O Índice de Confiança e Expectativas do Setor de Seguros (ICSS) teve mais uma retração em julho, aos 81,3%, três pontos percentuais abaixo do resultado apurado em junho, de 84,3%. Já o ICES (Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras) teve a sexta queda consecutiva – fechou em 80,8% – o menor desde que esse indicador foi criado, há dois anos. Como tem sido uma característica ao longo de 2014, o motivo principal para essa trajetória é a expectativa desfavorável com o comportamento futuro da economia. Segundo o coordenador técnico do estudo, Francisco Galiza, os percentuais apurados em julho indicam um avanço no grau de preocupação entre executivos das principais empresas do segmento de seguros com o futuro da economia brasileira e com as possíveis consequências nos seus negócios. Ele revela ainda que uma das poucas notícias favoráveis nesse último cálculo foi a pequena recuperação registrada no grau de confiança das resseguradoras, captado pelo ICER (Índice de Confiança e Expectativa das Resseguradoras). Neste caso, sobretudo pela expectativa mais favorável quanto à rentabilidade futura dessas companhias
DCI publica caderno especial sobre seguros
O jornal DCI divulga nesta segunda-feira um especial de quatro páginas sobre seguros. Além da edição imprensa, que circula no jornal, o conteúdo está disponível no link http://www.dci.com.br/especial/protecao-completa–para-os-negocios-id408842.html
Enquanto as projeções para a economia brasileira apontam crescimento inferior a 1% neste ano, o mercado segurador deve registrar avanço na casa dos 10%, somando R$ 323 bilhões em faturamento. A previsão é da Confederação das Seguradoras (CNSeg). Marco Antonio Rossi, presidente da entidade e da Bradesco Seguros, destaca os segmentos de saúde, com perspectiva de acréscimo de 15% na receita, e de capitalização – cujo volume de negócios deve evoluir 20% – entre as áreas que responderão pelo forte desempenho do setor. “O crescimento será sustentado pelos negócios fechados com empresas de pequeno e médio porte (PMEs)”, afirma.
Só no primeiro trimestre de 2014, as vendas de seguro saúde para negócios de menor porte registraram salto de 38% na seguradora do Bradesco.”Para reter talentos, em um cenário de grande competitividade, essas empresas têm apostado na contratação de seguro saúde, odontológico e previdência”, confirma Marco Antônio Gonçalves, diretor comercial da Bradesco Seguros.
As PMEs estão no radar de praticamente todas as seguradoras e corretoras. As estimativas são de que o filão responda por 44% do faturamento global dos seguros no Brasil. Além de forte participação nas carteiras, os negócios de menor porte guardam outro grande atrativo: a possibilidade de ampliar as vendas. Segundo os executivos entrevistados pelo DCI, 70% das PMEs não possuem seguro, em nenhuma categoria.
Para chegar a esses empresários, as seguradoras turbinaram produtos e serviços e prepararam um exército de corretores, que atuam como consultores e orientam sobre as opções mais indicadas para proteger os negócios e beneficiar colaboradores. Os seguros com a cara das PMEs chegam em um bom momento. Os empreendedores estão mais preocupados com ricos do dia a dia que podem paralisar a produção, a exemplo da falta de água ou de energia. A violência também ocupa a cabeça de quem quer proteger o capital humano e o patrimônio.
Para dar conta da demanda, as seguradoras terão de oferecer produtos ajustados à necessidade de cobertura de cada cliente. Ganhará terreno quem for capaz de criar seguros massificados, mas com flexibilidade para se encaixarem nos orçamentos. “A tendência são produtos versáteis, que se adaptem a diversos tipos de negócio, e processos ágeis para aceitação, emissão e sinistros”, afirma o vice-presidente comercial da SulAmérica, Matias Ávila.
O ajuste fino das apólices ficará a cargo dos corretores, que terão trabalho para mudar a imagem dos seguros. “Os dirigentes de negócios de menor porte – principalmente os empreendedores em fase inicial – ainda enxergam o seguro como um custo adicional”, explica Manes Erichman Neto, sócio da corretora online Minuto Seguros. “Cabe ao corretor orientar sobre a importância da proteção do patrimônio. Afinal, a falta de um bom seguro pode comprometer o futuro do negócio, caso ocorra um sinistro de grandes proporções.”
O grande motivador para o mercado segurador está nas projeções de crescimento de negócios com as PMEs. A expectativa é de que as vendas para o filão avancem mais de 20% nos próximos anos.
Nichos especiais – Fontes: Minuto Seguros e sites de seguradoras
Escolas
A apólices mais completas englobam responsabilidade civil, danos morais, prejuízos para alunos ocorridos em eventos e passeios promovidos pela escola, incêndio, roubo de bicicleta de alunos, reembolso com despesas para gerenciamento de crises – em situações que afetem a imagem da escola -, arrastão e roubo de equipamentos eletrônicos em trânsito. Quem oferece: Liberty, Porto Seguro e Tokio Marine.
Hotéis e pousadas
O segmento exige coberturas diferenciadas para ressarcir perdas causadas aos hóspedes. O pacote inclui compensações por roubo ou subtração de bens (mediante arrombamento) e pagamento por danos causados a veículos no estacionamento. Quem oferece: Liberty e Porto Seguro.
Pet shops e clínicas veterinárias
Entres as coberturas exclusivas para o ramo, a apólice engloba indenização para deterioração ou contaminação de vacinas em ambientes frigorificados, responsabilidade civil para indenizar terceiros (desde que a culpa seja do segurado), responsabilidade civil sobre animais, perda de ponto comercial e despesas extraordinárias com salários de temporários. Quem oferece: Liberty e Porto Seguro.
Bares e restaurantes
O segmento demanda coberturas para indenizarclientes vítimas de roubo, compensação para danos decorrentes do fornecimento de comida e bebida, deterioração de alimentos e perda de ponto comercial. Quem oferece: Liberty e Porto Seguro.
Papelarias
As coberturas incluem prejuízos causados por problemas hidráulicos, danos às mercadorias em trânsito e aos veículos estacionados no estabelecimento, além de indenizações por responsabilidade civil para eventos no local. Quem oferece: Liberty.
Floriculturas
Entre os prejuízos cobertos estão danos às mercadorias e roubo de arranjos florais em trânsito; perda de flores por paralização da câmara fria; despesas extraordinárias com salários de temporários; e lucros cessantes para lojas virtuais que ficam fora do ar por mais de 72 horas. Quem oferece: Liberty.
Comércio e serviços
A modalidade oferece cobertura básica (incêndio, queda de raio e explosão) e acessórias como perda ou pagamento de aluguel, vendaval, danos elétricos, lucros cessantes e tumultos. Além de ressarcir prejuízos com equipamentos, mercadorias e matérias-primas. Quem oferece: companhias que oferecem seguro patrimonial.
Salões de cabeleireiros
Além das coberturas tradicionais do seguro empresarial, o pacote oferece garantia aos equipamentos estéticos, paga despesas com aquisição de um novo ponto comercial (em caso de sinistro) e indeniza subtração de bens e de valores do estabelecimento e dos clientes em atendimento. Quem oferece: Liberty.
Padarias e confeitarias
As apólices indenizam roubo de bens e mercadorias de bufês em trânsito, deterioração de alimentos frigorificados, danos causados em equipamentos e utensílios de cozinha, além de prejuízos em veículos estacionados no local. Quem oferece: Liberty.
Clínicas e consultórios
É possível proteger equipamentos médicos e odontológicos em trânsito e dentro do prédio, obter ressarcimento por perda do ponto comercial, receber orientação jurídica sobre responsabilidade profissional e contratar seguro de vida para funcionários. Em caso de incêndio, as seguradoras também cobrem a instalação em um novo local, pagamento de aluguel e reembolso do custo da fiança locatícia. Quem oferece: Porto Seguro e Tokio Marine.
STJ confirma que para receber Seguro DPVAT é necessário primeiro recorrer a um ponto de atendimento
O Superior Tribunal de Justiça reafirmou em sentença que a forma adequada para solicitar indenização do Seguro DPVAT é pela via administrativa junto às Seguradoras. O Superior Tribunal de Justiça confirmou que julga inadequada a propositura de ações contra as Seguradoras que operam o Seguro DPVAT sem que o pedido seja feito primeiro em um ponto de atendimento. O entendimento adotado pelo Ministro Sidnei Beneti tem como objetivo não sobrecarregar o sistema judiciário com questões cuja solução sequer tenha sido tentada por diálogo prévio das partes envolvidas.
A Seguradora Líder-DPVAT, responsável pela gestão do Seguro DPVAT em todo o país, respeita e apoia firmemente esse entendimento do Poder Judiciário, uma vez que traz vantagens à toda a população, principalmente ao beneficiário do Seguro DPVAT. “Estudo da Seguradora mostra que o período de um processo judicial sobre o Seguro DPVAT leva, em média, dois anos. Quando a vítima ou beneficiário entra com o pedido administrativamente, o prazo de pagamento, garantido em lei, é de trinta dias, após entrega de documentação necessária”, explica Marcelo Davoli, Diretor Jurídico da Seguradora Líder-DPVAT.
Davoli lembra, também, que estes processos trazem custos desnecessários para a operação do Seguro e para o cidadão. “A Seguradora tem que arcar com custos do processo e de honorários advocatícios, ainda que o ganhe. Para o cidadão, geralmente, o advogado que faz a defesa fica com um percentual significativo do valor que será pago”, complementa o executivo. A solicitação feita diretamente em um dos 7.740 pontos de atendimento é gratuita e dispensa a contratação de intermediários.
O Consórcio de Operação do Seguro DPVAT, gerido pela Seguradora Líder-DPVAT, conta com uma grande rede de Seguradoras e parceiros, que garantem a capilaridade do atendimento ao cidadão em todos os municípios do país. Em junho de 2013, um acordo com os Correios fez com que as agências próprias também oferecessem este serviço, igualmente gratuito.
O Seguro DPVAT pode ser solicitado em até três anos após a data do acidente e oferece três coberturas: morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas (até R$ 2.700).
Solicitar o Seguro DPVAT é fácil e rápido e não requer o auxílio de intermediários. Para saber o ponto de atendimento mais próximo e a documentação necessária, basta acessar o site www.dpvatsegurodotransito.com.br ou ligue gratuitamente para o SAC no 0800 022 1204.
Presidente da Tokio Marine participa do Programa Show Business
Release
Neste sábado, 9 de agosto, o Programa Show Business, da TV Bandeirantes, recebe José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine Seguradora, subsidiária de um dos maiores grupos do mercado de seguros no mundo. Durante a entrevista, o executivo falará sobre os resultados, metas, desafios e estratégias de crescimento da Companhia para os próximos anos. Ele abordará, também, os lançamentos, carteiras de destaque, melhorias em serviços e processos, além dos segmentos com maior potencial no mercado nacional.
“A participação no Programa Show Business é uma excelente oportunidade de expor a atuação da Tokio Marine no mercado nacional, seu desempenho, metas e diferenciais para milhares de telespectadores. Estamos muito felizes e gratos pelo convite”, afirma Ferrara.
Há 20 anos no ar e comandado pelo empresário João Doria Jr, o Show Business é um tradicional programa de entrevistas da TV brasileira. Com o foco no debate de assuntos de economia e negócios, o talk show conta com entrevistados de peso, do Brasil e do exterior, que se destacam nas áreas em que atuam. A credibilidade do programa e do apresentador permite ampla e positiva exposição no meio empresarial.
Sobre o Show Business
Em 20 anos, o programa contabiliza entrevistas com diversas personalidades da política, da economia e do empresariado brasileiro, como é o caso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Abílio Diniz (Grupo Pão Açúcar), Ivan Zurita (Nestlé), Roberto Lima (Vivo), Eike Batista (Grupo EBX) e Antonio Ermírio de Moraes (Grupo Votorantim). O Show Business também destaca a liderança de mulheres, como Maria Luiza Trajano (Maganize Luiza), Sônia Hess de Souza (Dudalina), Glória Kalil, entre outras.
O programa é exibido pela Rede Bandeirantes de Televisão, aos sábados, às 23h40, com reprise na madrugada de segunda, logo após o Pânico na TV, em Cadeia Nacional. São 1,8 milhão de telespectadores, semanalmente. Também é reapresentado em uma série de veículos durante a semana, que podem ser conferidos no link: http://www.showbusinesstv.com.br/emissoras_horarios.asp
Paride Della Rosa assume comando da AIG no Brasil
O Valor Econômico informa que a seguradora AIG Brasil tem novo presidente. O executivo Paride Della Rosa vai assumir a cadeira ocupada por Jaime Calvo, no cargo desde 2012. Della Rosa está na AIG há 14 anos e desde 2011 atuava como presidente para a unidade da AIG na Argentina. Jaime Calvo foi nomeado presidente para a AIG Colômbia. Em 2013, a unidade brasileira da AIG apresentou receita com prêmios de seguros de R$ 332,7 milhões, um avanço de 20% em relação a 2012. A operação, porém, deu um prejuízo de R$ 110,6 milhões no ano.
Segundo dados pesquisados no Google, Paride é um verdadeiro cosmopolita. Nascido na Itália, criado no Brasil, onde formou-se em Administração de Empresas, com MBA e trabalhou nos Estados Unidos, viveu em Cingapura, onde foi vice-presidente de linhas financeiras para o Sudeste Asiático e China AIG, e liderou a operação República Checa, com sede em Praga. Ele é casado, sua esposa é americana, tem uma menina de oito anos nascido em Miami e um menino de 5, nascido em Cingapura. Quando ele começou sua carreira no Grupo AIG em Nova York, há 13 anos, ele trabalhou como gerente de D&O e linhas financeiras para a América Latina.
Capemisa promove projeto que levará música clássica às escolas
Não é somente nos grandes teatros que ouve-se música clássica. O projeto “Um Piano nas Escolas”, patrocinado pela CAPEMISA Seguradora, levará recitais para alunos de três escolas do Rio de Janeiro durante o mês de agosto. Os pianistas Vinicius Dias e Itajara Dias irão interpretar grandes nomes da música clássica como Heitor Villa Lobos, Tchaikowiski e Beethoven.
O CIEP 250 – Rosenda Rica Marcos, em São Gonçalo, será a primeira escola a receber o projeto, no dia 12, às 15 horas. A próxima escola contemplada será o Liceu Nilo Peçanha, em Niterói, no dia 19 de agosto, às 16 horas. Já os alunos da Escola Espírita Joanna de Angelis, em Japeri, assistirão ao recital no dia 28, às 14 horas. Os eventos são gratuitos e também são abertos aos pais e amigos dos estudantes. Ao todo, cerca de 2 mil pessoas serão beneficiadas pela iniciativa e terão a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre música clássica.
Serviço:
Data: 12/08, às 15h
CIEP 250 – Rosenda Rica Marcos
R. Visconde de Itaúna, S/n – Gradim – São Gonçalo
Data: 19/08, às 16h
Liceu Nilo Peçanha
Av. Ernani do Amaral Peixoto, 707 – Centro – Niterói
Data: 28/08, às 14h
Escola Espírita Joanna de Ângelis
Rua Dona Aisa, 232 /235 – Santa Amélia/Engenheiro Pedreira/Japeri
Corretor de seguros poderá aderir ao Simples
No ano em que comemoram o 50º aniversário de regulamentação da sua atividade profissional (Lei 4.594, de 29 de dezembro de 1964), os corretores de seguros obtiveram nesta quinta-feira (07) uma histórica conquista, que representa, na prática, um marco e o início de um novo ciclo na trajetória da categoria.
A sanção pela presidente Dilma Rousseff à Lei complementar 147/2014 traz muitos bons motivos para comemoração. Em primeiro lugar, porque, com essa lei, a partir de janeiro de 2015, as empresas corretoras de seguros com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões poderão, finalmente, ser inseridas no SuperSimples, pleito acalentado há muitos anos.
Outra boa notícia é o fato de não ter sido vetada a emenda aprovada no Congresso, de autoria do deputado Armando Vergílio, presidente licenciado da FENACOR, que permite a inserção da corretagem de seguros na Tabela III, muito mais favorável e menos onerosa que a Tabela VI, criada pelo relator do projeto na Câmara. Sem essa emenda, aderir ao Simples seria inócuo para a categoria, pois não haveria qualquer desoneração.
Aliás, Armando Vergílio foi muito aplaudido pela plateia ao ser citado pelo ministro da Micro e Pequena Empresa Guilherme Afif Domingos, e pela própria presidente Dilma Rousseff, como um dos principais responsáveis pela aprovação e sanção do projeto. Afif Domingos ainda brincou com o fato de centenas de corretores de seguros participarem da solenidade: “acho que tem mais corretor de seguros que advogado aqui”, afirmou.
Para o deputado Armando Vergilio, que presidiu a Comissão na qual foi elaborado o texto final do projeto e, há 12 anos vem se empenhando diuturnamente por essa conquista dos corretores de seguros, a lei favorece não apenas a categoria, mas também o governo e a sociedade como um todo.
Ele observa que, no caso específico das empresas corretoras de seguros, vários estudos e pesquisas mostram claramente que é possível dobrar o número de empregos gerados pelo segmento, consequência que traz relevante impacto tanto sob o ponto de vista econômico quanto social. Além disso, haverá reflexo direto na arrecadação de impostos, particularmente na Previdência Social, contribuindo para os cofres do Tesouro Nacional.
Vergilio destaca que, para os segurados, a desoneração tributária da corretagem de seguros representa a oportunidade de ter um atendimento ainda mais qualificado, pois os empresários do setor certamente destinarão os recursos economizados com a redução da carga de impostos para a qualificação dos seus colaboradores e investimentos em novas tecnologias.
O corretor de seguros poderá também investir no fomento do seu negócio, prospecção de novas oportunidades e ampliação da sua carteira, a partir do momento em que tiver um maior volume de receita disponível.
O presidente em exercício da FENACOR, Robert Bittar também lista uma série de pontos positivos, como o fato de as empresas optantes passarem a ter uma só alíquota de imposto, significativamente reduzida, além de benefícios gerados pela desburocratização e facilidades administrativas, pois todos os tributos, inclusive ISS municipal, serão recolhidos em uma só guia.
Bittar lembra que esta foi a quarta vez na história recente que a categoria teve a oportunidade de concretizar esse antigo sonho. “A Justiça, enfim, está sendo feita”, comemora o presidente em exercício da FENACOR.
Destaca ainda a atuação incansável do deputado Armando Vergilio, visando à aprovação do projeto de lei, na presidência da comissão especial em que o texto original da proposta foi lapidado até chegar ao ponto adequado, aprovado na Câmara e no Senado. “Foi criada nessa nova lei uma tabela (a VI), que se destina aos setores de serviço, a qual incluiria os corretores de seguro, não fosse o magnífico trabalho desenvolvido pelo nosso líder, presidente licenciado da federação, o deputado federal Armando Vergílio, que conseguiu aprovar emenda inserindo a categoria na tabela III, a mais benéfica de toda a carga tributaria que se possa pretender”, ressalta Bittar.
Ele frisa que foram fundamentais os contatos políticos feitos pela diretoria da FENACOR em busca de apoios de lideranças políticas e autoridades. Nas últimas duas semanas, o próprio Robert Bittar participou de duas importantes audiências em Brasília, com o vice-presidente da República, Michel Temer, e o secretário Executivo do Ministério da Fazenda, Paulo Rogério Cafarelli.
Depois, ainda encontrou-se, em São Paulo, com o ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos.
O presidente em exercício da FENACOR ressalva ainda a grande mobilização da categoria e dos sindicatos em defesa da sanção do projeto sem vetos. “Agradeço a todos. Está, sem dúvida, é uma grande vitória da união”, finaliza Bittar.
Jovens têm piora na educação financeira em 2014
De acordo com a segunda edição do Indicador de Educação Financeira, brasileiros entre 16 e 24 anos tiveram nota abaixo da média e registraram queda em relação a 2013. Metade da população do país teve nota entre 0 a 6 e somente 3% atingiu pontuação maior do que 8. O índice 2014 mostra ainda que o número de pessoas que poupam caiu em todas as classes sociais. Os bancarizados apresentaram maior nível de educação financeira. População pode entrar no site da Serasa, fazer o teste e verificar sua nota
Os jovens com idade entre 16 e 24 anos, além de terem o nível mais baixo de educação financeira, tiveram piora em relação ao ano passado. Esta foi uma das conclusões da segunda edição do Indicador de Educação Financeira (IndEF) 2014, elaborado pela Serasa Experian, e IBOPE Inteligência, apresentado hoje, 07 agosto, na sede da Serasa Experian. Com o indicador, o Brasil passa a ser o único país do mundo a ter uma metodologia que permite conhecer e acompanhar o nível de educação financeira da população.
“Nosso objetivo é mostrar anualmente o nível de educação financeira do brasileiro para apoiar a medição de resultados em empresas, na sociedade civil organizada e junto aos governos, que encaram o grande desafio de educar financeiramente nossos consumidores”, afirma o presidente da Serasa Experian, José Luiz Rossi.
O IndEF 2014, que trabalha em uma escala de 0 a 10, deu média 6 aos brasileiros, a mesma nota de 2013. Quanto maior o índice, maior o nível de educação financeira. Este ano, no entanto, os jovens tiveram o pior desempenho. O grupo de 16 a 17 anos apresentou queda em relação à nota do ano passado: de 5,9 para 5,5. Os brasileiros que têm entre 18 e 24 também caíram na comparação com 2013, de 5,9 para 5,8.
Para a criação do IndEF foram entrevistadas – no primeiro trimestre de 2014 – 2.002 pessoas maiores de 16 anos de idade, em 140 cidades de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal, incluindo capitais, periferia e interior.
O Indicador é composto por três subíndices referentes a finanças pessoais e familiares dos brasileiros: o Conhecimento, a Atitude e o Comportamento, tendo cada um deles um peso diferente: Atitude (24%), Conhecimento (26%) e Comportamento (50%).
O subíndice Conhecimento avalia o entendimento de conceitos financeiros, o subíndice Atitude avalia como o entrevistado enxerga a sua relação com o dinheiro e, por fim, o subíndice Comportamento, que mede as ações do entrevistado no seu dia a dia (como, por exemplo, se ele gasta mais do que ganha, se guarda dinheiro e se planeja o futuro). No IndEF 2014, como em 2013, o subíndice Conhecimento é o que atinge valores mais altos, seguido do Atitude e, por fim, a dimensão Comportamento.
Além da nota geral, o IndEF estabeleceu um critério de classificação dos indivíduos. Assim, considerando como nível 1 notas até 5, com 18% da população. No nível 2, foram levados em conta valores maiores que 5 até 6, representado por 32% dos brasileiros. O nível 3 representa 31%, com valores maiores que 6 a 7. No intervalo entre 7,01 e 8, o nível 4, encontram-se 16% dos consumidores. E, finalmente, no nível 5, com valores maiores que 8, estão apenas 3% dos indivíduos. A idade também é um fator que interfere no IndEF. À medida que as pessoas ficam mais velhas, nota-se uma melhora da educação financeira.
Todo brasileiro pode saber qual é seu nível de educação financeira
Clique aqui e faça o teste:
http://www.serasaconsumidor.com.br/testes
A pesquisa completa do IndEF pode ser acessada neste link: http://serasaconsumidor.com.br/indef/
SulAmérica, Mapfre e Porto Seguro entre as melhores em atendimento do ranking Exame e IBRC
Três seguradoras e e cinco operadoras de planos de saúde constam entre as 100 empresas no levantamento feito pela revista Exame em parceria com o Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC): Golden Cross (17) SulAmérica (22), Mapfre (24), Porto Seguro (38), Amil (41), Unimed Paulistana (78), Unimed Rio (84) e Intermédica (86). As cinco primeiras empresas mais pontuadas no ranking de atendimento ao cilente foram American Express, Natura, Boticário, Coca-Cola, Nethoes.
Veja o ranking completo no portal da Exame no link
http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/o-ranking-do-atendimento-ao-cliente-em-2014
AGCS lança relatório sobre aumento de riscos com expansão do Canal do Panamá
A Allianz Global Coporate & Specialty (AGCS), braço de resseguros do grupo Allianz, lança o relatório Panama Canal 100: Shipping Safety and Future Risks. Com o 100° aniversário do Canal do Panamá, a resseguradora alerta sobre o aumento de riscos que será gerado com o plano de dobrar a capacidade de transporte de carga dos navios que transitam na via.
O estudo identifica que o valor dos bens assegurados que transitam na área do canal pode aumentar em mais de US$ 1 bilhão por dia após a conclusão do Projeto do Terceiro Grupo de Eclusas, que inclui a construção de dois novos conjuntos de eclusas, criando uma terceira via de passagem para grandes navios.
Todos os anos, mais de 12 mil barcos navegam pelo Canal, quantidade que pode crescer significativamente com a inauguração das novas eclusas em 2015. A previsão é que a expansão vá permitir que 12 a 14 embarcações de grande porte possam passar por dia pelo local – um aumento de 4.750 navios.
Com aproximadamente 3% ou US$ 270 bilhões do comércio marítimo mundial já transitando pelo Canal do Panamá todos os anos, a passagem segura de embarcações é fundamental. No entanto, especialistas da AGCS alertam que o aumento do tráfego e navios de grande porte pode impactar o recorde de segurança conquistado na última década, inclusive com aumento de riscos durante o período inicial de abertura do canal.
O Capitão Rahul Khanna, diretor de Riscos Marítimos da AGCS, explica o impacto de gerenciamento de risco potencial dessa expansão: “Grandes navios representam maiores riscos. A enorme quantidade de carga transportada significa que um acidente grave tem potencial de levar a uma perda considerável e maior perturbação. Por exemplo, um navio de 12.600 TEU totalmente carregado é tão extenso quanto quatro campos de futebol com um raio de até 49 metros e pode ter sozinho um valor de carga segurada de US$ 250 milhões”.
Se estiver operando em sua capacidade total projetada após a expansão, AGCS estima que isso poderá resultar em um adicional de US$ 1,25 bilhão em bens segurados que passam pelo Canal em um dia, com navios maiores desempenhando um papel fundamental no aumento da capacidade de processamento.
Esses novos navios podem representar grandes desafios no quesito resgate. Em caso de acidentes, pode haver um número insuficiente de especialistas de salvamento qualificados para lidar com os chamados navios-Panamax.
Impacto regional cresce
Com navios maiores em movimento na região, um incidente também pode afetar o tráfego nos principais portos nos Estados Unidos e em outros países, resultando em um potencial aumento da interrupção de negócios e perdas de seguros.
Além disso, portos e terminais americanos no Leste e na costa do Golfo estão expostos a furacões. Os navios que transportam maiores concentrações de bens segurados vão passar mais tempo nesses portos, o que representa um aumento do risco. Por exemplo, uma grande parte das perdas da Supertempestade Sandy em 2012 foi por conta da inundação dos portos na região Nordeste dos Estados Unidos.
Para atender os grandes navios também são necessárias mudanças nos portos mundiais junto à cadeia de fornecimento do canal, o que representa uma série de novos desafios. Além disso, serão necessárias atualizações adicionais de infraestrutura para lidar com o aumento do volume. A capacidade de processamento terá de ser melhorada para evitar gargalos nos portos. A navegabilidade é crítica: correntes de ar e de água precisam ser suficientes para permitir a passagem segura dos navios com contêineres maiores.
Outro grande desafio é a manipulação real de navios de maior porte. Procedimentos operacionais dos portos terão que ser revistos no que diz respeito às limitações de vento e do tempo, dadas às margens operacionais apertadas que esses navios terão de enfrentar.
Por outro lado, uma rota marítima expandida da Ásia para o leste dos EUA / Costa do Golfo poderia levar a uma redução do risco em outra área, como explica o capitão Allan Breese, Engenheiro Sênior de Risco Marítimos da AGCS: “Quanto mais tempo você mantem um contêiner em um navio e não fica fazendo transbordos de um meio de transporte para outro, melhor”.
Treinamento de qualidade é a chave para a mitigação de risco
A AGCS acredita que o treinamento é fundamental para mitigar os novos riscos envolvidos, tanto na própria região do Canal quanto nos portos afetados.
Como o capitão Khanna explica: “A expansão do Canal do Panamá irá representar um novo ambiente de transporte para muitos marinheiros. Com o aumento do número de navios de grande porte que passam por essa importante hidrovia, o nível de formação dos pilotos será extremamente importante. A tentativa de manobrar uma dessas embarcações em espaço restrito por si só cria um risco muito maior”.
As autoridades do Canal do Panamá têm investido em formação de marinheiros, incluindo planos para fretar um navio para a prática de manobras na nova passagem. No entanto, a formação pode não preparar completamente o profissional para lidar com as situações que podem ocorrer com uma embarcação. “É extremamente importante saber que os processos e sistemas em vigor são dinâmicos e que a indústria aprende com os erros, porque, inevitavelmente, alguns serão cometidos. Mesmo com o treinamento, os profissionais só poderão realizar o procedimento com alguns navios. Quando o canal for efetivamente aberto, uma série de embarcações com características diferentes irão passar pela via e isso sim será um desafio”, diz Capitão Khanna.
Perdas em foco
Entretanto, a análise da AGCS identifica que a região do Canal do Panamá tem um histórico de segurança que tem melhorado constantemente ao longo dos últimos anos, com um total relativamente baixo de 27 acidentes de navegação ao longo da última década, incluindo apenas duas “perdas totais”.
Essa taxa de acidentes de cerca de um em cada 4.000 trânsitos é comparada favoravelmente com outros cursos de água importantes como o Canal de Suez (1 em 1100 trânsitos) e o Canal Kiel (1 em 830 trânsitos). Os navios graneleiros, de carga e os porta-contêineres são os que mais passam pelo canal, por isso, representam mais de 75% de todos os incidentes no local desde 2002.
Em um ambiente de transporte relativamente controlado, a causa mais comum de incidentes desde 1993 é o contato com as paredes e colisões entre navios, que representam quase 60% dos incidentes analisados pela AGCS. Danos Máquinas e insucesso ocupam a terceira posição, representando mais de 20%.
















