Braço segurador representa 28,7% do lucro de R$ 15,3 bi do Bradesco

bradesco logoO braço segurador do Bradesco contribuiu com 28,7% do lucro total de R$ 15,3 bilhões do ganho de 2014 divulgado hoje pelo banco. O grupo segurador, que envolve vendas de seguros, planos de previdência aberta e títulos de capitalização, registrou lucro liquido de R$ 4,4 bilhões, 17,8% superior ganho do mesmo período do ano anterior, de R$ 3,7 bilhões, apresentando um retorno sobre o patrimônio líquido ajustado de 23,7%. Algo que salta aos olhos dos investidores estrangeiros, acostumados a uma media de 12% de retorno de grupo seguradores.

Segundo dados divulgados pelo banco, as vendas totalizaram R$ 56,1 bilhões em 2014. A produção registrou crescimento de 13,9%, desconsiderando o convênio DPVAT, em relação ao mesmo período do ano anterior, influenciado pelos produtos de seguros gerais (carro, casa, empresas, transportes entre outros), saúde, capitalização, bem como vida e previdência, que apresentaram crescimento de 28%, 22,5%, 15,2% e 7%, respectivamente. As provisões técnicas alcançaram R$ 153,7 bilhões, evolução de 12,5% em relação ao saldo de dezembro de 2013.

A projeção de crescimento das vendas do braço segurador do banco Bradesco está no intervalo entre 12 a 15% para 2015. Enquanto o segmento de seguros situa-se em dois dígitos, a carteira de crédito ficou com estimativa de apenas um dígito: intervalo de 5 a 9%.

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O Grupo Bradesco Seguros, líder do mercado segurador brasileiro com atuação multilinha e presença em todas as regiões do país, fechou o ano de 2014 com faturamento de R$ 56,2 bilhões e crescimento de 13,9% sobre igual período do ano anterior, nos segmentos de seguros, capitalização e previdência complementar aberta. O lucro líquido registrou evolução de 17,8% na mesma base de comparação, totalizando R$ 4,4 bilhões, com Retorno sobre o Patrimônio Líquido Ajustado de 23,7%.

Na comparação com 2013, os segmentos de Auto, Saúde, Ramos Elementares e Capitalização apresentaram evolução de dois dígitos – 34%, 22,5%, 16,2% e 15,2%, respectivamente.

“O Grupo Bradesco Seguros está fortemente comprometido com a evolução da cultura do seguro no Brasil, em uma atuação integrada, orientada para as novas relações de consumo e que visa a atender um número cada vez maior de brasileiros com produtos diferenciados”, afirma o presidente do Grupo Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi.

Em 2014, os ativos financeiros do Grupo Segurador cresceram 13,7%, totalizando R$ 166 bilhões, equivalentes a cerca de 30% do total administrado pelo mercado segurador brasileiro. O volume de provisões técnicas também apresentou considerável aumento, alcançando R$ 153,3 bilhões, contra R$ 136,2 bilhões no mesmo período de 2013. Já o total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 38,5 bilhões, evolução de 14,1% sobre o período anterior.

Vale destacar a melhora do Índice de Eficiência Administrativa, tanto em relação ao trimestre anterior, quanto na comparação com igual período de 2013. O patamar de 4%, um dos menores dos últimos trimestres, reflete, sobretudo, o benefício gerado com a racionalização de gastos.

No último trimestre, o segmento de previdência complementar evoluiu 114%, em comparação com o trimestre anterior, e 28% ante igual período de 2013. No segmento Saúde, o volume de vendas foi recorde nos últimos cinco anos. Todos os produtos apresentaram crescimento, com destaque para a Carteira de Pequenas e Médias Empresas, que expandiu mais de 37% em faturamento, atingindo 926 mil vidas. Em 2014, a Bradesco Seguros obteve o mais elevado Índice de Desempenho da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) entre as principais seguradoras, na modalidade “Seguradora Especializada em Saúde”.

A marca Bradesco Seguros, patrocinadora oficial dos Jogos Rio 2016, ao lado do Banco Bradesco, e seguradora oficial do evento, foi apontada pelo Instituto Datafolha, pelo 13º ano consecutivo, como Top of Mind na categoria “Seguros”. O reconhecimento é concedido anualmente às marcas mais lembradas pelo consumidor, com base em levantamento realizado em 171 municípios brasileiros. O Instituto ouviu 5.694 pessoas, entre 28 e 30 de julho de 2014.

Zurich oferece consultoria que reduz consumo de água e energia

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A Zurich, empresa global de seguros que atua em mais de 170 países, soma 142 anos de existência e está no Brasil há 32 anos, oferece Consultoria Ambiental gratuita aos segurados, um serviço que analisa caso a caso e indica meios de reduzir o consumo de água e de energia elétrica. “A Zurich tem como principal missão auxiliar o cliente. Estamos sempre atentos às necessidades vigentes, para as quais buscamos inovações e soluções”, declara Walter Pereira, diretor da área de Multirriscos e Equipamentos da Zurich no Brasil.

Em menos de dois anos os Segurados Zurich economizaram cerca de 40 mil m³ e 600 mil kWh, de acordo com levantamento da empresa que realiza a consultoria, a EcoAssist Serviços Sustentáveis. Os segurados têm acesso às informações sobre a redução de consumo. Com esta iniciativa de orientar para o consumo consciente a Zurich confirma seu compromisso com o país e o público.

Mercado triplica procura por seguros contra cancelamento de viagem

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A Ifaseg, empresa responsável pelos programas de seguros da ABAV (Associação Brasileira de Agências de Viagens) e Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), diz que em 2014 o mercado triplicou a procura por apólices que oferecem proteção contra cancelamentos de viagem. Segundo Mário Gasparini, diretor da empresa, os prejuízos com este tipo de evento já são maiores do que a soma das perdas com extravios de bagagem e acidentes pessoais com passageiros, “que constituem episódios mais conhecidos e tradicionalmente cobertos por apólices de seguro”.

De acordo com a Ifaseg, que é responsável pela administração de riscos de empresas que movimentam mais de 50% do setor de turismo no Brasil, a expansão dos cancelamentos decorre do fato de que o consumidor passou a adquirir viagens com antecedência cada vez maior. “Inúmeros imprevistos podem acontecer entre o momento da compra da passagem e a data de embarque”, observa Gasparini.

O que o mercado de seguros já oferece

Waldir de Menezes, também diretor da Ifaseg, diz que as apólices mais tradicionais de seguro contra cancelamento contemplam apenas casos de morte, invalidez ou internação hospitalar por três dias ou mais. “Contudo, a própria Ifaseg desenhou uma nova proteção que contempla vários tipos de causas, desde pequenos eventos como gripes e resfriados. As coberturas também abrangem o companheiro de viagem, ainda que não haja grau de parentesco”, conta.

O executivo também informa que, na ocorrência do cancelamento, a apólice não apenas garante o reembolso do viajante como também evita desgastes entre a empresa e o consumidor, em função da aplicação de multas. Conforme Waldir, o seguro apresenta excelente relação entre custos e benefícios. “Representa cerca de 2% do valor de uma viagem de 8 dias para a Disney, por exemplo”.

Egle Ferraz lança livro “Seguros: do básico ao avançado” em São Paulo dia 3 de fevereiro

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capaCom o objetivo de enriquecer ainda mais o seguimento de seguros no Brasil que vem passando por grandes mudanças na última década e se expandindo com o crescimento da economia, a autora Egle Ferraz* lançará, no próximo dia 03 de fevereiro, a obra Seguros: do básico ao avançado”.

Ao encontro do crescimento e aumento da importância da atividade de seguros, em parte sob os efeitos dos eventos programados para o país, como a Copa das Confederações em 2013, o Mundial de Futebol em 2014, e, ainda, as Olimpíadas em 2016, na “cidade maravilhosa” do Rio de Janeiro, a obra “Seguros: do Básico ao Avançado”, traz importantes informações técnicas sobre as questões enfrentadas no cotidiano das seguradoras, corretoras de seguros e resseguros, além de aspectos que atingem os segurados em geral, tratando de assuntos diversos, que vão desde dicas mais básicas aos temas mais complexos relacionados e utilizados em seguros gerais.

Para o mercado securitário a obra é uma importante ferramenta, constituindo-se em um verdadeiro manual do profissional de seguros, pois a autora, inspirada nos seus conhecimentos de mais de 20 anos na área e experiência lecionando em Instituições Universitárias na preparação e especialização de profissionais, trata os assuntos técnicos referentes à atividade de maneira clara e objetiva.

Egle Ferraz é mestranda em Comunicação pela USCS, graduada em Comércio Exterior, formada em Ciências do Futebol, com pós-graduações em Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Seguros y Reaseguros pela Universidad Pontifícia de Salamanca/ES, além de possuir diversos cursos na área de seguros. Profissional com mais de 20 anos no mercado securitário na área de Danos, em grandes corretoras multinacionais e seguradoras, ainda ministra cursos e palestras em universidades e cursos de formação técnica na área de seguros.

Os 5 riscos mais temidos pelos gerentes de riscos

assustadoO gerenciamento de risco é algo que se torna cada dia mais importante no mundo globalizado. Mas o tema precisa ganhar mais espaço dentro das empresas. Estudo divulgado pelo grupo Allianz, “Allianz Risk Barometer 2015”, revela os cinco riscos mais temidos por 500 gerentes de riscos de 47 países. Segundo 46% dos entrevistados, a interrupção da cadeia de negócios é o risco mais temido e que mais pode trazer perdas para o grupo para o qual trabalham.Para 30%, as catástrofes naturais são o que mais preocupam os acionistas. Cerca de 27% têm como principal preocupação incêndios e explosões; 18% temem as mudanças regulatórias e 17% citaram o risco cibernético como maior risco em 2015.

No entanto, com a rapidez da globalização da economia, o risco muda ao longo dos anos. De acordo com a UNCTAD , nos últimos 50 anos o número de empresas multinacionais cresceu exponencialmente a partir de 7000 para quase 104 mil, podendo chegar a mais de 140 mil em 2020.

Neste estudo publicado no portal da Allianz, os gestores de riscos afirmam que nos próximos 5 anos e nos próximos 10 anos, as preocupações terão um peso diferente. Interrupção de negócios passa a ser o último do ranking dos cinco mais temidos. A mudança climática é o item que mais preocupa no longo prazo.

Nos próximos cinco anos, os riscos apontados pelos gestores são Riscos cibernéticos (37%); Comoção social e guerra (21%); Catástrofe natural (19%)
Terrorismo (15%); Interrupção de negócios (11%). Já no longo prazo, no período entre 5 e 10 anos, mudança climática e catástrofes passam a liderar o ranking, com 19%, seguido por Comoção social e guerra (18%), riscos com avanço tecnológico (17%) e riscos cibernéticos (15%).

KPMG prevê crescimento de 50% nos próximos 5 anos para seguros

© Copyright 2007 Corbis CorporationAs análises com o desempenho do mercado segurador brasileiro geralmente são muito otimistas. Mas essa, da KPMG, é a mais otimista de todas, considerando-se que as previsões para o Brasil são de recessão em 2015 e talvez 2016. Tomara que esteja certa.

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O setor de seguros no Brasil vem apresentando um crescimento consistente e significativo nos últimos 10 anos, sempre acima do aumento do PIB e deverá crescer 50% nos próximos cinco anos, segundo a pesquisa “O mercado brasileiro de seguros hoje e nos próximos anos”. Produzido pela KPMG no Brasil, o levantamento foi realizado com 38 dos principais executivos do setor país e que representam mais de 60% do mercado em termos de prêmios.

Outra constatação do levantamento é que representando 1,2% do Produto Interno Bruto brasileiro, o setor de seguros gerais (excluindo saúde e vida), apesar de ter ganho relevância, tem uma participação pouco representativa quando comparado a economias mais maduras. “Ao compararmos, por exemplo, a participação dos seguros gerais no PIB Brasileiro (1,2%) com economias como a do Chile (1,5%), de Portugal (2,5%), da Bélgica e dos Estados Unidos (3%), percebe-se que os seguros ainda representam muito pouco, apresentando, portanto oportunidade relevante de crescimento e fortalecimento”, analisa a sócia da KPMG e líder para o setor de Seguros, Luciene Magalhães. Segundo o levantamento, nos próximos cinco anos o setor deve passar a representar 1,7% do PIB nacional.

Ainda segundo o estudo, o seguro patrimonial continua representando o pilar tradicional do mercado brasileiro, seguido pelos produtos de seguro de vida que também apresentam crescimento significativo. Já o setor de saúde é visto como um dos mais promissores para os próximos anos. “A saúde ocupa a segunda posição na lista de desejos dos brasileiros, mas o setor não consegue atender os requisitos da população. Além disso, apenas cerca de 25% da população possui um plano ou seguro de saúde o que significa um potencial de desenvolvimento enorme para esse mercado”, afirma Magalhães.

Outras conclusões do estudo

• Mercado de seguros no Brasil se mantém bastante concentrado, com os 10 maiores grupos seguradores representando cerca de 85% dos prêmios diretos em 2013. A expectativa do mercado é que esta concentração se mantenha nos próximos anos.

• A maior parte dos participantes acredita que as principais áreas que devem ser foco de otimização são a gestão de sinistros e os recursos investidos com publicidade e marketing, com foco cada vez mais em campanhas de rádio e TV, jornais e revistas especializadas no setor. As peças publicitárias de rua seguem caminho contrário, e não devem ter a mesma relevância que nos anos anteriores.

• A melhoria na gestão dos processos litigiosos e o aprimoramento do processo de precificação e de gestão de prestadores de serviço são considerados ações prioritárias para a redução das despesas operacionais e ganho de eficiência.

• A maioria dos participantes da pesquisa acredita que os 5 maiores grupos irão aumentar ainda mais seu market share nos próximos anos, principalmente devido ao crescimento orgânico, uma vez que fusões e aquisições entre grandes empresas só foram previstas por 25% dos respondentes. A expectativa é que players internacionais continuem a demonstrar interesse no mercado brasileiro.

Para o estudo completo acesse http://www.kpmg.com/BR/PT/Estudos_Analises/artigosepublicacoes/Documents/pesquisa-seguros-2014.pdf

ACE Brasil investe em pesquisa e lança inovações em seguro contra ações trabalhistas

aceComunicado

Após um amplo estudo que envolveu a participação de institutos de pesquisa nacionais e internacionais, a ACE Brasil reescreveu o clausulado e lançou novas coberturas para o seguro ACE EPL ELITE. Trata-se de um seguro de Responsabilidade Civil que protege as empresas nos casos de reclamações trabalhistas que envolvam o pagamento de indenizações por danos morais. Para expor as inovações, a companhia realizou um evento no último dia 22 de janeiro.

“O seguro de EPL (Employment Practices Liability) é muito popular nos Estados Unidos e Europa, mas ainda é pouco conhecido no Brasil, onde exibe grande potencial de crescimento”, comenta o Diretor de Financial Lines da ACE Brasil, Rafael Domingues. Segundo Rafael, as novas condições gerais do ACE EPL ELITE foram repensadas de acordo com o ambiente jurídico do Brasil. Ele conta que, com isso, um advogado trabalhista ou diretor de recursos humanos, ao ler o novo clausulado, vai encontrar a linguagem com a qual está acostumado a trabalhar.

“O estudo também nos permitiu observar em quais situações é possível oferecer o produto em condições mais atraentes, considerando franquias reduzidas, coberturas adicionais e prêmios mais competitivos. Assim, definimos novas estratégias de subscrição e comercialização para o seguro, e projetamos expressiva expansão de nossa carteira ao longo de 2015”, conta Daniel Lamboy, Especialista em Subscrição da ACE.

Sincor-SP apoia campanha da PM para redução de roubos e furtos de veículos

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Com o objetivo de reduzir o alto índice de roubos e furtos de veículos, a Polícia Militar lançou campanha de alerta à população nas regiões de Guarulhos e Mogi das Cruzes. A iniciativa tem o apoio das respectivas regionais do Sincor-SP.

Ao todo foram impressos 50 mil folders. Metade deles já está sendo entregue em Guarulhos pela PM. A distribuição do restante acontecerá a partir de fevereiro nas cidades de Mogi das Cruzes e Arujá. Com o título “Educação para Segurança”, os folhetos trazem orientações práticas aos motoristas sobre os cuidados no trânsito, nos cruzamentos e ao estacionar o veículo.

Segundo as estatísticas criminais da Secretaria de Estado da Segurança Pública, o número de roubos de veículos em Guarulhos, entre janeiro e novembro de 2014, foi de 3.305, 31% maior que no mesmo período de 2013, com 2.522. Os furtos cresceram 18%, indo de 3.008 para 3.547. Já em Mogi das Cruzes foram 376 roubos de carros, 40% maior que no mesmo período de 2013, quando houve 268 ocorrências. Os furtos cresceram 62%, indo de 520 para 842.

Claudemir Machi, diretor da Regional de Guarulhos do Sincor-SP, conta que a ideia da distribuição desses folders surgiu durante o I Fórum de Segurança Pública, em outubro de 2014, pelas duas regionais na cidade de Arujá. O próximo fórum acontecerá em Guarulhos em data ainda a ser marcada. “O Sincor-SP mais uma vez atuará como interlocutor entre autoridades, lideranças loc ais e as seguradoras com o objetivo de desenvolver projetos para solucionar o problema”, afirma Machi.

Fábio Ferreira Mattos, diretor da regional Mogi das Cruzes lembra que o aumento do roubos e furtos de veículos atinge negativamente todos os segmentos do mercado de seguros. “O segurado tem de pagar preço maior na contratação ou renovação de uma apólice. Os corretores de seguros sofrem com as quedas em suas vendas, que inevitavelmente terá impacto no faturamento das seguradoras”, afirma.

“Não cabe mais à Susep entrar em questões primárias e de interesse e decisões exclusivas do investidor privado”

Muito interessante a análise de Walter Polido, advogado, árbitro de seguros e resseguros, professor universitário, sobre as recentes entrevistas publicadas sobre os desafios de Roberto Westenberg, a frente da Susep, órgão que regula e fiscaliza a indústria de seguros brasileira. Boa leitura!!!

polido 2Com relação ao projeto “nova Susep” uma luz se acende e duas ou três se apagam, infelizmente. O Superintendente fala em lançar “novos produtos de seguros”, inclusive aumentando o percentual de aceitação do seguro garantia em relação ao valor do contrato que é o objeto deste tipo de seguro. Ora, não cabe ao Estado determinar para a iniciativa privada seguradora quanto ela quer tomar de risco e interferindo, deste modo, na política de subscrição interna dos negócios afetos.

Não é da competência legítima do Poder Público esta prerrogativa. Se a Susep se imiscui em área-fim da empresa de seguros, determinando algo que compete apenas ao investidor privado decidir, por exemplo quanto ele desejará colocar em risco em relação ao patrimônio dele, a coisa desandará ao invés de avançar. Ao Estado compete apenas verificar se a Seguradora tem lastro para aceitar o que ela ela se predispôs garantir e isso para proteger a higidez do sistema e a massa segurada no todo (a mutualidade dos segurados).

Não cabe mais à Susep entrar em questões primárias e de interesse e decisões exclusivas do investidor privado. Neste momento de refeitura do sistema, de novo Governo e com Ministro da Fazenda capaz de fato, seria de todo pertinente mudar a postura da Susep no mercado nacional, desenvolvendo o setor. Ela não deve mais redigir contratos de seguros, ainda que meramente indicativos. Ela não faz um bom serviço neste segmento e acaba mais prejudicando os consumidores do que auxiliando-os.

Não cabe ao Estado determinar, ilustrativamente, a receita do pão francês para as padarias ou a cor dos carros da linha 2015, a qual deverá ser observada pelas montadoras no país, invariavelmente. Isso é desserviço e não desenvolvimento. O pãozinho resultaria horrível, se todos os padeiros tivessem de obedecer o padrão único e as ruas se tornariam monótonas se todos os carros tivessem apenas uma cor.

O Estado tem funções primárias a cumprir e que não são cumpridas de fato. Quando uma seguradora entra em liquidação, por exemplo, apesar de a Susep determinar e receber informações periódicas mensais sobre as operações dela, algo está errado. Então, em termos regulatórios e fiscalizatórios há muito o que a Susep fazer e bem feito em razão dos consumidores. A seguradora que quebra prejudica milhares de segurados, de uma única vez. Então, indicar produtos padronizados de seguros ao mercado ou estabelecer política de subscrição de riscos para as Seguradoras, certamente não condiz mais com a pós-modernidade, em pleno século XXI.

O Ministro Levy certamente tem cérebro para entender isso! Se fôssemos uma democracia madura de fato, a iniciativa privada se insurgiria diante da intervenção desmedida, extemporânea e completamente anacrônica que ainda persiste neste aspecto da estipulação das bases contratuais dos seguros no país e em prejuízo da criatividade humana e dos reais interesses dos consumidores de seguros nacionais.

Apesar disso, alguns representantes do mercado devem insanamente aplaudir a iniciativa “desenvolvimentista” da Susep, como se estivéssemos no período do “este é o país que vai prá frente”, pois que assim não se comprometerão efetivamente com os consumidores de seguros do país e, se algo der errado ou se for impossível aceitar mais limites de garantias, a culpa será somente da Susep e da miopia dela em pleno século XXI, com ares e pensamento de 1966 (ano do vetusto Decreto-Lei n.º 73/66 – erigido na ditadura militar e que ainda vige entre nós, para o mal do desenvolvimento do mercado segurador nacional e do Brasil em muitos aspectos).

O momento da mudança parece ter chegado e o Superintendente ainda tem como suprimir de seus projetos da “nova-Susep” a confecção de produtos de seguros, cuja disciplina não lhe compete mais. Só assim as Seguradoras com verdadeira vocação de seguradoras poderão desenvolver os produtos delas, em prol de todos os consumidores de seguros do Brasil, hoje aviltados com produtos de baixa qualidade e rechaçados pelo Judiciário, apesar da pecha da “judicialização” que os advogados das seguradoras insistem ainda em imprimir, camuflando a real causa da maioria das milhares de ações judiciais existentes.

Contrato de seguro não se equipara a produtos financeiros bancários, esses sim todos iguais e diferenciados apenas nos valores incidentes. Seguro é muito mais do que “produtinho padronizado” pela Susep. O Mercado Segurador Brasileiro pode e deve se desenvolver para o bem da sociedade brasileira, mas não será a Susep a promotora oficial deste processo. A ela cabe desempenhar o papel dela, fiscalizando de maneira exemplar e eficiente as provisões técnicas e as reservas de sinistros. A elaboração de clausulados de seguros é da iniciativa privada e não do Estado democrático.

Susep autoriza R$ 1,2 bi em aumento de capital nesta terça

A Susep autorizou dez grupos seguradores a elevar o capital nesta terça-feira, segundo portarias divulgadas. Entre outras medidas em destaques na Susep temos a chegada ao Brasil da Starr Unsurance & Reisurance Limitd, para atuar como ressegurador admitido. A Starr foi criada pelo ex-presidente da AIG, Maurice Greenberg, e é uma das mais importantes resseguradoras mundiais quando o quesito de avaliação é a diversidade de aceitação de riscos.

Veja em quanto as seguradoras elevaram o capital nas portarias divulgadas hoje:

ACE – em R$ 721 milhões, para R$ 1,88 bilhão
Munich Re – em R$ 164,2 milhões, para R$ 300,4 milhões
Evidence Previdência – em R$ 140 milhões, para R$ 185 milhões
SulAmérica – em R$ 128 milhões, para R$ 1,86 bilhão
Porto Seguro – em R$ 70,9 milhões, para R$ 1,18 bilhão
XL – em R$ 33,9 milhões, para R$ 69,1 milhões
AIG – R$ 22,5 milhões para R$ 512,6 milhões
Zurich – em R$ 20 milhões, para 120,7 milhões
Essor – em R$ 2 milhões, para R$ 24,2 milhões.
Sancor – em R$ 7 milhões, para R$ 31,5 milhões