Secretário Nacional de Mudança do Clima afirma que Brasil quer chegar à COP30 como vitrine de soluções e participação social

O Brasil pretende chegar à COP30, em Belém, não apenas como anfitrião, mas como um país capaz de oferecer soluções concretas de mitigação, adaptação e financiamento climático. A afirmação foi feita por Aloisio Melo, secretário Nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), durante participação online no 3º Workshop de Seguros para Jornalistas, promovido pela CNseg, no Rio de Janeiro, em 22 de agosto.

Segundo Melo, o contexto geopolítico global, marcado por conflitos, medidas comerciais unilaterais e pelo ressurgimento do negacionismo climático, torna a COP30 ainda mais desafiadora. “É uma conferência que precisa reafirmar a urgência da ação e o papel da cooperação multilateral. Não é uma COP de novos acordos, mas de implementação e soluções”, ressaltou.


Entre as prioridades, o secretário destacou compromissos já assumidos no balanço global da ação climática, como zerar o desmatamento até 2030, triplicar o uso de fontes renováveis, duplicar a eficiência energética e avançar na transição para longe dos combustíveis fósseis.


O papel do Brasil

Melo enfatizou que o país chega à COP30 com avanços estruturais, como a atualização da NDC (meta nacional de descarbonização), o desenvolvimento do Plano Clima, que reúne cerca de 900 ações públicas e privadas, e mecanismos de financiamento inovadores. Entre eles, citou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que pretende remunerar povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores pela conservação da floresta.

“O Brasil tem condições de mostrar que floresta é ativo, não passivo. Esse é um ponto de virada na forma como o mundo deve enxergar a Amazônia”, afirmou. Ele também lembrou que iniciativas de bioeconomia e restauração florestal vêm ganhando protagonismo, especialmente no Pará, estado-sede da conferência.


Adaptação e resiliência

Outro eixo central será a adaptação climática. De acordo com o secretário, o país avançou em planos setoriais e em ferramentas como o Adapta Cidades, que busca capacitar municípios a identificar riscos climáticos, priorizar investimentos e transformar diagnósticos em projetos de resiliência.

Para Melo, o setor de seguros tem papel estratégico nesse processo. Além de proteger infraestrutura, transportes e ativos públicos e privados, o seguro pode viabilizar investimentos na transição ecológica. Ele defendeu, inclusive, a criação de mecanismos de seguro social para famílias de baixa renda expostas a desastres, desde que acompanhados de contrapartidas dos governos locais para evitar acomodação.


Financiamento climático

Na frente de recursos, o Brasil pretende apresentar à COP30 sua experiência em mobilizar capital público e privado. Melo citou a emissão de títulos soberanos sustentáveis, a capitalização do Fundo Clima, que já aprovou mais de R$ 10 bilhões em projetos no BNDES, e o programa Eco Invest, que combina recursos públicos e privados para alavancar investimentos.

“Há um apetite crescente do setor privado por projetos de descarbonização e resiliência. Nossa estratégia é mostrar ao mundo que temos mecanismos robustos, escaláveis e inclusivos”, explicou.


Uma COP com rosto amazônico

Para o secretário, a COP30 terá um diferencial fundamental: ocorrerá em um país democrático, na região amazônica, com forte mobilização social. “Não será uma conferência restrita a governos e setores econômicos. A sociedade civil terá voz, e isso é essencial para dar legitimidade às decisões”, concluiu.

CNseg destaca importância da troca de informação entre as seguradoras associadas

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A 3ª edição do Conexão Corporativa, realizada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), no dia 27 de agosto, em São Paulo, reuniu especialistas e líderes do setor segurador para debater o papel estratégico da troca de informação, da tecnologia e da governança no desenvolvimento do mercado de seguros. O encontro teve como eixo principal a apresentação das soluções tecnológicas oferecidas pela Diretoria de Serviços às Associadas da CNseg, que já se consolidaram como instrumentos fundamentais para a operação das seguradoras e na prevenção e combate à fraude.

Na abertura, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, ressaltou que o setor vive um momento de forte aceleração tecnológica, impulsionado pela inteligência artificial. Ele destacou a necessidade de incorporar rapidamente essas inovações e lembrou que a indústria de seguros é, essencialmente, uma indústria de dados.

O diretor de Serviços às Associadas (DISERV) da CNseg, André Vasco, reforçou que mais de cem seguradoras já utilizam as soluções da Confederação, que devem registrar cerca de 200 milhões de acessos em 2025. “Nosso compromisso é entregar um serviço de qualidade e ficar ainda mais próximo das seguradoras associadas. É por isso que dizemos: Soluções criadas para seguradoras, com as seguradoras”, afirmou.


Painel Auto: dados como diferencial competitivo

No primeiro painel, o presidente do Conselho Diretor da CNseg, Roberto Santos, e o diretor-presidente da Bradesco Auto/RE e presidente da FenSeg, Ney Ferraz Dias, abordaram o impacto da digitalização no seguro de automóveis. Ambos ressaltaram como a adoção de ferramentas de análise de dados e serviços compartilhados permite precificação mais justa, prevenção de irregularidades e melhor experiência ao cliente.

Os palestrantes destacaram o papel dos produtos da DISERV, que auxiliam em toda cadeia de valor das seguradoras. Também ressaltaram o valor da governança dos serviços da CNseg, que garante confiabilidade e padronização para todo o setor.


Inteligência coletiva contra fraudes

Na sequência, Fábio Korb, gerente de Gestão de Fraudes da Tokio Marine e presidente da Comissão de Prevenção e Combate a Fraudes da FenSeg, apresentou a atuação conjunta da comissão com a CNseg. Ele destacou que a troca de informações entre as companhias e o uso da inteligência antifraude da DISERV já resultaram em alertas ao mercado, investigações conjuntas e denúncias-crime, fortalecendo a proteção do setor.


Vida, Previdência e Saúde: novos caminhos

O segundo painel reuniu o vice-presidente de Operações da Prudential Felipe Votto, e o AVP de Operações da MetLife Brasil, Marco Bandeira, moderados por André Vasco. Eles discutiram como o uso estratégico de dados e os serviços disponibilizados pela CNseg podem transformar a operação dos seguros de pessoas.

Foram apresentados serviços para prevenir e combater fraudes e aprimorar processos de análise e subscrição de risco no setor. Os palestrantes também ressaltaram a importância da jornada digital e da interoperabilidade de sistemas, reforçando que a colaboração entre seguradoras, com apoio da CNseg, é o caminho para democratizar o acesso ao seguro e ampliar a proteção da sociedade.


Tecnologia em perspectiva

Um dos momentos mais aguardados foi a apresentação de Silvio Meira, cientista-chefe da TDS Company e referência nacional em inovação. Meira destacou os impactos sociais, políticos e econômicos da transformação digital e mostrou como a inteligência artificial está acelerando de forma inédita a evolução tecnológica em diversas áreas, incluindo o setor de seguros. Sua fala trouxe reflexões sobre o futuro do trabalho, a importância da definição de objetivos humanos diante da autonomia crescente das máquinas e a necessidade de o mercado brasileiro assumir papel ativo nesse processo.

Encerramento

Ao longo de toda a programação, ficou clara a relevância dos serviços da DISERV para fortalecer a competitividade do setor. Governança, confiabilidade, prevenção de fraudes e suporte regulatório foram apontados como pilares dessa estrutura.

“A colaboração e a confiança nos serviços da CNseg são essenciais para o crescimento sustentável do mercado de seguros”, resumiu André Vasco, encerrando o encontro.

Valor: Especial de seguros traz um panorama do setor em 2025

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O setor de seguros vive um momento de inflexão. Pressionado por um ambiente macroeconômico desafiador, novas regulamentações e riscos emergentes — de mudanças climáticas a ataques cibernéticos —, o mercado precisa se reinventar. É este o pano de fundo das matérias que compõem o especial de Seguros que o jornal Valor Econômico traz hoje (leitura apenas para assinantes).

Mesmo diante desse cenário, o desempenho financeiro mostra resiliência: entre janeiro e junho, o lucro líquido das seguradoras chegou a R$ 16,5 bilhões, alta de 16% em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Susep e a Siscorp. Já a arrecadação total somou R$ 206 bilhões, queda de 1,67%, puxada principalmente pelo recuo da previdência complementar aberta.

As tendências que moldam o setor incluem:

CENÁRIO DO SETOR 

As seguradoras vivem um momento de inflexão. Pressionadas por um ambiente macroeconômico adverso, novas regulamentações, mudanças climáticas e riscos emergentes, como o cibernético, as companhias precisam repensar sua forma de operar, gerar receita e exercer seu papel em uma indústria em transformação. A busca por novos mercados, fusões e aquisições e o avanço da tecnologia se consolidaram como alicerces estratégicos para a próxima década.

SETOR MANTÉM CRESCIMENTO

O lucro líquido do setor de seguros entre janeiro e junho deste ano foi de R$ 16,5 bilhões, 16% acima dos R$ 14,2 bilhões registrados no mesmo período de 2024, segundo dados da Susep, organizados pela consultoria Siscorp. A arrecadação total da indústria somou R$ 206 bilhões no primeiro semestre de 2025, um recuo de 1,67% sobre igual intervalo de 2024. O desempenho mais modesto da receita se deve, sobretudo, ao comportamento da previdência complementar aberta, que responde por cerca de 40% da arrecadação total (excluindo saúde).

COP30

Mitigação de riscos, financiamento e aumento da frequência de eventos extremos. Alguns assuntos se ligam imediatamente à pauta da COP30. Os temas relacionados aos seguros também fazem parte dessa lista e estarão representados pela Casa do Seguro na cúpula do clima, em novembro, em Belém. 

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Novas estratégias. No setor de seguros, esse é o reflexo das mudanças climáticas. Elas nascem da constatação que os efeitos do aquecimento global como enchentes e secas prolongadas deixaram de ser uma previsão e passaram a impactar a vida das pessoas e a sustentabilidade dos negócios.

CATÁSTROFES

Com a temperatura média global 1,45 0 C acima dos níveis pré-Revolução Industrial, o ano de 2023 bateu recordes não só nos termômetros, mas também nas ocorrências de desastres naturais, como enchentes, secas extremas, incêndios florestais e furacões. As perdas financeiras associadas a esses eventos alcançaram US$ 380 bilhões, um aumento de 22% em relação à média do século XXI, de acordo com o relatório “da Aon Seguros.

MARCO LEGAL

A Lei 15.040/2024, chamada de Marco Legal dos Seguros, entrará em vigor a partir de 11 de dezembro deste ano, trazendo maior clareza aos consumidores e segurança jurídica. A principal inovação é a consolidação em um único diploma legal as regras contratuais e do relacionamento entre seguradoras e os segurados, que antes estavam esparsas na regulamentação do Código Civil.

BANCASSURANCE

Os grandes bancos brasileiros há muito identificaram a capacidade de o setor de seguros alavancar seus resultados operacionais e financeiros. A partir de seus balcões, a via primária de atração de clientes, tais instituições investiram em tecnologia e em inovação de produtos e serviços e, atualmente, despontam entre os mais competitivos figurantes dos rankings elaborados pela Susep.

FAVELAS

As soluções voltadas ao público de alta vulnerabilidade ganham força no segmento de microsseguros. Trata-se de um mercado com potencial demanda. A população de favelas no Brasil, segundo o Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aumentou 43,5% entre 2010 e 2022.

MICROSSEGUROS

Regulamentado no Brasil desde 2011, o mercado de microsseguros cresce anualmente. Números da CNseg registram arrecadação de R$ 780 milhões entre janeiro e maio deste ano. Trata-se de um crescimento nominal de 18,2% e um aumento real de 12,4% em comparação com os cinco primeiros meses de 2024.

FRAUDES

Não são tantos filmes a ponto de classificar o tema como um subgênero do cinema policial, mas fraudes em seguros já tiveram papel importante nas telas. Em 1944, o cineasta Billy Wilder dirigiu “Pacto de Sangue”, pioneiro ao colocar um vendedor de seguros como protagonista de um policial “noir”, aquele gênero com histórias de detetives cínicos e mulheres fatais. 

PREVIDÊNCIA

Com as sequelas da pandemia de covid-19 praticamente dissipadas, a previdência privada volta a apresentar bons resultados em termos de captação, rentabilidade dos ativos e crescimento dos investidores. Só que, agora, dentro de um novo marco regulatório que gestores e analistas consideram atrativo do ponto de vista do poupador e positivo para o crescimento do mercado.

SAÚDE

Operadoras de seguro saúde anteveem um 2025 melhor do que 2024. O primeiro trimestre deste ano foi o oitavo consecutivo de bom desempenho, com resultado líquido de R$ 7,1 bilhões – alta de 114% sobre 12 meses antes e mais de 60% do total do ano passado (R$ 11,1 bilhões), segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

AUTO

Há bem poucos anos, a Tokio Marine levava até dois dias para decidir a perda total de um veículo. Hoje, isso é feito em minutos. “O tempo de o cliente fotografar, enviar as fotos e nosso software analisar”, conta Marcelo Goldman, diretor-executivo de Produtos Massificados da seguradora.

RURAL

Sobram exemplos recentes de como o aquecimento global têm impactado o agronegócio: secas recordes quebraram safras de café em diversos países, elevando o preço da commodity no mundo inteiro, enquanto temperaturas elevadas ao redor do planeta tiveram um efeito disruptivo na cadeia de ovos e levaram com que o alimento registrasse alta de cerca de 40% no começo do ano. 

SEGURO TRANSPORTE

Estimativas da Federação de Seguros Gerais (FenSeg) para 2025 indicam uma alta de 11,5% nas vendas de seguro de transporte de carga. Esse percentual é pouco mais do que o dobro da alta registrada em 2024 sobre o ano anterior, de 5,5%. No ano passado, as vendas de seguro de transporte somaram R$ 6,12 bilhões.

RISCOS CIBERNÉTICOS

A combinação do grande volume de transações digitais com as lacunas de governança e o desconhecimento sobre os riscos coloca o Brasil como alvo recorrente de ataques cibernéticos. No primeiro semestre deste ano, ocorreram 6,4 milhões de tentativas de fraude – uma a cada 2,4 segundos, com perdas potenciais de R$ 39,8 bilhões se fossem consumadas, segundo a Serasa Experian.

SEGURO VIAGEM

O interesse por turismo de aventura, baseado no contato com a natureza e muitas vezes com atividades intensas, como trilhas, escaladas ou paraquedismo, cresceu 47% no Brasil entre fevereiro de 2025 e o mesmo período de 2024, segundo a plataforma de experiências Paytour. O aumento da demanda e alguns acidentes recentes, como o incêndio de um balão em Santa Catarina, que matou oito pessoas, e a morte da publicitária Juliana Marins em uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, suscitaram os riscos envolvidos nessas atividades e a eventual necessidade de contratação de um seguro viagem para emergências.

RESSEGURO

A indústria de resseguros no Brasil passa por uma transformação que envolve a busca por produtividade, revisão da gestão de riscos, o avanço tecnológico e a abertura de novas fontes de capital. Esse cenário reflete tanto a demanda do setor por maior solidez quanto os desafios de adaptação a um ambiente global volátil.

CORRETORES

O crescimento orgânico das corretoras de seguros tende a perder fôlego diante da desaceleração do PIB e da queda nos preços comerciais de seguros patrimoniais internacionalmente. Nesse cenário, as fusões e aquisições despontam como estratégia-chave para sustentar receitas e gerar valor aos acionistas, especialmente corretoras apoiadas por private equity. Apesar das incertezas políticas e econômicas, o setor se mantém atrativo por ser subpenetrado, com oportunidades em infraestrutura, turismo, portos, aeroportos e energia renovável, segundo os CEOs de grupos mais bem posicionados para liderar a consolidação.

SEGURO DE VIDA

Ao construir uma nova imagem do seguro de vida para o consumidor, as seguradoras brasileiras têm buscado romper uma das principais barreiras que, durante muito tempo, fizeram a modalidade crescer aquém do seu potencial: o conceito de um seguro “engessado”, com coberturas apenas para casos de morte e capital segurado praticamente fixo.

CULTURA E ESPORTE SE TORNAM VITIRNE PARA SEGURADORAS

É comum uma pessoa só lembrar do seu seguro (ou da falta dele) se o carro bate, uma doença aparece ou mesmo quando alguém morre. Trata-se, além disso, de um produto que não se ostenta nas redes sociais como motos, joias e tênis de marca. São características que podem levar as seguradoras à invisibilidade ou, pior ainda, à associação com péssimos momentos. Uma maneira de virar esse jogo é estar presente em situações de beleza, prazer e euforia.

DA AJUDA MÚTUA ÀS APÓLICES MODERNAS

Hoje, o setor é uma indústria global multibilionária, interligada a bancos e fundos de investimento. Plataformas digitais permitem contratar seguros instantaneamente, personalizar coberturas e acionar sinistros via aplicativos. Ao mesmo tempo, novas ameaças, como mudanças climáticas, pandemias, ataques cibernéticos e uso ilícito e fora do controle de inteligência artificial, desafiam as seguradoras a criar produtos inovadores para riscos que antes nem existiam.

Allianz anuncia superintendente de Precificação para a área de Massificados

Karina de Matos é a nova superintendente de Precificação Massificados da Allianz Seguros, uma das maiores seguradoras do Brasil e do mundo e detentora do naming rights do Allianz Parque. A executiva, que assume o cargo a partir do dia 29 de agosto, se reportará diretamente a Fábio Morita, diretor executivo de Automóvel, Massificados e Vida da empresa.

No mercado segurador há mais de 10 anos, Karina chega à Allianz com o objetivo de contribuir tecnicamente com a área e apoiar o crescimento sustentável da carteira de Massificados. “Estou entusiasmada com a oportunidade de fazer parte de uma empresa com tamanha relevância e com uma visão estratégica voltada à inovação e excelência”, afirma.

A nova superintendente acumula passagens em grandes players do mercado, como Chubb, RSA, Zurich Santander, Midway e, por último, Pitzi, onde atuou como VP de Precificação e Portfólio de Produtos.

Prêmio Reclame Aqui 2025: Generali concorre na categoria Seguradoras

por Generali

A Generali Brasil se destacou no mercado e está entre as dez indicadas ao Prêmio Reclame Aqui 2025, na categoria Seguradoras. A votação começa em 1º de setembro e permite que consumidores de todo o país escolham as empresas com o melhor atendimento ao cliente. 

Em janeiro deste ano, a seguradora já havia conquistado o selo RA1000, concedido exclusivamente às companhias com desempenho de excelência no atendimento registrado no portal Reclame Aqui. ”A conquista do selo foi um marco importante para nós. A nossa Ouvidoria tem um papel importante nisso, pois ela tem um olhar individualizado e atento a cada consumidor. Agora, nosso objetivo é ser reconhecida pelos brasileiros como a seguradora com o melhor atendimento do país”, afirma Tatiana Franzoe, Diretora Jurídica e de Sustentabilidade na Generali.

Mesmo com o reconhecimento, a avaliação é constante. “A cada 14 dias, passamos pelo mesmo processo rigoroso que nos concedeu o selo. Isso mostra que nosso compromisso com a excelência é permanente”, ressalta a executiva. 

Em 2024, a Generali criou a área de Experiência do Cliente, iniciativa que reforça o foco no consumidor. A nova área busca garantir que o cliente esteja no centro de todas as decisões e que sua interação com a Generali seja de qualidade em todos os pontos de contato de sua jornada. 

O Prêmio Reclame Aqui chegou à sua 15ª edição, sendo considerado a maior premiação de reputação e qualidade de atendimento do país. Ele agora exige que as empresas elegíveis (com reputação “Bom”, “Ótimo” ou “RA1000”) sejam classificadas para depois concorrer em uma única categoria, com votação popular aberta até 31 de outubro deste ano. 

Lucro da seguradora Tokio Marine avança 14% no semestre, para R$ 792 milhões

por Denise Bueno

A Tokio Marine Seguradora registrou lucro líquido de R$ 792 milhões no primeiro semestre de 2025, 14% acima dos R$ 695 milhões do mesmo período de 2024, e alcançou um faturamento de R$ 7 bilhões, crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado. As indenizações pagas no período somaram R$ 3,8 bilhões. “Mesmo em um cenário competitivo e desafiador, conseguimos avançar com consistência em nossas frentes estratégicas e temos a ambição de encerrar 2025 com lucro líquido na casa dos dois dígitos como temos registrado nos últimos anos”, comentou afirmou Daniel Dibe, diretor executivo de Finanças e Administração da Tokio Marine, em entrevista exclusiva. Em 2024 completo, a companhia lucrou R$ 1,4 bilhão.

Com um índice combinado de 89,8%, a companhia manteve uma performance operacional sólida, sustentada por ganhos de eficiência e uma gestão técnica rigorosa de seus riscos. “Nosso resultado reflete o amadurecimento do modelo de negócio, apoiado em inovação, diversidade de portfólio e excelência no atendimento aos parceiros e clientes. O índice combinado mostra que crescemos com sustentabilidade, graças também a não ocorrência de eventos catastróficos, como foi o do Rio Grande de Sul em 2024. Ter um índice de sinistralidade menor contribui para ter uma rentabilidade melhor. O índice de sinistralidade no primeiro semestre de 50,7%, foi uma melhora significativa diante dos 54,9% registrado no fechamento do ano de 2024”, explica.

A Tokio Marine manteve sua posição como terceira maior seguradora do país no segmento de automóveis, com crescimento de 7,9% nos prêmios emitidos, mesmo em um semestre marcado por forte concorrência. A Tokio é superada apenas pela Porto Seguro e HDI, que conquistou a posição com a aquisição da Liberty, consolidada em 2024. “Percebemos nossos competidores crescendo, mas mantemos nosso market share”, acrescentou.

Produtos de nicho também ganharam tração. O seguro para condomínios teve crescimento expressivo de 57,5%, enquanto o Fiança Locatícia cresceu 36,1%, impulsionado por melhorias tecnológicas, como a implementação de biometria facial no processo de contratação. Já o seguro residencial avançou 12,5%. “O desempenho da carteira de massificados comprova a assertividade da nossa estratégia de diversificação, com produtos bem estruturados e foco na experiência do cliente. Buscamos entregar inovação com segurança e simplicidade”, avaliou Dibe.

Na carteira de seguros de pessoas, o crescimento foi de 14,8% no segmento individual, com destaque para os produtos Viagem (+41,6%), Vida Individual (+14%) e Funeral+ (+22,6%). No segmento coletivo, o crescimento foi de 8,5%. Entre as inovações, o Simulador Capital Sob Medida passou a apoiar corretores e clientes na definição do valor ideal de capital segurado, respeitando a privacidade dos dados informados. “Trata-se de uma solução que fortalece o papel consultivo do corretor e permite uma proteção mais adequada à realidade de cada cliente”, disse Dibe.

No segmento de seguros corporativos, a Tokio Marine consolidou-se como a segunda maior do mercado, com forte avanço em nichos como Transporte Nacional (+117,7%), Riscos de Engenharia (+50%) e Garantia para o setor público (+31%). Uma das inovações do semestre foi o lançamento do seguro M&A (fusões e aquisições), em parceria com a HCC, também do Grupo Tokio Marine. A cobertura atende riscos associados a declarações e garantias contratuais durante processos de compra e venda de empresas. “A complexidade do ambiente de negócios demanda soluções técnicas e personalizadas. Nosso objetivo é ser um parceiro estratégico das empresas brasileiras, apoiando-as na mitigação de riscos e na geração de valor”, afirmou Dibe.

Desafios para o segundo semestre

A companhia, que completa 66 anos de presença no Brasil, segue comprometida com a expansão de sua atuação no país. Até 2026, o plano estratégico “Tokio Transforma” seguirá guiando os investimentos em crescimento sustentável, inovação, produtividade e práticas ESG. “Nosso foco é continuar entregando valor ao mercado brasileiro com soluções completas, sustentáveis e cada vez mais conectadas com as necessidades da sociedade”, destacou o executivo.

Para o segundo semestre, Dibe antecipa um ambiente ainda mais competitivo, o que exigirá disciplina nas despesas e atenção à eficiência operacional. “Temos uma Despesa Administrativa em torno de 8%, o que consideramos um patamar saudável e com margem de manobra. A expectativa é que a concorrência aumente, mas estamos preparados para manter nossa competitividade com equilíbrio técnico e gestão eficiente”, afirmou.

O executivo também observa com cautela o impacto do chamado “tarifaço” sobre o setor, especialmente nos ramos de transporte internacional. “Esse segmento é muito sensível aos preços das commodities. Caso não haja novas alterações tributárias, ainda haverá um período de ajuste, e isso poderá impactar temporariamente o desempenho até que novos mercados sejam explorados. Por enquanto, é preciso observar os reais efeitos dessas medidas”, analisou.

Outro ponto de atenção é o IOF sobre a compra de resseguros internacionais, que passou de 3,39% para 3,5% no primeiro semestre. Segundo Dibe, esse aumento tem impacto mais relevante para produtos de acumulação, como o VGBL, tornando a operação mais cara, mas o grupo não atua nestes produtos. “Nos resseguros, o efeito é mais limitado. As compras locais permanecem, e seguimos atentos ao cenário regulatório”, explicou.

A Tokio também já se prepara para a entrada em vigor do novo marco legal dos seguros, que começa a valer em dezembro de 2025. “Nos produtos massificados, já ajustamos praticamente toda a nossa operação. O desafio agora está em grandes riscos, onde há necessidade de readequar cláusulas contratuais e processos, especialmente no relacionamento com reguladoras de sinistros e resseguradoras. Estamos trabalhando para estar 100% aderentes até dezembro”, afirmou Dibe.

O planejamento da seguradora já inclui também as exigências da reforma tributária, que terá seu impacto pleno a partir de 2027, mas exigirá adaptações já a partir de 2026 — ano considerado de testes para a nova realidade fiscal. “É um desafio para todo o setor. A mudança exige reestruturação de sistemas, ajustes nas relações com fornecedores e parceiros de negócios. Estamos acompanhando de perto a regulamentação e aguardando as instruções da Receita Federal para garantir que todas as adequações ocorram com segurança e dentro dos prazos. A preparação para 2026 é estratégica para que estejamos prontos para a virada de chave em 2027”, afirmou o executivo.

Inovação está entre os destaques do primeiro semestre

Com uma estratégia pautada pela transformação digital, a seguradora vem incorporando tecnologias como inteligência artificial, machine learning e automação em processos críticos. Em janeiro, lançou um novo modelo de IA para orçamentação de sinistros de automóveis em minutos. Em maio, passou a usar IA generativa para leitura de documentos internos, em parceria com a AWS.

Também investiu na implementação da tecnologia Genesys em sua central de relacionamento, otimizando atendimento por meio de reconhecimento de histórico de contatos e análise de sentimentos por “speech analytics”. “Nossa diretriz é ‘AI First’. Acreditamos que a tecnologia é um dos grandes vetores de eficiência, escalabilidade e humanização do atendimento”, comentou o executivo.

Reforçando seu compromisso com a agenda ESG, a Tokio Marine será uma das seguradoras participantes da “Casa do Seguro” na COP-30, que acontece em novembro, em Belém (PA). Também publicou, em junho, seu relatório de sustentabilidade referente a 2024, seguindo padrões do GRI. Entre as ações sociais do semestre estão doações às vítimas das enchentes em Ipatinga (MG), patrocínio a projetos culturais e esportivos e apoio à construção do Ginásio do Paradesporto em São Luís (MA).

Com mais de 2,4 mil colaboradores, a Tokio Marine foi premiada pelo GPTW nas categorias Mulher e 50+, reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar. Também prorrogou as licenças maternidade e paternidade e oferece trabalho remoto opcional no período de adaptação.

Em reputação corporativa, ficou em segundo lugar no ranking da consultoria internacional Caliber, destacando-se em atributos como confiança, integridade e responsabilidade. “O reconhecimento é fruto da consistência dos nossos valores e da atuação ética, próxima e transparente com todos os nossos públicos de interesse”, concluiu Daniel Dibe.

Latin Re viabiliza apólice de seguro garantia para concessão florestal voltada à exploração de créditos de carbono

Por Latin Re

A Latin Re, primeira corretora independente e 100% brasileira a se tornar Lloyd’s broker, viabilizou a emissão da primeira apólice de seguro garantia para uma concessão florestal pública no país com foco na recuperação ecológica e geração de créditos de carbono. O projeto, localizado na Unidade de Recuperação de Triunfo do Xingu, no Pará, prevê a restauração de 10 mil acres da floresta amazônica e tem potencial para remover 761 mil tCO₂e nos primeiros dez anos, com dupla certificação internacional (VCS e CCB).

A operação envolve um contrato de R$ 141.138.172,24, com prazo de 40 anos. A emissão foi estruturada pela Systemica e contou com a expertise da Latin Re em criar soluções sob medida para projetos complexos, reforçando a conexão entre inovação e segurança, impacto ambiental positivo e solidez técnica.

Além de contribuir para as metas climáticas brasileiras no âmbito do Acordo de Paris, o projeto gera benefícios locais como criação de empregos qualificados, inclusão de mulheres e jovens, fortalecimento da bioeconomia regional, apoio à pesquisa, investimentos em infraestrutura e avanços na regularização fundiária.

“Esses resultados mostram como é possível unir restauração ecológica e desenvolvimento local em um mesmo projeto. Ao gerar benefícios duradouros para comunidades e biodiversidade, a Unidade de Recuperação de Triunfo do Xingu amplia os ganhos da mitigação de emissões e posiciona o Brasil como referência em soluções baseadas na natureza. Inserir áreas públicas no mercado de carbono abre uma frente replicável e com grande potencial de atrair capital internacional em um setor que pode movimentar até US$ 12 bilhões até 2030”, afirma Munir Soares, CEO da Systemica, em nota.

Segundo Felipe Aragão, CCO da Latin Re, seguro e sustentabilidade deveriam caminhar lado a lado. Ambos existem para garantir continuidade, resiliência e responsabilidade de longo prazo. “Assim como a sustentabilidade busca preservar recursos para o futuro, o seguro atua como instrumento de proteção e confiança para que projetos — especialmente os mais transformadores — saiam do papel e prosperem. A emissão do seguro garantia da Systemica representa exatamente isso: uma ponte entre inovação e segurança, entre impacto ambiental positivo e solidez técnica. Enquanto muitos ainda tratam o mercado de carbono com receio, a Systemica avança com competência, metodologia e parceiros sérios. É a prova de que é possível, sim, abraçar o futuro com responsabilidade e visão”, comentou em nota.

MAG Seguros lança assistência funeral sustentável  

Com o objetivo de transformar o luto em um legado de transformação e sustentabilidade, a MAG Seguros, seguradora referência em soluções de proteção e previdência com 190 anos de atuação no Brasil, anuncia o lançamento do SAF BioParque, em parceria com o BioParque, um dos principais eco cemitérios do país. A iniciativa, traz um novo olhar para o momento do adeus, que transforma o luto em uma nova vida: o plantio de uma árvore usando as cinzas da cremação. 

O SAF BioParque une as características de um Seguro de Assistência Funeral (SAF) tradicional, agregando uma proposta inovadora e ecológica. É possível escolher uma das espécies arbóreas disponíveis, que serão plantadas em local dedicado no parque. O serviço conta ainda com a realização de cerimônias para o plantio, acompanhamento especializado feito por biólogos e engenheiros agrônomos, além de uma plataforma on-line onde é possível acompanhar o crescimento da muda e construir um livro de memórias. 

“Na MAG acreditamos que cuidar da memória é também cuidar do futuro. O SAF BioParque representa nosso compromisso em oferecer aos clientes uma forma de homenagem que une afeto, sustentabilidade e respeito. Transformar o luto em legado é uma maneira de ressignificar a despedida com sensibilidade e propósito”, reforça Helder Molina, CEO e Chairman do Grupo MAG. 

O produto conta com atuação inicial de corretores selecionados em Minas Gerais, local onde o BioParque está sediado, e já possui previsão de expansão para outros estados. A seguradora, já presente no estado, registrou no último ano mais de 57 mil vidas seguradas e o pagamento de R$61,6 milhões de benefícios pagos no estado. 

Morre Manoel Peres, ex-presidente da Bradesco Saúde

manoel peres bradesco saude

É com grande pesar que o Grupo Bradesco Saúde comunica o falecimento de Manoel Antonio Peres, que exerceu a função de diretor-presidente da Bradesco Saúde entre 2018 e 2024 e, atualmente, ocupava a posição de membro do Conselho de Administração da Companhia.

Ao longo de sua carreira, Manoel Peres – cuja exemplar trajetória pessoal e profissional ficará como referência e legado para todos – contribuiu para o desenvolvimento do ecossistema de saúde suplementar do país. Formado em Medicina e pós-graduado em Administração Hospitalar, o executivo foi um dos líderes mais influentes no setor, tendo atuado, também, como Presidente da FenaSaúde no período de fevereiro de 2022 a fevereiro de 2025. O Grupo se solidariza com seus familiares e amigos.

O velório será realizado, a partir das 23h de hoje, na Casa de Velório Funeral Home, localizada na Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista, São Paulo, CEP.: 01.333-000, e o sepultamento ocorrerá, amanhã, às 10h, no Cemitério do Araçá, situado à Avenida Dr. Arnaldo, 666, Cerqueira Cesar, São Paulo, CEP.: 01.255-000.

Azos anuncia dois executivos para próxima fase de expansão do seguro de vida no Brasil

A Azos, insurtech especializada em soluções para seguro de vida, anuncia a chegada de dois executivos para reforçar sua estratégia de crescimento e inovação: João Levandowski, como diretor comercial, e Heloisa Falcão, como diretora de Produtos. A movimentação acontece em meio a uma fase de expansão acelerada do setor, marcada pelo envelhecimento populacional e pela maior demanda por soluções acessíveis, digitais e conectadas à realidade dos corretores.

Heloisa Falcão tem mais de 17 anos de trajetória no setor, com passagens pela Prudential e MetLife, onde liderou o desenvolvimento e precificação de produtos inovadores. Segundo a executiva, o foco será ampliar a colaboração entre as áreas de Produtos e Comercial. “Vejo a Azos como protagonista de uma nova fase do setor, em que tecnologia e cocriação com os parceiros definem o ritmo de evolução. Nosso objetivo é estruturar soluções que não apenas acompanhem tendências, mas que se antecipem às necessidades de clientes e corretores, criando valor real em um mercado cada vez mais competitivo”, comenta em nota.

Já João Levandowski, com 24 anos de experiência no mercado, atuou como Gerente Comercial Nacional da Sancor Seguros e passou 17 anos na MetLife, além de experiências na Porto Seguro e Bradesco Seguros. Para ele, a área comercial será a peça-chave na consolidação da estratégia de crescimento da companhia. “Vivemos um momento de transformação no mercado de seguros de vida, em que a combinação de relacionamento próximo com o corretor e ferramentas digitais definirá o sucesso. A Azos já mostrou como a tecnologia pode simplificar a experiência de venda, e nosso desafio agora é expandir essa proposta de forma sustentável e cada vez mais próxima das necessidades do mercado”, afirma.

De acordo com dados da CNseg, o seguro de vida registrou crescimento de 14% em prêmios no primeiro bimestre de 2025, impulsionado justamente pela busca de proteção em um contexto de maior longevidade e desafios financeiros multigeracionais. Com a chegada dos novos executivos, a Azos reforça seu compromisso em acelerar o desenvolvimento de soluções simples, digitais e conectadas à realidade dos corretores e das famílias brasileiras, em um momento em que a longevidade e a pressão financeira multigeracional ampliam a importância do seguro de vida.

“Estamos muito felizes em receber a Heloisa e o João no time. Eles trazem uma bagagem valiosa, que chega em um momento essencial para a nossa próxima fase de crescimento. Mais do que experiência, eles compartilham da nossa visão de simplificar o seguro de vida e aproximar ainda mais a Azos dos corretores e das famílias brasileiras”, conclui Rafael Cló, CEO do Azos.