Bruno Garfinkel deixa diretoria de auto da Porto Seguro para fazer parte do Conselho de Administração

Garfinkel: Tenho em mente que muitos consumidores vão optar pelos produtos do grupo Porto Seguro por saber que ele tem um processo que do início ao fim valoriza o bem da sociedade

Mudanças na Porto Seguro, a maior e mais importante seguradora de automóvel do Brasil. Bruno Garfinkel, diretor de automóvel do grupo, deixa o operacional para assumir um posto no Conselho da Administração do grupo, onde está o pai Jayme Garfinkel, desde setembro de 2012. Ainda não há um nome para substitui-lo, com Luiz Pomarole, diretor geral da Porto Seguro, acumulando a função.

A notícia foi confirmada ao blog Sonho Seguro pelo CEO Fábio Luchetti. Bruno vinha atuando como executivo em várias áreas das empresas do grupo Porto nos últimos 15 anos. Passou pela Azul Seguros, conhecida como a seguradora light do grupo. Também atuou na área de produção e vendas no canal corretor que representa mais de 90% da distribuição de seguros patrimoniais no Brasil.

A área de sinistros, considerada pelo próprio Bruno como a principal de uma seguradora, por ser a entrega do produto ao cliente, também agregou muito a experiência do herdeiro da família Garfinkel, principal acionista e controlador da Porto Seguro, para atuar no Conselho de Administração. Bruno também teve um papel decisivo na criação da Renova Ecopeças, a primeira desmontadora de veículos do Brasil.

Segundo Fábio Luchetti, durante essa jornada “Bruno pode construir uma ótima visão da cadeia de valor da Porto e entender nossas forças e o que nos diferencia. Pode vivenciar, transpirar a Porto e compreender a alma da companhia”. De acordo com Luchetti, a ideia com essa mudanca é intensificar a convivência do Bruno com o Jayme no Conselho.

Em dezembro de 2016, Jayme Garfinkel estendeu por dois anos à sua atuação frente da presidência do Conselho de Administração da Porto Seguro. Pelas regras, o presidente do Conselho da empresa não pode ter mais de 70 anos. Garfinkel completou 71 anos no final de novembro passado. “Assim, teremos um membro da familia Garfinkel no Conselho, representando a familia e muito bem preparado para sustentar os valores e principios da Porto que nos trouxeram ate aqui”, comenta Luchetti.

A diretoria executiva possui muitos executivos preparados para tocar a Porto e suas empresas no dia a dia, que poderá contar Bruno. Porém, é importante para todos os stakeholders que o DNA do jeito Porto de ser esteja bem protegido no Conselho. “Ninguém melhor do que o Bruno Garkinkel, filho de Jayme, para garantir essa proteção. E ele ja foi vacinado por 15 anos”, brinca Fabio Luchetti.

Luiz Pomarole acumulará o cargo da diretoria de automóvel, principal carteira da seguradora. “Não queríamos nos precipitar na substituição imediata do Bruno por algum executivo”, informou o CEO da Porto. Segundo ele, existem várias opções e inclusive preparadas. “Estamos no meio de uma transição de sistemas no produto auto das três marcas e um ajuste de comando agora poderia gerar mais interferência e desnecessária. Como o Pomarole é um dos executivos que mais conhece do mercado de seguros de automóvel no Brasil, e eu diria da América Latina, ele se propôs a assumir, interinamente, a gestão do produto Auto Porto, pois tem muita facilidade, até que as prioridades atuais sejam entregues e depois decidiremos pelo executivo que assumirá a posição deixada pelo Bruno”, finaliza Luchetti.

A família Garfinkel comprou a Porto em 1972 e no mesmo ano Jayme entrou na empresa, como assistente da diretoria. Em 1978, com o falecimento de seu pai, Abrahão, assumiu, ao lado de sua mãe, Rosa, o comando da seguradora. Em novembro de 2004, a Porto abriu o capital na BM&FBovespa, operação que movimentou R$ 440 milhões.

Em 2016, o grupo Porto Seguro faturou R4 16,3 bilhões, 4% acima do resultado obtido em 2015.O lucro líquido foi de R$ 932 milhões, queda de 9% em relação ao ano anterior. Os seguros de auto sofreram com os efeitos da crise econômica, resultando no aumento da criminalidade (principalmente nos estados do RJ, MG e RS) e no enfraquecimento da demanda, que associada a política de ajustes de preços adotada para melhorar as margens ocasionou uma redução do número de veículos segurados, segundo explicou a companhia em nota no balanço divulgado em fevereiro.

AXA comemora os resultados obtidos no Brasil

A AXA Brasil reuniu ontem funcionários, clientes e corretores em uma festa linda, chique e impecável. Muitos dos mais de 500 convidados se mostravam abertos a parceria de crescimento rentável, num relacionamento que deve contentar os envolvidos no contrato: corretores, clientes e seguradora. Essa foi a tônica do discurso do CEO Philippe Jouvelot. Sem notícias bombásticas como todos esperavam. Bombástico só o show da talentosa Vanessa da Mata.

Todos os presentes se perguntavam qual seria o anúncio da AXA na elegante festa — comprou alguém? finalizou as negociações de parceria na área de saúde com a Notredame Intermédica? Com a Amil? Eles tem muito capital e podem comprar quem quiserem. Mas nada disso. O discurso de sempre: Brasil é prioridade. Tanto que é o hub do grupo na América Latina. Muito investimento em tecnologia para facilitar a vida dos clientes e corretores e assim ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em vendas em 2017 e também atingir o breakeven (equilíbrio e lucro) dos dois anos de investimentos, que estava previsto somente para 2018. Em 2016 o grupo faturou cerca de R$ 600 milhões, incluindo os R$ 188 bilhões da carteira de grandes riscos adquirida da SulAmérica em 2015.

Os investimentos abrangem ter um sede agradável no novo coração financeiro da capital paulista, com vista para a ponte Estaiada, cartão postal de São Paulo. Dedicação na construção de um programa de benefícios interessante para atrair e reter os melhores profissionais do setor. Afinal, uma seguradora, que presta serviços, tem como seu maior ativo sua equipe, que hoje soma 2 mil pessoas, sendo pouco mais de 400 na área de seguro. Jouvelot costuma dizer que quer ter poucas pessoas, bem pagas e decididas a ajudar a implementar a operação brasileira do maior grupo segurador do mundo no Brasil. E quanto terminar a sua missão, o suíço com jeito de francês, continuará morando no Brasil. “Amo esse país cheio de oportunidades”, diz.

Entre as oportunidades que estão no radar de Philip Jouvelot há nichos como varejo, saúde e grandes riscos. No ano passado o grupo anunciou uma parceria para vender seguros para a Casas Pernambucanas, que deverá movimentar R$ 2 bilhões em prêmios nos próximos dois anos. Ele também sonha em conseguir equalizar a problemática do setor de saúde — com custos altos, regulamentação desequilibrada e relevante percentual do faturamento escorrendo pelo ralo em fraudes e desperdícios — e criar um seguro de saúde para as pessoas que realmente precisam: a classe média brasileira. “Eles estão dispostos a gastar até 20% da sua renda com isso. É muito”, afirma. O grupo já investiu mais de R$ 10 milhões em pesquisas nesse mercado e a qualquer momento pode surgir uma novidade.

Só digo uma coisa: os brasileiros agradecem a geração de empregos, oportunidades na carreira, oferta de bons produtos e serviços, e sentir orgulho de trabalhar para sustentar suas famílias. Bem vinda AXA em seu retorno ao Brasil em grande estilo. Como canta Vanessa da Mata: Boa sorte/Good Luck. Borá conquistar um mercado com potencial gigante, consumidores ávidos por protegerem a si, suas famílias e suas empresas, com coberturas reais e preços justos. E tudo isso com muito respeito, dignidade, valores e direitos. Ética. Boa sorte/Good Luck.

Resseguradoras locais registram ROE médio de 16,4%

A Terra Brasis divulgou uma prévia do estudo de resseguros referente aos dados consolidados de 2016. O volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 10,17 bilhões, sendo R$ 7,39 bilhões colocados nas resseguradoras locais (perto de 73%), praticamente estáveis em relação a 2015.

Os autores do estudo estimam que o resseguro aceito pelas resseguradoras locais relacionado a riscos do exterior teve um crescimento perto de 24%, ficando em R$ 1,44 bilhão em 2016, contra R$ 1,16 bilhão do ano anterior.

A sinistralidade bruta das resseguradoras locais ficou em 66% (62% para o IRB e 71% para o conjunto das outras locais) contra 98% do mesmo perído do ano anterior. O índice combinado ficou em 96% (91% para o IRB e 103% para o conjunto das outras locais) em comparação aos 101% apresentados em 2015 (94% para o IRB e 110% para o conjunto das outras locais).

O resultado após impostos foi de R$ 1,14 bilhão, tendo sido de R$ 943 milhões em 2015. O R.O.E. (Return on Equity) anualizado do conjunto de resseguradores locais foi de 16,4% (14,7% em 2015) sendo que o do IRB se manteve próximo de 25% e o conjunto das demais locais melhorou de 5,5% em 2015 para 8,0% em 2016.

Transferência de riscos: uma luz para iluminar o mercado de previdência complementar

Artigo escrito pelo atuário Cesar Luiz Danieli, da Mercer Gama, sobre o tema:

A gestão de recursos para suprir toda a sobrevida, bem como os riscos de invalidez e morte, que vem tendo diversas amplitudes para cada indivíduo, é um problema de relevância crescente em especial na gestão de planos de aposentadorias de benefícios definidos, contribuição variável e na colocação de modelos que atendam às necessidades dos participantes.

Destaca-se ai, que o risco de sobrevivência ou a sobrevida esperada assume particularidades para cada indivíduo e varia sob diversos aspectos, tais como a idade que o indivíduo possui na data da análise, o gênero, o local onde vive, e as questões hereditárias e genéticas, dentre outros fatores, e que a interação destes podem indicar de forma geral e estatística uma expectativa de sobrevida esperada.

Como resolver estas questões em planos de benefícios, com recursos escassos, redução de massa de participantes nos planos, e sobrevida crescente, tanto no campo coletivo para evitar o surgimento de déficits técnicos e melhoria da solvência, ou no campo individual, quando vamos para um planejamento da aposentadoria os aspectos estatísticos bem como os genéticos devem ser avaliados para podermos decidir pela data da aposentadoria considerando os recursos acumulados e por acumular, de forma a suprir os anos esperados de uma sobrevida menor ou maior, o que por si só é um processo complexo e com riscos embutidos em sua estimação, pois os critérios avaliados não são precisos ou exatos em termos numéricos em face de envolverem uma incerteza de realização, pelo fato de levarem em consideração cálculos estatísticos de medidas centrais.

Para sanar a problemática, surgia a Resolução CNPC nº 17/15 que autorizou as EFPC a contratar seguros específicos com sociedades seguradoras, a fim de dar cobertura aos planos de benefícios do risco decorrente de invalidez de participante, morte de participante ou assistido, sobrevivência do assistido e desvios das hipóteses biométricas. Agora a CNPC vem regulamentar a outra parte que faltava a regulação e autorização para que as empresas / companhias de seguros elaborassem os produtos que as EFPC necessitam para fornecer melhores condições de solvência e maiores alternativas de financiamentos das aposentadorias dos seus participantes.

A minuta da resolução do CNPC traz uma serie de possibilidade e deixa aberta a possibilidade das seguradoras puderem constituir produtos de forma que venham a atender os mais diversos e variados planos de benefícios operados por EFPC.

A Resolução traz algumas questões importantes que os produtos das seguradoras deverão observar, destacando-se:

Os riscos de invalidez do participante, morte de participante ou assistido e – sobrevivência de assistido, deverão ser contratados de forma coletiva sendo a EFPC o estipulante[1] da apólice de seguros.

No seguro de desvios das hipóteses biométricas, o segurado é a EFPC;
Nos seguros e planos de pecúlio que cubram os riscos de invalidez do participante e o de morte do participante ou assistido dos planos de benefícios de uma EFPC, esta será a única beneficiária das coberturas contratadas;

As coberturas de morte e invalidez poderão ser estruturadas sob a forma de pagamento único ou renda e deverão ser contratadas na modalidade de benefício definido;

O seguro com cobertura de sobrevivência do assistido deverá ser contratado na modalidade de benefício definido;

A adesão ao contrato celebrado entre a seguradora e a EFPC, para cobertura de sobrevivência poderá ocorrer nos seguintes momentos – antes da data de concessão do benefício de renda pela EFPC – na data de concessão do benefício de renda pela EFPC ou ao fim do pagamento do benefício de renda pela EFPC;

O plano deverá garantir aos segurados, durante o período de diferimento do plano de seguro, remuneração por meio da contratação de índice de atualização de valores de taxa de juros e a reversão parcial ou total de resultados financeiros;

A cobertura de desvios das hipóteses biométricas (poderão garantir os riscos de sobrevivência, morte e invalidez) poderá ser garantida por meio dos seguros de fluxo biométrico e de índice biométrico;
No seguro de fluxo biométrico, as indenizações serão calculadas com base nos fluxos (fixados em contrato) observados e estimados de pagamento de benefícios;

As tábuas biométricas utilizadas no plano de seguro devem ter seu uso tecnicamente justificado na nota técnica atuarial e respeitar os limites e critérios estabelecidos nos normativos vigentes e poderão prever melhoria das taxas de mortalidade;

Contudo, para proteção adicional, não podemos esquecer que a Resolução CGPC nº 17/15 prevê que a contratação do seguro dependerá da prévia realização de estudos técnicos pela EFPC, ocasião em que se demonstrará a viabilidade econômico-financeira e atuarial, devendo haver também aprovação pela Diretoria Executiva e pelo Conselho Deliberativo, onde as EFPC deverão buscar soluções de mitigação dos riscos conforme as fases da linha de vida dos seus participantes e assistidos.

Neste campo, os estudos deverão possuir comparativos para uma decisão entre a contratação do seguro ou da criação de mecanismos por meio de Fundo Previdencial, sendo demonstrado quando for o caso:

O nível necessário de um Fundo Previdencial para garantir dos riscos, com níveis de segurança suficiente para manutenção no plano os benefícios de riscos versus o custo do seguro para transferência desses mesmos benefícios;

O nível de reserva para manutenção de solvência versus custos para a mesma manutenção se for por contratação de seguro;

Custo de troca de hipóteses biométricas no plano versus a contratação de seguro das hipóteses biométricas;

Nivel do beneficio vitalício ou beneficio decrescente ou benefício temporário versus a expectativa de sobrevida individual;
Dentre outras questões que deverão ser abordados pelos atuários nos estudos técnicos de viabilidade.

Isto posto, depreende-se que a gestão de risco da sobrevivência e dos benefícios de riscos são desafios crescente para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar – EFPC com os planos que administram, sendo ao mesmo tempo uma fonte de oportunidades, a medida que seu público sinta a necessidade de planejamento para as suas aposentadorias e esperamos que o mercado segurador venha suprir esta necessidade ou seja que realmente teremos um “UNIVERSAL PREV”.

[1] ESTIPULANTE – É toda pessoa física ou jurídica que contrata seguro por conta de terceiros, podendo, eventualmente, assumir a condição de beneficiário, equiparar-se ao segurado nos seguros obrigatórios ou de mandatário do(s) segurado(s) nos seguros facultativos.

Sobre o Autor

Cesar Luiz Danieli é Atuário graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS Pós-Graduado em Gestão Financeira com ênfase em Mercados de Capitais pela Fundação Getúlio Vargas – FGV e Máster Internacional em Auditoria y Gestión Empresarial pela Universidad Europea Miguel de Cervantes – UEMC. É Diretor de Previdência, Saúde e Seguros da Mercer GAMA.

Valor Econômico publica Suplemento de Seguros

O Valor Econômico publica hoje um Suplemento Especial sobre o mercado de seguros. As matérias traçam um cenário dos principais segmentos desta indústria que administra recursos de mais de R$ 800 bilhões, sendo previdência e saúde os principais nichos de negócios.

O especial está encartado no jornal de hoje e pode ser lido também no link

http://www.valor.com.br/especiais/suplemento?tid=5319&date=20170321

Mercado – A recuperação da economia após dois anos consecutivos de retração, o cenário de inflação em queda e a tendência de maior afrouxamento monetário balizam as projeções da CNseg de um avanço nominal entre 9% e 11% na arrecadação de segmento em 2017. Além da tímida expansão do PIB este ano – de 0,48%, conforme a mediana das expectativas dos economistas que compõem a pesquisa Focus, do Banco Central -, a aposta é que um reflexo dessa melhora na recuperação da trinca renda, emprego e crédito, parte primordial da engrenagem que sustentou os crescimentos “chineses” dessa indústria até 2013, ainda levará um tempo para se materializar. “Embora haja indicadores positivos, a recuperação será muito lenta, com os primeiros sinais surgindo no segundo semestre e os efeitos mais produtivos apenas em 2018”, diz o presidente da CNseg, Marcio Coriolano.

Saúde – Sob análise da Agência Nacional de Saúde (ANS), a proposta de criação dos chamados planos de saúde acessíveis tem gerado muita polêmica. Para representantes das empresas ele é visto como necessário para baratear custos e recompor a base de clientes, prejudicada pela perda, desde 2014, de mais de 2,5 milhões de usuários que possuíam planos corporativos e ficaram sem emprego. Para entidades como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), porém, a ideia é um retrocesso que retira direitos dos consumidores conquistados desde 1998 com a lei 9656, que regula planos e seguros privados. a presidente da Federação Nacional de Saúde Complementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes, acredita que a coparticipação fará com que o beneficiário “participe mais ativamente das decisões que envolvem a sua própria saúde”. “Ao ter que arcar com parte do custo, o paciente vai questionar o médico se o procedimento é realmente necessário . O paciente nunca irá substituir o médico, lógico. Mas muitas vezes ele não está preocupado em ter utilização mais consciente porque não é ele quem paga”, diz Solange.

Previdência – Alvo de protestos e de greves no último dia 15, a proposta de reforma da previdência aumentou a preocupação dos brasileiros com a aposentaria. Mas a PEC não é considerada fator determinante para o aumento de contratações dos plano privados e e nem tem estimulado a criação de novos produtos para o público com menor renda.

Vida – As seguradoras ampliaram o leque de produtos ligados à modalidade vida. Elas têm trabalhado para ofertar apólices com mais opções de investimentos e aguardam ainda a regulamentação do VGBL Saúde e do Vida Universal, um produto de vida com acumulação de recursos com potencial estimado em 125 milhões de beneficiários, segundo Edson Franco, presidente da Fenaprevi.

Millennials – A porta de entrada dos “millennials” para a contratação de um seguro de vida se dá por dois caminhos: por iniciativa própria, na maior parte das vezes motivado por um acontecimento marcante, ou por estar incluído no pacote de benefícios do empregador, o que é mais comum.

Insurtech – A tecnologia começa a chacoalhar, ainda que de maneira tímida, o setor de seguros. Parte desse movimento tem sido capitaneada pelas chamadas insurtechs, empresas que se valem de recursos tecnológicos para ofertar seguro de maneira inovadora.

Startups – O especial do Valor também destaca as novatas que usam tecnologia para inovar a forma de ofertar seguro têm despertado interesse de grandes investidores e fundos de venture capital. Desde 2011, mais de US$ 4,9 bilhões foram investidos em 196 insurtechs nos EUA, segundo a CB Insights e a Accenture Analytics. Conforme dados, 56% dos investimentos foram destinados a projetos no mercado de distribuição de seguros.

Digitalização – No ramo financeiro e também de seguros, o uso da tecnologia sempre foi intensivo. De uns anos para cá, no entanto, com o avanço da internet, da mobilidade e da computação em nuvem, a digitalização dos processos cresceu.

Auto – A queda de 20,1% nas vendas de veículos novos em 2016 representou não apenas o quarto ano consecutivo de retração, mas significou o patamar mais baixo de emplacamentos desde 2006. Por tabela, atingiu em cheio a carteira de seguro de automóveis.

D&O – Alívio. Esse é o sentimento dos principais executivos que atuam com o seguro de responsabilidade civil de executivos, conhecido como Directors & Officers (D&O).

Grandes riscos – A expectativa de uma retomada consistente do cronograma das grandes obras públicas de infraestrutura foi reforçada no início de março, quando o governo Temer anunciou um pacote de R$ 45 bilhões no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que incluem projetos nas áreas de energia, transporte e saneamento.

Rural – O seguro rural apresentou crescimento nominal de 11,3% em 2016, com vendas de R$ 3,6 bilhões. O ritmo foi menor do que em anos anteriores, mas foi comemorado por ter avançado diante da crise que derrubou outros nichos de negócios importantes, como o seguro de carro( que caiu 3,2%).

Crédito – Se para o mercado de seguros a percepção de riscos é o combustível que pode levar à adoção de medidas de proteção, para a área de crédito, são as crises econômicas que, em geral, tornam o produto mais conhecido e procurado.

Atletas – A Olimpíada de 2016 aqueceu o mercado de seguros para esportes que, no entanto, continua incipiente no Brasil. Marcelo Blanquier, diretor da corretora e consultora de riscos internacional JLT, explica que este mercado era praticamente inexistente até pouco tempo atrás, devido ao monopólio do resseguro, que durou 70 anos.

Risco cibernético – O roubo de dados de clientes da corretora XP Investimentos acendeu o alerta no mercado brasileiro. Quem não pensava em proteção de informações passou a discutir o assunto e a buscar alternativas para aumentar a segurança de seus bancos de dados e sistemas de informática.

Transporte – O mercado de seguro transporte passa por um período desafiador. Com notícias de assaltos frequentes, os clientes investem no gerenciamento de risco para conseguir contratar um seguro com taxas não proibitivas.

Resseguro – Passados dez anos da promulgação da abertura mercado brasileiro de resseguros, o resultado é comemorado por todos. Mesmo que faltem alguns ajustes nas regras, o Brasil já é considerado um mercado maduro e global. Saímos de um ressegurador autorizado a vender resseguro, em 2007, para 123, dez anos depois. Dos 40 maiores grupos resseguradores mundiais, 38 operam regularmente no Brasil e ofertam capacidade e produtos aos clientes brasileiros, diz Paulo Pereira, presidente da Fenaber. O IRB é o grande destaque da materia pelo lucro e expectativa de IPO.

Resseguro Tributação – A principal pauta de discussão dos resseguradores neste início de ano é a tributação. “Temos de ser competitivos com outros mercados para dar condições de os resseguradores aqui instalados poderem subscrever riscos da América latina no Brasil, o que fará do pais o pólo de resseguros da região, afirma Paulo Pereira, da Fenaber.

Compliance – Pelas estatísticas oficiais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), nos últimos sete anos, 103 operações do mercado segurador foram configuradas como casos de lavagem de dinheiro. O dado surge da filtragem de mais de 1,4 milhão de comunicações relevantes, feitas por 729 informantes (corretoras e seguradoras) à Susep e encaminhadas ao Coaf entre 2010 e 2017.

BB Seguridade investe no Fundo de Investimentos BR Startups

Comunicado

A BB Seguridade, holding que reúne os negócios de seguros, previdência, capitalização e planos odontológicos do Banco do Brasil, vai investir no Fundo BR Startups, criado pela Microsoft Participações e gerido pela MSW CAPITAL. Com o investimento, a BB Seguridade passa a ser o investidor-âncora de Insurtechs, segmento que procura desenvolver a cultura da inovação para a área de seguros.

Interessados em participar da seleção de investimento em startups no segmento de seguros e serviços que possam atender a esse mercado (Insurtech) deverão se inscrever pelo site http://www.fundacity.com/fundo-br-startups/apply/1334 a partir de hoje. Os temas de interesse para este segmento são: produtos de seguridade, marketing e experiência do usuário, educação financeira e planejamento pessoal, Big Data e Analytics, dispositivos da chamada “internet das coisas”, infraestrutura, sistemas, plataformas e inteligência artificial.

O interesse da BB Seguridade está direcionado a empresas que tenham atuação em uma das áreas do seu portfólio de negócios, direta ou indiretamente. Mais do que o investimento financeiro, as empresas poderão dispor da experiência dos principais executivos da BB Seguridade na mentoria e orientação dos negócios. Além disso, poderão contar com apoio operacional e tecnológico e business networking nos mercados em que a holding atua. A diretora de Clientes, Comercial e de Produtos da holding, Angela de Assis, comenta a experiência para a empresa.

“Com a expertise adquirida neste trabalho com o Fundo BR Startups, esperamos que novos insights sejam trazidos para a BB Seguridade, de forma a gerar eficiência em processos e para auxiliar na ampliação do comportamento de inovação dentro da empresa, buscando sempre soluções de seguridade que tenham foco na visão do cliente”, diz Angela.

O BR Startups é atualmente o principal veículo brasileiro de estímulo à inovação externa, por meio da atividade de Corporate Venture, contando com grandes investidores como a própria Microsoft Participações, o Banco Votorantim, a Monsanto, o grupo Algar, a Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (AgeRio) e a Qualcomm. Os investimentos são direcionados a empresas no estágio de pós-aceleração, ou que já tenham um modelo de negócio validado, porém com porte ainda insuficiente para atrair o interesse de investimento de fundos de Venture Capital “Série-A”.

“O Fundo BR Startups tem recebido aporte de grandes empresas que são referência em suas áreas de atuação, ampliando as áreas temáticas para investimento e contribuindo para o desenvolvimento econômico em diversos setores no país. Agora, com a participação da BB Seguridade, o setor de seguros, previdência e capitalização passa a ser alvo de interesse do fundo também”, diz Franklin Luzes, COO da Microsoft Participações.

Moises Swirski, sócio da MSW e Gestor do BR Startups, comenta sobre o novo momento do Fundo com a entrada da BB Seguridade. “Ao contribuir no elo entre a BB Seguridade e a energia criativa das startups, o Fundo se sintoniza com a transformação dos negócios de seguros impulsionada pelo avanço da tecnologia de conectividade e pela capacidade de análise de grandes massas de informação. Essas tecnologias permitirão progressos na gestão proativa de riscos e no design de estratégias eficazes, reduzindo custos e chances de sinistros. E, para as startups, o elo com a grande empresa dá eficácia a sua trajetória de desenvolvimento pelo acesso ao conhecimento, network e visão estratégica de mercado”, diz Moisés.

Sobre o Fundo BR Startups
O fundo BR Startups foi criado pela Microsoft Participações, holding de investimentos lançada em 2013 para realizar investimentos estratégicos relacionados ao fomento à inovação e ao empreendedorismo, em conjunto com grandes Corporações. O fundo é gerido pela MSW Capital, Gestora com experiência na orientação de empreendedores e histórico de sucesso em fusões e aquisições.

Rádio CNseg: especialista explica atuação do mercado de seguros no setor de óleo e gás

Release

A Rádio CNseg aborda nesta semana o tema “Óleo e Gás”, assunto extremamente importante para a economia brasileira por conta da cadeia de produção envolvida. Nesta terça-feira, o programa “Conheça os Seguros Gerais” traz uma análise desse segmento feita pela gerente de Subscrição para o Setor de Petróleo do Grupo Segurador BB&Mapfre, Bruna Rinaldi. A especialista explica a atuação do mercado de seguros no setor, em vista dos leilões de áreas de exploração programados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Segundo ela, o seguro de petróleo abrange todas as etapas de exploração, perfuração e produção. “Depois de definidos os vencedores da concessão dos campos de petróleo, inicia-se o processo de conhecimento do campo, a geologia e o processo de sísmica. Nesse momento ainda não há a necessidade de contratação de um seguro, isso vai conforme a política de seguro de cada companhia”, diz. No mesmo dia, o programa “Qual é a dúvida?” explicará ao ouvinte o que diferencia a capitalização da poupança, em entrevista de Carlos Correa, diretor-executivo da FenaCap (Federação Nacional de Capitalização).

Nesta segunda-feira, a Rádio CNseg traz Entrevista Especial com o cientista político Carlos Melo, do Insper, que analisa a reforma política, o sistema eleitoral e o Estado brasileiro. “De uma forma geral, somos melhores que nós mesmos muitos anos atrás, em relação à nossa tradição de pouca democracia. Mas isso não significa que estejamos bem. Estamos longe de uma plenitude institucional e precisamos lutar por esse aperfeiçoamento.” Melo alerta para a importância de se resgatar a ideia de democracia, em que todos são iguais perante a lei. “Riscar do mapa a ideia de privilégio seria um bom primeiro passo.”

No mesmo dia, o quadro “Fala Presidente” inicia uma série para explicar o que é e como funciona o mercado de seguros. No programa, o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Serôa de Araujo Coriolano, explica o seguro como “a democratização da proteção do risco”. Segundo ele, o papel das seguradoras é justamente “organizar essa democratização do risco, ou seja, ela oferece a cada um a possibilidade de se integrar a determinados conjuntos grandes de pessoas, as chamadas mutualidades, para que elas possam ter esse acesso”. Coriolano explica também o conceito de mutualidade: “É um conjunto grande de pessoas que podem estar submetidas ao mesmo risco. E como o risco afeta todo mundo, desde que a gente nasce, passando por toda a nossa vida profissional até o final da vida, é mais do que necessário se integrar a um conjunto desses para se precaver de riscos”.

O quadro “Entenda os Seguros de Pessoas” desta quarta-feira explicará como o contribuinte deve declarar o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) no Imposto de Renda. Nesse mesmo dia, a série “Comunicação com o cliente”, exibida no programa “Momento da Inovação”, trará entrevista com o membro da comissão de Ouvidoria de CNseg Emerson Del Re. Ele abordará os impactos causados pelo avanço tecnológico no atendimento ao cliente das empresas de seguros, como o uso de aplicativos (Apps). No programa seguinte (29/3), o executivo abordará a comunicação com o consumidor por meio das redes sociais.

Na quinta-feira, o quadro “Por dentro da Saúde Suplementar” receberá o chefe do Serviço de Clínica e Cirurgia da Coluna Vertebral, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, Edmond Barras. Na última entrevista da série “Escolhas necessárias para o futuro – reflexões para a saúde suplementar”, Barras alerta para a necessidade da segunda opinião médica e como tal providência evita excessos de cirurgias com órteses e próteses. De acordo com o médico, cerca de 860 mil cirurgias de coluna foram realizadas no mundo em 2015. No mesmo dia, vai ao ar o quadro “Sustentabilidade”.

Fechando a semana, é a vez do programa “Minuto da Capitalização” e do espaço “Dicas do Consultor”, que trará Humberto Castro, professor do IBMEC, orientando o contribuinte sobre como declarar ganho de capital no Imposto de Renda.

Diariamente, a Rádio traz, ainda, boletins de serviço, notícias do setor, da economia e da política do país, além da programação musical. A grade completa está disponível em http://radio.cnseg.org.br.

Tokio Marine Residencial passa a aceitar seguros de plataformas de locação como Airbnb e HomeAway

A Tokio Marine, após oferecer proteção para veículos de transporte por aplicativo, como Uber e Cabify, passa a incluir na cobertura do Seguro Residencial Premiado imóveis disponíveis em plataformas de locação e aplicativos, como Airbnb, HomeAway, HouseTrip, entre outros.

“O Tokio Marine Residencial Premiado é um produto completo, econômico, flexível e inovador. Garantir a proteção desse imóvel, principalmente enquanto estiver locado, é o papel que a Companhia desempenha para que o Cliente possa ter um negócio rentável, sem se preocupar com a segurança dos bens”, explica Arnaldo Bechara, Diretor de Precificação e RD Massificados da Tokio Marine.

Além de ter a facilidade de pagamento em até seis vezes sem juros ou em 12 vezes fixas no cartão de crédito, no Seguro Residencial Premiado, o Cliente da Seguradora conta com vantagens como atendimento VIP para os serviços de assistência 24 horas, consultoria exclusiva de sustentabilidade, serviço de descarte de móveis e equipamentos eletrônicos, help desk ilimitado para computadores e uma completa inspeção domiciliar, com limpeza de ar-condicionado, instalação de telas de segurança para apartamentos, instalação de suporte de TV, caçamba para descarte de entulhos, limpezas de até três caixas d’água, entre outras facilidades.

“Buscamos a todo o momento estar em linha com as mudanças de comportamento e de hábitos de consumo da sociedade. No caso de Seguros para imóveis de locação, inovamos e atendemos a um nicho muito específico, que faz toda a diferença. Os próprios usuários dessas plataformas devem se sentir mais tranquilos sabendo que existe o trabalho de uma empresa forte no mercado prezando por seu conforto e segurança”, reforça Arnaldo.

Crise dos frigoríficos abre discussões no mercado de seguros

Governo minimiza crise da carne e rebate argumentos da PF

A crise dos frigoríficos tem dois impactos no mercado segurador: quais as apólices podem ser acionadas e como funciona o seguro de risco reputacional. Segundo especialistas, vários tipos de apólices podem ser envolvidas em um caso como o trazido à tona com a deflagração da operação “Carne Fraca”, pela Polícia Federal, que investiga vários frigoríficos brasileiros há dois anos.

Entre as coberturas ofertadas pelas seguradoras aos clientes que buscam transferir riscos inerentes aos negócios estão imagem reputacional, directors & office (D&O), crédito, garantia de contratos entre outras. Tanto clientes das marcas investigadas como também dos frigoríficos que não foram citados podem sofrer com os efeitos da falta de credibilidade que se espalhou com as investigações. As ações dos três frigoríficos perderam em um só pregão R$ 5,9 bilhões do seu valor de mercado, quase 10% do valor do setor na bolsa.

Lembrando que prejuízos que tenham comprovação de dolo e fraude estão excluídos de qualquer apólice de seguro em qualquer parte do planeta. Para empresários do setor de seguros, o maior impacto é o risco reputacional. O seguro cobre gastos que as empresas venham a ter para reagir ao risco, como a contratação de equipes de comunicação e de consultores para gerenciar o risco de imagem.

Também neste seguro há cobertura para as perdas financeiras estimadas que não estejam contempladas em outras, como o D&O, contrato que prevê verba para despesas atreladas à gestão da crise, como ações marketing e publicidade ligadas aos executivos envolvidos. O D&O também cobre custas de defesa dos executivos até que se dê a sentença judicial, bem como danos causados aos acionistas. Neste caso a queda do valor em bolsa foi grande logo no primeiro dia.

A apólice de Erros e Omissões também pode cobrir estragos causados por um problema como o dos frigoríficos citados na operação Carne Fraca. Também é possível acionar a cobertura de responsabilidade civil para indenizar perdas causadas e solicitadas por consumidores.

As apólices de seguro reputacional são oferecidas no mercado internacional por um número reduzido de seguradoras e resseguradoras. No Brasil, menos de cinco apólices são citadas pelos segurdores. Segundo os executivos, o interesse existe e aumentou muito depois da crise reputacional vivida pela mineradora Samarco e seus acionistas Vale e BHB, com o rompimento da barragem em 2015.

No entanto, o apetite das seguradoras é restrito. Os especialistas afirmam que o seguro só é vendido para empresas que tenham um programa de compliance impecável e que ele seja realmente colocado em prática. Além disso, o treinamento de funcionários é um dos quesitos mais observados pelas seguradoras. Caso seja comprovado dolo ou omissão, a cobertura é negada.

Como são poucos grupos que ofertam, o capital disponível também é limitado e não atende a necessidade dos grandes grupos, que acabam desistindo do seguro por não mitigar o impacto estimado com evento de grandes proporções. A maior dificuldade dos grupos interessados em comprar a cobertura é definir e avaliar os riscos a que suas reputações estão expostas. A avaliação da perda financeira é feita por um perito, que vai determinar a parcela da perda total que pode ser ligada à crise reputacional.

Segundo o advogado Walter Polido, da Polido e Carvalho Consultoria em Seguros e Resseguros, dificilmente haverá um seguro eficaz para essa situação-limite. “Se tudo ocorreu como anunciado até agora, houve má-fé na administração. A atuação criminosa constitui risco excluído em praticamente todos os tipos de seguros, no Brasil e no mundo”, avalia.

Difícil seria separar uma situação e outra, explica. Única hipótese plausível seria demonstrar que realmente os atos ocorreram sem o conhecimento da Administração das empresas, sem a ordem efetiva de representante legal para que agissem de forma a provocarem o que de fato aconteceu”, comenta.

Ele explica que cada tipo de seguro tem a sua particularidade e, se algum tipo de reclamação de sinistro surgir, então os técnicos deverão se debruçar sobre os textos das apólices e tendo em mente as bases jurídicas daquele determinado contrato de seguro, as quais, através do CC/2002, artigo 762, encontram norma intransponível: “nulo será o contrato para garantir risco proveniente de ato doloso do segurado, do beneficiário, ou de representante de um ou de outro”. Então, o produto do crime e oriundo da administração da empresa jamais poderá ter a responsabilidade decorrente transferida para o contrato de seguro, seja ele qual for. “Seria imoral e antijurídico qualquer tipo de cobertura com este teor, conforme a lei citada”, finaliza.

No final de semana, o governo brasileiro concedeu entrevista coletiva para amenizar os impactos de imagem do setor de carnes, prestando esclarecimentos os mercados internacionais que importam dos frigoríficos locais. O Brasil é o maior exportação de carne do mundo, para inúmeros países. Todo os empresários do setor e membros do governo não podem esquecer que 80% da carne bovina é consumida no Brasil. Ou seja, não basta dar satisfação aos mercados que importam 20% da produção do Brasil. É preciso dar informações e transparência aos consumidores brasileiros. Um grupo pequeno foi fiscalizado. A obrigação é fiscalizar todos para ver se há irregularidades.

Par Corretora torna-se Wiz e diversifica atuação

Comunicado

A Par Corretora apresentou aos principais investidores nacionais sua nova marca e um novo posicionamento no mercado. A empresa agora chama-se Wiz e torna-se uma provedora de soluções. O foco será a identificação de oportunidades e implementação de soluções precisas. A companhia vai combinar serviços financeiros e de seguros para atender as necessidades dos clientes.

A mudança da marca faz parte de um processo evolutivo que começou em 2012, com a entrada de novos investidores, e teve um marco em 2015, quando a empresa realizou o seu IPO (Initial Public Offering). A Wiz tem como principais acionista a Federação dos Funcionários da Caixa (Fenae), a Caixa Seguradora e a GP Investments.

Hoje a companhia é corretora exclusiva da Caixa Seguradora nas agências do banco, mas pode atuar livremente no mercado. Com a nova marca, o contexto da Wiz agora é de ampliação de atuação, passando a ser uma provedora de soluções aos clientes e parceiros. A empresa vai ampliar o leque de ofertas no chamado “mar-aberto”, o livre mercado, diversificando seus canais e atuando no meio digital, sobretudo com o mobile.

O segundo passo anunciado com a nova marca é a diversificação da própria distribuição de serviços. Além de seguros, a Wiz passará a distribuir no futuro serviços financeiros – como abertura de conta corrente, oferta de crédito – atuando como corresponde bancário digital.

Vamos oferecer o serviço certo no momento exato e tendo como posicionamento a solução precisa. Queremos ser a marca de distribuição que melhor conecta clientes e parceiros, vamos contribuir para o encontro entre necessidade e oferta”, afirma o CEO, João Silveira.

A Wiz vem investindo fortemente nos últimos anos em pessoal e tecnologia. O quadro de profissionais triplicou nos últimos anos, chegando a 1600 colaboradores. Em relação à tecnologia, a empresa implementa uma transformação digital que aperfeiçoa as interações com clientes e parceiros e que a permite chegar ao novo posicionamento.

Entre as iniciativas recentes, destacam-se:

Implementação de uma plataforma tecnológica multicanal, como parte do processo de transformação digital, desenvolvida em parceria com o SalesForce.com;

Inauguração, em agosto de 2016, da central remota em São Paulo, com atuação na venda e renovação de produtos de seguros;

Avanços na governança corporativa, conquistados por meio da criação dos Comitês de Auditoria e Transações com Partes Relacionadas, além da instalação da Diretoria de Compliance;

Consolidação do Programa “Tem Mais Caixa”, resultando no contínuo avanço nas penetrações de seguros nas transações financeiras.

O resultado desses investimentos foram apresentados no balanço do quarto trimestre de 2016. A empresa registrou lucro líquido consolidado de R$ 35,6 milhões, o que representa um crescimento de 13,6% em relação ao mesmo período de 2015. A receita líquida avançou 23,5% frente ao trimestre anterior e 11% no ano, chegando R$ 403,7 milhões.

Já a receita bruta alcançou R$ 123,8 milhões no quarto trimestre, crescimento anual de 29,2% – recorde histórico. Enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no acumulado do ano somou R$ 209,9 milhões, alta de 11,1%, com margem de 52,0% ante 51,9% em 2015.

“Este resultado certamente é fruto do trabalho em conjunto com nossos principais parceiros comerciais, a Caixa e a Caixa Seguradora, reafirmando assim a resiliência de nosso principal segmento de atuação e demonstrando que ainda há grande potencial de crescimento a ser explorado neste campo nos próximos anos”, afirma João Silveira.