Microsseguro exige clareza e transparência

(matéria escrita com exclusividade para a Cnseg www.viverseguro.org.br) Preto no branco. Todos sabem o que está coberto e o que não está coberto. Sem brechas legais e parceria público privada. Essa frase contém boa parte da poção mágica para tornar o Brasil um case mundial em microsseguro, segundo os principais representantes do setor reunidos na 7º Conferência Internacional de Microsseguros, que teve início hoje no Rio de Janeiro e termina no dia 10.

Craig Churchill, presidente da Microinsurance Network, uma rede mundial que reúne grandes instituições privadas e publicas, além de estudiosos e especialistas no assunto, informou durante a coletiva de imprensa que uma recente pesquisa sobre o tema revelou que há no mundo cerca de meio bilhão de pessoas incluídas no que eles consideram microsseguro. “E 50% delas estão na Índia”, informou.

O Brasil pode ser Índia da America Latina, uma vez que a iniciativa pública e privada estão juntas no desenvolvimento do mercado. Dirk Reinhard, da Munich Re Foundation, afirma com base em sua experiência mundial, que o microsseguro não pode ser feito apenas com base nas iniciativas do governo ou de entidades sem fins lucrativos. ‘Esse é um mercado que necessita do apoio de todos, inclusive da iniciativa privada”, frisou o especialista durante o encontro com jornalistas.

Segundo ele, pelas características dos inscritos no evento realizado no Brasil, o microsseguro começa a ter um equilíbrio interessante. Em 2005, primeira conferencia, tínhamos 90 inscritos, em sua grande maioria estudiosos. Hoje temos 450 inscritos, sendo 45% de empresas com fins lucrativos”, informou.

De um lado a Susep, órgão regulamentador do setor, e de outro as seguradoras interessadas em desenvolver um modelo próprio, que seja atraente o suficiente para convencer o acionista a colocar recursos na operação. Para ser uma operação sustentável, será preciso superar algumas barreiras, como a de custos comerciais e também operacionais.

Segundo a Susep, duas delas já estão em curso, como a criação de regras para que corretores especializados possam levar o produto aos consumidores e também reduzir a necessidade de capital para as empresas interessadas em atuar no segmento. A idéia é que a exigência seja equivalente a 20% do capital exigido hoje de uma seguradora que opera em todos os ramos.

Com tais diferenciais, o interesse das companhias privadas nacionais e internacionais tende a crescer. Depois de uma regulamentação adequada, o próximo passo é criar produtos sob medida, com total transparência entre as partes para gerar a confiabilidade que este tipo de relacionamento exige. Paralelamente, os interessados no desenvolvimento do microsseguro, que pode viabilizar a segurança financeira necessária para o pais crescer de forma sustentável, precisam investir na educação.

“Educar as pessoas sobre como funciona o seguro é garantir boa parte do sucesso dos programas. Na Colômbia, por exemplo, as pessoas gastam tanto em seguro como em loteria”, disse. Nesse sentido, uma das iniciativas em andamento é o projeto Estou Seguro, do qual participam 16 seguradoras. A segunda fase foi lançada no último domingo, numa parceria coordenada pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros (Cnseg). No Brasil, o mercado de microsseguros é estimado em 120 milhões de pessoas, segundo pesquisa realizada pelo Centre for Financial Regulation and Inclusion (Cenfri).

PPP pode ser trunfo para consolidação do microsseguro

(matéria extraída do site da Cnseg )www.viverseguro.org.br) A parceria público privada tem grande relevância dentro do desenvolvimento do microsseguros. O tema envolve não só produtos, mas também cooperação dos dois lados para montar o sucesso da iniciativa. Assim, Dirk Reinhard, da Munich Re Fundation, abriu o painel 6 da 7ª Conferencia Internacional de Microsseguros, que começou ontem e termina amanhã, no Rio de Janeiro. Tais parcerias são extremamente benéficas para ambos. Na ocorrência de uma catástrofe, por exemplo, com a morte de muitas pessoas, todos perdem. O governo é obrigado a despender recursos para reconstruir a região afetada, as empresas perdem mão de obra, as famílias ficam desestruturadas e a sociedade sofre com as consequências de um número maior de pessoas abaixo da linha da pobreza.

Ou seja, a falta de gerenciamento de riscos como uma catástrofe, por exemplo, recai sobre todos, em um efeito cascata, ocasionando a queda do PIB, de arrecadação de impostos, de renda familiar. Mas de nada adianta uma PPP sem objetivo e comprometimento de todos.“A parceria não se resume à assinatura de um cheque. Tem de ter envolvimento dos parceiros para prestar contas e apresentar resultados”, disse Dirk. De uma plateia formada por cerca de 150 pessoas, com 45% executivos da área pública e 55% das empresas privadas, surgiram vários motivos que justificam a criação de parcerias público privadas.

Para começar, é preciso checar a viabilidade da parceria dar certo. “Precisamos saber de que forma o setor público pode contribuir e como a iniciativa privada pode fazer o projeto avançar”, diz Lambert Muhr, especialista de seguro rural da Munich Re. Excesso de regulamentação por parte do governo e a falta de compremetimento da iniciativa privada são os fatores mais citados para uma PPP não dar certo. Se bem combinada, a PPP potencializa o poder e o foco do projeto, uma vez que interessa para ambos.

Quando se faz algo sozinho, se faz mais rápido. Mas quando se faz juntos, se vai mais longe. Outra justificativa é que as PPPs tornam o projeto viável. Há muitas histórias de projetos que morreram antes de ser implementados em razão da falta de apoio, seja de tecnologia que requer financiamento, seja de conhecimento técnico, muitas vezes concentrado nos membros do governo. A conclusão do painel sobre os fatores de sucesso das PPP no microsseguro é de que a parceria faz com que a gestão de risco torne o projeto viável do ponto de vista financeiro.

Homens lideram indenizações de acidente de trânsito

Hoje a Seguradora Líder, que administra o DPVAT, aquele seguro que ninguém gosta de pagar junto com o IPVA, divulgou estatítiscas boas para rechear artigos. Apesar de todos reclamarem do seguro, ele ajuda muita gente. Vejam só os números no comunicado oficial. Muitas famílias mantiveram o padrão social conquistado graças a ajuda deste seguro. Eis aqui um banco de dados onde seria possível encontrar muitos personagens para falar da importância do seguro num momento difícil.

Íntegra do comunicado

Nos primeiros nove meses do ano, 77% das indenizações do Seguro DPVAT foram pagas a pessoas do sexo masculino. É o que revela o mais recente boletim da Seguradora Líder DPVAT, administradora do seguro, que indeniza vítimas de trânsito em casos de invalidez permanente e morte, além de reembolsar despesas médicas nos casos menos graves. A maior incidência de indenizações foi para vítimas entre 18 e 34 anos, predominantemente do sexo masculino.

De modo geral, as estatísticas de indenizações pagas apresentaram crescimento de 42% ante o mesmo período do ano passado. De janeiro a setembro deste ano, foram 42.224 indenizações por morte; 165.592 por invalidez permanente; e 48.663 reembolsos de despesas médicas. Ao todo mais de R$ 1.693 milhões foram pagos em indenizações.

Por categoria de veículo, 66% das situações indenizadas foram decorrentes de acidentes com moto, mas o número fica ainda mais alarmante considerando-se apenas as indenizações por invalidez, visto que 72% das situações que resultaram em seqüela permanente foram em decorrência de acidentes envolvendo este tipo de veículo. Este percentual cai para 22% quando analisada a categoria automóvel. Em relação a indenizações por morte, 49% dos casos fatais aconteceram em acidentes de automóvel, enquanto 36% de acidentes com óbito envolveram motos. As estatísticas reforçam que, proporcionalmente à frota, os acidentes com motos deixam mais vítimas, já que os automóveis representam 61% da frota nacional de veículos, percentual bem superior aos 26,6% de motos que circulam no país.

De acordo com a Seguradora Líder DPVAT, a intenção do envio de boletins periódicos com as estatísticas de indenizações pagas é cumprir não só com um objetivo social de transparência como também para alertar as autoridades sobre o assunto. “O trânsito tem ficado cada vez mais violento. Foram mais de 256 mil acidentados no período (indenizados), uma média de quase 950 (939,38) pessoas por dia no Brasil. É um número alarmante”, sinaliza Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder DPVAT.

Considerando as regiões brasileiras, o Sudeste concentrou o maior número de casos fatais: 38% de indenizações por morte, sendo que em São Paulo aconteceu quase metade dos casos: 48%. Em relação ao Brasil, o Estado responde 18% dos acidentes indenizados por morte – mesmo percentual destinado a toda a região Sul e às regiões Centro-Oeste e Norte juntas. O Nordeste foi a segunda região de maior registro de indenizações por morte – 26%.

Sobre o DPVAT

No Brasil, todo o cidadão que sofre um acidente de trânsito tem direito ao Seguro DPVAT. As situações indenizadas são: morte (R$ 13.500) ou invalidez permanente (até R$ 13.500, dependendo do tipo de invalidez), e reembolso de despesas médicas (até R$2.700) . O próprio acidentado ou herdeiro pode dar entrada no pedido de indenização e/ou de reembolso do Seguro DPVAT, não sendo necessário o auxílio de intermediários ou advogados, já que o procedimento é simples e gratuito. Basta juntar a documentação necessária e levar ao ponto de atendimento mais próximo.

Os endereços podem ser consultados no site da Seguradora Líder ou pelo Serviço de Atendimento ao Cliente DPVAT. Os recursos do Seguro são financiados pelos proprietários de veículos, por meio de pagamento anual.

Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde, para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país. 5% são repassados ao Ministério das Cidades, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os demais 50% são voltados para o pagamento das indenizações.

Grande demais para quebrar

Veja que tabela interessante o G-20, grupo que reúne as vinte maiores economias do mundo, divulgou durante reunião realizada em Cannes, France, no início de novembro de 2011. Para quem quiser entender melhor o que alimenta a crise, temos bons filmes. Grande demais para quebrar, que conta os bastidores da negociação para evitar a falência do Lemahn Broters e da AIG, em setembro de 2008, ápice da crise financeira. Também tem o filme Fraude, que conta como o trader Nick Leeson agiu para dar lucro ao banco e também levar o Barings, maior banco inglês na época, à falência, instituição onde até mesmo a rainha da Inglaterra tinha conta até 1995.

Para criar um ambiente mais seguro, todos esses bancos listados abaixo são considerados grandes demais para quebrar pois colocariam o sistema mundial em crise. Diante do risco com a situação da Grécia, eles terão de injetar capital.

EUA
Bank of America: 2,2 trilhões de dólares em ativos
BNY Mellon: 322 bilhões de dólares em ativos
Citigroup: 1,9 trilhão de dólares em ativos
Goldman Sachs: 937 bilhões de dólares em ativos
JPMorgan: 2,3 trilhões de dólares em ativos
Morgan Stanley: 831 bilhões de dólares em ativos
State Street: 208 bilhões de dólares em ativos
Wells Fargo: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Reino Unido
RBS: 1,6 trilhão de dólares em ativos
Lloyds TSB: 979 bilhões de dólares em ativos
Barclays: 1,5 trilhão de dólares em ativos
HSBC: 2,7 trilhões de dólares em ativos

França
Credit Agricole: 1,6 trilhão de dólares em ativos
BNP Paribas: 1,9 trilhão de dólares em ativos
Banque Populaire: 407 bilhões de dólares em ativos
Societe Generale: 1,2 trilhão de dólares em ativos

Alemanha
Deutsche Bank: 2,3 trilhões de dólares em ativos
Commerzbank: 738 bilhões de dólares em ativos

Itália
Unicredit: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Suíça
UBS: 1,4 trilhão de dólares em ativos
Credit Suisse: 1,1 trilhão de dólares em ativos

Bélgica
Dexia: 518 bilhões de dólares em ativos

Holanda
ING: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Espanha
Santander: 1,3 trilhão de dólares em ativos

Suécia
Nordea: 924 bilhões de dólares em ativos

Japão
Mitsubishi UFJ: 206 bilhões de dólares em ativos
Mizuho: 156 bilhões de dólares em ativos
Sumitomo Mitsui: 133 bilhões de dólares em ativos

China
Bank of China: 11,5 trilhões de dólares em ativos

Bradesco inicia venda de seguro popular pelo celular

Juro que vou dar um jeito de ter tempo para escrever algo bem bacana para o blog a partir da semana que vem. Sinto vergonha de não colocar nada. E também acho muito pouco colocar apenas comunicados oficiais. Mas, por enquanto, melhor isso do que nada.

Mais um comunicado oficial só para não ficar sem ter a notícia aqui.

O Grupo Bradesco Seguros começará a operacionalizar vendas de seguros por meio de telefonia móvel e de POS (point of sales), tendo como público-alvo a população urbana de baixa renda das regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Em parceria com a Vayon Insurance Solution, empresa de tecnologia e negócios especializada no desenvolvimento de soluções para o mercado de seguros, o Grupo desenvolveu tecnologia inédita no Brasil que possibilita viabilizar a integração dos processos de venda, reduzindo significativamente os custos de aquisição do seguro.

A iniciativa integra o projeto “Proteção Bradesco Fácil Acesso”, que venceu o concurso Innovation Grants 2011, promovido pela Microinsurance Innovation Facility, uma divisão da Organização Internacional do Trabalho (OIT), especializada na promoção do microsseguro. Entre os projetos concorrentes deste ano, de diversas partes do mundo, o trabalho do Grupo foi escolhido por ter apresentado a melhor proposta para o tema “Escala e Eficiência a partir de soluções tecnológicas inovadoras”.

“A expectativa é levar os benefícios do seguro a milhões de brasileiros. São produtos simples de ser entendidos e fáceis de adquirir, a custos muito acessíveis. O crescimento do mercado segurador é bom não apenas para seus participantes diretos, mas, sobretudo, para o País e seu desenvolvimento. Mesmo porque a disseminação desses produtos leva à maior consciência sobre a prevenção dos riscos”, declara Eugênio Velasques, diretor-executivo do Grupo Bradesco Seguros.

Estudos realizados pelo Grupo mostram que os acidentes pessoais são encarados pelo público-alvo como risco prioritário. Assim, o Grupo vai iniciar a comercialização de produtos autorizados pela Susep, com cobertura para acidentes pessoais e assistência funeral. “O potencial é de sete milhões de consumidores somente no Rio de Janeiro e em São Paulo”, afirma Velasques.

As transações continuarão sendo intermediadas pelos corretores de seguros, que eventualmente poderão habilitar prepostos para auxiliar na distribuição, que podem ser os proprietários de pequenos estabelecimentos comerciais, como banca de jornal, mercearia, salão de beleza. Com treinamento e estrutura adequados, eles serão pontos de divulgação, conscientização e venda de seguros. Tanto os corretores quanto seus prepostos farão toda transação por meio de tecnologia móvel gratuitamente.

As vendas serão iniciadas em janeiro de 2012, porém, em dezembro de 2011, serão realizados os primeiros testes. Para comprar, o interessado só vai precisar informar o número do CPF e do telefone. Toda comunicação e relacionamento serão realizados por meio do SMS.

Itaú colhe frutos por apostar em seguridade

O Itaú finalmente incluiu seguros em sua estratégia. Também finalmente a indústria de seguros se modernizou. Caso contrário, seguros não seria alvo da família Setubal, Vilela e Moreira Salles. Bem, como consequência, o banco começa a colher frutos. O lucro da operação de Seguros, Previdência e Capitalização do Itaú Unibanco atingiu R$ 562 milhões no 3º trimestre de 2011, crescimento de 29,2% em relação ao trimestre anterior, considerando a participação de 30% que a instituição mantém na Porto Seguro. O resultado corresponde a 14,3% do lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco no período. Foi a maior participação trimestral do segmento no resultado do banco neste ano.

Segue íntegra da nota divulgada hoje à imprensa

“Temos o desafio para este e os próximos anos de ampliar nosso resultado e nossa participação no mercado”, afirma Marcos Lisboa, vice-presidente da Área de Seguros, Previdência e Capitalização do Itaú Unibanco, em nota divulgada à imprensa. “O mercado de seguros tem muito espaço para se expandir no Brasil, pois representa menos de 5% do PIB”, comenta.

São destaques no subsegmento de Seguros a carteira de vida e acidentes pessoais, que corresponde a mais de 50% dos prêmios ganhos, e a de garantia estendida, por meio da Garantec, que equivale a mais de 20% dos prêmios ganhos e no qual é líder de mercado, além da manutenção da liderança em seguros para grandes empresas.

Para Lisboa, o crescimento da operação está crucialmente ligado a uma relação transparente com os clientes. “No centro de nosso desafio está o bom atendimento ao cliente, transparência, simplificação de contratos e de produtos. Precisamos vender exatamente o que o cliente deseja, estreitar o relacionamento com os segurados, estar próximos de suas necessidades, para que estejam protegidos contra os riscos adversos que lhes sejam mais relevantes.”

Como exemplo do que tem feito nessa direção, o Itaú mudou a forma de comunicar seu produto de capitalização. Em julho, lançou o novo PIC, voltado a quem gosta de concorrer a prêmios, com pagamento mensal ou único, de acordo com o perfil de cada cliente. No acumulado de janeiro a setembro de 2011, 1.501 clientes foram sorteados, dividindo uma premiação total de R$ 24,5 milhões.

O índice de eficiência da operação de seguros, previdência e capitalização do Itaú Unibanco melhorou 4,9 pontos percentuais no 3º trimestre, atingindo 34,9%. O RAROC – retorno sobre o capital alocado, importante indicador do segmento – ficou em 38,4%, com melhora de 7,3 ponto percentual em relação ao 2º trimestre.

Lucro da Porto recua 22,7%, pressionado pela competição e aumento de pedido de indenizações

A Porto Seguro registrou receita total de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre de 2011, avanço de 11,8% em relação ao mesmo período de 2010. O lucro líquido ficou em R$ 150 milhões no terceiro trimestre deste ano, 22,7% abaixo do ganho registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado contabiliza a carteira de automóveis e residência que a empresa comprou do Itaú Unibanco em 2009.

De acordo com nota divulgada pelo grupo, os resultados foram pressionados pelo aumento da sinistralidade das carteiras de seguro de carro e de saúde. A sinistralidade total avançou três pontos percentuais, para 59,1%. As despesas administrativas totalizaram R$ 468 milhões no terceiro trimestre, com aumento de 20,1% sobre o mesmo período do ano passado, principalmente por aumento de pessoal próprio, serviços de terceiros e publicidade e propaganda.

Segundo a seguradora, no terceiro trimestre o grupo registrou crescimento em todos os principais segmentos, destaque para o produto de residência, com aumento de 37%. Apesar do ambiente mais competitivo no seguro automóvel, atingindo mais fortemente a Azul, os prêmios consolidados deste produto também cresceram em 7,5%. O índice combinado foi pressionado pelo aumento da sinistralidade, principalmente nos produtos Auto e Saúde. Por outro lado, o resultado financeiro alcançou 110% do CDI, e produziu 25% a mais de receitas financeiras (vs.3T10). A Porto também destacou em seu balanço a recompra de aproximadamente 2,5 milhões de ações, equivalente a cerca de R$50 milhões até o momento, otimizando a estrutura de capital e o retorno aos acionistas.

Blog Sonho Seguro é finalista do Prêmio Allianz de Jornalismo

Felicidade total de receber esse email hoje… Uhuuuuuu!!!!! Essa é a quarta vez que fico entre as finalistas. Uma recompensa e tanto por fazer as coisas com amor! Fico feliz por ter inscrito dez matérias de veículos impressos e ter sido classificada com o blog. O meu blog, que faco por amor a notícia, ao setor e aos amigos que sempre querem notícias diferentes.

“E quem se importa com o resseguro” foi o post que me rendeu ficar entre as finalistas. Também foi o mais lido até hoje. Também o mais elogiado. Bem, agora conto com a torcida de todos!!!! O prêmio será muito bem vindo. Tanto pela alegria, como pelo prestígio de estar novamente participando de uma iniciativa tão legal quanto essa da Allianz! E claro que pelo money em si, que nos levará de novo para a Disney!!!!!

Veja o comunicado:

Matéria de Denise Bueno concorre com mais quatro trabalhos no Tema Seguros, categoria Linguagem Escrita, Mídia On-line. Vencedor será anunciado durante cerimônia a ser realizada em São Paulo, no dia 21/11.

Na 5ª edição do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo, os 20 jurados do Comitê de Seleção e Julgamento tiveram a difícil missão de selecionar os finalistas do concurso dentre os 1261 trabalhos inscritos. O júri elegeu cinco reportagens para cada uma das oito subcategorias e para a nova Categoria Especial Comunicação Corporativa. Todas as matérias foram escolhidas por votação, sem qualquer interferência ou participação da Allianz Seguros.

“O Prêmio tem como objetivo principal reconhecer o mérito dos jornalistas tanto na cobertura do mercado de Seguros como em Mudanças Ambientais, afinal, os profissionais da imprensa são os grandes responsáveis por informar e esclarecer a sociedade sobre os temas relevantes que a cercam”, diz Max Thiermann, presidente da Allianz Seguros.

Sobre a Allianz Seguros

No país há 107 anos, a Allianz Seguros está presente em todo o território nacional por meio de suas 60 filiais, seus 1300 funcionários e, também, por meio do apoio de cerca de 14 mil corretores, responsáveis pela comercialização de seus produtos e serviços para pessoas e empresas. A Allianz Seguros atua no Brasil em ramos elementares e em saúde empresarial.

A Allianz Seguros é uma empresa do Grupo Allianz SE, um dos líderes mundiais em seguros e o maior da Europa. O grupo conta com 151 mil funcionários que atendem a 76 milhões de clientes em mais de 70 países. Além de oferecer produtos e serviços, a Allianz também se destaca na área de pesquisa de grandes riscos, em estudos de sustentabilidade e nos investimentos em fontes renováveis de energia.

A Allianz SE é membro da Transparência Internacional e apoia os princípios do Pacto Global das Nações Unidas e as Diretrizes da OCDE para Multinacionais por meio de seu Código de Conduta. A organização é uma das líderes do setor de seguros no índice Dow Jones de Sustentabilidade, listado no FTSE4GOOD, e no Carbon Disclosure Leadership Index (Carbon Disclosure Project, CDP6).

A Allianz é a marca global mais sustentável no setor de serviços financeiros. A seguradora aparece na 21ª posição geral no relatório Best Global Green Brands, feito pela consultoria Interbrand, líder mundial em avaliação de marcas.

Cesce debate seguro de crédito diante da crise

A crise mundial pode gerar uma mistura explosiva para as empresas, que buscam mitigar riscos por meio do seguro de crédito, uma ferramenta de gestão e de transferência do risco de inadimplência das empresas para as seguradoras. Para falar desse assunto, a Cesce, uma das maiores seguradoras de crédito do mundo, e a Serasa Experian, realizaram em outubro o I Fórum CesceBrasil – Serasa Experian, em São Paulo. O objetivo foi discutir o cenário da Crise Mundial e a gestão de risco, analisando as perspectivas e os mecanismos de proteção para as empresas e indústria brasileira.

Maurício Molan, economista-chefe do Banco Santander, apresentou um panorama sobre a Crise Financeira Internacional. O diretor internacional do Grupo Cesce, Manuel Alves, veio ao Brasil para apresentar a experiência europeia da gestão de risco na crise e compartilhar informações estratégicas sobre os mecanismos de proteção (incluindo o seguro de crédito) utilizados pelas empresas para superar o cenário desfavorável.

Veja abaixo entrevista concedida por Manuel Alves (foto) ao Blog Sonho Seguro:

Como a crise afeta o seguro de crédito?
O segmento é afetado de forma direta e indireta pelo agravamento da situação econômica, a qual influi de forma significativa sobre as contas e a solvência das empresas. Isso acontece pois hà redução da demanda interna, o que reduz as vendas das empresas. Além disso, a presente crise pelas suas especificidades financeiras que levaram a uma forte restrição do crédito bancário incide particularmente sobre a capacidade de manutenção dos prazos de pagamento. Podemos dizer que, do ponto de vista do risco de inadimplência, a redução das vendas e simultaneamente do crédito constitui uma mistura explosiva. Por outro lado, a crise, justamente pela percepção do aumento do risco de inadimplência é também uma oportunidade para que as seguradoras de crédito possam demonstrar os benefícios do produto e para aumentar a penetração do seguro no tecido empresarial.

Que dicas temos para as empresas poderem comprar um seguro em tempos de crise com coberturas abrangentes e preços acessíveis?
Em primeiro lugar, creio que o preço do seguro de forma absoluta é pouco relevante e até enganoso. O desafio para as empresas é fazer a contabilidade entre o custo total da gestão do risco, o qual inclui os custos de análise dos seus clientes, os valores das eventuais vendas não cobradas, o custo da gestão dos processos de cobrança contenciosa, os custos do financiamento das contas de clientes e ainda as vendas que deixam de efetuar devido ao aumento da probabilidade de inadimplência e aquilo que pagam pelo seguro, mais a margem resultante do aumento das suas vendas.

A gestao de risco fica por conta da seguradora?
O que ocorre a muito curto prazo é que além da vantagem da transferência do risco, a gestão profissional e especializada efetuada pelas seguradoras reduz enormemente os valores da inadimplência dos compradores, uma vez que a seguradora aplica todo o conhecimento disponível externamente e ainda a sua informação gerada internamente com todas as apólices, para determinar um limite de risco a cada comprador e acompanha o seu comportamento ao longo do contrato de seguro, de forma muito próxima. É muito frequente que os piores pagadores se concentrem mais como clientes das empresas que não têm seguro, reduzindo as perdas daquelas que estão seguradas pelo efeito dessa gestão especializada.

O Brasil mantém seu crescimento e a inadimplência, de certa forma, sob controle. Isso faz com que os clientes aqui tenham condições diferenciadas de outros países do mundo que enfrentam crise, inclusive de risco soberano?
Com efeito, o fato de as empresas brasileiras concederem aos seus clientes em geral prazos de créditos mais curtos, bem como o bom ambiente econômico do país, reduz a disposição das companhias para utilizar esta ferramenta tal como determina que os custos de gestão sejam inferiores e o seguro possa ter um custo médio mais baixo se comparado com outros mercados. Em todo caso, a concorrência e necessidade de expansão das empresas para mercados externos ou novos setores do mercado doméstico obrigará a alterações das condições tradicionais de concessão de crédito comercial e a uma análise e vigilância mais incisiva posta à disposição das empresas através do seguro de crédito.

Acredita num aumento da inadimplência no Brasil?
Existe a perspectiva de que a baixa inadimplência do mercado brasileiro possa aumentar a curto prazo pelo simples efeito do aumento do crédito na Economia já que o Brasil registra também uma taxa de endividamento das empresas bastante mais baixa do que ocorre em outros países. A inadimplência poderia ainda aumentar mais rapidamente em caso de redução do crescimento econômico. Neste contexto, dispor de um seguro de crédito para apoiar a expansão é evidentemente uma vantagem competitiva enorme.

De que forma o rebaixamento de rating de países impacta os preços de seguro garantia praticados no Brasil?
Num mercado com características globais como o em que vivemos, os efeitos acabarão por fazer-se sentir nos mais variados aspectos e em todas as latitudes. No entanto, pode prever-se que o efeito sobre o seguro garantia no Brasil possa ser de pequeno significado. O risco mais evidente – que por enquanto não se faz sentir – poderia ser a redução das capacidades das seguradoras em assumir determinado tipo de riscos muito elevados, e que têm uma parte distribuída ao mecanismo de resseguro internacional, com intervenção em grandes grupos financeiros mundiais.

Qual a perspectiva para o seguro de crédito mundial diante dessa crise que não tem data para acabar?
Creio que o seguro de crédito tem cumprido a sua função essencial de proteção do patrimônio das empresas contra a inadimplência dos seus clientes tanto em períodos de bonança econômica como em períodos de crise. Todavia, as seguradoras não têm todas as mesmas perspectivas nem o mesmo comportamento perante a crise.

Como a Cesce se preparou para esse período recessivo ou explosivo, como citou?
No grupo Cesce, desenvolvemos mecanismos potentes de classificação e gestão do risco que permite oferecer aos nossos clientes de seguro de crédito grande estabilidade na proteção das suas vendas a crédito mesmo em períodos de crise, prevenindo perdas. Alteramos o nosso modelo de negócio exatamente para responder a essa exigência e tivemos um comportamento no período mais grave de 2008 e 2009 reconhecido pelo mercado de grande inovação e diferenciação. O nosso objetivo é que o nosso produto possa manter a sua oferta de proteção durante o período de crise sem necessidade de retirar proteção de forma quase total nos momentos em que as empresas mais necessitam dela. Queremos diferenciar-nos por oferecer uma nova concessão de gestão integral do risco e que possa aumentar as potencialidades do produto de forma a aumentar o seu interesse para as empresas.

Seguridade responde por 28% do lucro do Bradesco

A Bradesco Seguros divulgou hoje lucro líquido de R$ 2,3 bilhões no acumulado do ano até setembro, crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.Isso representa 28% do lucro de R$ 8,3 bilhões divulgado pelo banco. A rentabilidade no mesmo período ficou em 26,5%. O faturamento chegou a R$ 26,5 bilhões até setembro de 2011 nos segmentos de seguro, capitalização e previdência complementar aberta, 20,4% acima dos R$ 22 bilhões totalizados no mesmo período de 2010. O crescimento ficou em linha com o mercado, que vem avançando a passos firmes, mesmo diante da desaceleração sentida no crédito e incremento da inadimplência.

Nos primeiros nove meses de 2011, os ramos que mais contribuíram para o crescimento do grupo foram o VGBL(21,95%); previdência privada aberta (20,45%); capitalização (26,49%); ramo saúde (22,98%); e vida (23,13%). O total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 17,3 bilhões, 12,1% a mais que os R$ 15,4 bilhões registrados nos primeiros nove meses de 2010. O conglomerado contabiliza cerca de 39,4 milhões de clientes entre segurados, participantes de planos de previdência complementar aberta e portadores de títulos de capitalização. O crescimento foi de aproximadamente 13,9% em relação a 2010.

O volume de provisões técnicas alcançou R$ 97,1 bilhões, contra R$ 82,3 bilhões no mesmo período de 2010. O montante das provisões do Grupo corresponde a 30,1% das reservas do mercado segurador nacional, conforme informações da Susep**. Os ativos financeiros passaram de R$ 92,5 bilhões em setembro de 2010, para R$ 107,2 bilhões em setembro de 2011.