CSN avança contra IRB na Justiça e pede mais do que vale a companhia

Em julgamento, STJ dá aval para que siderúrgica continue processo de US$ 700 milhões por supostos danos em apólice no porto de Sepetiba

Fonte: Folha

A CSN, do empresário Benjamin Steinbruch, obteve mais uma virada no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Desta vez, a siderúrgica conseguiu anular decisões judiciais estaduais que barravam uma disputa envolvendo o IRB (Re) e, se obtiver sucesso, cobrará US$ 700 milhões (R$ 4 bilhões) do instituto de resseguro, cujo valor de mercado é de US$ 654 milhões (cerca de R$ 3,7 bilhões).

A disputa remonta a 2013, quando a CSN fechou um acordo com a SulAmérica e o IRB para encerrar uma batalha judicial que já durava dois anos. Motivo: prejuízos no terminal da CSN no porto de Sepetiba (RJ).

As seguradoras se comprometeram a pagar R$ 168 milhões à siderúrgica, que passaria a cobrar outros R$ 25 milhões de resseguradores internacionais.

As discussões começaram em 2007, porque ambas afirmaram que a apólice não dava cobertura a operações relacionadas à exploração de carvão e a CSN estava desenvolvendo um terminal voltado ao minério de ferro naquele porto.

No entanto, a siderúrgica afirma ter descoberto “vícios” no contrato, cancelou o acordo e abriu novamente um frente na Justiça para exigir reparações.

Houve trocas de acusações. No processo, o IRB disse que a ação movida pela siderúrgica repete uma sistemática da empresa de destruir seus ativos para renovar a cobertura de seu patrimônio com apólices de seguro, o que a CSN nega.

A empresa de Steinbruch considera que as seguradoras falharam em compromissos pactuados de protegê-la, especialmente em relação ao risco da companhia perante concorrentes internacionais.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

2 COMENTÁRIOS

  1. Resultado previsível. Inocência do IRB: empresário Benjamin Steinbruch tem o STF no “bolso” e certamente será beneficiado em um crime já cometido anteriormente.
    Infelizmente o IRB será definitivamente prejudicado, todo mercado nacional vai pagar a conta e CSN poderá ficar sem uma seguradora que aceite garantir seu patrimônio.

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