Somos dependentes da cadeia de seguro e resseguro, diz diretor da Petrobras

Hoje vi uma matéria muito interessante no site da Escola Nacional de Seguros. O texto traz informações do I Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que infelizmente não pude cobrir. Por achar a notícia muito relevante e que pode ser base para pesquisa, com dados importantes para quem estuda o setor, vou reproduzi-la na integra aqui. Assim fica guardada para futuras consultas sobre pré sal.

A íntegra está no link http://funenseg.empauta.com/funenseg/index.php?action=1&data=20111025&utm_campaign=empauta mail&utm_medium=mail&utm_source=empauta

A previsão de investimento total da Petrobras para o período 2011-2015 é de US$ 224,7 bilhões e, somente para a exploração do pré-sal, a empresa deverá destinar US$ 53,4 bilhões até 2015. Diante deste cenário otimista, o setor de resseguros terá grandes oportunidades nos próximos anos, já que o trabalho da indústria petrolífera envolve uma série de proteções, que vão desde o seguro de riscos de engenharia até o seguro saúde para os colaboradores. O assunto foi tema de debate no I Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, realizado na última semana.

O diretor Financeiro e de Relações Institucionais da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a produção atual da empresa é de 2,7 milhões de barris e a expectativa é de que este número chegue a 4 milhões em 2015. Para isso, será preciso instalar 19 novas unidades de produção, que terão o custo aproximado de US$ 1 bilhão cada. “Cada uma dessas estruturas demandará um seguro de risco de engenharia e depois um seguro para sua operação. Somos dependentes da cadeia de seguro e resseguro”, explicou.

De acordo com o executivo, o valor segurado pela Petrobras corresponde a US$ 100 bilhões e o prêmio pago para as apólices de risco operacional no Brasil foi de US$ 60 milhões. “Se incluirmos o seguro de riscos de engenharia, esse valor sobe para US$ 160 milhões”, acrescentou.

Para Luis Felipe Pellon, do escritório de advocacia Pellon & Associados, o mercado de resseguros vem se mostrando um grande parceiro para a atividade de exploração do petróleo. Segundo ele, não há como trabalhar neste ramo sem proteção. “Toda essa cadeia é passível de seguro e resseguro, o que vai implicar em um grande desenvolvimento para o nosso setor”, apontou.

Carlos Vinicius Coutinho, do IRB-Brasil Re, ressaltou que grande parte da prospecção de petróleo no Brasil é feita em águas profundas. De acordo com ele, isto torna a atividade mais complexa, mas, por outro lado, gera um volume de prêmios mais significativos. A falta de profissionais experientes, a questão logística e as inovações tecnológicas foram citadas por Coutinho como alguns dos desafios enfrentados pelos resseguradores.

Susan Swails, da Chartis Insurance, também destacou que é preciso aprender a cada minuto com as novas tecnologias usadas na exploração do petróleo. Para ela, é fundamental entender os riscos para poder aconselhar o cliente sobre as melhores coberturas e também para precificar. “Quanto mais informações tivermos, mais justa será a precificação. Na verdade, não sabemos qual o custo exato de um sinistro. Temos o valor dos equipamentos, mas não sabemos o valor da vida. São riscos muito sofisticados”, completou.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre finanças para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Fiesp, ACSP, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do InfoMoney e do SindSeg-SP. Foi articulista da Revista Apólice. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 12 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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