Mapfre: vendas crescem, porém lucro cai

Toneto: Acreditamos que as diversas medidas de revisão técnica adotadas em nossa carteira de Auto e a melhora do cenário macroeconômico devem gerar efeitos positivos em nossos resultados locais em 2018

A Mapfre obteve no Brasil um volume de prêmios de R$ 4,2 bilhões (1,3 bilhão de euros) no primeiro trimestre de 2017, que representa 4,7% de crescimento em moeda local o que garante ao Brasil a manutenção na segunda posição de receitas entre os países que compõem o grupo.

O grupo destaca a evolução do negócio de seguros gerais, com um volume de prêmios de R$ 1,6 bilhão (485 milhões de euros), de vida, R$ 1,2 bilhão (365 milhões de euros), e autos, R$ 1,1 bilhão (352 milhões de euros). Houve uma melhora de 1,6 ponto percentual do índice combinado, que está em 98,5%. Esta melhora foi fortemente influenciada pela carteira de seguros de agronegócio, uma vez que em 2017 não ocorreram eventos climáticos de grandes proporções diferente do ocorrido em 2016.

O resultado atribuído totalizou R$ 90,2 milhões (27 milhões de euros), 21,8% menor que o primeiro trimestre de 2016, impactado principalmente pelo aumento da sinistralidade de automóvel em 1,4%, transportes em 10,8% e pela redução do resultado financeiro em 12,8%.

Segundo o CEO da Mapfre no Brasil, Wilson Toneto, “o crescimento de 4,7%, sobre o primeiro trimestre de 2016, decorre principalmente dos seguros de agronegócio e riscos industriais, que tiveram um crescimento de 48,2% e 44,4%, respectivamente. O seguro de agronegócio foi impulsionado pela consciência do agricultor sobre a importância do produto, e pelo custeio antecipado.

Quanto a riscos industriais, o desempenho decorre dos programas plurianuais de grandes empresas”, afirma Toneto. “De maneira geral, o Grupo no Brasil segue investindo fortemente em projetos de eficiência operacional, aprimoramento dos serviços a nossos clientes e distribuidores, e na melhora da subscrição dos riscos e já observa melhoras na tendência dos resultados e projeta encerrar o semestre com crescimento nos resultados”, conclui o CEO.

No mundo, o lucro líquido da Mapfre durante o primeiro trimestre de 2017 aumentou 7,5%, atingindo 206 milhões de euros, marcado pelo bom comportamento de seus três mercados principais (Espanha, Brasil e Estados Unidos) que junto a Mapfre RE, seguem impulsionando o crescimento do negócio. A receita do grupo foi de 7,9 bilhões de euros, cifra que representa um aumento de 8,1% em relação ao ano anterior, e os prêmios registraram um aumento de 9,2%, chegando a um total de 6,7 bilhões de euros. O patrimônio líquido ficou em 11,2 bilhões de euros, um aumento de 7,2% em relação ao ano anterior. E os ativos totais subiram 6,6%, situando-se em 69,7 bilhões de euros.

Estudo da Zurich sinaliza o impacto do risco político no PIB mundial

Algumas organizações melhoraram significativamente na construção de suas avaliações de risco, mas ainda uma clara maioria das empresas não tem total visibilidade de sua gestão de risco político. Isso é o que revela o novo estudo “Our World Transformed: Geopolitical Shocks and Risks” (Nosso mundo transformado: choques e riscos geopolíticos), que está em sua terceira edição e resulta de uma colaboração entre o Zurich Insurance Group, o Atlantic Council, com sede em Washington, e o Pardee Center da Universidade de Denver. O estudo analisa os riscos globais e seus impactos no crescimento econômico global. O primeiro relatório, publicado em setembro de 2015, focou os riscos cibernéticos. Um segundo, sobre a evolução dos riscos demográficos, foi publicado em setembro de 2016.

O fracasso da governança nacional é colocado por executivos em 37 países entre os três principais para fazer negócios. Os choques e as surpresas dos últimos anos mostram quão facilmente as premissas sobre mercados liberais, relações internacionais, conflito e democracia podem ser abaladas. A volatilidade geopolítica tornou-se um fator chave da incerteza, e é esperado que ela permaneça nos próximos anos.

Em 2017, Zurich trabalhou com o Conselho Atlântico para desenvolver insights sobre os riscos selecionados com conseqüências geopolíticas e interconexões. No relatório, os estudiosos examinaminaram os riscos crescentes de protecionismo, crise energética e escassez de água e alimentos. Enquanto a ameaça de um crescente protecionismo é uma característica diária das notícias, uma crise energética resultante do agravamento da situação no Oriente Médio ou da disseminação da escassez de água também poderia perturbar o mundo.

Os riscos geopolíticos estão inter-relacionados e precisam de ser analisados ​​holisticamente no contexto de outros riscos. Entender as conexões entre os diferentes tipos de riscos é um passo vital para gerenciá-los e evitar surpresas, citam os autores do estudo. Existem numerosas interconexões exploradas no material divulgado: a escassez de água e de alimentos é talvez a mais inter-relacionada, mas a escalada das tensões China-EUA aumentaria muito o risco de protecionismo ea escassez de energia e água seria agravada pelo aumento das barreiras comerciais. Há também interconexões entre água e energia, na medida em que os sistemas de água exigem muitas vezes fontes de energia para poderem operar.

Cenários são um dispositivo crítico para mapear as formas de riscos podem balão em crises em grande escala. Os cenários podem mostrar como os riscos isolados podem desencadear dezenas de outros. Ninguém pode ignorar “grande impacto, mas pequena probabilidade” cenários. Com demasiada frequência, esses “cisnes negros” têm indelevelmente reformulado a paisagem geopolítica.

Para cada cenário, o estudo mede possíveis resultados em termos de consequências para o produto interno bruto global (PIB), a pobreza extrema, o crescimento da classe média ea estabilidade dos países – a nível global e, em casos específicos, em nível regional e nacional. No quadro é possível perceber que o avanço do protecionismo reduziria em US$ 18 trilhões do PIB global até 2035. Em outro quadro, os autores mostram que o crescimento do Brasil poderia perder até três pontos percentuais caso o aumento do protecionismo resulte em um conflito comercial aberto entre os Estados Unidos e a China.

A comparação dos cenários geopolíticos e dos seus impactos proporciona uma melhor percepção da escala dos diferentes riscos. O estudo concentra-se nos riscos globais. Mais conjuntos regionais de riscos – como a evolução da Europa – também poderiam ter consequências globais, mas foram excluídos, a fim de focalizar melhor os riscos globais em grande escala.

Ao concluir a análise de cada cenário, os autores deste estudo esboçaram possíveis estratégias de gerenciamento de risco que governos e empresas poderiam usar para mitigar as conseqüências negativas dos riscos. É importante que as empresas, bem como os governos, compreendam os gatilhos, as tendências e os cenários a serem observados e se preparem para as possíveis conseqüências de qualquer desses riscos. Isso deve ajudar os conselhos e gerentes de risco a entender melhor o impacto potencial de vários riscos geopolíticos sobre seus ativos financeiros e físicos, operações, incluindo cadeias de suprimentos e pessoas.

Bradesco Seguros lucra R$ 1,3 bi no primeiro trimestre, o que representa 29,6% do ganho do banco

A Bradesco Seguros registrou lucro liquido de R$ 1,3 bilhão gerado pelas atividades de seguros, previdência e capitalização, representando 29,6% do total do ganho do banco. O ganho ficou estável ao mesmo periodo do ano passado, quando lucrou R$ 1,38 bilhão. Os prêmios emitidos de seguros, contribuição de previdência e receitas de capitalização atingiram o montante de R$ 17,9 bilhões no primeiro trimestre de 2017, evolução de 18,2% em relação ao mesmo período de 2016. As p rovisões técnicas alcançaram R$ 229,4 bilhões, apresentando uma evolução de 25,4% em relação ao saldo de março de 2016. O crescimento das vendas foi influenciado pelos produtos de “Vida e Previdência”, “Saúde”, “Capitalização” e “Auto/Re”, que apresentaram evolução de 29,2%, 10,6%, 7,7% e 2,6%, respectivamente, segundo nota divulgada pelo banco.

Certificação de obras públicas é solução do governo para viabilizar seguro garantia

Por Márcia Alves

O secretário da Coordenação de Projetos da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Tarcísio Gomes de Freitas, destacou a importância do seguro garantia nos projetos que serão executados por meio de concessões, Parceria Público-Privada (PPP) e privatizações. “Para nós (secretaria), o seguro garantia é absolutamente necessário”, disse ele durante debate promovido pela Câmara Espanhola de Comércio, dia 19 de abril, em São Paulo.

Na ocasião, o secretário comentou o sucesso dos recentes leilões realizados pelo governo e reforçou o propósito de acelerar as parcerias com o setor privado até 2018. Dentre os 90 projetos que irão a leilão para privatizações ou concessões, a expectativa do governo é concluir boa parte já nos próximos dias. Nessa nova fase da PPI, a previsão é de que R$ 45 bilhões sejam aplicados nos projetos nas áreas de energia, transporte e saneamento.

Realizado no formato de “roda-viva”, o evento contou com uma bancada de debatedores composta por representantes de segmentos da indústria e da área jurídica. Coube à sócia da Schalch Sociedade de Advogados, Debora Schalch, uma das debatedoras, expor ao representante do governo algumas preocupações do setor de seguros com as mudanças no seguro garantia decorrentes da aprovação do Projeto de Lei 6814/2017.

O PL, que está em trâmite na Câmara dos Deputados, prevê o aumento do percentual de garantia dos atuais 10% para até 30% e traz novas responsabilidades às seguradoras, como o dever de fiscalizar, auditar e concluir as obras paradas. “Independentemente de as seguradoras estarem ou não preparadas para essas novas responsabilidades, o que nos preocupa é a quantidade de obras públicas paradas – mais de 5 mil, segundo dados do Tribunal de Contas de União”, disse.

Debora Schalch observou que as mudanças previstas no PL 6814/2017 foram inspiradas no modelo norte-americano, no qual as seguradoras oferecem 100% de garantia. “Ocorre que esse modelo está vigor há 100 anos nos Estados Unidos e as seguradoras já estão habituadas com o step-in. No Brasil, a própria lei de licitações vigente traz óbices para que a seguradora possa contratar ou subcontratar para concluir a obra”, disse.

Com base na sua experiência em sinistros de grandes obras, a advogada informou que tem estudado a fundo as causas da paralisação dos empreendimentos públicos, constatando que os problemas começam antes da fase de licitação. “Na maioria dos casos, os editais e precificações são falhos e resultam na licitação de projetos com dados muito preliminares e que não se confirmam no curso das obras. Evidentemente, ao longo da contratação haverá uma série de desvios que mudarão completamente o projeto”, disse.

Novo modelo de seguro

No contexto atual, segundo Debora Schalch, os 10% do valor do contrato indenizados pelo seguro garantia são insuficientes para cobrir os custos de conclusão da obra. Por isso, ela quis ouvir a opinião do secretário Tarcísio Freitas sobre a nova modelagem do seguro garantia proposta pelo PL6814/2017. “Esse novo formato pode ser eficaz? Em relação às obras paradas, a secretaria tem algum projeto?”.

Tarcísio Freitas ressaltou a necessidade do seguro garantia, mas disse que o seguro sozinho não funciona. “Tem de vir atrelado à certificação de obras, algo que é bastante comum em outros países”. Para ele, a certificação independente dará segurança ao gestor, ao financiador, e, principalmente, ao segurador. O secretário adiantou que um grupo de trabalho na secretaria, encarregado da política de certificação, incluirá o seguro garantia entre as suas demandas.

Já em relação às mudanças no seguro, o secretário considerou o PL uma grande evolução, diante da necessidade de reformulação da Lei de Licitações. “Os 30% talvez seja um patamar a partir do qual a seguradora não terá mais interesse em indenizar, mas sim em resolver o problema, ou seja, concluir a obra”, disse.

Sobre as obras paradas, explicou que a questão não é tratada no âmbito da secretaria, que cuida apenas de parcerias com investidores. Em seguida, argumentou longamente sobre as prováveis causas da paralisação de obras, destacando entre os principais motivos o orçamento.

Segundo ele, muitas obras possuem rubricas fictícias no orçamento referentes a procedimentos que podem ou não se concretizar, em virtude, por exemplo, da dificuldade de obtenção do licenciamento ambiental. “Existe uma irresponsabilidade absurda na lei orçamentaria. No final das contas se inicia uma série de procedimentos que não tem condições de ter continuidade”, disse.

Para o secretário, uma possível solução seria a regulamentação do artigo 165 da Constituição Federal, que trata da Lei Complementar de Finanças. “Esta lei não existe até hoje, mas deveria existir e tratar desse assunto, porque a questão da boa lei orçamentária é a previsibilidade. O mercado tem de saber o que vai acontecer para se preparar”, concluiu.

BB e BB Seguridade definem quem será o novo presidente da BB Mapfre SH1

A vida dos principais executivos da área de seguridade do Banco do Brasil anda agitada. A notícia da vez é: todos querem saber quem a BB Seguridade e o Banco do Brasil vão nomear para ser o novo presidente da divisão de seguros rural, habitacional e vida da BB Mapfre. O BB tem a preferência em indicar o presidente para a BB Mapfre SH1, que reúne as áreas de vida, rural e habitacional, hoje comandada por Roberto Barroso, que vai se aposentar em breve. Já a Mapfre tem a preferência em indicar o presidente da SH2, na qual estão as operações de automóvel, seguros gerais e afinidades. E isso foi feito em maio de 2016, quando foi escolhido o espanhol Luis Gutiérrez Mateo, que tomou posse em janeiro deste ano.

“O nome do sucessor de Barroso está guardado no cofre do Banco do Brasil e a chave está no ministério da Fazenda. Quiçá com o presidente da República Michel Temer”, comentavam alguns executivos em uma roda de conversa animada durante a cerimônia promovida pela Associação Nacional de Seguros Privados (ANSP), no Palácio do Governo, ontem, em São Paulo. A festa reuniu os principais porta vozes do setor e contou com a presença do governador Geraldo Alckmin.

O grupo BB Mapfre completou cinco anos de atuação no mercado segurador brasileiro em 2016. A empresa saltou de 15,7% de market share, em 2011, para algo próximo de 18% de participação de mercado em 2016. A Mapfre, maior grupo segurador da Espanha, no entanto, é apenas uma das várias sócias que o BB tem em seguridade. A BB Seguridade possui 49,99% do capital votante e 74,99% do capital total da BB Mapfre SH1 (vida, rural e habitacional). Já na Mapfre BB SH2, a BB Seguridade possui 49% de seu capital votante e 50% de seu capital total.

A BB Seguridade é a holding que controla os negócios de seguros do Banco do Brasil. Além da BB Mapfre, tem a BrasilPrev em parceria com a americana Principal na venda de planos de previdência privada. O ex-subsecretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional Paulo Valle é o presidente da BrasilPrev desde 2016. Já a BrasilCap tem como parceria a seguradora Icatu. Em fevereiro deste ano, o presidente da BrasilCap, Márcio Lobão, pediu licença da presidência da empresa após ser alvo de uma das operações da Lava Jato, a batizada de Leviatã, que investiga desvios e pagamento de propina em contratos da Hidrelétrica de Belo Monte. Em abril foi reconduzido ao cargo.

No IRB Brasil Re, maior ressegurador do pais, o BB tem 20,4% de participação. Aqui também teve mudanças. O vice presidente de marketing Mario Di Croce, que estava no cargo desde 2010, foi demitido em março para dar lugar a Airton Renato de Almeida Filho, cujo pai é assessor do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Mesmo com vetos dos acionistas privados (Itaú e Bradesco), a indicação de Almeida Filho foi concretizada.

Também faz parte da BB Seguridade a corretora de seguros do BB, responsável por boa parte do lucro da holding. Em recente entrevista a Agência Reuters, Paulo Caffarelli, presidente do Banco do Brasil e que foi um dos executivos que comandou o IPO da BB Seguridade em 2013, na época considerado o maior IPO do mundo, com captação de R$ 11,4 bilhões, disse que o banco submeterá ao conselho de administração proposta de criar uma nova vice-presidência de seguros, que será o ocupada pelo presidente da subsidiária BB Seguridade, José Maurício Pereira Coelho. Segundo o presidente do BB, a medida visa a melhorar a governança do grupo, dado que a subsidiária responde por importante parcela das receitas do conglomerado.

Em 2016, a BB Seguridade divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,107 bilhões, montante 4,1% superior ao registrado em 2015, de R$ 3,945 bilhões. Com esse crescimento, o resultado ficou mais próximo do teto do guidance do exercício, de avanço de 4% a 8%. Para este ano, a BB Seguridade divulgou meta mais conservadora. A companhia espera que seu lucro líquido ajustado cresça de 1% a 5% em relação a 2016. Já os analistas, principalmente os do BTG Pactual, apostam numa melhora do risco-retorno e benefícios que podem ser obtidos com a reforma da Previdência, especialmente pela BrasilPrev, braço de previdência privada do BB em parceria com a americana Principal.

Vamos acompanhar e ver como fica.

Cresce roubo e furto de celulares, revela pesquisa da FenSeg

Os roubos e furtos de celulares segurados em todo o país tiveram um aumento de 64,6% entre 2015 e 2016. Os dados foram levantados pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) com base nas informações fornecidas por sua filiadas. De acordo com os dados das seguradoras, a região que apresentou maior aumento de ocorrências no período foi o Nordeste com 106,8%, seguida da Região Sul, com 73,6% e a Região Sudeste, em terceiro, com aumento de 63%.

A região Nordeste foi também a que apresentou maior aumento no número de aparelhos segurados passando de 265.415 celulares, em 2015, para 480.237, em 2016, representando um crescimento de 81%. Esse aumento explica, em parte, o maior crescimento de roubo e furto de celulares na região. O segundo maior aumento de apólices foi registrado na região Sudeste, que passou de 1.056.044 aparelhos, em 2015, para 1.456.059, em 2016, com aumento de 37,8%. O terceiro maior crescimento de aparelhos segurados foi na região Sul, com 161.996 celulares, em 2015, contra 220.577, em 2016.

A FenSeg ressalta que o levantamento feito leva em conta apenas celulares que tinham seguro contra roubo e furto. A amostragem, no entanto, serve como parâmetro para o crescimento desses crimes em todo o país. Os roubos e furtos de celulares segurados em 2015 totalizou 118.135 aparelhos e em 2016 foram 194.523 aparelhos. O total de aparelhos segurados nos dois períodos são 1.964.406 e 2.558.713, respectivamente.

Líderes das seguradoras acreditam no fortalecimento da indústria, segundo PwC

Release

Mesmo com taxas de prêmios baixas, das taxas de juros menores e do tímido crescimento econômico em muitos mercados em desenvolvimento, os líderes das seguradoras acreditam no fortalecimento da indústria e de suas empresas. Segundo a 20ª Pesquisa Global com CEOs, da PwC, que ouviu 95 CEOS da área de seguros em 39 países, 80% dos entrevistados do setor estão confiantes que podem atingir o crescimento de receitas ao longo do ano.

A despeito do otimismo com o crescimento, os CEOs de Seguros são os mais preocupados na comparação com líderes de outras 15 indústrias com questões relativas ao ambiente de negócios. Quase 70% deles estão muito preocupados com o excesso de regulação (ante 60% do setor bancário e 54% de Saúde); 45% estão muito preocupados com a mudança no comportamento dos consumidores; e 42%, com o impacto da velocidade doa avanços tecnológicos.

Tecnologia acirra competição – O relatório analisa o crescimento das InsurTechs, startups que unem o mercado de seguros com os benefícios da tecnologia. Trata-se de um fenômeno que preocupa os players do setor. Uma das razões é a diferença de investimentos nas Insurtechs na comparação com as empresas tradicionais – US$ 3,4 bilhões nos últimos 6 anos, número cinco vezes maior do que o investido nas seguradoras.

Contudo, as InsurTech podem se tornar aliadas das empresas do setor de Seguros. Parcerias entre elas permitirão às seguradoras aumentar a inovação, aprimorando processos e reduzindo custos. Além disso, as FinTechs também podem ajudar a melhorar as análises de dados das companhias tradicionais com as ferramentas que elas têm à disposição, facilitando o entendimento do cliente.

As preocupações com os avanços da tecnologia, entretanto, não se resumem à participação das InsurTech no mercado. A pesquisa revela que 28% dos CEOs de seguradoras acreditam que a tecnologia remodelará completamente a competição da indústria nos próximos cinco anos, enquanto 58% afirmam que a tecnologia terá, pelo menos, um impacto significante. Isso ocorre porque as mudanças na área de tecnologia aumentam a digitização e o uso de dados, trazendo, por consequência, um aumento de riscos cibernéticos. Cerca de 80% dos CEOS estão de alguma maneira preocupados com ataques cibernéticos e vazamentos de dados.

Equilíbrio – Para as promessas de crescimento se concretizarem, os CEOS acreditam que é necessário desenvolver as capacidades do negócio, mantendo o foco no consumidor e nos produtos – fatores que exigem investimento contínuo. Manter os custos reduzidos e aumentar a produtividade é fundamental. No entanto, cortar custos, apenas, não garante o crescimento em longo prazo. A chave incluir cada vez mais a transformação digital que, no fim das contas, entrega soluções mais individualizadas e focadas nos clientes por custo-benefício maior.

Ainda segundo a pesquisa, 94% dos CEOs dizem que promovem a diversidade e a inclusão (maior número entre as indústrias pesquisadas).

BB e Mapfre já rediscutem acordo na área de seguros

A coluna Broad, da Agência Estado, traz hoje que o Banco do Brasil e a espanhola Mapfre já começaram a rediscutir o acordo bilionário que possuem na área de seguros. As atividades resultantes do casamento – que tem mais de cinco anos e é previsto para durar 20 – são parte da BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do banco e tem ações listadas em bolsa.

A reavaliação, segue a nota da Agência, deve mudar o modelo da parceria e a iniciativa partiu do próprio BB. Atualmente, BB e Mapfre têm duas sociedades: uma focada no seguro de pessoas, imobiliário e agrícola e outra voltada para automóvel e ramos elementares, que inclui o segmento patrimonial. Juntas, emitiram R$ 15,8 bilhões em prêmios no ano passado, mais do que o dobro dos R$ 7,6 bilhões no início da aliança estratégica. As empresas não comentaram.

Vale lembrar que o CEO mundial da Mapfre está no Brasil para participar do Fórum Brasil Espanha. E também vale lembrar, algo que sempre me chamou muito a atenção, um detalhe… mas que revela muito. Até hoje o grupo não desenvolveu um logotipo “classudo” como uma marca dessa exige. Sempre com algo preparado pelos jornalistas para colocar imagem nas matérias do grupo.

Caixa Seguradora dobra vendas de planos de previdência

Release

A Caixa Seguradora mais que dobrou as vendas de planos de previdência privada no primeiro trimestre de 2017. De janeiro a março, as vendas de novos planos cresceram 104% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para a diretora de Previdência da empresa, Rosana Techima, as discussões sobre a reforma da Previdência contribuíram para o aumento da procura por alternativas que trazem segurança para a aposentadoria. “Os brasileiros passaram a se preocupar mais, perceberam que precisarão complementar a renda para garantir um futuro tranquilo depois da aposentadoria”, explica a diretora.

Mas esse não é o único motivo do aumento das vendas do produto, que continua muito atrativo para investidores. “Mesmo com a queda da Selic, conseguimos manter a rentabilidade dos fundos alta”, diz Rosana. “Além disso, fizemos um esforço para preparar nossa rede comercial para realizar vendas cada vez mais personalizadas, com os planos adequados às necessidades de cada cliente”.

Dano à reputação, risco exacerbado pelas mídias sociais, é o mais temido pelos executivos

As tendências da economia, da demografia e da geopolítica, juntamente com os avanços tecnológicos rápidos, estão transformando os riscos tradicionais para os negócios globais, acrescentando uma nova urgência e complexidade aos velhos desafios, de acordo com o relatório Global Risk Management 2017, da Aon. A pesquisa, divulgada a cada dois anos, traz um novo cenário de economia, demografia e geopolítica, bem como avanços tecnológicos, com uma nova realidade para empresas de todo o mundo.

Entre os principais riscos:

– Dano à reputação / marca é a principal preocupação das empresas, exacerbada pelas mídias sociais
– Risco político / incertezas é listada entre os 10 principais riscos em grande parte impulsionada pelo tumulto persistente e crescente em todo o mundo
– O crime cibernético ocupa o primeiro lugar nas empresas da América do Norte
– Prevê-se que as tecnologias / inovações disruptivas estejam na lista dos 10 maiores riscos até 2020
– A preparação para o risco encontra-se no seu nível mais baixo desde o início do inquérito em 2007

Dano à reputação e a marca permaneceu como o maior risco classificado pelas empresas. Enquanto produtos defeituosos, práticas comerciais fraudulentas e corrupção continuam a ser as principais ameaças à reputação, as mídias sociais amplificaram muito seu impacto, tornando as empresas mais vulneráveis. Além disso, riscos que são tradicionalmente não seguráveis ​​estão se tornando mais voláteis e difíceis de se preparar e mitigar.

O crime cibernético juntou-se a uma longa lista de causas tradicionais que podem desencadear interrupções de negócios dispendiosos. É agora a principal preocupação entre as empresas na América do Norte, como a freqüência de violações de cyber estão aumentando e planos de resposta a incidentes tornaram-se mais complexas devido à regulamentação e obrigações de divulgação obrigatória. Esta tendência de obrigações de divulgação também está a ser observada internacionalmente, por exemplo, com o Regulamento Geral da UE para a Protecção de Dados entrando em vigor em 2018. Como resultado, as preocupações com a Internet continuarão a ser significativas para as empresas.

O risco político e as incertezas, anteriormente classificado no número 15, agora está no top 10 da lista de risco, ocupando a nona posição. Curiosamente, os países desenvolvidos, tradicionalmente associados à estabilidade política, estão se tornando novas fontes de volatilidade e incerteza. Esta é uma preocupação para as empresas, especialmente aqueles que operam em mercados emergentes. Além disso, de acordo com o estudo, que cobre riscos Político, Terrorismo e Violência Política, o protecionismo comercial está em ascensão, enquanto as classificações de terrorismo e violência política são as mais elevadas desde 2013.

“Estamos vivendo uma realidade desafiadora para empresas de todos os tamanhos em todo o mundo. Há muitas influências emergentes que estão criando oportunidades, mas ao mesmo tempo, criando riscos que precisam ser gerenciados”, disse Rory Moloney, diretor executivo da Aon Global Risk Consulting. “À medida que o cenário de risco para o comércio evolui, as empresas não podem mais confiar unicamente na tradicional mitigação de risco ou táticas de transferência de risco. Elas devem adotar uma abordagem multifuncional para a gestão de riscos e explorar maneiras diferentes de lidar com essas novas complexidades”.

As tecnologias e inovação disruptivas são um risco emergente classificado pelos participantes da pesquisa em vigésimo lugar, mas antecipam que ele estará entre os dez principais riscos até 2020. Com a recente introdução e adoção de novas tecnologias, como drones, carros sem motorista e robótica avançada, as empresas têm uma maior consciência do impacto da inovação. Os entrevistados de várias indústrias – e não apenas do setor de tecnologia – percebem a importância dos potenciais disruptores dentro de sua própria indústria, bem como fora de sua indústria.

O crescimento econômico global moderado ofereceu às organizações motivo de otimismo cauteloso, o que resultou em desaceleração econômica/recuperação lenta caindo para o segundo lugar na lista de 10 principais riscos.

A concorrência crescente subiu para o terceiro lugar. Em muitos casos, a concorrência tornou-se tão feroz que é cada vez mais difícil para os executivos identificar claramente em que indústria e com quais empresas estão competindo.

O dano à propriedade, classificado como o número 10 em 2015, caiu para o número 13. Isso pode refletir mudanças nas prioridades, já que o risco político/incertezas assumiu uma nova urgência.

A distribuição ou falha na cadeia de suprimentos caiu para seu menor ranking desde 2009, caindo do número 14 para o número 19. A interrupção do negócio não é considerada um risco de 10 por parte das empresas do Oriente Médio / África, que historicamente têm visto maior exposição a incidentes que interrompem as operações comerciais.

A incapacidade de atrair ou reter talentos pode se tornar mais pronunciada se as políticas de imigração mudarem na América do Norte e Europa, onde as indústrias de tecnologia têm sido desde há muito tempo com imigrantes talentosos descobertos em vários países do mundo.

Leia o estudo completo, em inglês, aqui