A integração das operações de resseguros da XL e Catlin no Brasil está prevista para ser consolidada até maio, segundo os executivos responsáveis pela operação e presentes no 4o. Encontro de Resseguros, que acontece hoje e amanhã no Rio de Janeiro, com apoio da CNseg. “No Brasil, as operações são complementares em resseguros. Nas operações de seguros do XL Group tudo fica como estava, uma vez que a Catlin não atua como seguradora no país”, afirmou Renato Rodrigues, CEO da XL.
A compra da Catlin, que faz seguro de tudo – de enchentes a sequestros – foi anunciada em janeiro deste ano pelo grupo XL, por US$ 4,2 bilhões. Na época do anúncio, foi informado que acordo visa aumentar a cobertura de riscos específicos, segundo informou em nota o CEO da XL Mike McGavick. A operação combinada gera uma empresa com mais de US$ 17 bilhões de capital e US$ 10 bilhões em prêmio líquido. Em resseguro, o grupo passa a totalizar prêmios de US$ 3 bilhões, passando a constar no ranking dos 10 maiores resseguradores do mundo.
O Catlin Group registrou vendas superiores a US$ 5,3 bilhões em 2013 e tem escritórios em mais de 25 países, inclusive na América do Norte, Ásia, América Latina e outras partes da Europa. Mike McGavick continua como CEO will e Stephen Catlin terá um cargo compartilhado entre as duas companhias como Executive Deputy Chairman assim que a operação for concluída. A perspectiva é de que Catlin faça parte do Conselho de Administração. Peter Porrino permanece como CFO, segundo informações divulgadas em janeiro.
Em 2014, o volume do mercado brasileiro de resseguros (bruto de comissão) foi de R$ 9,11 bi frente a R$ 8,26 bi de 2013, um crescimento anual de 10,3%. Estudo da equipe da resseguradora local Terra Brasis indica que a queda acentuada do ritmo de crescimento ocorrido em dezembro de 2014 seja em parte decorrente de alteração no calendário de renovações de algumas seguradoras brasileiras, que prorrogaram o prazo para os primeiros meses de 2015, uma vez que temos notado um início de ano mais forte que o usual.
O tema resseguro dá o tom do dia com a realização do 4. Encontro de Resseguros realizado nos dias 14 e 15 no Rio de Janeiro, com apoio da CNseg. O resseguro é alimentado pelo segmento de seguros, tornando necessário olhar para o que acontece com esse setor. Segundo estudo da resseguradora local Terra Brasis, o segmento de Seguros Gerais, apesar de manter a trajetória de crescimento de volume de prêmios, observou uma queda significativa em seu ritmo de crescimento. Em 2014, o mercado brasileiro gerou R$ 83,9 bilhões em prêmio de seguro, em comparação aos R$ 78,5 bilhões do mesmo período do ano anterior, representando uma taxa de crescimento anual de 6,9% frente a 18,6% de 2013.
A sinistralidade, obtida pela razão dos sinistros ocorridos sobre o prêmio ganho da Demonstração de Resultado de todas as seguradoras do mercado brasileiro, manteve-se basicamente estável em 2014, ficando em 49,0% em 2014 frente a 48,6% de 2013. No período, o índice de despesa comercial foi de 23,4% em 2014 frente a 23,0% do ano de 2013, comportamento estável no período. O índice de resultado de resseguro, obtido pela razão do resultado de resseguro sobre o prêmio ganho, apresentou estabilidade, encerrando 2014 em 2,0%, frente a 2,1% de 2013. O Combined Ratio, incluindo o índice de resultado de resseguro, encerrou 2014 em 89,5% frente a 86,9% de 2013, evidenciando uma piora na comparação anual. Em grande parte este aumento de deveu a correção, acima mencionada, do índice de despesa administrativa.
Dito isso, vamos ao mercado de resseguros no Brasil. Em 2014, o volume do mercado brasileiro de resseguros (bruto de comissão) foi de R$ 9,11 bi frente a R$ 8,26 bi de 2013, um crescimento anual de 10,3%. A equipe da Terra Brasis acredita que a queda acentuada do ritmo de crescimento ocorrido em dezembro de 2014 seja em parte decorrente de alteração no calendário de renovações de algumas seguradoras brasileiras, que prorrogaram o prazo para os primeiros meses de 2015, uma vez que temos notado um início de ano mais forte que o usual.
A proporção de resseguro cedido sobre prêmio de seguro sofreu uma pequena queda no último trimestre de 2014, terminando o ano em 10,9%. Entretanto, este índice ainda permanece acima do intervalo de 9% a 10% presente desde, pelo menos, a abertura do mercado em 2008. O volume de prêmio de cosseguro acumulado em 2014 foi de R$ 2,36 bi frente aos R$ 2,05 bi do mesmo período do ano anterior, um crescimento anual de 15,2%. Em 2014, o prêmio de cosseguro representou 2,8% do volume de prêmio do segmento de seguro gerais frente aos 2,6% de 2013.
Em 2014, o volume de resseguro (bruto de comissão) emitido por resseguradoras locais foi de R$ 6,49 bi, aumento de 16,1% em relação aos R$ 5,58 bi apresentados em 2013. O mercado local encerrou o ano de 2014 detendo 71,2% do volume de prêmio cedido por cedentes brasileiras, acima dos 67,7% registrados em 2013. Do total do volume de resseguro (bruto de comissão) emitido por resseguradoras locais, o IRB emitiu um volume de prêmio 5% maior que o apresentado em 2013, enquanto as demais resseguradoras locais apresentaram um crescimento de 28%, influenciado em grande parte pelo aumento do volume de operação das resseguradoras locais mais jovens, que possuem início de operação entre 2012 e 2013. No mesmo período, o volume de resseguro emitido por resseguradoras estrangeiras caiu 1%. Em 2014, o mercado local foi destino de 71% do volume de resseguro cedido pelo mercado brasileiro ante 68% de 2013, com uma retenção de 58% desse valor, representando R$ 3,8bi ante R$ 3,2bi do de 2013.
O IRB encerrou 2014 com uma participação de mercado de 33%, enquanto as outras resseguradoras locais encerraram o período detendo 38% do mercado e as estrangeiras 29%. O ano de 2014 foi de recuperação para as locais em relação ao ano anterior, apresentado uma melhora da sinistralidade, e com um Combined Ratio próximo de 100%, além de uma melhora da rentabilidade medida pelo ROE (return on equity). Em 2014, as resseguradoras locais apresentaram lucro de R$ 685 milhões, ante um lucro de R$ 271 milhões registrado em 2013. Neste período, o IRB lucrou R$ 602 milhões e as demais resseguradoras R$ 83 milhões.
Na análise da evolução do patrimônio líquido das resseguradoras Locais, o estudo da Terra Brasis nota que houve significativa mudança na relação de resseguro emitido e patrimônio líquido nos últimos 10 anos. De uma relação de cerca de 2 para 1 entre resseguro emitido e patrimônio líquido passamos a ter uma relação de cerca de 1 para 1. A mesma tendência foi observada no mercado internacional, onde as combinações de padrões mais rígidos de solvência e excesso de liquidez monetária também reduziram a relação de prêmio para patrimônio líquido.
“Tudo o que precisar ser feito para estimular o crescimento deste setor, pode contar com a gente”, afirmou Francisco Dorneles, vice-governador do Rio de Janeiro. Ele foi o último a discursar e o mais descontraído. “O seguro e resseguro são segmentos com o maior potencial de crescimento na economia brasileira e por isso contam com o nosso apoio”. Ele citou que o estado perdeu recursos com a crise da Petrobras, diante das investigações Lava Jato, levando o Estado a ter uma previsão de déficit de R$ 13 bilhões. “Cerca de R$ 10 bilhões o Estado já negociou e os R$ 3 bilhões que ainda faltam vou pedir a vocês”, adiantou, quebrando o tom sério da plateia, que sorriu com gosto ao ouvir a afirmação do vice-governador do Rio de Janeiro.
O resseguro é o tema desta semana no mercado segurador. São mais de 500 profissionais presentes no 4o. Encontro de Resseguros no Rio de Janeiro. O Brasil conta hoje com 120 resseguradoras, que ofertam produtos e serviços para um mercado ainda pequeno de seguros, com faturamento anual de R$ 120 bilhões. “Os resseguradores registraram vendas de R$ 9 bilhões no ano passado, um crescimento contínuo desde abril de 2008, quando o setor disse adeus ao monopólio de quase 70 anos. “Há muita capacidade de capital para riscos do mercado brasileiro, que pode ser observada na forte concorrência que o setor vive desde a abertura”, comentou Paulo Pereira, presidente Fenaber (Federanção Nacional dos Resseguradores).
Marco Antonio Rossi, presidente da CNseg, destacou que o mercado segurador está inserido em uma economia crescente. “Independentemente das dificuldades que estamos vivendo neste momento, temos grande potencial de crescimento já atestado pelas maiores economias do mundo, como os EUA, que vêem o Brasil em 2030 como a sexta maior economia do mundo”, citou. Rossi afirmou que a CNseg e as federações têm um papel fundamental em apresentar o setor ao governo. “Muitas vezes vemos dificuldade de o governo entender como o setor funciona, sobre a importância das seguradoras e resseguradoras nos projetos de infraestrutura e no debate de proteções securitárias para os programas de investimentos”, explicou ele aos resseguradores presentes.
Danilo Silva, representante da Susep, destacou que a autarquia está debruçada na modernização das normas que regulam o resseguro e citou algumas medidas em curso, como a circular 495, que estimula a entrada de novos competidores em risco de petróleo, bem como medidas para atualizar a aceitação de retrocessão pelas seguradoras. “Todas essas medidas visam dar condições do resseguro avançar em 2015, ano em que a previsão é de crescimento num ritmo menor”, disse ele, ressaltando que em 2014 os resseguradores locais registraram avanço de 163% no lucro líquido, se tornando mais solventes.
Marcio Coriolano, presidente da FenaSaúde e da Bradesco Saúde, destacou que a saúde suplementar fatura R$ 120 bilhões por ano e 40% dessa faturamento vem das associadas da federação. Informou que o segmento tem crescido 3,5% em beneficiários ao ano, um índice elevado se considerado a evolução da população brasileira de 1% ao ano. Em vendas, o avanço médio tem sido de 15%. “Todas as pesquisas dão conta de que plano de saúde é o terceiro desejo da população, perdendo apenas para casa própria e educação. E por isso apostamos no bom desempenho do nosso setor mesmo diante da retração da economia prevista para 2015, disse. Coriolano afirmou aos resseguradores que o setor precisa do apoio do resseguro para poder lidar com eventos complexos e que necessitam de produtos específicos e que tragam inovações do ponto de vista de economia de custos, gestão e possibiidade das operadoras atuarem com novos produtos.
Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros, afirmou que o resseguro é um dos principais temas da instituição. “Temos vários cursos para a formação de técnicos, cada vez mais demandados nos dias de hoje, com riscos novos e cada vez mais complexos”.
João Francisco da Costa, diretor da FenSeg e CEO da HDI, destacou que a relação da federação com os resseguradores é vital para a boa operação e solvência das seguradoras. “Precisamos do apoio, da parceria e do comprometimento no longo prazo para que possamos implementar nossos planos de expansão com necessidades cada da mais complexas”.
O IRB Brasil RE, maior resseguradora da América Latina, informou nesta segunda-feira que fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 130 milhões, três vezes o obtido em igual etapa de 2015. O total de prêmios emitidos no Brasil praticamente dobrou na mesma comparação, para R$ 676 milhões. Já os prêmios no exterior aumentaram quase sete vezes, para R$ 163 milhões. Esse valor representara 20 por cento dos prêmios totais do IRB. O prêmio ganho aumentou quase 40%, para R$ 570 milhões, já considerando a mudança de regra de cálculo que desconta a provisão de prêmios não ganhos. “Tivemos melhoras significativas em praticamente todos os indicadores”, afirmou o vice-presidente financeiro do IRB, Fernando Passos, em comunicado.
É grande a movimentação de executivos estrangeiros chegando ao Brasil para participar do 4º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro começa amanhã, dia 14 de abril, no Hotel Sofitel, em Copacabana. O encontro tem como tema deste ano “Resseguro: Apoiando o Desenvolvimento”, quando serão discutidos o cenário energético brasileiro, as perspectivas econômicas no Brasil, a necessidade de capital, a retrocessão para seguradoras, o resseguro paramétrico, novos produtos financeiros e proteção de portifólio. O 4º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro é uma realização da CNseg, em parceria com a Fenaber e a Escola Nacional de Seguros.
Veja a programação:
Dia 14 de abril de 2015
– 8h – Credenciamento;
– 8h30 – Cerimônia de Abertura;
– 9h – Plenária I – O Desenvolvimento do Mercado de Energia no Brasil
Palestrante: Adriano Pires – CBIE-Centro Brasileiro de Infraestrutura
Coordenador de Mesa: José Carlos Cardoso – IRB Brasil Re
– 10h30 – Coffee Break
– 11h – Apresentação CPR
– 11h10 – Plenária II – Economia Brasileira a Curto e Médio Prazo
Palestrantes: José Júlio Senna – FGV e MCM Consultores Associados
Affonso Celso Pastore – Economista
Coordenador de Mesa: Willian Waack – Jornalista
– 12h40 – Almoço
TARDE TÉCNICA
– 14h – Mesa-Redonda Agrícola
Palestrantes: Wady José Mourão Cury – Grupo Segurador BB e MAPFRE
Eduardo Porcel – Trans Re Panamá
Angelo Gemignani – IBDAgro – Instituto Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável do Agronegócio
Debatedor: Bruno Valentim – Austral Re
Coordenador de Mesa: Joaquim Francisco Rodrigues César Neto – Porto Seguro Cia. de Seguros Gerais
– 14h – Painel Técnico I – Necessidade de Capital
Palestrante: José Alberto Rodrigues Pereira – SUSEP
Debatedor: Frederico Knapp – Swiss Re
Coord. de Mesa: Alexandre Leal – CNseg
– 15h – Painel Técnico II – Retrocessão para Seguradoras
Palestrante: Diogo Ornellas Geraldo – SUSEP
Debatedores Convidados: Eduardo Menezes – Bradesco Auto/Re Cia de Seguros
Rodrigo de Souza Lobo Botti – Terra Brasis Resseguros
Coord. de Mesa: Alexandre Leal – CNseg
– 16h – Coffee break
– 16h30 – Plenária III – Assuntos Correntes de Resseguro no Brasil
Palestrantes: Tina Bukow – A.M. Best Company (Ratings do Mercado Segurador e o Risco País)
João Francisco Silveira Borges da Costa – HDI Seguros
S/A (Presente e Futuro do Resseguro no Brasil)
Coord. De Mesa: Paulo Eduardo de Freitas Botti – Terra Brasis Resseguros
– 18h30 – Coquetel
Dia 15 de abril de 2015
– 9h – Plenária IV – Perspectivas do século XXI
Palestrante: Paulo Vicente – Fundação Dom Cabral
Coordenador de Mesa: Claudio Contador – Escola Nacional de Seguros
– 10h30 – Coffee Break
– 11h – Plenária V – Desafios e Oportunidades: a atração da América Latina
Palestrante: Michel Liès – Swiss Re
Coordenador de Mesa: Patrick Larragoiti – Sul América Companhia Nacional de Seguros
– 12h30 – Almoço
TARDE TÉCNICA
– 14h – Mesa-Redonda Jurídica – Aspectos Jurídicos da Regulação de Sinistros
Coord. de Mesa: Sérgio Ruy Barroso de Mello – Pellon & Associados Advocacia
Debatedores Convidados: Carlos Velloso – IRB Brasil Re
Marcelo Mansur – Mattos Filho Advogados
Patrícia Godoy – AON Service Corporation
Coord. de Mesa: Sérgio Ruy Barroso de Mello – Pellon & Associados Advocacia Empresarial
– 14h – Painel Técnico III – Transferência de Risco através de Mercado de Capitais
Palestrante: Craig Hupper – Trans Re Capital Partners
Debatedor: Rodrigo de Souza Lobo Botti – Terra Brasis Resseguros
Coordenador de Mesa: André Marino Gregori – BTG Pactual Seguradora S/A
– 15h – Painel Técnico IV – Resseguro Paramétrico
Palestrante: Florian Kummer – Swiss Re
Debatedor: Rodrigo Protásio – JLT Re Brasil
Coordenador de Mesa: André Marino Gregori – BTG Pactual Seguradora S/A
– 16h – Coffee break
– 16h30 – Painel Técnico V – D&O
Palestrante: Fábio Torres – TM Law Torres, Marcelino & Advogados Associados
Daniel Veiga – IRB Brasil Re
Debatedor Convidado: Gustavo Galrão – Argo Seguros Brasil S/A
Coordenador de Mesa: Thabata Najdek – Allianz Global Corporate & Specialty Brazil
– 16h30 – Painel Técnico VI – Proteção de Portifólio
Palestrante: Alexander Gollin – Hannover Re
Debatedor Convidado: Nilton Rafael Haiter – Tokio Marine Seguradora S/A
A Polícia Federal (PF) prendeu na madrugada desta segunda-feira servidores públicos, policiais civis e militares, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas e agenciadores de seguros suspeitos de fazerem parte de uma organização criminosa especializada em fraudar o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais (Dpvat).
As ações da Operação Tempo de Despertar ocorrem em Goiás, Brasília, no Espírito Santo, na Bahia e em Minas Gerais. As fraudes no seguro pago às vítimas de acidentes causados por veículos automotores de via terrestre podem chegar a R$ 28 milhões.
Estão sendo cumpridos 229 mandados judiciais, dos quais 41 mandados de prisão, sete conduções coercitivas, 61 mandados de busca e apreensão, 12 afastamentos de cargo público, 51 sequestro de bens e 57 quebras de sigilos bancários.
As investigações feitas em parceria entre a PF, o Ministério Público, a Corregedoria da Polícia Civil e a Polícia Militar de Minas Gerais, identificaram que o grupo criminoso utilizava vários métodos para fraudar o seguro Dpvat, entre eles o ajuizamento de ações judiciais por escritórios de advocacia sem conhecimento e autorização das vítimas. Segundo a PF, a quadrilha falsificava assinaturas em procurações e declarações de residência falsas.
A organização também ajuizava ações, de forma simultânea, em comarcas distintas, sem relação com o local do acidente e sem que as vítimas tivessem conhecimento do ajuizamento de ação.
Os mandados judiciais estão sendo cumpridos nas cidades mineiras de Almenara, Bocaiuva, Brasília de Minas, Capelinha, Capitão Eneas, Coração de Jesus, Corinto, Cristália, Curvelo, Diamantina, Espinosa, Francisco Sá, Janaúba, Januária, Japonvar, João Pinheiro, Juiz de Fora, Lontra, Manga, Minas Novas, Mirabela, Monte Azul, Paracatu, Pirapora, Porteirinha, Ribeirão das Neves, Salinas, São Francisco, São João da Ponte, Sete Lagoas, Taiobeiras, Turmalina, Várzea da Palma, Guanambi e Urandi, além de municípios do Rio de Janeiro e da Bahia.
Os suspeitos poderão responder judicialmente pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato, falsificação e uso de documentos públicos, corrupção ativa e passiva e facilitação ou permissão de senhas de acesso restrito a terceiros.
De acordo com a Polícia Federal, a Operação Tempo de Despertar é resultado de uma série de outras ações desencadeadas por polícias estaduais, nos últimos anos, que apuraram suspeitas de fraude no DPVAT.
“Nos últimos anos, grande quantidade de operações foram deflagradas em todo o Brasil com o objetivo de coibir fraudes contra o seguro Dpvat. Elas já davam conta de que a atividade criminosa podia ser sustentada por um grupo organizado, com ramificações em diversas áreas da administração pública, envolvimento de policiais, empresários e empresas de seguro, além de número expressivo de advogados”, diz nota da PF.
Com as informações dessas operações, a Polícia Federal iniciou as investigações que resultaram na operação desencadeada para identificar “os cabeças” do esquema que, segundo a PF, devem “se encontrar no interior da seguradora responsável pela gestão do seguro Dpvat”.
Com o nome da operação, a PF pretende chamar a atenção da sociedade para o “despertar” contra fraudes e crimes cometidos à coletividade.
A Travelers Companies, Inc. (NYSE:TRV) anunciou hoje que concordou em adquirir uma participação majoritária no segmento de ramos elementares (Property and Casualty) da sua joint venture J. Malucelli Participações em Seguros e Resseguros S.A. (J. Malucelli) no Brasil. J. Malucelli iniciou o negócio de imóveis e sinistros em 2012.
Como resultado da operação, a Travelers será proprietária de 95% do segmento de ramos elementares (Property and Casualty) em parceria com o Paraná Banco, a empresa controladora de J. Malucelli, mantendo uma participação de 5%. A empresa de ramos elementares irá operar sob a marca da Travelers. A participação da Travelers no negócio de seguros de caução da joint venture J. Malucelli irá permanecer em 49,5%.
“Desenvolvemos uma forte parceria com a J. Malucelli e iremos continuar juntos a construir sobre essa plataforma”, disse Alan Schnitzer, vice-presidente e diretor executivo de seguros de empresa e internacional na Travelers. “Nossa decisão para adquirir um controle acionário no segmento de ramos elementares (Property and Casualty) reflete o compromisso da Travelers com o Brasil e nosso otimismo sobre o potencial de crescimento a longo prazo oferecido pelo mercado.”
O Paraná Banco irá implantar o capital da operação às suas operações bancárias para uso em decurso ordinário.
A empresa de ramos elementares continuará a ser sediada em São Paulo e liderada por Leonardo Semenovitch. A operação deverá ser concluída no quarto trimestre de 2015, sujeita a aprovações regulatórias e condições de fechamento habituais. Os termos da operação não foram divulgados.
Declarações prospectivas
Todas as declarações contidas neste comunicado de imprensa que não sejam declarações de fatos históricos são “declarações prospectivas” de acordo com o significado atribuído ao termo na Lei da reforma de litígios de títulos privados (Private Securities Litigation Reform Act) de 1995. Os resultados reais dos assuntos abordados nestas declarações prospectivas envolvem riscos e incertezas e podem divergir substancialmente daqueles expressos ou implícitos. Alguns dos fatores que podem que podem provocar resultados reais diversos são discutidos sob o título “Fatores de risco” no nosso mais recente formulário 10-K e formulário 10-Q. Fatores adicionais que poderiam fazer com que os resultados reais sejam diversos dos esperados, mas não estão limitados a, riscos relativos à busca de novos mercados e oportunidades, incluindo as oportunidades em mercados emergentes. Além disso, a operação está sujeita às condições de fechamento e pode não ocorrer. As declarações prospectivas neste comunicado de imprensa são válidas somente nesta data, e não assumimos nenhuma obrigação de atualizar quaisquer declarações prospectivas.
O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) divulgou nesta segunda feira a resolução 17 que regulamentando que a EFPC poderá contratar seguro específico com sociedade seguradora autorizada a funcionar no Brasil, a fim de dar cobertura aos planos de benefícios de risco decorrente de invalidez de participante, morte de participante ou assistido; sobrevivência do assistido; e desvios das hipóteses biométricas. Tais medidas deverão estimular a entrada de mais concorrentes no segmento de rendas vitalícias. A conferir.
Veja a seguir a íntegra:
Conselho Nacional de Previdência Complementar
Resolução nº 17, de 30 de março de 2015
Dispõe sobre a contratação de seguro para planos de benefícios operados pelas entidades fechadas de previdência complementar.
O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR, no uso das atribuições que lhe confere o art. 17 do Decreto n° 7.123, de 3 de março de 2010, c/c com os art.14 do Regimento Interno e, com fundamento no art 5° da Lei Complementar n° 109, de 29 de maio de 2001, art. 13 da Lei nº 12.154, de 23 de dezembro de 2009, torna público que o Conselho, em sua 17ª Reunião Ordinária, realizada no dia 30 de março de 2015, resolveu:
Art. 1º A entidade fechada de previdência complementar- EFPC deverá observar o disposto nesta Resolução na contratação de seguro para cobertura de riscos decorrentes de planos de benefícios de caráter previdenciário.
Art. 2° A EFPC poderá contratar seguro específico com sociedade seguradora autorizada a funcionar no Brasil, a fim de dar cobertura aos planos de benefícios de risco decorrente de:
I – invalidez de participante;
II – morte de participante ou assistido;
III – sobrevivência do assistido; e
IV – desvios das hipóteses biométricas.
§ 1º Os riscos previstos nos incisos do caput poderão ter sua cobertura total ou parcial.
§ 2º A contratação prevista no caput dependerá da prévia realização de estudos técnicos pela EFPC, ocasião em que demonstrará a viabilidade econômico-financeira e atuarial, e a aprovação pela Diretoria Executiva e pelo Conselho Deliberativo.
§ 3º O contrato de seguro deverá ser arquivado na EFPC, devendo ser disponibilizado aos participantes, assistidos, patrocinadores e instituidores quando solicitado, ficando ele também à disposição do órgão de fiscalização.
Art. 3º A previsão para contratação de seguro deverá constar no regulamento e o seu detalhamento na nota técnica atuarial do plano de benefícios.
Art. 4° É vedada a celebração de contrato de seguro que preveja:
I – o pagamento de valores diretamente a participante ou assistido;
II- a transferência de participante ou assistido, ressalvado o disposto no § 2º do art. 33 da Lei Complementar nº 109, de 2001; e
III – transferência de reserva garantidora para o ente contratado.
Art. 5º O órgão de fiscalização poderá determinar a contratação de seguro previsto nesta Resolução, de forma parcial ou integral, a fim de assegurar os compromissos assumidos com os participantes e assistidos, observado o previsto no regulamento do plano de benefícios.
Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7º Fica revogada a Resolução CGPC nº 10, de 30 de março de 2004.
Vivemos um novo tempo, no qual o líder necessita de competências técnicas e habilidades emocionais para enfrentar riscos, ter persistência, alcançar resultados desafiadores, ser autoconfiante e automotivador, além de ser desenvolvedor de pessoas e fonte de energia para seu grupo. Hoje, o líder é aquele que entende a diversidade, faz com que seus colaboradores e parceiros cresçam e direciona os talentos individuais para o sucesso do time.
Entretanto, lidar com profissionais de várias gerações e suas respectivas particularidades pode ainda ser um desafio para os gestores modernos. O mercado de trabalho atual engloba profissionais de uma larga faixa etária (dos 17 aos 70 anos), que se encaixam em diversos perfis — gerações tradicional, pós-guerra, X e Y. Já estão chegando as gerações Z e Alfa (símbolo), e em breve muitas outras.
Diante dessa realidade, o equilíbrio emocional é fator decisivo e imprescindível ao líder. Liderança não é uma questão técnica, mas de atitudes e posturas perante outros e perante si mesmo. Ser um líder implica saber administrar suas próprias emoções, ímpetos e deficiências — que podem ser suplementadas por meio de pessoas da equipe ou parceiros na vida pessoal. Isso requer elevada dose de autoconhecimento e, claro, experiência. Esse equilíbrio é conquistado através do bem-estar, da qualidade de vida e das boas relações familiares, que se refletem no dia a dia e servem como exemplo para todos da equipe.
A comunicação fluente e a interatividade entre os colaboradores são importantes ferramentas para obter a real percepção do potencial da equipe liderada. É fundamental para o sucesso de uma empresa que a comunicação seja praticada em todos os níveis, no sentido vertical e horizontal. Para tanto, o líder de hoje precisa ser flexível e estar próximo dos seus funcionários. O ideal é que não haja distância entre os diferentes níveis hierárquicos, o que permite compartilhar visões, experiências, desafios, conquistas e, consequentemente, comemorar juntos os objetivos atingidos.
Para alcançar o estado de prosperidade que buscamos, algumas etapas e passos devem ser seguidos: enfatizar que precisamos sempre trabalhar para conquistar algo; admitir os erros e estudá-los para não repeti-los; traçar metas com prioridades; adotar hábitos de planejamento; aprender a dizer não; abrir-se para o novo; sair de relacionamentos que não geram resultados; melhorar a qualidade de consumo, direcionando o tempo e dinheiro gastos.
Outras dicas importantes são descomplicar, encurtar processos, usar o contato pessoal sempre que possível e tornar os objetivos claros.
Sim, porque problemas sempre existirão, e a liderança somente será valorizada – ou não – em momentos de crise. Por isso, durante essas etapas de dificuldade, adotar algumas regras e posturas ajuda o líder a lidar com o cenário. O gestor que se antecipa às próximas fases e identifica os desafios seguintes encontra mais e melhores recursos.
Com uma equipe motivada pela ênfase dos acertos e o reconhecimento do esforço de todos, fica mais fácil passar por períodos conturbados.
Conhecer a equipe, por sua vez, é fundamental para liderar, com sucesso, colaboradores com características diversas. A geração tradicional, por exemplo, que engloba pessoas entre 65 e 85 anos, é uma geração sofrida, calejada por privações e guerras, o que acabou produzindo profissionais práticos e dedicados, que costumam permanecer por décadas na mesma empresa.
Já a geração pós-guerra, os babyboomers (com idades entre 46 e 64 anos), é otimista, focada nos valores pessoais e age pelo consenso. A geração X demonstra uma preocupação maior pela qualidade de vida e é formada por pessoas entre 33 e 45 anos, que já estão familiarizadas com as tecnologias de comunicação e têm como foco a busca pelo equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Estes profissionais enfrentaram grandes crises, são céticos, superprotetores e pregam a liberdade no trabalho e nas relações.
Já a geração Y, que nasceu na era digital e utiliza com desenvoltura a internet e ferramentas como as redes sociais, constitui hoje um dos principais desafios da liderança. É importante que as empresas conheçam a cultura dessa nova geração, uma vez que são novos cidadãos e novos consumidores que têm como principais características a impaciência, a elevada autoestima, a capacidade de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, o interesse em construir um mundo melhor e o costume de tratar seus superiores como colegas de turma.
O líder desta nova geração deve entender qual o objetivo do jovem profissional, quais são seus planos e se estes estão de acordo com os valores da empresa. Para engajar estes jovens, que almejam a rápida ascensão, é importante oferecer oportunidades de vivenciar novas experiências, oferecer tempo para que eles conheçam novas áreas e atividades e reconhecer constantemente resultados por eles alcançados. Esta geração, que aceita e até prefere ser liderada por mais de uma pessoa, é a que mais demanda profissionais que saibam posicioná-la e extrair dela todo seu potencial.
* Formado em Economia, pós-graduado em Finanças e com especialização em Business nos Estados Unidos, Acacio Queiroz atua na Chubb há dez anos. Possui certificação no Programa de Desenvolvimento de Conselheiros pela Fundação Dom Cabral, bem como é Conselheiro de Administração Certificado pelo IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. O executivo é presidente do Comitê de CEOs & Chairpersons da Câmara Americana em São Paulo. Recentemente escreveu o livro “Minhas Bagagens” e atua como palestrante nas áreas de Economia, Liderança e Motivação. Liderou várias companhias de seguros no País e na América Latina e é um dos executivos mais atuantes no mercado nacional. Por sua contribuição no segmento de seguro, acumula os mais significativos prêmios e reconhecimentos no Brasil e no exterior nas áreas de liderança e gestão de seguros.
É na hora de um acidente que podemos entregar o nosso produto. Essa é uma frase clássica dos executivos do mercado segurador em todo mundo. Muitos reclamam que pagam o seguro e nunca usam. E digo. Melhor não usar mesmo. Mas é um alívio ter um seguro num momento de crise. Os acionistas da Ultracargo entendem bem isso. Cliente das seguradoras há 40 anos com apólices de riscos patrimoniais e de responsabilidade civil, o grupo praticamente não usou o seguro para um evento de grande porte.
Agora chegou a hora de usar a expertise das seguradoras bem como o valor financeiro contratado, que tem limite máximo indenizável de R$ 550 milhões, segundo notas explicativas das demonstrações financeiras de 2014. Os profissionais de seguros acompanham de perto a equipe de bombeiros e de profissionais do segurado que lutam para apagar um incêndio em tanques de combustível desde o dia 2 de abril. No dia 10, a informação era de que o fogo tinha sido controlado e o desafio estava em afastar a ameaça de possível ressurgimento das labaredas em função do derramamento de combustíveis próximo ao solo.
Segundo informou Mário Di Croce, vice-presidente do IRB Brasil RE ao blog Sonho Seguro, estão envolvidas no contrato entre 10 e 15 seguradoras e resseguradoras no Brasil e no exterior. Sem revelar qualquer detalhe financeiro ou de cláusulas do contrato, Croce afirmou que esse é o momento em que o setor de seguros pode mostrar o seu papel social. “O objetivo do nosso negócio é vender proteção para perdas improváveis”, disse. Segundo ele, uma equipe das seguradoras e resseguradora está no local desde o início do incêndio, buscando ajudar o segurado no que for preciso.
Até mesmo a presidenta Dilma Rousseff colocou o governo federal à disposição do estado de São Paulo e da prefeitura de Santos para auxiliar no combate ao incêndio. De acordo com informações da holding Ultrapar, a Ultracargo faz o armazenamento e a movimentação de produtos químicos e petroquímicos na área industrial da Alemoa. Dos 175 tanques no terminal portuário em Santos, os seis que foram atingidos pelo incêndio têm capacidade de 5 mil a 6 mil metros cúbicos. “Ainda é muito preliminar para falar das perdas. Esses tanques queimados provavelmente terão perda total”, acredita o executivo. Como esses tanques representam menos de 5% da capacidade instalada da Ultracargo, a expectativa é de que a importância segurada é mais do que suficiente para cobrir os estragos materiais.
Além dos danos materiais, os investigadores das seguradoras vão levantar danos financeiros, como lucro cessantes, aquele que se deixa de ter por ter a operação interrompida por um dos eventos do seguro, neste caso incêndio, e também danos materiais e financeiros causados a terceiros. A imprensa noticia carros danificados com fumaça e materiais usados no combate ao incêndio, como transportadoras que reivindicam indenizações porque não conseguiram levar a mercadoria até o porto de Santos em razão do caminho estar bloqueado. Segundo o Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), os prejuízos do setor de navegação devido aos atrasos na atracação de navios chegaram a US$ 6 milhões.
“Os danos ao meio ambiente também são questionados por moradores e farão parte do levantamento de informações das seguradoras”, explicou Di Croce. A prefeitura de Cubatão já se manifestou solidária aos pescadores prejudicados pela morte de toneladas de peixes em razão da alta temperatura da água e possivelmente pela contaminados pelos produtos químicos vazados dos tanques.
O papel dos investigadores das seguradoras é levantar as causas e danos. É preciso averiguar as causas do acidente. Há informações de que o fogo teve início em tanques novos, recém instalados. “Será preciso apurar se todas as normas de instalação foram seguidas, se os tanques foram vistoriados e se houve algum erro de projeto. São informações rotineiras de uma regulação de acidente”, comenta o ressegurador. “Será um longo processo de regulação e que com certeza trará ensinamento a todos”, afirma Di Croce.
O principal aprendizado está no conjunto gestão de risco. Uma das lições já pode ser tirada. Por se demora tanto para debelar esse incêndio? Mais de um bilhão de litros de água do mar já foram bombeados. E se um incêndio desse acontecesse em um local longe do mar, como seria controlado com a crise de falta de água que o país vive?”. Croce diz que essa é um dos itens que passará a ser priorizado no levantamento de risco de outros programas de seguro. “Qual o contingenciamento adotado para uma situação similar a essa diante deste cenário de falta de água?”, comenta.
Mesmo que se esgote o valor da importância segurada, algo que não deve ocorrer, as perdas causadas por esse evento serão absorvidas com tranquilidade pelo setor diante da pulverização do risco e da política de precificação adotada pelas companhias. Isso significa dizer que o preço do seguro é calculado de acordo com o risco que ele representa. Croce afirma que a Ultracargo é cliente do setor há mais de 40 anos e sempre se mostrou uma boa gestora de riscos, com um histórico estável de acidentes. “A empresa está tomando todas as medidas para mitigar o risco e certamente continuará a ser considerada pelo mercado como um cliente importante”, finalizou Di Croce.
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