BR Insurance é a corretora oficial da 9ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento do RJ

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A BR Insurance é a corretora oficial da 9ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento do Rio de Janeiro, que acontece no próximo dia 29. Toda a estrutura do evento e os atletas participantes estão protegidos pelo seguro de RC Eventos Esportivos. Os atletas têm cobertura de danos materiais ou corporais decorrentes da própria atividade esportiva durante a corrida, com exceção de doenças, lesões ou traumas pré-existentes.

O seguro também contempla danos corporais e materiais causados a terceiros que estejam prestigiando o evento, incluindo danos em decorrência de tumultos, assim como os danos em virtude da distribuição ou venda de alimentos e bebidas que sejam responsabilidade do segurado.

A largada da 9ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento do Rio de Janeiro acontece às 7h00, no Aterro do Flamengo – Monumento aos Pracinhas. A retirada do kit será no dia 28, na Loja Pão de Açúcar do Shopping Conviva Américas, na Avenida das Américas, número 900, Barra da Tijuca.

A BR Insurance é a corretora de seguros oficial dos principais circuitos de corridas do país, o que consolida sua expertise e referência na cobertura de eventos e gestão de riscos do mercado de entretenimento.

Mapfre Assistência oferece consultoria em organização de residências

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A busca por comodidade tem aumentado a procura por serviços profissionais de organização. Contar com uma consultoria especializada para organizar objetos e documentos na residência, e também em casos de mudanças, representa ganho de tempo e de qualidade de vida. Para trazer mais praticidade ao dia a dia dos clientes, a Mapfre Assistência, empresa especializada em assistência a pessoas, residências e veículos, oferece o serviço “Home Organizer – Organização de residências”.

Segundo Almir Fernandes, presidente da Mapfre Assistência, a consultoria, que aprimora a organização do lar ou do escritório, é uma saída inteligente para otimizar as atividades diárias e ganhar tempo. “A organização da vida pessoal no mundo moderno, repleta de compromissos, requer habilidades que nem todos têm, além de tempo. O profissional de organização reúne essas aptidões, além de oferecer um olhar externo que encontra soluções para a rotina”, afirma.

Os serviços vão desde a organização de armários residenciais, inclusive de home office, até o fornecimento de kit de etiquetas e identificadores para caixas, cabos e quadro de força. A organização de cômodos como cozinha e despensa também fazem parte da assistência, bem como dicas de como contratar uma empresa de mudanças.

O “Home Organizer” pode ser ofertado pelas empresas aos seus clientes finais. “Essa facilidade amplia o valor agregado de produtos e serviços. É hoje um diferencial para captação de novos clientes, mas principalmente para a manutenção de relacionamentos já existentes”, completa Fernandes. A orientação pode fazer parte do portfólio em produtos financeiros, como cartões de afinidades, seguros, e também em cartões de desconto em lojas, clubes e outros.

Confira os serviços que fazem parte do produto:

• Diagnóstico por ambiente avaliando a organização dos armários, maleiros, gavetas, prateleiras, cozinha, área de serviço, despensa;

• Sugestão de produtos organizadores (fornecimento dos produtos não incluído);

• Fornecimento de kit de etiquetas e identificadores para caixas, cabos, quadro de força e outros ambientes;

• Organização de armários, maleiros, gavetas e prateleiras;

• Organização da cozinha (gavetas, armários, despensa, geladeira etc);

• Organização de home office, documentos, arquivo, livros e estantes;

• Avaliação e planejamento básico antes da mudança;

• Orientações sobre como identificar e organizar adequadamente as caixas para a mudança;

• Orientação sobre como encaixotar, organizar e transportar cada tipo de objeto adequadamente.

Plano emergencial é fundamental na prevenção de danos causados por incêndios

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De acordo com estatísticas divulgadas pelo Instituto Sprinkler Brasil (ISB), em 2015, foram contabilizados 1.349 casos de incêndio no País, uma média de 112 ocorrências por mês. Dentre as diferentes categorias de estruturas, a que registrou o maior número de ocorrências foi a de estabelecimentos comerciais (lojas, shopping centers e supermercados), com 373 registros, seguida pela de indústrias, com 225 reportes. Desde que começou a produzir o estudo, em 2012, o ISB registrou um aumento de 78% no registro de casos.

Os danos causados ao patrimônio e aos bens físicos devido a incêndio podem potencialmente ser a grande fonte de perda para muitos negócios. O verdadeiro impacto pode vir à tona somente quando operações se encontram debilitadas, o fluxo de dinheiro é interrompido e o market share são afetados.

Diante deste cenário, a prevenção e proteção contra incêndio ganhou destaque em apresentações no 4° Risk Engineering Workshop, realizado pela Zurich, em São Paulo. Foram duas palestras totalmente dedicadas ao tema: O ABC do combate eficiente de princípios de incêndio, apresentada pelo engenheiro Luiz Rebouças; e Gestão e qualidade dos projetos de sistemas automáticos de detecção e combate a incêndio, com Ronoel Souza, engenheiro de riscos da Zurich Brasil.

Segundo Luiz Rebouças, o essencial para o combate eficiente é que a empresa tenha um plano de emergência muito bem definido com as respectivas ações e seus responsáveis pela execução. A ausência ou ambiguidade destes itens resultam em tempo maior de resposta, aumento da exposição dos envolvidos e danos ao patrimônio.

“O mais importante é mapear todos os riscos para montar o plano de emergência. E isso inclui a construção e seus detalhes escondidos, condições externas, características da operação, montar a planta de risco de incêndio, localizar todos os sistemas de proteção contra incêndio e abastecimento de água, listar todos os materiais perigosos e suas proteções, mapear as operações de emergência, entre outros. O objetivo é proteger a vida dos ocupantes das edificações e áreas de risco, otimizar a utilização dos recursos de resposta e controle da emergência, simplificar o acesso e as operações do corpo de bombeiros e reduzir os danos ao patrimônio, meio ambiente, bem como o impacto negativo da lucratividade”, detalha o engenheiro.

Já Ronoel Souza relata que uma alta porcentagem de sistemas protecionais apresentam deficiências de projeto na fase de conceito ou de execução, o que acaba impactando a confiabilidade dos sistemas e a eficiência do investimento. “A parte inicial de um projeto é a mais desafiadora. Tudo deve ser avaliado. Todos os riscos e que pode dar errado na sua execução devem ser extremamente bem analisados”, ressalta.

O 4° Risk Engineering Workshop foi realizado no ultimo dia 19 de setembro, em São Paulo, pela Zurich, seguradora global com 78 anos de atuação no mercado brasileiro. O evento reuniu empresários, clientes, parceiros e gerentes de diversos setores, que acompanharam 11 palestras com temas que abordaram diferentes segmentos, desde gestão de riscos ambientais até digitais.

Canal Seguro: Presidente da FenaPrevi explica a diferença entre seguros contra imprevistos e seguros contra previstos

Fonte: CNseg

Produtos como o Seguro de Vida tradicional, Seguro de Vida em grupo (contratado por empresas), Seguro Desemprego e Seguro Prestamista se enquadram na categoria de seguros contra imprevistos, garantindo cobertura em casos de morte prematura ou invalidez, protegendo a renda e a família do beneficiário. Já a previdência privada se encaixa na categoria de seguro contra previstos, pois ela é complementar à renda que o segurado receberá do INSS ao se aposentar. É o que explica o presidente da FenaPrevi, Edson Franco, em novo episódio do “Fique Seguro”, veiculado pelo Canal Seguro, no YouTube.

A reforma da Previdência pública, ainda em discussão pelo governo, mostra a importância de contratar produtos como PGBL ou VGBL cada vez mais cedo. “Quanto antes você começar com um pouquinho por mês, seguramente já vai te dar uma situação diferente na sua aposentadoria para que possa ter uma renda complementar à do INSS”, afirma Franco. Os dois produtos possuem regras de tributação diferentes, e é importante que o consumidor busque o auxílio de um corretor especializado ou o gerente do banco para que saiba qual deles se encaixa melhor em suas necessidades específicas, aconselha o presidente da FenaPrevi.

Confira o novo episódio em: https://www.youtube.com/watch?v=ovcl5CIc9Sw&feature=youtu.be

Swiss Re estima US$ 3,6 bilhões em indenizações com catástrofes

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A Swiss Re estima que os valores preliminares do terceiro trimestre a serem pagos em sinistros referentes aos furacões Harvey, Irma e Maria e os terremotos no México serão de aproximadamente US$ 3,6 bilhões, líquidos de retrocessão e de impostos. Desse total, os sinistros dos dois terremotos no México respondem por aproximadamente US$ 175 milhões.

A Swiss Re estima que as perdas totais do mercado segurador, causadas por esses eventos, sejam de cerca de US$ 95 bilhões. Essas estimativas estão sujeitas a um maior grau de incerteza do que o normal e podem ser posteriormente ajustadas à medida que os processos de avaliação de sinistros continuem.

Christian Mumenthaler, CEO do grupo Swiss Re, declarou: “As catástrofes naturais mais recentes foram extremamente intensas e nós nos solidarizamos com todos os que foram afetados por esses acontecimentos. Por meio de nossas relações de longo prazo e proximidade com nossos clientes, combinadas com nossa experiência em sinistros complexos após catástrofes naturais, podemos oferecer suporte quando eles mais precisam. É durante esses tempos que demonstramos nossa proposta de valor diferenciada e evidenciamos a importância dos seguros e resseguros para a sociedade”.

O CFO do Grupo Swiss Re, David Cole, ainda acrescentou: “A Swiss Re mantém uma posição de capital forte, além de uma alta flexibilidade financeira visando atender às necessidades de nossos clientes, responder aos desenvolvimentos do mercado e executar nossas prioridades na gestão de capital”.

Brasil se manteve como um dos principais geradores de receita para Mapfre”, afirma Wilson Toneto

Toneto: Acreditamos que as diversas medidas de revisão técnica adotadas em nossa carteira de Auto e a melhora do cenário macroeconômico devem gerar efeitos positivos em nossos resultados locais em 2018

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A Mapfre, a principal multinacional de seguros da América Latina, aumentou o volume de prêmios de seguros em 14% na região, nos primeiros nove meses de 2017, alcançando volume de 6,2 bilhões de euros (R$ 23,7 bilhões). O resultado no acumulado do ano foi de 157 milhões de euros (R$ 600 milhões), registrando um aumento de 6,6%. A América Latina representa 34% dos prêmios e 35% dos lucros da MAPFRE no mundo.

Os prêmios da regional Brasil totalizaram R$ 13,2 bilhões (3,5 bilhões de euros), um incremento de 7,8% em relação ao acumulado em setembro do ano anterior, refletindo a valorização do real brasileiro (+ 8,8%). Destacam-se: a contribuição do negócio de Seguros Gerais com 1,4 bilhões de euros, crescimento de 14%; os negócios de Vida, com 1,1 bilhões de euros, aumento de 4,5%, e Automóveis, com prêmios de 955 milhões de euros, com incremento de 3,8%. O Brasil contribui com quase 20% dos prêmios de todo o Grupo.

“Mesmo com a região passando por um momento econômico adverso, o Brasil se manteve como um dos principais geradores de receita para Mapfre”, afirma Wilson Toneto, CEO da MAPFRE no Brasil.

As receitas da Mapfre nos primeiros nove meses do ano somaram 21,3 bilhões de euros (R$ 81,5 bilhões), um aumento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os prêmios aumentaram 5,1% alcançando 17,9 bilhões de euros (R$ 68,8 bilhões), impulsionados pelo aumento de negócios na Espanha, México e empresas de Resseguro e Risco Global. O lucro líquido, por sua vez, ficou em 445 milhões de euros (R$ 1.702,3 bilhão), um decréscimo de 22,3%, devido aos custos das recentes catástrofes naturais ocorridas tanto na América do Norte como no Caribe, cujo impacto estimado é de 176 milhões de euros (R$ 623 milhões) líquidos. Se o efeito dessas catástrofes fosse excluído, o lucro atribuído aumentaria 8,5%.

As catástrofes naturais (furacões e terremotos), também afetaram o risco combinado do Grupo, que está em 98,7%, apesar da magnitude desses eventos de tamanho e frequência excepcionais. Sem esses eventos, o índice combinado teria sido de 96,4%. É importante destacar a evolução do negócio de Resseguro que reporta lucro de 97 milhões de euros (R$ 371 milhões), com um índice combinado de 96,6%, com o forte crescimento do negócio na Espanha, especialmente em resultados.

Austral Seguradora completa sete anos com foco inovação e gestão de riscos

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A Austral Seguradora completa sete anos em outubro como a segunda maior seguradora na área de Riscos de Petróleo do Brasil, com 48% de market share (até julho). A companhia ocupa o 5º lugar no ranking de Garantia e 8% de participação de mercado no segmento. O produto Garantia Judicial, que passou a ter melhor definição nos últimos anos e ser mais aceito nos tribunais, tem se destacado e cresceu 20% em relação ao ano passado. A linha de seguros Patrimoniais e de Responsabilidade (P&C) teve desempenho recorde e o crescimento chegou a 355%.

Desde o início da operação, em 2010, a Austral investiu em um modelo de negócios baseado em inovação, agilidade e eficiência operacional. “Mesmo em cenários de falta de investimento em infraestrutura, mantivemos lucratividade e crescemos em prêmios”, destaca Carlos Frederico Fereira, CEO da Austral Seguradora. “Um dos principais focos da empresa tem sido o aumento da rentabilidade, o que a levou a esse resultado positivo em meio a um período de queda acentuada dos preços do petróleo no mercado internacional e falta de novos projetos e construções no setor”, avalia.

A seguradora vem apresentando crescimento constante. Ano passado, o lucro líquido foi de R$ 19,9 milhões, um avanço de 5,7% em relação a 2015. “O crescimento poderia ter sido ainda maior não fosse o impacto não recorrente do resultado cambial das nossas operações em dólar”, pontua Ferreira.

Em setembro, a Austral Seguradora lançou uma nova cobertura em Riscos Operacionais de Grandes Riscos em liderança. O produto tem foco nos setores industrial, fabril, rodoviário e energia. A capacidade inicial é de R$ 100 milhões e a expectativa é ampliá-la até o final do ano.

“As novas rodadas da ANP também representam um novo ciclo de investimentos na área de Riscos de Petróleo, seja com a contratação de novos equipamentos, projetos e, no futuro, com a operação poços, plataformas, navios de apoio e lançamento de linhas, por exemplo”, explica.

A seguradora também está investindo em uma linha de Responsabilidade Civil para Riscos Cibernéticos. O intuito é atender uma nova demanda de seus clientes a partir de um novo marco regulatório no Brasil para este tipo de risco.

Para Ferreira, as iniciativas da seguradora para encarar o cenário desafiador de 2018 passam por investimentos em tecnologia e relacionamento com o cliente. “Nossa aposta é continuar oferecendo serviços livres de burocracia e com ênfase em inovação”, resume.

Tokio Marine transforma Corretores em protagonistas de sua Campanha Institucional

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Um painel de LED, microfones de lapela, computadores, cinegrafistas: o cenário, típico de um estúdio televisivo, foi parte do estande da Tokio Marine Seguradora no 20º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros. O motivo? Transformar os Corretores que visitaram o evento em protagonistas da Campanha Institucional da Companhia, que tem como mote “Eu Resolvo”.

A dinâmica da ação foi simples, personalizada e tecnológica: os interessados em participar foram fotografados nos moldes dos anúncios da Campanha, e puderam tanto visualizar suas fotos nos murais de LED que compunham a estrutura do stand da Companhia, como postá-las imediatamente em todas as suas redes sociais. Além das fotos, os Corretores também puderam protagonizar vídeos como os que foram veiculados naCampanha Institucional.

“Trata-se de uma iniciativa totalmente alinhadacom os valores da Companhia e com a estratégia de posicionamento da Marca, já que é através da parceria e trabalho em equipe entre Colaboradores Tokio Marine e Corretores de Seguros que, juntos, resolvemos as demandas dos Clientes. Somos um time de resolvedores, logo, por que não os inserir também em nossa Campanha de Mídia? Além de empoderar esse importante parceiro, a ação também nos ajuda muito a aumentar a divulgação da Marca. A ação foi um verdadeiro sucesso: nos três dias do evento foram gravados mais de 250 vídeos e milhares de compartilhamentos por meio de diversos canais digitais” explica o Superintendente de Estratégia de Crescimento e Marketing, Flávio Otsuka.

A Campanha “Eu Resolvo”, lançada no início do ano, investe no conceito de proximidade com seus Clientes, Corretores e Assessorias. Todas as suas peças publicitárias são estreladas por Colaboradores que estão no dia a dia da operação e são os responsáveis pelo suporte e oferta de soluções para o público. A ideia é mostrar que todos os mais de 1,7 mil funcionários da Companhia estão engajados com o compromisso Tokio Marine em atender com excelência e prover os melhores produtos e serviços do mercado.

JBS renova seguro garantia judicial, informa Agência Estado

A Agência Estado conta que a JBS conseguiu renovar uma apólice de seguro garantia judicial, que protege a empresa de ações na Justiça, de cerca de R$ 600 milhões. O vencimento do contrato ocorreria em dezembro. No entanto, teve de pagar mais caro pela renovação, uma vez que seu risco aumentou após as delações de seus principais executivos no âmbito da Lava Jato, instaurando uma crise dentro da companhia. A apólice está com um pool de seguradoras: a mineira Pottencial, Chubb, Fator, Swiss Re e Fairfax. O novo contrato tem duração de, ao menos , dois anos. Procurada, a JBS e as seguradoras mencionadas não comentaram, informa a coluna do Estadão.

Proteção veicular comercializada por associações gera polêmica em audiência

Fonte: Agência Câmara

Para defensores da medida, associações suprem uma lacuna do mercado, ao oferecer opções mais baratas ao consumidor. Já as empresas de seguro classificam a prática como concorrência desleal

Mais de 200 pessoas acompanharam nesta terça-feira (24) audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto (PL 3139/15) que proíbe a proteção veicular promovida por associações que funcionam como uma espécie de cooperativa.

Essa modalidade de proteção é diferente do seguro automotivo tradicional por prever o pagamento de indenização por prejuízos que já ocorreram, como furtos e acidentes – e não pelo risco desses casos virem a acontecer. Os valores são divididos entre os associados.

O autor do PL 3139/15, deputado Lucas Vergilio (SD-GO), classifica a modalidade como “seguro pirata” e pretende acabar com a atividade, sob o argumento de que as associações são um risco para o consumidor e não estão sujeitas às mesmas regras das empresas de seguro, que pagam tributos e são obrigadas a manter uma reserva financeira equivalente ao valor dos bens segurados.

“Os associados não têm garantias de que vão receber. As associações fecham da noite para o dia, não tem provisionamento de recursos nem cálculo atuarial. E a atividade estimula o mercado de peças roubadas”, sustentou.

Já Fabrício Klein, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), defendeu a legalidade da atividade e o tratamento tributário diferenciado das associações. Segundo ele, a Constituição garante liberdade e o direito de livre associação, e a legislação específica dá às cooperativas o direito de oferecer qualquer tipo de serviço.

“As cooperativas também têm de ter um tratamento tributário adequado. Não há incidência de Imposto de Renda e da CSLL simplesmente porque não há fato gerador, não há lucro”, explicou. Klein acrescentou que os associados, por serem enquadrados como sócios e não como clientes das cooperativas, não estão sujeitos ao Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

O relator da comissão especial, deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP), discordou: “Isso está enquadrado como relação de consumo, sim”.

Defesa – As críticas à atividade foram rebatidas por representantes de associações que oferecem proteção veicular aos associados – os integrantes das seguradoras serão ouvidos na próxima audiência pública da comissão especial.

Segundo Luiz Carlos Neves, presidente da Federação Nacional das Associações de Caminhoneiros e Transportadores (Fenacat), as associações surgiram em decorrência do elevado número de assaltos e acidentes, aliados ao baixo custo do frete e às recusas das seguradoras. “O que fazemos é um auxílio mútuo na hora de acidente e rateio de custos para pagar caminhões roubados e acidentados, já que 86% dos caminhões simplesmente não são aceitos pelas seguradoras”, afirmou.

O presidente da Agência de Autorregulamentação das Associações de Proteção Veicular e Patrimonial (AAAPV), Raul Canal, concordou que as seguradoras não conseguem atender a todas as demandas da população. Ele contestou ainda a alegada falta de segurança para os associados. “Nos últimos 16 anos, a Susep [Superintendência de Seguros Privados] liquidou 49 seguradoras. Somente seis delas tinham 800 mil segurados, que ficaram no prejuízo. No mesmo período, apenas três associações foram fechadas”, comparou.

Para Cíntia Souza dos Santos, presidente da Federação Nacional de Benefícios (Fenaben), o projeto que proíbe que pessoas se associem para dividir prejuízos relativos a veículos é inconstitucional. “Não há por que criminalizar essa atividade. Inúmeras decisões judiciais são no sentido de que não é crime. Que crime há nessa decisão de dividir prejuízos?”, indagou.

Na avaliação de Cauby Morais, presidente da Força Associativa Nacional (FAN), os corretores de seguros, contrários às associações e que compareceram à audiência com camisetas azuis com os dizeres “Não ao seguro pirata”, deveriam adotar outra postura.

“A sociedade se organizou porque sentiu que estava faltando algo no mercado de seguros. A briga de vocês deveria ser outra: fazer com que as seguradoras construam uma opção popular”, disse, dirigindo-se à plateia.

Regulamentação – O deputado João Campos (PRB-GO), um dos autores do pedido de realização do debate, anunciou que vai apresentar um voto em separado com previsão de regulamentação das associações. “Não faz sentido proibir ou criminalizar a atividade. Proponho que a gente simplesmente normatize, regulamente, para dar segurança jurídica aos associados e para que sejam definidos a responsabilidade dos dirigentes e o órgão fiscalizador”, justificou.

O deputado George Hilton (PSB-MG) foi na mesma linha e defendeu a regulamentação das associações de auxílio mútuo. Ele considerou a proposta de Lucas Vergilio um retrocesso. “O texto busca criar uma reserva de mercado para as empresas de seguro. Temos, na verdade, de alterar a lei de seguros para que as cooperativas sejam fiscalizadas. Essas entidades só cresceram porque há uma demanda reprimida, e as corretoras colocam obstáculos”, sustentou.

Corretores – Representantes dos corretores de seguros não concordam e dizem que as associações fazem concorrência desleal com as seguradoras. “A seguradora é obrigada a fazer uma reserva financeira, paga uma tonelada de impostos e não pode consertar o carro com peças usadas”, enumerou Carlos Valle, da Federação Nacional dos Corretores, que estava na plateia.