serão afetadas. Já as médias e pequenas terão de reformular suas estratégias. Há quatro caminhos básicos para ajustar-se aos novos padrões de solvência: alocar capital, reduzir as vendas, comprar resseguro ou iniciar um processo de fusão e aquisição.
“Dependemos da definição das regras para podermos ter uma noção mais clara de como investir nossos recursos”, comenta o presidente da Allianz, grupo mundial formado pela aquisição de mais de uma centena de companhias. Entre as grandes aquisições podemos citar a AGF.
É tido como certo de que os principais países do mundo, inclusive o Brasil, adotarão este normativo como um padrão internacional. “Vivemos um momento totalmente diferente. Estamos em pleno crescimento e com padrões contábeis internacionais sendo regulamentados”, avalia Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros e Previdência, que participa do grupo de CEOs da Geneva Association e acompanhou a reunião anual da entidade realizada entre os dias 2 e 5 de junho, no Centro de Estudos da Swiss Re.
Para os membros do conselho da Geneva Association, que representam praticamente 80% do PIB mundial de seguros, a melhor solução para garantir o direito dos consumidores e manter a indústria saudável em termos de preços, coberturas e serviços, é a adoção da Solvência II e órgãos reguladores independentes. “Nós temos confiança absoluta de que Solvência II é o caminho certo a ser seguido pelos órgãos reguladores de todo o mundo, criando assim uma competição saudável em uma indústria globalizada”, afirmam Bomhard e Diekmann, ambos CEOs de grupos presentes em mais de 100 países.
Venda mundial de seguros recua 1,1% em 2009
US$ 4 trilhões. Este é o tamanho da indústria mundial de seguro, segundo a nova versão do estudo “O seguro no mundo em 2009″, divulgado hoje pela Swiss Re, consolidando dados de 159 mercados de seguro. De acordo com o relatório, o volume mundial dos prêmios de seguro caiu 1,1%, valor com ajuste da inflação. Os prêmios de vida recuaram 2%, enquanto os de não-vida ficaram estáveis.
O aumento dos prêmios nos mercados emergentes diminuiu, mas permaneceu positivo. Houve uma recuperação significativa da lucratividade e do capital no setor; porém, os níveis vigentes antes da crise ainda não foram atingidos. Segundo nota divulgada pelo grupo, em 2009, os prêmios de seguro cresceram mais rapidamente que o PIB na maioria dos países, o que evidencia a solidez do setor. Os mercados de crédito e de ações recuperaram-se, aumentando a lucratividade e o capital do setor securitário. Em 2010, espera-se que o crescimento geral dos prêmios torne-se positivo. É muito provável que a lucratividade e o capital continuem aumentando.
Os prêmios globais no ramo vida caíram 2% para US$ 2,3 trilhões em 2009. Os prêmios foram mais duramente atingidos nos EUA e no Reino Unido, pois a crise financeira teve forte impacto sobre a venda dos produtos unit-linked, sobretudo no primeiro semestre do ano.
Daniel Staib, um dos autores do novo estudo sigma comenta: “Apesar do leve declínio geral nos prêmios globais de vida, o segmento vida teve incremento na Itália, Alemanha e França com a retomada das vendas de apólices de vida tradicionais com garantias. Estes produtos foram considerados particularmente atrativos na comparação com produtos bancários devido às baixas taxas de juros e às incertezas que rondam os mercados financeiros.”
Nos mercados emergentes, os prêmios de vida subiram 3,4%. O aumento foi mais vigoroso na Ásia Meridional e Oriental, atingindo a marca dos 10%, liderado pela China e Índia. O crescimento dos prêmios de vida na América Latina e no Caribe também se mostrou firme, chegando a 7,8%. O mercado brasileiro de vida teve um desempenho excepcionalmente bom graças ao aumento da popularidade dos VGBL, um produto unit-linked com acumulação de recursos.
O negócio de seguro não-vida foi afetado apenas marginalmente pela recessão mundial. Em 2009, os prêmios de não-vida recuaram somente 0,1%, atingindo US$ 1,7 trilhão, sobretudo devido à fraca demanda por coberturas e às taxas mais brandas. Segundo Staib: “Ao passo que os preços mais baixos no segmento não-vida prejudicaram a lucratividade em 2009, houve um incremento na comparação com 2008 devido à recuperação dos mercados de crédito e de ações.”
Os prêmios de não-vida caíram nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Japão, mas aumentaram nos países emergentes. Os prêmios não-vida cresceram, por exemplo, 19% na China. “A estabilidade dos prêmios bem como a recuperação da lucratividade e do capital revelam bons resultados em vista do ambiente econômico difícil observado em 2009. O que nos preocupa, entretanto, é que os resultados técnicos subjacentes tenderam a enfraquecer”, explica Staib.
O estudo mostra que em oito dos principais mercados, que representam 70% do volume global de prêmios, os resultados da subscrição tornaram-se negativos em 2009, apesar das menores perdas decorrentes de catástrofes naturais e das menores perdas relacionadas ao negócio de garantias financeiras nos EUA.
Com a contínua melhora da economia mundial, a expectativa é de aumento nos prêmios. “O crescimento geral dos prêmios se tornará positivo em 2010 e a lucratividade e o capital do setor deverão continuar aumentando”, observa Staib. O negócio de vida será o mais beneficiado. “Se os mercados financeiros continuarem com sua recuperação, o negócio de unit-linked, que foi duramente afetado, também apresentará nítidas tendências de alta. No longo prazo, o seguro de vida se beneficiará com o envelhecimento da população, o que impulsionará as vendas de pensão, invalidez, doenças graves e cuidados de longa duração”, acrescenta Staib.
Também há expectativas de que o segmento não-vida volte a crescer nos países industrializados. “Em virtude das fortes pressões competitivas exercidas no setor securitário, dificilmente haverá melhora significativa na lucratividade. Este ano também já sofremos algumas catástrofes naturais custosas, o que afetará os resultados técnicos. Além da alta nas taxas de prêmios, o que é necessário para levar o segmento primário do seguro nãovida de volta a níveis de lucratividade adequados é a expectativa de aumento nas taxas de juros no médio prazo”, comenta Daniel Staib.
Comitê Europeu de Seguros envia estudo ao G20
*matéria produzida para a CNSeg (www.viverseguro.org.br)
Depois da Geneva Association, entidade que reúne 80 líderes mundiais de seguradoras e resseguradoras, encaminhar aos ministros do G20 estudo sobre as diferenças entre bancos e seguradoras, o Comitê Europeu dos Seguros (CEA) fez o mesmo nesta semana.
O estudo “Seguros, um setor único: porque as seguradoras se diferenciam dos bancos”, fornece uma série de recomendações aos 20 países mais ricos do mundo, que discutem aperfeiçoamentos na regulamentação da industria financeira mundial. “Pedimos aos reguladores do G20 que levem em consideração as diferenças entre as operações bancárias e securitárias”, escreveu Tommy Persson, presidente da CEA, na carta que acompanha o estudo.
O relatório da CEA inclui 12 recomendações para o reforço das normas de supervisão das seguradoras, com um capítulo especial sobre as atividades não regulmentadas.
Veja a seguir as doze principais recomendações.
1. A cooperação global é essencial nas áreas de regulação e supervisão.
2. As instituições e as atividades não regulamentadas que estão na origem da crise são as que precisam de atenção e regras.
3. As principais atividades do setor dos seguros não geram tensão ao sistema, de modo que nenhuma atividade deve ser considerada como risco sistêmico.
4. A indústria de seguros deve, no entanto, ser representada nos fóruns que estão debatendo sobre a estabilidade financeira.
5. Não é possível responder de forma adequada para o risco sistémico com a imposição de requisitos que engessem as seguradoras e resseguradoras.
6. Seja qual for a estrutura de supervisão a ser adotada para o setor de seguros, o modelo de negócios deve beneficiar o reconhecimento adequado de garantida e gestão de risco que já fazem parte da atividade do setor.
7. É preciso evitar regulação excessiva e inadequada para não travar as operações de seguros, que mitigam riscos de governos e empresas privadas, dando sustentabilidade ao crescimento das economias.
8. As seguradoras devem ser objeto de um grupo de supervisão especializado e separado das outras empresas do mercado financeiro por ser um setor com muitas características diferenciadas.
9. Produtos com perfis de risco similar devem ter uma regulamentação equivalente ao risco proporcionado e não o balizamento dos riscos numa única cesta.
10. Regulamento de contabilidade deve refletir a natureza do modelo setor de negócios
de uma seguradora e ser coerente com este modelo. As seguradoras assumem riscos, diferente dos bancos, que apenas emprestam dinheiro, tomando recursos de um lado que poupa e repassando para outro que precisa.
11. As discussões sobre a tributação dos serviços financeiros devem reconhecer os riscos potenciais apresentados pelas diferentes instituições financeiras.
12. Deve se levar em conta as reservas técnicas que já são feitas pelas seguradoras dentro dos modelos de exigência de capital, para não tornar cumulativa a exigência das regras para bancos, principalmente nas medidas fiscais.
RSA faz o seguro do estádio Verdão, em MT
A corrida pelos contratos de seguros envolvendo a Copa 2014 está a todo vapor. Hoje quem dá a notícia é a RSA Seguros. A subsidiária brasileira de uma das maiores seguradoras da Europa conquistou o maior contrato de seguro para a Copa do Mundo de 2014 até o momento. A seguradora inglesa será responsável pela apólice das obras do novo Estádio Governador José Fragelli, o Verdão, que sediará em Cuiabá (MT) os jogos do Mundial. Os investimentos estão avaliados em R$ 342 milhões.
Segundo nota da empresa, a apólice foi fechada em parceria com a corretora Mondial, de Belo Horizonte. A RSA será a líder nas apólices de riscos de engenharia e seguro de responsabilidade civil para a obra, que tem a duração prevista de 26 meses. O projeto do Verdão contempla uma nova arena com 107 mil metros quadrados de área construída, capacidade para 42 mil torcedores e estacionamento para 15 mil veículos.
“A conquista deste negócio reforça a nossa estratégia de crescimento acelerado na carteira de Riscos de Engenharia, tanto nas obras relacionadas ao segmento imobiliário, quanto nos projetos mais complexos, sobretudo obras de infraestrutura”, revela o diretor comercial, Ariel Couto.
O setor espera um forte crescimento nos próximos anos diante dos investimentos previstos para infraestrutura em eventos como Copa do Mundo e Olimpíada, projetos para exploração do pré-sal e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo dados do governo, o PSC 2 tem investimentos estimados perto da casa de R$ 1 trilhão. Um número que tem atraído cada dia mais a atenção das seguradoras e resseguradoras para o Brasil, uma vez que obras deste porte estão praticamente paradas nos países da Europa e nos Estados Unidos, que ainda se recuperam da crise.
“A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 trarão inúmeras oportunidades para o mercado de seguros no Brasil e estamos atentos para aproveitá-las”, afirma Ariel. “Montamos um time internacional para investigar a nossa atuação em eventos similares ocorridos em outros países e buscaremos replicar esta experiência aqui no Brasil”, acrescenta Couto. Segundo a nota, a RSA tem know-how global nesse tipo de projeto, já que foi a seguradora líder nos segmentos de Riscos de Engenharia, Property e Casualty nos projetos relacionados à Olimpíada de Londres, em 2012.
Norman Sorensen assume comando da IIS*

*matéria produzida para a CNSeg (www.viverseguro.org.br)
O executivo Norman Sorensen (foto), presidente internacional de Asset Management e Acumulação da Principal Financial Group, sócia do Banco do Brasil na Brasilprev, é o novo presidente e CEO da International Insurance Society (IIS), que reúne os principais executivos da industria internacional de seguros e resseguros. Ele substitui o presidente e CEO da Marsh & McLennan Companies, Brian Duperreault.
Em maio, o presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, foi convidado e aceitou assumir o Board of Directors da entidade, no lugar de Osvaldo do Nascimento, diretor do Itaú e vice-presidente da FenaPrevi. Pelas regras do estatuto, após seis anos na entidade, o executivo precisa deixar o posto e assim reciclar o corpo diretivo da entidade.
Nascimento, após dois mandatos, deixou como legado a inclusão do mercado segurador brasileiro no cenário internacional. Foi ele um dos responsáveis por ser o Brasil o anfitrião do 47º anual da entidade, que ocorrerá em junho de 2011, na cidade do Rio de Janeiro, onde fica a sede da CNSeg. O encontro não ocorre na América Latina desde 1981, quando se deu no Brasil. Os últimos eventos foram realizados nas cidades de Taipei, Berlim, Chicago, Londres, Nova Iorque, Cingapura, Hong Kong e Viena. O último encontro acaba de acontecer em Madri, do qual participaram vários executivos brasileiros.





