Brasileiro comanda a área de sinistro no Centro Global de Excelência da Liberty Mutual

luiz francisco camposSe tem um setor que fica em alta durante crises econômicas, eu diria que é o de sinistro, um nome apropriado para recessão, desemprego, falta de investimentos, crédito inexistente, inflação e juros em alta. Isso faz com que o departamento que paga indenizações peneire o que são fraudes e o que são erros, estratégicos ou não, que aumentam em situações de estresse. De outro lado, a equipe precisa manter o fluxo de entrada de clientes, que só ficam se bem atendidos, e de acionistas, que só investem em negócios rentáveis. Um dos mestres nesta arte de calibrar a equação atender bem o cliente e proteger o ganho do acionista é Luiz Francisco M. Campos.

Há mais de 30 anos atuando no mercado segurador, Chico, como gosta de ser chamado, se tornou especialista no complexo mundo dos sinistros nos últimos seis anos. E isso inclui a negociação e atendimento a clientes, fornecedores, terceiros, advogados, entre outros envolvidos. Neste setor, Chico aprendeu que o cliente saberá se fez uma boa escolha, tendo seus direitos respeitados, e o acionista descobrirá se sua equipe fez um bom calcular do preço dos riscos assumidos.

A Liberty Brasil exportou Chico em 2013. Ele foi comandar a unidade de Cingapura da Liberty Mutual, uma das maiores seguradoras dos Estados Unidos. Em 2014 ele assumiu o comando do Centro Global de Excelência em Sinistros, que fica na matriz, em Boston. Seu dia a dia tem sido aprender e ensinar sobre a arte de atender bem os clientes. Tanto para que eles fiquem na companhia, como também para que eles a recomendem aos amigos, facilitando assim a vida de todos na companhia diante da tremenda competição que o setor enfrenta, principalmente agora com a revolução digital.

Veja a seguir trechos da entrevista concedida ao blog Sonho Seguro pelo executivo que trabalha em um grupo que faturou US$ 5,9 bilhões e lucrou US$ 393 milhões em 2014, com operações em 18 países. Cerca de 80% do faturamento vem dos países da América Latina e Ibéria (Portugal, Espanha, Equador, Brasil, Chile e Venezulea) e 60% provêm do segmento de automóveis.

Quando foi criado o Centro de Excelência?

No final de 2014, com o objetivo de estruturar e promover o intercâmbio de melhores práticas entre os países da Liberty International, unidade de negócio responsável pelas operações fora dos Estados Unidos do Group Liberty Mutual. Os centros de excelência foram criados em torno das três operações que consideramos essencial para elevar nosso nível de serviço de forma internacional: sinistros, precificação e analytics e planejamento estratégico.

Quais as áreas do grupo que mais estão interligadas ao centro de excelência, além da área de sinistros?

As áreas de estratégia e de preços são as que mais se interligam, mas todas as demais áreas tem um forte relacionamento, como financeira, melhoria de processos, LMS, recursos humanos e TI.

Qual o balanço de um ano de trabalho a frente da área de sinistro no Centro de Excelência da Liberty Mutual?

O primeiro ano foi um ano de aprendizado, onde começamos a desenvolver projetos em alguns países, como Brasil, Espanha, Malásia, entre outros. Como aprendizado podemos dizer que apesar dos diferentes mercados, diferentes regulações e culturas, as operações de sinistros têm muitos processos e oportunidades comuns. Um exemplo disso é o direcionamento de veículos para oficinas referenciadas. Esta é uma estratégia comum a todos os países com carteira de automóveis e que tem o foco tanto no cliente, na prestação de um melhor serviço, como também no controle de custos da companhia.

Quais as melhores práticas já identificadas e que foram implementadas em outros países?

Temos realizado diagnósticos em países nos quais atuamos, identificando oportunidades e também as melhores práticas. E mais uma vez é um grande aprendizado, pois as operações se complementam. Podemos citar alguns exemplos: a estratégia de cobrança de ressarcimento na Tailândia é perfeitamente cabível para operação do Brasil. Na Colômbia temos o atendimento imediato no local de sinistros e isso também ocorre na Tailândia, e as duas podem se beneficiar de suas experiências.

Quais as expectativas para 2016 neste modelo de compartilhamento de boas práticas?

A expectativa é podermos alavancar estas boas práticas e oportunidades de forma a termos uma melhoria significativa nos serviços prestados aos nossos clientes bem como um melhor controle de nossos processos e oportunidades. Neste ano, estaremos trabalhando mais próximos do Brasil, Espanha, Chile, Colômbia, Irlanda, Tailândia e Malásia.

CCS-RJ vê seguro popular de automóvel como arma contra a proteção veicular

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O CCS-RJ assina embaixo a proposta de criação do seguro popular de automóvel. A consulta pública realizada pela Susep sobre o assunto foi encerrada nesta segunda-feira, 18 de janeiro, e as expectativas dos corretores de seguros são positivas. O novo produto, que cobrirá danos a veículos com mais de cinco anos de fabricação, possibilitará ainda a utilização de peças usadas para o conserto dos carros segurados. Com isso, o preço do seguro pode cair até 30%, o que aumenta as possibilidades para os corretores fecharem negócio.

Além de colaborar com a Lei do Desmonte, afastando os proprietários da busca por peças em desmanches ilegais, o seguro tem potencial para desestimular uma prática que vem sendo combatida pelo Clube: a proteção veicular. “Tendo um seguro de verdade voltado para seus veículos, os donos de carros mais antigos cairão menos na conversa das associações irregulares, que oferecem coberturas típicas do seguro, mas vendem um produto com outro nome, não regulamentado pela Susep”, aposta o presidente do CCS-RJ, Jayme Torres.

No ano passado, o Clube participou de uma importante reunião com seguradores e integrantes da Associação dos Corretores de Seguros da Baixada Fluminense (ACBF), região marcada pela forte atuação das associações ilegais de proteção veicular, com o objetivo de buscar soluções para o problema. Desde então, o caso foi denunciado junto à Fenacor e a diretoria do CCS-RJ vem acompanhando de perto os esforços para desarticular as empresas irregulares.

De acordo com Jayme Torres, o timing para a criação do seguro popular de automóvel é perfeito, considerando-se também a atual conjuntura econômica do país, que diminuiu o poder aquisitivo da população e afetou severamente a indústria automotiva. “Atualmente, vendem-se menos automóveis novos”, diz o presidente.

Governo endurece regras de barragens

Fonte: CNseg

Após o acidente de Mariana, o governo decidiu cobrar o comprovante de plano de emergência de todas as barragens no País. As empresas terão o prazo de 15 dias, a contar de segunda-feira (18), para comprovar ao ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) que entregaram cópias físicas do Plano de Ação de Emergência de Barragem de Mineração (PAEBM) para as prefeituras e Defesas Civis municipais e estaduais. A determinação do DNPM está presente em portaria publicada no Diário Oficial da União.

Caso a regra não seja cumprida, o DNPM poderá determinar, como medida preventiva, a interdição provisória das atividades de acumulação de água ou de disposição final ou temporária de rejeitos de mineração.

Além da interdição, ficam mantidas, também, as sanções administrativas cabíveis. O DNPM promoverá a desinterdição mediante o atendimento integral do comprovante de entrega do plano de emergência ou a apresentação ao DNPM da Declaração de Condição de Estabilidade da Barragem, conforme o caso. “Os empreendedores que operam barragens de mineração inseridas na Política Nacional de Segurança de Barragens, conforme definidas no parágrafo único do art. 1º da Lei 12.334, de 20 de setembro de 2010, deverão, em 15 (quinze) dias, contados da entrada em vigor desta Portaria, apresentar ao DNPM comprovante de entrega das cópias físicas do Plano de Ação de Emergência de Barragem de Mineração (PAEBM) para as Prefeituras e Defesas Civis municipais e estaduais”, cita a portaria.

Ao mesmo tempo, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) informou estar realizando um pente-fino de fiscalização em 220 barragens de rejeitos de mineração em Minas Gerais. Até abril, o trabalho, que já está sendo executado, vai passar por todas as unidades do Estado obrigadas a cumprir as regras do Plano Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Para reforçar a fiscalização, o DNPM contratou, em dezembro, empresa especializada para assessoria em geotécnica e mecânica de solos. Essa empresa fornece suporte técnico para a fiscalização de todas essas barragens.

It’sSeg anuncia a contratação de executivos

Thomaz MenezesA It’sSeg, corretora e administradora de benefícios formada a partir da integração da Torres, Grupo Raduan, Barela Seguros e Você Clube, contratou novos profissionais. Com Thomaz Menezes no comando, a It’sSeg, o projeto se iniciou em 2014, com apoio do fundo inglês Actis, quando foram adquiridas as quatro plataformas. Agora, com R$ 1 bilhão em prêmios anuais, a equipe foi reforçada.

Com mais de 20 anos de experiência no mercado de benefícios, Márcio Tosi é o novo Diretor Técnico da It’sSeg. Tosi tem passagens por seguradoras, operadoras e consultorias de grande porte, onde liderou equipes técnicas e comerciais. Entre os desafios iniciais, o executivo tem a missão de reforçar as áreas técnicas e consultivas, responsáveis por aportar conhecimento, inovação e alto valor agregado aos clientes. “Nosso plano para os próximos anos é crescer de forma exponencial e consistente. Para isso, é fundamental que nossos alicerces estejam todos muito bem estabelecidos. O capital intelectual instalado na It’sSeg é impressionante. É um orgulho poder fazer parte de um time reconhecidamente diferenciado”, afirma Tosi.

Thaís Camargo é formada em administração de empresas, possui MBA em desenvolvimento de pessoas e especializações nas diversas disciplinas de RH. Possui 19 anos de experiência no desenvolvimento de Gente e Gestão, passando por empresas dos ramos metalúrgico e construção civil.
Para Thaís Camargo, assumir a Diretoria de Recursos Humanos na It’sSeg representa uma oportunidade de desenvolver projetos que ajudem a empresa a alavancar resultados e crescer de forma estruturada.
O grande desafio é preparar a empresa para o crescimento e ampliação da atuação, através do engajamento das pessoas com uma cultura forte e meritocrática. “Só alcançamos resultados diferentes se engajarmos todos os colaboradores no projeto, através dos programas desenvolvimento, clima, comunicação e recompensas. O nosso desafio é atender as expectativas dos nossos colaboradores e do negócio de forma equilibrada, leve e transparente”.

“É uma alegria receber Márcio Tosi e Thais Camargo reforçando ainda mais o time de executivos, além de ser uma demonstração de que a empresa está construindo uma marca forte capaz de atrais grandes profissionais. “Temos grandes desafios e com certeza a experiência e a trajetória profissional de ambos nos ajudará ainda mais a realizar nosso projeto e alcançar nossos objetivos”, comentou Menezes em release divulgado.

Samarco, Vale e BHP aceitam acordo judicial para revitalizar Bacia do Rio Doce

Fonte: Agência Brasil

O governo federal e os estados de Minas Gerais e Espírito Santo sinalizaram hoje (18) com a possibilidade de um acordo judicial com as empresas responsáveis pelos danos sociais, ambientais e econômicos provocados pelo rompimento da Barragem Fundão, em Mariana (MG), em novembro do ano passado.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, as empresas Samarco, Vale e BHP (controladoras da Samarco) pretendem cumprir a decisão judicial de recuperar a Bacia do Rio Doce mediante acordo com a União e os governos dos dois estados. Após o rompimento da barragem da mineradora Samarco, os governos estaduais e federal entraram na Justiça com uma ação civil pública pedindo indenização de pelo menos R$ 20 bilhões pelos danos.

Segundo Izabella Teixeira, a Justiça concedeu uma liminar à União e aos estados determinando uma série de obrigações para as empresas. Hoje, elas apresentaram a proposta de acordo, mas não adiantaram o conteúdo. Nesta terça-feira (19), haverá uma reunião em Minas Gerais entre os representantes das partes para discutir o assunto.

Izabella Teixeira acrescentou que a Vale, em nome das duas outras empresas, procurou o comitê de revitalização da bacia para informar que quer fazer o acordo na Justiça.

“Portanto, ela quer alocar os recursos necessários, quer ter transparência nas ações, quer efetivamente, junto com as demais empresas, recuperar a Bacia do Rio Doce. Não quer ficar eternamente em disputa judicial. De maneira objetiva, a procura foi sinalizar concretamente que querem buscar um acordo. Estamos aqui dizendo que vamos sentar com o juiz, com o Ministério Público e procurarmos consenso para o acordo”, afirmou a ministra.

Com atraso, Samarco entrega planos de emergência para barragens em Mariana
Conforme o Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, o governo pretende ter uma definição sobre o assunto até o início de fevereiro. Para Adams, há a possibilidade de o acordo ser fechado.

“Entendemos que o acordo tem de ter um sistema de financiamento claro, objetivo, que garanta que as ações serão devidamente sustentadas economicamente no curso da execução, além de uma definição de ações que mostre claramente a realização do processo de recuperação naquilo que estabelecemos”, destacou.

Adams explicou que a intenção do governo é que o acordo resulte em uma governança efetiva envolvendo os atores públicos e privados, mas que seja feita “basicamente pelo setor privado”. De acordo com o advogado-geral de Minas Gerais, Onofre Batista Júnior, o desenho da execução por mecanismos privados é mais “palatável”, já que a “forma tradicional” acarretaria a descapitalização da empresa e o envio de uma quantidade “de dinheiro enorme” em um fundo público, que teria dificuldades em executá-lo.

Para o advogado-Geral da União, os R$ 20 bilhões são uma referência, mas não devem ser “um fim em si mesmo”. “Temos uma estimativa. Os R$ 20 bilhões são uma estimativa. A rigor não existe número certo. O mais importante é o foco nas ações. Nosso objetivo não é sentar em uma montanha de dinheiro, mas ter ações efetivas. O fim são as ações. Todo acordo vai buscar trabalhar esses elementos.”

A ministra Izabella Teixeira disse que a liminar concedida pela Justiça determinou uma primeira parcela de R$ 2 bilhões, conforme solicitado pela União e estados na ação civil pública. Segundo o advogado-geral do Espírito Santo, Rodrigo Rabello, o acordo precisa englobar as três empresas. “Precisamos que as três empresas estejam envolvidas no acordo. Isto é muito importante para nós.” Izabella lembrou ainda a necessidade de a governança do recurso passar por uma administração privada.

No dia 5 de novembro do ano passado, o rompimento da Barragem de Fundão derramou 32 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos de mineração no Rio Doce. O episódio causou a morte de 17 pessoas, destruiu municípios e continua causando impactos ambientais graves no rio e no oceano.

Na semana passada, após descumprir por duas vezes o prazo, a Samarco entregou os planos de emergência das barragens de Santarém e do Germano, que sofreram danos após o rompimento de Fundão.

Nesta segunda-feira (18), o Ministério de Minas e Energia determinou que as empresas operadoras de barragens de mineração apresentem em 15 dias o comprovante de entrega do Plano de Ação de Emergência de Barragem de Mineração para os órgãos estaduais e municipais.

CNseg celebra em 16 de março o Dia do Ouvidor e o Dia Internacional do Consumidor

Fonte: CNseg

Os avanços impostos pelas novas diretrizes da ONU para proteção dos consumidores de serviços financeiros serão um dos destaques da pauta de debates da II Celebração do Dia do Ouvidor e do Dia Internacional do Consumidor.

O encontro, promovido pela CNseg, ocorrerá no próximo dia 16 de março, no Rio de Janeiro, sendo uma oportunidade para os profissionais de mercado conhecerem as mudanças a caminho nas relações de consumo, via diretrizes da ONU, aprovadas na Assembleia Geral da entidade, em 23 de Dezembro de 2015.

Durante o evento no Rio, os resultados da pesquisa realizada pela Federação Interamericana de Seguros (Fides) e a Organização Internacional de Pesquisas e Estudos sobre Seguros de Vida (Limra) sobre o alinhamento do mercado latino-americano a essas diretrizes será apresentada.

As mudanças nas relações de consumo de serviços financeiros são significativas. A começar pela diretriz que atribui aos governos papel importante no incentivo às boas práticas de mercado. O normativo também alcança a proteção de dados pessoais e melhoria dos serviços públicos.
O Brasil, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon), participou das discussões das novas diretrizes da ONU travadas nos dois anos imediatamente anteriores à sua aprovação.

Mudança climática lidera riscos mundiais, segundo Fórum Econômico Mundial

Captura de Tela 2016-01-15 às 15.23.53Mudança climática é pela primeira vez o maior risco global do ranking do estudo Global Risks, conduzido e divulgado pelo World Economic Forum. Embora no curto prazo (18 meses) a maior preocupação (52%) seja com a imigração, no longo prazo (10 anos) o topo da lista é ocupado por temas ambientais: crise hídrica (39,8%), fracasso na mitigação e adaptação às mudanças climáticas (36,7%) e eventos climáticos extremos (26,5%).

A 11.ª edição, de 2016, conta com a opinião de 750 especialistas, que avaliaram 29 riscos globais tanto pelo impacto como pela probabilidade num horizonte de 10 anos. Depois de cinco anos entre os cinco maiores riscos de impacto global, o fracasso na medidas para mitigar os impactos das alterações climáticas o levou à liderança, sendo agora visto como o risco que terá consequências mais significativas, superando o risco de armas com poder de destruição em massa e crise hídrica. Em quinto lugar vem a migração involuntária em grande escala, que está no topo da categoria dos “riscos avaliados como mais prováveis”.

Entre os riscos globais que são graves devido à combinação do seu impacto com a sua probabilidade de ocorrência , o estudo traz riscos econômicos, incluindo crises fiscais em economias-chave e o elevado desemprego ou subemprego. Ataque cibernético ficou na 11ª colocação tanto em probabilidade como em impacto.

Além de medir a probabilidade e impacto potencial, o relatório Global Risks 2016 também examinou as interconexões entre os riscos. Os dados sugerem que há uma convergência em riscos-chave. No topo da escala, os dois riscos mais interligados na edição 2016 é a instabilidade social e desemprego estrutural . O conhecimento de tais interligações, é importante para ajudar os líderes priorizarem áreas de ação, bem como para planejar para contingências. “Nós sabemos que a mudança climática está agravando outros riscos, tais como migração e segurança, mas estes não são de modo algum as únicas interconexões que estão evoluindo rapidamente para impactar as sociedades, muitas vezes de forma imprevisível. As medidas de mitigação contra tais riscos são importantes, mas a adaptação é vital “, disse Margareta Drzeniek Hanouz-, Chefe da Competitividade e Riscos Global, do Fórum Econômico Mundial.

O estudo completo pode ser acessado no link http://www.weforum.org/agenda/2016/01/what-are-the-top-global-risks-for-2016

Coface tem novo CEO

xavier durandXavier Durand será o novo Chief Executive Officer (CEO) da Coface, com nomeação efetivada após a reunião do Conselho de Administração agendada para 9 de fevereiro. Jean-Marc Pillu continuará em seu papel como CEO da Coface até esta data. Em um contexto marcado pela implementação do Solvência II, Xavier Durand tem a missão de reforçar a atividade comercial e propor e implementar as necessárias adaptações estruturais, a fim de continuar a melhorar a eficiência operacional do grupo enquanto preserva seu perfil de risco em um ambiente econômico global incerto, informou o grupo em release.

No comunicado, o Conselho faz agradecimentos a Jean-Marc Pillu pela gestão dos últimos 5 anos, “com grande empenho e foco em resultados”. Em particular, a meta de Pillu foi dar a Coface novo impulso, com uma estratégia de desenvolvimento no negócio de seguros de crédito. Graças à melhoria significativa nos resultados gerados, ele implementou o IPO bem sucedido de cerca de 60% do capital do grupo, e negociou a organização da transferência da atividade de garantias públicas ao Banco Público de Investimento Francês (Bpifrance).

Laurent Mignon, Presidente do Conselho de Coface, comentou: “Aproveito esta oportunidade para agradecer a Jean-Marc Pillu pelo seu empenho e pelo trabalho que dos últimos 5 anos para transformar profundamente Coface. Graças à sua ação e engajamento de suas equipes, os negócios da Coface foram reequilibrados e uma dinâmica de crescimento estabelecida com sucesso, fortalecendo assim as perspectivas de futuro do grupo e capacidade de cumprir seus objetivos. A nova fase que agora se inicia vai permitir a Coface, sob a liderança de Xavier Durand, continuar a construir, ao longo do tempo, uma das maiores empresas de seguro de crédito do mundo”.

Novas regras para operadoras de planos de saúde entram em vigor em maio

ans logoFonte: Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou hoje (15) novas regras de atendimento prestado por operadoras de planos de saúde nas solicitações de procedimentos e serviços de cobertura assistencial. As medidas, definidas pela Resolução Normativa 395, entram em vigor no dia 15 de maio. A multa em casos de descumprimento da norma varia de R$ 30 mil a R$ 100 mil. Uma das principais mudanças é a implantação, por parte das operadoras, de unidade de atendimento presencial, em horário comercial durante os dias úteis nas capitais ou regiões de maior atuação dos planos. Ficam isentas as operadoras de pequeno porte, as exclusivamente odontológicas, as filantrópicas e as de autogestão.

As empresas de grande porte também terão que oferecer atendimento telefônico durante 24 horas, sete dias por semana, enquanto as de médio e pequeno porte, as exclusivamente odontológicas e as filantrópicas deverão ter canal telefônico para atendimento em horário comercial nos dias úteis.

Além disso, as operadoras, quando demandadas, devem prestar imediatamente informações e orientações sobre o procedimento ou serviço assistencial solicitado, esclarecendo se há cobertura prevista no rol da ANS ou no contrato.

A resolução exige ainda que, sempre que houver solicitação de procedimento ou serviço, independentemente do canal pelo qual seja feita, deverá ser fornecido número de protocolo no início do atendimento ou logo que o atendente identifique tratar-se de demanda que envolva cobertura assistencial. Nos casos em que não for possível fornecer resposta imediata à solicitação, as operadoras terão prazo de até cinco dias úteis para responder diretamente aos beneficiários. Se a resposta apresentada negar a realização de procedimentos ou serviços, devem ser informados detalhadamente o motivo e o dispositivo legal que o justifique.Nas solicitações de procedimentos de alta complexidade ou de atendimento em regime de internação eletiva, o prazo para resposta das operadoras é de até dez dias úteis. Já para procedimentos de urgência e emergência, a resposta deve ser imediata.

O consumidor também poderá pedir o envio das informações por escrito em até 24 horas e requerer a reanálise da solicitação, que será avaliada pela Ouvidoria da empresa. “Se a empresa dificultar ou tentar impedir essa reanálise, será configurada infração por não observância às regras sobre atendimento aos beneficiários nas solicitações de cobertura assistencial”, informou a ANS.

O texto prevê ainda que as operadoras deverão arquivar, pelo prazo de 90 dias, e disponibilizar, em meio impresso ou eletrônico, os dados do atendimento ao beneficiário, identificando o registro numérico de atendimento, assegurando a guarda, manutenção da gravação e registro. O beneficiário poderá requerer que as informações prestadas sejam encaminhadas por correspondência ou meio eletrônico, no prazo máximo de 24 horas. Caso solicitem, também poderão ter acesso aos registros de seus atendimentos, em até 72 horas a contar da realização do pedido.

“Em caso de descumprimento das regras previstas na resolução normativa, a operadora está sujeita a multa de R$ 30 mil. Caso a infração venha a se configurar em negativa de cobertura, a operadora também estará sujeita a multa — neste caso, os valores vão de R$ 80 mil a R$ 100 mil”, concluiu a ANS.

Ações por vendas mais qualificadas e compras conscientes Garantia Estendida: uma cartilha e guia de boas práticas chegam ao mercado

gar_estendida_gdFonte: CNseg

Duas novas ações institucionais anunciadas pelo mercado prometem azeitar ainda mais o relacionamento entre seguradoras e clientes do seguro de Garantia Estendida: uma cartilha de orientação para o consumidor e um guia de boas práticas voltado para os representantes das seguradoras. A cartilha “Entenda o Seguro de Garantia Estendida”, lançada nesta sexta-feira (15/01), em solenidade realizada no Rio de Janeiro, faz parte do esforço contínuo de emancipar o consumidor de seguros, ajudando-o a melhorar sua capacidade de entendimento dos produtos para realizar uma compra mais consciente. Tanto que esta cartilha, uma ação conjunta da CNseg e da FenSeg, reúne informações preciosas em suas 14 páginas, como direitos e obrigações das partes, tempo de validade de suas coberturas e outras explicações que, em linguagem simples e direta, visam a transformar a compra do seguro em uma experiência positiva.

Na mesma solenidade, foi também apresentada a atualização do “Manual de Boas Práticas em Seguros – Orientações Gerais para Varejistas”, um guia para tornar a venda mais qualificada a partir do maior conhecimento dos vendedores. Neste caso, são 80 páginas à disposição para consultas pelos vendedores varejistas.

A cartilha estará disponível aos segurados nas lojas das redes varejistas, nos sites dessas representantes das seguradoras, da CNseg, FenSeg e das companhias que oferecem o Garantia Estendida. No texto de apresentação da cartilha, assinado pelo presidente da FenSeg, Paulo Marraccini, e pelo diretor executivo da instituição, Neival Freitas, é lembrado que “vivemos num mundo em que a comunicação é ferramenta valiosa e queremos utilizá-la para esclarecer aos consumidores sobre a contratação desse seguro. E, como peça imprescindível na estrutura socioeconômica do País, o mercado segurador quer ser, cada vez mais, aliado do cidadão brasileiro, protegendo seus bens e patrimônios”.

A solenidade desta sexta-feira, ocorrida no auditório da Escola Nacional de Seguros, no Centro do Rio de Janeiro, reuniu lideranças e autoridades do mercado segurador, representantes de órgãos de Defesa do Consumidor e do Ministério Público, além de executivos de seguradoras e dos representantes de seguradoras.

A diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, elogiou as novas ações adotadas para aperfeiçoar a venda do Garantia Estendida, algo que contribuirá para que os clientes fiquem mais satisfeitos com a aquisição do produto. “Um consumidor mais bem informado sempre será um consumidor satisfeito”, assinalou ela, para quem os problemas de práticas não aderentes às necessidades dos consumidores, identificados pelo Ministério Público no passado, estão inteiramente superados, levando o mercado a perseguir as melhores práticas desde então, sobretudo a partir da nova regulamentação aprovada pela Susep para o Garantia Estendida.
Presente à solenidade, o diretor Neival Freitas destacou que a nova cartilha é a terceira que está sendo criada para produtos massificados.

“Isso porque sabemos das dificuldades dos segurados de entender a linguagem de seguros. O segurês sempre dificulta o relacionamento entre as seguradoras e seus clientes, algo que tentamos amenizar por meio de nossas cartilhas. Se o guia de boas práticas é proveitoso para nossos pares de mercado, entendemos que as cartilhas tornam-se um canal mais adequado para o consumidor. Antes do Garantia Estendida, já havíamos publicado a cartilha de Automóvel e o Residencial. O próximo será o do seguro Habitacional”, assinalou ele.

A presidente do Procon do Rio, Solange Amaral, reconheceu que o mercado de seguros está entre as atividades mais empenhadas em dar clareza e transparência nas suas relações de consumo. É uma contribuição importante no empoderamento do consumidor, acrescentou.

Rodrigo Zanini, membro da Comissão de Seguro Garantia Estendida, representou o presidente da Comissão (Guilherme Dutra) no lançamento, destacando as principais características da nova cartilha, ao passo que Alan Rocha, vice-presidente da mesma Comissão, fez a apresentação do novo manual de boas práticas para o varejo. Também participaram do encontro Plinio Lacerda Martins, do Ministério Público, e o chefe de gabinete da Susep, Alexandre Penner