A Zurich, seguradora global que atua em mais de 170 países, tem 143 anos de existência e está há 32 anos no Brasil, comunica que Paulo Alves passa a ser o Head of Commercial Lines GI Brasil, acumulando a função à frente da área de Marine. A mudança, vigente desde março, segue orientações presentes no planejamento do Grupo Zurich para acompanhar as necessidades do mercado nacional. “Paulo Alves e sua equipe poderão dirigir mais foco em soluções de qualidade para clientes, com total apoio das lideranças locais e regionais”, afirma David Colmenares, CEO para Seguros Gerais da Zurich Brasil.
“Em função das características do médio mercado, com faturamento anual entre US$ 10 milhões e US$ 100 milhões, o principal objetivo é consolidar a estratégia de aumentar a densidade de produtos em um mesmo segurado e oferecer soluções de cotações e emissão de apólices em ferramentas de baixa complexidade”, afirma o diretor Paulo Alves. “Além de, naturalmente, permanecermos observando os riscos emergentes para auxiliar o cliente a se precaver deles, por intermédio do corretor, que é nosso principal canal de distribuição”, destaca o Head de Commercial Lines da Zurich.
O banco de investimentos do Bradesco realiza nesta manhã de quinta-feira o 2o. Insurance Day voltado para investidores nacionais e internacionais. São cerca de 150 executivos presentes no evento, que acontece no Hotel Renaissance, em São Paulo, onde está toda a cúpula do grupo segurador. Questionados se vão partir para a estratégia de concorrentes, como vender a área de seguros gerais, como fez Itaú e SulAmérica, que negociaram a carteira de grandes riscos, executivos desconversaram, afirmando que ontem mesmo o presidente do banco, Luiz Carlos Trabucco, afirmou que o Bradesco é comprador e não vendedor.
Ele se referiu a notícia de que o Bradesco vai fazer uma oferta vinculante para comprar o HSBC Brasil em julho, conforme o cronograma divulgado pelo banco. “Fizemos uma oferta não vinculante e estamos analisando. Não temos nenhuma ideia formada nem preconcebida. A segunda oferta só será feita no mês de julho pelo calendário estabelecido pelo vendedor”, disse ele, ao visitar o CIAB 2015. Além do Bradesco, passaram para a segunda fase de disputa pelo HSBC, conforme fontes, o Santander Brasil e o Itaú Unibanco, informam os jornais desta quinta-feira.
Dados do grupo informam que a Bradesco Seguros, líder do setor de seguros no Brasil e patrocinador oficial dos Jogos Rio 2016, tem atuação multilinha em âmbito nacional. De janeiro a março de 2015, seu faturamento atingiu R$ 13,5 bilhões nos segmentos de seguros, capitalização e previdência complementar aberta. Tal valor representou evolução de 19,4% em relação ao totalizado no mesmo período de 2014. Esse faturamento mantém o Grupo Segurador na liderança do mercado nacional de prêmios de seguros, rendas de contribuição e receitas de capitalização.
Impactos das alterações climáticas estão avançando, como visto no aumento da freqüência e intensidade dos desastres relacionados ao clima. Nem todos são igualmente afetados, com a população carente sofrendo em um grau de intensidade muito maior. Para mudar esse cenário é prioritário o apoio do setor público e privado, e é aí que a indústria de seguros – bem colocado como líder em gestão de riscos e investimentos sensíveis ao risco – pode intervir, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon em seu discurso para Fórum Global de Seguros delegados ontem, no encerramento da 51a. Convenção do International Insurance Society (IIS), evento que aconteceu de 14 a 17 de junho em Nova York.
“A indústria de seguros pode desempenhar um papel importante, especialmente para ajudar a aliviar a carga financeira associada com catástrofes, e para proteger os mais vulneráveis. Como uma importante fonte de investimento, com boa aplicada no longo prazo, o setor pode e deve desempenhar um papel importante na formação de um futuro mais sustentável”, informam as agências internacionais.
Elogiando a indústria para responder ao desafio durante a Cúpula do Clima do ano passado, quando anunciou um compromisso de duplicar o seu investimento até o final de 2015, o secretário da ONU pediu aos intervenientes no mercado para “assegurar que os compromissos assumidos no encontro sejam implementadas”.
“Gostaria de estimulá-los a pensar mais estrategicamente sobre como os riscos climáticos podem ser reduzidos e assim ajustar seus investimentos. Eu também quero incentivá-los a trabalhar com os governos, especialmente nos países em desenvolvimento, para ajudar a trazer estas mudanças.”
Ban lembrou recente promessa da AXA para descarbonizar seus ativos: “A indústria de seguros pode ser um ator central na construção de uma economia mais resiliente. Vocês podem induzir as empresas a aumentarem os investimentos em infra-estrutura de forma mais eficaz, com baixa emissão de carbono, bem com criar instrumentos financeiros inovadores, que farão com que os mercados funcionem para um clima mais seguro ”
Ban também falou sobre uma lição chave da Cúpula do Clima: a importância de mudar as expectativas dos investidores. “Não sei se os países estão totalmente conscientes sobre os efeitos da não redução do efeito estufa nos negócios e de todos os riscos que a mudança climática impõe sobre os ativos financeiros. A indústria de seguros pode ajudar a aprofundar essa consciência”.
Também ontem, o papa Francisco cobrou nesta quinta-feira uma ação rápida para salvar o planeta da ruína ambiental, fazendo um apelo aos líderes mundiais para ouvirem “o grito da terra e o grito dos pobres” e colocando a Igreja Católica no meio das controvérsias políticas sobre as mudanças climáticas.
Onze anos depois da apresentação na Câmara dos Deputados do primeiro Projeto de Lei de Contrato de Seguro (PL 3.555/04), pelo então deputado José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça, o texto original passou por diversas transformações. Hoje, a proposta tramita na Câmara e no Senado Federal e está na “reta final”, segundo Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS) e um dos idealizadores da lei.
“Minha expectativa é que o mercado segurador, representado pela CNseg, encontre um ponto de comunhão com os demais centros de interesse que promovem o projeto e que possamos ter uma boa Lei de Contrato de Seguro”, disse Tzirulnik durante sua participação em Palestra do Meio-Dia da APTS. O evento foi realizado nesta quarta-feira, 17 de junho, com a apresentação do tema “Lei de contrato de seguro: nenhum passo atrás”. Em sua palestra, ele explicou que a expressão “nenhum passo atrás” representa “a ideia de que a busca pela construção da primeira Lei de Contrato de Seguro brasileira continua sempre adiante, sem cessar”.
Tzirulnik explicou por que o país precisa de uma Lei de Contrato de Seguro, elencando uma longa lista de nove motivos. Primeiramente, para suprir a tutela estatal do IRB, que deteve o monopólio do resseguro por mais de 70 anos. Para os que apontam a lei como destinada aos grandes riscos, ele responde que este segmento também é importante. “Num país como o nosso, tem de haver algum regime de proteção para que não fique ao sabor da vontade. Porque a vontade ainda é de quem dispõe, no caso, o segurador”, disse.
Outro motivo é a unidade semântica na linguagem securitária, que difere, por exemplo, da utilizada em processo civil. Também é justificativa para a lei a definição clara e homogênea dos atores e institutos que integram as relações de seguro. Tzirulnik exemplificou com a definição de corretor de seguros, a qual considera falha. “A definição diz que o corretor é habilitado. Mas, faltou o conteúdo da atividade, o que o corretor faz”, disse. Em relação ao agente, ele lembrou que trata-se de figura regulada no Código Civil, mas que no mercado persiste o uso como sinônimo de corretor. “Mas não precisa ser assim; são diferentes”, disse.
Questões polêmicas
Por mais de duas horas, Tzirulnik debateu diversas questões polêmicas da Lei de Contrato de Seguro e, mesmo assim, ainda faltou tempo para tratar de todas. Em relação ao suicídio, por exemplo, ele esclareceu por que o texto da lei diverge do Código Civil e também da recente decisão do STJ, que entendeu não ser devida a indenização se o suicídio ocorrer nos dois primeiros anos de contrato. Segundo ele, essa decisão leva ao entendimento de que “a partir de agora suicídio premeditado ou não está dentro da carência de dois anos. Mas passados dois anos, não importa, todos estarão cobertos”.
O Advogado exemplificou com a situação de alguém que salta de um prédio em chamas. “A questão é que não se foge apenas do fogo, mas de outras ameaças. Além disso, a depressão também pode levar ao suicídio, sem que seja premeditado”, disse. A Lei de Contrato de Seguro resolve a questão, a seu ver, ao definir que “o suicídio cometido em virtude da ameaça à vida ou à integridade física do segurado ou de terceiro não está compreendido no prazo de carência”. Algo semelhante, segundo Tzirulnik, ao que estabelece a Lei de Seguros alemã, que fixa três anos de carência, mas ressalva que “a regra não se aplica se o ato for cometido enquanto a pessoa está em estado de mórbida perturbação mental que a impede de livremente determinar sua vontade”.
Tramitação
Segundo Tzirulnik, no Congresso Nacional a lei já recebeu diversas manifestações de deputados e senadores bastante relevantes e positivas, que reconhecem a urgência da Lei de Contrato de Seguro brasileira. “Acredito que os trabalhos tenham continuidade mais célere, tanto na Câmara como no Senado, e se houver o encontro de uma comunhão dentro dos setores interessados, essa Lei de Seguros será aprovada com muita rapidez, disse.
As Nações Unidas abriram suas portas ontem para a realização do 3o, e último dia, do Global Insurance Forum, da IIS – International Insurance Society, recebendo os participantes do encontro para debaterem sobre sustentabilidade e inclusão social no mercado Mundial de Seguros, contando com a participação do seu Secretário Geral, Ban Ki-moon, e diversos membros do seus quadros que palestraram e debateram sobre a importância e o futuro do seguro na sociedade global.
Segundo Michael J. Morrissey, Presidente e CEO, o Fórum Global de Seguros ter sido encerrado na sede da ONU deu um caráter todo especial ao evento este ano, poder estar ao lado e debater com as altas lideranças das Nações Unidas, inclusive o seu Secretário-Geral, demostra a importância da Indústria. “Foi especial! Poder estar ao lado do Secretário Geral da ONU debatendo o futuro do seguro foi uma situação singular. Foi emocionante!”, compartilha o presidente da IIS.
O Brasil esteve representado por uma delegação expressiva, contando com os Vice-Presidentes da CNSeg Marco Barros, presidente da Fenacap, e Oswaldo do Nascimento, presidente da Fenaprevi, do dietor Jorge Hilario Gouveia Vieira, ex-presidente da Confederação, do presidente da Fenacor, Armando Vergilio dos Santos Junior, da Escola Nacional de Seguros que levou Robert Bittar, presidente; Renato Campos, diretor executivo; Maria Helena Monteiro e Claudio Contador, diretores e Maria Luiza Martins, gerente de parcerias internacionais.
Participaram do entro ainda o presidente da BB Mapfre SH1, Roberto Barroso, Gustavo Doria Filho, Diretor Executivo do CQCS, e Paulo Kato, da Revista Cobertura, Brazilian Midia Partner da IIS.
A fraude prejudica como um câncer todo o sistema de seguros. Essa é a linha mestra da palestra “Prevenção em combate à fraude em gerenciamento de riscos: avanços e desafios”, realizada na Trilha de Seguros, elaborada pela CNseg, para a CIAB 2015, maior evento de tecnologia bancaria da América Latina, que acontece de 16 a 18 de junho em São Paulo.
Therezinha Vollú e Ricardo Tavares, gerentes da CNseg Ceser, discorreram sobre os impactos que a fraude traz não só sobre a seguradora, mas sobre toda a sociedade, uma vez que gera aumento do preço do seguro e prejudica a entrada de novos consumidores. “Sem novos entrantes no mercado, fica mais complicado ter preços mais acessíveis”, citou Tavares.
Em números, as fraudes comprovadas, sem considerar previdência, saúde e capitalização, somam R$ 448 milhões em 2014, ou seja, 1,7% em relação aos sinistros avisados dos seguros gerais. Em 2013, as fraudes totalizaram R$ 350 milhões (1,5%) e em 2012, R$ 340 milhões (1,2%). “Se colocar esse índice em cima dos sinistros suspeitos, o indicador sobe para 20%. Em cima dos sinistros investigados, avança para 25%”, esclarece Therezinha.
Na Suécia, a estimativa de fraudes detectadas foi de 40 milhões de euros em 2011. Na França, 168 milhoes de euros. No Reino Unido, as seguradoras estimam que 2,2 bilhões de euros são fraudes não detectadas anualmente.
Segundo Tavares, a fraude pode ser um crime sem sangue, mas não sem vítima, pois toda a sociedade está pagando o preço. Por isso, todos os esforços de prevenção e combate a fraude buscam retroalimentar e contribuir para o equilíbrio do gerenciamento dos riscos assumidos pelas seguradoras.
Depois de mostrar à plateia os principais acontecimentos no marco legal, desde 1998, com a lei 9.613, sobre lavagem ou ocultação de bens, até 2015, com a lei 12.977, que regula a disciplina de desmontagem de veículos, Tavares mostrou que as legislações atuais visam inibir a fraude, que traz um custo injusto para os segurados honestos.
Além das discussões para aprimorar as técnicas e leis, a CNseg estimula suas associadas com ações como treinamentos, campanhas educacionais, criação do Código de Ética do Mercado Segurador, desenvolvimento de pesquisas qualitativas, viabilização do Pátio Legal e do Disque Fraude em Seguros, bem como o cruzamento de coincidências que possam indicar fraude e o grande case de sucesso da entidade, o Projeto Fronteiras. Segundo Therezinha, as fraudes acontecem no mundo todo. “Se deixar uma brecha, a fraude entra”, comentou.
A quantificação das fraudes ajudam a orientar o direcionamento das ações de prevenção e redução da fraude, além de permitir a aferição das ações implementadas, destaca Tavares. Para ele, um dos grandes benefícios de conseguir quantificar a fraude é promover a conscientização dos setores governamentais, da sociedade, do segurado e do próprio mercado segurador. “Além, é claro, de suportar a justificativa de retorno dos projetos e iniciativas das seguradoras nos projetos de combate à fraude.
Quais são os desafios da tecnologia e o que queremos para o consumidor do seguro? Essa foi a largada da palestra “Consumidor e a proteção do mercado”, mediada por Maria Stella Gregori, consultora da CNseg, realizada na Trilha de Seguros, elaborada pela CNseg, para a CIAB 2015, maior evento de tecnologia bancaria da América Latina, que acontece de 16 a 18 de junho em São Paulo.
Vladimir Batista, da Cisco Brasil, uma das grandes líderes na área de relacionamento com clientes, falou da importância das ferramentas tecnológicas para o consumidor mostrar a sua insatisfação. Ele apresentou uma série de inovações já adotadas em mercado como o americano e que devem chegar no Brasil. “O Código de Defesa do Consumidor trouxe nesses 25 anos uma grande consciência aos clientes de seus direitos e também para as empresas aprimorarem suas entregas em termos de produtos e serviços. Agora, com a tecnologia, há uma nova revolução nesta relação, principalmente com o uso das redes sociais como um novo canal de comunicação do cliente com as empresas”, destacou em seu palestra.
A gestão do relacionamento com o cliente já é algo tão relevante que hoje 70% das pessoas que têm seguros tem acesso a internet, 40% do processo de compra e renovação é originado na web e 11 milhões de buscas mensais sobre seguros, dessas 15% em smartphones. “Isso exemplifica o domínio digital no mercado de seguros”, destaca.
Segundo o especialista, os desafios de seguros e do que ele chama de OmniChannel (todos os canais da web), é como conseguir crescer a dois dígitos e manter os resultados financeiros. “Hoje se vê em muitos relatórios parágrafos inteiros sobre qual é o índice de fidelidade e quanto a rentabilidade cresceu com base nesse índice”, contou.
O tema é tão relevante, que foi criado um cargo só para procurar compreender a experiência do cliente. “Cerca de 75% das empresas já adotam medidas de fidelidade e 15% já mencionam a experiência nos resultados. Em 2013 era apenas 3%”, ressalta.
É fundamental que aumente a produtividade, mas isso só acontecerá se houver respeito com o consumidor. “Qualidade não se estabelece nem por decreto nem por lei”, alerta Ricardo Morishita, professor do Direito do Consumidor. “Se as pessoas tiverem empodeiradas, com mecanismos, consigo estabelecer um controle maior em torno dos produtos e serviços. O consumidor escolhe aqueles que tem melhor qualidade. O conceito essencial da defesa do consumidor esta relacionada com o desenvolvimento. Num processo de meritocracia, na base da competência e concorrência”, enfatiza.
Ele discorreu sobre a evolução das relações de consumo desde a crise de 2008, quando a defesa do consumidor passou a ter um papel estratégico. Boas pesquisas no Reino Unido mostraram que depois da crise, os consumidores passaram a dizer que o sistema financeiro não faz parte da solução da vida das pessoas e sim faz parte dos problemas das famílias. “Isso fez com que o setor financeiro passasse a ser a prioridade dos órgãos de defesa de consumidor. Queremos que os produtos financeiros façam parte do crescimento do consumidor”, disse.
Segundo Morishita, vivemos em uma sociedade de faz de conta. As empresas fingem que escrevem contrato, o consumidor finge que entendem. “Isso gera um custo jurídico muito elevado, além de deixar a ética do contrato de lado”, diz. Para ele, criar um país melhor depende de uma relação mais sustentável entre todos. “Temos de ter ética. Separar o joio do trigo por meio do Código de Defesa do Consumidor. Um conceito errado traz muita infelicidade para o mundo.”
“Tratando bem os consumidores, as empresas terão sustentabilidade”, resumiu a mediadora Maria Stella Gregori. Segundo ela, a lei brasileira, citando o Código de Defesa do Consumidor e Código Civil, trouxe proteção ao consumidor no campo individual como no coletivo. “Agora temos de mostrar a esses consumidores tem eles têm de pensar também em seus deveres e temos de ensinar a eles como devem agir no mercado com consciência e boa fé”.
No início do mês de junho, Carlos André Guerra assumiu a Diretoria de Relações Institucionais da Seguradora Líder-DPVAT. Com passagens por IBM Brasil, Banco Icatu e Itaú Unibanco, Carlos Guerra substitui Marcio Norton, que deixa o cargo em cumprimento às limitações de idade impostas para o exercício do cargo de Diretor na Seguradora.
A indústria de seguros prevê crescimento de dois dígitos em 2015. Segundo o presidente da CNseg, a confederação das seguradoras, o avanço estimado para este ano é de 12,4%. Em 2014, o setor registrou arrecadação de R$ 327 bilhões. Em tempos de crise, esse é um grande desafio para os executivos do setor, com muitas frentes de negócios para desenvolver. Paulo Marraccini, membro do conselho da Allianz e vice-presidente da CNseg, contou um pouco desses desafios aos participantes da primeira palestra da Trilha de Seguros, que acontece no CIAB 2015, maior evento de tecnologia bancaria da América Latina promovido pela Federação dos Bancos (Febraban).
Ele citou estudo do Lloyd’s of London, maior mercado segurador do mundo, sobre o Brasil. De acordo com o relatório, as vendas de seguros no Brasil podem crescer significativamente nos próximos anos na área de seguros gerais, com potencial para mais US$ 14 bilhões em vendas de apólices. Marraccini citou que hoje há 125 milhões de brasileiros sem seguro de Vida/Acidentes Pessoais; 182 milhões sem plano dental; 58 milhões de residências sem seguro; 152 milhões de pessoas sem seguro saúde; 38 milhões sem seguro de automóveis e 3 milhões de empresas sem seguro empresarial. Ao lado disso, o mercado pode ampliar o consumo entre as classes mais assistidas também, porque o consumo per capita é baixo e abre oportunidades para todos os ramos de seguros.
Além de crescer, ele destacou a importância da Tecnologia na prestação de serviços ao cliente. “Atendê-lo bem quando ele está com o carro quebrado de noite na marginal é a melhor maneira de estimular o crescimento da indústria de seguros. Bom evento a todos e que possamos conhecer muitas inovações para implementar na nossa indústria”.
Gustavo Fosse, gerente geral do Banco do Brasil, ressaltou a importância da tecnologia para que o setor explore todas as oportunidades que tem pela frente. “Um recente estudo divulgado pela Geneva Association, uma das principais entidades mundiais sobre estudos da indústria de seguros mundial, afirmou que a tecnologia será determinante para o sucesso ou fim de uma empresa. E por isso estamos aqui para alavancarmos o nosso crescimento”, disse durante a abertura da Trilha de Seguros, que tem como primeira palestra Mercado Segurador: desafios e oportunidades. ”Vemos nossos clientes cada vez mais usando as proteções ofertadas pelos mercados. Vamos discutir para que nosso segmento seja referencia mundial em inovação”, finalizou Fosse.
AUTO-REGULAÇÃO ONLINE
O primeiro palestrante foi Paulo Vianna, presidente do comitê de estudos e pesquisas da Superintendência de Seguros Privados (Susep). “O grande projeto da Susep é ter a supervisão eletrônica de todas as empresas que compõem o mercado”, afirmou Vianna. O projeto de supervisão eletrônica é o pontapé inicial para o Big Data. “Queremos que a Susep seja capaz de gerar informações para consumo interno, como controlar a solvência e proteger o consumidor, bem como fornecer informações para a Receita Federal, que nos solicita uma série de caos que ainda não conseguimos atender. Uma delas é cruzamento da compra do seguro com o despacho da carga. Temos demanda também do setor judiciário, do Coaf e também para nutrir o próprio mercado com dados relevantes para estudos sobre o setor”, explicou.
De acordo com ele, o custo será diluído ao longo do tempo, com eliminação de redundâncias e dados agregados. “Isso ajudará a reduzir a frequência e escolha das alterações nos dados requisitados”, destacou. Entre as oportunidades do projeto de TI da autarquia, Vianna citou a realimentação com dados consolidados e estatísticos, bem como maior transparência do mercado e maior eficiência regulatória.
“Estamos focando a regulação na tecnologia. O mais desafiador do projeto é como vialibilizar, pois o setor publico tem limitações. Vamos precisar de um parceiro nesse projeto, assim com tem o Tesouro Nacional que desenvolveu o Tesouro Direto em parceria com BM&F ou o Banco Central tem com a Cetip uma parceria para produtos que ajudam na regulação. Também não esta descartado que a Susep desenvolva os sistemas necessários internamente, mas dependemos de recursos e isso levaria um tempo maior do que ter uma parceira de peso nos auxiliando. Estamos estudando os riscos e benefícios de todos esses caminhos, mas vamos mergulhar de vez na regulação online. É um caminho sem volta”, afirmou.
DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA AS SEGURADORAS
As oportunidades do setor foram mostradas aos executivos na plateia por Alexandre Leal, superintendente de regulação da CNseg. Ele cita que a crise ainda não chegou no mercado de seguros, segundo mostram os números do primeiro quadrimestre, com avanços de dois dígitos. “O setor vem crescendo nos últimos anos uma média de 15% ao ano na última década e neste ano a previsão é de 12,4%”, citou. Segundo ele, com uma inflação estimada em 8%, crescer 12% ainda mostra um crescimento real relevante diante da retração há observada na economia e com PIB estimado com retração de um ponto percentual.
Entre os desafios, Leal citou o quadro macroeconômico. “O aumento da renda e ter a inflação controlada são importantes para o setor de seguros terem um desenvolvimento interessante. Não somos uma ilha. Se esses indicadores piorarem, o setor será afetado”, comentou. Na área regulatório ele citou o risco de mercado e o risco operacional. “Ambos precisam ter as normativas aprimoradas e significam um grande desafio para as seguradoras, que estão correndo atrás para reestudar seus processos e pontos de controles. Isso vai demandar muitos investimentos financeiros e de recursos humanos”.
Ele também citou que aspectos contábeis e gestão de risco, com o fortalecimento de boas praticas e politicas de supervisão baseada em risco, com requisitos mínimos para gestão de riscos de forma integrada (ERM) e a definição de critérios de auto-avaliação de ricos e solvência (Orsa) estão na lista de desafios do setor. “Isso sem falar no uso de tecnologias para venda de seguros por meios remotos”, ressaltou. De acordo com ele, há muitas coisas na regulamentação de meios remotos que podem ser melhoradas.
Entre os desafios tecnológicos, ele comenta que as seguradoras são menos digitalizadas do que bancos. Menos da metade das companhias conseguem apresentar seus produtos digitalmente, segundo pesquisas do setor com base em dados mundiais. “Os bancos já fizeram grandes investimentos e as seguradoras começam a trilhar esse caminho superando as dificuldades regulatórias”, disse. Leal acredita que a tecnologia cria um novo ambiente de negócios e que exigirá parcerias diferenciadas entre as seguradoras e empresas diversas interessadas no setor.
A digitalização, além de mudar a comunicação da seguradora com seus clientes, também abre novos mercados. “Toda essa integração das mídias sociais gera muitos negócios, como a oferta de produtos ao se detectar que um cliente está planejando uma viagem”, cita. Também ajuda a detectar fraudes, como um segurado que declarou não ser fumante em um questionário de saúde e aparece nas mídias com um cigarro na mão”, acrescentou. O uso da tecnologia, mais do que um desejo, é uma necessidade. Há varias desafios, mas com certeza traz muitas oportunidades.
Representantes de Seguradoras que operam o Ramo Vida no País participam nesta quinta-feira (18), em São Paulo, do lançamento do LUMA, o Manual de Subscrição Online que o IRB Brasil RE passa a oferecer aos seus clientes.
A novidade fica por conta da adaptação do manual original em inglês (Life Underwriting Manual – LUMA ) para o português, contendo em sua base de dados o conhecimento acumulado pelo maior ressegurador latinoamericano em seus 76 anos de atuação nesse mercado.
Segundo Alessandra Monteiro, Gerente da área de Vida do IRB Brasil RE, foi a experiência das próprias seguradoras que ajudaram a construir essa base: “Tem um pedacinho de cada uma delas dentro desse sistema. Foram as informações oriundas das seguradoras que nos deram os parâmetros para desenvolver esse Manual cujo objetivo é aprimorar a qualidade da subscrição, precificação e aceitação dos seguros de vida”, ressalta.
O Vice-Presidente de Resseguros, José Carlos Cardoso, afirma que a área de Vida é uma das prioridades do novo IRB e que essa ferramenta é parte de uma série de investimentos que estão sendo realizados: “Nosso objetivo é dobrar a participação dessa carteira dentro do nosso portfólio, tanto no Brasil como no exterior”, enfatiza. Como exemplo desse investimento, o executivo cita a telesubscrição, além da criação de novos produtos como o de Previdência/Longevidade e o de Altas Rendas.
O LUMA é uma ferramenta técnica que será disponibilizada sem qualquer custo adicional aos parceiros de negócios do IRB. O acesso ao sistema será realizado via WEB, por meio de login e senha, que serão enviados às empresas a partir desta quinta-feira (18).
E dando prosseguimento ao nosso programa de expansão internacional, versões em espanhol e inglês serão lançadas no próximo mês de setembro.
Este site utiliza cookies para aprimorar a sua experiência enquanto navega. Desses cookies, os que são categorizados como necessários são armazenados no seu navegador visto que são essenciais para o funcionamento básico do site. Nós também usamos cookies de terceiros que nos ajudam a analisar e entender como você usa o site — esses só são armazenados no seu navegador mediante a sua autorização. Você também tem a opção de cancelar esses cookies, mas isso pode impactar a sua experiência de navegação.
Cookies necessários são absolutamente essenciais para este site funcionar de forma apropriada. Esta categoria só inclui cookies os quais garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site. Esses cookies não armazenam nenhuma informação pessoal.