O mercado de seguros de pessoas iniciou 2026 em ritmo de crescimento. O relatório elaborado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, com base nas informações da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, mostra que os seguros de pessoas arrecadaram R$ 13,1 bilhões em prêmios no primeiro bimestre de 2026. O resultado representa um avanço de 6,8% no comparativo com o mesmo período do ano passado, reforçando a relevância do setor na proteção das famílias e indivíduos.
Ao realizar uma análise detalhada por produto, o documento identifica que 47% do total de prêmios no bimestre foram registrados no seguro de Vida (modalidades individual e coletiva), 30% no Prestamista e 12% em Acidentes Pessoais. A comparação do período também revela que as maiores altas estão nos prêmios dos seguros Educacional (18,6%), Prestamista (17,7%) e Doenças Graves (15,0%).
O relatório também apresenta os sinistros pagos, que somaram R$ 2,8 bilhões nos dois primeiros meses de 2026, uma variação de 0,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Nessa mesma base de comparação, as indenizações pagas em seguros de Vida Individual cresceram 29,7%, seguida pelo seguro Doenças Graves (16,3%).
Ao detalhar a análise por produto, nota-se que 53% dos sinistros pagos no bimestre foram em seguros de Vida (modalidades individual e coletiva), 22% no Prestamista e 11% em Acidentes Pessoais.
Projeções para 2026
Dados da CNseg apostam que os seguros de pessoas (excluindo previdência) devem registrar alta de 7,4%, contra uma previsão anterior de 8,6%. Os destaques são os produtos de vida (+11,7%) e viagem (+12,2%), mesmo em um contexto de maior endividamento das famílias. Por outro lado, a previdência aberta ainda deve apresentar retração (-4,4%), refletindo os impactos recentes de mudanças tributárias, especialmente a incidência de IOF sobre planos VGBL, que reduziu significativamente a captação do segmento.


















