Susep esclarece próximos passos para regularização das operações de proteção patrimonial mutualista

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por Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) esclarece os próximos passos do processo de regularização das operações de proteção patrimonial mutualista, previsto na Lei Complementar nº 213, de 2025.

O processo foi estruturado em três fases:

  • Fase I – Cadastramento: encerrada em 15 de julho de 2025, contou com o cadastramento de mais de duas mil associações. Esta etapa é condição necessária para que a entidade possa, futuramente, ser considerada regular perante a Susep.
  • Fase II – Regulamentação: atualmente em andamento, compreende a elaboração da norma infralegal que definirá os critérios, parâmetros e obrigações para a autorização das administradoras de proteção patrimonial mutualista.
  • Fase III – Regularização: após a publicação do normativo e autorização das administradoras, as associações cadastradas deverão firmar contrato com uma administradora autorizada e encaminhá-lo à Susep, conforme prazos que serão definidos.

A Susep reforça que, neste momento, ainda não há empresas autorizadas a atuar como administradoras de operações de proteção patrimonial mutualista.

A contratação de administradoras pelas associações só será possível após a aprovação da norma pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e a autorização das empresas pela Autarquia.

Portanto, nenhum contrato apresentado antes da conclusão dessas etapas será considerado válido para fins de regularização. A administração das operações de proteção patrimonial mutualista será privativa de administradoras que sejam previamente autorizadas a funcionar pela Susep e a atuação sem autorização da Autarquia constitui infração passível de sancionamento.

A minuta de regulamentação está em fase final de elaboração e será submetida à consulta pública em breve. Encerrada a consulta, as contribuições serão analisadas e o texto final será aprovado pela Diretoria da Susep e pelo CNSP.

A Susep dará ampla divulgação quando houver empresas autorizadas e informará os prazos para que as associações possam formalizar seus contratos e concluir o processo de regularização.

COP30 em Belém: seguro é aliado crucial no combate à crise climática

O setor de seguros emerge como um parceiro estratégico na luta contra as mudanças climáticas. Essa foi a principal mensagem do embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, durante audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (6 de agosto). Ele destacou que a 30ª Conferência sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém, trará um foco inédito na relação entre o setor de seguros e os impactos ambientais.

Em sua fala, o embaixador ressaltou que a inação diante da crise climática está gerando “custos absolutamente brutais”. Ele explicou que as companhias de seguros não podem mais se basear em dados históricos para calcular seus preços, pois os eventos extremos se tornaram mais frequentes e imprevisíveis. Agora, as seguradoras precisam incorporar previsões futuras, levando em conta o cenário de mudanças climáticas.

Ele citou o exemplo dos Estados Unidos, onde o custo do seguro residencial se tornou um fator central na decisão de compra de um imóvel. “Há bairros inteiros nos Estados Unidos, inclusive, evidentemente, na Califórnia, onde as pessoas já não podem mais construir uma casa, porque o seguro do imóvel vai ser tão alto que é inviável morar naquele bairro”, alertou.

Corrêa do Lago mencionou que, no Brasil, o seguro residencial ainda não tem um impacto significativo no valor dos imóveis. No entanto, o cenário global demonstra que a escalada de eventos climáticos extremos pode tornar muitos negócios inviáveis.

Para a COP30, informou, o setor de seguros planeja uma participação robusta. A Conferência contará com um espaço exclusivo, a Casa do Seguro, onde o setor pretende conscientizar sobre a urgência do combate às mudanças climáticas. “O setor quer chamar a atenção para o quanto é importante combater a mudança do clima, porque, senão, muitos negócios virarão inviáveis, porque não vai ter como dar seguro”, concluiu o embaixador. A iniciativa marca um novo capítulo na colaboração entre o setor privado e o enfrentamento da crise ambiental.

CNseg: venda expressiva rende homenagem ao livro “Lei de Seguros”

Mais de 2,5 mil cópias do livro “Lei de Seguros Interpretada” já foram vendidas desde o lançamento em abril deste ano. O sucesso das vendas foi reconhecido com a entrega de uma placa comemorativa da editora Foco às organizadoras da obra – as advogadas Glauce Carvalhal, diretora Jurídica da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), e Angelica Carlini, docente de pós-graduação da Escola de Negócios e Seguros (ENS).
 

A homenagem brinda a proposta editorial inovadora, que reuniu renomados especialistas para interpretar, de forma prática e acessível, a nova legislação do seguro (Lei 15.040/2024), artigo por artigo. “O principal objetivo deste livro é apresentar um primeiro entendimento sobre uma lei que transforma o sistema de seguros no Brasil, revogando artigos do Código Civil, um grande desafio para todos que atuam com o Direito do Seguro”, informou Glauce. 

Carvalhal complementou que, reunir diversos autores foi uma maneira de construir uma visão multidisciplinar, com contribuições de profissionais que atuam em diferentes ramos, como seguro de vida, previdência e seguros gerais. 

Para Carlini, o Lei de Seguros Interpretada é um livro para ser lido, refletido e aplicado. “Ele foi pensado para os profissionais do setor e para os novos talentos que o mercado vai atrair nesses tempos de inovação e expansão da atividade de seguros no Brasil”, complementa.

Sancionada em 9 de dezembro de 2024, a Lei 15.040 visa modernizar as regras para os contratos de seguros privados no Brasil, trazendo mais segurança jurídica, transparência e equilíbrio entre seguradoras e segurados. A legislação define diretrizes sobre prazos, carências, prescrição e responsabilidades contratuais. Alinhada às práticas internacionais, a lei visa impulsionar o crescimento do setor de seguros sem gerar inflação, contribuindo para o fortalecimento da economia brasileira.

“Longevidade é poder viver melhor, com planejamento para o futuro”, diz CEO da Prudential do Brasil

por Prudential

A importância do planejamento financeiro tem ganhado cada vez mais destaque com o aumento da longevidade dos brasileiros e a diminuição da taxa de fecundidade no país. O assunto foi tema de debate entre a presidente e CEO da Prudential do Brasil, Patricia Freitas, e a professora e gerontóloga Tatiana Gracia, no painel “Vida longa, planos inteligentes: o Brasil que envelhece e se protege”, durante a Money Week 2025. O evento foi promovido pela EQI Investimentos, na última semana, em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

De acordo com Patricia, o planejamento financeiro é essencial em um país como o Brasil que envelhece a cada segundo. “Viver mais já é uma realidade, mas viver mais, com saúde física e financeira, é um projeto. E quanto antes começarmos, melhor”, afirmou Patricia, que destacou ainda importância de integrar o seguro de vida ao cotidiano das pessoas, não apenas como uma proteção futura, mas como um benefício real e presente.

Para a executiva, esse engajamento acontece quando a proteção se transforma em um benefício tangível para as pessoas e essa é a proposta da plataforma de bem-estar Fully. “Transformamos o seguro em uma experiência diária, gamificando o bem-estar e conectando saúde física, mental e financeira a recompensas concretas. Uma forma inovadora de fortalecer o papel do seguro como aliado da qualidade de vida, especialmente entre os mais jovens”, disse.

Esse movimento revela uma mudança na forma como o seguro de vida é percebido, deixando de ser apenas uma proteção para o futuro e passando a ser uma solução presente, concreta e acessível. Hoje, 90% das indenizações pagas pela Prudential são referentes a coberturas utilizadas em vida, o que evidencia que a proteção está cada vez mais conectada à saúde e ao bem-estar dos segurados.

“O seguro de vida é muito mais do que seguro de morte. É um instrumento de planejamento financeiro. Essa conscientização é fundamental e esse é o nosso trabalho”, disse Patricia, complementando que o produto é também uma forma de proteger a sucessão das empresas e a continuidade das famílias. “Ele ajuda a não desmobilizar patrimônio e não passa por inventário, garantindo liquidez imediata”.

Fomento à cultura do seguro de vida

A Money Week é um dos principais eventos do mercado financeiro e reúne grandes nomes da economia, investimentos e negócios para discutir cenários, tendências e oportunidades. Parceira do EQI desde 2019, a Prudential participou do evento pela primeira vez como patrocinadora master e contou com um estande que funcionou como um hub de informação, relacionamento e experiências para fomentar a cultura do seguro de vida. O encontro foi uma oportunidade de fortalecer a parceria com a EQI e contribuir para ampliar o conhecimento e os benefícios do seguro de vida no planejamento financeiro.

Wiz celebra 10 anos de bolsa com lucro 34% maior no 2º trimestre

A Wiz encerrou o segundo trimestre de 2025 com resultados expressivos e em clima de comemoração: além de registrar alta de dois dígitos em seus principais indicadores financeiros, a companhia celebrou dez anos de listagem na B3. O lucro líquido consolidado do período somou R$ 93,2 milhões, avanço de 34% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Já o lucro líquido da controladora foi de R$ 49,4 milhões, crescimento de 45,8% na mesma base de comparação.

“Celebramos um importante marco para nossa companhia: completamos dez anos de listagem na bolsa de valores brasileira. Essa não é uma marca qualquer, nos enche de orgulho e precisa ser celebrada”, afirmou Marcos Vinícius de Oliveira, CEO do grupo Wiz, em nota aos acionistas. “A estrada até aqui foi repleta de superação, compromisso com a transparência, governança e geração de valor para o mercado.”

Mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador, marcado por instabilidades no país, a empresa manteve trajetória de crescimento. O EBITDA consolidado totalizou R$ 189,1 milhões no trimestre, alta de 13,9% frente ao segundo trimestre de 2024. A geração de prêmios de seguros também avançou: foram R$ 979,9 milhões emitidos entre abril e junho, 11,4% acima do mesmo período do ano passado. No acumulado do semestre, os prêmios bateram recorde, chegando a quase R$ 2 bilhões — aumento de 13,6% na comparação com o primeiro semestre de 2024.

A vertical de seguros teve destaque especial, com lucro líquido consolidado de R$ 93 milhões, crescimento de 34,9% ante o segundo trimestre do ano anterior. Segundo o executivo, o desempenho foi impulsionado por operações como Bmg Corretora, BRB Seguros e Inter Seguros — esta última alcançou a marca de 9,6 milhões de contratos ativos.

No segmento de crédito e consórcios, a receita líquida somou R$ 38,3 milhões no trimestre, com alta de 5,8% em relação ao mesmo período de 2024. O lucro líquido do segmento avançou 35,4%, totalizando R$ 13,3 milhões.

O trimestre também coincidiu com a comemoração dos 52 anos de fundação da Wiz Co. “A sensação é de que estamos no caminho certo e prontos para muito mais”, disse Oliveira. “Seguiremos embasados por rígida gestão de caixa, sede por inovação e foco em nosso planejamento estratégico.”

O CEO finalizou agradecendo aos colaboradores, conselheiros e acionistas da companhia: “Estamos prontos para o segundo semestre e muito orgulhosos do que entregamos até aqui.”

Porto premia corretores com experiência exclusiva no Rally do Sertões 

Fonte: Porto

Reforçando seu compromisso com o reconhecimento e a valorização dos corretores parceiros, a Porto promoveu mais uma edição especial da campanha “Fecha com a Porto Regional”. Desta vez, 11 corretores foram premiados com uma experiência exclusiva no Rally do Sertões, o maior rally off-road das Américas, que acontece anualmente no Brasil desde 1993.
 

A edição de 2025 teve início em Goiânia (GO) e reuniu competidores de motos, carros, UTVs e quadriciclos em um trajeto desafiador até o litoral do Nordeste. Para os convidados da Porto, a largada do evento foi cenário de uma imersão VIP com dois dias de atividades que uniram adrenalina e conexão. A experiência também marcou o início da parceria entre a Porto Seguro e o Rally dos Sertões. Pela primeira vez, a unidade de seguros do Grupo Porto é patrocinadora oficial do evento, ampliando sua presença no universo automotivo.

A ação aconteceu entre os dias 25 e 26 de julho. No primeiro dia, os corretores e seus acompanhantes tiveram a oportunidade de realizar uma volta a bordo de um veículo oficial do Rally, na pista do evento. Em seguida, tiveram acesso à Vila do Rally dos Sertões, onde puderam acompanhar os bastidores e a preparação das equipes. Já no segundo dia, o grupo vivenciou a largada oficial da competição, com acesso a um camarote exclusivo, espaço privilegiado, com open bar e vista estratégica para toda a movimentação do Super Prime.

Entre os executivos da Porto, estavam presentes Emerson Valentim, diretor executivo comercial Brasil; Wesley Andrade, diretor comercial de Minas Gerais e Centro-Oeste; além de lideranças regionais, como André Segatt, gerente da Sucursal GO, e Fabrício Coelho, gerente da Sucursal DF. Todos compartilharam a experiência ao lado dos corretores premiados, reforçando a proximidade e o reconhecimento da companhia com seus principais parceiros.

“A campanha Fecha com a Porto Regional tem como objetivo valorizar quem está na linha de frente dos negócios. E proporcionar uma vivência como essa, no coração de um dos maiores eventos automotivos do país, é uma forma de agradecer a parceria e incentivar cada vez mais o nosso crescimento conjunto”, comenta Emerson Valentim.

Atualmente, a Porto conta com mais de 45 mil corretores parceiros, profissionais que possuem o conhecimento técnico necessário para identificar os melhores produtos e serviços de forma personalizada, atendendo às necessidades específicas de cada cliente. Com essa iniciativa, a companhia reafirma seu compromisso em valorizar e reconhecer a dedicação e o esforço desses profissionais de maneira inovadora.

Presidente do CVG-SP recebe associados do CCS-SP e destaca potencial do seguro de vida

por Marcia Alves

Recebido pelo mentor Álvaro Fonseca e diretoria do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) no tradicional almoço da entidade, realizado no dia 5 de agosto, no Terraço Itália, o presidente do Clube Vida em Grupo São Paulo (CVG-SP), Anderson Mundim apresentou o seguro de vida como uma grande oportunidade de rentabilidade para os corretores de seguros, considerando que o ramo ainda tem muito espaço para crescer no país.

Frequentador dos eventos do CCS-SP, sempre na condição de executivo de seguradora, Mundim participou pela primeira vez do almoço como presidente do CVG-SP. Acompanhado de Paulo Meinberg, membro do Conselho Consultivo, e de Mario Jorge Pereira, diretor adjunto da diretoria de Relações com o Mercado na atual gestão, Mundim destacou a atuação da entidade, ao longo de 44 anos, na disseminação do seguro de pessoas e na formação profissional.

O presidente do CVG-SP trouxe dados que demonstram, por um lado, o crescimento contínuo do ramo vida nos últimos anos, mas, por outro, a sua ainda baixa penetração. Em 2025, no primeiro quadrimestre, o prêmio direto do seguro de pessoas cresceu 9,1%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, passando de R$ 23,03 bilhões para R$ 25,11 bilhões. Entre 2024 e 2023, o crescimento foi de 19,7% e no período entre 2023 e 2022, de 9,5%.

No entanto, apenas 17% da população possuem seguro de vida. “E pasmem, destes, se tirarmos a parte dos seguros vendidos por organizações bancárias e dos exigidos por convenção trabalhista, teremos apenas 3%. É muito baixo, mas, por outro lado, é positivo, porque revela um mar de oportunidades”, disse. Ele mapeou estas oportunidades, acrescentando dados demográficos e de renda. “Temos 212 milhões de habitantes; 69% entre 29 e 70 anos; 47% são da classe média”, disse.

Mundim mostrou, ainda, no mapa de oportunidades, que também há espaço para a venda de seguro de vida coletivo para o segmento PME, que é composto por 18 milhões de pequenas e médias empresas, bem como para outros segmentos, como o agronegócio. Ele avalia que, atualmente, os produtos de seguro de vida apresentam atrativos que despertam o interesse da população mais jovem, como as assistências, as novas coberturas e, em alguns casos, a possibilidade do resgate do valor pago.

Venda de valor

Para o dirigente, uma das melhores maneiras de os corretores aumentarem as vendas de seguro de vida é a partir da própria carteira, o conhecido cross sell. “Como trazer o cliente que têm apenas um ou dois produtos? Esta é minha provocação. Temos de envolver os funcionários da corretora, as novas gerações, os filhos, para tentar enxergar esse cliente”, disse. Ele sugeriu, ainda, aos corretores que firmem parcerias ou designem um funcionário especialmente para prospectar seguro de vida.

Mundim reconhece que, diferentemente do seguro automóvel, a venda de seguro de vida requer estudo do ramo e entendimento do cliente. “O segredo é conhecer o cliente. Cada um já tem sua necessidade de proteção, você só precisa ativá-la”, disse. Tal investimento em tempo e conhecimento, segundo ele, é compensado pela maior remuneração. “A venda de seguro de vida representa no futuro uma aposentadoria para o corretor, pena que muitos não enxerguem esse valor”, disse.

Por seus cálculos, o corretor que vender um seguro de vida por dia terá sua rentabilidade garantida no futuro. “Além disso, o seguro de vida não tem a concorrência acirrada como, por exemplo, automóvel ou residencial ou saúde”, disse. Outra vantagem, a seu ver, é a fidelização do cliente. “Quem confia em você, compra mais”, disse. Após responder as perguntas dos corretores, Mundim encerrou sua participação, afirmando que o objetivo do CVG-SP é desenvolver o seguro de vida. 

“O CVG-SP quer ajudar os corretores a avançarem na venda desse produto tão importante e relevante para as famílias”, disse. Mundim registrou que uma das próximas iniciativas do CVG-SP será a mesa-redonda com lideranças dos corretores, marcada para o dia 21 de agosto. O mentor Álvaro Fonseca, que participará deste evento, agradeceu a presença do presidente do CVG-SP no almoço. “Tenho certeza de que as informações que trouxe servirão muito para o nosso trabalho. Obrigado”, disse.

Newe Seguros lança ação para apoiar o produtor rural

Com o mercado retraído pelo cenário macroeconômico e corte de subsídios do governo federal que causam incertezas no setor agrícola, a Newe Seguros lança uma ação inédita para apoiar e estimular o produtor rural para a safra de verão, visando a colheita da soja. Entre 1º e 20 de agosto, os clientes que emitirem apólices de seguro multirrisco para cultura de soja não terão dúvidas sobre o custo final do seguro e ainda poderão parcelar a contratação até o início do plantio. Se o produtor não conseguir acessar a subvenção por falta de verba federal, a seguradora quita a parcela referente à subvenção.

“É uma ação pioneira, pensada para proporcionar ao produtor uma solução inovadora e que possa impactar toda a cadeia rural. Hoje, diante da falta de garantia em relação ao recurso da subvenção, queremos apoiar o segmento e ser um parceiro do mercado”, afirma o diretor comercial da Newe, Marcos Vinicius Pereira, em nota.

O principal objetivo do movimento é dar suporte aos pequenos e médios produtores, que representam 77% dos estabelecimentos rurais no Brasil, segundo o Censo Agropecuário do IBGE. Esse grupo foi diretamente afetado pelo contingenciamento de R$ 445,17 milhões do orçamento de 2025 reservado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), anunciado no mês passado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e que representa 42% do total de R$ 1,06 bilhão previsto na Lei Orçamentária Anual. O PSR oferece subvenção de 20% sobre o valor do prêmio de seguro rural para a cultura da soja.

Essa retração deverá reduzir a área segurada para menos de 5 milhões de hectares, o menor volume em sete anos, deixando milhares de produtores sem acesso a apólices, principalmente no que se refere à cobertura da safra de soja, que pode ser afetada pelo fenômeno La Niña durante a colheita, prevista para fevereiro de 2026.

“A área média do programa de subvenção federal é de 50 hectares, portanto não são megaprodutores. Pelos nossos cálculos, os R$ 445 milhões contingenciados, em teoria, representam uma redução de R$ 37 bilhões de proteção que estariam deixando de ser contratados com esse movimento do governo, trazendo um impacto severo para a economia caso ocorra algum desastre climático”, destaca o vice-presidente da Newe, Rodrigo Motroni, na nota.

Além do corte no PSR, o governo anunciou um aumento de apenas 1,5% no Plano Safra 2025/2026 em comparação ao exercício anterior, passando de R$ 508,69 milhões para R$ 516,2 bilhões. As taxas de juros do Plano tiveram aumento de 1,5 a 2 pontos percentuais em relação ao programa do ciclo anterior, dificultando o acesso ao crédito.

Nesse contexto de dificuldades, o movimento da Newe foi projetado nos mínimos detalhes para amparar o setor agrícola. “Estamos trazendo uma ação disruptiva, planejada e muito calculada, para trazer fôlego e apoio ao produtor rural. Todas as propostas efetivadas serão submetidas às regras convencionais de subscrição e, em caso de sinistro, o prêmio eventualmente abatido neste processo será descontado do valor a ser indenizado, com toda responsabilidade e transparência junto a todos os envolvidos”, enfatiza Pereira.

Contratação de seguros de pessoas soma mais de R$ 30 bilhões até maio de 2025

 Relatório elaborado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, com base nas informações da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, aponta que entre janeiro e maio de 2025 as seguradoras arrecadaram R$ 31,5 bilhões em prêmios de seguros de pessoas, uma expansão de 8,6% na comparação com o mesmo intervalo de 2024.

O documento traz a análise por produto: de acordo com os resultados, 47% do total de prêmios foi em seguros de Vida (modalidades individual e coletiva), 28% no Prestamista e 12% em Acidentes Pessoais. Na comparação com os números obtidos no mesmo período do ano anterior, as maiores altas ocorreram em prêmios de seguro Doenças Graves (17,8%) e no Vida Individual (11,6%).

Cerca de R$ 7 bilhões em sinistros

O relatório destaca ainda que no período foram pagos R$ 6,9 bilhões em benefícios (sinistros) aos segurados, representando um crescimento de 8% se comparado ao resultado dos cinco primeiros meses de 2024.

Ao analisar por produto, 52% do total corresponde às indenizações pagas do Vida (modalidades individual e coletiva), 23% do Prestamista e 11% de Acidentes Pessoais. Quando avaliado o desempenho, o seguro Educacional registrou alta de 64,3% na mesma base de comparação, seguido pelo seguro Funeral (42,8%).

ESB.Corp compra a Gama Saúde da Qualicorp por R$ 163 milhões  

O Grupo ESB.Corp anuncia a aquisição da Gama Saúde, empresa especializada em terceirização de serviços em saúde, que pertence à Qualicorp. A transação, no valor de R$ 163 milhões, representa mais um passo no processo de expansão do Grupo ESB.Corp na sua atuação no setor de saúde. 

A venda da Gama está alinhada ao planejamento estratégico da Qualicorp de manter sua operação cada vez mais eficiente e direcionada ao seu core business nos planos coletivos por adesão e os planos para pequenas e médias empresas (PMEs). 

A Gama atua com modelo de BPO e aluguel de rede complementar, prestando serviços a empresas do setor de saúde em todo o território nacional. A operação está sujeita à aprovação regulatória.

Nova CEO

A holding de investimentos ESB.Corp anunciou Cristiane Mendes Carvalho como sua nova CEO. A executiva, que anteriormente ocupava o cargo de Head de Estratégia e Operações, assume o comando com a missão de consolidar a governança corporativa, expandir a presença nacional e internacional do grupo e impulsionar resultados sustentáveis nas diferentes frentes em que a organização atua.

Cristiane é bacharel em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), possui MBA em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral (FDC) e detém o Master Certificate in Project Management pela George Washington University.

Com sólida trajetória em posições estratégicas nos setores de saúde, tecnologia da informação, indústria e serviços, a nova CEO reúne ampla experiência em processos de fusões e aquisições, reestruturações corporativas, internacionalização de negócios e criação de modelos de investimento com alto padrão de governança, voltados à atração de capital e à sustentabilidade dos negócios.

A chegada da executiva marca um novo momento na trajetória da ESB.Corp, que, desde o lançamento em dezembro de 2024, vem consolidando sua atuação nos segmentos de saúde, tecnologia e inovação, soluções financeiras e gestão de marcas. A holding reúne plataformas como Affiance Administradora de Benefícios, Onmed Operadora de Saúde, Hospital São José, Gerenciar Software House, Onex Data Center, Simetria Brasil, Unique Securitizadora, além de marcas como a cervejaria Läut, Jimmy Gin, Like Wine e a futura Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Santa Cruz Futebol Clube.

O novo ciclo sob a liderança de Cristiane Carvalho reforça o posicionamento da ESB.Corp como uma das holdings de investimento mais relevantes do país, com atuação diversificada, foco em inovação e potencial de crescimento contínuo. “Assumir a liderança da holding é uma responsabilidade que recebo com entusiasmo e compromisso. Nosso foco será o fortalecimento da governança, o avanço na geração de valor e a expansão sustentável das nossas operações, sempre com consistência e visão de longo prazo”, afirma a CEO.

A transição também marca a movimentação dos fundadores da holding, André Beraldo de Morais e Fernando Alves Vieira, para o Conselho de Administração. Com ampla experiência no mercado e atuação estratégica reconhecida, os empresários seguem contribuindo diretamente com a consolidação da visão institucional da ESB.Corp, tanto no território nacional quanto no cenário global, especialmente por meio de parcerias e projetos em desenvolvimento nos Emirados Árabes Unidos, com foco em investimentos e impactos sociais.

Com sede em Belo Horizonte (MG) e presença em 26 estados e no Distrito Federal, a holding reúne mais de 8 mil colaboradores diretos e indiretos, atendendo a mais de 1 milhão de vidas por meio de suas controladas.