Zurich debate novos riscos com gestores de seguros

Improve. Essa palavra em inglês, que significa melhorar, aperfeiçoar, modernizar, foi o tema do evento, que reuniu dois encontros tradicionalmente promovidos pela Zurich Seguros para clientes, corretores e parceiros de negócios no dia 14 agosto. “Vamos discutir o Brasil que queremos para o futuro”, disse Edson Franco, CEO da Zurich no país, aos 180 convidados presentes, ao lado de Gláucia Smithson, diretora executiva de seguros empresariais, vida, corporativo e previdência e da Zurich Re, que coordenou a organização do evento.

Em um formato dinâmico e moderno, com palco no meio e que se transformou em três para a apresentação das palestras simultâneas, o evento enfatizou temas que podem definir o rumo do país e de todos que aqui vivem: eleições, reforma da previdência e riscos corporativos. “A nossa proposta era promover um evento transformador e esse propósito foi alcançado com sucesso em um dia extremamente produtivo e rico em conteúdo e conhecimento. Temos que mudar o nosso olhar em relação aos desafios diários, sempre buscando novas formas de evoluir, inovar e solucionar. E foi com esse pensamento que levamos o IMPROVE ao mercado segurador”, disse Glaucia aos presentes, passando a palavra para o primeiro palestrante do dia.

O economista Mailson da Nobrega abriu o debate. “Qualquer candidato que ganhar as eleições terá de fazer a reforma da previdência”, afirmou ele. Essa foi praticamente a única afirmação categórica feita pelo sócio da consultoria Tendência. Ele apresentou pesquisas e dados para que os ouvintes pudessem tirar suas próprias conclusões sobre quem será escolhido pelo povo para ocupar o cargo de presidente do Brasil nas eleições em outubro e novembro, se houver segundo turno.

Maílson: “O novo presidente terá de fazer as reformas da previdência, tributária, e do Estado.”

Segundo Mailson, grandes ciclos de mudanças no país ocorreram com a conjugação de ideias do que fazer, apoio para essas ideias e liderança para mobilizar o Congresso para aprovar as reformas. “Temos dois exemplos de presidentes que fizeram a lição de casa e proporcionaram crescimento da economia. Castello Branco criou o Banco Central e fez a reforma tarifária e administrativa para citar apenas dois pontos. O segundo período de crescimento veio com Fernando Henrique Cardoso, com as privatizações e a lei de responsabilidade fiscal entre outras tantas ações”, afirmou.

Segundo ele, o país passa por um momento semelhante ao do período dos dois presidentes citados, eleitos em momentos em que era fundamental ter jogo de cintura para aprovar reformas nem sempre populares. “O novo presidente terá de fazer as reformas da previdência, tributária, e do Estado. Em infraestrutura já está tudo pronto. Temos bons projetos, apetite dos investidores. O que precisamos é de um líder com inteligência emocional que saiba negociar com os parlamentares que formam o Congresso Nacional, que na minha opinião terá uma renovação próxima de zero”, disse.

Na opinião de Maílson, o candidato Geraldo Alckmin tem a maior chance entre os concorrentes por ter o maior tempo para campanha eleitoral em tevê. São quase 6 minutos, o que lhe dá grande vantagem de convencer a população brasileira, que ainda tem os meios tradicionais para decidir seus votos, comentou ele citando pesquisas, como da CNI/Ibope. “Apenas 5% dos entrevistados disseram usar as mídias sociais para obter informações dos candidatos”, citou. “E 30% escolhem o candidato na última semana”.

Ou seja, o nome do futuro presidente do Brasil é uma grande incógnita ainda, fazendo com que a economia fica estagnada diante da insegurança política. Mas a urgência da reforma da Previdência Social soa como um mantra no programa apresentado pelos pré-candidatos, com exceção do Partido dos Trabalhadores, que acredita não ser um problema urgente por se tratar apenas de realocação de recursos e não de cortes de gastos.

Segundo dados apresentados por Edson Franco, a urgência da reforma da Previdência vem de dados bons da transição demográfica, como o aumento da expectativa de vida, de 76,4 anos em 1960 para 85,2 anos em 2060, bem como pela queda na taxa da mortalidade. Mas esses dados têm um impacto econômico negativo. Em 1960, o Brasil tinha 5% da população com pessoas acima de 60 anos. A perspectiva é de que em 2060 esse percentual salte para 32%. Isso significa dizer que oito pessoas terão de trabalhar para garantir a aposentadoria de um inativo. Em 2060, serão dois ativos para cada inativo, considerando-se também a queda da taxa de fecundidade do Brasil que já está no mesmo nível de países europeus: abaixo de 2%.

Ele enfatizou que as contas atuais e as futuras ponderadas com tais estatísticas tornam o desafio dos próximos presidentes muito mais desafiador, uma vez que o Brasil é hoje um país jovem mas com gastos elevados. O déficit total da previdência social foi de R$ 268 bilhões em 2017. ”Gastamos muito com seguridade social antes de envelhecer. Acreditamos que a reforma deve ser feita antes que o Brasil sofra como outros países que protelaram as mudanças necessárias. Em Portugal, por exemplo, foram feitos cortes nos benefícios para tentar equilibrar as contas do governo”.

Edson Franco: “O tema precisa ser debatido com simplicidade e transparência.”

Para Franco, uma reforma é urgente e necessária, considerando o aumento da idade mínima, limitação de acumulação de benefícios e unificação das regras de aposentadoria para servidores públicos. Ele afirma que a reforma paramétrica, apesar de ser o primeiro passo para corrigir o caminho de solução, não é suficiente. “Precisamos de uma reforma estrutural para corrigir o modelo de repartição. O único modelo que funciona é ter uma base mínima para assegurar que os mais pobres vivam acima da linha da miséria, mas também tem de ter um pilar individual”.

Ele sugere um modelo que contemple quatro pilares e que não se assemelha ao modelo chileno, ressalta. Uma renda básica universal, menor do que o salário mínimo atual por pessoa. O segundo pilar seria similar ao INSS, para complementar a renda básica. O terceiro pilar consideraria uma renda calculada entre contribuição e benefício e o quarto pilar seria basicamente o que se tem hoje com a previdência complementar.

“É preciso que o tema seja debatido com simplicidade e transparência. Um debate apartidário, pois não é uma gestão de governo e sim de Estado”, afirmou ele, que também preside a Federação Nacional das Empresas de Previdência Aberta (FenaPrevi), que prepara um estudo completo com o professor Hélio Zylberstajn para entregar ao novo presidente no início de 2019.

Depois de abordar riscos políticos e impactos econômicos, a programação do evento partiu para discussões mais específicas, sobre como transformar riscos em oportunidades, tendo como pano de fundo as consequências da revolução tecnológica, como a automatização das fábricas, os ataques cibernéticos e a necessidade de proteção para destravar os investimentos em infraestrutura.

A palestra Fábricas Inteligentes, novos riscos e soluções inovadoras, proferia pelo engenheiro de riscos Thiago Santana, fez um alertou aos convidados da Zurich sobre as mudanças nos riscos que a tecnologia traz, bem como para os novos riscos que precisam ser avaliados pelos gestores. “Ao mesmo tempo em que robôs trazem mais assertividade e redução de custos aos processos, eles tornam o risco mais complexo”, afirmou.

Como exemplo, Santana citou a interdependência da linha de produção enxuta de canais de suprimentos diversos para alimentar fábricas sem estoques, bem como a vulnerabilidade e potencial de grandes impactos na interrupção de negócios. “Tudo isso sugere um cenário de risco de baixa probabilidade, porém de alta severidade. Certamente a demanda por proteção de dados, possivelmente armazenados em nuvem, será maior. Também demandará maior gestão para determinar a responsabilidade de perdas ocorridas, uma vez que é grande o cruzamento de prestadores de serviços na automatização de uma fábrica, com diversas apólices e seguradoras”.

Coube ao espanhol Roberto Hernandez, responsável pela área de gerenciamento de pagamentos de indenizações (sinistro), falar sobre riscos emergentes dos seguros de linhas financeiras, como seguro garantia, responsabilidade civil de executivos, mais conhecido como D&O (Directors & Officers) e seguro cibernéticos. “Tivemos sinistros interessantes nos últimos anos no Brasil, que nos ajudaram a entender melhor o produto”.

Até então, os riscos tradicionais contemplavam a fraude contável, a manipulação do mercado, a responsabilidade do corpo diretivo, a aplicação de multas, subsidiárias versus controladas e os acordos de leniência. Já os riscos emergentes precisam levar em conta a nova lei de proteção de dados, praticas trabalhistas indevidas, criptomoedas, adiantamento de custos de defesa, delação premiada entre outros.

Segundo ele, a nova lei de proteção de dados é benéfica, além de ser uma exigência da OCDE, organização que ajuda países como o Brasil a conseguir empréstimos subsidiados para projetos de infraestrutura, vitais para sustentar o crescimento do Brasil no longo prazo. “Mas ela traz desafios às corporações, que tem uma responsabilidade objetiva do dano, obrigação legal de notificar terceiros prejudicados por um vazamento de dados, levantamento dos danos causados entre tantos outras ações”, disse ele aos gestores de riscos corporativos, que já tem esse tema como prioritário no dia a dia profissional.

Sergio Luiz Hilgert, da corretora EuroAmerica, comentou que um dos problemas do D&O é a subscrição de riscos. “É preciso fazer a lição de casa e entender bem quais são os riscos, as coberturas e as exclusões, pois de nada adianta pagar um valor pequeno pelo seguro que vai resultar em discussões infindáveis em caso de ser preciso acionar a apólice”. Já o fundador da Clamapi Seguro de Riscos Cibernéticos, Claudio Macedo Pinto, a discussão sobre ataques cibernéticos deve avançar a medida em que os “estragos são feitos”. Segundo ele, vários clientes que visita protelam a compra da apólice de seguro. “Mas quando tem um ataque voltam a ligar para entender melhor o risco e o produto. E isso ajuda a aumentar a consciência empresarial sobre riscos e o que o mercado segurador tem a oferecer”.

Jabor:” Estamos vivendo uma mutação, que nos fará diferente e não sabemos como, o que torna o dia a dia muito interessante.”

Para encerrar o evento, o jornalista Arnaldo Jabor fez a plateia rir de suas considerações sobre o cenário de corrupção do Brasil desde a proclamação da República até os dias atuais. “Temos a percepção de que pessoas honestas são pobres e os ricos são corruptos. Mas depois da Lava Jato, as ideias não correspondem mais aos fatos. Estamos vivendo uma mutação, que nos fará diferente e não sabemos como, o que torna o dia a dia muito interessante. Não somos mais o país do futuro e sim do presente. Tenho a impressão que talvez haja campo para a modernização prevalecer, pois a globalização nos tornou mais transparentes – o Google sabe mais de mim do que eu mesmo – e vulneráveis ao que acontece em outros países, como na Turquia, por exemplo. E tudo isso tem sido um boa experiência, que certamente nos levará a ser um país mais democrático”, finalizou.

Markel eleva vendas para R$ 28 milhões no semestre e entra para as dez maiores do ranking

A Markel Seguros, que fez a sua estréia no mercado em 2017, encerra os seis primeiros meses de 2018 com um volume de prêmio 133% maior do que o realizado no ano passado. O total de prêmios no período foi de R$ 12, 2 milhões, enquanto nos primeiros seis meses de 2018 o prêmio emitido já é superior a R$ 28 milhões. Com isso, a seguradora ocupa, no momento, a sétima posição no ranking da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Tal desempenho pode ser, primeiramente, atribuído à expriência da equipe, vinda de empresas como IRB-Brasil Resseguros e Rabobank; a proximidade com o produtor; e a qualidade do serviço oferecido. Adicionalmente, a inscrição da Markel no programa de subvenção federal, que foi liberada pelo governo em dezembro do ano passado; e a dos estados de São Paulo e Paraná, no início de 2018, também fizeram a diferença no resultado.

Além do produto chamado Plante Tranquilo, que cobre o custo de produção da lavoura, outras coberturas passaram a integrar o portfólio da seguradora, como o de produtividade integral e por faixa; o de custeio, prestes a ser comercializado e o de faturamento, em fase de estruturação.

Levando em consideração que o segundo semestre, historicamente, é o período em que são fechados os melhores contratos em função da sazonalidade do próprio negócio, a expectativa é que o bom resultado se mantenha e que o crescimento acompanhe essa tendência.

Outro fator preponderante que justifica parte desse desempenho vem do retorno que a seguradora está recebendo dos canais de interlocução com o produtor. Neste ano, a Markel está investindo em ferramentas digitais de capacitação para corretores, além de um novo portal, em fase e testes, onde estão concentradas todas as operações de vendas, cotações, comissões e incentivos.

Como investimento em seu relacionamento com parceiros, a Markel, pelo segundo ano consecutivo está presente no VIII Congresso da ANDAV, com seu time de subscritores e executivos, para apresentar as soluções estruturadas de seguros para os distribuidores e divulgar o resultado parcial de 2018.

Aumento dos custos exige transparência de toda a cadeia da Saúde Suplementar

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Com o tema ‘Os reflexos da crise brasileira na proteção e defesa do consumidor’, o XVIII Congresso do Ministério Público do Consumidor, realizado em Belo Horizonte (MG), foi encerrado na última sexta-feira, dia 10, com uma discussão sobre ‘O futuro da Saúde Suplementar”. O debate contou com a participação da presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes, que reforçou a importância da transparência da informação sobre custos na relação entre operadoras, prestadores de serviço e beneficiários de planos de saúde.

De acordo com a executiva, a Lei 9.656/98, que regula os planos de saúde, trouxe avanços para o beneficiário em relação ao acesso à informação, entre outras garantias. Solange Beatriz citou ainda os exemplos das resoluções normativas 395/16 – que prevê um atendimento orientado pela transparência, clareza e segurança das informações – e 389/15, que possibilitou a criação do Portal de Informações do Beneficiário de Saúde Suplementar – no qual se encontram dados individualizados do titular ou do dependente do plano de saúde, em área específica e restrita do portal da operadora, tendo acesso a informações cadastrais e extratos de utilização.

As operadoras de planos de saúde são obrigadas a fornecer à Agência Nacional de Saúde Suplementar – o não envio está sujeito a penalidades – uma série de informações operacionais, dentre as quais: as características básicas do plano de saúde (tipo de contratação, segmentação assistencial e abrangência geográfica); notas técnicas com especificidades e composição dos custos dos produtos (precificação); informações sobre as taxas de registro dos planos; dados econômico-financeiros, assistenciais e de rede hospitalar; condições da rede prestadora de serviços (todas as informações dos estabelecimentos que compõem as redes – própria ou credenciada – de cada produto da operadora, como por exemplo: dados cadastrais, número de leitos, etc.); e dados do ressarcimento ao SUS.

“Não há caixa-preta com relação às operadoras de planos. Elas são obrigadas e encaminham todas as informações econômico-financeiras, bem como outras também importantes. Porém os demais agentes da cadeia produtiva não estão submetidos a esse tipo de controle”, afirmou Solange Beatriz.

Para a presidente da FenaSaúde, a transparência de toda a cadeia da Saúde Suplementar é importante para permitir as melhores tomadas de decisão. “Inclusive para a definição de políticas públicas que equilibrem o mercado e possam ajudar o consumidor na tomada de decisão sobre o cuidado com a sua saúde”, defendeu a executiva.
Arthur Rollo, que comandou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) – órgão ligado ao Ministério da Justiça – até fevereiro deste ano, também defendeu a transparência e a boa-fé nas relações entre os planos de saúde, prestadores de serviços e consumidores. “O hospital, por exemplo, tem que divulgar a tabela de preços. Todos são consumidores, inclusive os beneficiários de planos coletivos empresariais. Todos utilizam os serviços e, por isso, devem conferir a conta da consulta, do exame, da internação, porque esse custo vem na forma do reajuste da mensalidade”, explicou.

Já Sidney Rosa da Silva Jr., promotor de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, disse que está na hora de se parar de demonizar as operadoras de planos de saúde: “Esse é um mercado complexo. E vale ressaltar que outros players dessa cadeia não são regulamentados. É difícil precificar o plano de saúde, por isso é preciso uma regulação de fácil compreensão”.

O promotor destacou pontos positivos da regulação de coparticipação e franquia, entre os quais o limite de exposição mensal ou anual. “Faz sentido do ponto de vista do consumidor e protege o beneficiário. É uma regulação necessária e que precisa ser equilibrada. Mas, acima de tudo, necessita ser compreendida e aceita pela sociedade. Para isso, a informação é fundamental”, afirmou.

A mesa de debate foi moderada pela presidente da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor, Alessandra Garcia Marques.

Caixa Seguridade lucra R$ 693 milhões no semestre

A Caixa Seguridade divulgou lucro líquido de R$ 323,5 milhões no segundo trimestre, queda de 5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, o lucro avançou 4,8%, para R$ 693,6 milhões. Segundo a companhia, a queda no lucro do trimestre está concentrada na redução das receitas de investimentos em participações societárias, que por sua vez foi motivada em especial pela redução no resultado financeiro dessas empresas. Já a alta no semestre é sustentada pelo aumento das receitas de acesso à rede de distribuição e uso da marca.

Qualicorp lucra R$ 88 milhões no segundo trimestre

A Qualicorp divulgou lucro líquido de R$ 88,6 milhões no segundo trimestre, alta de 24% sobre o resultado do mesmo período do ano anterior. O desempenho operacional foi de R$ 214,4 milhões no mesmo período, queda de 9,7%. A empresa registrou receita líquida trimestral de R$ 482,8 milhões, queda de 1% sobre o mesmo período de 2017, elevando o faturamento total acumulado no primeiro semestre a R$ 962 milhões.

A Qualicorp encerrou o semestre com 2,6 milhões de beneficiários, queda de quase 41% comparado a um ano atrás. Segundo a empresa, foram encerrados contratos corporativos que não eram rentáveis.

FenaSaúde defende esforço conjunto de toda a cadeia do setor para reduzir despesas

Fonte: FenaSaúde

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado realizou, nesta segunda-feira (13), uma audiência pública sobre os impactos das políticas de Estado diante da Saúde Suplementar e suas consequências no SUS.

O diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), José Cechin, participou da audiência como representante da entidade e externou o posicionamento da Federação em relação aos temas tratados. Ele lembrou de início que a missão do setor suplementar é contribuir para a saúde de quem vive no Brasil, “ao lado do SUS e com o SUS”. Afirmou, porém, que o único ponto de contato atualmente existente hoje entre os dois sistemas é o ressarcimento ao SUS por serviços prestados a beneficiários de planos de saúde. “É pouco. Precisamos pensar e achar caminhos para estreitar essa relação e aumentar a interação entre os dois”, disse.

Ao lembrar que um sistema de saúde depende de diversos fatores, Cechin afirmou que “é vã a busca pelo melhor sistema de saúde, pois este não existe”. “O Brasil escolheu um sistema público que cuida de todos, e que apresenta resultados impressionantes em várias áreas. Mas há percalços no caminho, como a questão da gestão do gasto, que terá que ser melhorada, e o subfinanciamento crônico. Não obstante esses percalços, o SUS é elogiado até no exterior, mas é também criticado pelo que ainda não consegue fazer. Aí é que entra o importante papel da Saúde Suplementar.” Nesse ponto, o diretor da FenaSaúde lembrou que o SUS é um direito de todos, financiado pelos impostos, enquanto a Saúde Suplementar é de adesão voluntária e se sustenta com o pagamento de mensalidades. “Os planos têm o papel de contribuir para a universalização da saúde, oferecendo suporte médico e dentário, com qualidade e responsabilidade. Atualmente, é o principal financiador da centena de hospitais privados de ponta.”

José Cechin afirmou que, com a crise da saúde pública, os planos de saúde se veem cada vez mais como promotores e gestores de saúde, “mas também são vítimas de abusos por parte de inescrupulosos, que realizam procedimentos desnecessários, em busca de dinheiro fácil”. Ele defendeu os incentivos concedidos às operadoras de planos de saúde e afirmou que isso não acontece só no Brasil. “É um padrão quase mundial”, afirmou, rebatendo críticas de que os planos de saúde recebem incentivos indevidos. “Existe o lado contábil, mas também o lado da assistência, para que o setor privado possa fornecer os serviços de saúde que o setor público não consegue fornecer, inclusive melhor do que o próprio governo.”

Para a FenaSaúde, faz-se necessário unir esforços em toda a cadeia da saúde (profissionais, laboratórios, fabricantes de medicamentos e de insumos, clínicas e hospitais) para reduzir os custos do setor, em benefício da saúde dos brasileiros. No acumulado de 2008 a 2017, ante um IPCA acumulado de 69,9%, a despesa assistencial per capita cresceu 169,3%, e a Variação dos Custos Médico-Hospitalares (VCMH), 230%. “Não existe uma bala de prata, é preciso envolver todos. Só assim poderemos reduzir essas despesas que hoje estão nos assustando”, afirmou Cechin.

Também participante da audiência, o gerente-geral regulador da Estrutura dos Produtos da Diretoria de Normas de Habilitação dos Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Rafael Pedreira Vinhas, afirmou que a Agência está disposta a discutir o tema do cálculo do reajuste dos planos de saúde, acrescentando que o órgão já promoveu uma audiência pública a respeito. Ele explicou a diferença conceitual entre os índices de inflação da economia, como o IPCA, que medem apenas a alta dos preços, e a Variação dos Custos Médico-Hospitalares, que medem o aumento dos custos da saúde e que levam em conta, além do preço, a frequência de utilização.

Vinhas lembrou que as operadoras de planos de saúde precisam estar equilibradas do ponto de vista econômico-financeiro e que isso é levado em conta pela ANS tanto na precificação inicial dos planos quanto no cálculo do reajuste anual da assistência médico-hospitalar, levando em conta ainda o pacto intergeracional, pelo qual os beneficiários mais jovens financiam os mais idosos. “Os cálculos passam por um tratamento estatístico robusto. É importante consagrar o cuidado técnico no cálculo do reajuste, para que não traga desequilíbrios ao setor. Que o reajuste seja sustentável e tenha transparência”, afirmou.

Em sua fala, Maria Inez Pordeus Gadelha, chefe de gabinete da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, afirmou que, enquanto o SUS atua primordialmente no nível primário de atendimento, a Saúde Suplementar atua mais no terciário e quaternário, oferecendo procedimentos de complexidade mais alta. “O SUS não é uma estrutura, é um conjunto de ideias, premissas, diretrizes”, afirmou ela.

A audiência pública foi presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e teve ainda a participação de Christiane Gonçalves dos Santos Lavorado Alves, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fiocruz; Eduardo Nunes de Queiroz, defensor público federal e membro do Conselho Nacional dos Direitos Humanos da Defensoria Pública da União; Diego Cherulli, diretor de Assuntos Parlamentares do Instituto Brasileiros de Direito Previdenciário (IBDP) e vice-presidente da Comissão de Seguridade Social da OAB-DF; e Leandro Farias, do Movimento Chega de Descaso.

Porto Seguro e Ibmec lançam certificação em planejamento financeiro para corretores

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O Porto Seguro Vida e Previdência e o Ibmec lançaram na última segunda (13), em São Paulo, o primeiro Programa de Especialistas em Planejamento Financeiro, desenvolvido para Corretores de seguros. A iniciativa visa tornar os profissionais ainda mais preparados para oferecer a solução financeira e de proteção de renda adequada à necessidade dos seus clientes.

Fernanda Pasquarelli, Diretora de Vida, Previdência e Investimentos da Porto Seguro, destaca a importância da parceria com a instituição de ensino para viabilizar esse projeto. “O País passa por uma nova realidade demográfica. O aumento da expectativa de vida do brasileiro acelera a necessidade de protegermos hoje nosso patrimônio e nossa renda. Neste sentido, o Corretor passa a ser protagonista na evolução do mercado de seguros de Vida e Previdência, com a nobre missão de dar dignidade às famílias. Assim, a Porto Seguro, através desta parceria, pretende aprimorar a formação de seus Corretores para que estes atuem sempre de forma consultiva e entreguem as melhores soluções aos seus clientes”.

Ao longo de 12 meses, os participantes contarão com módulos sobre Administração, Economia, Finanças, Marketing, Seguros, Tendências, Vendas e Comportamento, em formato de workshops e palestras. Os profissionais também terão a oportunidade de criar projetos atrelados ao negócio de Vida e Previdência da Porto Seguro. “O programa será presencial, uma vez por semana, e terá como premissa a prática e troca de experiência entre alunos, professores, colaboradores da Porto Seguro e convidados”, explica Jocimari Oliveira, Coordenadora Acadêmica de Soluções Corporativas do Ibmec/SP.

Inicialmente, serão duas turmas com 40 alunos cada, uma com início em agosto e outra prevista para setembro. O processo seletivo foi conduzido pelo Ibmec em duas fases eliminatórias, a partir de questionário online de definição de perfil comportamental e entrevista.

Investimento em inovação

A novidade faz parte de uma série de ações pensadas para auxiliar nas atividades do Corretor e também nos processos para os clientes. A seguradora também lançou, no ano passado, o seu primeiro aplicativo para esses profissionais – o App Vida e Previdência, que está disponível gratuitamente no Google Play (Android) e na Apple Store (iOS). A ferramenta oferece diversas funcionalidades de apoio às vendas, e pode ser usada para realizar simulações de seguro de vida e planos de previdência individuais, fazer download de materiais sobre os produtos, entre outras tarefas. Dos cerca de 15 mil Corretores que trabalham com o produto, mais de 30% já aderiram à tecnologia.

Além do lançamento do app, o Porto Seguro Vida e Previdência implantou a assinatura eletrônica para contratação do seguro de vida e previdência privada. Com ela, o cliente pode assinar as propostas de onde estiver, com mais rapidez e segurança, tudo de forma eletrônica (em seu computador, tablet ou celular), sem burocracia e com a mesma validade jurídica. O segurado conta com guia e telas autoexplicativas e, no caso dos produtos contratados on-line, as orientações já estão visíveis na própria tela de contratação.

 

Movimento Aon pela Vida incentiva as pessoas para serem mais engajadas e comprometidas com a qualidade de vida

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A saúde é o bem maior de qualquer pessoa. Com o intuito de propiciar vidas mais saudáveis, ativas, produtivas e conscientes para colaboradores, clientes e sociedade, a Aon, empresa global líder de serviços profissionais, que oferece ampla gama de soluções em riscos, benefícios e saúde, anuncia o Movimento Aon pela Vida.

Atualmente, vive-se a era do wellness, onde a procura por qualidade de vida, alimentação saudável e atividade física está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas. O Aon pela Vida vai ao encontro dessa tendência global. O movimento visa empoderar as pessoas com conteúdos de qualidade capazes de fomentar o diálogo entre os principais stakeholders do sistema brasileiro de saúde.

“A Aon é orientada por sua missão. Nós acreditamos que saúde não é apenas a ausência de doença, mas sim o bem-estar físico, emocional e social. O Aon pela Vida promove a conscientização das pessoas e trabalha a prevenção de doenças. O objetivo é incentivar mais qualidade de vida e a promoção da saúde a todos que estão a nossa volta”, analisa Luis Felipe Barranco, diretor de Marketing da Aon.

Pesquisas globais dos serviços de saúde realizadas pela Aon revelam que o momento do sistema de saúde é desafiador no mundo inteiro. A situação do Brasil é ainda mais complicada, pois o país possui a maior inflação médica do planeta. Para minimizar as consequências desse cenário, o Movimento Aon pela Vida prevê 25 programas de soluções de saúde, sempre focados na conscientização e bem-estar da sociedade. O resultado tem o objetivo de prevenir e conscientizar pessoas salvando vidas e custos na busca um sistema de saúde sustentável.

“A nossa meta é transformar os hábitos das pessoas fazendo com que elas sejam mais engajadas e comprometidas com a própria saúde. A comunicação possui um papel fundamental nesse processo. Acreditamos que essa transformação tem o poder de mudar vidas, para melhor e para sempre. Não mediremos esforços para fazer isso acontecer”, complementa Barranco.

O câncer é a doença que mais acomete os brasileiros, de acordo com dados analisados pela Aon – 90% dos casos descobertos na fase inicial são curáveis e podem custar até 10 vezes menos do que o tratamento em um estágio avançado. Por isso, a primeira grande iniciativa do Movimento é o ONPREV, Programa de Prevenção Oncológica que visa reduzir os impactos da patologia nas vidas das pessoas. A iniciativa conta com ações de prevenção e acompanhamento na adesão ao tratamento da enfermidade, visando diminuir a sinistralidade e reduzir os custos com os planos de saúde, entre outras.

“As pessoas são a nossa preocupação maior. Nós realizaremos diversos projetos e campanhas, dentro e fora da organização, para que o Aon pela Vida se perdure por muitos anos sendo o guarda-chuva para os programas de saúde da Aon. Empoderando o indivíduo para o autocuidado, o seu bem maior – que é a Vida – será resguardado”, finaliza o executivo.

“Aneel e o Seguro Garantia de Leilões – Desafios e Oportunidades” será o tema do próximo Café com Seguro

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No dia 22 de agosto, a Academia Nacional de Seguros e Previdência realizará mais uma edição do Café com Seguro que colocará no centro da discussão “Aneel e o Seguro Garantia de Leilões – Desafios e Oportunidades”. O evento acontecerá no auditório do Sindseg-SP.

O Café, que será dividido em quatro painéis, abordará temas relevantes relatados pelo segurado sobre a sua experiência com o produto, o corretor de seguro e a sua responsabilidade perante o segurado e seu papel na melhoria do produto e desenvolvimento da indústria, entre outros.

O primeiro painel, que será apresentado pelo Dr. Romário de Oliveira Batista, Gerente executivo da Secretaria Executiva de Leilões da ANEEL, terá como tema “A ANEEL e o Seguro de Garantia – Principais Desafios”. No segundo, o Acadêmico Edmur de Almeida, sócio-diretor da Alfa Real Consultoria e Corretagem de Seguros e coordenador da Comissão de Seguros de Crédito, Garantia e Fiança Locatícia do SINCOR-SP e da FENACOR, falará sobre “A Responsabilidade do Corretor de Seguro em uma Apólice de Seguro de Garantia”. O Dr. João Alfredo Di Girolamo Filho, advogado e Diretor de Subscrição de Seguro Garantia da Swiss Re Corporate Solutions do Brasil, será responsável pelo terceiro painel que abordará “O Seguro de Garantia para a ANEEL – Construção de Obra ou Entrega de Energia”. A última parte, com moderação do Acadêmico Rogério Vergara, discutirá “O Contraponto da Indústria de Construção”, com o palestrante Sr. Venilton Tadini, presidente-executivo da ABDIB – Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base.

A programação estará sob a coordenação do Acadêmico Rogério Vergara, Diretor de Seguros de Danos e Coordenador da Cátedra de Riscos Financeiros da ANSP e o Acadêmico Edmur de Almeida, Diretor de Fóruns Acadêmicos da ANSP. O Acadêmico Rafael Ribeiro do Valle será responsável pela apresentação e a composição da mesa e o presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos, ficará a cargo da abertura do evento.

O evento é gratuito, mas as vagas, limitadas. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de agosto pelo e-mail eventos@anspnet.org.br ou pelos telefones (11) 3333-4067 e (11) 3661-4164.

Chubb lucra US$ 2,38 bi no semestre

A Chubb Ltd divulgou lucro líquido de US$ 1,29 bilhão no segundo trimestre de 2018, com queda de 0,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. O índice combinado teve uma ligeira piora para 88,4% em comparação com 88% durante o segundo trimestre de 2017. O prêmio líquido para o segundo trimestre de 2018 foi de US$ 8,02 bilhões, aumento de 5,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, a seguradora registrou lucro de US$ 2,38 bilhões, com queda de 0,9%, enquanto o prêmio líquido subscrito aumentou 5,8%, para US $ 15,12 bilhões.

Em teleconferência com analistas, o CEO Evan G. Greenberg afirmou que a Chubb Ltd. registrou aumentos de taxa no segundo trimestre de 2018, com elevação de preços mostrando um impulso sustentado. Na América do Norte, as taxas dos negócios da Chubb aumentaram 3% no segundo trimestre, em comparação com os aumentos de 1,9% no primeiro trimestre e de 1% no quarto trimestre de 2017, disse ele.

Para os negócios de grandes contas na América do Norte, as taxas subiram 5,2% no segundo trimestre, lideradas pelo seguro de ramos elementares, onde as taxas aumentaram 21,5%. As taxas das linhas profissionais aumentaram 2%, disse Greenberg, segundo informam as agências internacionais. Nos negócios internacionais, as taxas aumentaram 4% em geral, com as riscos de Property subindo 8%, linhas financeiras, 6%, e as RC e os seguros marítimos se mantiveram estáveis, disse ele.