IA supera crime cibernético e lidera ranking de riscos do setor de seguros no Brasil

Fonte: O Globo

A inteligência artificial assumiu, pela primeira vez, o posto de principal risco emergente para o setor de seguros no Brasil, segundo o relatório Insurance Banana Skins 2025, da PwC em parceria com a London Foundation for Banking & Finance. 

O estudo mostra uma mudança relevante na percepção das seguradoras: o crime cibernético, que liderava o ranking nas edições anteriores, caiu para a segunda posição, dando lugar às preocupações com o uso indevido, a má governança da IA e o aumento de fraudes impulsionadas por tecnologias generativas.

No Brasil, os riscos estruturais ganharam peso. O capital humano saltou da 10ª para a 5ª posição no ranking, refletindo a escassez de profissionais qualificados, enquanto as mudanças climáticas apareceram pela primeira vez entre os dez principais riscos, ocupando a 6ª colocação — avanço expressivo em relação à edição de 2023, quando sequer eram citadas.

O relatório também destaca as dificuldades das seguradoras em atualizar sistemas legados de TI, fator que compromete a inovação e amplia ineficiências operacionais em um mercado cada vez mais competitivo, pressionado pela atuação de insurtechs e plataformas digitais. 

Apesar do alto nível de ansiedade identificado, a PwC avalia que o setor de seguros brasileiro apresenta um grau de prontidão para responder aos riscos acima da média global.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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