Paulo Alves é o novo executivo de transportes da XL Catlin no Brasil

paulo alves 2Mais uma novidade entre o vai e vem dos executivos do setor. Paulo Alves, que esteve na Zurich Seguros nos últimos três anos, é agora o novo executivo da XL Catlin para a aérea de transportes no Brasil, ou head de marine, na nomenclatura usual da multinacional. Ele assume a vaga de Mauricio Giuntini, que foi promovido para ser o regional Latam da XL Catlin. Paulo Alves é reconhecido no mercado como um dos principais especialistas nesta área de transporte, que enfrenta um cenário desafiador e que exige especialistas para elevar as vendas, com rentabilidade.

Em recente depoimento, Anne Marie Elder, Chief Underwriting Officer de Marine da XL Catlin para a região das Américas, afirmou que o seguro de transportes (Marine) na América Latina representa mais de 8% do mercado global e continuará a se expandir e se desenvolver nos próximos anos. A região tem interesses comerciais extensivos no transporte de mercadorias e possui uma ampla costa marítima com um pesado tráfego de contêineres.

Golden Cross fecha parceria com Drogarias Pacheco e São Paulo

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A Golden Cross acaba de firmar uma parceria com as Drogarias Pacheco e São Paulo. De acordo com o diretor de Marketing da operadora de saúde Cláudio Brabo, a iniciativa busca oferecer descontos para os associados da empresa em todo o Brasil.

O executivo explica que o benefício faz parte do programa de Descontos em Medicamentos da Golden Cross, que, no último ano, possibilitou mais de 200 mil compras com custo reduzido. O acordo começará a valer a partir de hoje, dia 14 de junho.

“Vamos oferecer redução de preço a partir de 30% em genéricos, 20% em medicamentos de marca e 5% em itens de higiene pessoal e perfumaria. Para garantir o benefício, o cliente precisa apresentar a carteirinha da Golden Cross no ato da compra”, afirma Brabo. Os associados podem ter mais informações sobre a parceria pelo site www.goldencross.com.br.

AXA entra no segmento de seguro garantia

axa logoA AXA entrou no mercado de seguro garantia no mercado brasileiro. ‘O principal atrativo do seguro garantia é o preço significativamente mais baixo quando o comparamos com a fiança bancária, principal concorrente do produto. Os custos são bem menores e ainda há a vantagem de o seguro garantia não tomar o limite de crédito que é tomado quando se contrata uma fiança bancária. São duas vantagens muito fortes e a AXA, na condição de um dos maiores players do mundo vai ser também relevante no mercado brasileiro já no curto, médio prazo’, diz Rogério Gonçalves, superintendente de garantia.

A AXA prevê a comercialização do seguro garantia para diversos segmentos. ‘Por se tratar de uma alternativa à fiança bancária, o garantia ganhou espaço graças as suas condições mais competitivas. No caso das empresas públicas, em decorrência da legislação que obriga a apresentação de garantias quando da contratação de serviços e fornecimentos. Já no mercado privado, o crescimento vem ocorrendo à medida que as empresas demandadoras, na condição de garantido, entendem que, além da proteção de seu risco contratual, também é necessário proteger o de seus riscos de responsabilidade e patrimoniais. Portanto, estamos otimistas com o potencial do produto’, conclui Eric Berger, vice presidente de P&C.

Para o segurado, o produto serve como instrumento alternativo a outras formas de garantia que viabilizem a realização das obrigações assumidas por seus fornecedores e prestadores de serviços, de forma a assegurar seus compromissos e mitigar riscos contratuais. Para o tomador, como meio de garantir suas obrigações, perante seus clientes, de forma ágil, com custos adequados e, ainda, sem ocupar suas linhas de créditos junto aos bancos.

Portal Empregos Seguros do Sincor-SP entra na segunda fase

luiz moralesFonte: Sincor-SP

As empresas corretoras de seguros em busca de profissionais já podem consultar o portal Empregos Seguros do Sincor-SP para selecionar os candidatos às vagas disponíveis. Para isso, basta acessar o endereço eletrônico: www.empregosseguros.com.br e fazer o login. Em fração de segundos, estarão à disposição os currículos dos candidatos. O contato com os pretendentes deverá ser feito diretamente pela empresa interessada.

Lançado no começo de abril, o portal Empregos Seguros, numa primeira etapa, apenas cadastrou currículos de candidatos. “O cadastramento está sendo um sucesso. Com o atual cenário de desemprego no País, esse Portal será uma eficiente ferramenta para ajudar na recolocação dos profissionais”, diz o coordenador do departamento Social do Sincor-SP e responsável pelo projeto, Luiz Morales.

O cadastramento de currículo continua e, a partir do dia 15 de junho, as corretoras podem escolher os candidatos para as vagas disponíveis. De acordo com o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, o Portal permite encurtar o caminho para os interessados a ingressarem na corretagem de seguros ou de profissionais em busca de uma recolocação no mercado de seguros. “Com o crescimento do desemprego, este Portal é mais uma oportunidade para as pessoas em busca de trabalho ingressarem numa carreira promissora, que a despeito da crise vem dando provas incontestes de sua força”.

Mario Cavalcante assume diretoria de Auto e Residência da Liberty Seguros

LIBERTY SEGUROSA Liberty Seguros anuncia a chegada de Mario Cavalcante para assumir a diretoria de Auto e Residência da companhia. Com 15 anos de experiência no mercado de seguros, o executivo será responsável pela estratégia, desenvolvimento e lançamentos de produtos e serviços dessas áreas.

Mario é graduado em administração de empresas na UFRJ e tem um MBA em Gestão de Negócios e Tecnologia da Informação pela FGV. Entre 2003 e 2013, o executivo trabalhou na Liberty Seguros, onde passou pelas áreas de desenvolvimento de produtos e property varejo. De 2013 a 2016, foi COO da Willis Towers Watson.

Em 2015, o segmento de Residência da Liberty Seguros cresceu 22,5%, enquanto o crescimento do mercado foi de 6,3%. No caso do segmento Auto, a seguradora é atualmente a 6ª maior do país, com 1 milhão de veículos segurados.

ROE dos resseguradores locais foi de 16,4%, sendo 27,6% para o IRB e 5,9% para as demais

terra brasisNovo estudo da Terra Brasis Resseguros. A resseguradora local, que tem entre seus acionistas o grupo Plural e o braço financeiro do Banco Mundial, divulgou nesta semana a prévia do estudo Terra Report com dados do primeiro trimestre de 2016. O volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras atingiu R$ 2,4 bilhões, alta de 6,5% em relação aos R$ 2,2 bilhões apresentados no mesmo período de 2015.

Do volume cedido, R$ 1,7 bilhão foram colocados nas resseguradoras locais, apenas 1% maior em relação ao primeiro trimestre do ano passado, e R$ 700 milhões colocados nas resseguradoras Offshore, uma quantia 22% maior do que no primeiro trimestre de 2015.

O resseguro aceito pelas resseguradoras locais relacionado a riscos do exterior teve um crescimento perto de 90%, ficando em R$ 318,2 milhões contra R$ 168,3 milhões apresentados no mesmo período do ano anterior.

O levantamento também revela que a sinistralidade das resseguradoras locais ficou em 87% contra 70% do mesmo período de 2015, sendo 91% para o IRB e 82% para o conjunto das outras locais. O Índice combinado da produção bruta, antes da retrocessão, atingiu 102% ante os 88% apresentados entre janeiro e março do ano passado, sendo 103% para o IRB e 101% para o conjunto das outras locais.

O resultado após impostos chegou a R$ 261 milhões, sendo R$ 212 milhões do IRB, no primeiro trimestre de 2016, sendo R$ 193 milhões (R$ 128 milhões do IRB) no mesmo período do ano anterior. Com estes números, o ROE (Return on Equity) do conjunto de resseguradores locais foi de 16,4% (27,6% para o IRB e 5,9% para o conjunto das demais Resseguradoras Locais), sendo que, no primeiro trimestre de 2015, o ROE foi de 13,0% (17,9% para o IRB e 8,5% para as demais resseguradoras locais).

O resultado positivo na última linha foi influenciado pelos positivos Resultados de Investimento apresentado pelas resseguradoras locais no início de 2016.

Seguradora chinesa vai investir em concorrente do Uber

Fonte: Dow Jones Newswires

A China Life Insurance vai aplicar mais de US$ 500 milhões na Didi Chuxing Technology, depois de a Apple fazer um investimento de US$ 1 bilhão na empresa, que lidera o mercado de caronas na China.

A Didi está levantando dinheiro de investidores em uma rodada de financiamento que pode chegar a US$ 3,5 bilhões. O valor da empresa pode ultrapassar os US$ 25 bilhões.

A China Life Insurance, uma seguradora estatal, já investiu no UberChina, entidade independente criada pelo Uber para concorrer com a Didi no ano passado.

Helder Molina, CEO da Mongeral Aegon: a reforma da previdência é urgente

helder molinaO que a Mongeral Aegon, especialista em vida e previdência, pensa sobre a reforma que o governo interino de Michel Temer quer propor a sociedade? O blog Sonho Seguro foi entrevistar o presidente Helder Molina para entender mais deste tema e poder dar mais subsídios para este debate, tão prioritário para o governo, para as empresas e para os indivíduos. Leia abaixo os principais trechos da entrevista do CEO que preside a companhia de 181 anos e que tem como objetivo auxiliar as pessoas com as ferramentas necessárias para que elas planejem um futuro financeiro mais tranquilo.

Como tem visto as discussões sobre a reforma da previdência pelo novo governo?

Este é um assunto mundial. Em particular, é uma questão aguda no Brasil. Nosso país, apesar de ainda jovem, já tem mais despesa com benefícios previdenciários que alguns países com população relativamente mais velha. A reforma da previdência é, portanto, urgente. O mérito do novo governo será levar esta questão para o Congresso. Um dos avanços que tivemos – a reforma da aposentadoria do servidor público – teve origem no governo de Fernando Henrique Cardoso, foi continuado por Lula e finalmente concluído no governo Dilma. O desafio seguinte será reformar a previdência social.

Qual a sua aposta sobre o que realmente entrar na lista de discussões?

Entendo que será o estabelecimento da idade mínima para aposentadoria. O modelo existente hoje foi pensado para uma realidade na qual as pessoas se aposentavam com aproximadamente 65 anos e morriam por volta dos 72 anos. O tempo passado na aposentadoria correspondia, portanto, a aproximadamente 20% do tempo na vida ativa (7 anos divididos por 35 anos de trabalho). Hoje, a realidade nos mostra que as pessoas estão vivendo mais, cada vez mais se aproximando dos 90 anos de idade. O tempo na aposentadoria, portanto, representa agora aproximadamente 70% do tempo na vida ativa (25 anos divididos por 35 anos), ou seja, 3 vezes e meia o que foi no passado.

Em sua opinião, o que realmente deveria ser feito já?

Primeiro a aposentadoria por tempo de serviço sem exigência de idade mínima, tornando possível a aposentadoria aos 55-57 anos de idade. Em segundo lugar, a exigibilidade de uma idade para aposentadoria às mulheres inferior àquela exigida para os homens que, sem entrar no aspecto social da discussão, representa uma disfunção atuarial, uma vez que estatisticamente são elas que dispõem de uma vida mais longa em relação a eles. E, por fim, a possibilidade de uma pessoa jovem ter direito a receber pensão vitalícia diante da morte de seu cônjuge idoso, muitas vezes fruto de um casamento recente. É preciso haver um tempo de reconstrução e adaptação da vida após o sinistro, sem necessidade de um fluxo vitalício de proventos.

Acredita que o mercado privado de previdência está pronto para atender a demanda da sociedade por um plano privado?

Sim, acredito. O grande problema é que o mercado privado está desenvolvido do ponto de vista financeiro e não do ponto de vista previdenciário. Existem, atualmente, poucos profissionais que entendem de previdência. Quem mais vende hoje são os bancos que, em sua maioria, não se preocupam com outros riscos além do financeiro. Exemplos disto são a falta de cobertura contra invalidez e contra morte prematura no início da fase de acumulação dos planos de previdência comercializados pelos bancos. Outro ponto relevante é que hoje o mercado está concentrado na venda de produtos individuais de previdência e não de soluções grupais. Sabemos que o segundo pilar do preparo para a aposentadoria é o do empregador, das soluções corporativas aos seus funcionários. Este pilar complementa os dois outros: a seguridade social e a poupança individual.

O que precisaria ser feito para tornar o setor de previdência aberta mais atrativo e mais acessível?

Ele precisa ser mais atrativo para as empresas a fim de que elas se preocupem com o futuro dos seus funcionários. As companhias já contribuem com o FGTS e com o INSS. A maior parte delas, por serem de pequeno e médio porte, não consegue utilizar as despesas com a previdência de seus funcionários para incentivos fiscais, para abater a base tributária. Outro ponto é que o setor de previdência aberta tem poucos entendedores. As regras são complicadas e complexas. Muitas vezes os profissionais não foram preparados. O governo também precisa ajudar, no sentido da capacitação e educação do mercado.

Como a Mongeral Aegon contribuiu para desenvolver a cultura de vida e previdência no Brasil?

A Mongeral Aegon contribui por meio de desenvolvimento de produtos mais adequados às necessidades do mercado; discussões com as autarquias no sentido de incentivar novas legislações; formação de profissionais (corretores), através de cursos certificados pela Funenseg; promoção do diálogo com o público, por meio das redes sociais e da internet; lançamento e apoio ao Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, que visa mostrar caminhos para os brasileiros viverem mais e melhor, complementando o trabalho desenvolvido nos EUA e na Europa pelos outros dois institutos do grupo dedicados ao mesmo tema; além do intercâmbio de conhecimento entre os mais de vinte países em que a Aegon tem operações.

Sobre a Mongeral Aegon

A companhia está presente em todo o Brasil, com mais de 2 milhões de clientes, para os quais assegura mais de R$ 270 bilhões. Desde 2009, a empresa faz parte do Grupo Aegon, um dos maiores grupos de seguro, previdência e investimentos financeiros do mundo. Nos últimos anos, a expansão dos negócios deu origem ao Grupo Mongeral Aegon, que é formado por, além da seguradora, pelo Mongeral Aegon Fundo de Pensão, pela Mongeral Aegon Investimentos e pela empresa de gestão previdenciária Mongeral Aegon Administração de Benefícios. O grupo está presente em todo o país por meio de 60 unidades de negócios, 1.200 funcionários e 4 mil corretores parceiros. www.mongeralaegon.com.br

S&P analisa setor de seguros gerais

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Fundamentos

Alteramos nossa avaliação do setor de seguro de ramos elementares do Brasil (BB/Negativa/B, brAA­/Negativa/­­) de acordo com nossa metodologia de Avaliação dos Riscos da Indústria de Seguros e do País (IICRA, na sigla em inglês para Insurance Industry Country Risk Assessment) de risco intermediário para risco moderado. A revisão do IICRA reflete nossa expectativa de que o setor apresentará desempenho operacional mais fraco nos próximos dois anos em razão das condições adversas no Brasil.

O IICRA de ramos elementares no Brasil incorpora nossa visão de risco­país moderado e de risco da indústria intermediário, o que estabelece o contexto para nossa análise do perfil de risco de negócios de uma seguradora. Essa avaliação é comparável a outros mercados de ramos elementares, como a Colômbia, Itália e África do Sul. Esperamos crescimento mais fraco no mercado de ramos elementares no Brasil, dado o cenário econômico desafiador no país e a perspectiva de crescimento mais fraco do PIB quando comparado a países similares. Em nossa visão, o desempenho da indústria brasileira de seguro de ramos elementares continuará a enfraquecer enquanto a economia do país continua a deteriorar.

Risco ­país: Moderado

O IICRA do setor de ramos elementares brasileiro reflete o risco­país moderado, com base em nossa visão dos riscos econômico e político, riscos do sistema financeiro, cultura de pagamento e Estado de Direito do país. Acreditamos que os baixos níveis de renda do Brasil, a contração econômica nos últimos dois anos e a alta da inflação limitarão o crescimento das seguradoras brasileiras e manterão a penetração de seguros em baixos níveis nos próximos dois anos.

O Brasil é a maior economia na América Latina, destacando­se por possuir o principal mercado consumidor. No entanto, o PIB per capita do país se deteriorou no último ano, causando um impacto muito acima do esperado no mercado de seguros. Com a expectativa de queda no PIB per capita para cerca de US$7.159 em 2016, as perspectivas de crescimento do Brasil são, em nossa opinião, mais baixas àquelas de outros países em fase similar de desenvolvimento.

Esperamos uma contração de 3,6% na economia brasileira em 2016, seguindo o declínio de 3,8% em 2015, com ligeira recuperação de 0,5% em 2017. Em 12 de maio de 2016, Dilma Rousseff foi afastada da presidência por um processo de impeachment iniciado em dezembro de 2015, o qual está na fase final; a votação final no Senado ocorrerá nos próximos 180 dias. Seguindo o protocolo, o Vice­Presidente Michel Temer assumiu a presidência interinamente.

O governo Temer tem pela frente desafios semelhantes àqueles enfrentados por Dilma: recuperar a credibilidade política, retomar a trajetória de crescimento do Brasil e reverter a deterioração fiscal. Como observamos no primeiro ano do segundo mandato de Dilma, a capacidade de execução bem­ sucedida das políticas depende do suporte incondicional do presidente, da coesão em seu gabinete e da capacidade de obter apoio do Congresso entre os partidos. Vale ressaltar que tais condições parecem estar presentes com a posse do Vice Presidente Temer, com aparente apoio da maioria dos partidos no Congresso.

A cultura de pagamento e o Estado de Direito influenciam o desempenho das seguradoras, dada a importância de acordos contratuais de longo prazo. Nossa avaliação desse subfator no Brasil é de risco moderadamente alto, incorporando indicadores externos, como os indicadores de governança do Banco Mundial para o Estado de Direito, facilidade de execução de contratos, controle da corrupção, e o Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International.

Risco da indústria: Intermediário

Classificamos o risco da indústria do setor de seguro brasileiro de ramos elementares como intermediário, com base na avaliação de cinco subfatores relacionados à indústria: rentabilidade (medida pelo retorno sobre capital [ROE, ou return on equity]), risco do produto, barreiras à entrada, perspectiva de crescimento do mercado, e estrutura institucional.

Rentabilidade (Neutra)

Revisamos nossa avaliação de rentabilidade do setor de ramos elementares de positiva para neutra, dados os efeitos das condições econômicas desafiadoras no Brasil para as seguradoras desse setor. A rentabilidade do setor se enfraqueceu devido à alta nos custos de reparo e manutenção no segmento de seguro de veículos, o qual representa cerca de 40% dos prêmios totais do setor de ramos elementares. O custo de peças automotivas importadas aumentou devido à alta da inflação no Brasil e à desvalorização do real em 2015. Além disso, as seguradoras têm registrado aumento nas perdas em razão de roubos e fraudes, o que, em nossa opinião, deverá continuar afetando as empresas nos próximos dois anos em razão do aumento no desemprego no país. Como resultado, o índice combinado totalizou 99,7% em 2015, versus 96,8% em 2014, e acreditamos que continuará aumentando, atingindo cerca de 101% nos próximos dois anos. Estimamos que o ROE e o retorno sobre as receitas (ROR, ou return on revenue), também se enfraquecerão para 12,0% e 7,0% em 2016, respectivamente, contra uma média de 16,6% e 12,4% nos últimos cinco anos. Esses indicadores também deverão apresentar ligeira deterioração para 11,5% e 6,5%, respectivamente, em 2017, dada a nossa expectativa de redução nas taxas de juros no Brasil, o que deverá afetar os ganhos financeiros do setor.

Por outro lado, não acreditamos que haja tomada de risco excessiva na indústria. Estamos monitorando as linhas de seguro garantia, que têm crescido rapidamente, o que por sua vez pode indicar um sinal de crescente concentração em poucos segurados. No entanto, isso ainda não representa um risco considerável para o setor de ramos elementares brasileiro como um todo, uma vez que o negócio de seguro garantia representa apenas 4% dos prêmios da indústria.

Risco do produto (Neutro)

Em nossa opinião, os riscos decorrentes dos eventos de catástrofe são em geral moderados. Os desastres naturais mais comuns no Brasil são a seca e enchentes, os quais possuem pouca cobertura de seguro. O seguro rural, que poderia ser o segmento mais afetado por um cenário de seca/enchente, representa menos de 4% dos prêmios totais do sistema. Seguros de veículos podem ser relativamente vulneráveis a esse risco, mas, devido às suas características ­ tickets baixos e diversificação geográfica adequada – as secas e enchentes não representam um risco significante ao segmento.

Por outro lado, tem aumentado a ocorrência de fraudes no setor de ramos elementares, sobretudo em razão das condições econômicas adversas no Brasil. Entretanto, a classificação geral de risco do produto permanece neutra, dada a ausência de fontes adicionais de volatilidade.

Barreiras à entrada (Positiva)

Nossa avaliação de barreiras à entrada do setor de ramos elementares brasileiro é alta, refletindo primordialmente dois fatores: barreiras legais e regulatórias, as quais consideramos moderadas, e barreiras operacionais, que classificamos como altas.

O regulador implementou um rigoroso processo para a aprovação de novas licenças o que, porém, não representa um grande obstáculo para as seguradoras em comparação a outras jurisdições. As exigências de capital são rígidas, mas não são particularmente altas comparado aos setores de seguro de outros países.

Acreditamos que não haja limitação significativa de disponibilidade de recursos como administração e pessoal que possam impor barreiras operacionais. Em nossa visão, o número de universidades que oferecem cursos de especialização em áreas como gestão de risco nas regiões metropolitanas do país é adequado. Além disso, considerando o atual cenário econômico no Brasil, com aumento do desemprego, acreditamos que haja disponibilidade adequada de profissionais com capacidade analítica e técnica no mercado. No entanto, o mercado é dominado por bancos de grande porte, que controlam os canais de distribuição. Esses participantes também se beneficiam de estruturas de baixo custo e reputação e marca consolidadas no mercado, que em conjunto criam uma alta barreira operacional a novos competidores. Apesar de acreditarmos que seja possível a entrada de novas seguradoras em linhas menores e de nicho, especialmente se pertencerem a um grande grupo internacional, entendemos que um novo participante não mudaria a dinâmica ou a rentabilidade geral da indústria, dada a alta concentração do setor.

Perspectiva de crescimento do mercado (Negativa)

Revisamos a avaliação de perspectiva de crescimento do mercado de neutra para negativa. Os prêmios brutos subscritos (GWP, ou gross written premium) do setor de seguro de ramos elementares contraíram 4% em 2015 em termos reais, refletindo a fraca atividade econômica, o aumento do desemprego e a queda nos salários em termos reais. Poucos produtos de ramos elementares registraram crescimento em 2015. Entre eles, estão seguro de crédito habitacional e seguro garantia, que apresentaram crescimento real de cerca de 9% e 13%, respectivamente.

Esperamos a mesma tendência nos próximos anos, com queda nas taxas de crescimento das linhas de negócio mais representativas e taxas de crescimento positivas em termos reais apenas em linhas que representam uma pequena porcentagem da indústria. Esperamos que o setor de ramos elementares reporte crescimento nominal de 4% em 2016, com ligeira recuperação e 2017, reportando crescimento nominal de 6,5%, equivalente a uma taxa de crescimento real de ­4,7% e ­0,3%, respectivamente, o que sustenta nossa revisão negativa da perspectiva de crescimento do setor. Em nossa visão, a penetração deve permanecer inferior a 1,2% nos próximos dois anos.

Estrutura institucional (Neutra)

Avaliamos a estrutura institucional do setor como intermediária. A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) monitora a indústria de seguros em base frequente. O órgão possui um nível adequado de sofisticação e dispõe de regras estabelecidas para investimentos, adequação de capital e solvência, governança corporativa, controle de lavagem de dinheiro e prevenção de fraude. Embora a SUSEP regule o setor de seguro de ramos elementares no Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN), braço do Banco Central, impõe certas limitações de investimento.

Avaliamos o histórico regulatório do setor brasileiro de seguro de ramos elementares como intermediário. Em nossa visão, a SUSEP, estabelecida em 1988, tem reduzido com êxito os riscos no mercado de seguro ao exigir melhores padrões de governança para as seguradoras, enquanto busca implementar padrões internacionais de solvência no mercado local, como as exigências mínimas de capital baseado em risco, implementadas em 2008.

Não vemos deficiência nos padrões de governança e transparência das seguradoras de ramos elementares no Brasil, dados os controles regulatórios satisfatórios. As informações da indústria de seguros e de cada empresa são disponibilizadas publicamente em base mensal, embora, em nossa opinião, o sistema se beneficiaria de informações públicas mais detalhadas e da disponibilidade de indicadores de desempenho por linha de negócio.

S&P divulga análise do setor de seguro saúde brasileiro

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Fundamentos

Revisamos nossa avaliação do setor de seguro de saúde do Brasil (BB/Negativa/B, brAA-/Negativa/–) de acordo com a metodologia de Avaliação dos Riscos da Indústria de Seguros e do País (IICRA, ou Insurance Industry Country Risk Assessment). A avaliação IICRA reflete os riscos enfrentados por seguradoras de saúde que operam no Brasil. Calculamos o IICRA em uma escala que varia de um (“risco muito baixo”) a seis (“risco muito alto”). Outro país cujo setor de seguro saúde avaliamos como “risco moderado” é a Colômbia.

Risco­ país: Moderado

O IICRA do setor de saúde brasileiro reflete o risco­país moderado, com base em nossa visão dos riscos econômico e político, riscos do sistema financeiro, cultura de pagamento e Estado de Direito do país. Acreditamos que os baixos níveis de renda do Brasil, a contração econômica nos últimos dois anos e a alta da inflação limitarão o crescimento das seguradoras brasileiras e manterão a penetração de seguros em baixos níveis nos próximos dois anos.

O Brasil é a maior economia na América Latina, destacando­se por possuir o principal mercado consumidor. No entanto, o PIB per capita do país se deteriorou no último ano, causando um impacto muito acima do esperado no mercado de seguros. Com a expectativa de queda no PIB per capita para cerca de US$7.159 em 2016, as perspectivas de crescimento do Brasil são, em nossa opinião, mais baixas àquelas de outros países em fase similar de desenvolvimento.

Esperamos uma contração de 3,6% na economia brasileira em 2016, seguindo o declínio de 3,8% em 2015, com ligeira recuperação de 0,5% em 2017. Em 12 de maio de 2016, Dilma Rousseff foi afastada da presidência por um processo de impeachment iniciado em dezembro de 2015, o qual está na fase final; a votação final no Senado ocorrerá nos próximos 180 dias. Seguindo o protocolo, o vice-presidente Michel Temer assumiu a presidência interinamente.

O governo Temer tem pela frente desafios semelhantes àqueles enfrentados por Dilma: recuperar a credibilidade política, retomar a trajetória de crescimento do Brasil e reverter a deterioração fiscal. Como observamos no primeiro ano do segundo mandato de Dilma, a capacidade de execução bem­ sucedida das políticas depende do suporte incondicional do presidente, da coesão em seu gabinete e da capacidade de obter apoio do Congresso entre os partidos. Vale ressaltar que tais condições parecem estar presentes com a posse do Vice Presidente Temer, com aparente apoio da maioria dos partidos no Congresso.

A cultura de pagamento e o Estado de Direito influenciam o desempenho das seguradoras, dada a importância de acordos contratuais de longo prazo. Nossa avaliação desse subfator no Brasil é de risco moderadamente alto, incorporando indicadores externos, como os indicadores de governança do Banco Mundial para o Estado de Direito, facilidade de execução de contratos, controle da corrupção, e o Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International.

Risco da indústria: Intermediário

Classificamos o risco da indústria do setor de seguro saúde brasileiro como intermediário, com base 1/4 na avaliação de cinco subfatores relacionados à indústria: rentabilidade (medida pelo retorno sobre capital [ROE, ou return on equity]), risco do produto, barreiras à entrada, perspectiva de crescimento do mercado, e estrutura institucional.

Rentabilidade (Neutra)

Avaliamos a rentabilidade do setor de seguro saúde do Brasil como neutra. O índice combinado médio dos últimos cinco anos e o ROE das seguradoras de saúde totalizaram 99,7% e 9,9%, respectivamente, o que avaliamos como adequado. O setor de seguro saúde no Brasil abrange mais de mil empresas, com elevada participação de entidades sem fins lucrativos e cooperativas médicas, o que distorce os índices gerais das entidades com fins lucrativos. Dessa forma, para avaliar a rentabilidade do setor, selecionamos 17 seguradoras que representam cerca de 80% dos prêmios ganhos pelas seguradoras de saúde com fins lucrativos.

Apesar da classificação neutra, acreditamos que a vasta presença de participantes sem fins lucrativos torne o setor altamente competitivo e limite as margens das empresas com fins lucrativos. Além disso, aumentos de preços em apólices de seguro saúde individual precisam se autorização da ANS, que pré­estabelece níveis máximos de aumento, o que pode impactar negativamente a rentabilidade das empresas quando é necessário um forte ajuste nos preços.

Ainda, a redução no número de beneficiários, o aumento nos custos médicos devido à alta da inflação e a capacidade limitada de ajustar as apólices em vista do aumento do desemprego e a redução dos salários devem pesar negativamente na rentabilidade do setor no curto prazo. No entanto, acreditamos que a rentabilidade de empresas com fins lucrativos deva permanecer em torno de 8,5% em 2016 e 2017, ainda em linha com a classificação neutra atribuída.

Risco do produto (Negativo)

Avaliamos o risco do produto do setor de seguro saúde brasileiro como negativo, uma vez que os ajustes de preço das apólices de seguro individual, que representam cerca de 20% do total de beneficiários, são determinados pelo regulador, o que limita a capacidade das empresas de seguro saúde de reagir a riscos emergentes.

Acreditamos que a exposição a sinistros de catástrofes pandêmicas seja moderada. Até o momento, não há histórico de um evento pandêmico que tenha influenciado os sinistros. Entretanto, acreditamos que, caso ocorra um evento desse tipo, a margem para evitar tais sinistros seria limitada. Em nossa visão, a maioria dos países na região são reativos, e não proativos, a eventos pandêmicos. Apesar do eficaz programa de vacinação obrigatória, incidentes como uma epidemia de gripe exótica não são levados em consideração nas provisões para eventos pandêmicos catastróficos.

Desde maio de 2015, o Brasil registrou um aumento nos casos de bebês nascidos com microcefalia, o que pode estar associado ao recente surto do vírus Zika, que infectou cerca de 90.000 pessoas no Brasil de abril de 2015 a abril de 2016, de acordo com o Ministério da Saúde. Apesar do aumento no número de casos confirmados de microcefalia, que totalizaram 1.198 em abril de 2016, entendemos que o impacto nos sinistros seja moderado, dado que o número de casos representa uma porcentagem muito reduzida do número de beneficiários do setor ­ cerca de 24 milhões em março de 2016, considerando apenas entidades com fins lucrativos (49 milhões de entidades do setor em geral) ­ e que cerca de 92% dos casos reportados ocorreram no Nordeste, que corresponde a aproximadamente 6% do número total de beneficiários das entidades com fins lucrativos.

A ANS determina regras claras relativas a sinistros e contratos. Em nossa opinião, as seguradoras de saúde realizam os pagamentos em linha com os prêmios contratados. Dessa forma, o espaço é muito limitado para cobranças inesperadas no mercado de seguro saúde.

Barreiras à entrada (Positiva)

Em nossa visão, as seguradoras de saúde enfrentam restrições regulatórias mais significativas comparadas às seguradoras gerais. A ANS concentra­se na cobertura, serviços e nível de sinistros, bem como nas reservas, capital e investimentos das empresas, embora essas exigências sejam voltadas ao cliente, dado o foco da agência reguladora na manutenção dos serviços. As seguradoras de saúde são obrigadas a submeter vários relatórios à agência reguladora, incluindo informações financeiras e de qualidade dos serviços. Além disso, o alto número de seguradoras ­ a grande maioria das quais sem fins lucrativos ­ torna o setor altamente competitivo e, consequentemente, não atrativo para novos participantes.

Por outro lado, acreditamos que não haja limite de disponibilidade de recursos como informações, sistemas, administração e profissionais. Nas regiões metropolitanas, há várias universidades que oferecem cursos de especialização em áreas como gestão de risco. Além disso, considerando o atual cenário econômico no Brasil, com aumento do desemprego, acreditamos que haja disponibilidade adequada de profissionais com capacidade analítica e técnica no mercado. Em termos de distribuição, há ainda diversos canais possíveis; entretanto, as grandes corretoras detém a maior parte da distribuição de seguro saúde, uma vez que as características técnicas desses produtos dificultam sua distribuição por meio de canais menos complexos, que podem ser usados por outras categorias de seguro.

Perspectiva de crescimento do mercado (Neutra)

O seguro saúde é um dos produtos mais desenvolvidos no Brasil; assim, a penetração no PIB tem permanecido acima de 2% desde 2001. Nos últimos cinco anos, o crescimento dos prêmios brutos subscritos (GPW, ou gross premiums written) totalizou uma média de 14% em termos nominais, alcançando 12,3% em 2015. Esperamos que os prêmios brutos subscritos nominais mantenham a tendência positiva nos próximos dois anos, mas a um ritmo inferior, em torno de 8,0%, dado o atual cenário desafiador e a futura redução no número de beneficiários. Contudo, esperamos uma taxa de crescimento real equivalente a ­0,7% em 2016 e 1,2% em 2017. Além disso, estimamos que a penetração de seguros continue estável em torno de 2,4% nos próximos dois anos.

Estrutura institucional (Neutra)

Estrutura regulatória. Avaliamos a estrutura regulatória do setor de seguro saúde brasileiro como intermediária. Consideramos adequada a supervisão do setor, que consiste em uma ampla cobertura regulatória para seguradoras de saúde com e sem fins lucrativos, que seguem regras semelhantes. Todos os aspectos relevantes do negócio das seguradoras de saúde são regulados ­ incluindo sua qualidade financeira, solvência, qualidade dos serviços e preços.

Histórico regulatório. O curto histórico da estrutura institucional e as regras ainda em desenvolvimento de qualidade financeira e solvência respaldam nossa avaliação “fraca” do histórico regulatório. A regulação do setor de saúde é relativamente nova, tendo sido criada formalmente em 2000, com a elaboração de regras formais após a criação da agência regulatória em 1998. Desde então, a regulação progrediu gradualmente, estabelecendo normas mais amplas e sofisticadas. Em contraste, o curto histórico da estrutura regulatória e o fato de que as regras de qualidade financeira e solvência ainda estão em aprimoramento sustentam nossa avaliação “fraca” do histórico regulatório.

Governança e transparência. Em nossa visão, a governança corporativa de seguradoras de saúde brasileiras é adequada, refletindo primordialmente os controles regulatórios. O setor é de certa forma transparente: a ANS publica relatórios trimestrais com destaques do sistema e um sumário anual das demonstrações financeiras não auditadas de todas as empresas reguladas, embora os dados agregados sejam limitados.