Fenaprevi: seguro pessoal soma R$ 6,7 bi no 3º trimestre

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As seguradoras que operam no segmento de Seguros de Pessoas (que inclui produtos como seguros de vida e acidentes pessoais, entre outras modalidades) pagaram R$ 2 bilhões em indenizações a segurados e beneficiários de julho a setembro de 2014, representando um crescimento de 23,83% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), que representa 71 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no País.
Segundo dados da entidade, de julho a setembro, o segmento de Seguros de Pessoas movimentou R$ 6,7 bilhões em prêmios (valor pago pelos segurados às seguradoras para contratar coberturas para seus riscos). O volume é 7,79% maior que o verificado no período em 2013.

Na análise por modalidade de produto, o Seguro Viagem foi o que registrou maior crescimento relativo no terceiro trimestre: expansão de 31,53% e prêmios pagos por segurados de R$ 41,5 milhões. “Este é um seguro cada vez mais procurado devido à alta no setor turístico, que ampliou o número de viagens no mercado doméstico e internacional. O Seguro Viagem é uma medida de prevenção que ajuda a diminuir, por exemplo, transtornos decorrentes de um extravio de bagagens”, diz Osvaldo do Nascimento, presidente da FenaPrevi.

Outro seguro que teve forte expansão nos prêmios pagos por segurados no período foi o Auxílio Funeral, que prevê coberturas de despesas com o sepultamento. Os segurados pagaram cerca de R$ 78,1 milhões em prêmios, representando crescimento de 26,74% em relação ao terceiro trimestre de 2013. “Estudo realizado pelo instituto Ipsos para FenaPrevi mostrou que este é um seguro mais difundido e com maior penetração entre os consumidores. O Auxílio Funeral está muito ligado ao conforto dos familiares nestas situações, já que o seguro cuida de toda a burocracia”, afirma Nascimento.

O balanço da FenaPrevi mostra que o seguro de Vida foi o que obteve maior volume de prêmios pagos por segurados de julho a setembro de 2014, no valor de R$ 2,8 bilhões, representando crescimento de 9,46% em relação ao mesmo período de 2013 (R$ 2,5 bilhões). “O seguro de Vida é o produto com maior representatividade e volume de prêmios no mercado de seguro de Pessoas. O seu desempenho está diretamente relacionado ao crescimento da renda do brasileiro e à importância do produto para manutenção do padrão de vida dos dependentes na ausência do responsável financeiro pela família”, diz.

Os prêmios pagos por segurados para seguros de Acidentes Pessoais, aquele que oferece coberturas em caso de morte e invalidez permanente (total ou parcial) em acidentes involuntários, foram de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre de 2014, alta de 2,69% em relação ao mesmo mês do ano anterior. “É uma proteção para imprevistos decorrentes de acidentes diversos e oferece uma renda para ajudar o segurado a recuperar a sua rotina. O seguro dispõe também de um valor para custear uma internação hospitalar por acidente, de acordo com as coberturas contratadas”, explica o presidente da FenaPrevi.

Resultado Mensal . Em setembro, o mercado de seguros de Pessoas movimentou R$ 2,3 bilhões em prêmios, expansão de 13,20% frente ao mesmo mês de 2013. Neste período, as seguradoras pagaram R$ 658,4 milhões em indenizações a segurados e beneficiários no mês de setembro de 2014, representando crescimento de 19,87% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Na análise por modalidade de produto, o Seguro Viagem foi o que registrou maior crescimento relativo no mês de setembro: expansão de 69,43% e prêmios pagos por segurados de R$ 12,9 milhões. Outro seguro que teve forte expansão nos prêmios pagos por segurados em setembro foi o Auxílio Funeral, que prevê coberturas de despesas com o sepultamento. Os segurados pagaram cerca de R$ 27,7 milhões em prêmios, representando um crescimento de 31,59% em relação a setembro de 2013.

O balanço da FenaPrevi mostra que o seguro de Vida foi o que obteve maior volume de prêmios pagos por segurados em setembro de 2014, no valor de R$ 985,4 milhões, representando crescimento de 15,82% em relação a setembro de 2013 (R$ 850,8 milhões). Os prêmios pagos por segurados para seguros de Acidentes Pessoais foram de R$ 421,8 milhões em setembro de 2014, alta de 4,97% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Já o seguro Prestamista (que garante o pagamento de prestações no caso de perda de emprego, morte ou invalidez do segurado) movimentou prêmios de R$ 577,2 milhões em setembro, expansão de 5,86% em relação a setembro de 2013 (R$ 545,3 milhões).

Mondial Assistance anuncia novo diretor comercial

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A Mondial Assistance, líder mundial em assistência 24 horas, pertencente ao Grupo Allianz, anuncia Marcello Addeo como seu novo diretor comercial. Formado em Ciências Atuariais pela PUC-SP, Addeo atua há mais de 25 anos no mercado segurador, tendo passado por grandes empresas do setor como Marsh, TRR Securitas e Mds Brasil. O executivo será responsável por garantir o desenvolvimento e a gestão da área comercial, visando prospecções, atração e desenvolvimento de novos clientes e serviços, manutenção das contas existentes e o acompanhamento estratégico dos negócios da empresa e do mercado, garantindo um retorno adequado e os melhores resultados à empresa. O novo diretor se reporta ao CEO da Mondial Assistance no Brasil, Vincent Bleunven. “A experiência de Marcello Addeo na condução de processos de reestruturação e avaliação de novas oportunidades irá fortalecer ainda mais a atuação da Mondial no mercado brasileiro”, afirma Bleunven.

Novo site de Sustentabilidade da CNseg

Fonte: CNseg

Já está no ar o novo site de Sustentabilidade da CNseg. Mais moderno, bonito, colaborativo e informativo, ele foi desenvolvido para as mais novas tecnologias de internet, adaptando-se aos dispositivos móveis e proporcionando uma boa leitura em todas os tamanhos de tela. Além disso, o novo hotsite de Sustentabilidade da CNseg também traz novas áreas e um avançado sistema de busca de conteúdo.

Reforçando seu compromisso com a sustentabilidade – de vital importância para a atividade seguradora – a CNseg oferece mais essa contribuição para o tema. Para conhecê-lo, acesso o link: sustentabilidade.cnseg.org.br

Serasa Experian vê avanço nas tentativas de fraudes

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Levantamento da consultoria Serasa Experian indica a retomada das tentativas de fraudes contra o consumidor brasileiro em outubro, quando houve alta de 7,1% em relação a setembro, com 188.626 casos. Em contrapartida, na comparação com outubro de 2013, houve queda de 15,8%. No acumulado do ano, a queda foi de 6,5%, em relação ao mesmo período em 2013.

Segundo o trabalho, as tentativas de fraudes são roubos de identidade, em que os dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios ou a obtenção de crédito com a intenção de não honrar os pagamentos. A telefonia foi o setor que respondeu pela maior parcela de tentativas de fraudes, com 68.584 ocorrências, o equivalente a 36,4% do total.

O setor de serviços, que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral, teve 59.976 registros, ou 31,8% do total. O setor bancário foi o terceiro do ranking com 42.997 tentativas, 22,8% do total. O segmento varejo teve 13.725 tentativas, ou seja, 7,3% das investidas contra o consumidor.

A fome do oriente

revista istoéFonte: Revista Isto É Dinheiro

Na tarde do dia 29 de outubro, um grupo de executivos japoneses do Grupo Sompo Japan Nippon Koa se reuniu na sede da Yasuda Marítima, sua subsidiária no Brasil, localizada em um prédio discreto no Paraíso, bairro da zona sul de São Paulo. Após horas de discussão sobre os rumos da seguradora no próximo ano, os diretores foram surpreendidos com a notícia de que o Banco Central acabara de aumentar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 11,25%. Tudo o que foi discutido na reunião não valia mais, diz o paulista Francisco Caiuby Vidigal Filho, presidente da Yasuda Marítima.

Vidigal, porém, manteve a fleugma. Foi bom isso ter acontecido, pois é um enorme desafio explicar as particularidades do mercado brasileiro aos japoneses, diz. Esse desafio tem tomado muitas horas do executivo que conduz, desde 2013, a integração das empresas Yasuda e Marítima, controladas desde 2009 pelo Sompo, segundo maior grupo segurador do Japão. Naquele ano, os japoneses, que já eram donos da Yasuda, pagaram à família Vidigal R$ 310 milhões por 50% da Marítima. Em 2013, o Sompo comprou os 50% restantes, por R$ 200 milhões.

No fim de outubro, a empresa foi autorizada a unir marcas e atividades. Com isso, nasceu a quinta maior seguradora independente do País, que faturou R$ 2,6 bilhões, no ano passado, e prevê chegar a R$ 3 bilhões este ano. A Marítima, de acordo com Vidigal, vende seguros de vida, de automóveis e planos de saúde no varejo, ao passo que a Yasuda dedica-se mais à área corporativa, atendendo principalmente empresas japonesas no Brasil. Com a integração, os produtos serão oferecidos sob a marca Yasuda Marítima, os serviços serão unificados e a empresa vai atender a um novo segmento, o de energia.

Até o início de 2015 vamos fechar nossa primeira apólice para uma empresa de óleo e gás, diz Vidigal, sem relevar o nome do provável cliente. A Yasuda Marítima só poderá atender a esse nicho em razão da parceria com a resseguradora britânica Canopius, que foi comprada pelo Sompo do grupo inglês Lloyds, em dezembro de 2013, por US$ 963 milhões. A perspectiva de apagão dos investimentos do setor não preocupa Vidigal por causa dos vínculos do Sompo com as corporações japonesas que já atuam no Brasil.

O mercado é amplo e crescente. Em 2013, as empresas de óleo e gás contrataram R$ 852,9 milhões em seguros, um crescimento de 67% ante 2012, segundo um levantamento da resseguradora nacional Terra Brasis, realizado especialmente para a DINHEIRO. Neste ano, o setor faturou R$ 647,3 milhões até setembro, e a projeção até dezembro é de R$ 865,6 milhões, diz Luiz Alberto Pestana, sócio da Terra Brasis. Só o pré-sal vai demandar a construção de aproximadamente 25 plataformas, que operarão cerca de 60 poços, diz Pestana.

GRANDES RISCOS Cobiçado pela Yasuda, o mercado de energia integra a carteira de grandes riscos das seguradoras. Esse segmento vem passando por mudanças significativas, nos últimos meses, com as grandes obras de infraestrutura realizadas no Brasil. Algumas empresas brasileiras têm colocado suas carteiras à venda. A Itaú passou adiante essa área à americana ACE em julho, por R$ 1,52 bilhão. Em outubro, a SulAmérica contratou uma consultoria para avaliar a venda dessa atividade, que rendeu R$ 88 milhões no primeiro semestre, ou 1,4% de suas receitas.

Já a britânica RSA decidiu sair do segmento de forma mais suave, deixando de renovar as apólices. Chegamos a cogitar a venda. No entanto, vimos que queríamos fazer uma transição tranquila para os clientes, afirma Thomas Batt, presidente da companhia. A justificativa é a redução das margens do segmento. É uma carteira que exige muito capital, diz. O retorno tem ficado mais difícil e, ao analisarmos a tendência, concluímos que a perda de rentabilidade não compensava. O nome mais recente a integrar essa lista é o da paulista Nobre Seguradora, que atua desde 1992 nos ramos de vida, planos de previdência privada e aberta, além de ramos elementares.

Os prêmios totais em 2013 somaram R$ 428,9 milhões. Há quem acredite, porém, que as margens compensam e muito. É o caso da Tokio Marine, que participou da disputa pela carteira do Itaú até a última rodada com a ACE. O apetite, no entanto, continua insaciável. Quando perdemos a concorrência, decidimos crescer de forma orgânica e contratamos mais profissionais, afirma Felipe Smith, diretor-executivo de produtos pessoa jurídica da seguradora. O executivo confirma que as taxas estão menores por causa do aumento da competição. Mas ele diz que tem conseguido compensar esse aperto na rentabilidade com um crescimento do volume de negócios.

O faturamento da área de grandes obras vem registrando, neste ano, uma expansão de 41% em relação a 2013. Outra que está na disputa por bons negócios no setor é a francesa Fairfax. A matriz possui US$ 1,5 bilhão em caixa, e esse montante pode ser usado para crescimento orgânico ou para aquisições. Temos olhado todas as oportunidades que aparecem no Brasil, afirma Bruno Camargo, presidente da Fairfax. Mas, ao contrário dos otimistas, não estamos vendo um ano fácil em 2015, pois a classificação de risco do País está ameaçada e não há perspectivas de grandes projetos no ano que vem, diz ele. Nesse cenário, faz todo o sentido crescer por meio de aquisições.

Seguradora espanhola Mapfre quer ampliar sua presença no Brasil

antonio huertasFonte: Agência EFE

O presidente da seguradora espanhola Mapfre, Antonio Hortas, escolhido o “Empresário do ano” na 11ª edição do prêmio Brasil-Espanha, destacou o compromisso da companhia com o Brasil e sua intenção de seguir consolidando e ampliando sua presença em um país onde está desde 1991.

O presidente de Mapfre salientou a “enorme capacidade técnica e profissional dos mais de sete mil funcionários da seguradora no Brasil”, que “constituem uma linha de frente para a companhia no desenvolvimento de projetos inovadores”.

A Mapfre conta, além disso, com uma rede de quase 20 mil agentes e mediadores. Em 2013, o volume de seguros emitidos pela Mapfre Brasil superou cinco bilhões de euros, um crescimento em moeda local de 20,4%.

“A contribuição do Brasil foi decisiva para que a Mapfre seja hoje o primeiro grupo segurador multinacional na América Latina, já que o país fornece 54% do negócio de seguros na América Latina e um quinto dos lucros globais da seguradora”, afirmou.

Tentativas de fraude no seguro de automóvel somam R$ 162,5 milhões

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Falsa declaração de roubo e furto, inversão de responsabilidade e superfaturamento de orçamentos estão entre os principais tipos de fraudes praticados contra seguros de automóvel. As tentativas de fraude comprovadas nesse ramo somaram R$ 162,5 milhões – o que representou 1,2% do total de avisos de sinistros da carteira. Os dados são do 11º ciclo do Sistema de Quantificação da Fraude (SQF) da Central de Serviços e Proteção ao Seguro (Ceser) da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), referentes a 2013.

No período, no mercado de seguros, à exceção dos segmentos de saúde suplementar, previdência privada complementar e capitalização foram detectados R$ 413 milhões em fraudes, dos quais R$ 345 milhões foram comprovados. Além dos seguros de automóvel, estão entre os ramos com o maior valor de fraudes comprovadas, o seguro de pessoas (R$ 96,7 milhões / 3,6% do total de sinistros da carteira); o DPVAT (R$ 46,3 milhões / 1,4% do total de sinistros da carteira); o seguro de transportes (R$ 21,4 milhões / 3,7% do total de sinistros da carteira); e o seguro patrimonial (R$ 6,9 milhões / 0,3% do total de sinistros da carteira).

Para o superintendente Geral da Ceser/CNseg, Marco Barros, combater a fraude é uma das principais missões enfrentadas pelo mercado segurador. “A fraude impacta diretamente no consumo e no preço de seguros, prejudicando não só o mercado, mas também todos os consumidores”, sinaliza, ressaltando que a impunidade é um dos principais incentivadores da prática e que todos precisam se conscientizar que trata-se de um crime. “Combater a fraude também é prestar um serviço à sociedade já que, assim, estamos colaborando para a redução da criminalidade”, conclui.

Mais interatividade

Em consonância com os Princípios da Sustentabilidade em Seguros (PSI, em inglês), a CNseg tem implementado ações no sentido de disseminar as melhores práticas em prol do desenvolvimento sustentável do setor. Nessa linha, a mais nova edição do SQF passa a contar com aplicativo para smartphones: mais prático, funcional e sem causar impactos ao meio ambiente. Nele, os usuários também podem acessar as versões anteriores. O SQF está disponível na Apple Store, para os usuários do iPhone, na Play Store, para o sistema Android, e na Windows Phone Store, para aparelhos Windows Mobile.

Sobre o SQF: Para quantificar a repercussão econômica da fraude às seguradoras brasileiras, a Ceser divulga ciclos anuais do SQF desde 2004 com o objetivo de impulsionar ainda mais ações que combatam esses crimes. Os dados são fornecidos pelas empresas do setor e têm abrangência nacional.

Sobre a Ceser: Com a proposta de desenvolver soluções diferenciadas para ampliar a eficácia do mercado de seguros brasileiro e qualificar ainda mais os serviços prestados aos consumidores, a Central de Serviços e Proteção ao Seguro (Ceser) da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) atua como um braço operacional do setor de seguros. Os projetos institucionais da Ceser contemplam banco de dados, sistemas e serviços, que buscam atender ao próprio mercado, além de bancos e financeiras.

Lei de Execução Fiscal que equipara Seguro Garantia Judicial à caução beneficiará empresas de todos os portes

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A aprovação do projeto de Lei de conversão da MP 651/14, que equipara o Seguro Garantia Judicial à caução em dinheiro nos processos de execução fiscal, traz um fôlego para as empresas. O Seguro Garantia Judicial, agora formalmente incluído na Lei de Execução Fiscal, vai beneficiar empresas de todos os portes, de acordo com Silvia Vergara, Líder da Prática de Seguro Garantia para a Marsh Brasil, líder mundial em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos.

“Além das taxas atrativas, o seguro é mais competitivo ao substituir as cauções ou depósitos pois, do ponto de vista financeiro, não imobiliza o patrimônio porque as empresas não precisam disponibilizar bens ou capital, e também não afeta a sua linha de crédito bancário. Além disso, a penhora em dinheiro que fica depositado em conta vinculada ao juízo é remunerada por índices muito abaixo dos praticados no mercado financeiro”, diz. Segundo Silvia, outra vantagem do Seguro Garantia judicial é liquidez imediata da apólice que pode ser convertida em moeda, o que torna o seguro mais vantajoso do que a carta de fiança bancária utilizadas para garantir processos judiciais.

Com a Lei, a expectativa do mercado segurador é que as empresas contratem mais Garantia Judicial e cresça significativamente a demanda do seguro para fazer frente aos processos judiciais que exigem caução. Para explicar as mudanças na Lei de Execução Fiscal e os benefícios do Seguro Garantia Judicial, a Marsh realizará um road shows com clientes e prospects. “Essa mudança na legislação eliminará qualquer entrave em relação ao seguro. A apólice é uma opção mais atrativa do que outros instrumentos de garantias”, afirma a Líder da Prática de Seguro Garantia para a Marsh Brasil, Silvia Vergara.

Pesquisa global realizada pela seguradora Aegon mostra como as mulheres se preparam para a aposentadoria em 15 países

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Após divulgar no início deste ano a pesquisa “A nova cara da aposentadoria”, a seguradora Aegon, parceira global da Mongeral Aegon no Brasil, divulga um estudo sobre “A Nova Cara da Aposentadoria – Mulheres: equilibrando família, carreira e segurança financeira”, com o objetivo de fornecer uma ampla perspectiva sobre por que as mulheres acham tão difícil planejar a aposentadoria, quais são suas aspirações, preocupações e obstáculos. O estudo sugere ainda uma série de caminhos para contribuir para o desenvolvimento do planejamento financeiro feminino.

Em termos gerais, ao mesmo tempo em que as mulheres possuem maior expectativa de vida em relação aos homens, de 4 a 5 anos a mais em média, elas estão pouco preparadas financeiramente para a aposentadoria. Do total pesquisado, 40% nem sequer sabem se estão no caminho certo para atingir a renda que vão precisar quando aposentadas e 20% acreditam que já fazem o suficiente. Outro resultado mostra que, mesmo com maior independência financeira e inserção no mercado de trabalho, mais da metade das entrevistadas (54%) acredita que serão dependentes da renda do cônjuge. Em contraste, apenas 12%, dizem que não esperam que seus esposos sejam a grande fonte de renda na aposentadoria.

O Brasil aparece em destaque no Índice de Preparo para a Aposentadoria, criado pela seguradora para avaliar os hábitos de poupança e planejamento para esta fase da vida. As brasileiras alcançaram o segundo lugar, com nota 6.5, ficando atrás somente das indianas (6.9). Em uma escala de 0 a 10, considerando 6.0 como média registrada no primeiro relatório da pesquisa, divulgado em julho, as mulheres ouvidas em 15 países pontuaram nota 5.5, o que indica baixa preparação para a aposentadoria. O estudo revela que em todo o mundo elas não estão tomando as medidas necessárias para esse planejamento: apenas 10% delas se dizem muito bem preparadas, contra 23%, ou seja, mais do que o dobro, que se sentem muito despreparadas. Em relação aos obstáculos, a falta de dinheiro foi apontada como o principal empecilho para planejar a aposentadoria, na opinião de 67% das entrevistadas. Diante deste cenário, globalmente, 49% das mulheres não estão confiantes de que serão capazes de manter um nível de vida confortável ao se aposentar. O otimismo em relação ao futuro é maior entre a população feminina dos países que possuem economias emergentes: China (42%), Índia (35%) e Brasil (29%).

Quando o foco é faixa etária, as mulheres mais velhas se mostram mais atentas à aposentadoria: somente 1/3 do total de entrevistadas (36%), exatamente as mais velhas, afirmam guardar dinheiro constantemente. Entre as 24% que não estão poupando, mas pretendem começar em algum momento, estão as mais jovens. Números mostram também a cultura atual da população, de começar a poupar mais tarde.

“As mulheres precisam ser incentivadas a planejar a sua independência financeira na aposentadoria desde jovens, rompendo com a tradição de depender de terceiros, como Governo, empregadores e familiares. Elas têm uma realidade diferente no mercado de trabalho hoje, de acordo com os papéis que assumiram na sociedade, mas esse protagonismo também deve ser exercido quando o que está em questão é a independência financeira”, comenta Andrea Levy, assessor especial da Mongeral Aegon e um estudioso dos impactos da longevidade na previdência.

Idade e renda de aposentadoria

Em todo mundo, as mulheres possuem expectativas diferentes em relação à idade para a aposentadoria. As brasileiras estão entre as que pretendem se aposentar mais cedo, com 58 anos, atrás da Turquia (55) e China (53). Nos Estados Unidos, essa expectativa sobe para 66 anos enquanto no Japão fica em 61 anos, variações que têm ligação direta com a política previdenciária de cada país.

As diferenças entre os países também surgem quando o tema é a renda necessária para se sustentar na aposentadoria em relação aos ganhos na ativa. O Brasil se aproxima das expectativas da Europa Oriental: na Hungria as mulheres acreditam que é necessário ganhar 86% do salário atual; na Polônia este índice cai para 81%, enquanto por aqui as brasileiras acreditam que precisariam ganhar na aposentadoria 77% do que ganham na vida ativa. Esse percentual cai em países de renda alta e industrializados, como Estados Unidos e Canadá, para 67% e 66%, respectivamente. A surpresa sobre essa expectativa vem de países emergentes como Turquia e China, que esperam precisar de menor percentual da renda atual em relação aos demais, em média 59% e 60%, respectivamente.

Preocupações, obstáculos e saídas

Acerca das preocupações e desejos ligados à aposentadoria, a primeira palavra que vem à cabeça das mulheres é lazer (45%), seguida de liberdade (39%). No entanto, 24% delas associam o tema a questões negativas, como insegurança (24%) e pobreza (18%). Em países como Polônia, Hungria e Japão, o nível de associações negativas é alarmante, com percentuais de 81%, 75% e 71%, respectivamente. Nesse quesito, o Brasil ocupa o 9º lugar em otimismo, com 70% de associações positivas.

O estudo mostrou que as mulheres possuem dificuldades específicas para constituir uma poupança suficiente para aposentadoria e para ter acesso aos planos de previdência. Uma delas é a faixa salarial. O estudo revelou que, em média, elas ganham 27% menos do que os homens, o que reduz a possibilidade de poupar. Essa diferença salarial está ligada diretamente aos cargos ocupados pelas mulheres: apenas 34% das pesquisadas estão em funções de nível superior, que proporcionam maior renda. A outra característica é o trabalho em tempo parcial. Pela necessidade de se dedicar a filhos e idosos, muitas mulheres trabalham meio período, o que dificulta ou inviabiliza o acesso aos planos das empresas onde trabalham.

Homens e Mulheres

Em julho de 2014, a pesquisa “A Nova Cara da Aposentadoria” foi divulgada pelo grupo Aegon em todo o mundo, e mostrou um panorama sobre comportamento, preocupações e expectativas de 16 mil entrevistados em 15 países. Na comparação dos dois recortes, geral e o atual, com a análise das respostas das entrevistadas mulheres, é possível afirmar que elas tendem a apresentar menor confiança na capacidade de se sustentar na aposentadoria. No geral, 38% das mulheres, contra 30% registrados na análise geral dos dados, são pessimistas sobre conseguir ter fundos suficientes para cobrir todo o tempo da aposentadoria.

Além de menos confiantes, o estudo mostra que o preparo das mulheres é menor – 5.5 no Índice de Preparo para Aposentadoria da Aegon, contra 6.0 registrados no primeiro relatório. Um dos fatores que contribuem para a menor pontuação feminina é a diferença da presença em cargos com melhor remuneração e acesso aos planos de aposentadoria nas empresas. 66% dos homens entrevistados ocupam cargos de nível mais elevado, contra 34% das mulheres ouvidas. A faixa salarial também impacta: elas ganham em média 27% menos que os homens. Enquanto que a 38% das mulheres é oferecido plano de aposentadoria com contribuições do empregador, esse número sobe para 45% quando a análise inclui também entrevistados homens.