Ricardo Saad deixa Bradesco Auto RE e Tarcisio Godoy assume

Realmente o dia está cheio de novidades para a indústria de seguros. Ricardo Saad deixa a presidência da Bradesco Auto RE para se lançar a novos desafios. Em seu lugar assume Tarcisio Godoy, que estava cuidando da diretoria de finanças e controladoria da Bradesco Seguros.

Godoy terá pela frente um grande desafio, tendo em vista que ele é um executivo com formação em finanças, já tendo sido secretário adjunto do Tesouro Nacional e também presidente da Brasilprev, a empresa de previdência do Banco do Brasil. Agora ele comandará uma das maiores seguradoras do Brasil focada na venda de seguros gerais, tendo seguro de carro como o carro chefe. Também faz parte da companhia seguro de casa, empresarial, grandes riscos e resseguro. Vamos aguardar mais detalhes em breve.

Seguros representa 28,3% do ganho do Paraná Banco

O Paraná Banco encerrou 2012 com lucro líquido ajustado de R$ 151,8 milhões, número 21,7% superior aos R$ 124,8 milhões obtidos no ano anterior. Este resultado leva a rentabilidade, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE), a 13,1%, o que representa um retorno sobre o CDI de 156,5%. O fim do exercício de 2012 do Banco combinou rentabilidade, crescimento de carteira e manutenção da qualidade dos ativos de crédito.

A participação do grupo segurador no resultado do Banco foi de 28,3% em 2012. Em dezembro o sócio norte-americano Travelers Companies exerceu sua opção de aumentar a participação nas empresas de seguros JMalucelli, o que, para a Administração, representa o reconhecimento de uma perspectiva de médio/longo prazo para o negócio de seguros bastante positiva. Em volume de negócios, a JMalucelli Seguradora emitiu 16,6% mais apólices de seguro garantia do que no decorrer de 2011, que, no entanto, por conta da maior disputa de players deste mercado, renderam um volume de prêmios retidos estável na comparação anual.

No acumuldado de janeiro a dezembro de 2012 o mercado de seguro garantia brasileiro apresentou uma estagnação, decrescendo 1,5% em relação a 2011 segundo dados da SUSEP. Também em 2012, como já fazem desde 1997, a JMalucelli Seguradora e a JMalucelli Resseguradora mantiveram a liderança de mercado com 28,3% e 34,4% do mercado de garantia, respectivamente. A perspectiva para 2013 é positiva. Gustavo Heinrich, vice-presidente da JMalucelli Seguradora, acredita que 2013 estará “no aguardo do avanço das obras de infraestrutura, como, por exemplo, do trem-bala, das rodovias, do saneamento básico e dos empreendimentos ligados à energia”. O discurso pouco mudou do ano passado, mas a verdade é que a expectativa ainda é a mesma.

Segundo o Presidente do Paraná Banco, Cristiano Malucelli, o ano de 2012 foi de crescimento e ganho de eficiência. “O balanço do Banco cresceu 22% acompanhado de elevação e reafirmação de nossos ratings, criando condições bastante favoráveis para redução do custo de funding a médio prazo. Temos executado nossa estratégia com muita disciplina buscando ganhos de eficiência via controle de custos e melhoria de processos. A manutenção da qualidade da carteira sempre esteve no topo da nossa agenda e tem ganhado ainda mais atenção a medida que avançamos em middle“, finaliza Malucelli.

BB Mapfre lucra R$ 884 milhões em 2012, 19,1% acima do ano anterior

O grupo segurador BB Mapfre divulgou hoje lucro líquido de R$ 884 milhões em 2012, avanço de 19,1% sobre 2011. O resultado foi comemorado na matriz, que destacou a operação brasileira entre os pontos principais do balanço mundial. No Brasil, o ganho da seguradora representou uma fatia importante do sócio Banco do Brasil, que divulgou lucro de R$ 121 bilhões em 2012.

O volume de prêmios avançou 18%, para R$ 11,3 bilhões. Segundo dados da Susep, o grupo conquistou market share, passando de 15,6% para 16,2%. O índice de sinistralidade do grupo apresntou redução de 0,9%, para 51,1%. As provisões técnicas totalizaram R$ 8,9 bilhões e o patrimônio liquido R$ 4,9 bilhões. Os ativos totais atingiram R$ 18,9 bilhões.

Em 2013, o grupo apresentará muitas novidades. No entanto, nada pode ser dito em relação a isso em razão do período de silêncio que precede o IPO, protocolada ontem pelo BB na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo o fato relevante, a emissão será realizada no Brasil, em mercado de balcão não organizado, com esforços de colocação no exterior. A quantidade total de ações inicialmente ofertada poderá ser acrescida de um lote suplementar equivalente a até 15% dos papéis inicialmente ofertados (ações suplementares). As ações suplementares serão exclusivamente de titularidade do Banco do Brasil.

Marcos Ferreira, CEO em Auto, Seguros Gerais e Affinities, informou durante coletiva na sede da empresa, em São Paulo, que o bom desempenho de 2012 foi marcado pelo amplo e diversificado portfolio de produtos, sinergia entre as áreas, abrangente estrutura de distribuição e a independência entre os canais. “Todos esses itens nos ajudaram a aumentar a nossa competitividade”, disse.

Carlos Landim, diretor de controladoria, apresentou resultados positivos em praticamente todos os indicadores do grupo segurador. No segmento de pessoas, o grupo ocupa a primeira colocação no ranking, com faturamento de R$ 4,2 bilhões, o que lhe dá participação de 19,6% do mercado. Em automóvel, a BB Mapfre tem a segunda colocação, superada pela Porto Seguros, com market share de 14%, com R$ 4 bilhões, alta de 13,9% sobre 2011.Em seguros de danos, o grupo encerrou 2012 com prêmios de R$ 2,9 bilhões, alta de 12,8%, com avanço considerável no segmento de grandes riscos.

“Concluindo, foi um ano de desempenho importante, crescemos 18%, um retorno de patrimônio de 23%, abrimos sucursais, lançamos produtos diferenciados mesmo sendo um ano dedicado a integração dos sistemas e buscas por sinergias. Encerramos o ano satisfeitos”, conclui Ferreira. O grupo finalizou 2012 com 5,7 mil colaboradores, 4 mil prestadores de serviços e 15 mil corretores. Quanto a colocar os produtos da BB Mapfre na preteleira dos corretores online, Ferreira informou que a estratégia do grupo ainda está sendo definida.

Lucro líquido da Chubb Seguros alcança R$ 32,8 milhões em 2012

A Chubb Seguros encerrou 2012 com lucro líquido de R$32,8 milhões e patrimônio líquido de R$392,6 milhões. Já em ativos totais superou a marca de R$1,1 bilhão. O resultado é atribuído ao aumento de 5% nos prêmios ganhos somado a uma carteira mais diversificada, com o crescimento acima da média do mercado ao longo dos últimos anos e a uma forte disciplina de subscrição e controle de despesas. “Em conjunto, estas diretrizes posicionam positivamente a companhia perante o mercado brasileiro, apresentando de forma consistente bons resultados”, avalia Acacio Queiroz, Presidente & CEO da companhia, em nota divulgada a imprensa.

Os resultados de 2012 permitirão que a companhia invista ainda mais em 2013 nas linhas de atuação, no desenvolvimento de alianças estratégicas com corretores e no trabalho de expansão geográfica. Em 2013, a companhia continuará priorizando a inovação de produtos, o treinamento focado na qualidade de serviços e os investimentos em tecnologia para reduzir custos e agilizar processos.

Mesmo diante as incertezas econômicas e da volatilidade do mercado, o resultado financeiro de 2012 alcançou R$ 47,5 milhões e reflete a consistente política de investimentos, que se concentra na aplicação em títulos públicos em reais.

O índice combinado da Chubb em 2012, através do conceito Susep foi de 87% e o índice combinado ampliado de 83%. A agência de risco Moody’s reafirmou pelo 6º ano consecutivo a classificação da operação brasileira como Aaa.br, de acordo com a escala nacional. Esta classificação está baseada na forte estrutura local, suas subscrições compartilhadas, sinistros, e pela expertise atuarial e financeira aliada ao Grupo Chubb.

Lucro do IRB Brasil Re recua 14,7%, para R$ 397,1 milhões

O IRB-Brasil Re, que passa por um processo de desestatização, divulgou balanço hoje no Valor Econômico. Segundo a demonstração financeira, o maior ressegurador local do país com 47% do mercado, registrou lucro líquido de R$ 397,1 milhões em 2012, 14,7% abaixo do ganho obtido em 2011. Segundo explicação dada aos acionistas, o ganho menor se deu em razão das provisões de benefícios pós-emprego e pela cenário de juros baixos. A carteira de investimentos da empresa somou R$ 5,066 bilhões, com uma rentabilidade nominal de 10,68% ao ano.

Em vendas, o IRB registrou alta de 19%, para R$ 2,7 bilhões. A rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) atingiu 18,7%, abaixo dos 23,7% no ano anterior. Houve também crescimento da participação das receitas de prêmios das sucursais do IRB no exterior, subindo de 2,7% para 7,2% em 2012. O crescimento, segundo a empresa, “evidencia o alinhamento com o planejamento estratégico do IRB-Brasil Re, com foco na internacionalização dos negócios”.

BB protocola na CVM IPO da BB Seguridade

Os jornais destacam hoje que o Banco do Brasil informou que foram protocolados, ontem, pelo BB Seguridade Participações, perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o pedido de registro de companhia aberta, emissor categoria A, que permite a emissão de ações e, pelo próprio BB, o pedido de registro de distribuição pública secundária de ações ordinárias de emissão da BB Seguridade e de titularidade do Banco do Brasil.

A oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês) será realizada no Brasil, em mercado de balcão não organizado, com esforços de colocação no exterior. A quantidade total de ações inicialmente ofertada poderá ser acrescida de um lote suplementar equivalente a até 15% dos papéis inicialmente ofertados (ações suplementares). As ações suplementares serão exclusivamente de titularidade do Banco do Brasil.

A quantidade total poderá ainda ser acrescida em até 20% do total de papéis inicialmente ofertados (lote adicional). Segundo fato relevante do BB, serão oportunamente fixados pelo Conselho de Administração do Banco do Brasil a quantidade de ações a serem vendidas pelo Banco do Brasil, dentro do limite de até 40% da totalidade das ações de emissão da BB Seguridade, incluídos o lote adicional e o suplementar; e o preço de venda das ações, ao preço que vier a ser acordado na data de precificação da oferta, após a apuração do resultado do procedimento de coleta de intenções de investimento junto a investidores institucionais (bookbuilding), a ser realizado no Brasil e no exterior.

Quarta-feira repleta de balanços de seguradoras

Temos vários balanços publicados nos jornais e que deverão render matérias ao longo do dia, como Assurant, IRB, Zurich Santander, Credito y Caucion, bem como a coletiva da BB Mapfre em São Paulo, a partir das 11 horas, entre outros. A Porto Seguro divulgou ontem dados de seu desempenho em 2012, com lucro líquido de R$ 702 milhões. O resultado foi 15% superior ao alcançado em 2011. A receita total da empresa avançou 14% em relação a 2011, para R$ 11,5 bilhões, crescimento em todas as linhas de negócio. No ano, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido aumentou em 0,7 ponto percentual, subindo de 16,6% para 17,3%. “Adotamos uma estratégia focada na recomposição das margens e mesmo assim conseguimos crescer em todas as linhas de negócio”, informa nota no relatório.

Unimed fecha 2012 com crescimento de 21%

A Seguros Unimed movimentou prêmios ganhos de R$ 1,2 bilhão, valor 21,45% maior que o de 2011. O lucro líquido fechou em R$ 92,1 milhões e patrimônio líquido da companhia teve um incremento de 25,02%, com R$ 463.067 milhões. Tais números correspondem aos resultados consolidados dos ramos de saúde, vida, previdência e odonto. Separadamente, o ramo saúde teve um crescimento no lucro líquido de 37,24%, com R$ 65.176 milhões, e prêmio ganho de R$ 788.405 milhões (+24,06%). Já o prêmio ganho do segmento vida atingiu R$ 344.838 milhões, um aumento 18,20% com relação a 2011. As contribuições em previdência tiveram um incremento de 5,69%, passando de R$ 54.490 milhões para R$ 57.589 milhões. Já a empresa de planos odontológicos obteve prêmio ganho de R$ 15,064 milhões, 34,25% maior que em 2011.

Em 2013, a expectativa de expansão continua e a empresa dirigirá seus esforços em três frentes: lançará o seguro de responsabilidade civil para os médicos cooperados do Sistema Unimed, acrescentando mais um importante produto ao portfólio, consolidará a presença da Unimed Odonto no mercado e irá trabalhar fortemente na expansão das vendas de Previdência Privada.

“Vamos continuar firmes na execução de nosso Planejamento Estratégico 2020 e atentos a pontos importantes para o nosso crescimento, como a abrangência dos nossos negócios e produtos, reforçar nosso posicionamento de empresa que cuida de pessoas e atingir custos competitivos em sinistralidade e despesas administrativas. Estamos felizes com os resultados e prontos para um ano cheio de novas celebrações”, declara Rafael Moliterno Neto, presidente da Seguros Unimed.

Indenizações pagas pelo Seguro DPVAT crescem quase cinco vezes mais que o aumento da frota de veículos

Release

A Seguradora Líder DPVAT acaba de divulgar o balanço com as indenizações pagas pelo Seguro DPVAT de janeiro a dezembro de 2012. No período, foram contabilizadas 507.915 indenizações pagas por morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares, representando um aumento de 39% em relação ao ano de 2011. O crescimento do número de indenizações em 2012 foi superior ao aumento da frota, que ficou em 7,9%, quando comparado com 2011, chegando a 74,4 milhões de veículos.

Para a Seguradora Líder DPVAT, administradora do seguro no país, o aumento acentuado das indenizações pagas é impulsionado pelo crescimento de pedidos de invalidez permanente, além de um maior conhecimento da população sobre o acesso ao benefício. “A quantidade de pessoas que recebem a indenização por invalidez permanente aumentou principalmente devido ao alto número de motociclistas que estão muito mais expostos aos impactos de um acidente. Também temos realizado uma série de campanhas educativas para a população brasileira sobre o direito ao Seguro DPVAT. A Seguradora expandiu os locais de atendimento para a vítima dar entrada no pedido de indenização com a parceria com os Correios”, afirma o diretor-presidente da Seguradora, Ricardo Xavier.

Embora representem 27% da frota nacional de veículos, as motocicletas foram responsáveis por 69% das indenizações pagas pelo Seguro DPVAT em 2012. Nestes casos, 72% das vítimas são os próprios motociclistas. Os automóveis, que respondem por 60% da frota nacional de veículos, foram os responsáveis por 25% das indenizações pagas em 2012. Para os acidentes indenizados ocasionados por automóveis, 52% das vítimas foram pedestres. De todas as indenizações pagas em 2012, 58% dos beneficiários foram os motoristas.

O perfil das vítimas que receberam indenização permaneceu estável. A grande maioria é composta por homens de idades entre 18 e 34 anos, representando 40,97% Os homens representaram 77% das indenizações pagas. A maior incidência das vítimas de ambos os sexos foram os motoristas, totalizando 58% sendo 45% destes, do sexo masculino.

Mapa dos acidentes pelo país

O Nordeste foi a região com maior quantidade de indenizações do Seguro DPVAT – 29%, quando comparado com as outras regiões. A liderança se deve aos acidentes com motocicletas que totalizaram 65% dos pagamentos. A região Sul vem logo a seguir com 28%.

Quando analisadas apenas as indenizações de morte, o Sudeste do país continua em primeiro lugar. A região representa 38% dos benefícios pagos, sendo São Paulo o estado com o maior percentual: 19% das indenizações por morte no Brasil foram entregues aos beneficiários legais das vítimas.

As estatísticas completas do balanço de 2012 do Seguro DPVAT estão disponíveis no site da Seguradora Líder DPVAT, na sala de imprensa, em Boletim Estatístico.

O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, mais conhecido com Seguro DPVAT, existe desde 1974. É um seguro de caráter social que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, sem apuração de culpa, seja motorista, passageiro ou pedestre. O DPVAT oferece coberturas para três naturezas de danos: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares (DAMS).

A atual responsável pela administração do Seguro DPVAT é a Seguradora Líder – DPVAT, que tem o objetivo de assegurar à população, em todo o território nacional, o acesso aos benefícios do Seguro DPVAT. O procedimento para o recebimento do seguro pelas vítimas de trânsito é simples e não é necessário intermediário para dar entrada no pedido de indenização. Há seguradoras em todo o Brasil para receber as vítimas de trânsito. Basta apresentar os documentos na seguradora escolhida no prazo de três anos a contar da data da ocorrência do acidente. O pagamento da indenização é feito em conta corrente ou poupança da vítima ou de seus beneficiários, em até 30 dias após a apresentação da documentação necessária. O valor da indenização é de R$ 13.500 no caso de morte e de até R$ 13.500 nos casos de invalidez permanente, variando conforme o grau da invalidez, e de até R$ 2.700 em reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas.

Os recursos do Seguro DPVAT são financiados pelos proprietários de veículos, por meio de pagamento anual. Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde (SUS), para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país. 5% são repassados ao Ministério das Cidades, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os demais 50% são voltados para o pagamento das indenizações.

CNseg e Febraban se reúnem para debater experiências sobre relacionamento com o consumidor e governo

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A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) realizará nesta quarta-feira, 27 de fevereiro, a 1ª Palestra do Ciclo de Ouvidorias. O evento ocorrerá no auditório do Sindicato das Seguradoras de São Paulo, a partir das 9h30.

Na ocasião, os executivos da Febraban Sérgio Giannella e Gustavo Marrone apresentarão às comissões de Ouvidoria e Relações de Consumo da CNseg, a experiência na formulação de Indicadores Públicos, no relacionamento com os órgãos de proteção ao consumidor e com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Além disso, será exposto o projeto da Central de Processamento de Reclamações e de Autoregulação, um conjunto de normas com o propósito de criar um ambiente de comunicação e respeito ao consumidor.

Segundo Ricardo Tavares, secretário das Comissões de Relações de Consumo e de Ouvidoria da CNseg, o evento demonstra o esforço do mercado segurador de qualificar ainda mais as operações que envolvem o consumidor, principalmente o relacionamento com os Procons. “O relacionamento das empresas do mercado com os órgãos de proteção ao consumidor é bom, mas devemos sempre buscar melhorias que facilitem o diálogo. Em alguns casos, há o desconhecimento sobre as operações, o que pode acabar por prejudicar o próprio atendimento”, diz.

Para 2013, a CNseg já formula a realização de uma jornada de encontros mensais com os Procons, com o apoio do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon). Entre os planos da Confederação está a realização de um curso sobre seguros voltados para os técnicos dos órgãos de proteção ao consumidor.

Obrigatoriedade

Em janeiro deste ano, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou a resolução 279, que tornou obrigatória a instituição de ouvidoria no mercado segurador, com o objetivo de assegurar os direitos do consumidor. Entre as mudanças está a redução do prazo de resposta em até 15 dias, a presença de um ouvidor que não acumule funções (exceto a de Diretor de Relações com a Susep), além da obrigatoriedade da produção de relatórios semestrais, que deverão ser validados pela Auditoria Interna da empresa e ficar à disposição da fiscalização da autarquia, pelo prazo mínimo de cinco anos.

Para Tavares, a publicação da resolução deu continuidade a um processo que já vinha sendo anunciado pela Susep desde 2010 e, portanto, já estava sendo esperado pela maioria das seguradoras, as quais já ofereciam os serviços de Ouvidoria desde 2004, de forma voluntária. “O mercado entende a importância do investimento constante nas ouvidorias, uma vez que esse canal é fundamental para atender às demandas dos consumidores. Além disso, em função do trabalho das Ouvidorias, as empresas contam com um importante banco de dados e estatísticas sobre as manifestações de seus consumidores, obtidos gratuitamente, que podem ser utilizados para o aperfeiçoamento de seus negócios”, comenta.