AIG lucra US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre com resultado de subscrição e alta nos investimentos

O prêmio bruto emitido pelo segmento de seguros gerais somou US$ 10 bilhões, alta de 2% na comparação anual, enquanto os prêmios líquidos ficaram em US$ 6,9 bilhões — queda de 1%

A American International Group (AIG) reportou lucro líquido de US$ 1,1 bilhão no segundo trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de US$ 4 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. O lucro ajustado após impostos foi de US$ 1 bilhão, ante US$ 771 milhões em 2024, refletindo o aumento do resultado de subscrição no segmento de seguros gerais (General Insurance) e o forte desempenho da carteira de investimentos.

O prêmio bruto emitido pelo segmento de seguros gerais somou US$ 10 bilhões, alta de 2% na comparação anual, enquanto os prêmios líquidos ficaram em US$ 6,9 bilhões — queda de 1% em termos reportados, mas alta de 1% em base comparável, impulsionados pelo crescimento de 3% nos prêmios de seguros comerciais globais, que alcançaram US$ 5,2 bilhões.

O lucro de subscrição do segmento totalizou US$ 626 milhões, avanço expressivo de 46% em relação ao segundo trimestre de 2024. O resultado foi impulsionado por menores perdas com catástrofes (US$ 170 milhões ante US$ 330 milhões no ano anterior), melhora nos desenvolvimentos de anos anteriores (US$ 112 milhões líquidos) e menores despesas de aquisição. O índice combinado caiu de 92,5% para 89,3%, refletindo redução tanto na sinistralidade (de 61% para 58,3%) quanto nas despesas administrativas (de 31,5% para 31%).

A receita com investimentos aumentou 48% no trimestre, atingindo US$ 1,5 bilhão. Em termos ajustados, o rendimento foi de US$ 955 milhões, alta de 9%. O resultado pré-impostos ajustado do segmento de seguros gerais cresceu 27%, chegando a US$ 1,5 bilhão.

O CEO da AIG, Peter Zaffino, celebrou o desempenho: “A AIG teve um segundo trimestre excepcional. O lucro ajustado por ação foi de US$ 1,81, representando um crescimento de 56% frente ao ano anterior. Alcançamos isso por meio de uma subscrição disciplinada, melhor desempenho dos investimentos e uma estratégia rigorosa de gestão de capital.”

Segundo ele, a operação de seguros gerais manteve a rentabilidade com índice combinado de 89,3%, mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador. Destaque para o crescimento de 4% nos prêmios da carteira comercial na América do Norte. Já a linha de seguros pessoais registrou retração de 3%, influenciada por mudanças na estrutura de resseguros no segmento de alta renda, que apesar de impactar o crescimento, contribuiu para maior rentabilidade.

A companhia também devolveu US$ 2 bilhões aos acionistas no trimestre, sendo US$ 1,8 bilhão via recompra de ações e US$ 254 milhões em dividendos. A dívida representava 17,9% do capital total da empresa no fim do trimestre, e a liquidez da holding era de US$ 4,8 bilhões. As agências Moody’s e S&P elevaram o rating de solidez financeira das subsidiárias seguradoras da AIG, reconhecendo a robustez do balanço da companhia.

Zaffino concluiu destacando a melhoria do retorno operacional sobre o patrimônio (ROE), que subiu para 11,7%, impulsionado pela iniciativa “AIG Next”, que já gerou mais de US$ 500 milhões em economia. “Entramos no segundo semestre com grande impulso e plena confiança em nossa capacidade de atingir as metas de longo prazo, gerando valor excepcional para todos os nossos stakeholders”, afirmou.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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