Carta do Seguro: Setor cresce 3% de janeiro a abril, para R$ 79,7 bilhões

A Carta do Seguro que traz os números do primeiro quadrimestre de 2018 sinalizam a recuperação do setor, mesmo diante da onda de rebaixamento do crescimento do PIB por diversos agentes do mercado financeiro. A arrecadação total do setor até abril foi de R$ 79,7 bilhões, 3% acima dos R$ 77,2 bilhões do mesmo período do ano anterior. Marcio Coriolano, presidente da CNseg, destaca no editorial do estudo o crescimento de automóveis e ramos patrimoniais acima de dois dígitos, a reação do VGBL e o seguro rural retomando o crescimento.

No agrupamento de ramos elementares, é o caso de automóveis (10,6%), seguros patrimoniais (10,2%) e rural (9,1%). “Desconsideradas sazonalidades, o resultado vem em linha com o histórico do mercado nos últimos 12 meses e com o pequeno, mas relevante, fôlego que a queda de preços e estabilidade de tarifas públicas tiveram sobre a renda das famílias e a atividade econômica agrícola”, explica Coriolano.

No agrupamento de coberturas de pessoas, acrescenta, os planos de risco individuais mantiveram o bom desempenho, servindo para que o quadrimestre fechasse com expansão próxima a 12%. “Para tanto, o produto Prestamista continua tendo a maior contribuição (crescimento de 21,5% nos primeiros quatro meses do ano), na esteira da expansão do crédito”, escreve Coriolano.

Já no segmento de planos de acumulação, o VGBL reage na série mensal emplacando o segundo mês consecutivo de crescimento em relação a 2017, o que serve para amortecer a queda de taxas de crescimento como efeito de um desempenho positivo no ano passado. “Ainda assim, continuamos em território negativo, com recuo de 1,7% em relação aos primeiros quatro meses do ano anterior”, acrescentou.

Os planos de capitalização demonstram reagir à conjuntura, especialmente após período de expectativa de mudanças regulatórias. A comparação de iguais quadrimestres de 2007 e 2018 resulta em expansão de 8,1%, informa a Carta do Seguro.

O gráfico a seguir mostra o comportamento, em série de 12 meses móveis, das taxas de crescimento, segregando-as no total domercado (sem DPVAT e sem Saúde Suplementar), vida acumulação, vida risco e ramos elementares. “Ele contribui para demonstrar, tendencialmente, que o mercado de seguros permanece respondendo bem às demandas por proteção em período de volatilidade”, analisa Coriolano.

 

Veja abaixo a análise do desempenho do mercado segurador no primeiro quadrimestre feita pelo professor Lauro Faria, economista da Escola Nacional de Seguros, na Carta do Seguro:

Em abril passado, a arrecadação em prêmios e contribuições do mercado segurador regulado pela Susep foi de R$ 21.366,4 milhões, 3% abaixo da arrecadação de março. É resultado negativo, mas não deve preocupar. Se descontado o padrão sazonal existente nesse mês do ano, de decréscimo da arrecadação de cerca de 5% sobre março, a variação “efetiva” (isto é, livre de influências sazonais) do mercado foi de +2%, um excelente resultado, portanto.

Isso fica mais visível quando comparamos os resultados de arrecadação de abril de 2018 com os de abril de 2017. Nos seguros de Ramos Elementares (exceto DPVAT), o crescimento foi de 14,6%. Nos Planos de Risco de Seguros de Pessoas, a expansão foi de 15,9%. E, mais importante ainda, nos aportes a Planos de Acumulação, o acréscimo foi de 24,5%; desse modo, invertendo o desempenho negativo que tiveram na virada de 2017 para 2018. Mesma inversão para positivo ocorreu com os aportes a planos de Capitalização, que tiveram acréscimo de 18,9% em abril de 2018 sobre o mesmo mês de 2017.

Observando os grandes grupos de seguros, verificamos expansões ainda mais fortes da receita: o carro-chefe dos Ramos Elementares (o Seguro de Automóvel) teve expansão de 17,3% em abril passado sobre abril de 2017; Seguros Patrimoniais, 28,6%, nessa mesma base de comparação; Responsabilidade Civil, 9,5%; Seguros Rurais, 40%; Marítimos e Aeronáuticos, 19,6%; Seguros de Vida, 17,3%; Prestamista, 20,6%; planos VGBL, 25,3% e planos PGBL, 15,6%.

O desempenho do Seguro de Automóvel certamente tem relação com o grande aumento da produção e venda de veículos em 2018. Segundo o IBGE, a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias teve crescimento de 19,9% no primeiro trimestre de 2018 contra igual período de 2017. Idem para as vendas nominais no varejo de veículos, motos, partes e peças, que expandiram 18,2% nessa mesma base de comparação.

O comportamento do Seguro Prestamista indica recuperação da oferta de crédito na economia, estimulada pelos seguidos cortes da taxa Selic. Por outro lado, a estabilização dessa taxa nos atuais 6,5% favorece a recuperação das vendas de Planos de Acumulação como PGBL e VGBL. O aumento da comercialização do Seguro Rural está relacionado à redução prevista de 6,8% na safra de grãos, às consequentes incertezas sobre a renda agrícola, bem como à subvenção de R$ 384 milhões desse seguro por parte do governo federal.

No geral, o mercado de seguros foi favorecido neste início de ano pela trajetória positiva de crescimento da economia brasi- leira, cujo PIB real, no 1o trimestre de 2018, cresceu 0,4% em comparação ao 4o trimestre de 2017, na série com ajuste sazonal, e 1,2% no primeiro trimestre do ano em comparação a igual período de 2017. Entretanto, o clima de incerteza política e eleitoral no País, acoplado ao aumento do preço do dólar, devido à alta das taxas de juros nos Estados Unidos, lança dúvidas sobre a aceleração do crescimento econômico prevista no início do ano. De fato, os analistas consultados pelo Banco Central têm revisado para baixo as projeções de acréscimo do PIB real em 2018, de 2,8% em fevereiro passado para atuais 2,2%.

No polo oposto, chamaram atenção em abril as quedas de arrecadação de prêmios de seguros de Crédito e Garantia e de Seguro Viagem. O primeiro caiu 3% sobre abril de 2017 e o segundo, 25%. Os seguros de Crédito e Garantia ressentem-se da tímida retomada dos investimentos, em particular, dos investimentos estatais. O Seguro Viagem, da citada alta do dólar, que encarece as viagens internacionais. A Susep registrou queda de 38,8% na arrecadação do Seguro de Garantia Estendida.

No mercado como um todo, exceto DPVAT, a sinistralidade continuou em queda, situando-se em 42,7% no período janeiro- -abril de 2018, 3,46 pontos de percentagem abaixo do verificado no mesmo período de 2017. A sinistralidade do grupo de seguros de Ramos Elementares foi de 50,8%, com queda de 2,55 pontos de percentagem na mesma base de comparação, e a do grupo de Planos de Risco de Coberturas de Pessoas, de 27,1%, com aumento de 2,5 pontos percentuais sobre o mesmo período de 2017. O índice de despesas de comercialização aumentou 0,7 ponto de percentagem no mercado como um todo, exceto DPVAT, sendo de 25% nesse mesmo período e dividindo-se em 21,9% em Ramos Elementares e 30,8% no grupo de Planos de Risco de Coberturas de Pessoas.

No primeiro quadrimestre de 2018, as despesas administrativas das seguradoras reguladas pela Susep cresceram 6,4% ante igual período de 2017, e o resultado financeiro das seguradoras caiu 8,1%. Estimulado pelo aumento de receita, o lucro líquido agregado dessas empresas cresceu 6,3% nessa base de comparação. Desse modo, a rentabilidade do patrimônio líquido agregado foi de 20,8%, excelente resultado numa conjuntura econômica difícil como a que passamos.

No setor de Saúde Suplementar, os últimos dados da ANS se referem ao ano de 2017 e mostram uma receita de contrapres- tações de R$ 181,7 bilhões, 10,8% superior à de 2016 bem como sinistralidade de 83%, 0,7 ponto de percentagem abaixo de 2016.

Roberto Galdieri é o novo vice-presidente de TI & CIO da Prudential do Brasil

Roberto Galdieri acaba de ser promovido a vice-presidente de Tecnologia da Informação (TI) & Chief Information Officer (CIO) da Prudential do Brasil. Ele assume essa responsabilidade com o desafio de buscar novas iniciativas no ambiente digital.

O executivo chegou à seguradora em 2015, como diretor de TI & CIO, e desde então dedicou-se ao desenvolvimento e à consolidação da área, buscando e desenvolvendo soluções que apoiam e sustentam o crescimento da companhia, como a mudança da estrutura do Datacenter, a reformulação da área de Segurança da Informação e, mais recentemente, a liderança, em Tecnologia da Informação, do projeto de aquisição do novo negócio de vida em grupo.

O executivo acumula passagens por companhias multinacionais e nacionais nas indústrias de varejo, serviços e finanças. Sua formação é em Administração de Empresas com ênfase em Análise de Sistemas, somada a duas especializações: MBA Executivo pela FIA/USP – incluindo programas pela Universidade de Cambridge, no École Management Lyon, na França e na Vanderbilt University, nos EUA; e Especialização em Redes de Computadores Pessoais, pelo Okinawa International Center, no Japão.

 

 

Icatu Seguros colhe frutos dos investimentos no atendimento humanizado

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Na contramão dos investimentos em robotização para padronizar processos e dar agilidade nos atendimentos ao público em geral, a Icatu Seguros implementou um programa para humanizar ainda mais esse contato e aumentar a satisfação dos seus clientes. Com o foco nas pessoas, o Centro de Relacionamento com o Cliente atua com base nos pilares de qualidade, processos, incentivo e treinamento. A maneira de atender o cliente passou a ser completamente diferente das práticas do mercado.

Toda a jornada do cliente dentro da empresa foi envolvida para que ele fosse atendido em suas necessidades, numa experiência natural e positiva. Por isso, a Icatu adotou estudos de perfis sociais para facilitar a aproximação do assistente de relacionamento durante o atendimento. Sai o script, entra o disco interativo com perfis de linguagem.

“Na busca em ser reconhecida como a melhor seguradora em atendimento ao cliente, era preciso acolhê-lo e mostrar que a Icatu estava empenhada em resolver suas demandas”, avalia superintendente de Canais Tatiana Ambrósio. “O call center deixou de ser um processo para ser um serviço com peso e importância compatíveis com as principais áreas de negócio da empresa”, explica.

Ao desenhar o programa, a Icatu contou com a expertise da empresa de design de soluções Croma para desenvolver a metodologia. A Croma utilizou a teoria do pensador francês C.G. Jung para mapear e sugerir os perfis de linguagens: amável, analítico, expressivo e decidido. Desta forma, as equipes passaram por capacitação com simulações, guias de aprendizagens, jogos e encontros, além do suporte de executivos do negócio, fonoaudiólogos e psicólogos. Para desenvolver empatia nesse atendimento, os colaboradores aprenderam técnicas de respiração, ritmo, linguagem, ênfase e entonação.

Alguns números:

2° lugar no ranking das melhores empresas em satisfação do cliente no setor em 2017 (Instituto MESC)

Redução de 42% no volume de reclamações

Aumento do índice de satisfação do cliente em pesquisa interna: de 82% em 2015, para 88% em 2016.

Aumento de retenção de resgate, portabilidade e cancelamento em dois pontos percentuais.

Aumento de rentabilização em R$ 12 milhões

 

Bradesco lança reembolso pelo celular

A Bradesco Saúde acaba de criar a função “reembolso” no seu aplicativo, que já conta com mais de 630 mil usuários. Com a novidade, o processo fica mais simples e o segurado também pode receber notificações para acompanhar todo o processo via SMS ou e-mail. O download do aplicativo da Bradesco Saúde pode ser feito através da App Store ou Google Play. A solicitação de reembolso também pode ser feita através dos canais de atendimento tradicionais e site.

 

 

SindSeg MG/GO/MT/DF promove a primeira edição do SindSeg Insurtech Connection

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Entre os meses de maio, junho e julho, o SindSeg MG/GO/MT/DF realiza a primeira edição do programa SindSeg Insurtech Connection. Por meio dele, várias startups de todo o país serão estimuladas a criar soluções para o mercado de seguros. A iniciativa foi idealizada pela Comissão SindLab, formada em setembro do ano passado para viabilizar iniciativas baseadas em tecnologias e inovações para o mercado de seguros.

“Qualquer tipo de inovação é sempre muito positiva. Mais do que agregar valor às atividades das seguradoras, a tecnologia também corrobora para a economia dos recursos tanto por parte das empresas quanto dos segurados”, afirma Pedro Teixeira, sócio-diretor de aceleração da aceleradora Tropos Lab, empresa contratada pelo SindSeg MG/GO/MT/DF para monitorar os trabalhos e intermediar o relacionamento entre as associadas as startups, por meio também de um programa de aceleração próprio.

Além das insurtechs, startups focadas em soluções específicas para o mercado de seguros, poderão participar da iniciativa outras startups, que também irão propor soluções para o desenvolvimento de novos produtos, serviços e ferramentas e ainda para a otimização da gestão das seguradoras.

Muito mais que possibilidades para o melhor desempenho das associadas, a tecnologia também é uma aliada para o desenvolvimento de soluções que antecipem, previnam e façam a gestão das atividades que impactam no mercado de seguros. “Imagine um sistema que seja capaz de avisar ao segurado que ele deixou a janela de casa aberta quando há o risco de uma chuva ou que alerte os perigos de estacionar o carro numa determinada rua à noite”, exemplifica Pedro.

O presidente da Comissão SindLab, Leandro Godinho, aposta no sucesso do SindSeg Insurtech Connection. “Tenho certeza de que as empresas apresentarão soluções que vão ao encontro do desenvolvimento do setor. Por serem empresas criativas e leves, elas pensam em alternativas desvinculadas de conceitos pré-estabelecidos, ou seja, ‘fora da caixa’”, diz Leandro.

Etapas – O SindSeg Insurtech Connection consiste em cinco etapas. Na primeira, as startups interessadas inscreverão as suas propostas no site do programa até o dia 17 de junho. As ideias devem se enquadrar em uma das cinco categorias determinadas. São elas: tecnologia; novos modelos de negócio e produtos; gestão; acesso, cultura e educação e áreas correlatas.

Após a análise dos projetos, serão anunciadas até o dia 25 de junho as 50 startups para continuar no programa. A etapa seguinte, chamada de bootcamp, será realizada nos dias 27 e 28 de junho. Nesses dois dias, representantes das associadas e das startups se reunirão para discutir as propostas. Depois desses encontros, as startups terão a oportunidade de desenvolver as ideias até o dia 7 de agosto com base nas discussões propiciadas pelo bootcamp. Por fim, no dia 7 de agosto, será realizado o demoday, quando os trabalhos serão apresentados à diretoria do SindSeg MG/GO/MT/DF e aos representantes das associadas.

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Zul Digital e Chubb lançam sistema que permite a contratação de seguros em menos de 30 segundos

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A Zul Digital, startup do segmento de mobilidade urbana e líder entre os aplicativos de Zona Azul Digital na cidade de São Paulo, e a Chubb iniciaram no Brasil uma parceria para ofertar seguros em plataformas digitais. “O sistema permite que o consumidor realize a contratação de cada produto da Chubb em menos de 30 segundos”, diz André Brunetta, CEO da Zul Digital, a responsável pelo desenvolvimento do aplicativo pelo qual é feita a aquisição. “Basta que ele baixe o aplicativo e tenha o cartão de crédito cadastrado”, afirma.

São dois seguros. O primeiro deles cobre roubo ou furto qualificado de bolsas, mochilas e pastas, bem como seu conteúdo, enquanto o segundo seguro cobre roubo ou furto qualificado de bens deixados no interior do veículo”, afirma Cláudio Oliveira, diretor comercial da Chubb. Segundo André Brunetta, o planejamento do novo modelo de distribuição de seguros levou em conta fundamentos relacionados com usabilidade, oferta direcionada e meios de pagamento.

Com relação aos critérios de usabilidade, André Brunetta afirma que a experiência de uso do aplicativo foi totalmente concebida para tornar sua utilização extremamente simples e objetiva, permitindo, inclusive, que diferentes perfis de público consigam interagir facilmente. Ao se referir à oferta direcionada, o executivo conta que o desenvolvimento da ferramenta utilizou sistemas de Business Intelligence (BI), um conjunto de informações analisadas para criar e disponibilizar as ofertas no momento certo, direcionando os clientes para o produto ou serviço de maior aderência.

Ao abordar os meios de pagamento, André afirma que, por meio do aplicativo, o usuário pode comprar os tickets de Zona Azul efetuando o pagamento com cartões de crédito, débito, transferência bancária e boleto. “Uma novidade recente é também a venda através de Apple Pay, tecnologia lançada pela Apple para a plataforma iOS”, destaca. Segundo ele, o domínio das diferentes formas de pagamento permitiu oferecer a inovação em todo o processo de venda, de forma que a contratação do seguro se dá em poucos instantes. “É, sem dúvida, o fluxo de contratação mais rápido já oferecido no mercado”, assegura.

Conforme Marco Antonio Gonzaga, Head de Seguros da Zul Digital, o acordo entre a Zul Digital e a Chubb prevê o oferecimento de um amplo portfólio de seguros e serviços desenhados com base na análise do perfil dos usuários. “O portfólio será implantado dentro de um cronograma já estabelecido e poderá ser adaptado conforme os hábitos e perfis dos segurados”, afirma.

O aplicativo da Zul Digital pode ser baixado de forma gratuita por qualquer pessoa na Apple Store ou Google Play – ou através do link https://zul.digital/instalar. Os seguros poderão ser contratados dentro do aplicativo através da aba “Seguros”.

Risco de default soberano chega a US$ 820 milhões em SP, segundo estudo do Lloyd’s of London

O Lloyd’s of London divulgou ontem o CityRisk Index, no qual analisa 22 riscos que ameaçam 279 cidades ao redor do mundo e o potencial de perdas que eles podem causar – um número que chega a US$ 320 bilhões por ano do PIB global.

Entre as cidades latino-americanas, São Paulo se encontra na segunda posição entre as mais ameaçadas, com US$ 6,54 bilhões da sua produção econômica em risco por ano, atrás apenas da Cidade do México. O Rio de Janeiro, com US$ 2,72 bilhões por ano em risco, fica em quinto lugar, com Brasília em décimo (US$ 1,29 bilhão).

Entre as três principais ameaças que pairam a capital paulista se encontram: quebra no mercado, com US$ 2,98 bilhões, o segundo maior valor entre todas as cidades analisadas, conflitos civis, com US$ 830 milhões, e o default soberano de US$ 820 milhões; o segundo maior valor entre as cidades analisadas.

Esta última ameaça também aparece com destaque nas outras cidades brasileiras, em parte devido ao cenário de saída de uma forte depressão, em conjunto com a indefinição política por conta das eleições presidenciais. Em comparação, cidades como Cidade do México e Lima são mais afetadas por ameaças naturais, como tempestades tropicais e terremotos.

Uma ilustração é fornecida por Los Angeles, onde, de acordo com o índice, a estimativa média de perda anual para um terremoto é de US$ 2,7 bilhões do “PIB em Risco”. No entanto, de acordo com o mesmo índice, em um cenário extremo, um terremoto em Los Angeles poderia fazer com que a cidade perdesse até US$ 380,4 bilhões de PIB.

Segundo o presidente do Lloyd’s, Bruce Carnegie-Brown, “nenhuma cidade será completamente livre de riscos. Rupturas sempre ocorrerão, seja o resultado de um furacão ou um ataque cibernético. Criamos esse índice exclusivo para ajudar as cidades em todo o mundo a identificar, entender e quantificar sua exposição ao risco, o que ajudará a priorizar investimentos e criar resiliência”.

“O índice mostra que investir em resiliência – de defesas físicas contra inundação a firewalls e cibersegurança aprimorada, combinadas com seguro – ajudará a reduzir significativamente o impacto de eventos extremos nas cidades, melhorar a estabilidade econômica e aumentar a prosperidade para todos. Peço às seguradoras, governos e empresas que analisem o índice e trabalhem em conjunto para reduzir essas exposições, construindo infraestrutura e instituições mais resilientes”, prosseguiu Carnegie-Brown.

O professor Daniel Ralph, diretor acadêmico do Centro de Estudos de Risco de Cambridge, da Universidade de Cambridge, Judge Business School, acrescentou: “Uma forma de pensar sobre o ‘PIB em Risco’ é quanto de dinheiro que uma cidade prudente precisa separar a cada ano para cobrir o custo de eventos em risco. O Lloyd’s City Risk Index ajuda governos, empresas e o setor de seguros a entender as implicações econômicas de uma variedade de riscos naturais e provocados pelo homem e usa a métrica do ‘PIB em Risco’ para melhorar sua preparação e resiliência.

“Uma das características mais proeminentes do índice é o aumento mundial do risco geopolítico, impulsionado em grande parte pela ameaça de conflitos entre nações e distúrbios civis. Provavelmente veremos esta tendência continuar em um nível global”, finalizou o acadêmico.

As principais tendências identificadas pelo índice são:

  • As ameaças geradas pelo homem estão em ascensão: Estes tipos de ameaças representam 59% de todo o “PIB em Risco” global. O colapso do mercado financeiro é identificado como a maior ameaça à economia global, colocando em média US$ 103,3 bilhões em produção econômica global em risco por ano. Refletindo o crescente nível de instabilidade geopolítica em todo o mundo, o estudo indica que conflitos entre nações é o segundo maior risco – totalizando US$ 80 bilhões de “PIB em Risco”.
  • As alterações climáticas ainda são um grande fator de risco: os riscos relacionados ao clima respondem juntos por US$ 123,0 bilhões de “PIB em Risco”, e espera-se que essa soma cresça à medida que os eventos climáticos extremos se tornarem cada vez mais frequentes e graves. Os eventos climáticos mais custosos são os vendavais, que representam US$ 66,3 bilhões de “PIB em Risco” e as enchentes, o que coloca em risco mais US$ 42,9 bilhões da produção econômica.
  • A maior parte do risco está concentrada em algumas cidades: as 10 cidades com maior “PIB em Risco” enfrentam juntas US$ 126,8 bilhões em perdas potenciais para a produção econômica a cada ano. Isto representa quase um quarto do “PIB em Risco” total e mais do que o montante do “PIB em Risco” na África, no Oriente Médio e na América Latina combinados. Essa descoberta reflete a crescente concentração de riqueza em certas regiões geográficas e, portanto, a vulnerabilidade da economia global a eventos perturbadores.
  • A construção de resiliência é uma prioridade urgente: o índice classifica a resiliência de cada cidade com base em critérios como financiamento para serviços de emergência e níveis de seguro. Se cada cidade do índice melhorasse sua resiliência ao nível mais alto, o “PIB em Risco” global diminuiria em até US$ 73,4 bilhões.

Fenseg esclarece dúvidas sobre danos decorrentes da paralisação e casos de cobertura

Fonte: FenSeg

Perda de produtos, desabastecimento e transtorno para produtores, revendedores e consumidores. A greve dos caminhoneiros apresentou prejuízos em toda a cadeia de produção de bens e mercadorias, do transporte e do consumo final. A paralisação e suas consequências para a economia nacional servem de alerta para a importância de conhecer melhor os diversos tipos de seguros de cargas.

A Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) faz um esclarecimento sobre as coberturas disponíveis para este tipo de evento. “Os riscos decorrentes do evento “Greves” encontram-se previstos na Cobertura Adicional de Greves. Essa cobertura inclui as perdas ou danos causados a bens e mercadorias em decorrência direta de greves, tumultos, locaute, motins e comoções civis; exceto os riscos excluídos contidos na respectiva cobertura”, explica Alexandre Leal, presidente da Comissão de Transportes da Fenseg.

Ele explica que, pelo fato de a greve ser classificada como caso fortuito ou de força maior, não cabe responsabilidade do transportador rodoviário. Em razão disso, as apólices de RCTR-C (Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário – Carga) excluem tais riscos e não existem opções de contratação dessa cobertura adicional.

A cobertura adicional de greves encontra-se disponível para contratação pelo proprietário do bem ou mercadoria (embarcador), a qual poderá ser incluída em sua apólice de transporte nacional ou de transporte internacional. Esta última inclui bens ou mercadorias destinadas à exportação ou que tenham sido importadas.

O embarcador, proprietário de bens ou mercadorias deve instruir seus motoristas ou seus transportadores rodoviários, sobre todas as regras e condições no transporte, principalmente quando de produtos que dependam de conservação em ambientes refrigerados ou congelados. “Ou ainda dos produtos perigosos, de seus riscos e consequências, de forma a minimizar qualquer prejuízo à população, ao meio ambiente e à própria mercadoria, procurando evitar que os veículos fiquem estacionados em locais que não permitam o seu controle e deslocamento”, ressalta Alexandre Leal.

Comissão de Defesa do Consumidor debate reajustes, franquia e coparticipação nos planos de saúde

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A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (5), uma audiência pública para debater a proposta da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de regulamentar a cobrança de franquia e coparticipação nos planos de saúde, assim como o cálculo do índice de reajuste dos planos. Em breve, o órgão regulador divulgará o índice anual de majoração dos planos individuais.

O superintendente de Regulação da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Sandro Leal, afirmou na audiência que os mecanismos de franquia e coparticipação, pelos quais o beneficiário divide os riscos com a operadora, significarão maior possibilidade de escolha por parte dos consumidores, ajudando a manter a sustentabilidade do setor.

Sandro Leal citou, entre as mudanças positivas que a franquia anual propiciará – uma vez que a coparticipação já é comercializada pelas operadoras –, o estímulo à pesquisa de preços de procedimentos, a indicação de tratamentos e terapias baseados na relação custo-efetividade e a queda do valor das mensalidades, em razão de haver mais produtos à disposição. “As pessoas querem produtos mais baratos”, ponderou. Ele citou simulações mostrando que a comercialização de planos com franquia reduzirá o valor dos produtos em até 51%. “Cada consumidor vai olhar sua condição financeira e de saúde e avaliar o que é mais adequado”, disse.

Em relação ao reajuste, o superintendente da FenaSaúde afirmou que a solução não é o controle de preços, como querem alguns: “A experiência histórica no Brasil e no mundo mostra que o controle de preços significa mais escassez de produtos e redução da oferta”. Ele lembrou que o aumento de preços é ruim para as operadoras, porque diminui a demanda e induz a que só os consumidores que mais precisam de tratamento continuem com seus planos. Segundo Leal, o que precisa ser atacado são os custos crescentes da saúde, como o aumento dos preços dos produtos médico-hospitalares, da frequência de utilização e da incorporação tecnológica. “A agenda não é o controle de preços, e sim atacar as origens dos custos”, afirmou.

Também presente à audiência, o gerente geral de Regulação de Estrutura dos Produtos da ANS, Rafael Pereira Vinhas, disse que “não se pode falar de reajuste sem falar na formação de preços dos planos de saúde”. Ele lembrou que os planos operam em regime de mutualismo, em que os que utilizam pouco financiam os que usam muito, como os idosos. “Esse pacto intergeracional precisa se alongar, para equilibrar os custos e as receitas”, afirmou.

Vinhas disse ainda que a ANS tem estudado a mudança da metodologia de cálculo do reajuste das mensalidades dos planos individuais, que hoje é feita com base na média dos reajustes dos planos coletivos, para que o índice passe a refletir melhor a variação dos custos médico-hospitalares dos beneficiários desse tipo de plano. “A ANS também tem envidado esforços para monitorar os reajustes dos planos coletivos, para que expliquem os cálculos utilizados”, ressaltou.

Já o presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge/RJ-ES), Sérgio Custódio Vieira, destacou os indicadores positivos do setor, como índice de satisfação de 85%, resolução de 97% das queixas enviadas à ANS e apenas 6,4 reclamações a cada 100 mil atendimentos. “Com esses índices, estamos falando do melhor sistema de saúde do mundo”, afirmou.

Participaram também da audiência o subprocurador-geral da República e coordenador da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, José Elaeres Marques Teixeira; a assessora executiva da Diretoria de Programas Especiais da Fundação Procon (SP), Karla de França; e Igor Britto, representante do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), além dos deputados José Stédile (PSB-RS), Eduardo da Fonte (PP-PE), Celso Russomanno (PRB-SP), Rodrigo Martins (PSB-PI) e Júlio Delgado (PSB-MG).

Nova seguradora de saúde será anunciada em breve, informa o Valor

Novidades em saúde em matéria do Valor. O texto conta que no mundo dos investimentos financeiros com foco em negócios sociais tem seu primeiro resultado no Brasil: retorno de 26% ao ano com uma empresa da área de saúde com alto impacto para a população de baixa renda do país. E quem ganhou foi a Vox Capital, primeira gestora especializada em investimento de impacto no país, que vendeu uma pa rticipação de quase 30% que detinha na TEM, operadora paulista de cartões pré-pagos de saúde, em um movimento casado com a entrada de uma seguradora internacional – cujo nome ainda não pode ser divulgado por estratégia da matriz. O anúncio sobre o novo parceiro deve sair nas próximas semanas.