Porto registra lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2026 e reforça estratégia de diversificação

Companhia amplia resultados em seguros, saúde, banco e serviços, reduz dependência do automóvel e mantém avanço da estratégia de diversificação e digitalização dos negócios.

A Porto iniciou 2026 mantendo a trajetória de crescimento e diversificação dos negócios. A companhia registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre do ano, avanço de 36% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro líquido recorrente alcançou R$ 958 milhões, crescimento de 15%, marcando o quinto trimestre consecutivo de expansão em dois dígitos. 

As receitas totais do grupo somaram R$ 11 bilhões entre janeiro e março, alta de 10% na comparação anual, refletindo o avanço das diferentes verticais de negócios e a estratégia de reduzir a dependência histórica do seguro automóvel. O retorno sobre patrimônio (ROAE) do grupo atingiu 29%, enquanto o ROAE recorrente ficou em 24,7%. 

A vertical de seguros apresentou crescimento de 49% no resultado, com ROAE de 34%. Mesmo assim, saúde, banco e serviços já responderam conjuntamente por 51% do resultado total do conglomerado, todas com retorno sobre patrimônio acima de 22%. 

Na operação de seguros, as receitas e prêmios totalizaram R$ 5,7 bilhões, crescimento de 6%, impulsionados principalmente pelos segmentos patrimonial e vida, que avançaram 13% e 12%, respectivamente. No seguro automóvel, os prêmios e a frota segurada cresceram 3%, atingindo 6,3 milhões de veículos segurados. O índice combinado ampliado ficou em 85%, melhora de quatro pontos percentuais, favorecido pela redução da sinistralidade para 51%. O lucro líquido da vertical alcançou R$ 467 milhões, alta de 49%. 

Na área de saúde, a Porto Saúde registrou receita de R$ 2,3 bilhões, expansão de 15%. A carteira de beneficiários do seguro saúde cresceu 22%, chegando a 858 mil vidas, enquanto o segmento odontológico avançou 17%, alcançando 1,2 milhão de beneficiários. A sinistralidade melhorou um ponto percentual, para 68,9%, apoiada na estratégia de verticalização virtual, novos produtos, parcerias estratégicas e ações de combate a fraudes. O lucro líquido da operação somou R$ 216 milhões, crescimento de 20%. 

Já o Porto Bank registrou receita de R$ 1,9 bilhão, alta de 24%, impulsionada pelos negócios de consórcio, cartões, financiamentos, empréstimos, capitalização e riscos financeiros. O lucro líquido foi de R$ 212 milhões, avanço de 10%. 

Na vertical de serviços, a receita atingiu R$ 674 milhões. O destaque ficou para o segmento de produtos digitais, que avançou 70% no período. A companhia informou que ultrapassou 70 empresas clientes fora do ecossistema tradicional da seguradora, ampliando a diversificação das operações. 

A digitalização segue como um dos pilares estratégicos do grupo. Segundo a companhia, os 19 milhões de clientes geraram mais de 184 milhões de interações digitais no primeiro trimestre, com resolução de mais de 72% dos acionamentos via WhatsApp. Os indicadores de satisfação permaneceram elevados, com destaque para os produtos de automóvel, residência e serviços médicos. 

“O fechamento do primeiro trimestre de 2026 reflete os resultados da nossa estratégia, que mantém o cuidado como norte e busca inovar, diversificar e ampliar as maneiras como manifestamos essa essência”, afirmou Paulo Kakinoff.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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