Redes varejistas são multadas em R$ 28,9 milhões por venda casada

varejoFonte: Agência Brasil Reportagem: Ivan Richard – Edição: Valéria Aguiar

As gigantes varejistas Casas Bahia, Magazine Luiza, Ponto Frio (Globex), Ricardo Eletro, Lojas Insinuante e Fast Shop foram multadas em R$ 28,9 milhões pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, por prática abusiva na venda de produtos, popularmente conhecida como venda casada.

De acordo com o DPDC, as empresas comercializaram itens conjuntamente com seguros e outros serviços adicionais, como garantia estendida e planos odontológicos, sem a solicitação dos consumidores. Em nota, a Via Varejo, empresa que administra as marcas Casas Bahia e Pontofrio, informou à Agência Brasil que não foi notificada nem teve acesso à íntegra da decisão.

A empresa acrescentou ainda que pauta suas ações “no respeito e na transparência com seus clientes e atua de acordo com as determinações do Conselho Nacional de Seguros Privados e da Superintendência Nacional de Seguros Privados para a venda de garantia estendida”. Em e-mail enviado à Agência Brasil a empresa acrescentou que no ato da venda de produtos são apresentadas todas as informações necessárias para tomada de decisão dos consumidores e que segue as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor.

As demais empresas multadas pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor não responderam as mensagens enviadas pela reportagem.

Segundo o DPDC, depois de denúncia de órgãos de defesa do consumidor, em 2012 foi aberta investigação, primeiramente, para averiguar irregularidades na venda de itens adicionais pelas Casas Bahia. Posteriormente, a apuração foi ampliada para Magazine Luiza, Ponto Frio (Globex), Ricardo Eletro, Lojas Insinuante e Fast Shop e foi constada a irregularidade.

O diretor do DPDC, Amaury Oliva, em nota, ressaltou que o dever do fornecedor é informar, esclarecer e orientar o consumidor sobre todos os produtos e serviços ofertados. “Não podemos admitir que empresas se aproveitem da vulnerabilidade do consumidor e incluam seguros e serviços não solicitados na compra de um eletrodoméstico”, disse Oliva por meio da assessoria do Ministério da Justiça. O diretor frisou ainda que os consumidores devem estar atentos a garantia estendida vendidas pelas empresas porque esse produto não substituiu a garantia prevista no Código de Defesa do Consumidor.

De acordo com o DPDC, a aplicação das multas levou em conta os critérios e a dosimetria prevista no CDC e deverão ser depositadas em favor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos. A Casas Bahia, o Magazine Luiza e o Ponto Frio (Globex) foram multadas em R$ 7.248.147,59 cada, enquanto Ricardo Eletro, Lojas Insinuante e Fast Shop receberam multas de R$ 2.416.049,20 cada uma. As empresas têm até 30 dias para recolher o valor da multa sob pena de inscrição em dívida ativa e inclusão no cadastro de inadimplentes.

Geniomar Pereira assume áreas Corporate e de Resseguros da Lojacorr

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A Lojacorr S.A. Rede de Corretoras de Seguros, em continuidade das ações previstas para 2015, anuncia a chegada do Geniomar Pereira, que assume o desafio de criar e desenvolver as áreas Corporate e de Resseguros da Rede. O novo Diretor, irá compor o quadro societário da empresa controladora de resseguros do grupo, que ficará sediada em São Paulo. O respeitado profissional possui 30 anos de experiência no mercado de seguros, exercendo funções de destaque em grandes Corporações onde realizou importantes e reconhecidos trabalhos. Formado em Ciências Administrativas e Contábeis, com especializações em Gestão Empresarial, com foco em: Finanças, Marketing, Negócios e Resseguros.

A estratégia em resseguros, será complementar na formatação de produtos exclusivos para distribuição na Rede e também atender as demandas do grupo para colocação de grandes riscos, onde buscará parceria internacional. Na área Corporate, o foco será criar uma nova segmentação, com condições diferenciadas e uma estrutura completa para atender as operações das corretoras de seguros que atuam em canais de distribuição e especializadas em grandes riscos.

Bradesco Seguros lança Van Vip para atender segurados de automóveis

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O Grupo Bradesco Seguros lançou um serviço de Van Vip, em circulação nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, que oferece aos segurados do Bradesco Seguro Auto, além de atendimento rápido, garantia de conforto e exclusividade. No caso de uma colisão, pane mecânica ou na necessidade de chaveiro, o segurado solicita assistência por meio da Central de Relacionamento, que verifica sua localização.

Enquanto o segurado aguarda o conserto do carro pelo mecânico no local do chamado, ele pode usufruir do conforto e segurança oferecido pela van. Entre os serviços disponíveis, estão incluídos internet sem fio e carregador universal de celular. Caso o conserto não possa ser feito no local, a van levará o segurado para o endereço desejado – respeitando um raio de 40 quilômetros – enquanto o mecânico aguarda a chegada do guincho para levar o carro para a oficina.

BB E Mapfre atendeu a mais de 7,5 mil chamados de clientes do RJ

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Um levantamento efetuado pelo Grupo BB e Mapfre, entre janeiro e outubro de 2014, mostra que foram realizados mais de 7.500 atendimentos de serviços de assistências (encanador, eletricista, chaveiro, vidraceiro etc.) no estado do Rio de Janeiro. Os acionamentos foram realizados pelos clientes do seguro residencial.

“Os segurados estão constatando que, por meio dos serviços oferecidos gratuitamente em suas apólices, eles podem economizar o custo que teriam com a contratação emergencial desse tipo de profissional”, comenta Jabis Alexandre, diretor geral de massificados.

O executivo pondera ainda que “em alguns casos, a contratação de um profissional para efetuar reparos de emergência, como o de um cano estourado ou a limpeza de caixa d’água, por exemplo, pode superar o valor de R$ 180, que é a quantia média que o cliente pagaria para ter sua residência segurada por 12 meses”.

A assistência mais procurada no período apurado foi a de encanador, com 29% dos acionamentos. No período, o estado respondeu por 7% de todos atendimentos efetuados pela companhia em todo o país.

Cetip: Financiamento de veículos totaliza 1,7 milhão de unidades em São Paulo em 2014

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O financiamento de veículos novos e usados em São Paulo atingiu a marca de 1.742.074 unidades no ano de 2014. Os dados incluem automóveis de passeio e comerciais leves, motos, pesados e outros. O estado possui o maior mercado de financiamentos de veículos do Brasil. Do total de veículos financiados no ano passado, 1.474.558 foram automóveis de passeio e comerciais leves, 183.727 foram motos e 76.381 pesados.

O levantamento é da Unidade de Financiamentos da Cetip, que opera o maior banco de dados privado de informações sobre financiamentos de veículos do país, o Sistema Nacional de Gravames (SNG).

Só no mês de dezembro, foram financiados 164.417 veículos, entre novos e usados, no estado. O volume representa uma alta de 11,3%, em relação a novembro, e queda de 3,3% ante dezembro de 2013.

No Brasil, os veículos financiados somaram 6.392.797 unidades no ano de 2014, entre automóveis leves, motocicletas, pesados e outros. O volume representa uma queda de 5,4% em relação a 2013. Desse total, 3.159.915 foram de veículos novos e 3.232.882 foram de usados.

O SNG é uma base privada de abrangência nacional que reúne as informações sobre restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de concessão de crédito. Essa base é consultada e atualizada em tempo real pelas instituições financeiras.

Argo reforça equipe

A Argo Seguros Brasil, seguradora especializada em seguros e resseguros, anuncia a contratação de quatro novos colaboradores que irão cuidar de todo o processo que envolve a tomada de decisão seletiva, riscos aceitáveis, determinação do prêmio a ser cobrado e termos dos contratos que entrarão em vigência na empresa.

Com experiência em trabalhos desenvolvidos em empresas como Engetecno Engenharia e Chubb, Ezequiel Boneli chega a equipe da Argo como Subscritor de Responsabilidade Civil; Camila Cyrillo, será a mais nova Subscritora de Property, trazendo as experiências vividas nas empresas Porto Seguros, Bradesco, Banco Pan, Vila Velha Corretora, Interbrook e Chunbb; Fernanda Bizarria, que fez parte dos grupos ACE, RSA e Porto Seguros, será s Subscritora de Transportes, atuando nas atividades comerciais e técnicas da área na seguradora. Por fim, Joelton da Silva Campos teve passagem pelas Tokio Marine, Willis, Itaú Seguros e Chubb e será o Subscritor de Transportes Nacional e Internacional da Argo Seguros.

SulAmérica Auto fortalece estratégia para prestadores

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A SulAmérica reestruturou toda a sua área de relacionamento com prestadores de serviço para segurados auto. Visando oferecer ainda mais qualidade aos seus clientes, a seguradora desenvolveu um Programa de Relacionamento com Prestadores (PRP) que contempla a estratégia de gestão, atendimento e reconhecimento destes parceiros que estão na linha de frente do atendimento aos segurados.

A companhia criou a Superintendência de Prestadores de Sinistro Auto e Assistência 24 Horas, que se dedica exclusivamente ao relacionamento com esse público, e alocou dez novos representantes regionais para atender aos parceiros em todo o país.

“O programa tem como objetivo fortalecer o relacionamento com uma visão completa da relação do prestador com a companhia”, afirma Renato Roperto, diretor de Sinistro Auto da SulAmérica. “O aprimoramento da parceria com os prestadores que atendem diretamente aos nossos clientes é fundamental para nossa estratégia.”

Em 2014, o programa também contou com uma agenda de eventos que se iniciou em março e incluiu encontros em quatro Estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Neste ano, o programa será expandido e levará eventos de relacionamento a outras cidades.

A nova superintendência, a cargo de Marlon Teixeira, deverá trazer novidades para as oficinas referenciadas e prestadores de assistência 24 horas nos próximos meses.

Já está no ar mais uma edição da revista Gerência de Riscos e Seguros

content_id-8A edição 118 da revista Gerência de Riscos e Seguros, da Fundación Mapfre, já está no ar. Além da revista original em espanhol, a revista conta com uma versão em inglês e também em português. No cadernos brasil, entrevista com o ex-presidente da ABGR (Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco), Jorge Luzzi, e atual presidente de diversas entidades de gerenciamento de risco espalhadas pelo mundo. Boa leitura!

Cuba passa a ser uma opção para a estratégia de internacionalização

internacionalizacaoO céu é o limite, disse um segurador com estratégia de internacionalização. Bem, se é assim, a notícia sobre a flexibilização das restrições dos EUA contra Cuba aguça ainda mais o apetite das seguradoras que vendem seguro saúde, viagem e de vida, que vão poder pedir autorização para atuar no país. Também está prevista a liberação de uso de cartões de crédito e de débido de bancos americanos. Ontem também a Índia também mudou as regras e agora os bancos podem ter mais do que uma seguradora para ofertar produtos. Enquanto isso, aqui no Brasil, o governo brasileiro tenta evitar que a operação Lava Jato não afete o sistema financeiro, o que pode ocasionar crédito mais caro para empresas e pessoas físicas. Temos também notícias sobre racionamento de água e, futuramente e possivelmente, de energia. Com o PIB brasileiro estagnado, a estratégia das brasileiras passa a ser igual as grandes multinacionais: diversificar, tanto em produtos como geograficamente, bem como avaliar fusões e aquisições. A mais recente anunciada foi a da Catlin pelo grupo XL, por US$ 4,3 bilhões.

Voltando a Cuba. Em abril de 2013, a Capemisa fez pedido para abrir uma sucursal em Cuba depois da Susep ter autorizado. Na época, o convite para atuar em Cuba foi feito pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que identificou na ilha um mercado potencial para empresas brasileiras. Cuba tem 11 milhões de habitantes e só há duas seguradoras estatais, que faturam R$ 200 milhões por ano. Além de produtos para baixa renda, a Capemisa informou que pretendia oferecer seguros para turistas estrangeiros, danos materiais, patrimoniais e garantias para empresas brasileiras, como a Odebrecht, informou a Folha em 2013. Vamos ver como evoluiu essa estratégia.

Se partir para o exterior é a tônica, como já anunciaram Terra Brasis e JMalucelli para Colombia, IRB Brasil RE para África, América Latina e Ásia, fica a dica de que a Fitch Ratings divulgou um estudo sobre perspectivas para 2015 e espera um crescimento moderado nas vendas de seguros na América Central:

Costa Rica:Crescimento Moderado em Prêmios

Desde a abertura do setor de seguros da Costa Rica à concorrência privada, em 2008, o mercado tem experimentado um crescimento rápido e constante em prêmios. No final de 2014, a Fitch espera que o mercado de seguros atinja um crescimento adequado nominal em moeda local (+ 15%), impulsionado pelo crescimento econômico positivo do país. Para 2015, a Fitch esperava que a produção de prêmios diminuísse ligeiramente, devido à necessidade de corrigir alguns indicadores macroeconômicos que impulsionaram certas políticas que poderiam ser refletidas no crescimento econômico e, portanto, no mercado de seguros.

El Salvador: Projetos Específicos Poderão Impulsionar a Produção de Prêmios

Embora se caracterize pelo excelente desempenho operacional bem como por capitalização e níveis de liquidez adequados, a indústria de seguros salvadorenha é continuamente desafiada pelo ambiente econômico do país. No entanto, a Fitch acredita que o crescimento econômico para 2015 mostre uma ligeira melhoria, em parte apoiada por projetos específicos em diferentes indústrias. Por sua vez, estes terão um impacto positivo sobre o mercado de seguros e se espera que continuem a médio prazo.

Guatemala: Redução Leve em Prêmios

A Fitch acredita que o mercado de seguros da Guatemala ainda está experimentando um grande potencial para a criação de produtos e geração de negócios. A concorrência em linhas pessoais não é agressiva, como tem sido no negócio de danos gerais. Portanto, há uma oportunidade significativa para o crescimento e desenvolvimento. Durante o terceiro trimestre de 2014, o setor de seguros registrou uma taxa de crescimento moderado (+ 7%). No entanto, para o fechamento de 2014, a agência estima uma taxa de crescimento nominal de 10%, impulsionada por prêmios de saúde que continuam a subir

Honduras: Boa Dinâmica de Crescimento

A Fitch acredita que um crescimento econômico mais favorável em 2014 em comparação a 2013, e um elevado dinamismo na subscrição durante o quarto trimestre do ano, influenciaram em um crescimento nominal do setor perto de 8%. No entanto, este seria inferior em dólares (5%), devido à pressão contínua da inflação e desvalorização da moeda local

Nicaragua: Crescimento Permanecerá Robusto

A Fitch estima que o crescimento em prêmios da Nicarágua se manterá em elevação, ajudado por um crescimento econômico robusto nos próximos dois anos. Também estará influenciado por um aumento forte e estável nos prêmios de veículos e linhas pessoais. A agência acredita que o setor vai fechar 2014 com crescimento nominal em prêmios perto de 21% em moeda local. Em 2015, o crescimento nominal do setor será em torno de 23%, com base na perspectiva positiva para as linhas de negócios não-vida e garantias

Willis Re: o novo mantra é a diversificação

© Copyright 2010 CorbisCorporationA capacidade abundante, que está superando a demanda de resseguros, reduziu pressões das renovações de 1º de Janeiro na maior parte dos países e linhas de negócio, bem como fortaleceu as apostas de que haverá mais fusões e aquisições neste ano, de acordo com o último relatório da Willis RE. “Além da redução nos preços, muitos compradores foram capazes de garantir melhores termos e condições em seus programas de renovações de 1º de Janeiro”, ressalta o relatório “1st View Market Reshaping a Reality”. Com isso, a pressão sobre as resseguradoras, especialmente as pequenas, pode levar a um aumento das fusões e aquisições, de acordo com o relatório. Uma prova disso foi a compra da Catlin pelo grupo XK, por US$ 4,3 bilhões.

Segundo estudo da Willis, muitas resseguradoras reconhecem que não podem mais esperar a salvação através de elevação de preço um aumento nas taxas de juros”, explica Peter Hearn, presidente da Willis RE. Ele acrescenta no comunicado que a “única forma sustentável é mudar modelos de negócios, mesclar as carteiras e se esforçar para crescer. O novo mantra é a diversificação.”