Planos de saúde registram mais uma queda do número de consumidores

FenaSaúde

Os planos de saúde perderam, aproximadamente, um milhão de beneficiários entre março de 2016 e março de 2017, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Há um ano, os planos privados de assistência médica somavam 48,6 milhões de beneficiários. Atualmente são 47,6 milhões.

“É um reflexo da crise econômica brasileira, que levou o PIB a dois anos de retração consecutiva. Nesse cenário econômico, o desemprego aumentou, superando a marca de 12 milhões de pessoas. Em 2016, o Brasil fechou 1,32 milhão de empregos formais. Muitas dos desempregados perderam o plano de saúde corporativo e entraram na lista de pessoas que deixaram de ser assistidas por esse beneficio. A recuperação do setor será lenta e gradual”, avalia Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).

A maior queda no numero de beneficiários no segmento de planos coletivos empresariais se explica em razão da retração econômica. Em março de 2016 eram 32,2 milhões de vínculos; hoje, 31,6 milhões.

Planos odontológicos – Apesar da queda no número de beneficiários de planos de assistência médica, a quantidade de pessoas que tem acesso a planos exclusivamente odontológicos cresceu 7,65%, entre março de 2016 e o mesmo período de 2017 – acréscimo de 1,6 milhão de novos clientes. Ao todo, 22,5 milhões de pessoas possuem plano odontológico no país.

Rádio CNseg: coordenadora da Senacon aborda a aproximação entre empresas e órgãos de defesa do consumidor

Fonte: CNseg

A aproximação entre empresas e órgãos de defesa do consumidor é o tema da “Entrevista Especial” desta segunda-feira na Rádio CNseg. A coordenadora geral de Articulação de Relações Institucionais da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), Patricia Galdino, fala sobre o impacto desse relacionamento. “É o melhor possível. Quando vemos a aproximação do mercado, das empresas, com os órgãos de defesa do consumidor, vemos o atendimento melhor àquele consumidor, principalmente o tratamento melhor às suas reclamações”, afirma ela.

Também nesta segunda, no programa “Fala Presidente”, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Serôa de Araújo Coriolano, aborda os caminhos do mercado segurador para ampliar a relação com o consumidor. “Os canais de relacionamento têm melhorado bastante ao longo do tempo”, diz Coriolano. “As empresas mudaram muito e sabem que, para manterem a sua sobrevivência e serem reconhecidas pela sociedade, precisam criar canais de atendimento que sejam próximos ao consumidor, um canal que o consumidor possa chamar de seu.”

Na terça-feira, o presidente da Comissão de Riscos de Engenharia da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Marcos Costa, explica no quadro “Conheça os Seguros Gerais” os tipos de cobertura que podem amparar o segurado contra riscos inerentes a uma construção, desde pequenos acidentes até danos causados pela natureza. Já o programa “Qual é a Dúvida” esclarece uma questão levantada por um ouvinte sobre o mercado de seguros.

No programa “Entenda os Seguros de Pessoas” desta quarta-feira, o vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Luciano Snell, dá orientações sobre a gestão de riscos familiares e como o planejamento financeiro pode atuar como fermenta de proteção para os momentos de risco. Também na quarta, no quadro “Inovação e Sustentabilidade”, o coordenador da Subcomissão de Linhas Financeiras da FenSeg, Gustavo Galrão, fala sobre riscos cibernéticos – os ataques cibernéticos geram prejuízos de US$ 90 bilhões por ano em todo o mundo, e o seguro contra esse tipo de risco entra cada vez mais no radar das empresas brasileiras.

Na quinta, o “Momento Jurídico” traz entrevista com a superintendente jurídica da CNseg, Glauce Carvalhal. Ela aborda os caminhos da desjudicialização, já que o volume excessivo de demandas levou o Judiciário a contabilizar hoje cerca de 100 milhões de processos em tramitação. No mesmo dia, vai também ao ar o quadro “Por Dentro da Saúde Suplementar”.

A semana termina com o “Minuto da Capitalização”, em que a diretora-executiva de Produtos e Marketing da Icatu Seguros, Aura Rebelo, fala sobre a comunicação com o consumidor de capitalização. Também na sexta, o quadro “Dicas do Consultor” traz orientações sobre pendências e retificações na declaração do Imposto de Renda, que tem de ser enviada pelos contribuintes à Receita Federal até o próximo dia 28.

Diariamente, a Rádio CNseg traz ainda boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Saúde Suplementar em debate no 4º Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros

Fonte: FenaSaúde

Aproximar, cada vez mais, o mercado segurador do consumidor é o principal objetivo dos Colóquios de Proteção do Consumidor de Seguros, organizado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). O evento já passou por Cuiabá, Curitiba e Manaus, e teve sua quarta edição realizada nos dia 12 e 13 de abril, em João Pessoa, com a participação de mais de 80 representantes de Procons e especialistas do mercado segurador.

O 4º Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros foi aberto pelo presidente da CNseg, Marcio Coriolano, que avaliou o evento como valiosa ferramenta para entender como o mercado é percebido pela sociedade e órgãos de defesa do consumidor. Também participaram da abertura Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e vice-presidente da Cnseg; João Giuseppe Silveira Leite Esmeraldo, presidente do Sindicato das Seguradoras BA/SE/TO, Saulo Henriques de Sá, desembargador da Terceira Câmara Cível do Tribunal der Justiça da Paraíba; Patrícia Galdino de Faria Barros, coordenadora geral de Articulação de Relações Institucionais da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon); Claudia Francisca Silvano, diretora do Procon Estadual do Paraná e presidente da ProconsBrasil; Késsia Liliana Dantas Bezerra Cavalcanti, superintendente do Procon Estadual da Paraíba e presidente do Fórum dos Procons do Nordeste; e Ricardo Morishita Wada, presidente do Instituto de Pesquisas Jurídicas e Sociais.

Em 2016, de cada 1.000 beneficiários que registraram reclamações relacionadas a planos de assistência médica, aproximadamente três eram do Nordeste. Portanto, entre os temas abordados, a saúde suplementar foi um dos principais assuntos debatidos. O debate reuniu a presidente da FenaSaúde, que apoiadora das iniciativas da CNseg voltadas ao consumidor e defende uma maior interlocução das operadoras e seguradoras em geral com os Procons; Angélica Carlini, especialista em Direito de Seguro, Relações de Consumo e Responsabilidade Civil; e Clarice Santiago, gerente de Gestão de Litígios da Amil.

A presidente da FenaSaúde buscou demonstrar o funcionamento do sistema de saúde suplementar e suas principais características, como tipos de planos, com contratos não regulamentados ou antigos; contrato novo ou regulamentado – celebrados após 02/01/99 e regidos pela Lei 9.656/98; e contrato adaptado: contrato antigo adaptado à nova legislação (Lei 9.656/98), garantindo ao beneficiário todas as coberturas dos planos novos. Ela tratou ainda da segmentação, demonstrando que o plano pode ser referência, ambulatorial, hospitalar e hospitalar com obstetrícia.

Com relação à crescente judicialização contra o setor de saúde suplementar, a executiva da FenaSaúde comentou a situação dos beneficiários de planos antigos, contratados antes da Lei 9656/98. “Os beneficiários desses planos foram orientados pela ANS e convidados pelas operadoras para migrarem para planos regulados pela Agência, mas alguns preferiram manter os contratos antigos. E as razões são várias, insegurança de perder algum direito, desconhecimento e falta de informação. Porém, alguns acreditam que os direitos não contemplados nos contratos podem ser obtidos por meio da judicialização”, explicou.

Quando indagada sobre a proposta do Ministério da Saúde de criação de um plano acessível, Solange Beatriz Mendes disse que a proposta da FenaSaúde defende um modelo assistencial voltado para a atenção primária, com um médico generalista, rede hierarquizada com rol regionalizado e a segunda opinião. “Não propomos redução de cobertura, mas sim novos modelos de assistência, como a coparticipação, que é uma forma de educar e fazer dos 48 milhões de beneficiários fiscais contra a escalada dos custos assistenciais.”

Solange também defendeu o programa da ANS que estimula o paciente a buscar o maior número possível de informações junto ao seu médico e a outros profissionais de saúde antes de submeter a um exame, tratamento ou procedimento. “É adequado perguntar, por exemplo, quais são os benefícios, as contraindicações e os efeitos colaterais desse exame ou procedimento. Isso não é interferir no trabalho do médico”. Entre outras ações, o programa da ANS orienta que, antes da consulta, o paciente anote os detalhes dos sintomas. Por exemplo, quando e como começou a sentir os sintomas, a progressão da doença, melhoras etc. “Durante a consulta, o paciente precisa ouvir atentamente e responder o que o profissional pergunta. O paciente não deve ter medo e nem vergonha de perguntar e tirar suas dúvidas sobre o seu estado de saúde. E o médico deve também compreender isso”, disse.

A presidente da Federação também mostrou as diferenças de preços de materiais médicos entre as regiões. “Um marcapasso CDI pode variar de R$ 29 mil para R$ 90 mil”, disse. Ainda comentou a negação de coberturas e não cumprimentos de prazos, explicando que a regulação da Agência está voltada apenas para as operadoras, não alcançando o prestador de serviços médicos nem a indústria de materiais e equipamentos. “A ANS não pode punir um médico que presta um mau serviço. E a operadora só pode punir descredenciando esse profissional”, afirmou.

Por fim, a presidente da FenaSaúde, alertou que o crescimento elevado das despesas assistenciais desafia a sustentabilidade e equilíbrio econômico do setor. “Pelos estudos da Federação, nos últimos dez anos, o resultado consolidado do setor foi negativo em seis anos, reflexo dessa dinâmica de crescimento acelerado dos custos.”

Procons – De acordo com Claudia Silvano, diretora do Procon Estadual do Paraná e presidente da ProconsBrasil, eventos como o 4º Colóquio de Proteção do Consumidor de Seguros, são muitos relevantes. “Tanto o mercado quanto os Procons aprendem algo diferente. Com isso, se constrói pontes. E a construção de um diálogo, com críticas construtivas, é necessária. Estamos em um momento que o consumidor precisa da sociedade e do poder público para obter respostas efetivas para seus direitos e reclamações.”

Segundo Késsia Cavalcanti, superintendente do Procon Estadual da Paraíba e presidente do Fórum dos Procons do Nordeste, acredita que encontros, como o 4º Colóquio, são fundamentais. “Fazem o mercado e os órgãos de Defesa do Consumidor tragam à baila os problemas que enfrentam no dia a dia. São nesses momentos que nós crescemos porque conhecemos o outro lado e as empresas também conhecem a realidade que nós estamos vivenciando. É importante que esse conhecimento seja passado para que possamos educar o consumidor para equacionar e tornar as relações de consumo harmônicas”, avaliou Késsia.

Ricardo Morishita, presidente do Instituto de Pesquisas Jurídicas e Sociais, considerou extremamente importante o painel que debateu questões relacionadas à saúde suplementar. “É um setor com grande complexidade. Temos problemas macros e micros e é importante a existência do diálogo para entender esses problemas. Deve haver uma convergência entre os consumidores e o próprio mercado no sentido de solucionar as questões e avançar. É sempre positivo quando se tem a possibilidade e a oportunidade de debater e estabelecer uma linha de convergência para que exista uma evolução da situação”, afirmou Morishita.

No segundo dia de Colóquio, o advogado e coordenador Jurídico da Assembleia Legislativa da Paraíba, Odon Bezerra Cavalcanti comentou a aplicação do código de defesa do consumidor e falou da relação do consumidor com as seguradoras de planos de saúde. “Os consumidores não entendem muito os pontos dos contratos, como aumento por faixa etária e exclusão de coberturas de contratos antigos. Está no Código de Defesa do Consumidor que a informação precisa ser clara e esta clareza deve constar nos contratos. Temos que evoluir e buscar harmonizar os interesses e a boa-fé objetiva”, concluiu Cavalcanti.

Europe Insurance lança publicação com ação para melhorar conhecimentos financeiros de cidadãos europeus

Fonte: CNseg

A Insurance Europe, a federação europeia de seguro e resseguro, lançou recentemente uma publicação sobre recomendações de educação financeira na era digital (Financial education in a digital age- Initiatives by the European insurance industry, título em inglês). A publicação identifica algumas das ações mais promissoras para fomentar um comportamento financeiro responsável e capaz de aumentar a confiança das pessoas para assumir o controle de suas finanças, incluindo-se aí a compra de seguros adequados a cada etapa da vida.

Pesquisas sugerem que iniciativas de ensino e treinamento devem envolver materiais que sejam interativos e motivadores. Os jogos são uma boa alternativa, porque as pessoas estão inclinadas a aprender mais sobre educação financeira ao jogar. Os jogos podem estimular o aprendizado de fato e habilidades importantes, como o pensamento estratégico e inovador, a criatividade, contribuições importantes, portanto, para ensinar crianças e jovens sobre a importância do seguro e da poupança.

Para a diretora geral da Insurance Europe, Michaela Koller, aumentar a conscientização sobre as questões financeiras, a fim de realmente mudar o comportamento individual, é uma questão social desafiante. E deve incluir todas as melhores estratégias, como a inclusão da alfabetização financeira nos currículos escolares, não só para desenvolver a capacidade financeira e a responsabilidade desde a mais tenra idade, mas também para haver, no futuro, uma população mais habilitada a cuidar de seu dinheiro. E todos os atores- Estados-Membros da UE, autoridades públicas, associações de consumidores, o setor privado- devem participar para maximizar os resultados das iniciativas no campo da educação.

A indústria europeia de seguros reúne um vasto leque de iniciativas para aumentar a alfabetização financeira e a compreensão dos seguros. Ampliar a habilidade de conscientização dos riscos é, nesse sentido, um elemento crucial na educação financeira, particularmente do ponto de vista do seguro. Muitos indivíduos têm ideia dos riscos que enfrentam, mas ressentem-se da falta de conhecimento de produtos adequados para protegê-los. A educação financeira, então, sensibiliza e permite que os cidadãos façam escolhas adequadas de seguros para seu patrimônio (ou de danos pessoais) ou de como fazer provisão para a aposentadoria. E a selecionar coberturas cada vez mais diversificadas e complexas à medida que passem a ter informações mais qualificadas.

A Insurance Europe, que congrega 32 países membros associados, juntamente com várias outras associações financeiras, também formou recentemente a Plataforma Europeia de Educação Financeira, que visa aumentar a alfabetização financeira na Europa, particularmente entre os jovens e os empresários. Equipar de conhecimento cidadãos fará que eles tenham controle de suas finanças, habilidade de fazer planejamento financeiro de curto, médio e longo prazos, escolhendo produtos adequados para cada etapa de sua vida.

Leia o estudo na íntegra aqui

Seminário “Os caminhos para a reforma da Previdência” pode ser acompanhado online

o Valor realiza nesta segunda-feira, a partir das 9 horas, o seminário “Os caminhos para a reforma da Previdência” em Brasília. Com transmissão ao vivo, serão analisadas as propostas em pauta, seus pontos fortes e fracos, sua viabilidade ou não, os caminhos possíveis de serem trilhados.

acompanhe online

Na segunda edição do ´Papo Seguro`, o presidente da CNseg destaca que as empresas do setor são as únicas autorizadas pelo governo a operarem no mercado

Fonte: CNseg

“Você sabe para que servem as seguradoras?”. Com esta indagação, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, inicia a segunda edição do “Papo Seguro” do “CNseg – o canal seguro”. Conhecer a relevância das empresas de seguros é o primeiro (e fundamental) passo para o consumidor sentir-se verdadeiramente protegido, orienta o executivo.

Coriolano reforça aos espectadores serem as empresas do setor as únicas entidades autorizadas pelo governo para a prestação do serviço ao consumidor: “As seguradoras fazem gestão de uma longa cadeia de atividades, que vai desde o desenho do produto, passando pelo cálculo do risco, pelo pagamento das indenizações até todo o atendimento ao consumidor. É por isso que as seguradoras são as únicas registradas pelo governo para exercer essa atividade.”

Um consumidor bem informado é garantia de mercado seguro e eficiente. Mas para que esse amadurecimento se torne realidade, Coriolano ensina alguns caminhos: “O seguro precisa ter a permanente segurança da garantia de empresas sólidas. Elas lidam com a poupança e com bens preciosos das pessoas. Tenha cuidado. Antes de comprar, certifique-se que o seu seguro vem de uma seguradora”, conclui o presidente da CNseg.

Inaugurado no dia 15 de março e veiculado no YouTube, o “CNseg – o canal seguro” é a mais nova iniciativa da CNseg dentro do Programa de Educação em Seguros, que visa ampliar e aprofundar o relacionamento do setor segurador com os consumidores e a sociedade em geral.

O canal tem a missão de esclarecer a população acerca dos produtos e serviços oferecidos pelo setor de seguros, com uma programação com entrevistas, debates, colunas de especialistas e até uma série, que será lançada em abril. A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, foi a primeira entrevistada especial do canal.

“Tudo que queremos com o Programa de Educação em Seguros é esclarecer de verdade o consumidor, dar informação, conhecimento. O consumidor só pode escolher quando tem educação, no sentido cidadão do termo, que é o de ter conhecimento suficiente para tomar melhores decisões”, diz Marcio Coriolano.

Produtos com defeitos geram maior volume de indenização, revela estudo da AGCS

Mais um belo estudo da AGCS, a Resseguradora do grupo Allianz. Produtos defeituosos constituem a principal origem perdas de seguros corporativos de responsabilidade em todo o mundo, de acordo com a Allianz Global Corporate & Specialty. Relatório divulgado em abril pela unidade de seguros corporativos da empresa alemã revela que sinistros envolvendo produtos ou serviços que apresentam defeitos constituíram quase um quarto das indenizações pagas pela empresa e outros subscritores que compartilharam riscos com ela entre 2011 e 2016. A segunda maior causa são os acidentes envolvendo colisão de veículos, que motivaram 22% dos pagamentos feitos no período, apesar de estar em baixa graças a melhorias nos sistemas de segurança. Em terceiro lugar vêm as perdas causadas por erro humano, com 19% do total. A AGCS analisou mais de 100 mil sinistros registrados em mais de 100 países, totalizando US$ 9,3 bilhões em indenizações, informa o portal Risco Seguro.

Veja o estudo aqui

Thinkseg inicia cadastro de corretores na plataforma mobile de seguros

Gregori: o corretor é o nosso relações públicas

Fonte: thinkseg

Na plataforma 100% mobile thinkseg, corretores, seguradoras e clientes vão interagir no ambiente online. Toda a experiência da compra do seguro pelo usuário ocorre pelo celular. Mas, sempre haverá um corretor envolvido no processo para mostrar o funcionamento e ainda tirar dúvidas do cliente em relação ao seguro. Nesta semana, a thinkseg iniciou o cadastramento dos corretores para atuarem no seu marketplace – espaço online que integra seguradoras, clientes e corretores.

“Nosso objetivo é atingir 1 mil profissionais qualificados nesta primeira fase. É que chamamos de corretores apaixonados pelo formato de inovação proposto pela thinkseg. O corretor é o nosso principal personagem”, diz o CEO da thinkseg, André Gregori.

Mais de 200 corretores de todo Brasil já se cadastraram no plataforma mobile, logo que o processo foi iniciado na segunda semana de abril. “Temos recebido um retorno muito positivo dos corretores. Eles veem o aplicativo e a plataforma thinkseg como uma maneira de se digitalizarem e acompanharem a inovação, bem como se defenderem da venda direta ou não tradicional”, explica o CEO da thinkseg.

Para se cadastrar na plataforma 100% mobile thinkseg, o primeiro passo é o corretor entrar na home page www.thinkseg.com. No site, ele clica no espaço “seja um corretor “e, então, inicia o preenchimento do cadastro com dados pessoais, coloca o número do registro Susep e informações do negócio.

Feito o cadastro no site, na etapa seguinte, o corretor vai entrar na loja Google Play e baixar o APP thinkseg para celulares android. Será necessário preencher alguns campos com informações pessoais para a definição da senha de acesso ao APP. Em breve, o APP thinkseg estará disponível também da Apple Store para aparelhos com sistema IOS.

A interação do corretor com a plataforma 100% mobile resultará em um processo de “digitalização do corretor”, considerado um importante influenciador da plataforma. “Queremos auxiliar o corretor que não está ambientado com a tecnologia. Além disso, vamos qualificar os corretores com pontos para indicá-los às pessoas que não tiverem corretor”, diz Gregori.

É preciso vontade para adotar novas práticas. Os profissionais que não acompanharem as inovações tecnológicas mundiais vão sentir a estagnação do crescimento do próprio negócio ao longo dos anos. Segundo Gregori, o modelo de contratação thinkseg vai apoiar o corretor no uso da tecnologia para que ele tenha mais lucro e fique satisfeito com o modelo inovador da plataforma 100% mobile.

O Seguro Auto thinkseg vai poder ser contratado em minutos pelo celular. Feito o download do app thinkseg no mobile, ele passa a captar informações do modo de dirigir do motorista, por meio da tecnologia da telemática. Quando a pessoa está no volante, o app verifica a velocidade do motorista, como ele freia, como ele acelera, quantas vezes avança um sinal vermelho ou muda de pista, e quantas vezes lê mensagens e fala no celular enquanto está dirigindo.

A interpretação dessas informação, coletadas via app e pontuadas, vai beneficiar as pessoas conscientes no trânsito. O mercado de seguros nacional tem mais ou menos 75% de bons motoristas que pagam pelos maus motoristas. Todo o setor faz uma medição do grupo de risco. Para a thinkseg, o risco individual é o que vale. Com o APP thinkseg, os bons motoristas pagarão menos por seus seguros e terão benefícios, enquanto os mau avaliados não. É uma forma de criar mais motoristas conscientes.

Lideranças se reúnem para debater principais problemas enfrentados pela saúde suplementar

Fonte: FenaSaúde

A elevação da taxa de sinistralidade, ou seja, a relação entre as despesas assistenciais sobre as receitas de uma operadora, vem preocupando o setor de saúde suplementar, em especial as entidades representativas das operadoras de planos. A sinistralidade da saúde atingiu 84,4% no terceiro semestre de 2016 apenas com a assistência médica. Essa foi uma das discussões da mesa redonda “Controle da Sinistralidade na Saúde Suplementar”, realizada no 8º Seminário Unidas, nos dias 10/04 e 11/04, em Brasília(DF).

Participaram do debate, Sandro Leal, superintendente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde); Reinaldo Scheibe, presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge); Alberto Gugelmin Neto, diretor e vice-presidente da Unimed do Brasil; e Ricardo Ayache, diretor técnico da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas).

Na avaliação do superintendente da FenaSaúde, o crescimento elevado das despesas assistenciais vem desafiando o setor a manter o equilíbrio econômico dos contratos e a solvência das operadoras e do próprio sistema de saúde suplementar. Pelos estudos da FenaSaúde apresentados no debate, nos últimos dez anos, o resultado consolidado do setor foi positivo em apenas quatro anos, reflexo de uma dinâmica de custos que cresce acima das receitas.

A despesa assistencial per capita, pelos cálculos da Federação, cresceu 138,3% de 2008 a 2016. Neste mesmo período, a inflação medida pelo IPCA foi de 65,8% e o reajuste autorizado pela ANS para os planos individuais foi de 104,2% acumulados no período. “Isto mostra o descompasso entre a capacidade de pagamento das pessoas com o ritmo de crescimento dos custos da assistência à saúde”, segundo Leal. “É fundamental equacionar os fatores que causam esse crescimento excessivo dos custos, dentre eles a incorporação de tecnologias sem custo-efetividade comprovada, abusos e fraudes no uso de OPME e desperdícios em geral que são observados ao longo de toda a cadeia produtiva”, argumentou.

Sandro Leal também alertou que a regulação está voltada apenas para as operadoras, não alcançando o prestador de serviços médicos nem a indústria de materiais e equipamentos. “A regulação veio corrigir falhas de mercado e fornecer informação ao beneficiário. Mas o que vemos hoje é um excesso de regulação ou microrregulação, que impacta o operacional das empresas e desestimula o oferecimento de novos produtos. Para se corrigir falhas de mercado muitas vezes se criam falhas de regulação. Um exemplo é o que ocorreu nos planos individuais cujo subreajuste recorrente levou o mercado para os planos coletivos”, esclareceu o superintendente da Federação.

Leal defendeu a importância da precificação e da manutenção da solvência em um período de sinistralidade crescente. Para fechar as contas, as empresas estão investindo em tecnologias da informação que contribuam para a maior previsibilidade do risco como o big data e os modelos preditivos. As regras prudenciais também contribuem pela valoração dos ativos garantidores das provisões técnicas. Outras operadoras apostam na verticalização da atividade; compras diretas; e ações de prevenção das doenças e promoção da saúde como medidas de controle dos custos assistenciais. “Mas é preciso ir além com novos modelos de remuneração e novos produtos que ajudem no compartilhamento do risco como coparticipação e franquia tornando o consumidor um agente mais atuante e consciente na saúde suplementar”, concluiu.

O 8º Seminário da Unidas reuniu dirigentes de operadoras de saúde, gestores, executivos de instituições públicas e privadas, representantes de sociedades de classe, médicos, enfermeiros, acadêmicos, formadores de opinião e prestadores de serviço, a fim de debater e definir estratégias para melhorar a viabilidade econômica da saúde suplementar a curto, médio e longo prazos.

Comissão aprova seguro obrigatório para boates e casas de shows

Fonte: Agência Câmara

A Comissão de Finanças e Tributação aprovou proposta que obriga promotores e organizadores de eventos artísticos, culturais e esportivos a contratarem seguro por danos pessoais causados em decorrência desses eventos ou de incêndio, destruição ou explosão de qualquer natureza.

Foi aprovado o Projeto de Lei Complementar (PLP) 1/15, do deputado Lucas Vergílio (SD-GO). Pelo texto, o funcionamento de casas de shows, boates, teatros, estádios, cinemas e similares só será autorizado após a contratação do referido seguro de responsabilidade civil.

Relator na comissão, o deputado Newton Cardoso Jr (PMDB-MG) defendeu a aprovação do projeto e apresentou parecer pela não implicação da matéria em aumento ou diminuição de receita ou despesa públicas.

Acidentes coletivos – Os valores mínimos e as coberturas a serem contratadas serão definidos pelo órgão regulador de seguros (Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP). Nos casos de eventos em que haja cobrança de ingressos, o organizador terá ainda de contratar, como garantia suplementar, apólices coletivas de seguro de acidentes pessoais coletivos (AP). Nesse caso, o ingresso deverá trazer o valor do capital segurado individual, o número da apólice, o nome e o número do registro da corretora, o nome e o telefone da seguradora contratada. Em caso de morte, os herdeiros legais se tornarão os beneficiários de possíveis indenizações.

Indenizações – Para o seguro de acidentes pessoais coletivos, as indenizações mínimas, por pessoa, deverão ser de:

R$ 10 mil em caso de morte acidental;
R$ 5 mil no caso de invalidez permanente; e
R$ 2 mil para arcar com despesas médicas, inclusive diárias hospitalares.

O projeto tramita em regime de prioridade e já foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Antes de ser analisado pelo Plenário, deverá passar ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.