Insurtechs aceleram captação e somam US$ 5,08 bilhões em 2025

Aportes globais avançam 19,5% no ano e 66,8% no quarto trimestre, impulsionados por mega-rodadas, maior participação de resseguradoras e pelo entusiasmo com a inteligência artificial

O financiamento global para insurtechs no quarto trimestre saltou 66,8% em relação ao terceiro trimestre, alcançando US$ 1,68 bilhão — o maior volume trimestral desde os US$ 2,35 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2022, segundo relatório divulgado na quinta-feira.

No acumulado de 2025, os aportes cresceram 19,5% em comparação a 2024, somando US$ 5,08 bilhões, de acordo com o estudo da Gallagher Re, braço de resseguros da corretora Arthur J. Gallagher & Co.

O número de negócios no quarto trimestre avançou 34,2% frente ao trimestre anterior, chegando a 102 operações, enquanto o tíquete médio subiu 20%, para US$ 18,8 milhões. Do total de transações, 77 foram no segmento de property/casualty (danos) e 25 em vida e saúde.

Os Estados Unidos voltaram a liderar os aportes no quarto trimestre, respondendo por 51% do total, seguidos pelo Reino Unido, com 8%, e pela Índia, com 6%. A distribuição está em linha com a média histórica: entre 2012 e 2025, os EUA concentraram 50% do financiamento no quarto trimestre, o Reino Unido 8% e a Índia 5%.

No consolidado do ano, o volume foi impulsionado pelo forte aumento das chamadas mega-rodadas — captações de US$ 100 milhões ou mais — que passaram de seis em 2024 para 11 em 2025. O financiamento anual também contou com maior participação de resseguradoras, que realizaram 162 operações em 2025, o maior patamar já registrado em um único ano.

Segundo o relatório, o interesse em inteligência artificial vem alimentando uma espécie de renascimento das insurtechs, em um contexto em que mais de US$ 1 trilhão já foi investido em data centers e outras infraestruturas de tecnologia.

“Não parece haver falta de otimismo em relação ao poder da IA”, afirma o documento.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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