Valor: Cobertura para os riscos cibernéticos é incomum

hackersFonte: Valor Econômico

O ataque de hackers é o risco mais temido por governos e empresas mundiais, segundo diversas pesquisas divulgadas nos últimos meses. O medo de ter sistemas invadidos e informações roubadas seguem como “o” grande risco até 2020. Só a partir de 2025, as mudanças climáticas e as catástrofes passam a liderar o ranking de preocupações dos gestores.

Apesar da grande oportunidade de vender seguro para clientes em risco, o mercado segurador mundial ainda precisa aprimorar o produto. Órgãos reguladores têm se reunido com frequência com as seguradoras, principalmente estabelecidas no Lloyd’s of London, para discutir qual o modelo mais apropriado de seguro, aliando benefícios aos clientes sem colocar em risco o patrimônio dos acionistas com pagamento de indenizações elevadas.

De acordo com dados do Center for Strategic and International Studies (CSIS), sediado em Washington (EUA), mais de 3 mil empresas sofreram ataques cibernéticos em 2013, causando perdas globais acima de US$ 400 bilhões ao ano. Os Estados Unidos são o maior mercado das seguradoras, que receberam em 2013 (os dados de 2014 ainda não foram divulgados) cerca de US$ 2,5 bilhões para assumir parte das perdas de seus clientes com vazamento de dados. As estatísticas informais das maiores corretoras do mundo, como Willis, Marsh e Aon, indicam que de cada quatro empresas nos EUA, apenas uma tem esse seguro.

Até agora, pouco mais de uma dúzia de seguradoras tem apetite para esse tipo de risco em todo o mundo. No Brasil. atualmente apenas o XL Group vende o seguro cyber. A AIG, pioneira no lançamento local, está com a venda do produto de riscos cibernéticos suspensa para adequações exigidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Temos visto movimentação em algumas seguradoras e acreditamos que até o fim do ano outras passem a vender o produto”, afirma o presidente da Comissão de Linhas Financeiras da FenSeg, Gustavo Galrão. Entre as mais adiantadas na criação do seguro cyber estão Allianz, Zurich e ACE.

O desafio do produto no mundo está em reduzir a lista de exclusões e aumentar o valor da importância segurada, estimada em US$ 50 milhões para pequenas e médias empresas. No Brasil, segundo Marcelo Pollak, gerente de linhas financeiras da corretora Willis, a procura tende a aumentar com a divulgação do produto e com a entrada de novas seguradoras no segmento. “As empresas brasileiras têm uma barreira cultural para comprar o seguro do dia para noite. Aos poucos, com um maior conhecimento sobre os serviços ofertados na apólice, as empresas percebem que o investimento agrega valor na cadeia de itens envolvidos na segurança de dados”.

Há dois tipos de seguros. Um deles tem como alvo ofertar cobertura de responsabilidade civil às empresas de tecnologia. O outro é o seguro de riscos cibernéticos para todos os tipos de empresas, inclusive instituições financeiras e governos, dois dos alvos mais visados pelas quadrilhas de hackers. Silvia Gadelha, subscritora sênior de linhas financeiras da XL no Brasil, afirma que o seguro de RC para empresas de TI é algo já maduro no mercado brasileiro. Já o seguro chamado de cyber risk ainda engatinha. Ela não informa quantas apólices a XL já vendeu. Mas considerando-se as vendas realizadas pela AIG e também pela XL, a aposta dos executivos a par do assunto é que não chegue a 100 apólices.

Silvia está confiante de que as vendas vão aumentar com a maior divulgação de que o produto traz benefícios tanto na segurança dos dados como na indenização de perdas, caso hackers consigam furar os bloqueios criados pela equipe interna de TI.

No Brasil, o produto da XL oferece cobertura de responsabilidade cibernética para funcionários e terceirizados, incluindo indenizações para perdas financeiras e danos morais, como estabelecido pelo marco civil da internet, associados a queixas apresentadas por clientes, reguladores ou representantes, incluindo o Ministério Público, como resultado de uma violação de dados.

AXA lucra 5 bilhões de euros e faturamento se aproxima de 100 bilhões de euros

A Axa, segunda maior companhia de seguros na Europa, registrou um resultado líquido de 5 bilhões de euros em 2014, montante 12% superior ao apurado no exercício anterior. A seguradora beneficiou-se da redução de custos (em cerca de 300 milhões de euros) e de 225 milhões de euros de efeitos extraordinários positivos correspondentes a uma reavaliação de ativos financeiros. No entanto, o lucro anunciado ainda foi ligeiramente inferior ao esperado por analistas. As receitas cresceram 1%, alcançando 91,9 bilhões de euros.

Seguros de saúde privados em mercados emergentes devem dobrar até 2020

saudeConforme crescem os níveis de rendimento nos mercados emergentes, a população gasta mais com os serviços de saúde como um meio para melhorar a sua qualidade de vida. Segundo o mais recente estudo sigma da Swiss Re, “Keeping health in the emerging markets: insurance can help” (Mantendo a saúde nos mercados emergentes: o seguro pode ajudar), esses gastos estão impulsionando a demanda e as expectativas por melhores serviços de saúde nos mercados emergentes. O estudo mostra que a indústria de seguros está bem equipada para atender as crescentes necessidades de despesas com serviços de saúde dos indivíduos, e que ela também pode se tornar um pilar central de um sistema de entrega de saúde nacional sustentável.

 A demanda e as expectativas por melhores serviços de saúde estão aumentando nos mercados emergentes
 Os prêmios para produtos que oferecem reembolso devem dobrar até 2020
 As seguradoras de saúde privadas possuem as ferramentas para atender a essa demanda
 O seguro de saúde privado pode desempenhar um papel fundamental na construção de sistemas de saúde nacionais sustentáveis
 O sucesso de soluções inovadoras em mercados avançados atrai o interesse em muitos países emergentes

Nos mercados emergentes, a verba para pagar os serviços de saúde vinha tradicionalmente do governo, através de receitas de impostos, e de pessoas físicas que muitas vezes fazem contribuições significativas a partir de suas economias domésticas.

No entanto, depender desses dois canais de financiamento dos serviços de saúde tem se tornado um desafio cada vez maior. Há uma pressão crescente sobre os cofres públicos, enquanto as mais avançadas tecnologias e medicamentos forçam o aumento do preço dos serviços de saúde.

O seguro de saúde privado oferece aos consumidores uma proteção financeira contra futuras despesas relacionadas com serviços de saúde, através do pagamento de um prêmio acessível, aliviando a carga de grandes despesas pontuais sustentadas pela poupança privada. “Os consumidores comprarão cada vez mais um seguro de saúde privado porque ele fornece um meio para pagar o nível de serviço de saúde que as pessoas precisam”, diz Kurt Karl, economista-chefe da Swiss Re. O seguro de saúde privado também oferece aos consumidores mais opções de tipo e nível de tratamento, além da escolha do estabelecimento. Em determinados produtos, o consumidor também tem a liberdade de escolher como usar os benefícios recebidos (por exemplo, cobrir custos de um tratamento ou substituir a renda perdida). Desta forma, o seguro de saúde privado pode suplementar e/ou complementar os serviços de saúde do setor público, ao ajudar os consumidores a pagar pelos tratamentos não cobertos ou indisponíveis pela estrutura patrocinada pelo estado.

Para os governos, o seguro de saúde privado tem potencial para ser o canal principal das despesas de saúde. No entanto, ele é subutilizado. Em 2012, o seguro de saúde privado cobriu menos de 10% do total de gastos com serviços de saúde nos principais mercados emergentes.

Do lado da oferta, o seguro de saúde privado pode trazer inovação em toda a cadeia de valor dos serviços de saúde, incluindo o desenvolvimento de produtos, vendas e distribuição, subscrição, sinistros, sistemas de pagamento e atendimento ao cliente, gerando melhores serviços a um custo menor. “As seguradoras foram capazes de alcançar novos clientes com o uso de novas tecnologias e a precificação de produtos em conformidade com a demanda e capacidade de pagamento”, diz Clarence Wong, co-autor do estudo.
Por exemplo, em 2014, foi lançado um programa de seguro de saúde móvel na Nigéria chamado Y’ello. Os inscritos pagam um prêmio acessível, usando seus telefones celulares, para cobrir cuidados básicos ambulatoriais e pequenas cirurgias. Espera-se que o programa estenda significativamente o alcance do seguro de saúde na Nigéria, particularmente nas zonas rurais e para os indivíduos anteriormente sub segurados ou sem seguro.

Existem dois tipos principais de produto de seguro de saúde privado. O primeiro é o tipo reembolso, com o qual o segurado recebe de volta as despesas incorridas com hospital e outros tratamentos. O segundo são os produtos de benefício fixo, pelo qual o segurado recebe um pagamento único no evento de condições específicas. Produtos de benefício único incluem cobertura para doenças graves, renda por invalidez e seguro de diária hospitalar.

Ambos os tipos de produto apresentam forte crescimento nos mercados emergentes. Os prêmios de produtos de reembolso apresentaram crescimento anual real de cerca de 11,2%, entre 2003 e 2013. Está previsto um aumento médio de 9,6% ao ano até 2020 para estes produtos, três vezes a taxa de crescimento global de prêmios neste segmento.

Os dados sobre prêmios de produtos de benefício fixo nos mercados emergentes são escassos, mas entrevistas realizadas com especialistas para o estudo sugerem que a demanda por produtos de seguro de saúde privado com benefício fixo também está crescendo rapidamente.

O setor de seguro de saúde privado encontra-se em vários estágios de desenvolvimento nas diferentes regiões emergentes devido, em grande parte, às diferentes estruturas dos sistemas nacionais de saúde e à infraestrutura de saúde. Na Ásia Emergente muitos governos têm considerado os produtos de reembolso como uma área em crescimento e os prêmios têm previsão de crescer15,4% ao ano entre 2013 e 2020 – o maior índice de todas as regiões emergentes. Os produtos de benefício fixo também são populares. Por exemplo, o seguro com cobertura para diagnóstico de câncer tem atraído grande interesse em muitos mercados na região, após o sucesso desse tipo de produto na Coreia do Sul e dos produtos contra recidivas no Japão.

Na América Latina, os prêmios dos produtos tipo reembolso cresceram a uma taxa de crescimento anual real de 6,8% entre 2003 e 2013 e estão previstos para atingir um crescimento médio de 6,2% até 2020. Do lado dos produtos de benefício fixo, as soluções para doenças graves estão se desenvolvendo favoravelmente, embora a falta de consciência dos consumidores permaneça como principal obstáculo. O seguro de diária hospitalar, outro produto de benefício fixo, tem tornado-se cada vez mais comum como parte das ofertas em modelos de seguro oferecidos por bancos.

Comparado a um cenário de cobertura relativamente abrangente de benefícios previdenciários, a penetração global do seguro de saúde privado é baixa na Europa Central e Oriental. O seguro de saúde privado é usado principalmente para pagar tratamentos avançados e adicionais não cobertos pelos sistemas de saúde públicos. Os produtos de doenças graves estão disponíveis como cobertura adicional de Seguros Dotal e Universal e como solução de cobertura autônoma. O seguro de diária hospitalar também é popular.

Na África Subsariana, os pagamentos privados oriundos da poupança das famílias são o componente principal do total de despesas com serviços de saúde. O setor de seguro de saúde privado permanece pequeno, porém o microsseguro deverá tornar-se o canal principal das despesas com serviços de saúde em muitos dos mercados da região.

RSA Seguros contrata Renato Mizukami para planejamento financeiro

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A RSA Seguros, um dos maiores grupos seguradores do mundo, anuncia o novo Superintendente de Planejamento Financeiro das áreas de FP&A (Finanças, Planejamento e Análise), Tesouraria e Investimentos da Companhia – Renato Mizukami.

Na empresa há seis anos, o executivo terá como desafios liderar processos orçamentários operacionais e estratégicos, realizar a gestão de despesas e análises estratégicas financeiras, desenvolver ferramentas de decisão financeira, metodologias de alocação de custos e análises de despesas com foco na otimização de recursos, além de promover melhorias na gestão de caixa e investimentos.

“Desde que ingressou na Companhia, Mizukami tem contribuído para o desenvolvimento da área de FP&A, responsável por grande parte das tomadas de decisões do Comitê Executivo”, afirma Leonardo Portugal, Diretor Financeiro da RSA Seguros Brasil. De acordo com Portugal, a promoção a Superintendente do executivo seguiu a política da RSA Seguros de investir em talentos internos e valorizar seus funcionários nas oportunidades de crescimento profissional. “Mizukami iniciou suas atividades na Companhia como Coordenador, foi promovido a Gerente da área de FP&A em junho de 2011 e, no início deste ano, decidimos lhe dar novas responsabilidades”, conclui.

Renato Mizukami é formado em Administração de Empresas pela Universidade Metodista de São Paulo, com MBA em Controladoria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O executivo está há 12 anos na indústria de seguros e previdência, com mais de dez anos de experiência na área de planejamento financeiro e controladoria, tendo atuado com todos os produtos de linhas pessoais e comerciais do mercado.

Tokio Marine projeta aumentar sua produção no Brasil em mais de 50% até 2017

A Tokio Marine Seguradora, subsidiária de um dos maiores grupos de seguros do mundo, projeta elevar o seu faturamento para além de R$ 5 bilhões nos próximos três anos, superando em mais de 50% os R$ 3,24 bilhões registrados em 2014. A meta ambiciosa faz parte do “Plano Avançar”. O anúncio acontece no momento em que a empresa comemora a conclusão antecipada do “Plano Vencer”, lançado em 2011, que previa dobrar o faturamento de R$ 1,6 bilhão até 2016.

“Conseguimos, já no ano passado, alcançar a produção que estava prevista para 2016. Agora, estamos focados no desafio de ultrapassar os R$ 5 bilhões nesse novo planejamento estratégico de 2015 a 2017”, afirma o presidente da Tokio Marine, José Adalberto Ferrara. Segundo ele, a estratégia da Companhia é manter o alto nível de qualidade dos produtos e serviços.

“Nossos resultados são fruto do compromisso com a satisfação dos Colaboradores, Corretores e Clientes, alcançada através da qualificação das equipes, da melhoria nos produtos, serviços, processos e dos investimentos em tecnologia. Todos estes fatores beneficiam diretamente o trabalho do Corretor, que é o nosso principal parceiro de negócio”, afirma Ferrara.

Tão importante quanto o crescimento da produção foi o fato da Tokio Marine ter fechado 2014 com um “Índice Combinado” (que mede a eficiência operacional de uma seguradora) de 98,8%. Quanto menor esse indicador estiver, melhor. “Graças ao aumento da nossa produtividade, conseguimos um ótimo desempenho nos três aspectos que compõem o índice combinado – faturamento, despesas e sinistralidade”, explica o presidente. Segundo o executivo, o objetivo é manter o índice combinado inferior a 98,9% ao final de 2017.

“Para atingir os objetivos do Plano Avançar, a Tokio Marine quer crescer em todos os segmentos que atua. No ramo de automóvel, a meta da seguradora é subir uma posição no ranking de prêmio em cada Estado. Também devem se manter em ritmo de crescimento acelerado os segmentos de seguro para Pequenas e Médias Empresas e de Pessoas.

Até 2017, a Seguradora pretende dobrar a carteira de Pessoas para R$ 600 milhões. O mesmo deve acontecer com o segmento de Afinidades, cuja meta é passar dos atuais R$ 300 milhões para cerca de R$ 600 milhões nos próximos três anos Em Grandes Riscos, a expectativa é dobrar o market share, que hoje é de 5,3%.

“Nossa equipe de Colaboradores está preparada e empenhada para atingir esses objetivos, sempre em parceria com os Corretores e Assessorias”, destaca Ferrara.

Roberto Westenberg está entre os 100 mais influentes da Forbes

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roberto pwcRoberto Westenberger é um dos 100 brasileiros mais influentes da economia
O Superintendente da Susep, Roberto Westenberger, é um dos 100 brasileiros mais influentes da economia brasileira na lista da revista Forbes Brasil, divulgada esta semana. Ao tomar conhecimento de que seu nome havia sido selecionado pela publicação, Westenberger fez questão de compartilhar o mérito, por meio de carta enviada a todo o quadro funcional da Autarquia.
“Embora esteja com o ego em festa, seria injusto não compartilhar mais essa conquista com vocês (servidores), por uma questão muito simples: será que se tivesse permanecido no meu mundo profissional de consultoria, seria alvo de tamanha honraria?”, questionou Westenberger para em seguida afirmar que certamente não integraria essa seleção, caso não estivesse ocupando o atual cargo.

Ser incluído na lista da revista Forbes Brasil, segundo o Superintendente, é uma importante conquista da casa. “Foram vocês que, ao comprarem o projeto de transformação da Susep, produzindo resultados palpáveis e notáveis pela imprensa especializada, criaram as condições para este reconhecimento”, afirmou ele.

Westenberger lembrou ainda, na carta enviada aos servidores, do convite feito pelo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para permanecer no cargo no segundo mandato da Presidenta Dilma e destacou que essa decisão também representou um reconhecimento do trabalho feito por todos na Susep. “Isto significa o reconhecimento do Governo ao nosso trabalho”, afirmou o Superintendente.

Roberto Westenberger ressaltou também que o trabalho que vem sendo feito na Autarquia está em completa sintonia com os rumos que o Ministério da Fazenda vem trilhando. Ele destacou que o crescimento do setor de seguros nos últimos anos é uma clara demonstração de que ainda há espaço para uma expansão, além de colaborar para impulsionar a economia.

O superintendente ressaltou que este ano as reservas das empresas supervisionadas deverão ultrapassar a marca de R$ 600 bilhões e parte substancial desses recursos, segundo ele, poderão serão usados no financiamento do desenvolvimento do país.

Lucro do IRB Brasil RE aumenta 72,5% em 2014

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O IRB Brasil RE divulgou lucro líquido de 601,5 milhões, 72,5% maior se comprado ao ano anterior, e o volume de prêmios emitidos registrou R$ 3,2 bilhões, aumento de 18,6% em relação ao mesmo período. Esse desempenho resultou em um market share de aproximadamente 34%, o que garantiu ao IRB a manutenção de sua liderança no mercado nacional de resseguro. O Relatório de Administração contendo os números consolidados foi publicado hoje no jornal Valor Econômico.

Destaca-se, ainda, no período, o crescimento de 34,8% do prêmio ganho, apurado com as devidas adequações aos novos normativos da Susep. Em relação à retenção de prêmios, o índice atingiu 67,6% dos prêmios emitidos. Esse desempenho foi impulsionado pela estratégia da empresa de diminuir os níveis de retrocessão, em especial na carteira de riscos de Property & Casualty – Brasil.

No que se refere aos segmentos de atuação, ênfase para a participação do grupo de ramos Patrimonial, com faturamento de R$ 1 bilhão, seguido do grupo de ramos Rural, com faturamento de R$ 711 milhões.

A gestão de ativos do IRB também impactou positivamente no seu resultado em 2014. A carteira de investimentos totalizou aproximadamente R$ 5,6 bilhões, obtendo rentabilidade equivalente a 102,2 % do CDI. O percentual de retorno aos acionistas (ROE) subiu de 15% para 24%.

As revisões realizadas nas políticas de precificação, subscrição e aplicações financeiras; o contínuo investimento em tecnologia, capacitação e governança; a mudança do perfil de atendimento e relacionamento com clientes; os consecutivos processos de obtenção de rating e o estimulo à atuação no mercado internacional deram origem a esses números que fazem do IRB Brasil RE uma empresa cada vez mais competitiva e preparada para atuar globalmente.

Itaú Unibanco muda direção e seguros fica entre principais operações

roberto setubalRoberto Setubal divulgou ontem mudanças estruturais na direção do Itaú Unibanco Holding. Aquela grande estrutura de vice-presidentes deixa de existir e seguros ficou no bloco das operações prioritárias. “Nosso objetivo é fazer a transição para o futuro de forma suave e segura e endereçar os desafios mais imediatos do banco. As prioridades continuam sendo eficiência e simplificação”, afirma Roberto Setubal, na nota.

O banco terá um comitê executivo composto por três diretores gerais e dois vice-presidentes. Marco Bonomi assume a Diretoria Geral de Varejo (DGV), liderando os negócios de Agências, Cartões e Rede, Imobiliário, Seguros, Veículos e Crédito, bem como a área de Marketing.

Zeca Rudge, que presidia a Unibanco Seguros na época da incorporação com o Itaú e deixou seguro nos últimos cinco anos para exercer o cargo de vice-presidente de Marketing, Pessoas, Eficiência, Compras, Patrimônio, encerra sua carreira no banco e assumirá a vice-presidência do conselho de administração da Porto Seguro, como representante da holding.

Candido Bracher passa a liderar a Diretoria Geral de Atacado (DGA), à frente dos negócios de grandes e médias corporações, de Asset Management, de Private Bank e de Custódia, além dos negócios da América Latina, que ficam sob a liderança de Ricardo Marino, que até então estava no comitê executivo da holding.

Marcio Schettini assume a Diretoria Geral de Tecnologia, Operações e Eficiência (DGTO), responsável por todas operações que viabilizam os negócios da DGV e da DGA, além das atividades de Compras, Administração Predial e um dos maiores data centers do mundo que o banco inaugurará em breve. Claudia Politanski continua como vice-presidente das áreas Jurídico e Ouvidoria e passa a acumular as áreas de Pessoas, Comunicação Corporativa e Relações Institucionais e Governamentais.

Eduardo Vassimon se mantém como vice-presidente de Riscos e assume também a área de Finanças e Controladoria, passando a responder como CFO (diretor financeiro) da holding. Marcelo Kopel, nesta estrutura, será indicado para diretor de Relações com Investidores da organização. Caio David, vice-presidente de Finanças e CFO da holding até o momento, passa a liderar a Tesouraria Institucional, que fica alocada na DGA.

Além de Zeca Rudge, deixam o Comitê Executivo da holding dois vice-presidentes do Itaú Unibanco e um do Itaú BBA: Alexandre de Barros, vice-presidente da área de Tecnologia, deixa o posto e permanece no banco como consultor e assessor especial da DGTO; Alfredo Setubal, vice-presidente de Asset, Custódia e Private Bank, além de diretor de Relações com Investidores, deixa a vida executiva do banco e ocupará a presidência da Itaúsa, continuando como membro do conselho de administração do Itaú Unibanco; Daniel Gleizer, vice-presidente de Tesouraria Institucional, deixa a instituição, conforme anunciado há alguns meses.

“Tecnologia também é um grande desafio para nós já que é essencial para viabilizar nossa agenda de eficiência e simplificação, mas também pela conjuntura que atravessamos, com inúmeras inovações que têm transformado o mundo e a indústria bancária. Daí a importância destas mudanças que estamos anunciando hoje”, finaliza Roberto Setubal no comunicado.

Generali completa 90 anos de Brasil

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A Generali, uma das 50 maiores empresas do mundo e o grupo líder em seguros na Comunidade Econômica Europeia, completa neste mês, 90 anos de presença no Brasil. Desde sua fundação em 1831 na cidade de Trieste – Itália até os dias atuais, a Generali marca presença em quatro continentes.

Desembarcou no Brasil em fevereiro de 1925, sendo a primeira seguradora estrangeira a chegar ao país, trazendo como alicerce a inovação e a solidez, proveniente de sua origem já na época dos navios mercantes. Desde sua chegada, o amplo conhecimento do negócio somado à experiência internacional e o profissionalismo do Grupo inovaram as operações no jovem mercado segurador brasileiro.

Na década de 30, a empresa inaugurou o Edifício Generali, na Avenida Rio Branco, um dos primeiros arranha-céus da cidade e que passou a ser a sede da companhia no país.

Vinte anos depois, a Generali ampliou seus serviços no mercado segurador brasileiro ao adquirir o controle acionário da Companhia de Seguros Mercúrio. Ainda na década de 50 a empresa inaugurou outro edifício, dessa vez no centro de São Paulo, o Edifício Assicurazioni Generali.

A história da Generali é o resultado da interação entre o valor da tradição e a inovação: nos anos 70, a Generali se consolidou ao oferecer diversas coberturas para pequenos e grandes clientes.

Atualmente a Generali está presente em todas as regiões do país, totalizando 38 pontos de atendimento, operando com excelência nos ramos patrimoniais de pessoas, massificados e linhas corporativas.

Com a mudança do escritório Regional da América Latina para a cidade de São Paulo, em 2013, a empresa consolidou seu projeto de fortalecimento no País pelos próximos anos.

“Temos orgulho em fazer parte de um Grupo forte e de prestígio, com relacionamentos duradouros em cada país que atua. Os nossos mercados são nossos lares onde celebramos a cada momento um contrato de longo prazo de confiança”, mencionou Hyung Mo Sung, CEO da Generali Brasil, que projeta fazer com que os negócios no país representem 40% de faturamento da região até 2020.

Desafios e soluções globais

xl McGavickPor Mike McGavick, CEO do XL Group e Chairman da The Geneva Association, em cujo boletim este artigo foi publicado originalmente em inglês.

Este é um momento extraordinário para nosso mercado, no qual enfrentamos uma série de desafios que estão colocando todo o setor sob pressão. Na minha visão, eles se encaixam em duas categorias distintas: a primeira, dos desafios que todos enfrentam em uma economia global; a segunda, daqueles específicos de nossa atividade. E, apesar de diferentes, eles podem ser resolvidos com algumas poucas soluções-chave.

Desafios globais

Em primeiro lugar, tecnologia. Com o avanço da tecnologia, os riscos mudam rapidamente. Aqui é onde reside o problema: quanto mais rápida a velocidade das mudanças, mais nosso modelo de negócio é desafiado. Estamos acostumados a longas séries de dados para nos sentirmos confortáveis com determinado risco, mas os novos riscos não contam com o mesmo volume de dados.

Em segundo lugar, mudanças climáticas. Muitas das reivindicações com as quais estamos envolvidos são sinistros decorrentes do mau tempo e de eventos climáticos. Com isto em mente, sabemos que há um fenômeno simples sobre os seres humanos: nós gostamos de viver em lugares onde a geologia é interessante – onde o oceano encontra a costa, onde o rio atravessa, onde estão as montanhas. Assim, vemos as mudanças climáticas e outras distorções como componentes do já fundamental problema que é o fato de que as pessoas gostam de viver onde a geologia é interessante porém inerentemente instável.

Em terceiro lugar, longevidade. É óbvio que a economia básica de como os sistemas de pensões são financiados não acompanhou nosso grande sucesso nas ciências e a forma como prolongamos a longevidade. As configurações das população do mundo desenvolvido estão criando pressões quase intransponíveis e já estamos começando a ver sinais desses mesmos padrões nos países em desenvolvimento. Fizemos um grande progresso ao longo de décadas para que os idosos tivessem uma vida melhor e agora estamos sob uma pressão econômica que sugere que isso não acontecerá no futuro.

Desafios do setor

Em primeiro lugar, globalização. Qualquer empresa pode operar globalmente com a Internet, mas os mecanismos de seguro são estabelecidos em caráter nacional, tornando-se cada vez mais difícil criar soluções eficientes para clientes globais. Esta é uma tensão que existe para toda seguradora e o custo de ser global pesa sobre todo o sistema.

Em segundo lugar, o capital alternativo. O desafio com o capital alternativo é que ele está inclinado a cavar uma linha específica: O Seguro de Catástrofes Naturais dos EUA. O resultado disso é que as pessoas agora estão procurando como usar o capital alternativo em outros produtos e situações, bem como buscando novos campos rentáveis na esperança de que o capital alternativo não irá persegui-las. Há tantos desafios sem seguro – espero que possamos flexionar esse capital para chegar a novas soluções.

Em terceiro lugar, consolidação da comunidade de corretores. Para as seguradoras, o controle da comunidade de corretores é um grande desafio. Embora as seguradoras atendam os clientes e desenvolvam os produtos, o controle é mais ponderado em um cenário de maior consolidação da comunidade corretora.

Em quarto lugar, análise de dados. Apesar de ser uma atividade baseada em dados, a maioria das companhias de seguros têm sistemas de dados deficientes – isso é algo que precisa mudar, e rápido. Precisamos valorizar o que esta tendência pode fazer pelos clientes, ou outros, com dados mais modernos, nos suplantarão.

Em quinto lugar, regulamentação. Até agora, a abordagem adotada não tem sido adequado para a nossa indústria – para os bancos, talvez, mas não para seguros. Com isso em mente, haverá uma série de mudanças em breve, resultando em um desenlace bom e em outro que ainda está no ar.

O bom resultado é que os reguladores estão tentando criar uma maior colaboração global, o que ajudaria com o desafio da globalização, citado anteriormente. Além disso, as promessas de Solvência II, que haveria deferência regulamentar para os reguladores de grupo, poderiam ser muito positivas para o setor.

O resultado mais incerto envolve reguladores que exigem que o capital seja mantido a muito custo. Cada uma das tendências que revisamos demanda mais inovação, o que não é possível se o preço do capital for muito alto. Quanto mais o capital for determinadamente regulado e ineficientemente usado, mais encorajamos a consolidação ao invés da inovação.

Soluções

Agora, depois de mostrar como este é um mundo muito desafiador, gostaria de mudar o enfoque para mostrar como avançar com algumas soluções-chave.

Primeiro, a inovação tem de estar no centro de nossa indústria. Temos a tendência de desenvolver produtos lentamente, replicá-los rapidamente e os lucros vão corroendo por décadas. Esse padrão não pode ser mantido. Então, como podemos elevar nossa taxa de inovação?

Número um: precisamos designar nossos melhores talentos para o espaço de inovação, e não apenas para nossas áreas de negócio mais lucrativas.

Dois: temos de aproveitar os dados externos de uma forma útil, porque os conjuntos de dados internos não estarão à altura do desafio. Isso significa uma mentalidade de subscrição unida a atuários para encontrar recursos e bases de dados públicos para escrever e remodelar produtos.

Três: assumir riscos que envolvem adjacência. Se estivermos dispostos a investir parte dos nossos recursos em algo não-tradicional, então poderemos realmente fazer algum trabalho inovador.

Quatro: temos que motivar pessoas inovadoras a vir para nossa indústria. Precisamos das pessoas que são especialistas em campos complexos para aplicar suas habilidades em nosso mundo; sua visão é um fator importante para futuras inovações.

A segunda solução é repensar a nossa relação com a sociedade, particularmente com governos. Temos de discutir com eles quais resultados sociais queremos e como nossos produtos podem levar a esse bem social. Embora possamos não ser aproveitados para tanto, esta é uma abordagem vital.

Há uma série de grandes desafios, tanto do mundo exterior como dentro do nosso próprio setor; no entanto penso que esses imperativos são os corretos para nos levar adiante em uma nova era de prosperidade. Temos que mudar nossa abordagem em relação à inovação e à medida em que fizermos isso, devemos nos envolver em parcerias mais profundas com os governos para criar soluções grandes o suficiente para os desafios que enfrentamos.