O Grupo Caixa Seguros assinou contrato para a aquisição de 70% da participação acionária da Previsul, seguradora gaúcha especializada em seguros de vida – com 106 anos de trajetória no mercado e em particular no Rio Grande do Sul.
O investimento de R$ 70 milhões se enquadra dentro da estratégia de expansão do Grupo, que atua nas áreas de seguros, previdência, consórcios, capitalização e saúde.
“A compra da participação na Previsul faz parte de um objetivo específico de crescimento na região Sul, com um mercado de 24 milhões de pessoas e uma grande tendência a consumir marcas de identidade regional”, explica o presidente do Grupo CAIXA SEGUROS, Thierry Claudon.
A Previsul é uma instituição fundada em 1906, especializada em seguros de pessoas, com uma carteira de cerca de 600 mil segurados, um corpo de colaboradores de 143 funcionários e aproximadamente 3 mil corretores cadastrados. A empresa fechou o ano de 2012 com um faturamento de R$ 146,5 milhões e um lucro líquido de R$ 5,9 milhões.
“A Previsul seguirá sendo uma seguradora importante na região sul do país, e com o apoio da CAIXA SEGUROS reforçará a sua solvência e ganhará maiores perspectivas de crescimento”, conclui Claudon.
A aquisição estará sujeita a aprovação da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).
O Grupo Caixa Seguros (parceria da francesa CNP Assurances e da Caixa Economica Federal) é o quinto maior do país em seu segmento. Em 2012, apresentou lucro líquido de R$ 1,22 bilhão – o maior de sua história, com um crescimento de 21% em relação a 2011. Em faturamento, o Grupo fechou o exercício passado em R$ 7,975 bilhões. A Companhia tem oito milhões de clientes.
Interessante a entrevista de Antonio Cássio para Claudio Gradilone, da revista IstoÉ. Vale a leitura. E a bela foto publicada pela revista? Um show. Diz tudo.
“As mudanças tecnológicas, demográficas e climáticas vão mudar a forma como as seguradoras fazem negócios”
Por Cláudio GRADILONE
O mercado segurador passará por mudanças profundas. Antonio Cássio dos Santos, chairman da Zurich América Latina, eleito um dos dez executivos mais influentes do setor na América Latina pela revista Latin Insurance Review, falou com a DINHEIRO sobre elas:
Por que o setor de seguros deverá mudar muito nos próximos anos?
Parti de cenários traçados por consultorias como Bain & Company, KPMG e Ernst & Young para definir o que vai influenciar o setor nesta década. A causa das mudanças será um conjunto de macrotendências, tanto globais quanto específicas. As macrotendências globais referem-se a oito “novidades” genéricas.
Quais são elas?
Duas delas são a entrada de um bilhão de pessoas no mercado consumidor e a necessidade brutal de investimentos em infraestrutura, tanto nos países emergentes, que precisam construir o que não têm, quanto nos países desenvolvidos, que precisam renovar. Outras duas estão relacionadas à enorme necessidade de matérias-primas para atender a essas demandas, tanto de consumidores quanto de investimentos. Por isso, não esperamos um desaquecimento na demanda das commodities. Teremos ainda uma crescente preocupação em proteger esses investimentos, o que nos levará a testemunhar um avanço dos gastos militares, especialmente na Ásia. Finalmente, haverá um avanço na infraestrutura pós-revolução tecnológica. Sem ela, os avanços tecnológicos que esperamos não serão possíveis.
Essas são as únicas alterações esperadas?
Não. Ao lado dessas cinco mudanças quantitativas e físicas, haverá três outras mais qualitativas. Podemos listar a demanda crescente por desenvolvimento do capital humano e a necessidade cada vez maior de manter os ricos e afluentes com saúde. Outra mudança notável é o que eu chamo de “tudo na mesma, mas melhor”. Os consumidores das classes A e B vão buscar mais qualidade, em vez de quantidade. Com tudo isso combinado, veremos uma explosão de inovação nos próximos anos, parecida com a que ocorreu nas primeiras décadas do século passado.
E nos seguros, o que deve mudar?
A influência dessas macrotendências e das novas tecnologias vai mudar a forma como as empresas fazem negócios. Os novos consumidores e os investimentos em infraestrutura vão movimentar uma renda equivalente a US$ 30 trilhões nos próximos dez anos. A tendência será uma busca maior de qualidade de vida, e nesse aspecto a proteção à saúde terá um papel fundamental. Por isso, há pelo menos 12 macrotendências específicas que devem alterar o setor.
Qual o papel da tecnologia nisso?
Fundamental. Há pelo menos três macrotendências ligadas a ela: o uso de tecnologias móveis e a emergência da computação em rede, que serão essenciais para o corte de custos, e o uso crescente das redes sociais, que vão aumentar a transparência do setor. O segurador terá de ser cada vez mais ágil e correto com o segurado. Se não for, a punição das redes sociais será imediata.
Além da tecnologia, quais os outros vetores de mudança?
Um vetor importante são as mudanças regulatórias e de mercado. A agenda pós-crise de 2008 será implantada e as regras serão cada vez mais estritas no que diz respeito a gerenciamento de risco de capital e a cumprimento de contratos. Isso não terá muito impacto no mercado brasileiro, pois o nosso é o mais conservador do mundo, mas vai afetar a forma como as seguradoras lá de fora trabalham. Um subproduto disso será a enorme oportunidade que as seguradoras terão para melhorar sua imagem.
Em que sentido?
Podemos entender essa oportunidade pensando em outro dos vetores de mudança, que é o risco crescente de catástrofes naturais e climáticas. As seguradoras estarão mais sujeitas a catástrofes do que antes e têm de se adaptar a essa nova realidade. Assim, elas poderão participar da solução desses problemas, por exemplo.
Como o novo perfil do mercado financeiro vai influenciar o setor?
As taxas de juros vêm caindo em todo o mundo, e por isso as seguradoras terão de mudar a maneira como investem seu capital. Manter resultados consistentes ao longo do tempo será um desafio cada vez maior, pois as aplicações financeiras tendem a migrar para instrumentos que promovam a poupança de longo prazo. As seguradoras que souberem se transformar em gestoras eficientes de riscos e de recursos financeiros no longo prazo terão muito mais êxito do que as outras.
E o efeito das mudanças demográficas?
Será imenso. As pessoas vão viver e trabalhar mais tempo, e isso vai forçar as seguradoras a adaptar seus produtos. Além disso, o bilhão de novos consumidores que vai entrar no mercado deverá morar e trabalhar em cidades, portanto, haverá avanços na urbanização. Vão surgir mais metrópoles. As pessoas terão de começar a poupar mais cedo na vida e poupar por mais tempo, o que obrigará o setor a lançar produtos específicos e segmentados.
Qual será o papel do governo?
Haverá uma nova definição do papel do governo. Em função das dívidas públicas crescentes mundo afora e a falência do Estado, a tendência é de que os grandes seguros sociais, de saúde e de previdência, sejam cada vez mais oferecidos pelo setor privado.
Na próxima quinta-feira, 21 de março, o presidente da Tokio Marine Seguradora, Akira Harashima, será homenageado pela Associação das Empresas de Assessoria e Consultoria de Seguros do Estado do Rio de Janeiro (Aconseg–RJ), durante almoço na Associação Comercial, no Centro. Na ocasião, o executivo ministrará palestra sobre os destaques da atuação do grupo no Brasil e no mundo e a importância da participação das Assessorias nos negócios da companhia. Harashima também apresentará o “Plano Vencer”, que estabelece metas para que a Seguradora dobre o valor da produção no Brasil até 2016, os resultados obtidos em 2012 e os desafios para 2013.
“Estou muito feliz com o convite e lisonjeado com a homenagem. Agradeço a oportunidade de poder compartilhar nossos valores e objetivos com os associados e convidados da Aconseg-RJ”, afirma o presidente. Além de Akira Harashima, o Diretor Executivo Comercial, Valmir Rodrigues, e o Superintendente Comercial Varejo RJ/ES, Sérgio Brito, prestigiarão o evento.
Em 2012, o canal Assessorias registrou um aumento de 69,3% em prêmio emitido. Com isso, houve um crescimento de 5% na representação das Assessorias no canal Varejo da Tokio Marine, alcançando o patamar de 32% do total. “Foi sem dúvida um excelente desempenho. No evento, além de celebrar estes números, queremos reforçar com nossos parceiros que queremos ser escolhidos como a melhor Seguradores pelos Corretores e Assessorias pela transparência, simplicidade e excelência em oferecer soluções”, concluiu Akira Harashima.
O escritório da CNseg em Brasília reuniu ontem, dia 19, cerca de 80 convidados, entre representantes do mercado segurador e autoridades, que compareceram à cerimônia de eleição da nova diretoria da CNseg e Fenaseg e inauguração das novas instalações.
Concorrendo em chapa única, o atual presidente da Bradesco Seguros e ex-presidente da FenaPrevi, Marco Antonio Rossi, foi saudado como novo presidente da CNseg e Fenaseg, tendo Jayme Garfinkel, presidente da Porto Seguro Cia. de Seguros Gerais e ex-presidente da FenSeg, como 1º vice-presidente.
Durante a cerimônia, os convidados puderam conhecer o resultado das obras de ampliação do escritório, agora mais moderno e funcional. O diretor de Relações Governamentais da CNseg, Antônio Mazurek, lembrou que a representação em Brasília foi inaugurada em 1992 com uma pequena sala e agradeceu ao atual presidente da CNseg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, pela aquisição do novo espaço, que conta hoje com um auditório com capacidade para 50 pessoas. Mazurek também falou da importância do espaço no apoio ao relacionamento com o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, contribuindo para o crescimento do país.
Jorge Hilário, que permanece no cargo até 30 de abril, quando a nova diretoria será empossada, ressaltou a localização estratégica do escritório, próximo à Praça dos Três Poderes, afirmando que o espaço está disponível aos profissionais do mercado. “O escritório é a ponte para os Três Poderes”, disse.
Durante o dia, também aconteceu, excepcionalmente em Brasília, a reunião mensal do Conselho de Diretores da CNseg.
A estabilidade da moeda, a manutenção do valor do dólar e o aumento do poder de compra da Classe C tornaram o Brasil líder global em vendas de produtos voltados para assistência viagem. Além disso, o país é o que mais cresce no setor, 30% acima da média mundial.
Por esses motivos, o Brasil se tornou um mercado estratégico para a Assist Card International, o maior grupo de assistência viagem do mundo. Tanto, que as principais ações de marketing da multinacional este ano serão destinadas ao país
Para acompanhar de perto esse momento e parabenizar os executivos da filial por seu desempenho, a CEO internacional da companhia, Alexia Keglevich, está no país essa semana. Acompanhada de Fernando Padrón, Cheef Business Officer, a executiva vai aproveitar para atuar em conjunto com o staff nacional nas novas operações que a filial brasileira prepara para este ano.
“Estamos muito felizes pelo desempenho que o Brasil está apresentando. Os números mostram que as nossas ações, voltadas ao relacionamento com nossos parceiros comerciais e clientes, estão sendo muito assertivas”, afirma Alexia. “Este ano vamos nos aproximar ainda mais de todos, com o objetivo de ressaltar as diferenças do serviço que oferecemos. Queremos elevar o conceito de assistência a um patamar nunca visto antes, construído com base na inovação e no nosso know-how de 40 anos de mercado”, garante.
Para a CEO, o lançamento de produtos diferenciados e exclusivos contribuíram também para consolidação da marca no país. Um exemplo é o Corporate 4.0, um produto inovador que agrega uma nova geração de serviços e oferece todas as facilidades que um executivo precisa ao sair em viagem, como um aplicativo especialmente desenvolvido para smarthphone que oferece diversas facilidades, desde um imprevisto médico, bagagem extraviada ou inconveniente legal, até um serviço de concierge.
“Trabalhamos para oferecer a melhor assistência aos viajantes e o Corporate traduz isso muito claramente. Não à toa contamos com um índice de satisfação superior a 98% entre os nossos clientes e parceiros. Todo esse esforço explica também porque a companhia possui pelo sexto ano consecutivo o selo do Sistema de Gestão de Qualidade ISO 9000”, conclui Daniel Prieto, Country Manager da Assist Card Brasil.
A Mapfre Seguros, empresa do Grupo Segurador BB e Mapfre, acaba de fechar parceria com o World Trade Center Business Club BH, com sede na capital mineira. Com isso, a empresa terá oportunidades para inserir o tema seguros na agenda empresarial.
“Queremos ampliar o contato com as maiores empresas do Estado, aumentando a presença da nossa marca e, em contrapartida ampliar a informação sobre o seguro entre os empresários”, afirma Raphael Bauer de Lima, diretor territorial Minas Gerais da Mapfre Seguros.
Com a nova parceria, a seguradora participará de reuniões estratégicas e periódicas com as companhias associadas. O objetivo é aproveitar as oportunidades para chamar a atenção para a importância da avaliação preventiva dos riscos que as empresas estão expostas, mostrando as melhores opções para cada tipo de negócio.
“Mais de 80% das empresas brasileiras não contam com seguros patrimoniais ou de vida para seus colaboradores. No entanto, o seguro representa uma proteção para a companhia, garantindo a continuidade da operação caso aconteçam acidentes e imprevistos”, destaca o diretor.
O WTC Business Club é uma rede internacional dedicada ao fomento de negócios e à promoção de networking e discussão de temas importantes para o mercado, com presença em mais de 100 países.
As chuvas em grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, provocaram aumento no volume de chamadas nas centrais de atendimento das seguradoras. Na SulAmérica Seguros, Previdência e Investimentos, de janeiro até a primeira quinzena de março, foram realizados mais de 550 at endimentos decorrentes de enchentes, granizo e quedas de raio nestes estados. Em 2012, foram aproximadamente mil atendimentos dessa natureza, sendo que um terço dessas ocorrências aconteceu no estado de São Paulo.
O seguro de automóveis cobre danos ocasionados em decorrência de causas naturais, como inundação, alagamento, ressaca, ventos fortes e queda de objetos, por exemplo, árvores e grandes galhos. “Caso o cliente passe por uma situação dessas, o veículo é levado para um Centro Automotivo ou oficina, onde um perito da seguradora avaliará a extensão dos danos. Essas situações são previstas na cobertura básica do seguro oferecida por grande parte do mercado segurador”, afirma o diretor de Automóveis da SulAmérica, Eduardo Dal Ri.
Além disso, caso a ventania derrube uma árvore ou qualquer outro objeto que atinja somente o vidro do veículo, o segurado pode a cionar a cobertura de vidros, cuja complexidade e custo do reparo são menores. “A SulAmérica possui uma estrutura preparada, com reboque, oficinas referenciadas e 35 Centros Automotivos (C.A.S.A.s) para atender todos esses casos e auxiliar o segurado a não ter dor de cabeça na hora de consertar o seu veículo”, acrescenta o executivo.
Dicas para evitar danos
Para evitar danos ao veículo, o segurado pode se precaver deixando de trafegar em áreas alagadas. Caso não haja opção, é recomendável dirigir em baixa velocidade e com o motor em alta rotação, pois a ação facilita a aderência do carro e minimiza as chances de que entre água no motor ou em componentes eletroeletrônicos. “Se o veículo ‘morrer’, nunca dê a partida novamente, a solução é manter a calma, ir para um local seguro e ligar para a seg uradora para que seja providenciado um reboque para levar o veículo para a oficina e, dependendo do plano contratado, um transporte para levar o segurado para casa”, explica Dal Ri.
Quando a ocorrência for por queda de árvore, o cliente deve evitar mexer no automóvel, já que a queda pode ter provocado um rompimento de cabos de energia, causando descargas elétricas.
Os meses entre dezembro e março são os mais propícios a alagamentos, com focos no Rio de Janeiro e São Paulo. Já as chuvas de granizo, acontecem com maior frequência em dezembro e janeiro na região de Belo Horizonte. Nos meses de setembro e outubro, as chuvas, tornados e granizo costumam atingir a região Sul do País.
Em meio a crises econômicas de extensões globais e baixas performances econômicas, o capital evidencia sua natureza escassa. Diante desta escassez, a missão de gerir o capital é complexa e atender às expectativas de todas as partes interessadas (acionistas, credores, reguladores e consumidores) não é uma tarefa fácil para os grupos seguradores.
“O Resseguro tem um papel primordial na gestão técnica, mas também pode ter um papel muito importante na gestão do capital de uma companhia”, principal mensagem de Augusto Diaz-Leante, responsável pelas atividades de Vida da Munich Re na América Latina, Espanha e Portugal, em palestra na feira da Munich Re do Brasil, em novembro 2012.
O resseguro pode ser usado, além da proteção tradicional, para diminuir as exigências de capital requerido (pelo regulador, agência de rating e casa matriz), ou para obter capital adicional por financiamento de lucros futuros. O resseguro torna-se assim uma ferramenta alternativa para estratégias de gestão de capital.
Para alívio de capital de solvência contratos cota-parte podem ser eficientes. Nesta operação, em que o segurador cede parte de seu risco ao ressegurador, a companhia é capaz de diminuir seu capital em risco e aliviar sua solvência, viabilizando o crescimento de seus negócios.
O resseguro cota-parte é também uma ferramenta de alívio de capital econômico. Ao analisar a função de densidade da probabilidade de sinistro, é determinado a partir da esperança da função, o capital necessário para um nível de segurança exigido (99,5% de Value at Risk de acordo com Solvência II). Quando há a introdução de resseguro, a esperança da função diminui pelo custo de resseguro, reduz o Value at Risk e portanto o capital econômico.
“Quando o custo sobre o capital liberado é maior que o custo do resseguro, há um claro lucro econômico para a companhia, que dependerá da taxa de retorno que os acionistas exigem da empresa”, afirma o executivo Diaz-Leante.
No que se refere à obtenção de capital adicional, o resseguro pode oferecer às companhias antecipação de lucros futuros, melhorando a gestão patrimonial da seguradora e seu rating. Quando o ressegurador antecipa lucros futuros de uma companhia, o capital total ajustado sob o modelo Standard & Poor’s aumenta proporcionalmente ao percentual de financiamento do ressegurador.
Diaz-Leante explica ainda que “O capital requerido pelos riscos dos ativos não muda, mas o capital requerido pelos riscos dos passivos decresce porque uma parte da carteira fica protegida pelo ressegurador e há um reconhecimento disto no modelo.”
O resseguro apresenta-se assim como alternativa de gestão de capital de uma companhia além de oferecer algumas vantagens adicionais como flexibilidade de customização, custo atrativo de transação, processo veloz e payback baseado em lucros, ou seja, permite que a amortização do financiamento dependa da geração dos lucros.
Diaz-Leante demonstrou na palestra da Munich Re que o resseguro é uma ferramenta para a gestão das necessidades de capital, atuais e futuras, das seguradoras e que é uma alternativa muito interessante frente aos mercados de capitais.
“A concepção tradicional do resseguro sempre foi a transferência do risco técnico, mas agora este paradigma foi superado e o resseguro se converteu numa poderosa ferramenta na gestão de capital para continuar sendo um parceiro de nossos clientes” conclui Diaz-Leante.
A pergunta foi respondia por Edward Lange, presidente da Allianz Seguros, durante palestra na 5ª Brazilian Reinsurance Conference, que aconteceu ontem no Rio de Janeiro.
A crença do brasileiro é de que o país está livre de desastres naturais. Embora o Brasil não seja assolado por furacões e terremotos, o país está sim, exposto a inundações, fortes chuvas, deslizamentos, ventos, raios, citando estes como os mais comuns.
Nos últimos 30 anos, foram registradas 146 catástrofes naturais no país, provocando cinco mil mortes. Cerca de 50 milhões de pessoas foram impactadas e os prejuízos econômicos chegaram a US$ 9 bilhões. Esse total de desastres representa quase cinco eventos por ano a um custo médio de US$ 60 milhões cada ou ainda 2,6 inundações extremas/ano e um grande deslizamento de terra a cada dois anos.
Para se ter uma ideia, as fortes chuvas do ano passado em Pernambuco afetaram mais de um milhão de pessoas; os deslizamentos e inundações ocorridas em 2011 no Rio de Janeiro vitimaram mais de 1000 pessoas e os estragos em Santa Catarina, ocorridos em 2010, causaram a morte de 110 pessoas, além de ter danificado o gasoduto Brasil-Bolívia.
O fato é que os desastres naturais se tornarão cada vez mais frequentes no Brasil e as perdas relacionadas às vidas humanas e às despesas financeiras que o Governo terá que direcionar para reconstruir e apoiar aqueles que não possuem seguros irão aumentar significativamente. As mudanças climáticas e a crescente urbanização são os principais motores do aumento da frequência de chuvas intensas, inundações e deslizamentos de terra.
Não apenas seguradoras e resseguradoras, como também o Governo e empresas devem reagir a estas questões. O assunto é relativamente recente e consequentemente, não muito desenvolvido. As autoridades de seguros não têm ainda uma regulamentação específica ou exigência em relação às catástrofes naturais, fazendo com que as seguradoras deem menos atenção ao tema.
Mas o mercado começa a se movimentar. Algumas resseguradoras desenvolveram ferramentas para mapear as áreas do planeta com maior incidência de catástrofes naturais. Além disso, uma espécie de “atlas” das inundações está sendo desenvolvido pela Agência Nacional de Águas – National Water Agency. Tudo isto, certamente irá apoiar o mercado segurador a começar a rever o acúmulo de riscos e apoio a clientes, especialmente indústrias, em seu processo de gestão de riscos.
O setor imobiliário foi o mais afetado. Em quatro eventos climáticos registrados entre 2009 e 2010, as perdas chegaram a US$ 4 bilhões, afetando, sobretudo, a população em condição de baixa renda. Os danos na infraestrutura causam interrupção das atividades econômicas e fica difícil medir todas as perdas.
Já o setor agrícola, apesar de extremamente relevante para o Brasil, está exposto aos desastres naturais e ainda conta com uma penetração baixa do seguro – menos de 15% de toda área plantada é segurada. O Governo criou um fundo de catástrofe para proteger o setor, no entanto, as oportunidades para as seguradoras nesse campo são grandes e relevantes para o Brasil como um todo.
A realidade é que esses tipos de eventos adversos vão continuar e o impacto negativo que eles têm na nossa sociedade depende do nível de preparação e planejamento para lidar com eles. As soluções advindas do mercado segurador são importantes para ajudar o Governo a reduzir os impactos social e financeiro gerados por essas grandes catástrofes. Sabendo dos riscos, conseguimos desenvolver planos de contingência locais e setoriais e assim, contribuir para que o mercado segurador possa planejar os diferentes cenários e apoiar o crescimento e o desenvolvimento do Brasil.
A eleição da nova Diretoria da CNseg e uma reunião do atual Conselho marcam a reinauguração do escritório da entidade em Brasília, no dia 19 de março. A cerimônia de inauguração será às 17hs, seguida de um coquetel. Mais bem estruturada, a nova sede tem um auditório para até 50 pessoas, sala de reunião, sala para a presidência e área administrativa em 286 metros quadrados no Edifício Brasília Trade Center.
Para Solange Beatriz Mendes, diretora executiva da CNseg, as mudanças na estrutura física do escritório chegam junto com um olhar mais amplo do setor no sentido de não apenas acompanhar, mas participar do movimento político, e mostrar que a atividade seguradora é imprescindível para a vida do país. “Vamos ter a oportunidade de ajudar a construir um país mais moderno e mais justo”, afirma.
Antonio Mazurek, Diretor de Relações Governamentais da CNseg em Brasília há 21 anos, ressalta os projetos relevantes do mercado de seguros que tramitam no Congresso Nacional nos quais o escritório de Brasília continuará focado: a atualização do Còdigo do Consumidor, para o qual a CNseg está oferecendo sugestões no sentido de reduzir ao máximo os conflitos entre os consumidores e os provedores de serviços; o projeto da previdência complementar, área que cresce de importância, que trata da constituição de uma entidade privada sem fins lucrativos para prestar garantias suplementares para o cumprimento das obrigações contratuais das entidades do segmento.
“Tudo é muito dinâmico, muito rápido, é preciso estar atento e presente. Vamos assegurar nossa presença concreta no dia a dia”, afirma Mazurek.
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