Denise Bueno

Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

Matérias exclusivas

Euler ILS Partners estima perdas seguradas de US$ 2 bilhões a US$ 4 bilhões com o furacão Isaias

Fonte: ArtemisA Euler ILS Partners, gestora suíça especializada em investimentos em títulos vinculados a seguros (Insurance-Linked Securities, ou ILS), estimou que as perdas seguradas provocadas pelo recente furacão Isaias devem ficar entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões. A empresa destacou que os prejuízos poderão afetar estruturas de resseguro com cobertura agregada, que acumulam perdas de diferentes eventos ao longo de determinado período.Segundo a Euler ILS Partners, a avaliação dos danos apresenta um grau considerável de complexidade, uma vez que grande parte dos prejuízos foi provocada por turbulências atmosféricas localizadas.O furacão Isaias atingiu a costa nas proximidades de Destin, na Flórida, na madrugada de sábado, pelo horário local, com ventos sustentados de 105 milhas por hora (aproximadamente 169 km/h), equivalentes à categoria 2, além de rajadas ainda mais intensas.Antes da chegada do furacão ao continente, fontes do mercado e relatórios de corretoras de resseguros já apontavam para perdas seguradas estimadas em alguns bilhões de dólares, na faixa inferior a intermediária de um dígito.Em relatório divulgado após a passagem do furacão, a Euler ILS Partners ressaltou as dificuldades para calcular os prejuízos nos primeiros dias após o evento.“Atualmente, estimamos as perdas seguradas entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões. Como normalmente ocorre após a chegada de um grande furacão ao continente, o grau de incerteza permanece elevado no período imediatamente posterior ao evento, e as estimativas de perdas do setor podem sofrer revisões significativas à medida que novas informações se tornem disponíveis”, afirmou a gestora.A companhia explicou que a avaliação dos prejuízos é particularmente desafiadora porque a maior parte dos danos resultou de fenômenos atmosféricos complexos e altamente localizados. “Além disso, as fortes chuvas registradas no sudeste dos Estados Unidos antes da chegada do furacão contribuíram para a queda de um grande número de árvores sobre telhados em uma extensa área”, acrescentou.Impacto sobre o mercado de ILSA Euler ILS Partners informou que continua monitorando o evento e revisando as exposições de sua carteira de investimentos. “A Euler está acompanhando ativamente o evento e analisando as exposições de seu portfólio. As avaliações atuais indicam que não haverá impacto sobre a carteira. Entretanto, as perdas seguradas poderão contribuir para o acionamento de estruturas de cobertura agregada”, destacou.A gestora também informou que sua análise do furacão contou com o apoio do recém-lançado Global Alert System, ferramenta desenvolvida internamente e em operação desde junho.O sistema oferece previsões de furacões e tufões com até 16 dias de antecedência, mapas detalhados das áreas atingidas por terremotos e furacões com resolução em nível de rua, além de alertas em tempo real para terremotos, tsunamis, incêndios florestais, inundações, erupções vulcânicas e nuvens de cinzas.Outras estimativas apontam prejuízos econômicos de até US$ 20 bilhõesOutras instituições também começaram a divulgar suas primeiras estimativas sobre os impactos financeiros do furacão Isaias. A AccuWeather projetou que o fenômeno poderá provocar entre US$ 16 bilhões e US$ 20 bilhões em danos totais e perdas econômicas na região do Golfo do México e no leste dos Estados Unidos.Já a Cotality, anteriormente conhecida como CoreLogic, estimou que as perdas seguradas decorrentes dos ventos e da elevação do nível do mar provocada pela tempestade deverão ficar entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. Segundo a empresa, a maior parte dos prejuízos deverá se concentrar na região noroeste da Flórida, conhecida como Florida Panhandle, e no sul do Alabama.

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A AXA no Brasil realizou, na última quinta-feira (08),...

Bradesco Seguros celebra Dia do Corretor com ações de reconhecimento aos parceiros

O Grupo Bradesco Seguros celebra o Dia do Corretor,...

Resseguro mundial supera US$ 1,86 trilhão, com Munich Re na liderança e avanço de novos concorrentes

O mercado mundial de resseguros encerrou 2025 com US$ 1,864 trilhão em prêmios brutos, crescimento de 6,5% em relação ao ano anterior, em um cenário de expansão da capacidade financeira, maior concorrência e transformação dos riscos assumidos pelas companhias. A Munich Re e a Swiss Re mantiveram a liderança global, mas perderam participação relativa ao longo da última década, enquanto grupos especializados e resseguradoras sediadas nas Bermudas ampliaram sua presença.Os dados fazem parte da segunda edição do estudo Ranking de Resseguradores 2025, divulgado em setembro pela Mapfre Economics, centro de pesquisas do grupo segurador espanhol. O levantamento analisa os 25 maiores grupos de resseguros do mundo, com base nos prêmios brutos aceitos, e apresenta uma série histórica de 2015 a 2025, incluindo classificações específicas para os segmentos de Vida e Não Vida.A Munich Re permaneceu na primeira posição, com US$ 55,28 bilhões em prêmios e participação de 15,3% na amostra analisada. A Swiss Re ficou em segundo lugar, com US$ 43,16 bilhões e 11,9%. Na sequência aparecem Hannover Re, com US$ 33,48 bilhões, e Berkshire Hathaway Reinsurance Group, com US$ 24,57 bilhões.A liderança das duas maiores resseguradoras permanece expressiva, mas a distribuição dos negócios está mudando. Em 2015, a Munich Re detinha 18,8% da amostra, percentual que caiu para 15,3% em 2025. No mesmo período, a participação da Swiss Re recuou de 13,9% para 11,9%.O movimento não significa necessariamente redução dos negócios dessas empresas. Ambas ampliaram o volume de prêmios na última década, mas cresceram em ritmo inferior ao de alguns concorrentes, especialmente grupos especializados em determinadas linhas de riscos.AS MAIORES RESSEGURADORAS DO MUNDOO China Reinsurance Group subiu para a sexta posição, ultrapassando a norte-americana RGA. Já a Scor manteve o quinto lugar, apesar da redução de seus prêmios. A RenaissanceRe e a Arch Reinsurance conservaram a nona e a décima posições, respectivamente.A Mapfre Re alcançou o 11º lugar, sua melhor colocação na série histórica, com US$ 9,47 bilhões em prêmios, crescimento de 4,5% sobre 2024. A Allianz Re avançou para a 13ª posição, enquanto a Pacific Life Re Global registrou o movimento mais expressivo do ano, saltando sete posições, para o 14º lugar, com crescimento de 75,4% nos prêmios.MERCADO CRESCE, MAS CONCENTRAÇÃO ENTRE OS LÍDERES DIMINUIA transformação na estrutura competitiva fica mais evidente na análise da última década. As dez maiores resseguradoras representavam 69,5% da amostra em 2015. Em 2025, essa participação ficou em 68,8%, abaixo também dos 70,1% registrados em 2024.Entre as 25 maiores, a participação conjunta passou de 91% para 92,2% entre 2015 e 2025, indicando relativa estabilidade do peso agregado dessas empresas. O índice Herfindahl, utilizado para medir a concentração de mercado, caiu 20,3% no período, de 833,6 para 664,1 pontos. A redução revela uma distribuição mais equilibrada dos negócios entre as companhias analisadas.A Mapfre Economics observa que o setor se tornou mais diversificado em termos de empresas, embora continue geograficamente concentrado. Estados Unidos, Bermudas e Alemanha mantêm posições de destaque na atividade global.A comparação dos prêmios totais também exige cautela. O estudo informa que a Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS) ampliou a cobertura estatística dos Estados Unidos, o que afeta a comparação com edições anteriores do levantamento.RESSEGURO...

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