Receitas de resseguro aumentam 7,4% no primeiro semestre, para US$ 77,6 bilhões

Os prêmios líquidos emitidos de resseguro não vida no primeiro semestre aumentaram 7,4%, para US$ 77,6 bilhões, entre um grupo de 18 resseguradoras não vida, informou um relatório divulgado na terça-feira pela Fitch Ratings Inc.

O grupo teve um índice combinado de resseguro agregado no primeiro semestre de 88%, incluindo “perdas moderadas” de catástrofes, disse a Fitch, em comparação com 89,4% no primeiro semestre de 2022.

Embora as renovações de resseguros de junho a julho de 2023 tenham sido mais “ordenadas” do que a renovação “frenética” de janeiro de 2023, resultaram em aumentos de preços semelhantes, disse a Fitch.

Os mercados de seguros de Property dos EUA viram os aumentos de preços mais acentuados, com aumentos de 30% a 75% para negócios atingidos por perdas gerais ou catástrofe, enquanto as taxas livres de perdas aumentaram mais modestamente de 10% a 40%. As propriedades da Flórida tiveram aumentos de 30% a 40% nas taxas para perdas por catástrofe que atingiram os negócios, refletindo o impacto do furacão Ian em 2022.

As alterações nas taxas de resseguro de acidentes nas renovações de meados do ano de 2023 mostraram mais estabilidade em relação à propriedade, com preços que continuam a exceder os custos de perdas. As resseguradoras, no entanto, continuam preocupadas com a adequação dos preços devido à inflação econômica e social, disse a Fitch.

Os resultados devem permanecer favoráveis no segundo semestre e em 2024, à medida que os aumentos das taxas ficam à frente das tendências dos custos de perdas, disse a Fitch.

“É provável que o crescimento dos prêmios continue, mas a um ritmo reduzido à medida que os reajustes de preços diminuem e uma potencial recessão amortece o crescimento da exposição”, mesmo que “uma inflação mais elevada tenha impulsionado os prêmios através de valores segurados mais elevados”.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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