Swiss Re registra lucro de US$ 4 bilhões nos nove meses de 2025 e ROE de 22,5%

Resultado é impulsionado pelo forte desempenho em seguros gerais e pela baixa sinistralidade catastrófica no segundo e terceiro trimestres

A Swiss Re reportou lucro líquido de US$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre de 2025, elevando o resultado acumulado nos nove primeiros meses do ano para US$ 4 bilhões. O desempenho representa um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 22,5% e reflete principalmente a forte contribuição das operações de resseguros de danos e responsabilidade, beneficiadas por baixa incidência de catástrofes naturais no período.

Entre janeiro e setembro, o grupo registrou ganho expressivo de subscrição, com o resultado de serviços de seguros somando US$ 4,8 bilhões, bem acima dos US$ 2,9 bilhões obtidos no mesmo período de 2024. O retorno sobre os investimentos atingiu 4,1%, impulsionado por maior receita recorrente e ganhos realizados com a venda de participação acionária no início do ano. A margem recorrente também permaneceu sólida, em 4,1%.

O CEO Andreas Berger afirmou que o desempenho reflete a estratégia de reforço da resiliência do grupo e disciplina na subscrição. “Temos duas prioridades: entregar nossas metas financeiras e aumentar a resiliência da companhia. Após eventos de grandes perdas no primeiro trimestre, o segundo e o terceiro trimestres foram beneficiados por baixas catástrofes naturais, o que deu impulso significativo aos nossos negócios de danos e responsabilidade”, disse. Ele destacou ainda os esforços para melhorar o desempenho do portfólio em vigor no segmento de vida e saúde.

O CFO Anders Malmström ressaltou que todas as unidades seguem apoiadas por forte renda recorrente de investimentos: “Além de um sólido resultado de subscrição, mantivemos margens saudáveis nos novos negócios escritos ao longo do ano”, afirmou.

O índice de solvência (SST) manteve-se robusto, estimado em 268% em 1º de outubro, acima do intervalo-alvo de 200% a 250%.

Desempenho por segmento

A unidade de Property & Casualty Re registrou lucro de US$ 2,3 bilhões nos nove meses, frente a US$ 607 milhões um ano antes, impulsionada pela baixa sinistralidade catastrófica no segundo e terceiro trimestres e por resultado financeiro sólido. Grandes catástrofes somaram US$ 611 milhões no período, principalmente devido aos incêndios em Los Angeles, enquanto perdas de origem humana totalizaram US$ 277 milhões. O combined ratio caiu para 77,6%, ante 92,8% no ano anterior, colocando a Swiss Re no caminho para cumprir a meta de manter o índice abaixo de 85% em 2025.

Em Corporate Solutions, o lucro acumulado atingiu US$ 693 milhões, acima dos US$ 630 milhões do ano anterior, refletindo subscrição mais forte, menores perdas catastróficas e bom resultado de investimentos. O combined ratio ficou em 87,1%, contra 89,4% no mesmo período de 2024, superando a meta anual de manter o índice abaixo de 91%.

Já o segmento de Life & Health Re apresentou lucro de US$ 1,1 bilhão, abaixo dos US$ 1,2 bilhão de um ano antes, pressionado por menor resultado de subscrição e pelo impacto negativo de US$ 400 milhões relacionado ao reforço de premissas para carteiras de baixo desempenho em EMEA e ANZ. O grupo informou que, devido ao desempenho até setembro, a unidade não deverá atingir a meta anual de aproximadamente US$ 1,6 bilhão de lucro.

Perspectivas

Com base nos resultados até setembro, a Swiss Re afirmou estar bem posicionada para atingir a meta de lucro líquido superior a US$ 4,4 bilhões em 2025 e para cumprir os objetivos de combined ratio em seus negócios de danos e responsabilidade. Segundo o CEO Andreas Berger, as medidas para reforçar a resiliência e a disciplina de custos “fortalecem o núcleo do negócio e garantem a capacidade do grupo de atravessar cenários desafiadores”.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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