O Lloyd’s of London anunciou um novo consórcio com a Chubb como seguradora líder, destinado a ampliar a capacidade de seguro para riscos de guerra marítima de navios e cargas que transitam pelo Estreito de Ormuz. A iniciativa conta com o apoio de sindicatos participantes da Lloyd’s e parceiros especializados e já está disponível para corretores e clientes.
O consórcio emitirá apólices primárias para embarcações e cargas, oferecendo até US$ 200 milhões em capacidade para riscos de casco e P&I (Proteção e Indenização), além de outros US$ 200 milhões destinados exclusivamente à cobertura de cargas, segundo informações publicadas pelo Reinsurance News. De acordo com a Lloyd’s, a cobertura continuará sendo estruturada por meio de corretores, sujeita à análise individual dos riscos, condições contratuais e exclusões específicas, sempre em conformidade com sanções, controles de exportação e demais exigências legais e regulatórias.
O lançamento ocorre em um momento de aumento das tensões geopolíticas e de renovada preocupação com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e regiões próximas. Esse cenário tem influenciado tanto o apetite das seguradoras quanto a demanda por capacidade especializada para cobertura de riscos de guerra.
Não é a primeira vez que a Chubb assume papel de destaque na proteção dessa rota marítima estratégica. Neste ano, a seguradora foi escolhida pelo governo dos Estados Unidos para administrar a Gulf Maritime Insurance Facility, mecanismo bilionário apoiado pela Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC).
O presidente e CEO da Chubb, Evan Greenberg, destacou a importância da iniciativa. “Temos orgulho de liderar este consórcio, que oferece aos nossos corretores e clientes uma solução simples e eficiente para suas necessidades de seguro, ao mesmo tempo em que demonstra a relevância do setor segurador no apoio ao comércio global”, afirmou.
Pela Lloyd’s, o CEO Patrick Tiernan ressaltou que a organização trabalhará em estreita colaboração com a Chubb e os sindicatos participantes para mobilizar rapidamente capacidade especializada adicional em apoio aos navios, tripulações e cargas que transitam pelo Estreito de Ormuz.
vanA criação do consórcio ganha ainda mais relevância em um momento em que o Irã voltou a ameaçar o fechamento do Estreito de Ormuz em meio à escalada dos conflitos no Oriente Médio. A região é considerada uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo, gás e mercadorias, tornando a gestão dos riscos de guerra um tema central para seguradoras, resseguradoras e operadores do comércio internacional.





















