Preocupação com a inflação volta ao radar, segundo CNseg

A mediana das projeções do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano continua a ser ajustada, de 5,27% para 5,29%. Mas permanecem estáveis para o ano que vem

Energia elétrica, gasolina e alimentação pesaram nos itens avaliados pelos analistas que mais acertam as projeções do Boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Os chamados “TOP 5” puxaram da mediana do IPCA, de 6,49% para 7,03% para este ano. Para 2022, a mediana subiu de 3,75% para 3,80% para 2022, considerando todos os analistas consultados. “Realmente é muito preocupante. Se a inflação oficial medida pelo o IPCA veio em junho numericamente abaixo do esperado, mas qualitativamente pior, o IPCA de julho pode vir a trazer surpresas negativas em ambos os aspectos”, destaca Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, ao analisar os dados do IPCA-15, divulgados na semana passada.

Segundo Simões, a projeção para 2022 é muito importante, pois é nela que está o foco da política monetária. “Com inflação mais alta no curto prazo, é natural que se espere um ajuste maior dos juros nominais para que os juros reais continuem no nível considerado necessário para trazer a inflação de volta à meta no prazo relevante. E isso ocorreu a despeito da continuidade do ajuste na expectativa mediana para a Selic, que para o final deste ano subiu de 6,75% para 7,00%, a mesma projeção para o final de 2022”, destaca o economista.

Um item que segurou um avanço maior da inflação foi um produto do setor de seguros tomado de forma ampla, os planos de saúde, que com o rateio do reajuste da ANS (que foi negativo este ano) feito pelo IBGE em sua metodologia para distribuir a variação ao longo do ano, caiu 1,36%, comenta Simões.

Leia a íntegra do Boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas produzido pela CNseg

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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